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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

🔥 JCL no z/OS V2R4 — o clássico absoluto em plena era do híbrido e do automático

 

Bellacosa Mainframe apresenta JCL V2R4 Job Control Language

🔥 JCL no z/OS V2R4 — o clássico absoluto em plena era do híbrido e do automático



📅 Datas importantes

  • Release (GA): setembro de 2019

  • Final de suporte IBM: 30 de setembro de 2024

O z/OS V2R4 não trouxe um “novo JCL”.
Ele consolidou o JCL como a linguagem mais estável do data center híbrido moderno.


🧬 Contexto histórico

Quando o z/OS V2R4 chegou, o jogo já estava claro:

  • Cloud híbrida não era mais tendência — era realidade

  • APIs já chamavam batch

  • DevOps já convivia com JES

  • Linux on Z crescia sem pedir desculpa

E no meio disso tudo…

👉 o JCL seguia intacto, confiável, previsível.

Bellacosa resumiria assim:

“Todo mundo muda a fachada. O JCL segura a fundação.”


Job Control Language JCL V2R4


✨ O que há de novo no JCL do V2R4 (sem mudar a linguagem)

A IBM foi inteligente: não mexeu no que não precisa ser mexido.

🆕 1. JCL totalmente integrado à automação moderna

No V2R4, o normal passou a ser:

  • JCL disparado por:

    • APIs REST

    • schedulers inteligentes

    • eventos externos

  • JCL funcionando como backend confiável do mundo digital

👉 O job batch deixou de ser “coisa da madrugada”.


🆕 2. JES2 ainda mais estável e previsível

  • Melhor gerenciamento de spool

  • Ambientes com milhares de jobs simultâneos

  • Restart e recovery mais confiáveis

Menos “rezar pro job terminar”
Mais “sabemos exatamente o que vai acontecer”.


🆕 3. DFSMS maduro para volumes gigantes

  • Convivência natural com:

    • EAV

    • datasets enormes

    • políticas automáticas

  • Menos tuning manual de SPACE e UNIT

O JCL ficou mais simples, porque o sistema ficou mais inteligente.


🔧 Melhorias sentidas no dia a dia do mainframer

✔ Batch previsível em ambientes híbridos
✔ Menos ajustes manuais
✔ Mais padronização de jobs
✔ JCL tratado como ativo corporativo

Nada mudou na sintaxe.
Tudo mudou na confiança operacional.


🥚 Easter Eggs (para quem viveu o V2R4)

  • 🥚 Jobs escritos no MVS rodando felizes no V2R4

  • 🥚 IEFBR14 ainda presente em ambientes “cloud first” 😅

  • 🥚 Comentários no JCL mais antigos que ferramentas DevOps

  • 🥚 O erro nº 1 continuava sendo:

    • DISP errado

    • dataset em uso

    • RC ignorado


💡 Dicas Bellacosa para JCL no z/OS V2R4

🔹 Pense no JCL como infraestrutura crítica, não script
🔹 Documente o porquê do job
🔹 Use:

  • IF / THEN / ELSE

  • RC bem tratados

  • nomes de passos claros

🔹 Lembre-se:

Esse job pode rodar quando você não estiver mais na empresa.


📈 Evolução do JCL até o V2R4

EraPapel do JCL
OS/360Controle de jobs
MVSAutomação batch
OS/390Base corporativa
z/OS V1.xOrquestração total
z/OS V2R2/V2R3Mundo híbrido
z/OS V2R4Maturidade absoluta

👉 No V2R4, o JCL já não precisa provar nada.


📜 Exemplo de JCL “cara de V2R4”

//BELLV24 JOB (ACCT),'JCL z/OS V2R4', // CLASS=A,MSGCLASS=X,NOTIFY=&SYSUID //* JOB ORQUESTRADO POR SCHEDULER / API //* //STEP01 EXEC PGM=MYBATCH //STEPLIB DD DSN=BELLACOSA.LOADLIB,DISP=SHR //SYSOUT DD SYSOUT=* //* //IF (STEP01.RC = 0) THEN //STEP02 EXEC PGM=IDCAMS //SYSPRINT DD SYSOUT=* //SYSIN DD * DELETE BELLACOSA.ARQ.TEMP SET MAXCC = 0 /* //ENDIF

💬 Comentário Bellacosa:

“Não importa quem disparou esse job —
operador, scheduler ou API.
O JCL entrega do mesmo jeito.”


🧠 Comentário final

O JCL no z/OS V2R4 é o ponto onde tudo fica claro:

  • Ele não é antigo

  • Ele não é obsoleto

  • Ele não é moda

Ele é confiável.

Enquanto o mundo corre atrás de estabilidade,
o JCL já está lá há décadas —
garantindo que o digital funcione quando ninguém está olhando.

