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sexta-feira, 31 de dezembro de 2004

2004 os melhores momentos em Espanha

Uma passagem rápida por Espanha.


2004 foi um ano intenso com acontecimentos traumáticos para a Espanha. O atentado de Março foi devastador para o povo espanhol.



Mas as belezas de Espanhas conseguiram ocultar este momento menos belo da primeira década do século XXI. Os museus, os grandes edifícios, as riquezas das Américas.

Deixaram marcas maravilhosas em Espanha. A Catedral de Sevilha, a praça de Espanha, o museu do Prado são patrimónios que tornam Espanha um dos tesouros da Europa.

Conhecer a Torre do Ouro, navegar no rio Guadalquivir, caminhar pelo centro de Madrid e conhecer o melhor da Andaluzia foi uma grande aventura.

2004 e os melhores momentos em Portugal

As melhores imagens de Portugal em 2004.


Terminamos o ano com montes de passeios realizados em Portugal, onde tivemos a oportunidade de conhecer novas cidades, novos castelos e saborear as delicias da culinária regional.



Portugal é muito rico em historia, cada cantinho do pais possui seus castelos, construções históricas, ruínas arqueológicas, grandes e belíssimas igrejas.

Afinal Portugal possui mais de 2500 anos de historia registradas, desde que os fenícios iniciaram suas transaçoes comerciais com os lusitanos, depois vieram hispanos, cartagineses, romanos, vândalos, alamanos, visigodos, mouros etc. Cada um destes povos deixando sua marca em território português.

Venha se perder e procurar esses vestígios de norte a sul em Portugal, não esquecendo de saborear os deliciosos vinhos, os doces regionais e as delicias da culinária regional.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2004

GULLIVER — O REINO BRASILEIRO ONDE A IMAGINAÇÃO SEMPRE CABE NUMA MÃO

 

Logotipo Gulliver

GULLIVER — O REINO BRASILEIRO ONDE A IMAGINAÇÃO SEMPRE CABE NUMA MÃO
Um post ao estilo Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight Lunch


Bellacosa Mainframe e seu Forte Apache



Quando pensamos em Brasil das décadas de 60, 70, 80 e 90, muita gente lembra primeiro de TV preto-e-branco, carro com carburador, feira na calçada, mercearia da esquina… Mas há um fio invisível que costura a infância de milhões de brasileiros: uma pequena legião de soldados de plástico, índios bravos, cowboys destemidos, super-heróis troncudos e monstros improváveis.
Esse fio tem nome: Gulliver.

E como todo bom mito pop, a história da Gulliver mistura engenho brasileiro, ousadia industrial, guerra cultural, brinquedos que viraram patrimônio afetivo — e muitos easter-eggs que ninguém imagina. Prepare seu cavalo, pegue sua Winchester de plástico e siga comigo.


🌄 A ORIGEM — O DESERTO, O SONHO E O PLÁSTICO

A Gulliver nasce em 1956, em São Caetano do Sul (SP), fundada por José “Zeca” Matarazzo Filho — não o conde, mas um industrial com faro para um mercado que estava nascendo: o de brinquedos de plástico injetado.

Enquanto os brinquedos do Brasil ainda eram majoritariamente de lata, madeira ou pano, a Gulliver apostou forte na nova técnica. E acertou: o plástico permitia detalhes finíssimos, moldes ousados, variedade absurda e — principalmente — preço acessível.

E assim, num barracão no ABC paulista, começa o reinado que duraria gerações.



Forte Apache da Gulliver

🏹 O FORTE APACHE — O PRIMEIRO UNIVERSO CINEMATOGRÁFICO BRASILEIRO

O carro-chefe absoluto?
O Forte Apache.

Originalmente licenciado da empresa norte-americana Louis Marx & Co., a Gulliver tropicalizou, expandiu, redesenhou e reinventou o playset até transformá-lo em algo 100% culturalmente brasileiro.

Versões em madeira, versões em plástico, versões pintadas à mão…
Sede, quartéis, torres, cavalaria, índios apaches, cowboys, meninos sorridentes, cachorros pastores, carroções, canhões — um universo inteiro numa mesa de poucas polegadas.

O Forte Apache da Gulliver foi, para uma geração, o primeiro “metaverso” de verdade:

  • sem login,

  • sem Wi-Fi,

  • sem NFT,

  • mas com imaginação ilimitada.


Antiga fabrica da Gulliver

👊 A ERA DE OURO — SUPER-HERÓIS, MONSTROS E UM BRASIL POP

Dos anos 60 aos 90, a Gulliver reinou absoluta.

🦸 Super-Heróis

Licenciou Marvel e DC quando isso ainda não era cool.
Se você lembra de um Hulk verde berrante, um Thor cabeçudo, um Superman com peito em formato de barril, você sabe do que estou falando.

👽 Monstros

Godzilla, King Kong, criaturas do espaço — tudo ganhava forma em PVC duro e eternizava tardes inteiras de batalha no chão da sala.

⚔️ Playsets temáticos

Forte Apache, Castelo Medieval, Vila do Zorro, Piratas, Cavaleiros, Romanos…
Cada kit era um portal instantâneo para outra época.

🚀 Ficção Científica & Robôs

Robôs de fricção, astronautas, monstros radioativos — um eco direto da paranoia nuclear e dos seriados japoneses que chegavam ao Brasil.

🗡️ Os eternos gladiadores Gulliver

Pequenos, coloridos, com poses icônicas — presentes em cada mercearia, banca de jornal e lojinha da 25 de Março.


Portão principal da fabrica Gulliver

🧩 CURIOSIDADES E EASTER-EGGS PARA COLECIONADORES

✔ A Gulliver produziu peças para outras empresas — incluindo lotes secretos exportados sem marca.
Muita coisa hoje é “Gulliver sem saber”.

✔ Existem moldes perdidos — literalmente extraviados nos anos 80 e 90. Alguns foram recuperados décadas depois em galpões abandonados.

✔ A pintura a mão do Forte Apache original foi feita majoritariamente por equipes femininas do ABC Paulista, artesãs com precisão impressionante.

✔ O cachorro pastor preto que acompanhava o menino no playset original foi inspirado no cão real de um funcionário da empresa.

✔ Nos anos 70 e 80, a Gulliver teve licenças do Ultraman, Jaspion e outros tokusatsu, mas muitos produtos nunca chegaram às lojas.

✔ A empresa criou a primeira linha nacional de minimodelos históricos, usada até em escolas durante anos.


📉 O DECLÍNIO — A INVASÃO DOS IMPORTADOS

A partir dos anos 90, com a abertura econômica e a entrada massiva de brinquedos chineses, o cenário mudou:

  • O custo de moldes metálicos era altíssimo.

  • As linhas clássicas vendiam menos.

  • O varejo migrou para produtos mais baratos e descartáveis.

  • Empresas nacionais sofreram — a Gulliver, inclusive.

A produção foi reduzida, algumas linhas desapareceram, outras tiveram tiragens curtas. Mas a marca nunca morreu.


🔥 O ESTADO ATUAL — GULLIVER, A FÊNIX DO PLÁSTICO

Hoje, a Gulliver existe — viva, reinventada e nostálgica.

A empresa se reposicionou como marca clássica, apostando em:

  • relançamentos de linhas vintage,

  • séries de edição limitada,

  • produtos colecionáveis,

  • parcerias com grupos de fãs e historiadores do brinquedo brasileiro.

O público?
Adultos entre 35 e 60 anos que carregam na alma o chão da sala onde guerrearam com cavaleiros e apaches.


