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domingo, 31 de agosto de 2025

🎮 Isekai (2018)

 


  • That Time I Got Reincarnated as a Slime (Tensei Shitara Slime Datta Ken)
Satoru morre e reencarna como slime em um mundo de fantasia, conquistando aliados e poder para criar uma nova sociedade.



  • The Master of Ragnarok & Blesser of Einherjar
Um estudante vai parar em um mundo nórdico e precisa usar seus conhecimentos modernos para sobreviver como governante.



  • How Not to Summon a Demon Lord (Isekai Maou to Shoukan Shoujo no Dorei Majutsu)
Um gamer hardcore é invocado em outro mundo na forma de seu personagem Demon Lord, mas tem dificuldade em interagir socialmente.



  • Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online
Spin-off do universo de SAO, ambientado em outro VRMMO, com protagonista feminina obcecada por batalhas.



  • Overlord III
Continuação das aventuras de Ainz Ooal Gown expandindo seu império isekai.

🔻 Os Filhos do Caos: a geração que nasceu na era da mentira

 


🔻 Os Filhos do Caos: a geração que nasceu na era da mentira

Por Bellacosa Mainframe | Manifesto para o Futuro Desnorteado


Eles nasceram conectados.
Cresceram com o mundo em guerra — às vezes no mapa, às vezes na tela.
São os filhos do caos: jovens que aprenderam que a verdade é uma questão de algoritmo, e que a esperança precisa competir com o scroll.

É 2025.
A Ucrânia ainda resiste. A Rússia ainda mente. E o resto do planeta continua mudando de aba.
A nova geração observa tudo em silêncio — não por desinteresse, mas porque já não sabe em que acreditar.


🌍 A Geração da Desconfiança Permanente
Os Filhos do Caos vivem num mundo onde toda narrativa é suspeita.
Cresceram vendo políticos mentirem com naturalidade, heróis virando memes e revoluções sendo vendidas como séries de streaming.
A palavra “verdade” perdeu o peso; “opinião” virou identidade.

Para eles, acreditar é um ato arriscado.
Então, aprendem a viver no entre: entre o real e o virtual, o sincero e o performático, o humano e o algoritmo.
São órfãos da certeza — e talvez, por isso, mais lúcidos que seus pais.


🧠 O Colapso da Memória Coletiva
A guerra ensinou o mundo a esquecer rápido.
Hoje, a lembrança de Mariupol é apenas um fragmento de vídeo, perdido entre trends e dublagens.
As tragédias são recicláveis: ganham trilha sonora, efeito visual, e desaparecem.

Os jovens herdaram um planeta com memória curta.
Mas dentro deles, algo resiste — uma intuição estranha de que não era pra ser assim.


🕹️ A Realidade em Beta Permanente
Os Filhos do Caos vivem num laboratório emocional.
A vida é uma interface, o humor é um filtro, o amor é uma notificação.
A guerra que moldou seu tempo não é apenas política: é existencial.
O inimigo não é um exército — é o vazio.

Eles não lutam por ideologias, mas por significado.
Não marcham, não rezam, não juram bandeiras.
Apenas tentam continuar humanos em um mundo que os trata como dados.


📡 Quando o Futuro Vira Pós-Produção
O novo século prometeu conexão e entregou vigilância.
Prometeu liberdade e entregou ansiedade.
Prometeu paz e entregou narrativas.

A geração que vem agora é híbrida:
meio digital, meio desiludida.
Mas ainda há faíscas — nos artistas que remixam dor em poesia, nos hackers que sabotam censura, nos jovens que transformam ruínas em memes para não enlouquecer.

Eles não acreditam mais em heróis.
Mas acreditam em ecos.
E é isso que os torna perigosos — porque o eco é o início da resistência.


💬 Para o Padawan que carrega o peso de nascer depois da verdade:
Não se iluda — o mundo não voltará a ser simples.
Mas talvez a simplicidade não seja mais necessária.
O que importa agora é manter a lucidez acesa, mesmo que fraca, mesmo que sozinha.

“Os filhos do caos não precisam restaurar o mundo —
apenas lembrar que ainda é possível senti-lo.”


🕯️ O futuro já não tem heróis.
Mas tem sobreviventes —
e são eles que escreverão, com dedos trêmulos e olhos cansados,
a próxima versão da verdade.

sábado, 30 de agosto de 2025

🎮 🌌 O primeiro anime isekai



 O gênero isekai (“outro mundo”) não nasceu de repente, mas foi se moldando ao longo do tempo.

