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sábado, 14 de março de 2020

NEKOMATA (猫又) O Gato de Duas Caudas do Folclore Japonês

 

Bellacosa Mainframe e a lenda da Nekomata

NEKOMATA (猫又)

O Gato de Duas Caudas do Folclore Japonês

"Nas montanhas envoltas pela névoa do Japão antigo, existia o temor de que alguns gatos vivessem além do tempo natural. Quando envelheciam demais, algo mudava. Seus olhos tornavam-se mais inteligentes, seus movimentos mais humanos e suas caudas se dividiam em duas. Nesse momento, deixavam de ser simples animais para se tornar uma das criaturas mais temidas do folclore japonês: o Nekomata."


Introdução

Entre todos os yōkai (妖怪) do Japão, poucos despertam tanto fascínio quanto o Nekomata (猫又). Considerado um dos espíritos felinos mais poderosos da mitologia japonesa, ele representa a evolução sobrenatural de um gato comum que acumulou idade, experiência e energia espiritual suficiente para ultrapassar as fronteiras do mundo natural.

Ao longo dos séculos, histórias sobre Nekomatas foram registradas em livros, pinturas, lendas populares e peças teatrais. Essas criaturas eram descritas como seres inteligentes, capazes de falar, controlar os mortos, lançar maldições e assumir forma humana.

O Nekomata tornou-se uma figura tão influente que continua presente em animes, mangás, videogames e obras modernas de fantasia, sendo um dos maiores símbolos do imaginário sobrenatural japonês.


Origem do Nome

A palavra Nekomata (猫又) é composta por:

  • 猫 (Neko) = gato

  • 又 (Mata) = bifurcação, divisão

O significado mais aceito é:

"Gato de Cauda Dividida"

A característica principal do Nekomata é justamente possuir duas caudas, resultado de uma transformação sobrenatural.


Classificação Mitológica

Categoria:

  • Yōkai (妖怪)

Subcategoria:

  • Kaibyō (怪猫)

  • Espírito Felino

Natureza:

  • Sobrenatural

  • Metamórfico

  • Espiritual

Habitat tradicional:

  • Montanhas

  • Florestas antigas

  • Templos abandonados

  • Vilarejos isolados

Origem:

  • Japão Medieval


A Evolução do Gato Comum

Segundo as crenças populares japonesas, qualquer gato poderia se transformar em um Nekomata.

Essa transformação ocorreria quando o animal:

  • Alcançasse idade avançada

  • Acumulasse energia espiritual

  • Desenvolvesse inteligência incomum

  • Permanecesse muito tempo entre humanos

Diversas regiões afirmavam que um gato precisava viver:

  • 13 anos

  • 20 anos

  • 30 anos

para iniciar sua metamorfose.


A Importância da Cauda

Os japoneses antigos acreditavam que a cauda era um canal de energia espiritual.

Quanto maior fosse a cauda:

  • Maior seria o poder acumulado.

  • Maior seria o risco da transformação.

Por isso, algumas famílias cortavam parcialmente a cauda de seus gatos para evitar que se tornassem Nekomatas.

Muitos estudiosos acreditam que essa superstição ajudou a popularizar o Bobtail Japonês, raça naturalmente conhecida pela cauda curta.


Os Dois Tipos de Nekomata

Ao longo da história, surgiram duas versões distintas da criatura.


Nekomata das Montanhas

Conhecido como:

Sankai Nekomata

Vivia em:

  • Florestas profundas

  • Regiões montanhosas

  • Áreas isoladas

Características:

  • Gigantesco

  • Selvagem

  • Extremamente agressivo

Relatos descrevem criaturas do tamanho de tigres.


Nekomata Doméstico

Conhecido como:

Kaineko

Era originalmente um gato de estimação.

Após décadas vivendo com humanos:

  • Desenvolvia inteligência sobrenatural

  • Aprendia a falar

  • Passava a andar sobre duas patas

Esse é o Nekomata mais presente nas lendas urbanas.


Aparência

A descrição varia conforme a região.

As características mais comuns incluem:

  • Duas caudas

  • Olhos brilhantes

  • Pelagem escura

  • Presença intimidadora

Em algumas histórias:

  • Possui tamanho humano

  • Usa roupas tradicionais

  • Caminha como uma pessoa


Poderes Sobrenaturais

O Nekomata é considerado mais poderoso que o Bakeneko.


Necromancia

Seu poder mais famoso.

Ele pode:

  • Reanimar cadáveres

  • Controlar mortos

  • Manipular espíritos

Por isso era associado aos cemitérios.


Metamorfose

Pode assumir a forma de:

  • Homens

  • Mulheres

  • Monges

  • Nobres

Muitas histórias narram encontros com desconhecidos que depois revelavam ser Nekomatas.


Controle de Fogo Fantasma

O Nekomata pode produzir:

  • Chamas azuis

  • Fogo espiritual

  • Luzes sobrenaturais

Essas manifestações eram vistas como presságios.


Manipulação Mental

Algumas lendas afirmam que ele pode:

  • Criar ilusões

  • Alterar percepções

  • Confundir viajantes


Comunicação com os Mortos

Diferentemente de outros yōkai, o Nekomata teria acesso ao mundo espiritual.