🌵 DICAS PARA COLECIONADORES (AO ESTILO BELLOSA MAINFRAME)

  1. Prefira moldes antigos — geralmente mais pesados, com PVC mais duro e detalhes mais finos.

  2. Evite restaurações mal feitas — tinta errada destrói valor.

  3. Guarde em estojos fechados — o PVC é sensível à luz e pode ficar quebradiço.

  4. Fique de olho em relançamentos oficiais — alguns são raros já ao nascer.

  5. A comunidade “Gullivermaníacos” no Brasil é riquíssima — grupos no Facebook, Orkut ressuscitado, fóruns especializados.

  6. Cuidado com falsificações chinesas — sim, existem.

  7. O Forte Apache completo com pintura à mão é um Graal — conserve como um DB2 catalog root page.


🌙 CONCLUSÃO — GULLIVER, O MAINFRAME DA NOSSA INFÂNCIA

O que o mainframe tem em comum com a Gulliver?
Longevidade, confiabilidade, legado e presença silenciosa na vida de milhões.

A Gulliver é o nosso “CICS da imaginação”:

  • sempre em produção,

  • sempre entregando,

  • sempre suportando volume,

  • sempre pronta para rodar mais uma aventura.

E assim como o mainframe, ela atravessou gerações — sólida, nostálgica, parte da história nacional.

Se você teve um Forte Apache, um cowboy, um índio, um Hulk esquisitão, um gladiador colorido…
Você carrega Gulliver no coração.

E como sempre digo: nostalgia também é arquitetura — arquitetura da alma.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

Inuyasha the Movie 4: Fire on the Mystic Island : Quando um Programador COBOL Descobre que Alguns Sistemas Legados Foram Isolados da Rede por 50 Anos.

 

Bellacosa Mainframe apresenta inuyasha the movie 4 fire on the mystic island

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Inuyasha the Movie 4: Fire on the Mystic Island (犬夜叉 紅蓮の蓬莱島) sem Mistérios

Quando um Programador COBOL Descobre que Alguns Sistemas Legados Foram Isolados da Rede por 50 Anos... e Agora Precisam Ser Resgatados Antes que Todo o Conhecimento Desapareça

"Existem ambientes que ficaram tanto tempo desconectados do restante da empresa que acabaram desenvolvendo suas próprias regras, seus próprios problemas e seus próprios monstros. O quarto filme de Inuyasha fala exatamente sobre isso."


Introdução

Lançado em 2004, Fire on the Mystic Island encerrou a série de filmes produzidos durante a exibição do anime original.

Ao contrário do terceiro longa, focado no legado de Inu no Taishō, o quarto filme apresenta uma aventura inédita envolvendo uma misteriosa ilha que aparece apenas uma vez a cada cinquenta anos.

É um filme com forte carga emocional, pois coloca Inuyasha diante de crianças meio-yokai perseguidas simplesmente por existirem.

Essa abordagem faz do quarto longa um dos mais sensíveis da franquia, tratando de preconceito, pertencimento e esperança.


Dados Técnicos

Título Original

犬夜叉 紅蓮の蓬莱島

Inuyasha: Guren no Hōraijima

Tradução aproximada:

A Ilha Hōrai em Chamas Carmesim

Título internacional:

Fire on the Mystic Island


Autora Original

Rumiko Takahashi (高橋留美子)

Criadora de:

  • Inuyasha

  • Ranma ½

  • Urusei Yatsura

  • Maison Ikkoku

  • Mermaid Saga

A história do filme é original, criada especificamente para o cinema dentro do universo da franquia.


Estúdio

Sunrise

(atualmente Bandai Namco Film Works)


Diretor

Toshiya Shinohara


Roteiro

Katsuyuki Sumisawa


Lançamento

23 de dezembro de 2004

Japão


Duração

88 minutos


Gênero

  • Fantasia

  • Aventura

  • Ação

  • Drama

  • Sobrenatural

  • Mitologia Japonesa


Classificação

12–14 anos

Contém:

  • batalhas

  • violência moderada

  • sangue leve

  • temas dramáticos

  • preconceito


Sinopse

A lendária Ilha Hōrai reaparece depois de permanecer oculta durante cinquenta anos.

Nela vivem crianças meio-humanas e meio-yokai que sofrem perseguição dos terríveis Quatro Deuses da Guerra.

Inuyasha descobre possuir uma antiga ligação com aquela ilha e decide retornar para libertar seus habitantes antes que seja tarde demais.


Resumo

Ao investigar a misteriosa ilha, o grupo encontra uma comunidade isolada que vive sob o domínio dos Quatro Deuses da Guerra.

Enquanto protege as crianças, Inuyasha revive lembranças de uma visita feita décadas antes e percebe que alguns conflitos do passado jamais foram resolvidos.


A História

A Ilha Hōrai permanece escondida por longos períodos e só emerge do nevoeiro a cada cinquenta anos.

Nesse lugar vivem hanyō, seres metade humanos e metade yokai, que são marcados com um símbolo ritual e destinados ao sacrifício pelos Shitōshin, os Quatro Deuses da Guerra.

Inuyasha, Kagome, Miroku, Sango e Shippo chegam ao local e descobrem que a ilha guarda memórias da infância de Inuyasha, quando ele tentou salvar uma jovem chamada Ai sem conseguir derrotar seus perseguidores.

Agora, décadas depois, surge uma nova oportunidade para romper esse ciclo de sofrimento.


Os Personagens

Inuyasha

O filme revela um lado mais maduro do protagonista.

Ele enfrenta não apenas um inimigo poderoso, mas também a culpa por não ter conseguido salvar pessoas importantes no passado.


Kagome

Seu apoio emocional é essencial.

Ela ajuda Inuyasha a compreender que ainda existe esperança para corrigir antigos erros.


Ai

Uma hanyō que conheceu Inuyasha muitos anos antes.

Representa a memória, a perseverança e a esperança daqueles que aguardaram décadas por ajuda.


Asagi

Uma jovem da ilha que simboliza a nova geração de hanyō em busca de liberdade.


Sesshomaru

Embora participe menos da narrativa, sua presença continua decisiva nos momentos críticos.


Os Quatro Deuses da Guerra (Shitōshin)

Os antagonistas são:

  • Ryūra

  • Kyōra

  • Jūra

  • Gōra

Cada um controla um elemento e representa diferentes formas de opressão.


O Que Tem de Diferente?

Entre todos os filmes da franquia, este é o que mais enfatiza questões sociais.

Em vez de concentrar a narrativa apenas em grandes batalhas, o longa aborda discriminação, exclusão e a busca por um lugar onde pessoas diferentes possam viver em paz.

A ilha isolada também funciona como uma metáfora para comunidades esquecidas pelo tempo.


Temáticas

Preconceito

Os hanyō são perseguidos simplesmente por sua origem.


Liberdade

Toda comunidade merece decidir seu próprio destino.


Esperança

Mesmo cinquenta anos depois, ainda é possível mudar o futuro.


Memória

O passado pode ensinar, mas não deve aprisionar.


Família

Família também é construída por quem escolhemos proteger.


Sacrifício

Salvar outros exige coragem e responsabilidade.


Aventuras

A jornada leva os heróis por uma ilha envolta em névoa, repleta de templos antigos, cavernas, monstros e armadilhas espirituais.

Ao enfrentar os Quatro Deuses da Guerra, Inuyasha revisita lembranças de sua juventude, enquanto Kagome, Sango, Miroku e Shippo ajudam as crianças da ilha a recuperar a esperança e lutar por seu futuro.


Mensagens Ocultas

Isolamento Gera Sofrimento

Comunidades esquecidas tornam-se vulneráveis.


Diferenças Não São Fraquezas

São parte da identidade de cada indivíduo.


O Passado Pode Ser Corrigido

Mesmo que nunca seja apagado.