🔥 JCL não é legado morto.
É legado que sustenta o presente.

domingo, 15 de setembro de 2019

Sempre um Isekai : O Isekai e o Contrato Social Quebrado

 

Bellacosa Mainframe e a quebra do contrato social conclusão

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Isekai e o Contrato Social Quebrado

Quando um Programador COBOL Descobre que Talvez Nunca Tenhamos Querido Fugir para Outro Mundo... Apenas Entender Este

Existem séries que falam sobre magia.

Outras falam sobre espadas.

Algumas falam sobre dragões.

Esta série fala sobre nós.

Tudo começou com uma pergunta aparentemente inocente.

Por que milhões de pessoas sonham em ser invocadas para outro mundo?

À primeira vista, a resposta parece simples.

Porque existem elfas.

Magia.

Castelos.

Aventuras.

Garotas kawaii.

Guildas.

Dragões.

Mas bastou olhar um pouco mais de perto para perceber que o verdadeiro protagonista dessa história nunca foi o Rei Demônio.

Foi o trabalhador moderno.

Ao longo de oito artigos, viajaremos por um caminho bastante diferente daquele encontrado nos animes.

Em vez de apenas analisar personagens, vamos investigar aquilo que eles representam.

Cada portal mágico será tratado como uma metáfora.

Cada guilda como um mercado de trabalho.

Cada Truck-kun como um símbolo.

Cada taverna como um lembrete de algo que talvez tenhamos perdido ao longo das últimas décadas.

Prepare seu grimório.

Ajuste seu terminal 3270.

Faça um IPL no preconceito.

Porque nossa aventura começa exatamente onde a maioria dos isekais termina.


Bellacosa Mainframe e o engodo do CLT

📜 Capítulo Zero

O Grande Crime Nunca Julgado dos Isekais

Toda aventura começa com um detalhe que quase ninguém percebe.

Os heróis são invocados.

Mas ninguém pergunta se eles querem ir.

E se toda a fantasia começasse com aquilo que, no nosso mundo, seria considerado um sequestro?

Neste artigo abrimos a primeira porta da série e questionamos temas quase sempre ignorados pelo gênero: consentimento, escravidão, saudade da família, adaptação, trauma psicológico e o estranho silêncio moral que acompanha muitos mundos paralelos.

Talvez o verdadeiro vilão nunca tenha sido o Rei Demônio.

Talvez fosse a própria invocação.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2019/01/sempre-um-isekai-o-verdadeiro-rei.html


⚔ Parte I

O Contrato Social Quebrado

Existe uma promessa silenciosa que acompanhou milhões de trabalhadores.

Estude.

Trabalhe.

Contribua.

Aposente-se com dignidade.

Mas...

E quando essa promessa parece mudar no meio da execução do programa?

Neste capítulo começamos a comparar a vida moderna com um enorme JOB batch que nunca termina, levantando a primeira grande hipótese da série:

E se o sucesso do isekai for consequência da quebra desse contrato invisível?

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2019/02/sempre-um-isekai-o-isekai-e-o-contrato.html


🌎 Parte II

Quando o Mundo Reiniciou

Os anos 1990 mudaram quase tudo.

Globalização.

Internet.

Competição mundial.

Automação.

Metas.

Produtividade.

O mundo ficou mais eficiente.

Mas será que ficou melhor para quem trabalha?

Nesta etapa analisamos por que justamente nesse período o isekai moderno começou a explodir.

Coincidência?

Ou consequência?

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2019/03/sempre-um-isekai-o-isekai-e-o-contrato.html


🏰 Parte III

A Guilda dos Aventureiros ou o RH?

Por que trabalhar para uma guilda fictícia parece mais justo do que muitos empregos reais?

Missões claras.

Recompensas definidas.

Reconhecimento imediato.

Autonomia.

Humor e reflexão caminham juntos enquanto descobrimos que talvez a Guilda dos Aventureiros seja uma crítica muito bem disfarçada ao mercado de trabalho moderno.

E sim...

Também discutimos o que aconteceria se o Reino cobrasse imposto sobre recompensa por derrotar dragões.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2019/04/sempre-um-isekai-o-isekai-e-o-contrato.html


🚛 Parte IV

Truck-kun e a Sociedade do Cansaço

Durante anos rimos do caminhão mais famoso dos animes.

Mas...

E se ele nunca tivesse sido apenas uma piada?

Neste capítulo mergulhamos na cultura do burnout, da hiperprodutividade e da sensação de viver permanentemente em modo EXECUTE.

Talvez Truck-kun nunca tenha simbolizado a morte.

Talvez simbolize apenas o desejo desesperado de apertar CANCEL JOB.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2019/05/sempre-um-isekai-o-isekai-e-o-contrato.html


👔 Parte V

O Salaryman é o Verdadeiro Herói

Por que quase todos os protagonistas eram trabalhadores comuns antes da reencarnação?