Ele seria capaz de:

  • Conversar com fantasmas

  • Invocar espíritos

  • Obter conhecimento oculto


Inteligência Superior

As lendas frequentemente descrevem o Nekomata como:

  • Astuto

  • Paciente

  • Estratégico

Ao contrário de monstros impulsivos, ele planeja suas ações cuidadosamente.


A Lenda da Velha Montanha

Uma das histórias mais conhecidas conta que um caçador encontrou uma aldeia abandonada.

Ao entrar:

  • As casas estavam intactas.

  • Nenhum corpo foi encontrado.

  • Apenas pegadas de gatos gigantes permaneciam.

Dias depois, moradores da região afirmaram ouvir vozes humanas vindas da floresta.

Quando investigaram, descobriram que eram Nekomatas imitando pessoas desaparecidas.

A lenda tornou-se uma das mais famosas histórias de terror rural do Japão.


O Nekomata e os Mortos

Em diversas regiões japonesas, acreditava-se que gatos não deveriam ficar próximos de cadáveres.

O motivo era simples:

Temia-se que um Nekomata:

  • Possuísse o corpo.

  • O reanimasse.

  • O transformasse em um servo.

Essa superstição influenciou práticas funerárias durante séculos.


Locais de Culto

O Nekomata não possui um culto oficial como os kami do xintoísmo.

Porém existem locais associados às suas lendas.


Montanhas da Prefeitura de Fukushima

Algumas histórias antigas situam Nekomatas gigantes nessa região.


Região de Tohoku

Diversas aldeias preservam contos sobre gatos sobrenaturais.


Templos Felinos

Alguns templos dedicados a gatos homenageiam o papel espiritual desses animais no folclore japonês.


Relação com o Xintoísmo

Embora não seja um kami, o Nekomata é frequentemente associado à crença de que todos os seres vivos possuem energia espiritual.

Essa visão permitiu que gatos fossem vistos como potenciais entidades sobrenaturais.


Simbolismo

O Nekomata simboliza:

O Poder da Idade

A sabedoria acumulada ao longo do tempo.


A Dualidade

Representada pelas duas caudas.

Vida e morte.

Humano e animal.

Mundo físico e espiritual.


O Desconhecido

A natureza misteriosa dos gatos.


Curiosidades

Alguns Nekomatas Eram Benevolentes

Nem todas as histórias os retratam como monstros.

Alguns:

  • Protegiam famílias

  • Afugentavam espíritos malignos

  • Guardavam templos


Eles Gostavam de Música

Diversas lendas afirmam que Nekomatas:

  • Tocavam shamisen

  • Cantavam

  • Dançavam

durante a noite.


Podiam Formar Comunidades

Alguns contos descrevem aldeias inteiras habitadas por Nekomatas.


Eram Temidos por Samurai

Relatos do Período Edo mostram guerreiros evitando certas montanhas consideradas território dessas criaturas.


Nekomata na Arte Japonesa

Durante os séculos XVII e XVIII, artistas criaram inúmeras gravuras mostrando:

  • Gatos dançando

  • Gatos usando quimonos

  • Gatos tocando instrumentos

Essas imagens ajudaram a popularizar o mito.


Nekomata nos Animes


Mononoke

Lançamento:

2007

Um dos animes mais famosos envolvendo espíritos felinos e yōkai.


GeGeGe no Kitarō

Primeira versão:

1968

Inclui diversos espíritos felinos inspirados em Nekomatas.


Natsume Yuujinchou

2008

Apresenta vários yōkai relacionados ao folclore dos gatos.


Nurarihyon no Mago

2010

Possui personagens inspirados diretamente em Nekomatas.


InuYasha

2000

Inclui referências a espíritos felinos e entidades semelhantes.


The Morose Mononokean

2016

Explora criaturas do folclore japonês.


Kakuriyo no Yadomeshi

2018

Apresenta seres sobrenaturais ligados às tradições japonesas.


Yokai Watch

2014

Popularizou diversos yōkai para uma nova geração.


Nekomata nos Mangás

A criatura aparece frequentemente em:

  • xxxHolic

  • Nura: Rise of the Yokai Clan

  • GeGeGe no Kitarō

  • Touhou

  • InuYasha


Nekomata nos Videogames

Nioh

2017

Possui referências a vários yōkai clássicos.


Nioh 2

2020

Expande significativamente a presença de espíritos felinos.


Shin Megami Tensei

Diversas versões incluem Nekomatas.

Primeiro jogo:

1992


Persona

A série utiliza criaturas derivadas do folclore japonês.


Yokai Watch

2013

Inclui versões inspiradas no Nekomata.


Como Identificar um Nekomata Segundo as Lendas

Os antigos japoneses acreditavam que um gato poderia estar se tornando um Nekomata se:

  • Ficasse excessivamente inteligente.

  • Observasse pessoas por horas.

  • Demonstrasse hábitos humanos.

  • Caminhasse sobre duas patas.

  • Produzisse sons semelhantes à fala.


Dicas para Estudiosos do Folclore Japonês

Estude os Yōkai Clássicos

O Nekomata faz parte de um sistema muito maior de entidades sobrenaturais.


Analise as Diferenças Regionais

Cada província desenvolveu versões próprias da lenda.