Crianças Herdam os Conflitos dos Adultos

Cabe às novas gerações romper esse ciclo.


A Verdadeira Força

Está em proteger quem não consegue se defender.


Impacto Cultural

Embora seja o filme menos comentado dos quatro, Fire on the Mystic Island conquistou muitos admiradores por sua abordagem emocional e pelo foco nos hanyō.

Também ampliou a compreensão do público sobre os conflitos enfrentados por personagens mestiços no universo de Inuyasha, reforçando um dos temas centrais da série: a dificuldade de pertencer a dois mundos.


Censura

O filme manteve praticamente todo o conteúdo original nas versões internacionais.

As alterações limitaram-se a pequenos cortes de sangue em algumas transmissões televisivas e adequações de classificação etária.

As edições em DVD e Blu-ray preservam integralmente a obra.


Mangás

Assim como os demais filmes, Fire on the Mystic Island apresenta uma história original para o cinema.

Posteriormente recebeu adaptações em formato de anime comic e materiais promocionais.


Light Novels

Não existe uma light novel oficial baseada neste filme.


Games

Embora não tenha recebido um jogo exclusivo, elementos da Ilha Hōrai e dos Quatro Deuses da Guerra apareceram em materiais derivados e colaborações da franquia.

Os principais jogos relacionados permanecem:

  • Inuyasha: A Feudal Fairy Tale (PlayStation)

  • Inuyasha: The Secret of the Cursed Mask (PlayStation 2)

  • Inuyasha: Feudal Combat (PlayStation 2)

  • Inuyasha: Secret of the Divine Jewel (Nintendo DS)


Curiosidades

  • É o último filme produzido durante a exibição do anime original.

  • A Ilha Hōrai foi criada exclusivamente para o longa e não aparece no mangá.

  • O filme aprofunda o tema dos hanyō, um dos elementos mais importantes da identidade de Inuyasha.

  • A trilha sonora de Kaoru Wada combina momentos épicos com passagens melancólicas, reforçando o tom emocional da história.


Easter Eggs

  • A ilha que surge apenas a cada cinquenta anos simboliza oportunidades raras que não podem ser desperdiçadas.

  • Os Quatro Deuses da Guerra representam sistemas opressores que se perpetuam ao longo do tempo.

  • O reencontro de Inuyasha com Ai demonstra que nem todas as promessas desaparecem; algumas apenas aguardam o momento certo para serem cumpridas.


Avaliação Bellacosa Mainframe

AspectoNota
História⭐⭐⭐⭐☆ (4,5/5)
Emoção⭐⭐⭐⭐⭐ (5/5)
Ação⭐⭐⭐⭐☆ (4,5/5)
Vilões⭐⭐⭐⭐☆ (4/5)
Trilha Sonora⭐⭐⭐⭐⭐ (5/5)
Temas Sociais⭐⭐⭐⭐⭐ (5/5)
Reassistir⭐⭐⭐⭐☆ (4,5/5)

Nota Final: 9,2/10

É um filme que encerra dignamente a fase clássica dos longas de Inuyasha, privilegiando emoção, esperança e reflexão sobre identidade e pertencimento.


☕ Bellacosa Mainframe

Imagine um ambiente IBM Z que foi desconectado da rede corporativa há cinquenta anos. Nenhuma atualização chegou, nenhuma documentação foi revisada e quase todos esqueceram que ele ainda existe.

Lá dentro continuam rodando aplicações críticas, mantidas por pessoas que nunca tiveram acesso às práticas modernas de desenvolvimento. Elas criaram seus próprios procedimentos para sobreviver.

A Ilha Hōrai é esse ambiente isolado.

Os Quatro Deuses da Guerra representam processos obsoletos e regras rígidas que impedem qualquer evolução.

Inuyasha é o especialista veterano que retorna ao sistema onde começou sua carreira e percebe que ainda há usuários dependendo daquela plataforma.

Kagome é a profissional que traz novas ideias, integração e esperança, mostrando que modernizar não significa apagar o passado, mas conectá-lo novamente ao restante do ecossistema.

A grande lição de Fire on the Mystic Island é especialmente relevante para quem trabalha com sistemas legados: nenhum ambiente deve ser abandonado simplesmente porque é antigo. Muitas vezes, atrás de um sistema esquecido existe conhecimento valioso, pessoas que dependem dele e uma oportunidade única de preservar sua história enquanto se constrói um futuro melhor.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2004

Visita natalícia ao amigo Cardoso


Aproveitando o final do ano, cá estamos novamente no norte, visitando o amigo Cardoso. Desta vez viemos ate Ermesinde, em uma pequena vila com casas construídas em pedra ao melhor estilo do Norte de Portugal.



Almoçamos em um tasca bem tradicional, uma deliciosa entremeada com batatas, regado ao bom vinho caseiro, retirado directo do barril e para fechar bem a refeição um bom prato de sopa de legumes a nortenha.

Aproveitamos o dia para visitar a região, colocar a conversa em dia e trazendo noticias do outro lado do atlântico.

Enfim um bom dia passado com um amigo.

domingo, 5 de dezembro de 2004

Alcobaça a cidade por trás do Mosteiro

Muita gente visita Alcobaça apenas pelo Mosteiro.


Mas esta cidade é tão rica em cultura e atraçoes naturais que acaba sendo um pecado não conhecer e visitar seus outros encantos.



Alcobaça tem lindas praias de falésia, tem florestas e bosques, um castelo em ruínas, vários palacetes e casas de interesse arquitectónico.

Suas ruas tem encantos de uma pequena vila, mas não se enganem Alcobaça é uma grande cidade, bem povoada e com grande infra-estrutura.

Um passeio por suas ruas tornara claro aquilo que digo, vale a pena explorar sem pressa, ver cada cantinho, conversar com as pessoas, sentar em um café local, provar um doce regional e jogar alguns minutinhos de conversa fiada.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2004

Nazaré e o funicular da cidade alta

Subindo ate a capela


Na parte baixa da cidade existe um fantástico funicular que nos leva para uma colina, onde tem diversas estruturas da cidade alta. Subindo uma encosta de aproximadamente 300 metros sobre trilhos, vislumbrando o oceano e a cidade que vai ficando pequenina la embaixo.



Ao chegarmos no final dos trilhos, nos deparamos com uma bela igreja, comercio, mirante, aqui sentimos todo o vento do oceano com seu cheiro delicioso de sal, aquela brisa marinha que nos transporta para o verão. Tendo uma visão privilegiada do Atlântico

No passado aqui ficavam os vigias, protegendo os moradores da parte baixo, das rasias de piratas em busca de escravos para o mercado de norte de África. Na idade media mulheres brancas eram muito valorizados nos harens espalhados por esse mundao afora.

Com um sinal de sinos os vigias avisavam os moradores que assim buscavam abrigo ao serem avistados barcos inimigos.

Nazare e suas praias

Nazaré a cidade das praias


Uma das cidades praianas mais famosa de Portugal com suas roupas típicas que correram o mundo em fotografias. As famosas 7 saias das nazarenas. o gorro dos pescadores.



Uma cidade tipicamente pesqueira que naquelas reviravoltas do destino, se tornou a meca do surf na Europa, inclusive com disputados campeonatos.

Cercada de belas casa antigas, praias belas, falésias e montes que atraem os turistas pela sua diversidade. Existem grandes monumentos próximos como o Mosteiro de Alcobaça.

Uma cidade com tradição, cheia de encantos inclusive com uma parte alta acessível por funicular. Alguns castelos na região tornam a estadia mais completa, podendo reservar alguns dia para banhos de sol e areia, pois a agua é bem fria, afinal estamos no Atlântico Norte

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

Alcobaça e o interior do mosteiro

Vislumbrando tamanha obra de arte arquitectónica.


