segunda-feira, 13 de junho de 2022

🧠 Fanservice 3 — Quando o agrado é mental, simbólico e filosófico

 


🧠 Fanservice 3 — Quando o agrado é mental, simbólico e filosófico

Nem todo fanservice mostra pele, meu caro otaku padawan.
Alguns mexem é com a sua cabeça — com símbolos, referências, repetições visuais e piscadelas intelectuais que fazem o espectador gritar “EU PEGUEI ESSA!” antes mesmo de entender a cena.
Bem-vindo ao Fanservice Mental, o lado culto, misterioso e provocador da cultura anime.


🔮 1. O fanservice simbólico — quando a imagem diz mais do que mostra
Em obras como Neon Genesis Evangelion, o fanservice vai muito além dos figurinos da Asuka e da Rei.
A série inteira é construída como um mosaico de símbolos religiosos, psicológicos e filosóficos — cruzes explodindo, nomes bíblicos e crises existenciais.
Isso é fanservice pra quem curte decifrar o anime tanto quanto assisti-lo.

📺 Exemplos:

  • Evangelion — fanservice teológico, freudiano e existencial.

  • Serial Experiments Lain — um agrado pra quem ama decifrar o inconsciente digital.

  • Ergo Proxy — mistura filosofia e estética cyberpunk em cada quadro.

  • Texhnolyze — silêncio, decadência e niilismo como fanservice artístico.

💬 Bellacosa comenta:
Esse é o tipo de fanservice que não te faz rir — te deixa pensativo no banho, questionando sua própria existência.


🧩 2. Fanservice psicológico — o agrado do desconforto
Alguns diretores japoneses acreditam que provocar o público é o maior fanservice possível.
Satoshi Kon (Perfect Blue, Paranoia Agent) faz isso magistralmente: mistura sonho e realidade até o espectador duvidar do que é verdade.
É o fanservice que não te entrega o que quer — mas o que precisa.

📺 Exemplos:

  • Perfect Blue — desconstrução da idol e do olhar do fã.

  • Paprika — sonho como fanservice visual e mental.

  • Death Note — fanservice da estratégia e do embate intelectual.

  • Psycho-Pass — fanservice do dilema moral e da filosofia política.

💡 Curiosidade:
No Japão, há uma expressão: “観る人の修行” (miru hito no shugyō) — “o treino do espectador”.
Esses animes são feitos pra isso: desafiar o cérebro do fã e recompensá-lo com satisfação intelectual.


🎼 3. Fanservice estético — quando a beleza é a recompensa
Alguns estúdios usam o fanservice como puro deleite visual: cada frame é um presente aos olhos.
Vivy: Fluorite Eye’s Song e Made in Abyss são obras em que o espectador sente que está assistindo arte — cada cor, movimento e som são pensados pra emocionar.

📺 Exemplos:

  • Vivy: Fluorite Eye’s Song — beleza visual + drama filosófico.

  • Made in Abyss — contraste entre o visual fofo e o horror existencial.

  • Garden of Words (Shinkai Makoto) — fanservice da chuva e dos silêncios.

  • Mushoku Tensei — fanservice da jornada e da maturidade.

🎨 Bellacosa filosofa:
Fanservice estético é aquele que diz: “você merece ver algo bonito, mesmo que doa”.
É o mimo poético do criador pro fã que presta atenção.


🔍 4. Fanservice metalinguístico — o anime que ri do próprio anime
Quando Gintama, Re:Creators ou The Tatami Galaxy quebram a quarta parede e zombam dos clichês de anime, isso também é fanservice — só que feito de ironia.
É o criador piscando pro público e dizendo: “eu sei que você percebeu isso também”.

📺 Exemplos divertidos:

  • Gintama — o rei absoluto do fanservice autorreferente.

  • Re:Creators — personagens revoltados com os roteiristas.

  • The Tatami Galaxy — filosofia, humor e metalinguagem em sincronia perfeita.


🎌 Resumo do Tiozão Bellacosa:
Fanservice não é só sobre corpos — é sobre cumplicidade criativa.
É o autor entregando um segredo ao fã atento.
Às vezes é um olhar; outras, uma cruz piscando em segundo plano, um acorde de piano, ou uma palavra escolhida com precisão cirúrgica.

