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domingo, 25 de maio de 1997

Fushigi Yūgi: Dai Ni Bu - Quando um Programador COBOL Descobre que o Projeto Foi Encerrado... Mas Alguém Resolveu Reabrir Todos os Chamados em Produção

 

Bellacosa Mainframe apresenta fushigi yugi dai ni bu

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Fushigi Yūgi: Dai Ni Bu (ふしぎ遊戯 第二部) sem Mistérios

Quando um Programador COBOL Descobre que o Projeto Foi Encerrado... Mas Alguém Resolveu Reabrir Todos os Chamados em Produção

Depois do anime original e do primeiro OVA, muitos fãs acreditavam que a história de Miaka e Tamahome finalmente havia encontrado seu equilíbrio. O sistema parecia estável, os usuários estavam satisfeitos e o ambiente de produção operava normalmente.

Então alguém teve a brilhante ideia de dizer:

"Vamos adicionar apenas uma pequena funcionalidade..."

Todo profissional de mainframe sabe o que isso significa.

A nova funcionalidade altera um módulo.

O módulo altera outro.

O outro chama um terceiro.

No final da semana, metade do sistema está sendo recompilada.

Fushigi Yūgi: Dai Ni Bu representa exatamente esse momento. Em vez de apenas prolongar a história, ele amplia o universo emocional da obra, colocando novamente à prova os laços de confiança, amizade e amor que pareciam consolidados.


Ficha Técnica

Título Original: ふしぎ遊戯 第二部 (Fushigi Yūgi Dai Ni Bu)

Título Internacional: Fushigi Yūgi OVA 2

Autora Original: Yuu Watase

Baseado no Mangá: Fushigi Yūgi

Estúdio: Studio Pierrot

Direção: Hajime Kamegaki

Lançamento:

25 de maio de 1997 a 25 de fevereiro de 1998

Formato

Original Video Animation (OVA)

Quantidade de episódios

6 episódios


Gênero

  • Isekai

  • Fantasia

  • Romance

  • Drama

  • Aventura

  • Shōjo

  • Sobrenatural


Classificação

14 anos.

Contém violência moderada, romance, temas psicológicos e conflitos sobrenaturais.


Sinopse

Depois dos acontecimentos do primeiro OVA, Miaka e Tamahome tentam finalmente construir uma vida tranquila.

Entretanto, forças ocultas voltam a ameaçar o equilíbrio entre os dois mundos.

Antigas profecias reaparecem.

Novos inimigos surgem.

Os Guerreiros de Suzaku precisam novamente unir forças para impedir que o destino seja alterado.

Mais do que enfrentar monstros, agora precisam enfrentar seus próprios medos.


Resumo da História

A trama aprofunda ainda mais o relacionamento entre Miaka e Tamahome.

Ao mesmo tempo, introduz uma nova ameaça ligada aos poderes espirituais dos Quatro Deuses.

Diferentemente da série principal, o foco não está apenas na jornada física.

Grande parte da narrativa acontece dentro dos conflitos emocionais dos personagens.

O resultado é uma história mais madura, introspectiva e romântica.


Os Personagens

Miaka Yūki

Muito mais segura de si.

Agora entende que ser sacerdotisa vai muito além de convocar Suzaku.

Sua missão passa a ser preservar a esperança.


Tamahome

Continua representando coragem e lealdade.

Porém enfrenta novos testes relacionados ao próprio destino.


Chichiri

Novamente assume o papel de mentor.

Seu equilíbrio emocional ajuda o grupo a enfrentar ameaças invisíveis.


Hotohori

Mesmo ausente em diversos momentos, sua influência continua marcando profundamente os personagens.


Nuriko

Seu legado permanece como inspiração para os Guerreiros de Suzaku.


Novos antagonistas

A nova ameaça atua principalmente manipulando emoções, memórias e laços afetivos.

Ela é menos física e muito mais psicológica.


O que há de diferente?

Enquanto o anime original era uma jornada de descoberta e o primeiro OVA funcionava como um epílogo emocional, Dai Ni Bu assume o papel de uma continuação propriamente dita.

Ele amplia o universo espiritual da franquia e desenvolve aspectos que ficaram apenas sugeridos anteriormente.

Há mais elementos sobrenaturais, conflitos internos e aprofundamento dos personagens.


As Aventuras

Os Guerreiros voltam a viajar entre diferentes regiões e dimensões.

Durante essa nova missão enfrentam:

  • entidades espirituais

  • maldições antigas

  • ilusões

  • manipulação da memória

  • ameaças aos Quatro Deuses

  • testes de confiança

As batalhas continuam importantes, mas o verdadeiro desafio está em preservar aquilo que cada personagem acredita.


Temáticas

Destino

Até que ponto o futuro já está escrito?


Memória

Quem somos sem nossas lembranças?


Esperança

Mesmo após tantas perdas, ainda vale a pena continuar?