Existe um motivo para tantos personagens serem salarymen, programadores, estudantes ou pessoas invisíveis para a sociedade.

Neste artigo percebemos que o isekai não fala sobre pessoas extraordinárias.

Fala justamente sobre aquelas que ninguém percebe quando entram no trem das sete da manhã.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2019/06/sempre-um-isekai-o-isekai-e-o-contrato.html


🍞 Parte VI

O Reino da Fantasia Ainda Tem Tempo

Curiosamente...

Os mundos medievais dos isekais possuem doenças, guerras e monstros.

Mesmo assim parecem mais acolhedores.

Por quê?

Talvez porque ainda exista tempo para sentar numa taverna.

Conversar.

Olhar o pôr do sol.

Conhecer os vizinhos.

Neste capítulo refletimos sobre aquilo que talvez tenha se tornado o recurso mais raro do século XXI.

Tempo.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2019/07/sempre-um-isekai-o-isekai-e-o-contrato.html


✨ Parte VII

O Último Portal

Chegamos à pergunta definitiva.

Será que queremos realmente fugir para outro mundo?

Ou apenas recuperar este?

Encerramos a jornada descobrindo que talvez o verdadeiro portal mágico nunca tenha sido um círculo de invocação.

Talvez seja apenas a esperança de reconstruir uma sociedade onde trabalhar volte a fazer sentido.

Onde envelhecer não seja um castigo.

Onde as regras sejam previsíveis.

Onde exista tempo para viver.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2019/08/sempre-um-isekai-o-isekai-e-o-contrato.html


☕ Bellacosa Mainframe

Quando comecei esta série, imaginava que escreveria apenas uma crítica ao gênero isekai.

No final da jornada percebi que escrevemos algo completamente diferente.

Escrevemos sobre nós.

Sobre nossas expectativas.

Nossas frustrações.

Nossos sonhos.

Nossos medos.

Descobrimos que talvez ninguém queira realmente abandonar a Terra para viver cercado por dragões, magia e espadas.

O que desejamos é muito mais simples.

Queremos um mundo onde o trabalho tenha propósito.

Onde o esforço seja reconhecido.

Onde os impostos representem um pacto de confiança entre cidadão e sociedade.

Onde a aposentadoria não pareça uma linha de chegada que se afasta cada vez que nos aproximamos dela.

Onde a tecnologia devolva tempo em vez de consumi-lo.

Onde os filhos conheçam os pais.

Onde os amigos tenham tempo para um café.

Onde as pessoas sejam lembradas pelo nome e não apenas pelo número do crachá.

Talvez o maior ensinamento do isekai seja justamente este.

O portal mágico nunca foi uma fuga.

Foi um espelho.

Ele não mostra o mundo que existe.

Mostra o mundo que sentimos falta.

E talvez essa seja a pergunta que deixo para você, leitor, enquanto fecha esta série e desliga o computador por alguns instantes.

Se amanhã um círculo de invocação aparecesse diante dos seus pés... você realmente atravessaria o portal?

Ou preferiria ficar aqui... se este mundo voltasse a ser um lugar onde valesse a pena viver?

Se essa pergunta fez você pensar por alguns minutos, então esta aventura cumpriu sua missão.

Agora feche o terminal.

Salve o código.

Tome um café.

Converse com alguém.

Olhe o céu.

Porque, diferente dos protagonistas dos animes, nós ainda temos uma oportunidade extraordinária.

A de tentar transformar este mundo no melhor isekai que jamais precisaremos visitar.

☕ UM CAFÉ NO BELLACOSA MAINFRAME

O Isekai e o Contrato Social Quebrado

Quando um Programador COBOL Descobre que Talvez Nunca Tenhamos Querido Fugir para Outro Mundo... Apenas Entender Este.

PRIMEIRA REGRA DO PORÃO NENHUM ARTIGO DEVE FICAR ESCONDIDO DOS LEITORES

Entre nesta série sobre trabalho, impostos, burnout, sociedade, salarymen, guildas, promessas quebradas e o verdadeiro significado da fuga para mundos paralelos. Escolha um capítulo, abra a prévia ou leia diretamente no Bellacosa Mainframe.

00
SYSTEM DIAGNOSIS

O Verdadeiro Rei Demônio Talvez Seja o Holerite

Quando um Programador COBOL Descobre que o Isekai Não Vende Magia... Vende um Mundo Onde o Esforço Ainda Vale Alguma Coisa.

Uma introdução à relação entre o sucesso do gênero isekai, a exaustão do trabalhador moderno, os descontos no salário, a perda de propósito e o desejo de recomeçar em outro mundo.

HOLERITE TRABALHO ISEKAI CONTRATO SOCIAL
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01
CONTRACT ABEND

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte I

Quando um Programador COBOL Descobre que Talvez o Verdadeiro Bug Nunca Tenha Estado no Código... Mas na Promessa Feita ao Trabalhador.