No fim das contas, o fanservice mais poderoso é aquele que recompensa o olhar atento e o coração envolvido.
E quem pega esses sinais... esse sim é o verdadeiro mestre otaku. 🧠✨


💬 “O fanservice é o momento em que o criador sorri através da tela e diz: obrigado por reparar.” — Bellacosa-sensei

sábado, 11 de junho de 2022

💫 Fanservice Parte 2 — Quando o agrado é para todos os gostos (e gêneros!)

 


💫 Fanservice Parte 2 — Quando o agrado é para todos os gostos (e gêneros!)

Se no passado o fanservice era dominado por biquínis e câmeras suspeitas, hoje ele evoluiu, se diversificou e até ganhou respeito acadêmico (sim, tem tese sobre isso!).
Bem-vindo ao Fanservice 2.0, onde o agrado visual é democrático — tem pra todos os públicos, estilos e preferências!


🎀 Fanservice Feminino (ou o clássico “ecchi”)
Esse é o tipo mais conhecido, e o mais antigo. É o fanservice voltado ao olhar masculino — decotes, roupas apertadas, banhos termais e acidentes convenientes.
Mas atenção: nem sempre ele é gratuito. Em muitos casos, é uma ferramenta de humor ou crítica social, como em Kill la Kill, onde o “pouco pano” é parte da mensagem sobre identidade e vergonha.

📺 Exemplos icônicos:

  • Love Hina — o tropeço clássico virou arte.

  • High School DxD — o anime que fez do fanservice seu modo de vida.

  • Fairy Tail — mescla ação e roupas mínimas como parte da estética shonen.

  • One Piece — Nami e Robin são quase uma sátira viva ao exagero.


💪 Fanservice Masculino (ou o “reverse fanservice”)
Ah, sim! O momento em que o anime diz: “agora é a vez das garotas (e garotos) suspirarem”.
Pecinhas abertas, músculos brilhando, olhares intensos — e às vezes, até slow motion com vento dramático.
Esse tipo de fanservice começou a bombar com o sucesso de animes voltados ao público feminino, como Ouran High School Host Club e Free! Iwatobi Swim Club.

📺 Exemplos que fazem sucesso:

  • Free! — nadadores com mais fanbase que boyband coreana.

  • Attack on Titan — closes de abdômens e olhares profundos de Levi.

  • Jujutsu Kaisen — Gojo Satoru redefiniu o conceito de “olhar matador”.

  • Banana Fish — mistura fanservice emocional e estético num drama sério.


🌀 Fanservice Neutro (ou “emocional”)
Esse é o tipo que não apela pro corpo, mas pro coração.
É o “fanservice” feito de momentos esperados, reencontros, ships realizados e cenas nostálgicas.
Quem nunca chorou vendo um flashback cuidadosamente construído ou um “olhar que diz tudo” entre dois personagens? Isso é fanservice emocional, e ele tá em todos os gêneros.

📺 Exemplos que aquecem o kokoro:

  • Naruto Shippuden — reencontros e lembranças de time 7.

  • Your Name (Kimi no Na wa) — fanservice da emoção e da beleza visual.

  • Spy x Family — fanservice da fofura e do humor doméstico.

  • Dragon Ball Super — trazer Freeza de volta foi fanservice puro e delicioso.


💬 Curiosidades do Tiozão Otaku Bellacosa:

  • Em japonês, o termo “moe” (萌え) se mistura com o fanservice emocional — é o calorzinho no coração ao ver algo fofo ou carismático.

  • Já o termo “kyun moment” define aquele instante que faz o fã suspirar — tipo o toque de mãos entre o casal principal.

  • Alguns diretores, como Hideaki Anno e Shinichirō Watanabe, usam fanservice como crítica ao próprio consumo otaku — genial e irônico ao mesmo tempo!


🍡 Dica do Bellacosa:
Quer entender se um fanservice é “barato” ou “bem feito”? Pergunte-se: “Isso acrescenta algo ao tom ou à estética da obra?”
Se a resposta for sim — parabéns, você está vendo arte popular em ação.
Se for não — relaxa e ria, porque às vezes o anime só quer te lembrar que o mundo também precisa de um pouco de bobagem gostosa.


🎌 Conclusão filosófica (sim, tiozão também pensa):
O fanservice, no fundo, é o reflexo do vínculo entre criador e fã — é o “olha aqui, fiz isso pra você” do mundo dos animes.
E no Japão, onde a cultura visual é sagrada, agradar o público é uma forma de respeito, humor e cumplicidade.