Olhando pelo exterior do mosteiro ficamos maravilhados, porem ao entrarmos a sensação ainda é maior. Imagine que olhos modernos estão acostumados com arranha-céu, grandes obras e mesmo assim me maravilho.



Agora por um minuto imagine a 300 anos atrás em que as pessoas viviam em modestas casinhas, passadas de geração a geração (sem agua encanada, sem esgoto, poucas janelas etc), que a maior estrutura que conheciam era a igreja da cidade.

De repente vinham ate o mosteiro e viam paredes com 20 metros de atura, colunas imponentes, pisos em pedra, esculturas e rosáceas. Nossa deviam se sentir pequenos perante a obra de Deus, afinal o mosteiro era a morada de Deus na terra.

Uma das coisas que mais espanto causava era a agua encanada, inclusive existindo um belíssimo lavabo que jorrava agua fresca constantemente. Numa época que muitos castelos não tinham agua encanada. Causando inveja a Reis e nobres.

A beleza dos claustros de Alcobaça

Cantos de contemplação e paz.


Na idade media os edifícios tinham objectivos que iam alem do lar, serviam como fortaleza, maquina de propaganda religiosa, ilhas de paz em meio ao caos.



O mosteiro de Alcobaça para melhorar a qualidade de vida e espaço contemplativo construiu uma serie de claustros, para dizer a verdade são 3 (Claustro do Capitulo, Claustro Medieval e Claustro da Leitura) e externamente os mais diversos jardins, pomares e hortas.

Utilizado para oraçao, reuniao e receber visitas que abrigadas dentro das paredes do complexo podiam conversar em sigilo sem riscos de olhares indiscretos ou ataques de bandoleiros.

Ficou em duvida? A idade media foi uma época perigosa em que vikings, bandoleiros e mercenários vagavam de terras em terras, roubando, saqueando e raptando pessoas. O mercado de escravos era muito lucrativo, os tesouros das igrejas eram alvos desejáveis.

Por tudo isso a criação dos claustros permitiam momentos de paz e tranquilidade isolando o mundo interior cheio de paz, do mundo exterior violento e sujo.

Alcobaça e seu mosteiro gotico

A Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça.


No final do século XII monges cistercienses iniciaram o primeiro complexo religioso completamente gótico em terras lusitanas. Num trabalho que prosseguiu durante séculos.



Hoje quem visita esta estrutura fica maravilhado com a imponência e majestosidade de tamanha construção. Diversos claustros, aquedutos subterrâneos, canalização de rio e ribeiras,  túneis ocultos, passagens secretas, salas de segredos. São tantos os mistérios que é possível escrever um romance totalmente voltado dentro do mosteiro ao melhor estilo do "Nome da Rosa".

Mais tarde este mosteiro tornou-se panteão nacional com o sepultamento de varios reis, cujos os sarcófagos ainda hoje estao em seu interior, onde vemos as habilidades dos escultures.

Andando ao redor do mosteiro podemos encontrar gargulas, pináculos, janelas e vitrais que evocam toda a beleza do estilo gótico, sem contar as almeias e nichos, estátuas e retábulos percam algumas horas namorando tão bela obra..

Porto viagem de Alfapendular a Lisboa

Viagens de trem para la e ca


Outra das minhas paixões mais antigas, a ferrovia e seus trens. Viagens desde a época a vapor, passando a diesel, eléctricos e agora os rápidos.



Nossa que delicia ouvir o ta ta ta ta, das rodas ver a paisagem desaparecendo pelo passar do trem, andar pelas carruagens.

Toda a magia de uma viagem ferroviária, o andar na plataforma, o apito de partida, o revisor, o carrinho de petiscos, o vagão restaurante. 

O conjunto da viagem ferroviária, tornam o turismo mais atraente, o vagão leito e sua beliche, o banheiro ai somente quem já fez sabe o que estou falando.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2004

Sevilha e a Praça de Espanha

Tesouros de Sevilha.


Na região da catedral de Sevilha temos os mais emblemáticos monumentos da cidade. A Torre da Giralda era um minarete da antiga mesquita, hoje desaparecida e ocupada pela catedral.



Temos o bairro judeu com suas explanadas, fontes e antigas casas.  O arquivo das Índias com diversos documentos antigos, canhões de bronze,  colunas árabes e edifícios moçárabes.

A praça de Espanha é a praça mais bonita de toda Espanha, seus arcos, seus prédios e as belas torres... com um lago e o chafariz e o rio no meio, é uma construção recente feita para a exposição das Américas de 1923, nos repuxos tem azulejos representando todas as províncias de Espanha.

Um lugar bonito cenário de filmes com sua imponente fachada em estilo moçárabe em tijolos misturados com arcos romanos. Próximo ao rio Guadalquivir temos a Torre do Oro que fazia parte das antigas muralhas da cidade, protegendo as margens do rio.

terça-feira, 30 de novembro de 2004

A maior catedral gótica do mundo.


Eu sei parece historia de viajante, mas é a pura verdade, a maior igreja em território espanhol e a 3° maior igreja católica do mundo.  Foi construído sob uma mesquita, que por sua vez foi construída em uma igreja primitiva que ocupou o espaço de um templo romano.




E isso ai, reciclagem de terreno, muda o credo, passa o tempo mas a casa religiosa mantém-se ali, nesta imponente catedral esta sepultado Cristóvão Colombo e alguns réis espanhóis.

Existe a Torre da Giralda que faz parte do complexo da catedral, com diversas salas secretas e passagens para o alto e abaixo, tornando este edifício magico.

Para os casais partem daqui passeios em charretes conduzidas por cocheiros caracterizados a moda sevilhana e com belos cavalos andaluz.

Próximo temos a praça de Espanha com belíssimos azulejos e muitos prédios das mais diversas eras, tornando a exploração um prazer único, se tiver tempo delicie-se pelas ruelas estreitas, veja os detalhes, sente-se em um café e sinta o clima sevilhano, provando um bom jamon.

sábado, 20 de novembro de 2004

Sevilha navegando no rio Guadalquivir e conhecendo seus tesouros

A delicia de um gostoso passeio de barco pelo Guadalquivir.


Um rio que conta historia, imagine navegar por um rio onde Fenícios, Gregos, Cartagineses, Romanos, Visigodos, Vikings, Árabes e Bárbaros passaram por ele com suas embarcações ao longo dos séculos. Nos séculos mais recentes aqui era um dos postos avançados de onde a Espanha enviava barcos para a recém descoberta América.



Barcos estes que retornavam lotados de ouro e prata saqueado dos impérios Inca e Asteca. Imagine a riqueza que esta cidade conheceu, o burburinho, as embaixadas que aqui foram construídas.

Diversas construções as margens do rio, nos saúdam neste passeio delicioso, a torre de Ouro, as pontes sob o rio, o charme dos barcos de 2 andares, barcos a vela, lanchas e tantos outros.

Seria uma delicia encontrar uma caravela por aqui, e mais alem um galeão e quem sabe um trirreme grego ou quem sabe mesmo um barco fenicio.

Sevilha e o Rio Guadalquivir na zona da Expo

Uma vista deslumbrante do Rio Guadalquivir


Aproveitando o passeio de barco pelo Guadalquivir fomos conhecendo os tesouros de ambas as margens do rio, Sevilha que outrora foi um grande porto de partida para as viagens a América, guardou desta época grandes tesouros.



Temos a Torre do Oro que fazia parte da antiga cerca defensiva, temos diversas pontes que construídas em épocas diferentes nos presenteia com uma historia da evolução da construção de pontes.