📌 O primeiro considerado isekai de fato:

  • Aura Battler Dunbine (聖戦士ダンバイン)

    • Ano: 1983

    • Sinopse: Um jovem do Japão moderno é transportado ao mundo de Byston Well, onde pilota mechas orgânicos chamados Aura Battlers em meio a uma guerra mística.

    • Curiosidade: Foi criado por Yoshiyuki Tomino (mesmo criador de Gundam). É geralmente citado como o primeiro anime com a fórmula completa do isekai (personagem transportado para outro mundo e obrigado a lutar).

Antes disso, existiam histórias que flertavam com a ideia de mundos paralelos, mas Dunbine consolidou a estrutura do gênero.

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

📺 Linha do tempo de isekais nos anos 1990


 


  • Fushigi Yûgi (1995)
Miaka e Yui são transportadas para dentro de um livro chinês antigo, tornando-se sacerdotisas rivais em mundos diferentes.



  • El-Hazard: The Magnificent World (1995, OVA / TV)
Estudantes transportados para o mundo de El-Hazard, com política, romance e batalhas mágicas.




  • Magic Knight Rayearth (1994)
Três garotas são levadas a um mundo mágico para se tornarem cavaleiras lendárias e salvar a princesa.



  • The Vision of Escaflowne (1996)
Hitomi é transportada para Gaia, um mundo onde mechas e magia coexistem; mistura shoujo, romance e batalhas.



  • Those Who Hunt Elves (1996)
Grupo excêntrico de personagens presos em mundo de fantasia precisa despir elfas para encontrar feitiços tatuados em suas peles (!).



  • Nazca (1998)
Estudantes descobrem ser reencarnações de guerreiros de uma antiga civilização inca.




  • Now and Then, Here and There (1999)
Shuu é levado para um mundo pós-apocalíptico brutal, onde precisa sobreviver em meio à guerra.

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

📺 Linha do tempo de isekais nos anos 1980

 📺 Linha do tempo de isekais nos anos 1980

A década de 1980 pode ser vista como o “boot inicial” do gênero isekai. Ainda não existia o rótulo como conhecemos hoje, mas a ideia central — personagens sendo transportados para outros mundos — já começava a ganhar forma. Um dos marcos mais importantes desse período é Aura Battler Dunbine, criado por Yoshiyuki Tomino, que levou um protagonista comum para um mundo de fantasia com guerras e mechas, algo inovador para a época.

Pouco depois, Mashin Hero Wataru trouxe uma abordagem mais leve, voltada ao público jovem, misturando aventura, humor e elementos mágicos. Já no final da década, Fushigi no Umi no Nadia (concebido ainda nos anos 80) ajudou a consolidar a ideia de mundos alternativos e narrativas expansivas.

O interessante é que, nos anos 80, o isekai não seguia fórmulas rígidas. Não havia protagonistas overpower nem estruturas repetitivas. Cada obra experimentava conceitos diferentes, muitas vezes misturando ficção científica, fantasia e drama. Essa liberdade criativa foi essencial para moldar o que viria depois.

Em resumo, os anos 80 não foram sobre quantidade, mas sobre fundação. Foi nesse período que o gênero começou a existir — ainda bruto, mas cheio de possibilidades que décadas depois se tornariam padrão.


  • Aura Battler Dunbine (1983)
Mecha-fantasia onde o protagonista é transportado para Byston Well.



  • Mashin Hero Wataru (1988)
Um garoto comum é levado a um mundo mágico para derrotar um demônio e restaurar a paz.



  • Mashin Hero Wataru 2 (1989)
Continuação direta, reforçando o lado cômico e aventureiro do isekai.





  • Mado King Granzort (1989)
Crianças são levadas à Lua, onde controlam mechas mágicos para enfrentar forças do mal.

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

ENIAC: o Avô Brutal dos Mainframes

Bellacosa Mainframe apresenta ENIAC

ENIAC: o Avô Brutal dos Mainframes

Um Café no Bellacosa Mainframe

Quando falamos de IBM Z, z/OS, milhões de MIPS e uptime quase místico, é fácil esquecer que tudo isso começou com algo… barulhento, quente e absurdamente grande. Senhores padawans e mainframers raiz: apresento o ENIACElectronic Numerical Integrator and Computer, o dinossauro sagrado da computação moderna 🦕



🕰️ Origem e História — “A guerra chama, a tecnologia responde”

O ENIAC nasceu em plena Segunda Guerra Mundial, por volta de 1943, oficialmente concluído em 1945 e apresentado ao público em 1946.