Então, da próxima vez que o anime der aquele “zoom suspeito”, sorria e diga:
“Arigatou, sensei. Eu vi o que você fez aí.” 😎✨


sexta-feira, 10 de junho de 2022

🔥 Fanservice — o agrado visual que virou tradição nos animes

 


🔥 Fanservice — o agrado visual que virou tradição nos animes

Ah, o fanservice… aquele momento em que o anime pausa a trama, o protagonista tropeça misteriosamente, a toalha cai e o fandom inteiro grita “EU SABIA!”.
Mas calma, padawan! Antes de achar que é só “apelação”, vamos mergulhar no lado histórico, cultural e divertido desse fenômeno que define muito da identidade dos animes modernos.


🎬 A origem da palavra
O termo fanservice (ファンサービス) nasceu no Japão dos anos 70, primeiro nas revistas de mangá e tokusatsu, pra designar cenas ou elementos criados especialmente pra agradar os fãs — literalmente, “serviço aos fãs”.
Não começou com biquínis ou decotes, mas com coisas como batalhas extras, crossovers improváveis e aparições especiais de personagens queridos.
Ou seja, o fanservice era originalmente um presente narrativo — um mimo pro público fiel.

Quem popularizou o uso moderno foi a indústria do anime nos anos 80, especialmente com títulos como Urusei Yatsura (Rumiko Takahashi), Cutie Honey (Go Nagai) e mais tarde Neon Genesis Evangelion, que misturaram ação, humor e... digamos, acenos sutis aos hormônios da juventude.


🩷 Quando o fanservice virou arte (ou arma)
Nos anos 90 e 2000, o fanservice virou parte da cultura visual: ângulos estratégicos, roupas apertadas e episódios de praia tornaram-se um ritual.
Mas também ganhou outras formas — hoje temos fanservice emocional (flashbacks, ships, reencontros), fanservice nostálgico (referências e homenagens) e o infame fanservice cômico (ecchi humorístico, tipo Love Hina e High School DxD).


💡 Curiosidades que só o tiozão otaku lembra:

  • O primeiro “episódio de praia” que se tem registro foi no anime Urusei Yatsura (1981).

  • “Ecchi” vem da letra “H”, de “hentai”, mas usada de modo leve, tipo “safadinho”.

  • Go Nagai foi um dos primeiros mangakás a usar erotismo visual com propósito cômico, criando a base do fanservice moderno.

  • Neon Genesis Evangelion e Cowboy Bebop provaram que fanservice pode ser estético, não apenas corporal — Rei Ayanami e Faye Valentine são ícones disso.

  • Até animes sérios, como Attack on Titan, fazem fanservice com closes, músculos e expressões dramáticas — pra todos os gostos!


🎭 Fanservice não é pecado — é tempero!
O problema não é o fanservice existir, mas quando ele quebra o ritmo ou o tom da história.
Um bom fanservice é como o wasabi no sushi: se for bem dosado, realça o sabor; se exagerar, faz o otaku lacrimejar.


🍙 Dicas do Tiozão Otaku Bellacosa:

  1. Aprenda a rir — muito do fanservice é paródia da própria cultura anime.

  2. Repare nos códigos visuais — o ângulo da câmera, o vento “milagroso”, o tropeço cronometrado. Tudo é metalinguagem!

  3. Respeite o contexto — o Japão usa o humor do constrangimento (hazukashii) como parte da narrativa.

  4. Não confunda com erotismo pesado — fanservice é “flertar”, não “expor”.


💬 Comentário final:
Fanservice é o espelho da relação entre criador e público: um pacto de carinho, piada e cumplicidade.
É o estalar de dedos entre o artista e o fã — um jeito de dizer: “ei, eu sei o que você gosta!”.

E cá entre nós... quem nunca deu pause num episódio pra ver se foi isso mesmo que aconteceu, que atire o primeiro Blu-ray! 😎

sexta-feira, 8 de abril de 2022

☕ Linha do Tempo dos Mainframes IBM Z

 





☕ Linha do Tempo dos Mainframes IBM Z

“Da era dos cartões perfurados ao chip quântico: a jornada de aço e silício que nunca dorme.”