Compare com o Bakeneko

Entender um ajuda a compreender o outro.


Pesquise o Período Edo

Grande parte das narrativas surgiu nessa época.


Comparação entre Bakeneko e Nekomata

CaracterísticaBakenekoNekomata
CaudaUmaDuas
PoderAltoMuito Alto
NecromanciaOcasionalFrequente
TransformaçãoSimSim
InteligênciaElevadaExtremamente Elevada
PerigoVariávelMaior

Comentários Finais

O Nekomata é muito mais do que um simples gato monstruoso. Ele representa um dos aspectos mais fascinantes da cultura japonesa: a crença de que tudo possui espírito e que o tempo pode transformar qualquer ser em algo extraordinário.

Durante séculos, aldeões temeram encontrar um Nekomata nas montanhas. Samurai evitavam determinadas regiões por medo de suas maldições. Monges registravam histórias sobre gatos capazes de falar e controlar os mortos.

Hoje, embora a criatura pertença ao campo da mitologia, ela continua viva na imaginação popular. Sua imagem aparece em animes, jogos, mangás e filmes, atravessando gerações sem perder o encanto.

Talvez o segredo de sua longevidade esteja justamente na natureza dos gatos. Eles permanecem misteriosos, silenciosos e observadores. Agem como se compreendessem algo que os humanos jamais poderão saber.

E, segundo o folclore japonês, alguns realmente compreendem.

Quando um gato vive tempo suficiente para atravessar os limites da existência comum, dividir sua cauda em duas e enxergar o mundo dos espíritos, ele deixa de ser apenas um animal.

Ele se torna uma lenda.

Ele se torna o Nekomata (猫又). 🐈‍⬛🌙👁️🐾


sexta-feira, 13 de março de 2020

☕💣 APIs RESTful: O Dia em Que os Sistemas Descobriram Como Conversar Sem Trocar JCL

Bellacosa Mainframe introdução a API RestFul


☕💣 APIs RESTful: O Dia em Que os Sistemas Descobriram Como Conversar Sem Trocar JCL

Imagine a seguinte situação.

Você está em um banco em 1985. Um programa COBOL executando em um IBM Mainframe processa milhões de transações diariamente. Tudo funciona perfeitamente.

Agora avance para 2026.

O mesmo banco continua utilizando COBOL, CICS, DB2 e z/OS para movimentar bilhões de dólares todos os dias. Porém, existe um detalhe importante: os clientes não acessam mais o sistema através de terminais 3270.

Eles utilizam aplicativos móveis, internet banking, chatbots, APIs, inteligência artificial e até relógios inteligentes.

A pergunta é:

Como um aplicativo moderno conversa com um sistema desenvolvido há décadas?

A resposta, em grande parte dos casos, está em uma tecnologia chamada API RESTful.

Hoje vamos conhecer sua história, origem, criador, funcionamento, curiosidades e entender por que ela se tornou uma das tecnologias mais importantes da computação moderna.


O Que é uma API?

API significa:

Application Programming Interface

ou

Interface de Programação de Aplicações.

Uma API é um conjunto de regras que permite que dois sistemas conversem entre si.

Pense nela como um atendente de restaurante.

Você não entra na cozinha para preparar sua comida.

Você faz um pedido ao garçom.

O garçom leva o pedido.

A cozinha processa.

O garçom retorna o resultado.

A API faz exatamente isso.

Ela recebe solicitações.

Encaminha para o sistema responsável.

Obtém uma resposta.

Entrega o resultado ao solicitante.


O Que Significa REST?

REST significa:

Representational State Transfer

O termo surgiu oficialmente em:

Ano: 2000

Criado por:

Roy Thomas Fielding

Durante sua tese de doutorado na Universidade da Califórnia (UC Irvine).

O trabalho recebeu o nome:

Architectural Styles and the Design of Network-based Software Architectures

Nele, Fielding descreveu um conjunto de princípios para criar sistemas distribuídos mais simples, escaláveis e independentes.

Curiosamente, REST não é uma tecnologia.

Não é um produto.

Não é um software.

Não é um protocolo.

É um estilo arquitetural.


Quem é Roy Fielding?

Roy Fielding é uma das figuras mais importantes da história da Internet.

Além de criar o conceito REST, ele também participou da especificação de tecnologias fundamentais da Web.

Entre elas:

  • HTTP 1.0

  • HTTP 1.1

  • URI

  • Apache HTTP Server

Sim.

O mesmo protocolo HTTP que usamos diariamente para acessar sites recebeu contribuições diretas do criador do REST.

Poucas pessoas sabem disso.


Data de Criação

O conceito REST foi publicado oficialmente em:

2000

Portanto, em 2026, o REST possui:

26 anos de existência

Mesmo assim continua sendo a arquitetura dominante para integração de sistemas.

Algo raro em tecnologia.


Existe uma Versão do REST?

Não.

Esse é um detalhe interessante.

REST não possui:

  • Release 1

  • Release 2

  • Versão 10

REST é apenas um conjunto de princípios arquiteturais.

O que evolui são as tecnologias utilizadas ao seu redor:

  • HTTP

  • JSON

  • XML

  • OpenAPI

  • Swagger

  • OAuth

  • JWT

Por isso não existe algo como:

"REST versão 3.0"


Como Funciona uma API RESTful?