📍 Local: Universidade da Pensilvânia (EUA)
🧠 Criadores:

  • John Presper Eckert

  • John W. Mauchly

🎯 Missão original:
Calcular tabelas balísticas para o Exército dos EUA. Antes dele, esses cálculos levavam dias (ou semanas) feitos à mão. O ENIAC fazia em segundos.

💡 Primeira lição Bellacosa:
Mainframe sempre nasce de missão crítica. Não é moda, é necessidade.


ENIAC

🧱 Tamanho e Aparência — “Isso não é computador, é uma usina”

Prepare-se para números que fazem um IBM Z parecer um Raspberry Pi 😄

  • 🏢 Área ocupada: ~167 m² (um ginásio pequeno)

  • ⚖️ Peso: ~30 toneladas

  • 🔌 Consumo elétrico: ~150 kW

  • 🔥 Calor gerado: suficiente para virar churrasco de operador

📦 Componentes principais:

  • ~18.000 válvulas eletrônicas

  • 70.000 resistores

  • 10.000 capacitores

  • 6.000 chaves manuais

🧠 Curiosidade Bellacosa:
Quando uma válvula queimava (e isso acontecia bastante), o sistema inteiro podia parar. Já ouviu falar de single point of failure? Pois é…


⚙️ Capacidade e Poder de Processamento

Hoje falamos em GHz e cores. O ENIAC falava em operações por segundo — e isso já era revolucionário.

  • 5.000 somas por segundo

  • 357 multiplicações por segundo

  • 38 divisões por segundo

Sem:

  • Sistema operacional ❌

  • Disco ❌

  • Memória como conhecemos ❌

📌 Programar o ENIAC era… físico
Nada de código-fonte:

  • Conectar cabos

  • Ajustar chaves

  • Reconfigurar painéis inteiros

💡 Primeiro “DevOps físico” da história
Deploy = ligar fios
Rollback = desligar fios
Debug = rezar 😇


👩‍💻 As Programadoras Invisíveis (Easter Egg Histórico 🎁)

Aqui vai um easter egg que muita gente ignora:

👉 O ENIAC foi programado por seis mulheres, matemáticas brilhantes:

  • Kay McNulty

  • Betty Jennings

  • Betty Snyder

  • Marlyn Wescoff

  • Fran Bilas

  • Ruth Lichterman

Elas:

  • Criaram lógica

  • Otimizaram fluxos

  • Resolveram bugs sem manual

E por décadas… foram esquecidas nos livros de história.

🧠 Bellacosa comenta:
Mainframe sempre teve diversidade. O problema foi quem escreveu a história depois.


🧪 Curiosidades Técnicas e Fofoquices Nerds

  • 🔥 O ENIAC ficava tão quente que o boato dizia que as luzes da Filadélfia piscavam quando ele ligava.

  • 🕯️ Válvulas queimavam com mais frequência ao ligar e desligar — por isso ele ficava ligado por longos períodos.

  • 🧮 Foi usado também para:

    • Cálculos da bomba de hidrogênio

    • Simulações nucleares

    • Estudos meteorológicos iniciais


🧬 Noções Gerais — O que o ENIAC NÃO era

Vamos alinhar expectativas:

❌ Não era programável como hoje
❌ Não tinha stored program (isso veio depois com o EDVAC)
❌ Não tinha conceito de usuário, job, spool ou batch

Mas ele provou que computação eletrônica funcionava.

💡 Ele não era prático — era visionário.


🏛️ Destino Final — “Da guerra ao museu”

Após anos de operação:

  • O ENIAC foi desligado definitivamente em 1955.

  • Desmontado.

  • Partes foram preservadas.

📍 Hoje você encontra o ENIAC em:

  • Smithsonian Institution

  • Universidade da Pensilvânia

  • Outros museus de ciência nos EUA

Ele virou:
➡️ Relíquia
➡️ Marco histórico
➡️ Avô espiritual do Mainframe


🧠 Dicas Bellacosa para Padawans Mainframe

☕ Quando alguém diz:

“Mainframe é coisa velha”

Responda com classe:

  • Velho é o ENIAC

  • Mainframe é evolução contínua desde ele

📌 Conceitos herdados:

  • Computação centralizada

  • Processamento massivo

  • Missão crítica

  • Alta confiabilidade (mesmo que o ENIAC ainda estivesse aprendendo 😄)


🧾 Conclusão — “Respeite os ancestrais”

O ENIAC não rodava COBOL.
Não tinha JCL.
Não conhecia CICS.