🕰️ System/360 (1964)

  • CPU: arquitetura de 32 bits (EBCDIC e canal I/O)

  • Sistema Operacional: OS/360

  • Curiosidade: Primeiro mainframe com arquitetura padronizada, permitindo compatibilidade entre modelos — um marco que mudou a história da computação.

  • Nota Técnica: Introduziu o conceito de canal de I/O dedicado, separando CPU e operações de entrada/saída, o segredo da performance até hoje.

  • Origem: Nome “360” vem da ideia de cobrir 360 graus de aplicações — do científico ao comercial.


🧠 System/370 (1970)

  • CPU: 32 bits, memória virtual

  • z/OS da época: OS/VS1 e OS/VS2 (precursor do MVS)

  • Curiosidade: O “pai do MVS”. Trouxe o suporte à memória virtual paginada, um divisor de águas para multitarefa real.

  • Dica: Este sistema marcou o nascimento da cultura dos JCLs e dos datasets como conhecemos.


💾 System/390 (1990)

  • CPU: 31 bits, CMOS em transição

  • SO: MVS/ESA e OS/390

  • Curiosidade: Primeira geração a usar CMOS em larga escala, substituindo a tecnologia bipolar.

  • Nota Técnica: Introduziu o Parallel Sysplex, conceito de clustering que até hoje é referência em alta disponibilidade.


⚙️ zSeries (2000) – z900

  • CPU: zArchitecture, 64 bits!

  • SO: z/OS 1.0

  • Curiosidade: A arquitetura z/Architecture nasceu aqui, permitindo endereçamento de 16 exabytes.

  • Dica: Compatível com todo o legado 24/31 bits — prova de que no mainframe, nada se perde, tudo se preserva.


💼 zSeries z990 (2003)

  • CPU: 64 bits, até 32 processadores

  • z/OS: 1.5+

  • Curiosidade: Chamado internamente de “T-Rex”, era o monstro dos datacenters corporativos.

  • Nota Técnica: Primeiro a implementar HiperSockets, comunicação TCP/IP interna sem cabos físicos.


🛡️ System z9 (2005)

  • CPU: 64 bits, até 54 processadores

  • z/OS: 1.6+

  • Curiosidade: Introduziu criptografia integrada no hardware, raiz do que hoje é o DNA de segurança da IBM Z.

  • Dica: Perfeito exemplo de evolução invisível — performance dobrada, energia reduzida.


🚀 System z10 (2008)

  • CPU: quad-core de 4,4 GHz

  • z/OS: 1.9+

  • Curiosidade: Suporte massivo à virtualização Linux on Z, expandindo o mainframe para o mundo open-source.

  • Nota Técnica: Introduziu instruções SIMD (vector) para workloads modernos.


☁️ zEnterprise 196 (z196 – 2010)

  • CPU: 5,2 GHz

  • z/OS: 1.12+

  • Curiosidade: O mais rápido do planeta em sua época — e com um nome digno de ficção científica.

  • Dica: Podia ser acoplado a blades POWER e x86, criando o Unified Resource Manager (zBX).


🔗 zEnterprise EC12 (zEC12 – 2012)

  • CPU: 5,5 GHz, 101 núcleos

  • z/OS: 2.1+

  • Curiosidade: Suporte a criptografia de 512 bits e compressão hardware em tempo real.

  • Nota Técnica: Introduziu Flash Express, o SSD dentro do mainframe.


🌐 z13 (2015)

  • CPU: 5 GHz, 141 núcleos

  • z/OS: 2.2+

  • Curiosidade: Focado em mobile e transações digitais — nascia o mainframe da era dos smartphones.

  • Dica: Primeira plataforma a processar 2,5 bilhões de transações diárias (imagine o WhatsApp dos bancos!).


🤖 z14 (2017)

  • CPU: 5,2 GHz

  • z/OS: 2.3+

  • Curiosidade: Encriptação total — “Pervasive Encryption” em todos os níveis de dados.

  • Nota Técnica: Introduziu o Machine Learning Accelerator para inferência em tempo real.


🧬 z15 (2019)

  • CPU: 5,2 GHz

  • z/OS: 2.4+

  • Curiosidade: Foco em nuvem híbrida e privacidade de dados com Data Privacy Passports.

  • Dica: O design é modular e elegante, apelidado por alguns admins de “o Darth Vader dos datacenters”.