Amor

Não basta encontrar a pessoa certa.

É preciso protegê-la diariamente.


União

Nenhum Guerreiro de Suzaku consegue vencer sozinho.


O Grande Diferencial

O ritmo é muito mais contemplativo do que o anime original.

O roteiro prefere explorar emoções em vez de simplesmente aumentar o número de batalhas.

É uma continuação feita para os fãs que desejavam permanecer mais tempo naquele universo.


As Mensagens Ocultas

A manutenção nunca termina

Mesmo depois que o mundo foi salvo, novas ameaças aparecem.

Isso representa perfeitamente qualquer grande sistema corporativo.


Os Quatro Deuses

Continuam simbolizando diferentes aspectos da natureza humana.

Mais do que seres divinos, representam escolhas.


O passado

Os personagens descobrem que ignorar antigos traumas apenas permite que eles retornem ainda mais fortes.


O Paralelo Mainframe

Imagine que seu banco acabou de concluir uma gigantesca migração.

Tudo parece perfeito.

De repente surgem:

  • novos requisitos regulatórios

  • integração com APIs

  • novas auditorias

  • mudanças fiscais

  • modernização

  • cloud híbrida

O sistema precisa evoluir sem perder estabilidade.

É exatamente o que acontece em Dai Ni Bu.

Os Guerreiros de Suzaku tornam-se a equipe de sustentação responsável por manter o ambiente funcionando enquanto novas demandas aparecem continuamente.


Impacto Cultural

Embora menos conhecido pelo público casual, Dai Ni Bu foi muito importante para os fãs da franquia.

Ele consolidou a ideia de que Fushigi Yūgi era um universo vivo, capaz de contar novas histórias além da missão original de reunir os sete guerreiros.

Também ajudou a fortalecer a reputação da franquia no mercado de vídeo doméstico japonês durante o auge das OVAs na década de 1990.


Curiosidades

  • Os seis episódios foram lançados diretamente em VHS e LaserDisc antes de chegarem ao DVD.

  • A qualidade da animação é superior à da série de TV, com cenários mais detalhados e cores mais vivas.

  • A trilha sonora continua composta por Seiji Yokoyama, preservando a identidade musical da franquia.

  • O ritmo mais lento divide opiniões: alguns fãs apreciam o aprofundamento emocional, enquanto outros sentem falta da intensidade da série original.

  • Dai Ni Bu prepara o terreno para Fushigi Yūgi: Eikoden, a última animação da cronologia clássica.


Nota Bellacosa Mainframe

CritérioNota
Romance⭐⭐⭐⭐⭐
Desenvolvimento dos Personagens⭐⭐⭐⭐⭐
Continuação da História⭐⭐⭐⭐⭐
Construção Emocional⭐⭐⭐⭐⭐
Fantasia⭐⭐⭐⭐☆
Aventura⭐⭐⭐⭐☆
Qualidade Visual⭐⭐⭐⭐⭐
Ritmo⭐⭐⭐⭐☆
Expansão do Universo⭐⭐⭐⭐⭐

Vale a pena assistir?

Sim.

Para quem gostou da série original, Dai Ni Bu oferece exatamente aquilo que muitos procuravam: mais tempo com personagens queridos, conflitos inéditos e uma expansão coerente do universo de Fushigi Yūgi. Embora tenha menos ação do que a série de TV, compensa com uma narrativa emocionalmente rica e um desenvolvimento consistente do relacionamento entre Miaka, Tamahome e os Guerreiros de Suzaku.


Veredicto Final

Fushigi Yūgi: Dai Ni Bu demonstra que algumas histórias não precisam de uma guerra maior para continuar interessantes. Ao aprofundar os sentimentos dos personagens e explorar as consequências de suas escolhas, a obra mostra que o verdadeiro desafio começa quando a grande aventura termina.

No universo do Bellacosa Mainframe, a moral é inevitável:

"Qualquer estagiário consegue colocar uma aplicação em produção quando tudo está sob controle. O verdadeiro arquiteto de sistemas é aquele que mantém a estabilidade enquanto novos requisitos surgem todos os dias. Fushigi Yūgi: Dai Ni Bu é a prova de que os maiores ABENDs não aparecem durante a implantação, mas durante a manutenção contínua. E é justamente nessa fase que os melhores programadores — e os maiores heróis — revelam seu verdadeiro valor."

sábado, 17 de maio de 1997

Parque do Ibirapuera em São Paulo

Bellacosa Mainframe em uma visita ao Parque do Ibirapuera

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🌳 O Ibirapuera — Meu Imenso Quintal de Adolescência

Amigos, encontros, planetas, livros e memórias espalhadas por um dos maiores parques de São Paulo

Tenho uma ligação histórica com o Parque do Ibirapuera.

Quando olho para essas fotografias de 1997, percebo que elas não registram simplesmente mais uma visita ao parque. O Ibirapuera já fazia parte da minha vida havia muitos anos.