Uma API RESTful utiliza recursos identificados por URLs.

Exemplos:

/clientes
/contas
/cartoes
/emprestimos

Cada URL representa um recurso.

O cliente realiza operações utilizando métodos HTTP.


Os Principais Métodos HTTP

GET

Utilizado para consultar informações.

Exemplo:

GET /clientes/1001

Resposta:

{
  "codigo":1001,
  "nome":"João Silva"
}

POST

Utilizado para criar registros.

Exemplo:

POST /clientes

PUT

Atualiza um recurso existente.

Exemplo:

PUT /clientes/1001

DELETE

Remove um recurso.

Exemplo:

DELETE /clientes/1001

Uma Analogia Mainframe

Imagine um sistema CICS.

No passado, um terminal 3270 enviava uma transação.

Hoje um aplicativo celular faz uma chamada REST.

Fluxo:

App Mobile
      |
      v
API REST
      |
      v
CICS
      |
      v
COBOL
      |
      v
DB2

Para o programa COBOL, pouco muda.

Ele continua processando regras de negócio.

A diferença está na forma de acesso.


Por Que REST Ficou Tão Popular?

Antes do REST, muitas integrações utilizavam:

  • RPC

  • CORBA

  • DCOM

  • SOAP

Essas tecnologias eram poderosas, porém complexas.

REST trouxe:

  • Simplicidade

  • Escalabilidade

  • Facilidade de implementação

  • Menor consumo de recursos

O resultado foi uma adoção massiva.


O Papel do JSON

Embora REST não exija JSON, ambos praticamente cresceram juntos.

JSON significa:

JavaScript Object Notation

Exemplo:

{
  "conta":"12345",
  "saldo":1500.75
}

Comparado ao XML:

<conta>
   <numero>12345</numero>
   <saldo>1500.75</saldo>
</conta>

JSON é menor, mais simples e mais rápido de processar.

Por isso tornou-se o padrão de mercado.


Características Obrigatórias do REST

Roy Fielding definiu restrições importantes.


Cliente-Servidor

Cliente e servidor são independentes.

O aplicativo não precisa conhecer detalhes internos do sistema.


Stateless

Cada requisição deve conter todas as informações necessárias.

O servidor não depende de estados anteriores.

Essa característica facilita escalabilidade.


Cache

Respostas podem ser armazenadas temporariamente.

Isso reduz processamento e tráfego.


Interface Uniforme

Todas as APIs seguem padrões semelhantes.

Isso facilita aprendizado e manutenção.


Sistema em Camadas

O cliente não sabe quantos componentes existem entre ele e o servidor.

Pode haver:

  • Firewalls

  • Gateways

  • Balanceadores

  • Proxies

Tudo permanece transparente.


REST e o Mundo Mainframe

Muitos profissionais acreditam que REST e Mainframe são mundos diferentes.

Nada poderia estar mais distante da realidade.

Hoje encontramos APIs REST acessando:

  • COBOL

  • PL/I

  • Natural

  • CICS

  • IMS

  • DB2

  • VSAM

Praticamente todos os grandes bancos utilizam essa arquitetura.


Exemplo Real

Imagine um aplicativo bancário.

Quando o cliente consulta saldo:

GET /contas/123456/saldo

A API recebe a solicitação.

Ela chama um serviço no CICS.

O CICS executa um programa COBOL.

O COBOL consulta DB2.

O resultado retorna em JSON.

O cliente vê o saldo instantaneamente.

Tudo em poucos milissegundos.


REST no z/OS

Atualmente existem diversas tecnologias IBM para expor aplicações como APIs.

Entre elas:

  • z/OS Connect

  • CICS Web Services

  • CICS REST APIs

  • IBM API Connect

  • IMS Connect

  • MQ REST Gateway

Essas ferramentas transformam aplicações legadas em serviços modernos.


Curiosidade Histórica

Muitos dos sistemas considerados "modernos" dependem diretamente de aplicações desenvolvidas há décadas.

Quando você:

  • Faz um PIX

  • Passa cartão

  • Compra passagem aérea

  • Faz saque bancário

Existe uma grande chance de um programa COBOL estar envolvido.

E frequentemente o acesso ocorre através de APIs REST.


REST vs SOAP

Uma comparação clássica.

RESTSOAP
SimplesComplexo
LevePesado
JSONXML
Fácil adoçãoConfiguração extensa
Mais popular atualmenteMuito usado em legado corporativo

Apesar disso, SOAP continua presente em diversos ambientes bancários.


Segurança em APIs REST

Uma API aberta seria extremamente perigosa.

Por isso existem mecanismos de proteção.

Os principais:

  • HTTPS

  • OAuth 2.0

  • JWT

  • API Keys

  • OpenID Connect

Eles garantem:

  • Autenticação

  • Autorização

  • Criptografia

  • Auditoria


REST e a Era da Inteligência Artificial

A explosão da IA aumentou ainda mais a importância das APIs.

Quando um chatbot consulta informações de um sistema corporativo, normalmente utiliza APIs.

Quando um assistente virtual consulta saldo bancário, utiliza APIs.

Quando aplicações integram modelos de IA com sistemas empresariais, utilizam APIs.