IBM z16 (2022)

  • CPU: Telum, 7 nm, AI on-chip

  • z/OS: 2.5+

  • Curiosidade: Primeiro processador de mainframe com IA integrada, permitindo detecção de fraude em tempo real.

  • Nota Técnica: Capaz de 300 bilhões de inferências/dia com latência de 1 ms.

  • Origem: “Telum” vem do latim “arma” — uma referência à sua força na segurança e defesa digital.


☄️ O FUTURO: IBM Quantum + z?

  • IBM já fala em integração futura entre Quantum Safe Cryptography e zSystems, unindo o aço do passado com os qubits do futuro.


📘 Conclusão Bellacosa

Do System/360 ao z16, o mainframe evoluiu, mas sem perder a alma: resiliência, compatibilidade e segurança.
Enquanto outras plataformas nascem e morrem, o IBM Z segue reinventando o legado — e ensinando que tradição e inovação podem caminhar lado a lado.

🧭 “No mainframe, o futuro sempre começa sem desligar o passado.”
— Bellacosa Mainframe


 

quinta-feira, 7 de abril de 2022

🎌💥 Neon Genesis Evangelion — O Anime Mais Incompreendido da História

 🎌💥 Neon Genesis Evangelion — O Anime Mais Incompreendido da História




Entre anjos, robôs e traumas, um mergulho na psique humana disfarçado de mecha shounen.


📜 Título Original: Shin Seiki Evangelion (新世紀エヴァンゲリオン)

Ano de lançamento: 1995
Autor / Diretor: Hideaki Anno
Estúdio: Gainax
Gênero: Mecha, psicológico, drama, filosofia, ficção científica


⚙️ Sinopse

Num futuro pós-apocalíptico, a humanidade é ameaçada por seres misteriosos chamados “Anjos”.
Para combatê-los, adolescentes são recrutados para pilotar bio-máquinas gigantes chamadas EVA Units.
O protagonista, Shinji Ikari, é um garoto introvertido que vive em conflito com o pai — o enigmático Gendo Ikari — e com sua própria vontade de existir.

Mas, ao contrário do que parece, Evangelion nunca foi sobre robôs.
É sobre vazio, culpa, depressão e o desejo de ser aceito.


🧠 Por que foi tão incompreendido

Quando estreou, o público esperava um anime de ação mecha ao estilo Gundam, com lutas grandiosas e heróis corajosos.
Mas Hideaki Anno, que sofria de depressão na época, entregou um tratado psicológico e existencial disfarçado de entretenimento pop.

Ao invés de vitórias, os episódios finais mergulharam na mente fragmentada dos personagens — um caos filosófico que confundiu muita gente.
O final original (episódios 25 e 26) foi tão abstrato que o público invadiu a sede da Gainax com pichações e ameaças, exigindo explicações.

A resposta?
O filme “The End of Evangelion” (1997), um final alternativo brutal, visualmente épico e igualmente perturbador.




🧩 Os Personagens

  • Shinji Ikari: o protagonista que só queria ser amado.

  • Rei Ayanami: a garota enigmática entre o humano e o divino.

  • Asuka Langley Soryu: orgulho, trauma e vulnerabilidade em forma de fogo.

  • Misato Katsuragi: a mulher adulta presa entre culpa e instinto maternal.

  • Gendo Ikari: o pai que substituiu amor por controle.

Cada um representa um pedaço quebrado da alma humana — e juntos, formam um espelho desconfortável da nossa própria mente.


💬 Curiosidades

  • A série usou referências cabalísticas, cristãs e psicanalíticas apenas por estética — segundo o próprio Anno, “para parecer inteligente”.

  • O orçamento acabou antes do final, forçando uma conclusão experimental.

  • Hideaki Anno afirmou depois: “Evangelion é eu, e eu sou Evangelion.”

  • O impacto foi tão grande que o Japão entrou numa “era pós-Eva”, mudando o tom de vários animes da década seguinte.


📈 Aceitação do Público

Inicialmente, foi odiado e adorado na mesma medida.
Hoje é considerado uma das obras mais influentes da história da animação japonesa, moldando séries como RahXephon, Darling in the FranXX e até Attack on Titan.

Nos relançamentos modernos (Rebuild of Evangelion, 2007–2021), o público amadureceu junto com a obra — e muitos entenderam que a mensagem nunca foi “salvar o mundo”, e sim “salvar a si mesmo”.