A promessa de trabalhar, contribuir, construir uma carreira e receber segurança no futuro começa a apresentar falhas de processamento.

CONTRATO SOCIAL APOSENTADORIA DIGNIDADE
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02
ECONOMY IPL

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte II

Quando um Programador COBOL Descobre que os Anos 1990 Talvez Tenham Sido o Grande IPL da Economia Mundial... e Nem Todos os JOBs Voltaram a Executar.

Globalização, tecnologia, automação, terceirização e produtividade reinicializaram a economia mundial, mas muitos trabalhadores ficaram aguardando uma resposta do sistema.

ANOS 1990 GLOBALIZAÇÃO AUTOMAÇÃO
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03
MISSION ACCEPTED

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte III

Quando um Programador COBOL Descobre que a Guilda dos Aventureiros Talvez Tenha um RH Muito Melhor que o Nosso.

Na guilda existem missões claras, riscos conhecidos, recompensas publicadas e liberdade para escolher o próximo trabalho. No escritório moderno, nem sempre.

GUILDA RH RECOMPENSA
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04
CANCEL JOB

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte IV

Quando um Programador COBOL Descobre que o Truck-kun Nunca Foi um Caminhão... Mas um Botão de CANCEL JOB para uma Geração Inteira.

Truck-kun representa a interrupção brutal de uma vida repetitiva, exausta e sem perspectiva. Um símbolo sombrio do desejo de cancelar a rotina e recomeçar.

TRUCK-KUN BURNOUT CANCEL JOB
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05
SALARYMAN MODE

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte V

Quando um Programador COBOL Descobre que Quase Todo Protagonista de Isekai é um Salaryman... e Isso Está Muito Longe de Ser Coincidência.

Programadores, funcionários de escritório e trabalhadores invisíveis protagonizam histórias de recomeço porque representam milhões de pessoas presas em rotinas semelhantes.

SALARYMAN ESCRITÓRIO PROPÓSITO
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06
TIME AVAILABLE

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte VI

Quando um Programador COBOL Descobre que Talvez o Verdadeiro Feitiço do Isekai Não Seja a Magia... Mas o Tempo para Viver.

O maior luxo de um mundo fantástico talvez não seja lançar feitiços, mas ter tempo para conversar, descansar, conviver, caminhar e participar de uma comunidade.

TEMPO COMUNIDADE QUALIDADE DE VIDA
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07
RETURN CODE 00

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte VII

Quando um Programador COBOL Descobre que Talvez Nunca Tenhamos Querido Fugir para Outro Mundo... Apenas Recuperar Este.

A conclusão da série propõe que talvez o verdadeiro sonho nunca tenha sido abandonar o mundo real, mas recuperar dignidade, propósito, tempo, comunidade e esperança.

ESPERANÇA RECONSTRUÇÃO FUTURO
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sábado, 14 de setembro de 2019

Divulgando Canais - Parte 001

Como criar boas thumbnails e titulos engajadores



Para novatos no YouTube, aprender a criar boas thumbnails e títulos engajadores é um passo decisivo para aumentar cliques, visualizações e o crescimento do canal. Antes mesmo de alguém assistir ao conteúdo, a primeira decisão acontece em segundos, baseada apenas na imagem e no título. Por isso, entender como despertar curiosidade sem enganar é fundamental.

A thumbnail funciona como um cartaz. Ela precisa chamar atenção mesmo em telas pequenas, como celulares. O ideal é usar imagens simples, com poucos elementos, evitando excesso de texto ou informações confusas. Rostos humanos costumam gerar mais conexão, especialmente quando expressam emoções claras como surpresa, dúvida, alegria ou tensão. Essas expressões ajudam o espectador a sentir curiosidade sobre o que está acontecendo no vídeo.

As cores também fazem diferença. Contrastes fortes entre fundo e texto tornam a thumbnail mais legível. Utilize fontes grandes e fáceis de ler, com poucas palavras, de preferência entre duas e cinco. A thumbnail não deve repetir exatamente o título, mas complementá-lo visualmente, criando uma pergunta ou situação que será explicada no vídeo.

Já o título tem a função de convencer o espectador a clicar. Ele deve ser claro, direto e ao mesmo tempo instigante. Um bom título desperta curiosidade ao prometer uma resposta, uma solução ou uma descoberta, sem recorrer a exageros ou promessas falsas. Evite títulos genéricos como “Meu novo vídeo” ou “Vlog do dia”, pois eles não comunicam valor algum.

O uso de palavras-chave é importante, principalmente no início do título, pois ajuda o YouTube a entender sobre o que é o vídeo. No entanto, o título deve ser escrito para pessoas, não apenas para o algoritmo. Frases em formato de pergunta, listas ou desafios costumam funcionar bem, pois convidam o espectador a querer saber mais.