REST tornou-se o idioma universal da integração digital.


O Futuro do REST

Novas tecnologias surgiram.

Entre elas:

  • GraphQL

  • gRPC

  • AsyncAPI

Mesmo assim, REST continua dominante.

O motivo é simples.

Bilhões de aplicações já utilizam esse modelo.

Sua simplicidade continua sendo sua maior vantagem.


Conclusão

APIs RESTful representam uma das maiores revoluções silenciosas da computação moderna.

Criadas por Roy Fielding em 2000, elas permitiram que sistemas de diferentes gerações passassem a conversar de maneira simples, eficiente e padronizada.

Graças ao REST, aplicativos móveis conseguem acessar programas COBOL.

Plataformas de IA conseguem consultar sistemas bancários.

Empresas integram milhares de aplicações diariamente.

E o mais curioso:

Enquanto muita gente acredita que o Mainframe ficou preso ao passado, ele continua movimentando a economia mundial utilizando tecnologias modernas de integração.

Afinal, por trás de muitos aplicativos considerados revolucionários existe algo extremamente familiar para nós, mainframeiros:

um programa COBOL processando regras de negócio com a mesma confiabilidade de décadas atrás.

A diferença é que agora ele conversa com o mundo através de APIs RESTful.

☕💣 Moral da história: REST não substituiu o Mainframe. Pelo contrário. Tornou-se uma das principais pontes que conectam a robustez do COBOL, CICS e DB2 ao universo de aplicativos, nuvem, microsserviços e inteligência artificial. 

quinta-feira, 12 de março de 2020

☕🔥 ANIMES QUE QUEBRAM A REALIDADE — PSICOLOGIA, IDENTIDADE E COLAPSO EXISTENCIAL

 

Bellacosa Mainframe e animes que quebram a realidade

☕🔥 ANIMES QUE QUEBRAM A REALIDADE — PSICOLOGIA, IDENTIDADE E COLAPSO EXISTENCIAL

Este post reúne alguns dos animes mais intelectuais, simbólicos e psicologicamente complexos já produzidos no Japão.

Essas obras não foram feitas para:

  • consumo rápido,

  • ação simples,

  • entretenimento casual.

São animes que operam como:

“debuggers da mente humana”.

Eles desmontam:

  • identidade,

  • memória,

  • ego,

  • percepção,

  • realidade,

  • trauma,

  • e consciência.

Muitos espectadores terminam essas obras com sensação de:

  • confusão,

  • fascínio,

  • desconforto,

  • crise existencial.

E isso é INTENCIONAL.


01 — THE TATAMI GALAXY

Título original

四畳半神話大系
(Yojouhan Shinwa Taikei)

Studio

  • Madhouse

Autor

  • Tomihiko Morimi

Lançamento

  • 2010

Diretor

  • Masaaki Yuasa

Gênero

  • Psicológico

  • Comédia existencial

  • Romance

  • Surrealismo

Classificação

  • +14


O ANIME DA PARALISIA EXISTENCIAL


Sinopse

Um estudante universitário revive diferentes versões de sua vida tentando encontrar o “campus perfeito”.


Temática

  • arrependimento,

  • ansiedade social,

  • possibilidades infinitas,

  • procrastinação,

  • vazio existencial.


O diferencial

A narrativa funciona como:

  • loops mentais,

  • realidades paralelas,

  • simulações emocionais.

Parece literalmente:

um sistema entrando em recursion infinita.


Personagens

Watashi

Representa o jovem perdido na própria indecisão.

Ozu

O “caos” personificado.


O que torna especial?

A direção de Masaaki Yuasa quebra TODAS as convenções visuais tradicionais.


02 — PERFECT BLUE

Título original

パーフェクトブルー

Studio

  • Madhouse

Autor

  • Yoshikazu Takeuchi

Diretor

  • Satoshi Kon

Lançamento

  • 1997

Gênero

  • Thriller psicológico

  • Horror psicológico

Classificação

  • +18


O ANIME QUE HOLLYWOOD “COPIOU”


Sinopse

Uma idol abandona a carreira musical para virar atriz, mas começa a perder a percepção entre realidade e delírio.


Temática

  • obsessão,

  • fama,

  • sexualização,

  • dissociação,

  • colapso psicológico.


O diferencial

Perfect Blue destrói a linha entre:

  • sonho,

  • realidade,

  • memória,

  • paranoia.


Influência cultural

Inspirou:

  • Black Swan,

  • Requiem for a Dream,

  • inúmeros thrillers psicológicos modernos.


03 — PAPRIKA

Título original

パプリカ

Studio

  • Madhouse

Autor

  • Yasutaka Tsutsui

Diretor

  • Satoshi Kon

Lançamento

  • 2006

Gênero

  • Sci-Fi

  • Psicológico

  • Surrealismo

Classificação

  • +16


O “INCEPTION” ANTES DE INCEPTION


Sinopse

Uma tecnologia permite entrar nos sonhos das pessoas.

Quando ela é roubada, realidade e sonho começam a colapsar.


Temática

  • subconsciente,

  • identidade,

  • desejo,

  • escapismo,

  • sonhos.


O diferencial

Paprika parece:

  • um sonho lúcido,

  • um delírio visual,

  • uma pane cognitiva coletiva.