Conclusão Bellacosa

“Evangelion não é sobre vencer monstros, é sobre sobreviver a si mesmo.”

Foi chamado de confuso, pretensioso, depressivo — e é tudo isso mesmo.
Mas também é poesia sobre a solidão humana, e talvez o primeiro anime a dizer em alto e bom som que heróis também choram.

Por isso, Neon Genesis Evangelion continua sendo o anime mais incompreendido — e mais necessário — da história.

terça-feira, 5 de abril de 2022

⚡🎭 Tokusatsu — A Magia Explosiva dos Heróis Japoneses

 


⚡🎭 Tokusatsu — A Magia Explosiva dos Heróis Japoneses

Se você vibra com heróis mascarados, monstros gigantes e transformações cheias de efeitos práticos, então já é, oficialmente, um fã de tokusatsu — mesmo que ainda não saiba disso!
Esse gênero é o coração pulsante do entretenimento japonês, um misto de ficção científica, moralidade heroica e muita criatividade visual. 🦸‍♂️🔥


🎥 O Que é Tokusatsu?

A palavra "tokusatsu" (特撮) vem de tokushu satsuei, que significa “filmagem especial” — ou seja, efeitos especiais práticos usados em filmes e séries.

Mas, mais do que uma técnica, o tokusatsu virou um gênero completo, que engloba desde monstros gigantes até heróis coloridos com armaduras e robôs.
Seja um guerreiro que cresce 50 metros de altura, um robô que protege o universo ou um grupo de jovens com uniformes metálicos — tudo isso é tokusatsu. 🌈


🕰️ Origem e História

Tudo começou no Japão do pós-guerra, com um país que buscava esperança e reconstrução.
Em 1954, surge o mito: Godzilla (Gojira) 🦖 — criado por Ishirō Honda e Eiji Tsuburaya.
O filme misturava drama humano, destruição e crítica às armas nucleares.
E com ele, nasceu o estilo tokusatsu moderno.

💥 A partir daí, Tsuburaya levou a magia dos efeitos práticos para a TV:

  • Ultraman (1966) trouxe o herói espacial que enfrenta kaijus em batalhas épicas.

  • Kamen Rider (1971) combinou motos, insetos e justiça social.

  • Super Sentai (1975) coloriu o gênero com equipes, robôs e coreografias em grupo.

Nos anos 80 e 90, o tokusatsu dominou as tardes da TV japonesa (e brasileira!), e muitos heróis viraram ícones pop — de Jaspion a Changeman, de Cybercops a Metalder.


🌟 Principais Ramos do Tokusatsu

SubgêneroDescriçãoExemplo Clássico
🦖 Kaiju EigaFilmes de monstros gigantes.Godzilla, Gamera
👽 Ultra SeriesHeróis alienígenas que defendem a Terra.Ultraman, Ultraseven
🏍️ Kamen RiderHeróis solitários com armaduras e motos.Kamen Rider Ichigo, Black RX
🧑‍🤝‍🧑 Super SentaiEquipes de heróis coloridos que lutam juntos.Goranger, Zyuranger
🤖 Metal Hero SeriesGuerreiros cibernéticos e policiais espaciais.Jaspion, Jiban, Winspector

💫 Curiosidades Que Todo Otaku Vai Curtir

  • 🎬 O mestre dos efeitos, Eiji Tsuburaya, também trabalhou em Godzilla e criou o primeiro Ultraman. Ele é considerado o “pai do tokusatsu”.

  • 👹 Os monstros (kaijus) são feitos com fantasias enormes de borracha e espuma, filmados em maquetes incríveis — técnica chamada suitmation.

  • 🦸 As lutas são coreografadas por dublês lendários, conhecidos no Japão como suit actors.

  • 🎶 A trilha sonora é sempre marcante — cada série tem aquele tema que gruda na alma (“Jaspion, o guerreiro do futurooo!” 🎵).

  • 🧠 Muitos roteiros têm mensagens filosóficas ou ecológicas, falando sobre humanidade, progresso e respeito à natureza.


🔍 Alguns Clássicos Antigos Que Valem a Revisita

  • 🦸‍♂️ Ultraman (1966) — o pai de todos os heróis gigantes.

  • 👹 Spectreman (1971) — herói dourado ecológico e reflexivo.

  • 🏍️ Kamen Rider Black (1987) — clássico sombrio e amado no Brasil.