Mas sem ele:
❌ Não existiria System/360
❌ Não existiria z/OS
❌ Não existiria o orgulho mainframe que carregamos hoje

🖥️ ENIAC não é só história.
É a fundação de tudo.

Um Café no Bellacosa Mainframe — onde até válvula tem alma.

sábado, 16 de agosto de 2025

A nostalgica abertura do programa Enigma.


 Quem cresceu nos anos 80 do século passado e era um otaku, que gostava de rpg, anime, historia antiga, além do Centro Cultural Vergueiro, tinha uma outra casa, esta na Avenida Tiradentes, no Teatro Franco Zampari da Tv Cultura.

Perto da estaçao da Luz, Pinacoteca, Fatec, Museu de Arte Sacra no coração do Bom retiro... eita quanta volta, mas esse templo do saber abrigava 300 arqueólogos, que todos os sábados se encantavam, maravilham num programa único.



quinta-feira, 14 de agosto de 2025

A primeira de muitas mortes do COBOL

 

A primeira morte do COBOL

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Salve jovem padawan no artigo de hoje, relembrarei um causo hilario, algo que durante 20 anos perturbou e provocou as pessoas envolvidas no CODASYL 1959. Comitê que originou e desenvolveu o COBOL.



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Segunda as histórias de bastidores, o desenvolvimento da Linguagem de Programação COBOL, foi uma guerra infernal, imagine juntar diversas empresas de Mainframe, que se degradiavam insanamente pela cota de mercado, numa época em que a frase padrão era o "Meu é Maior", melhor, mais rápido, mais barato, mais isso e mais aquilo.


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Os contratos eram draconianos e as empresas que contratavam serviços informáticos eram obrigadas a comprar hardware e software do mesmo fabricante, que o código não era portável, os dados necessitavam de serem tratador para migrar entre equipamentos e acabam vitimas presos a determinado fornecedor.

Nestes caos que foram os primeiros anos da Informatica na década de 40 e 50 do seculo passado. O Governo americano, vendo que parte de seu orçamento ser consumido em Tecnologia, resolveu agir e convocou a todos. Dete chamado surgiu o CODASYL, onde o todos os envolvidos queriam um padrão, uma linguagem de programação fácil de entender e rápida de aprender.

Diferente de até então onde o Assembly e Linguagem de Máquina dominavam e raras outras linguagens tentavam angariar novos programadores, como exemplo havia o Fortran e o Flow-Matic. O nirvana desejado seria um lugar, onde não engenheiros eletrônicos pudessem trabalhar, e transformar dados comerciais em informação lucrativas, onde com um certo grau de liberdade, podemos comparar com o MS Excel dos nossos dias.


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Esse era o cenário em 1959, ano em que os melhores se reuniram e durante um ano trabalhando ora juntos, ora cada um por si, criaram a lendária LP COBOL de Terceira Geração. Mas nem tudo foram flores, egos foram feridos, sabotadores tentaram acabar com a linguagem recém nascida. Como sabemos, falharam redondamente.


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Voltando a historia,Charles A. Phillips o presidente do comitê Codasyl em fevereiro de 1960 recebe via correio, uma estranha caixa, ao abrir, se surpreende com o conteúdo, uma pessoa anonima enviou uma Lápide do COBOL.

Phillips que tinha como lema [não dobre, não enrole nem mutile!] levou o projeto a bom porto e conseguiu agradar a gregos e troianos. Num prazo recorde o mundo começou a linguagem de programação que revolucionou a informatica.


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Levou 20 anos para descobrir quem havia sido o Troll, o gozador que havia comprado e enviado a lapide ao Codasyl. Fora um dos membros, um dos participantes da esfera civil-comercial: Howard Bromberg, na época funcionário da RCA, que despeitado e nao acreditando no sucesso da empreitada, gorou e vaticinou a morte prematura do COBOL, sendo o primeiro de muitos a fazê-lo, sem sucesso.


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Então o gozão com meia culpa se desculpou e confessou estar admirado que em 1985, passado 25 anos o COBOL dominava o mercado, imagine se ele fosse vivo hoje e testemunhasse os 65 anos do Cobol.


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Os primórdios da computação foram cheios de grandes personagens, homens e mulheres que trabalharam duro para criar um mundo novo, pensando fora da caixa, lutando para transformar o mundo.

Eu em 2024 só posso agradecer a todos esses gigantes, que abriram e pavimentaram a estrada onde já dediquei 35 anos da minha vida.

Muito obrigado