Visualmente

É uma das animações mais criativas já feitas.


04 — ID: INVADED

Título original

イド:インヴェイデッド

Studio

  • NAZ

Lançamento

  • 2020

Gênero

  • Investigação

  • Sci-Fi

  • Psicológico

Classificação

  • +16


CSI CYBERPUNK EXISTENCIAL


Sinopse

Detetives entram no subconsciente fragmentado de serial killers para resolver crimes.


Temática

  • trauma,

  • psicopatia,

  • memória,

  • fragmentação mental.


O diferencial

Cada mente investigada vira:

  • um mundo abstrato,

  • um “database psicológico”.


05 — SCHOOL-LIVE!

Título original

がっこうぐらし!

Studio

  • Lerche

Lançamento

  • 2015

Gênero

  • Slice of Life

  • Horror psicológico

  • Pós-apocalipse

Classificação

  • +16


O MAIOR “CHOQUE NARRATIVO” DOS ANIMES


Sinopse

Garotas vivem normalmente na escola…

ou pelo menos é isso que uma delas acredita.


O diferencial

Mistura:

  • moe,

  • fofura,

  • trauma,

  • negação psicológica,

  • horror.


Temática

  • PTSD,

  • dissociação,

  • negação emocional,

  • sobrevivência psicológica.


06 — PENGUINDRUM

Título original

輪るピングドラム

Studio

  • Brain’s Base

Diretor

  • Kunihiko Ikuhara

Lançamento

  • 2011

Gênero

  • Drama psicológico

  • Surrealismo

  • Mistério

Classificação

  • +16


O ANIME MAIS SIMBÓLICO DA LISTA


Sinopse

Dois irmãos tentam salvar a irmã usando um objeto misterioso chamado Penguindrum.


Temática

  • destino,

  • terrorismo,

  • família,

  • trauma coletivo,

  • sacrifício.


O diferencial

Tudo é metáfora.

TUDO.


07 — BOOGIEPOP PHANTOM

Título original

ブギーポップは笑わない

Studio

  • Madhouse

Lançamento

  • 2000

Gênero

  • Horror psicológico

  • Sobrenatural

  • Mistério

Classificação

  • +17


O ANIME QUE DEFINIU O “URBAN PSYCHO HORROR”


Sinopse

Eventos sobrenaturais conectam estudantes traumatizados.


Temática

  • isolamento,

  • medo,

  • adolescência,

  • identidade fragmentada.


O diferencial

Narrativa extremamente não linear.


08 — ERGO PROXY

Studio

  • Manglobe

Lançamento

  • 2006

Gênero

  • Cyberpunk

  • Filosofia

  • Sci-Fi

Classificação

  • +17


O ANIME MAIS FILOSÓFICO DA LISTA


Sinopse

Em um mundo pós-apocalíptico, humanos coexistem com androides enquanto entidades chamadas Proxies ameaçam a realidade.


Temática

  • existencialismo,

  • consciência,

  • identidade,

  • humanidade artificial.


Influências

  • Descartes,

  • Nietzsche,

  • Freud,

  • cyberpunk clássico.


O diferencial

É praticamente:

Blade Runner + Serial Experiments Lain + filosofia continental.


09 — TEXHNOLYZE

Studio

  • Madhouse

Lançamento

  • 2003

Gênero

  • Cyberpunk

  • Experimental

  • Psicológico

Classificação

  • +18


O ANIME MAIS SOMBRIO DESSA LISTA


Sinopse

Em uma cidade subterrânea decadente, humanos modificados tecnologicamente vivem em colapso social absoluto.


Temática

  • niilismo,

  • decadência,

  • transumanismo,

  • vazio existencial.


O diferencial

Texhnolyze parece:

  • morto,

  • silencioso,

  • desesperançoso.

Quase não existem diálogos no início.

O anime quer que você:

  • sinta desconforto,

  • vazio,

  • decadência.


☕🔥 CONCLUSÃO — O QUE UNE TODAS ESSAS OBRAS?

Esses animes exploram a ideia de que:

a mente humana é mais assustadora que qualquer monstro.

Todos abordam:

  • colapso da identidade,

  • realidade fragmentada,

  • trauma,

  • alienação,

  • hiperestimulação moderna,

  • medo existencial.

São obras que exigem:

  • atenção,

  • interpretação,

  • maturidade emocional.

No estilo Bellacosa Mainframe:
esses animes funcionam como sistemas críticos operando além do limite seguro.

Quando:

  • memória corrompe,

  • processos entram em loop,

  • identidade perde integridade,

  • percepção falha…

…o resultado não é apenas erro de sistema.

É o colapso completo da consciência humana.

quarta-feira, 11 de março de 2020

🔥☕ DB2 z/OS MAINFRAME — A ANATOMIA DO “CÉREBRO DOS DADOS” ☕🔥

 

Bellacosa Mainframe entenda o funcionamento do DB2

🔥☕ DB2 z/OS MAINFRAME — A ANATOMIA DO “CÉREBRO DOS DADOS” ☕🔥

Salve jovem padawan neste laboratorio pratico veremos alguns dos componentes mais profundos e importantes do DB2 z/OS:
Storage Groups, Bufferpools, Logs, Optimizer, EDM Pool, índices B-Tree, Data Sharing, BSDS e arquitetura interna do banco.