Culminou com o projecto do arquitecto Calatrava e sua ponte Alamillo para a Expo Sevilha 92, que destaca-se no rio com suas grande torre que lembra uma harpa.

Temos a ilha da Cartuja onde esta um convento e que sediou a Expo 92, com diversos edifícios de interesse reaproveitados para centro tecnológico e universidade. Sem contar que existe ainda o antigo mosteiro da Cartuja com seus diversos edifícios históricos.

O tablado andaluz e as dancarinas de Flamenco

Um jantar andaluz e uma apresentação de flamenco.


Em nossa ultima noite em Sevilha, fomos em uma conceituada casa de flamenco, tivemos uma apetitoso jantar, acompanhado de um excelente show de dança flamenco.



Afinal conhecer uma cidade não deve se limitar a gastronomia, arquitectura, historia... temos que ter arte, dança e ritmo, foi uma experiência única, pena que estávamos um pouco longe e não pude filmar.

Mas estas fotos dão uma pequena amostra do que foi, permitindo soltar a imaginação para que conheçamos e voltemos a Sevilha para mais uma boa apresentação. O barulhinho das castanholas não me saem da cabeça, o bater forte no solo marcando o ritmo, o movimento das sevilhanas tudo muito magico e sensual.

Sabe a magia do local, a iluminação, as mesas grudadinhas, o calor humano misturado com o ritmo da musica e a presença da dança tornaram este jantar memorável, realmente algo único que valeu a pena ter ido.

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

Andaluzia um pequena pausa antes de chegar a Sevilha


Um passeio pelo interior da Andaluzia


Estamos com destino a principal cidade da Andaluzia, banhada pelo rio Guadalquivir, habitada por diversos povos e conquistada e reconquistada em diversas batalhas sangrentas.


Sevilha é o nosso destino, bem no coração da Andaluzia, cercada pelo clima árido do interior espanhol, com veroes atingindo a marca dos 50 graus e Invernos extremamente frios.


Mas antes de chegarmos ao nosso destino, estamos aqui no meio do nada... fazendo uma boa boquinha antes de partimos, provando do bom vinho andaluz, jamon de porco preto e dos deliciosos queijos de ovelha e um pão delicioso que lembra o pão alentejano.

Pelo caminho passamos por diversos castelos, mas devido a urgência em chegar, ficaram para uma próxima oportunidade, a viagem foi longa e o check in no hotel não permite atropelos.

Descansamos e de barriguinha cheia fomos embora com destino a bela morena do Guadalquivir. Sem antes fazer uma divertida foto em cima do barril.

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

Lisboa e a praça de touros do Campo Pequen

Arena de Touros do Campo Pequeno


Este praça de touros pertence ao que costumam dizer avenidas novas, sao bairros fora da antiga cerca medieval que cresceram com a expansão da cidade.



Nesta região fica a  avenida da republica, vários prédios de escritórios, 3 shoppings centers de tamanho médio, sendo um dos eixos mais movimentados do centro.

A Avenida da Republica segue ate a praça do marques de Pombal e de la encontra com a avenida da Liberdade chegando ate a praça do Comercio e o Rio Tejo.

Por essa região existem inúmeras tascas interessantes com a típica comida lisboeta, também se procurarmos bem encontramos restaurantes de imigrantes com comidas típicas de diversas partes do mundo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2004

Portugal : Um luxo de trem o Alfapendular

Viagens rápidas de trem por Portugal


Imaginem um transporte rápido que leva do Porto a Lisboa em 3 horas, ou vice versa, com luxo e conforto.



Sentindo o prazer de estar bem instalado vendo a paisagem la fora, com todo o conforto de um avião e mais barato, sem a chatice do check in e raios x.

Estamos falando do Alfa pendular um trem rápido que  ligas as principais cidades portuguesas, que facilita a vida e ainda nos oferece luxo.

Explore o trem, seus vagões, seu restaurante, a primeira, a segunda classe, o banheiro, ande de uma ponta  a outra para vivenciar uma viagem ferroviária.

quarta-feira, 6 de outubro de 2004

Visita a meus avos na Praia Grande SP


☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

👨‍👩‍👧‍👦 A Portuguesinha Conhece os Bellacosa — Uma Visita aos Meus Avós na Praia Grande

Quase 2.000 quilômetros pelo Brasil, uma namorada portuguesa, velhas histórias e um encontro com os guardiões das memórias da família

Esta história começa dois anos antes daquela visita à Praia Grande.

Em 2002, enquanto estudava no ISEG — Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa, fazendo a pós-graduação em Gestão de Bancos, Seguradoras e Fundos de Pensão, conheci Carmen.

Em novembro daquele mesmo ano começamos a namorar.

Dois anos se passaram e, em 2004, chegou a hora de fazer algo importante em qualquer relacionamento que começa a criar raízes: apresentar a namorada à família.

Só que comigo essas coisas dificilmente acontecem de maneira simples.

Não seria um almoço de domingo, meia dúzia de apresentações, café, bolo e pronto.

Estávamos no Brasil e transformamos a ocasião praticamente em uma expedição familiar.

Partindo de Itatiba, percorremos durante aquela viagem quase 2.000 quilômetros, visitando cidades, casas de parentes, lugares importantes e diferentes ramificações da família.

Era quase um tour genealógico sobre rodas.

E Carmen era a grande novidade.



🇵🇹 A portuguesinha chegou

Em uma das etapas da viagem passamos pela casa da minha tia-avó Sílvia.

Também encontramos minha prima Noemi e suas filhas.

Naturalmente, havia muita curiosidade.

Depois de tantos anos vivendo fora do Brasil, eu estava de volta trazendo comigo uma portuguesa.

A “portuguesinha”, como inevitavelmente acabaria sendo tratada naquele ambiente familiar, precisava conhecer o restante da turma.

Foi então que combinamos uma viagem até Praia Grande, no litoral paulista, para visitar meus avós.

Lá estavam Pedro, o irmão caçula, e minha avó Anna.

E nessa aventura ainda tínhamos Nana e seu Nanacar, funcionando praticamente como nossos guias.

GPS?

Para quê?

Nós tínhamos Nana.



🚗 O Nanacar entra em operação

Hoje é fácil colocar um endereço no celular e simplesmente obedecer a uma voz dizendo:

“Em 300 metros, vire à direita.”

Em 2004 as coisas ainda tinham outro sabor.

Havia referências, lembranças, placas, conversas dentro do carro e aquele conhecimento geográfico transmitido por alguém que sabia exatamente onde estávamos indo.

E assim seguimos para Praia Grande.

Não estávamos simplesmente indo visitar parentes.

Eu estava levando Carmen para conhecer uma parte das minhas próprias raízes.

👴👵 Os guardiões das histórias

Chegar à casa dos meus avós significava entrar em um lugar onde havia muito mais do que pessoas esperando uma visita.

Ali estavam memórias vivas da família.

Pessoas que conheciam histórias que começaram muito antes de eu nascer.

Histórias dos irmãos.

Dos parentes.

Das dificuldades.

Das confusões.

Dos acontecimentos engraçados que sobreviveram durante décadas porque alguém continuou contando.

E naquele dia contamos muitas delas.

Conversamos bastante.

Rimos.

Relembramos episódios antigos.

Uma história puxava outra.

Um nome fazia alguém lembrar de alguma coisa acontecida décadas antes.

E, naturalmente, todos estavam curiosos para conhecer Carmen.

Afinal, quem era aquela portuguesa que o Vagner havia conhecido do outro lado do Atlântico e agora estava trazendo para dentro da família?

Imagino hoje a cena vista pelos olhos deles.