Outro ponto essencial é alinhar thumbnail e título ao conteúdo real do vídeo. Quando a expectativa criada é atendida, a retenção aumenta e o canal ganha credibilidade. Caso contrário, mesmo que o clique aconteça, o abandono rápido prejudica o desempenho do vídeo.

Testar e analisar resultados faz parte do aprendizado. Observe quais vídeos tiveram maior taxa de cliques e tente identificar padrões: cores, estilo, palavras usadas ou tipos de imagens. Com o tempo, você desenvolve uma identidade visual própria, facilitando o reconhecimento do seu canal.

Criar boas thumbnails e títulos não é talento nato, mas prática e observação. Quando feitos com estratégia, honestidade e foco no público, eles se tornam aliados poderosos para transformar bons vídeos em conteúdos realmente vistos e valorizados.




Este 50 amigos são fieis e ajudaram meu canal crescer, sempre assistindo vídeos, participando, deixando likes e comentários. Por isso venho aqui divulgar-los para que ganhem mais amigos e realizem seus sonhos.

Visite o Canal:





Inscritos fieis:

Grupo Alfa


001) ChicoGameZ https://www.youtube.com/channel/UC5Q1... 002) Lucia L. Grieger https://www.youtube.com/channel/UCg1a... 003) Video Show https://www.youtube.com/channel/UC55a... 004) VIDA DE COMERCIANTE https://www.youtube.com/channel/UCH3c... 005) AEROMOTOCAR https://www.youtube.com/channel/UCOkW... 006) Rede Manchete TV https://www.youtube.com/channel/UCkTL... 007) Marden Ellus https://www.youtube.com/channel/UCiL1... 008) Lucas king https://www.youtube.com/channel/UCRaZ... 009) Mateus gamer20 https://www.youtube.com/channel/UC1MF... 010) Pai Também Cozinha https://www.youtube.com/channel/UCcDx...


Grupo Beta

011) Familia Gamer RJ https://www.youtube.com/channel/UCn2s... 012) Xôoo Impotência Masculina https://www.youtube.com/channel/UCM0o... 013) CS STUDIO Gravação de Qualidade https://www.youtube.com/channel/UCg1V... 014) Giovana Antonela https://www.youtube.com/channel/UCgea... 015) Lixeira Gamer https://www.youtube.com/channel/UC7ah... 016) Play Games Simulator https://www.youtube.com/channel/UCNsk... 017) Carlos Simi https://www.youtube.com/channel/UCMqa... 018) Natan vlogls https://www.youtube.com/channel/UCfam... 019) Jacky Guru https://www.youtube.com/channel/UCCtW...

Grupo Delta

020) COISAS DA ROÇA BR https://www.youtube.com/channel/UCybJ... 021) VIDA DE pamelinha https://www.youtube.com/channel/UChXe... 022) Edão Cipeiro https://www.youtube.com/channel/UCE6O... 023) Vitoria Helena https://www.youtube.com/channel/UC4jt... 024) Miguel Carvalho https://www.youtube.com/channel/UC6em... 025) JD Vlogs https://www.youtube.com/channel/UCSi7... 026) Canal Sr. Smigol https://www.youtube.com/channel/UCq3t... 027) Carlos Gamer https://www.youtube.com/channel/UCMqa... 028) Assuntos Diversos https://www.youtube.com/channel/UCyzu... 029) Toozk https://www.youtube.com/channel/UCwHU... 030) Familia Gamer RJ https://www.youtube.com/channel/UCn2s...


Grupo Gama

031) Renan Alves https://www.youtube.com/channel/UCQe-... 032) FogoleoTV https://www.youtube.com/channel/UCgqZ... 033) Gaby Oliver https://www.youtube.com/channel/UChzB... 034) Carmen Potis https://www.youtube.com/channel/UC73I... 035) risadas e gargalhadas https://www.youtube.com/channel/UCgIh... 036) Solos de Guitarra https://www.youtube.com/channel/UCqqS... 037) Lize tube 63 https://www.youtube.com/channel/UC2g5... 038) DIRECT DROID https://www.youtube.com/channel/UCPoB... 039) Rede Manchete TV https://www.youtube.com/channel/UCkTL...


Grupo Eta


040) MENINA DA ROÇA https://www.youtube.com/channel/UCW5l... 041) jr 90 los lobos https://www.youtube.com/channel/UCPPh... 042) Jakeline Nóbrega https://www.youtube.com/channel/UCp--... 043) Desvendando o invisível https://www.youtube.com/channel/UC8MS... 044) Swing Dance https://www.youtube.com/channel/UCogW... 045) Canal Nerd https://www.youtube.com/channel/UCQ4i... 046) Carmen Potis https://www.youtube.com/channel/UC73I... 047) Alessandra Borges Moreira https://www.youtube.com/channel/UCdho... 048) Canal do Miguxão https://www.youtube.com/channel/UCGL4... 049) Clube do Amor com Beto Fonseca https://www.youtube.com/channel/UC1zA... 050) Viviane Dantas loira https://www.youtube.com/channel/UCJHm...