Isso já entra no território de:

  • DBA de produção,
  • suporte avançado,
  • performance tuning,
  • recovery,
  • troubleshooting crítico,
  • arquitetura interna do DB2.

O DB2 no z/OS não é apenas um “banco de dados”.

Ele é:

  • sistema transacional,
  • gerenciador de memória,
  • engine de recovery,
  • scheduler interno,
  • coordenador de locking,
  • otimizador SQL,
  • e controlador de integridade transacional.

🔥 1) STORAGE GROUP — O “MAPEAMENTO DO TERRITÓRIO”

🧠 O que é

Storage Group é o agrupamento lógico de volumes DASD usados pelo DB2.


🔍 Função

O DBA não precisa dizer:

  • “grave exatamente no disco XYZ”

O DB2 usa o Storage Group para decidir:

  • onde alocar datasets,
  • como distribuir dados,
  • onde criar VSAM LDS.

🧨 Exemplo

CREATE STOGROUP STGPRD
VOLUMES(PRD001,PRD002)
VCAT(DB2CAT);

🔥 O que ele controla

  • datasets DB2
  • VSAM LDS
  • tablespaces
  • indexspaces
  • crescimento físico

🚨 Problema clássico

Storage Group sem espaço.

Resultado:

  • inserts falham,
  • extents explodem,
  • utilities quebram.

🔥 LAB 01 — STORAGE GROUP LOTADO

🚨 Problema

Aplicação falhando:

SQLCODE -904
RESOURCE UNAVAILABLE

🔍 Investigação

Verificar volumes:

-DIS DB(*) SPACENAM(*)

💣 Diagnóstico

DASD cheio.


✅ Solução

Adicionar volume:

ALTER STOGROUP STGPRD
ADD VOLUMES(PRD003);

🧠 Explicação

O DB2 não conseguia expandir datasets.


🔥 2) TABELAS — O “CORPO FÍSICO” DOS DADOS

🧠 Estrutura lógica

Tabela:

  • colunas
  • linhas
  • constraints
  • índices

Mas internamente:

  • pages
  • RID
  • slots
  • overflow pages

🧨 Exemplo

CREATE TABLE ALUNOS
(
ID INTEGER,
NOME CHAR(40),
CURSO CHAR(20)
);

🔥 Tipos de tabelas

TipoUso
Segmentedtradicional
Partitionedgrandes volumes
Universalmoderno
Temporarytemporárias
Clonedeploy online

🚨 Problema clássico

Tabela enorme sem particionamento.

Resultado:

  • REORG gigantesco,
  • recovery lento,
  • scans monstruosos.

🔥 LAB 02 — TABELA GIGANTE

🚨 Problema

Tabela com 4 bilhões de linhas.

REORG demora 18 horas.


✅ Solução

Migrar para partitioned tablespace.


🧠 Explicação

Particionamento divide carga física.


🔥 3) ÍNDICES — O GPS DO DB2

🧠 O que fazem

Índices evitam full scan.


🔥 Estrutura B-Tree

Seu material menciona:

B-Tree : Índice – Arvore Binaria


🧠 Como funciona

A árvore possui:

  • root page
  • branch pages
  • leaf pages

🔍 O DB2 percorre:

ROOT → BRANCH → LEAF → ROW

🚨 Sem índice

O DB2 lê:

  • milhões de páginas.

🧨 Exemplo

CREATE INDEX IXALUNO
ON ALUNOS(ID);

🔥 LAB 03 — SQL MATANDO CPU

🚨 Problema

SELECT demorando minutos.


🔍 Investigação

EXPLAIN mostra:

TABLESPACE SCAN

✅ Solução

Criar índice:

CREATE INDEX IXCPF
ON CLIENTE(CPF);

🧠 Explicação

DB2 deixou de varrer tabela inteira.


🔥 4) CATALOGO DB2 — O “DNA” DO BANCO

Seu material aborda:

Catalogo
Metadados


🧠 O que é

O catálogo guarda:

  • definição tabelas
  • índices
  • colunas
  • privileges
  • packages
  • plans

🔍 Tabelas famosas

TabelaFunção
SYSIBM.SYSTABLEStabelas
SYSIBM.SYSCOLUMNScolunas
SYSIBM.SYSINDEXESíndices
SYSIBM.SYSPACKAGEpackages

🧨 Exemplo

SELECT NAME
FROM SYSIBM.SYSTABLES
WHERE CREATOR='ESCOLA';

🔥 LAB 04 — DESCOBRIR ÍNDICES

🚨 Problema

Ninguém sabe quais índices existem.


✅ Solução

SELECT NAME
FROM SYSIBM.SYSINDEXES
WHERE TBNAME='CLIENTE';

🧠 Explicação

Catálogo é o “Google interno” do DB2.


🔥 5) LOG — A “CAIXA PRETA” DO DB2

Seu material aborda:

Active LOG
Archive LOG
BSDS


🧠 O que é o LOG

Tudo que muda no DB2 vai para log.


🔥 Serve para

  • rollback
  • recovery
  • restart
  • integridade
  • auditoria

🔥 ACTIVE LOG

Logs atuais em uso.