O menino que um dia fazia parte das reuniões familiares agora havia crescido, atravessado o oceano, construído uma vida na Europa e retornava acompanhado de alguém que conhecera em Lisboa.

Há encontros que parecem banais quando acontecem.

Somente muitos anos depois entendemos sua verdadeira importância.



🌊 Praia Grande nunca foi apenas praia

Aproveitamos também para caminhar.

Fomos até a praia.

Passeamos pelo Boqueirão.

Mostrei a Carmen alguns dos lugares onde passei férias durante tantos momentos diferentes da minha vida.

Porque Praia Grande, para mim, nunca foi simplesmente uma cidade do litoral paulista.

Ela faz parte da geografia emocional da família Bellacosa.

Existem lugares que conhecemos.

E existem lugares que nos conhecem.

Praia Grande pertence ao segundo grupo.

Suas ruas, a praia, o Boqueirão, os apartamentos, as casas, os caminhos e os encontros familiares estão espalhados por diferentes capítulos da minha vida.

Quando caminhava ali com Carmen em 2004, não estava apenas mostrando uma cidade turística.

Estava dizendo, sem precisar dessas palavras:

“Olha, uma parte de mim foi construída aqui.”

Cada lugar carregava alguma lembrança.

Férias.

Parentes.

Infância.

Juventude.

Conversas.

Pessoas que estavam presentes.

E pessoas que já começavam a existir apenas nas histórias contadas pelos outros.



📸 Uma fotografia dentro de outra fotografia

Existe algo curioso quando revejo registros como esse tantos anos depois.

Naquele momento eu estava olhando para meus avós.

Hoje percebo que estava olhando para uma geração inteira da família.

Eles eram os membros-raiz.

Os guardiões do legado.

Tinham nomes, rostos, vozes, manias e histórias.

Conheciam pessoas que eu nunca conheci.

Lembravam de acontecimentos que jamais presenciei.

Carregavam informações familiares que não estavam armazenadas em banco de dados algum.

Não havia backup.

Não havia replicação.

Não havia uma segunda cópia em outro datacenter.

A memória estava dentro deles.

E talvez seja por isso que hoje dou tanta importância a esses pequenos registros.

Uma fotografia aparentemente banal pode guardar o rosto de alguém.

Um vídeo pode preservar uma voz.

Um pequeno texto publicado em um blog pode registrar que, naquele determinado dia de outubro de 2004, aquelas pessoas estavam juntas.

Conversaram.

Riram.

Caminharam.

Existiram juntas naquele espaço e naquele instante.

🧬 O legado continua

Naquela época eu provavelmente não pensava dessa maneira.

Era simplesmente um encontro familiar.

Uma visita aos avós.

Um passeio pela praia.

Uma oportunidade para apresentar Carmen.

Mais um dia dentro de uma longa viagem pelo Brasil.

Mas o tempo muda a importância das coisas.

Hoje olho para Pedro, Anna, Sílvia, Nana, Noemi e tantos outros membros daquela árvore familiar de maneira diferente.

Eles não eram apenas parentes.

Eram elos de uma corrente.

Cada geração recebe alguma coisa da anterior.

Histórias.

Valores.

Sobrenomes.

Manias.

Conhecimentos.

Fotografias.

Objetos.

Expressões.

Receitas.

Piadas internas.

Até determinadas maneiras de enxergar o mundo.

Algumas dessas coisas são preservadas conscientemente.

Outras atravessam gerações sem ninguém perceber.

E um dia descobrimos que repetimos uma expressão de nosso avô ou que contamos uma história exatamente como alguém nos contou quarenta anos antes.

Talvez seja essa uma das formas mais bonitas de continuidade.

☕ Um café que começou muito antes de mim

Hoje existe o Um Café no Bellacosa Mainframe.

Existem milhares de histórias espalhadas por este blog.

Algumas falam de computadores.

Outras de viagens.

Outras de trabalho, relacionamentos, cidades, trens, parques, erros, aventuras e pessoas.

Mas, olhando profundamente, muitas delas fazem exatamente a mesma coisa que meus avós faziam naquela tarde:

contam histórias para que elas continuem existindo.

A tecnologia mudou.

Em vez da sala de casa, existe a Internet.

Em vez do álbum guardado no armário, existem fotografias digitalizadas.

Em vez da história depender exclusivamente de alguém lembrar dela, existe agora um registro escrito.

Mas a função permanece surpreendentemente parecida.

Alguém precisa contar.

Alguém precisa registrar.

Alguém precisa dizer:

“Isso aconteceu. Essas pessoas existiram. Eu estava lá.”

🌳 Os membros-raiz

Aquela visita de 2004 foi, portanto, muito mais importante do que percebi naquele momento.

Carmen estava conhecendo minha família.

Mas, de certa maneira, eu também estava reencontrando minhas próprias origens.

Estávamos diante dos membros-raiz.

Dos guardiões de histórias que atravessaram décadas até chegar a nós.

Depois caminhamos pela praia.

Passeamos pelo Boqueirão.

Mostrei lugares das minhas antigas férias.

Rimos.

Conversamos.

E seguimos viagem.

A vida continuou.

Como sempre continua.

Mas aquele pequeno instante ficou registrado.

E mais de duas décadas depois posso voltar até ele.

Posso acrescentar nomes.

Contexto.

Histórias.

Posso explicar quem eram aquelas pessoas e por que aquele encontro importava.

E posso também deixar uma porta aberta.

Porque Praia Grande ainda guarda muitas histórias da família Bellacosa.

Algumas aconteceram muito antes daquela visita.

Outras vieram depois.

Aos poucos voltarei até elas.

Porque meus avós receberam histórias daqueles que vieram antes.

Eu recebi histórias deles.

E agora chegou a minha vez de continuar contando.

Eles foram os guardiões do legado.

E este que vos escreve continua a missão.


🥚 Easter egg Bellacosa

Talvez um mainframeiro compreenda perfeitamente o que aconteceu naquele dia.

Pedro, Anna, Sílvia e os demais membros daquela geração eram uma espécie de legacy system da família Bellacosa — e digo isso com o maior respeito possível.

Guardavam dados de décadas.

Tinham informações que nenhum sistema moderno possuía.

Algumas consultas demoravam porque era necessário procurar nos arquivos da memória.

Mas quando a informação aparecia...

vinha acompanhada de contexto, emoção, risadas e histórias que nenhum banco de dados conseguiria armazenar completamente.

E o mais importante: jamais desligue um legacy system antes de migrar seus dados.

Talvez seja exatamente isso que estou fazendo aqui.

Registro por registro.

História por história.

Pessoa por pessoa.

Enquanto ainda consigo perguntar, lembrar, pesquisar e reconhecer os rostos nas fotografias.

Porque legado não é aquilo que ficou velho.

Legado é aquilo que conseguiu chegar até nós.

🧔 A proto-barba Bellacosa

Há ainda um pequeno detalhe nas fotografias daquela viagem que hoje me faz sorrir.

Em 2004 eu já estava trabalhando em um projeto de longuíssimo prazo: a barba Bellacosa.

Calma.

Ainda não era aquela barba grande e volumosa que se tornaria parte da minha imagem muitos anos depois. Aquilo era praticamente a versão beta.

Uma proto-barba.

Mais discreta, mais rala, comportada e ocupando muito menos espaço no rosto, mas ela já estava lá.

Na verdade, essa história havia começado antes. Durante os anos 1990 passei pela fase do bigode, algo de que sempre gostei. Com o passar do tempo, o bigode começou a ganhar companhia e aquela barba ainda tímida apareceu.

Olhando as fotografias antigas, é divertido perceber essas transformações.