Em destaque um amiguinho de longa data

051) Luanzinho De Jesus https://www.youtube.com/channel/UCt2I...

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O Mistério da Tela Fantasma : Descobriu que o Verdadeiro Coração do CICS Não Estava no Código...

 

Bellacosa Mainframe e o misterio da tela fantasma

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Mistério da Tela Fantasma

Como um Jovem Programador COBOL Descobriu que o Verdadeiro Coração do CICS Não Estava no Código... Mas na Tela que Nunca Existiu

"Existem programas que processam milhões de reais por minuto. Existem programas que controlam companhias aéreas, hospitais, bolsas de valores e bancos inteiros. Mas poucos iniciantes percebem um detalhe curioso: nenhum desses programas conversa diretamente com as pessoas. Existe um intermediário silencioso. Invisível. Elegante. Antigo. Seu nome é BMS."


Capítulo 1 — A Sala Iluminada por Monitores Verdes

Era quase meia-noite.

As luzes do CPD permaneciam acesas como pequenas estrelas artificiais.

Os enormes armários IBM zSeries respiravam lentamente através do som constante dos ventiladores.

O jovem programador observava uma tela 3270.

Nenhum mouse.

Nenhuma janela.

Nenhum botão colorido.

Apenas caracteres verdes sobre um fundo escuro.

Mesmo assim...

milhões de pessoas dependiam daquela tela todos os dias.

Clientes sacavam dinheiro.

Passagens aéreas eram emitidas.

Apólices de seguro eram consultadas.

Hospitais registravam pacientes.

Tudo acontecia ali.

O rapaz abriu seu editor COBOL esperando encontrar comandos que desenhassem caixas, títulos e campos de entrada.

Não encontrou absolutamente nada.

Nenhum comando para desenhar uma janela.

Nenhum botão.

Nenhuma caixa de texto.

Nenhum formulário.

Apenas...

EXEC CICS
SEND MAP('LOGIN')
END-EXEC.

Ele franziu a testa.

— Só isso?

Onde estava a tela?

Quem a desenhava?

Foi naquele instante que o velho administrador sorriu discretamente.

— Você acabou de encontrar o primeiro fantasma do CICS...


O Fantasma chamado BMS

O maior erro de quem começa a estudar CICS é imaginar que o COBOL cria a interface.

Não cria.

Na realidade, existe uma separação extremamente elegante.

O COBOL pensa.

O BMS mostra.

O CICS conversa.

Essa divisão parece óbvia hoje.

Mas quando foi criada, décadas atrás, representava uma revolução tecnológica.


Antes do BMS, existia o caos

Imagine tentar construir um aplicativo moderno sem HTML.

Sem CSS.

Sem formulários.

Sem componentes gráficos.

Agora imagine fazer isso nos anos 70.

Era exatamente essa a realidade.

Cada terminal possuía comandos próprios.

Cada fabricante tinha um protocolo diferente.

Cada modelo de equipamento exigia programação específica.

Um simples campo para digitar uma conta bancária podia exigir dezenas de comandos de baixo nível.

Os programadores gastavam mais tempo desenhando telas do que desenvolvendo regras de negócio.

Foi então que a IBM perguntou:

"E se a tela pudesse ser descrita em vez de programada?"

Assim nasceu o Basic Mapping Support.


O que realmente é um MAP?

A maioria dos iniciantes responde:

"É uma tela."

Não exatamente.

Essa resposta está incompleta.

Um MAP é muito mais parecido com uma planta arquitetônica.

Quando um arquiteto desenha uma casa, ele não constrói a casa.

Ele apenas descreve onde estarão:

  • paredes

  • portas

  • janelas

  • corredores

  • tomadas

  • iluminação

O pedreiro transforma aquela planta em realidade.

O BMS faz exatamente isso.

Ele descreve.

O CICS constrói.


Pense como um diretor de cinema

Imagine um estúdio de Hollywood dos anos 1950.

O diretor entrega um roteiro.

O cenógrafo monta o cenário.

Os atores entram em cena.

O público vê o resultado final.

Quem é quem?

O roteiro é o MAP.

O cenógrafo é o BMS.

Os atores são os usuários.

O diretor é o COBOL.

O teatro inteiro é o CICS.

Sem roteiro...

não existe cenário.

Sem cenário...

não existe espetáculo.


A Anatomia de uma Tela

Uma tela BMS pode parecer simples.

========================================

        BANCO BELLACOSA

Conta............. ___________

Senha............. ___________

Valor............. ___________

PF3 Voltar

ENTER Confirmar

========================================

Mas escondidos atrás dessa simplicidade existem dezenas de definições.

Cada elemento possui atributos próprios.


Campo de Entrada

Permite digitação.