Minha primeira lembrança vem de 1987 ou 1988 — a data exata se perdeu em algum lugar da memória. Fui até lá por causa de uma Bienal do Livro e descobri aquele lugar gigantesco no meio de São Paulo.

Para um jovem curioso, aquilo parecia não ter fim.



Havia o Pavilhão da Bienal, a Oca, o Planetário, os museus, o lago, enormes áreas verdes, caminhos que desapareciam entre as árvores e sempre alguma coisa nova esperando depois da próxima curva.

Depois vieram outras visitas.

Em 1994, passei uma tarde extremamente agradável por ali com a Patricia, do Enigma. Em outra ocasião daquele mesmo período fui ao Planetário com a Cristiani e, por uma dessas coincidências que transformam um passeio comum em memória, acabei encontrando o Maelo.

Anos mais tarde voltei com a Paty de Interlagos.

Pessoas diferentes.

Momentos diferentes.

O mesmo Ibirapuera.

Talvez seja por isso que gosto de pensar nele como meu imenso quintal de adolescência.

Não era preciso existir um grande planejamento para aproveitar o parque.

Podíamos simplesmente caminhar.

Comprar uma água de coco.

Comer pipoca.

Seguir alguma trilha em meio ao verde.

Parar diante do lago.

Observar os cisnes, gansos, marrecos e garças.

Entrar no Planetário e, durante alguns minutos, deixar São Paulo para viajar pelo Universo.

Depois sair novamente para o sol e continuar andando.

O parque permitia essas pequenas viagens dentro de uma viagem.



Havia também o Pavilhão da Bienal, a Oca e tantos outros espaços que faziam o Ibirapuera parecer uma pequena cidade dedicada à cultura, à ciência, à arte e ao lazer.

E havia a presença da história.

Do outro lado daquele universo verde ergue-se o imponente Obelisco, guardando a memória dos que morreram na Revolução Constitucionalista de 1932.

Quando somos jovens, muitas vezes passamos diante desses monumentos sem compreender completamente o peso das histórias que carregam.

Décadas depois, olhamos novamente e enxergamos outras coisas.

Talvez seja isso que também aconteça com nossas próprias fotografias.

Em 1997, quando registrei mais uma tarde no Ibirapuera, provavelmente não estava pensando em construir um documento histórico da minha juventude.

Estava apenas vivendo.

Fotografando.

Caminhando.

Observando os animais.

Visitando lugares que já conhecia e descobrindo outros detalhes.

Mas o tempo fez seu trabalho.

Hoje aquelas fotografias não mostram somente o Parque do Ibirapuera.

Elas carregam todas as outras visitas que não aparecem dentro do enquadramento.

Em algum lugar entre aquelas árvores ainda consigo imaginar o jovem que chegou ali pela primeira vez para conhecer uma Bienal do Livro.

Em outro caminho está a tarde com Patricia.

Perto do Planetário aparecem Cristiani e o encontro inesperado com Maelo.

Em outra época surge Paty de Interlagos.

E então aparece o Vagner de 1997, novamente caminhando com uma câmera pela mão, fotografando o lago e seus habitantes.

É curioso perceber como determinados lugares tornam-se marcadores físicos da nossa própria linha do tempo.

As pessoas mudam.

Os relacionamentos mudam.

Nós mudamos.

Mas o lago continua ali.

A Oca continua ali.

O Pavilhão continua ali.

O Planetário continua apontando para as estrelas.

E o velho Ibirapuera continua recebendo novas gerações que compram pipoca, tomam água de coco e caminham sem destino entre suas árvores.

Talvez algum jovem esteja fazendo exatamente isso agora.

Sem imaginar que aquela tarde aparentemente comum poderá tornar-se, trinta ou quarenta anos depois, uma de suas melhores lembranças.

Foi assim comigo.

Por isso, quando digo que conheço o Parque do Ibirapuera, não estou falando apenas de conhecer seus caminhos.

Existem pedaços da minha juventude espalhados por eles.

E talvez essa seja a verdadeira razão pela qual determinados lugares nunca deixam completamente de nos pertencer.

O Ibirapuera foi parque, museu, planetário, biblioteca de lembranças, ponto de encontro e cenário de pequenas aventuras.

Durante alguns dos melhores anos da juventude, foi também algo muito mais simples.

Foi meu quintal.




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Ibirapuera uma tarde no parque.

Um final de semana delicioso para se passear no parque, uma ida ao planetário, passeio pelo lago e uma visita ao museu da Imigração Japonesa.



Neste passeio dediquei-me mais a registrar a vida animal existente no parque: galinhas de angola, cisneis, gansos, garças e marrecos se alimentam no lago e recebem agradinhos dos visitantes: milhos e paezinhos.

Mas existem tantas coisas legais a espera de serem descobertas.



Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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