Não vemos apenas os lugares e as outras pessoas envelhecendo ou mudando. Também encontramos várias versões de nós mesmos.

Existe o Vagner do bigode.

O Vagner da proto-barba.

E, décadas depois, o sujeito que aparentemente decidiu que economizar lâminas de barbear seria uma excelente estratégia financeira.

Mas existe também uma continuidade.

A barba grande não surgiu como uma mudança repentina de personalidade. De certa maneira, ela já estava sendo ensaiada havia muitos anos.

Aquela barba rala de 2004 era apenas uma versão inicial.

Bellacosa Beard 0.4 — experimental build.

Ainda faltavam algumas décadas de patches, upgrades e expansão de storage até chegar à versão atual.

Eis outra vantagem de manter fotografias durante tantos anos: além de preservar quem estava conosco, elas registram silenciosamente quem nós éramos naquele momento.

Aquele sujeito de barba discreta caminhando pelo Boqueirão com Carmen ainda não fazia ideia de quantas coisas aconteceriam depois.

Mas olhando para ele hoje eu reconheço perfeitamente alguns elementos.

Inclusive a barba.

Ela só precisava de um pouco mais de tempo para entrar em produção.


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Visitando meus avós na Praia Grande


Aproveitei a oportunidade de estar aqui no Brasil e fui visitar meus avós na Praia Grande SP, na ida passamos na vila Esperança e pegamos minha tia-avo Sílvia.



Pegamos estrada e começamos nossa aventura rumo a Praia Grande, onde reencontrei meus avós após alguns anos. Fui um dia delicioso onde conversamos bastante, aproveitamos a companhia e nos divertimos ouvindo historias dos dois irmãos.

Um grande dia para relembrar com carinho.

sábado, 2 de outubro de 2004

Caminhada pelo centro histórico de Itatiba SP

O centro histórico de Itatiba SP


Ver fotografias antigas é um prazer, aqui temos o centro de Itatiba como era em 2004, vejam os tipos de carros estacionados, vejam as evoluções dos edifícios, veja a igreja matriz, a biblioteca, alguns casaroes.



Esta pequena viagem no tempo permite-nos reflectir sobre nossa cidade, pensar naquilo que deu certo e naquilo que deu errado.

Historicamente Itatiba foi rica com as plantações de café, chegou a possuir um ramal ferroviário próprio que interligava a cidade em diversos pontos, possui acesso a 3 maiores rodovias do estado de SP.

Tem um rio de médio porte que fornece agua para a cidade e por estar em uma região de planalto, tem um ecossistema diferenciado, existem tantas coisas que podem ser feitas, exploradas que possam permitir a cidade crescer e enriquecer.

Explorando a Igreja matriz de Itatiba SP

Uma cidade que tem uma Basílica Menor


Itatiba no estado de São Paulo é uma cidade que teve sua igreja matriz agraciada pelo Vaticano com o titulo de Basílica Menor, um titulo honorifico e ao mesmo tempo muito importante do ponto de vista administrativo.



Com este titulo a igreja passa a fazer da rede de igrejas administradas directamente pelo Papa, no mundo são poucas as igrejas com o titulo de Basílica.

Este pequeno video-foto foi feito a partir de imagens obtidas em 2004, com grande ênfase ao interior de vitrais, feitos pelo mestre polones Aeystarch Kaskurewicz, que deixou nossa igreja matriz ainda mais bela.

Em sua arquitectura pouca coisa sobreviveu da antiga igreja, apenas a Torre, a restante construção é moderna do século XX, porem mantendo o traçado original da construção antiga.

sexta-feira, 1 de outubro de 2004

Rotunda ferroviaria em Campos do Jordao

Trem turístico em Campos do Jordão.


Apreciando a ferrovia turística de Campos do Jordão, vejam os trabalhos manuais. Extramamente instrutivo ver como eram os trabalhos no passado.



Este trem faz o circuito entre Campos do Jordão e Pindamonhangaba, bem como paradas internas na cidade. Fora este trem existem as Marias fumaças que operam num circuito menor.

Quem visitar Campos tem a obrigação de prestigiar a ferrovia e os trabalhos de conservação que mantém vivo um passado quase esquecido no estado de SP.

Algumas maquinas a vapor, maquinas a diesel e esta eléctrica, alem do antigo galpao de manutenção e garagem, fora as locomotivas estacionadas no parque para serem vistas.

SP 070 Governador Carvalho Pinto indo a Campos do Jordao

Passeando pela estrada afora.


Alguns dias após nosso desembarque, muita conversa e visita de pessoas queridas, fomos passear em Direcção a Campos do Jordão.



Partindo de Itatiba fomos pela SP 065 Dom Pedro I até Jacarei e de la seguimos via SP 070 em direcção a Quiririm para poder pegar a estrada de Campos.

Aproveitei para consolidar meu velho costumo de fotografar todo o percurso, adoro fotos de túneis se és um visitante habitue em meu blog, sabe bem aquilo que digo.

Foi uma viagem longa, mas o dia estava bonito e a paisagem foi gratificante, onde papeamos durante a viagem toda.

O morro do Elefante em Campos do Jordao

Passeio de teleférico.


Após um delicioso almoço seguimos em busca da sobremesa, afinal meninas reunidas sempre querem algo doce, provamos um delicioso bolo de chocolate. E terminado este momento de gulodice, resolvemos ir passear de teleférico.



Subimos o morro do Elefante, que curiosamente tem um elefante la em cima, claro que aproveitamos para tirar foto montado no bicho, esse pessoal nao tem o que inventar e turista tudo louco embarca nestas doideiras.

A visão da cidade la longe, torna o passeio cativante, realmente Campos explora ao máximo seu potencial turistico, são tantas belas construções, o mercado municipal antigo a boa moda do interior paulista, galerias, muito verde e jardins.

Em Campos temos diversos palacetes e o mais emblemático é a residência oficial de inverno do Governador do estado. Situado um pouco fora do centro da cidade, mas num bairro nobre cercado de estilosas mansoes, vale a pena explorar e descobrir estes segredos.

Um passeio por Campos do Jordao

Almoço em Campos de Jordão.


Quando falamos para a Carmen que existia uma cidade nas montanhas, que suas construções lembravam a região dos Alpes suíços, ela ficou muito curiosa.



Então juntamos a trupe, montamos no nanacar e subimos a serra da Mantiqueira rumo a esta jóia das montanhas. Que realmente continua linda, com seu belo portal todo florido, sua linha ferroviária, teleférico e casas históricas.

Foi uma viagem divertidissima em que tivemos uma boa oportunidade para conversar, rir, ver a paisagem e amar passear por Campos. A cidade cresceu muito neste anos, desde minha ultima visita.

Construíram mais casas típicas,  abriram bons restaurantes inclusive no almoço provei um delicioso pirao de piranha e truta na chapa acompanhada de legumes salteados, bem bom, para ficar perfeito só faltou um vinhozinho verde.

quarta-feira, 29 de setembro de 2004

Quase 24 horas em aeroportos nem Jack Bauer aguenta.

Viagem a Sampa


Estamos quase no final de 2004, venho para Itatiba para reencontrar amigos, familiares e apresentar a Carmen para o pessoal.



Pegamos um voo da Ibéria com conexão via Madrid... então partimos naquela epopeia, voo de Lisboa a Madrid e depois um voo nocturno rumo a Cumbica.

Para quem ja fez isso sabe a zona que é... check-ins, check-outs, espera, entra e sai, corre para ca e la, enfim uma verdadeira jornada de corrida a melhor maneira de Jack Bauer.