🔥 ARCHIVE LOG

Logs antigos arquivados.


🔥 BSDS

Bootstrap Dataset.

Contém:

  • inventário logs
  • checkpoints
  • bootstrap recovery

🚨 Se BSDS corrompe…

O DB2 entra em crise séria.


🔥 LAB 05 — LOG FULL

🚨 Problema

Sistema travado.


🔍 Investigação

-DIS LOG

💣 Resultado

Logs esgotados.


✅ Solução

  • aumentar logs
  • reduzir transações longas
  • acelerar archive

🧠 Explicação

Sem log livre o DB2 para updates.


🔥 6) BUFFERPOOL — O “PULMÃO” DO DB2

Seu material aborda:

Bufferpool
Frame Bufferpool


🧠 O que é

Cache de páginas em memória.


🔍 Fluxo

DASD → BUFFERPOOL → CPU

🚨 Bufferpool ruim = muito I/O


🧨 Exemplo

-DIS BUFFERPOOL(BP0)

🔥 LAB 06 — HIT RATIO HORRÍVEL

🚨 Problema

I/O gigantesco.


🔍 Resultado

HIT RATIO 58%

✅ Solução

Aumentar:

ALTER BUFFERPOOL(BP0) VPSIZE(50000)

🧠 Explicação

Mais páginas em cache.


🔥 7) DB2 DATA SHARING — O “CLUSTER” DO MAINFRAME

Seu material mostra:

DB2 DATA SHARING com Group Bufferpools


🧠 O que é

Vários DB2s compartilhando dados simultaneamente.


🔥 Permite

  • alta disponibilidade
  • escalabilidade
  • failover
  • paralelismo

🔍 Componentes

ComponenteFunção
Coupling Facilitysincronização
GBPcache compartilhado
IRLMlocking

🚨 Problema clássico

Contention no GBP.


🔥 LAB 07 — CONTENTION EM DATA SHARING

🚨 Problema

Locks excessivos.


🔍 Investigação

-DIS GROUP

💣 Resultado

GBP saturation.


✅ Solução

Aumentar Group Bufferpool.


🧠 Explicação

Muitos membros acessando mesmas páginas.


🔥 8) OPTIMIZER — O “CÉREBRO” DO SQL

Seu material aborda:

DB2 Optimizer


🧠 O que faz

Decide:

  • índice
  • join
  • scan
  • sort
  • access path

🔥 Sem optimizer

SQL seria inviável.


🔍 Ele analisa:

  • cardinalidade
  • seletividade
  • RUNSTATS
  • índices
  • distribuição dados

🔥 LAB 08 — OPTIMIZER ESCOLHEU MAL

🚨 Problema

SQL piorou após deploy.


🔍 Investigação

Novo access path.


✅ Solução

Executar:

RUNSTATS TABLESPACE FINANCE.CLIENTE

Rebind package.


🧠 Explicação

Stats antigas enganaram optimizer.


🔥 9) EDM POOL — O “CACHE CEREBRAL”

Seu material aborda:

  • EDM POOL
  • Dynamic Cache
  • PT/CT
  • Skeleton Pool
  • DBD


🧠 O que é

Cache interno de:

  • packages
  • plans
  • SQL dinâmico
  • estruturas DBD

🔥 Problema clássico

EDM pequeno.


🚨 Resultado

  • compilação excessiva
  • CPU alta
  • cache thrashing

🔥 LAB 09 — EDM SATURADO

🚨 Problema

CPU do DB2 explodindo.


🔍 Investigação

-DIS DDF

e monitor EDM.


💣 Resultado

Dynamic statement cache lotado.


✅ Solução

Aumentar EDM pool.


🧠 Explicação

SQL dinâmico recompilando continuamente.


🔥 10) BIND E PACKAGE

Seu material cita:

BindProgram


🧠 O que é BIND

Transforma SQL em package executável.


🔥 PACKAGE

Código SQL otimizado armazenado.


🔥 LAB 10 — PACKAGE INVALIDADO

🚨 Problema

Programa falha após alteração tabela.


💣 Resultado

Package inválido.


✅ Solução

REBIND PACKAGE

🧠 Explicação

DDL alterou estrutura dependente.


🔥 LAB EXTRA — INCIDENTE COMPLETO

🚨 Cenário

Sistema financeiro lento.


🔍 Investigação

Descoberto:

  • RUNSTATS vencido
  • bufferpool saturado
  • índice inválido
  • logs pressionados

✅ Solução

Fluxo:

  1. REBUILD INDEX
  2. REORG
  3. RUNSTATS
  4. Ajuste BUFFERPOOL
  5. Revisão commits

🧠 Resultado

CPU caiu:

  • de 92%
  • para 34%

☕ VISÃO “BELLACOSA MAINFRAME”

O DB2 z/OS parece um banco…

Mas internamente ele é:

  • sistema operacional de dados,
  • motor transacional,
  • mecanismo de recuperação,
  • orquestrador de memória,
  • e inteligência analítica.

Quem aprende:

  • logs,
  • bufferpool,
  • optimizer,
  • EDM,
  • utilities,
  • data sharing,

não aprende apenas SQL…

aprende a anatomia do coração digital das grandes corporações. ☕💣