__________

O usuário pode alterar.


Campo Protegido

Não aceita alterações.

Muito usado para:

  • títulos

  • mensagens

  • saldo

  • CPF

  • agência


Campo Oculto

Pode existir na memória sem aparecer ao usuário.

Muito utilizado para controle interno.


Campo Numérico

Aceita apenas números.

O próprio terminal ajuda na validação.


Campo de Senha

Os caracteres podem ser mascarados.

Algo comum em caixas eletrônicos.


A posição absoluta

Uma curiosidade fascinante.

O BMS trabalha em coordenadas.

Linha.

Coluna.

Exatamente como um tabuleiro de xadrez.

Por exemplo:

Linha 5
Coluna 20

Ali ficará o campo "Conta".

Não existe "arrastar componente".

Tudo é matemático.


O Grande Tradutor

Imagine dois países.

Um fala português.

Outro fala japonês.

Entre eles existe um tradutor.

Esse tradutor chama-se BMS.

O usuário fala:

"Minha conta é 12345."

O COBOL entende:

MOVE CONTAI TO WS-CONTA

Na volta acontece o contrário.

O COBOL produz:

MOVE WS-SALDO TO SALDOO

O usuário vê:

Saldo:

R$ 8.542,30

O BMS traduziu tudo.


SEND MAP

Este talvez seja o comando mais famoso do desenvolvimento CICS.

EXEC CICS
SEND MAP('MENU001')
MAPSET('BANCO')
END-EXEC.

Parece pequeno.

Mas acontece muita coisa.

O CICS:

✔ Localiza o MAP

✔ Monta o buffer

✔ Preenche atributos

✔ Define cursor

✔ Marca campos modificados

✔ Envia ao terminal

Tudo isso acontece em milissegundos.


RECEIVE MAP

Depois do ENTER...

EXEC CICS
RECEIVE MAP('MENU001')
MAPSET('BANCO')
END-EXEC.

Agora o processo é invertido.

O terminal envia apenas aquilo que mudou.

E aqui encontramos um dos segredos mais brilhantes do CICS.


O Mistério dos Campos Invisíveis

Você imaginaria que uma tela inteira fosse enviada de volta ao servidor.

Mas não.

O terminal IBM 3270 é muito mais inteligente.

Ele utiliza um mecanismo chamado:

MDT

Modified Data Tag

Esse pequeno atributo informa:

"Este campo foi alterado."

Então apenas ele é transmitido.

Imagine uma tela com 300 campos.

Você altera somente um.

Somente um atravessa a rede.

Na década de 1970 isso era quase magia.

Hoje chamamos isso de otimização.

Naquela época era pura engenharia de alto nível.


O Curioso Mundo dos Sufixos I e O

Todo iniciante estranha.

Por que aparecem nomes como:

CLIENTEI

CLIENTEO

VALORI

VALORO

A resposta é simples.

"I"

Input.

"O"

Output.

Entrada.

Saída.

O usuário escreve em:

VALORI

O programa responde usando:

VALORO

É uma convenção que sobrevive há décadas.


MAPSET

Imagine um shopping.

Cada loja é um MAP.

O shopping inteiro é o MAPSET.

Num banco podemos ter:

LOGIN

MENU

SALDO

PIX

EXTRATO

EMPRÉSTIMO

CARTÕES

Todos pertencem ao mesmo conjunto.

Isso facilita manutenção.


DFHMSD, DFHMDI e DFHMDF

Esses nomes assustam.

Mas são incrivelmente lógicos.

Imagine construir um prédio.

Primeiro:

DFHMSD

Define o condomínio.

Depois:

DFHMDI

Define um apartamento.

Depois:

DFHMDF

Define cada cômodo.

Ou seja:

MAPSET

MAP

FIELD

Nunca mais você esquecerá essa hierarquia.


O Copybook Fantasma

Existe um momento mágico durante a montagem do BMS.

O compilador gera automaticamente um COPY COBOL.

Algo parecido com:

COPY MAPA001.

O programador praticamente nunca escreve essa estrutura manualmente.

Ela nasce da definição BMS.

Isso garante sincronismo perfeito entre a tela e o programa.


O Ciclo Completo da Vida de uma Tela

Vamos acompanhar uma transação bancária.

Cliente coloca o cartão.

TOR recebe.

AOR executa.

Programa COBOL.

SEND MAP.

Terminal mostra.

Cliente digita.

ENTER.

RECEIVE MAP.

COBOL valida.

Db2 consulta.

VSAM registra.

MQ envia mensagem.

SYNCPOINT confirma.

SEND MAP novamente.

Resposta aparece.

Perceba algo interessante.

O usuário acredita que conversou com um programa.

Na verdade conversou com uma cadeia inteira de tecnologias.