  • ⚙️ Metalder (1987) — um guerreiro poético em busca de sentido.

  • 🚓 Jiban (1989) — o policial biônico com coração humano.

  • 🚀 Winspector (1990) — patrulha de heróis tecnológicos com espírito de equipe.


💥 E Alguns Que Você Não Pode Perder Hoje

  • 🔥 Kamen Rider Build (2017) — ciência, emoção e política num só pacote.

  • 💎 Ultraman Z (2020) — mistura de nostalgia e efeitos modernos.

  • 🦾 Gokaiger (2011) — um tributo épico a toda a história dos Super Sentai.

  • 🌌 Shin Godzilla (2016) — repensa o mito original de forma brilhante.

  • 🧬 Kamen Rider Black Sun (2022) — releitura adulta e cinematográfica.


💡 Dicas Para Quem Quer Mergulhar no Universo Tokusatsu

  1. 🕰️ Comece pelos clássicos curtos (Spectreman, Jaspion, Ultraman).

  2. 📱 Use plataformas oficiais — canais como Tsuburaya Official e Toei Tokusatsu World têm episódios grátis no YouTube.

  3. 🌈 Observe os temas sociais — cada série fala mais sobre o Japão (e sobre nós) do que parece.

  4. 👁️ Curta os efeitos práticos — maquetes, miniaturas e explosões reais têm um charme que CGI nenhum substitui.

  5. 💬 Participe das comunidades otaku — troque teorias, memes e nostalgia com outros fãs.


🌸 Por Que Tokusatsu Continua Encantando

Mais do que explosões e monstros, o tokusatsu é sobre esperança.
Ele nasceu em um país que precisava acreditar de novo — e ensinou que a justiça pode vir em qualquer forma, até de um guerreiro mascarado com um coração puro. 💖

É um lembrete de que, mesmo diante do caos, ainda podemos escolher proteger o que é bom.
E é por isso que, décadas depois, ainda nos emocionamos quando ouvimos:

“Transformar!” ⚡


🧭 Resumo Rápido

ItemDetalhes
🎬 SignificadoTokusatsu = “filmagem especial”
🗓️ OrigemJapão, década de 1950
🧙‍♂️ Criadores-chaveEiji Tsuburaya, Shotaro Ishinomori
🧠 TemasHeroísmo, tecnologia, natureza, ética
🌍 SubgênerosKaiju, Sentai, Kamen Rider, Metal Hero
🎞️ LegadoInfluenciou cinema, anime e cultura pop mundial

✨ Tokusatsu é, no fim das contas, uma celebração do impossível — o encontro entre o humano e o heróico.
E como todo bom fã sabe:

“Quando a esperança brilha, o herói aparece.” 🌟

💻 Bellacosa Mainframe Blog — IBM System z16: O Mainframe da Era da Inteligência Artificial e Confiança Digital

 


💻 Bellacosa Mainframe Blog — IBM System z16: O Mainframe da Era da Inteligência Artificial e Confiança Digital




🕰️ Ano de lançamento

2022 — O IBM System z16 foi anunciado em 5 de abril de 2022 e lançado oficialmente em 31 de maio de 2022.
Ele marcou um divisor de águas na história dos mainframes ao introduzir IA on-chip, prevenção de fraudes em tempo real e computação confiável de ponta a ponta.


🧩 Modelos disponíveis

  • IBM z16 Model A01 – versão corporativa de grande porte, sucessora direta do z15 T01.

  • IBM z16 Model A02 – versão de rack padrão (2023), projetada para integração com infraestruturas híbridas e cloud-native.

Ambos modelos suportam z/OS, z/VM, z/VSE, z/TPF, Linux on Z e Red Hat OpenShift de forma nativa.


⚙️ CPU e arquitetura

  • Processador: IBM Telum – o primeiro chip mainframe com acelerador de IA integrado no silício

  • Tecnologia: 7 nanômetros (projetado em parceria com a Samsung)

  • Cores por chip: 8

  • Cores por sistema: até 200 em configurações de alta densidade

  • Frequência: 5,2 GHz

  • Memória máxima: 40 TB RAM

  • Cache L3 compartilhado: 256 MB por drawer (com rede de cache cross-chip de altíssima velocidade)

  • IA On-Chip: permite inferência de machine learning em tempo real, diretamente no hardware, sem latência de rede


🧠 Versão do z/OS compatível

  • z/OS 2.5 (lançada em 2021, preparada para o z16)

  • Suporte também a z/VM 7.2, z/VSE 6.2, Linux on Z (RHEL, SUSE, Ubuntu) e Red Hat OpenShift 4.x


🧬 Introdução técnica

O IBM z16 inaugurou a era da computação preditiva segura.
Com o processador Telum, o mainframe ganhou a capacidade de analisar e reagir a eventos em tempo real, como fraudes em transações bancárias, sem sair do fluxo operacional.