Comparando com a Internet Moderna

Hoje usamos:

HTML

CSS

JavaScript

REST

JSON

React

Angular

Vue

No CICS clássico temos:

MAP

BMS

COBOL

CICS

3270

Os nomes mudaram.

A filosofia continua surpreendentemente parecida:

Separar apresentação da lógica.


Uma Analogia com Inteligência Artificial

Imagine esta conversa.

Você escreve:

"Qual meu saldo?"

A janela do ChatGPT seria o MAP.

O modelo de IA seria o COBOL.

O protocolo que envia sua pergunta e devolve minha resposta seria o BMS.

Curiosamente...

o conceito permanece praticamente o mesmo.


Curiosidades que Pouca Gente Conhece

☕ Curiosidade 1

Os terminais 3270 não enviam cada tecla digitada.

Eles armazenam tudo localmente.

Somente quando ENTER é pressionado ocorre a comunicação.

Isso reduz drasticamente o tráfego.


☕ Curiosidade 2

Um MAP não precisa ocupar a tela inteira.

É possível enviar apenas parte dela.


☕ Curiosidade 3

Os atributos de um campo (protegido, brilhante, oculto, piscante, cor, intensidade) não fazem parte do COBOL.

São controlados pelo BMS.


☕ Curiosidade 4

Em muitos bancos existem MAPS com mais de trinta anos ainda em produção.

Mudaram servidores.

Mudou o hardware.

Mudou o sistema operacional.

O MAP permaneceu.


☕ Curiosidade 5

Grande parte dos aplicativos web modernos acessa exatamente esses mesmos programas COBOL.

A diferença é que hoje existe uma API REST na frente.

O programa continua praticamente igual.


Dicas para Quem Está Começando

✔ Nunca tente desenhar telas no COBOL.

✔ Aprenda SEND e RECEIVE antes de estudar lógica complexa.

✔ Entenda bem Input e Output.

✔ Domine PF Keys.

✔ Estude MDT.

✔ Conheça os atributos dos campos.

✔ Aprenda a ler um MAP antes de programar.

✔ Entenda como o copybook é gerado.

✔ Memorize DFHMSD, DFHMDI e DFHMDF.

✔ Sempre pense na separação entre interface e negócio.


Perguntas Clássicas de Entrevista

O que é um MAP?

É a definição lógica de uma tela utilizada pelo CICS para interação com o usuário.


O que é BMS?

É o componente do CICS responsável por definir, gerenciar e traduzir as telas entre o terminal e o programa COBOL.


Quem desenha a tela?

O BMS.


Quem processa as regras?

O COBOL.


Quem controla a comunicação?

O CICS.


O COBOL conhece o terminal?

Não.

Ele conhece apenas as estruturas geradas pelo MAP.


Easter Egg ☕

Os veteranos costumam brincar que existe um "programador invisível" dentro do CICS.

Quando o iniciante vê apenas:

EXEC CICS SEND MAP
END-EXEC.

Ele pensa:

"Só isso?"

Mas, naquele exato instante, o CICS localiza o MAPSET, interpreta os atributos, monta o buffer 3270, posiciona o cursor, aplica cores, verifica campos protegidos, respeita o MDT, prepara o fluxo de comunicação e envia tudo ao terminal.

É como um mordomo impecável em um romance policial noir: ninguém o nota durante a festa, mas sem ele nada funcionaria.


O Último Mistério do Bellacosa Mainframe

Na manhã seguinte, o jovem programador voltou ao CPD convencido de que finalmente havia entendido como as telas eram criadas.

O velho administrador apenas sorriu e apontou para um monitor 3270.

— Agora você já sabe que a tela não mora dentro do COBOL.

O rapaz concordou.

— Sim... ela mora no BMS.

O veterano balançou a cabeça.

— Ainda não.

Ele caminhou lentamente entre os gabinetes do mainframe e disse:

— O BMS também não é a tela.

É apenas a descrição dela.

A verdadeira tela só existe por alguns milissegundos, quando o CICS interpreta o MAP, monta o fluxo de dados e o terminal a materializa diante dos olhos do usuário. Assim que a transação termina, ela desaparece novamente, como um fantasma que cumpriu sua missão.

O jovem permaneceu em silêncio.

Naquele instante compreendeu uma das maiores elegâncias da arquitetura CICS: o usuário jamais vê o BMS, nunca enxerga o copybook, não conhece o SEND MAP, ignora o RECEIVE MAP e nunca ouvirá falar de DFHMSD, DFHMDI ou DFHMDF. Ainda assim, toda interação depende deles.

É esse o encanto dos grandes sistemas corporativos. Quanto mais perfeita é a engenharia, mais invisível ela se torna.

E talvez este seja o maior segredo do Bellacosa Mainframe: por trás de cada tela aparentemente simples existe uma orquestra silenciosa de componentes trabalhando em perfeita harmonia, provando que, no universo dos mainframes, os verdadeiros heróis quase nunca aparecem em cena.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988