Entre os avanços:

  • Inferência de IA embutida no processador: permitindo executar modelos de Machine Learning com latência inferior a 1 milissegundo.

  • IBM Quantum Safe Cryptography: criptografia resistente a ataques quânticos, baseada em novos algoritmos pós-quânticos.

  • Cloud híbrida segura: integração total com Red Hat OpenShift e IBM Cloud Pak para Data e Automation.

  • Zero Trust Architecture: segurança “de dentro para fora”, com verificação contínua de identidade e acesso.


🔁 O que muda em relação ao System z15

RecursoSystem z15System z16Evolução
Processadorz15 Core (7 nm)Telum (7 nm, IA on-chip)IA nativa e novo cache interconectado
Cores Máx.190200+5% e desempenho por core otimizado
CriptografiaPervasive + Privacy PassportQuantum Safe EncryptionProteção contra ataques quânticos
IAExterna (via frameworks)On-chip, em tempo realInferência embutida
NuvemOpenShift / Cloud PakOpenShift com IA + AIOpsCloud híbrida inteligente
RecuperaçãoInstant RecoveryResilient Recovery com IARecuperação orientada a padrões preditivos

🧾 Curiosidades

  • O chip Telum foi 100% projetado pela IBM, em Poughkeepsie (EUA), e fabricado pela Samsung.

  • O z16 foi o primeiro servidor corporativo do mundo com IA embutida no processador para inferência em tempo real.

  • É capaz de processar 300 bilhões de inferências de IA por dia sem comprometer o desempenho das cargas de trabalho tradicionais.

  • Internamente, o projeto era conhecido como “Project Telum”, nome derivado do latim “lança”, simbolizando precisão e velocidade.

  • Cada chip Telum contém 22 bilhões de transistores, um salto técnico gigantesco frente ao z15.


🧠 Dica técnica Bellacosa

👉 Use o IBM AI Toolkit for z/OS para criar e treinar modelos de IA compatíveis com o Acelerador Telum.
Os modelos podem ser desenvolvidos em Python (TensorFlow, PyTorch) e executados diretamente dentro do CICS ou DB2, eliminando latência e custo de transferência de dados.

👉 Ative o IBM Quantum Safe Security Module no z/OS 2.5 para testar a criptografia pós-quântica — essencial para quem trabalha com dados financeiros ou governamentais sensíveis.


🔍 Nota técnica

  • O z16 oferece até 40% mais throughput por drawer em cargas mistas.

  • Implementa o IBM Z Integrated Accelerator for AI, um componente físico do Telum que permite rodar modelos ONNX diretamente na CPU.

  • O barramento de interconexão entre chips foi redesenhado, aumentando a largura de banda em 30%.

  • Suporte a SMT-2 (Simultaneous Multithreading) aprimorado, melhorando o desempenho de Linux on Z.

  • Em workloads de inferência, o Telum pode atingir 300.000 inferências por segundo, sem GPU dedicada.


🏁 Resumo técnico

ItemDetalhe
Ano2022
ModelosA01 (Enterprise) / A02 (Rack-mounted)
CPUTelum (7 nm, 8 cores/chip, IA on-chip)
Memória Máx.40 TB
z/OS2.5 (nativo)
DestaquesIA em tempo real, segurança quântica, cloud híbrida inteligente
Codinome internoProject Telum

🧭 História e legado

O System z16 representa o auge da engenharia IBM Z — misturando segurança, IA e performance em uma só arquitetura.
Ele trouxe o mainframe para o mundo da decisão em tempo real, tornando possível detectar fraudes, prever falhas e automatizar ações sem intervenção humana.

Mais do que um upgrade, o z16 é o símbolo da transição do mainframe para o futuro da computação confiável e cognitiva.
E sim, padawans da Stack Mainframe: o gigante preto agora pensa — literalmente. ⚡