A parte divertida foi que em Barajas estavam diversos personagens da Warner espalhados pelo o aeroporto, então enquanto matávamos o tempo, aproveitávamos para curtir e zoar com os bonecos. Por sorte o aeroporto estava vazio, era de madrugada então podemos fazer fotos e brincar feito crianças.

sexta-feira, 24 de setembro de 2004

Lisboa e o elevador de Santa Justa

Subindo para o bairro alto em grande estilo.


Estamos na baixa de Lisboa, lugar surpreendente com a quantidade de atraçoes turísticas, a estação do Rossio, a Praça Dom Pedro IV, rua Augusta, rua do outro, da prata, praça do comercio etc. E a joia da coroa: O Ascensor de Santa Justa



Mas nada surpreende mais que algo que esta escondidinho num canto, porem cheio de graça e encantos, basta avistar "a bicha", digo a fila que entederas o que digo. Todo mundo quer subir ate o bairro alto de elevador.

O elevador de Santa Justa é uma obra de 30 metros com mais de 100 anos, que sobe e desce diariamente do Mosteiro do Carmo ate a rua do Ouro.

Um belo trabalho artesanal de outra época, onde o cuidado com os detalhes era absoluto, perca um tempinho explorando e vendo seus tesouros.

Chegando ao topo através de uma escadinha escondidinha em caracol, sobe-se para um café e um mirante com uma visão fabulosa de Lisboa, vê-se o Tejo, o castelo de São Jorge, toda a baixa, as ruínas do convento do Carmo.

Beba um café e coma uma bola de Berlim, um pastel de Santa Clara, um pastel de nata e fique apreciando a vista aqui de cima, sentindo a brisa e fique encantando com a babel de idiomas  da quantidade de turistas que aqui visitam.

quinta-feira, 16 de setembro de 2004

Tancos e a base de para-quedistas do Exercito

Um quartel de para-quedistas


Passar por Santarém sempre tem um surpresa, desta vez recebemos um convite para ver um show de cães amestrados na base do exercito de Tancos.



Tancos é uma pequena vila as margens do rio Tejo que possui em seu território uma base de tropas para-quedistas. Neste passeio visitamos o museu do exercito, com diversos equipamentos militares usados nas guerras coloniais, outros das grandes guerras.

Tivemos uma visita guiada pelas dependências, onde vimos a pista de descolagem e torre de comando,  alojamentos e pistas de treinos tanto físico como de salto.

Finalizando o dia tivemos a oportunidade de assistir um belo show com os cães adestrados que são as mascotes do quartel. Na demonstração passaram por labirintos, muretas, simularam um resgate, simularam um ataque a inimigo e depois ficaram brincando joguinhos divertidos que muito alegraram o publico presente.

sábado, 21 de agosto de 2004

Festa do Povo , Festa das Flores em Campo Maior

A tradicional festa do Povo em Campo Maior


Em Portugal foi uma das mais belas e agradáveis surpresa que tive, tinha lido no jornal a respeito da Festa do Povo, mas não tinha  me chamado a atenção.



Conversando com a Carmen, ela me esclareceu que era uma tradição da cidade de Campo Maior em que as pessoas enfeitavam as ruas.

Em minha mente pensei que era algo parecido com o nosso Corpus Christi, porem foi bem mais longe que isso. Aqui as pessoas se dividem por ruas.

Cada morador ajuda tanto em trabalho como financeiramente para fazer flores em papel, criando os mais diversos tipos de enfeite, desde boneco a grinaldas, cartazes e paredes tudo em papel. 

Posteriormente todos se junta e enfeitam a sua rua, tentando fazer enfeites mais bonito que as outras ruas, essa batalha de ruas, torna o evento ainda mais bonito, pois todos querem se superar.

Enchendo o ambiente de cores e belezas, se estiverem em Portugal na altura da festa, recomendo vivamente que venham conhecer.

Campo Maior a cidade do cafe e das flores de papel

Uma cidade que cresceu com o ouro verde


Em Portugal existe uma cidade que fez sua fortuna com o café, encravada próximo a fronteira de Espanha, no passado era um local de forte tradição contrabandeira. Aproveitando as oportunidades de mercado ora trazendo coisas de Espanha, ora levando.



Outro grande agente impulsionador desta cidade foi a industria cafeeira que instalou fabricas e depósitos aqui. Gerando muito emprego e riqueza para o povo e distribuindo café para todo o pais.

Devido a sua proximidade com a fronteira e o constante clima de guerra entre Portugal e Castela, fez surgir diversos castelos ao seu redor, tornando uma visita uma fonte de descobertas e diversão.

Esta cidade tem boa comida, tem castelos antigos, fortalezas modernas, ruínas e casas típicas, recomendo prestarem a atenção nas chaminés tradicionais e o calcamento em pedra das ruas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2004

Óbidos e a riqueza do seu castelo

Se não gosta de castelos,  de meia volta e pule para outro site.


Amigos não sei se repararam mas eu sou um aficionado, viciado, louco, maluco por montes de pedra. Minha paixão por castelos e suas muralhas é antiga e desde que vim para Portugal aumentou exponencialmente, em cada virar de esquina e acaba por encontrar um mais bonito que o outro.



Óbidos com certeza esta no top 10 dos melhores castelos e muralhas de Portugal, nossa circulei pela vila inteira através das muralhas, passei por Torres, almeias, Besteiras. 

Tive a visão privilegiada dos campos e moinhos pela região,  apreciei os telhados das casas em seu vermelho barro e as casinhas caiadas.

Achei tão bela e encantadora esta vila que apenas encontrei um rival a altura, que era a cidade de Ávila em Espanha. Nossa as ruas em pedra, a estrutura defensiva em formato de labirinto das ruas.

A porta da traição, as portas interiores que estrutura tão bela, tão fascinante. Escadas, caminhos, vielas, becos, linhas defensivas internas e externas, reservatórios de agua, silos de grãos,Venham conhecer Óbidos e sinta-se como um cavaleiro medieval.

Obidos a charmosa cidade dentro de uma muralha

Uma cidade que parece cenário de filme


Cercada por uma das muralhas medievais mais bem conservadas de toda Portugal, um encanto de lugar que produz uma das melhores ginjas que já provei e para as meninas tem um festival de chocolate fenomenal.


Faço uma virgula exagerei na historia da ginja, pois a melhor esta em uma tasca de Lisboa, afinal não quero faltar com a verdade com meus amigos.

Voltando para Óbidos que delicia andar em uma cidade assim, bela com as casas caiadas, as ruas em pedras, as fontes e depósitos de agua, as passagens secretas e túneis.

Tudo tornam a descoberta mais deliciosa e intrigante, permitindo se aventurar e sentir o gostinho de como era uma cidade na época medieval Existe uma feira medieval fabulosa, porem não tive a sorte de conhecer.

quinta-feira, 15 de julho de 2004

Sol poente na estrada

Sol poente na estrada


Desde pequeno adoro o por sol, recordo-me da casa de meu bisavó Francisco, um espanhol que tinha uma belo pé de romã no jardim, que cuidava com muito carinho da árvore. Lembro-me também que existia em sua área uma pintura de um sol poente e um homem, não consigo ter certeza, mas acho que era um surfista.



Assim toda vez que vejo um poente, tenho as lembranças doces da infância e fico com vontade de fotografar.

Por acaso este dia tivemos muita sorte, o jogo de luz, as sombras, a estrada permitiram criar belas composições.

Para os mais curiosos esta estrada e o retorno de uma viagem a Alcobaça em que fomos seguindo rumo a Coimbra para depois voltar a descer em direcção a Lisboa.

🌅 O Sol Poente em Portugal

ao estilo Bellacosa Mainframe – quando o dia fecha o batch no Atlântico

Em Portugal, o sol não se põe. Ele encerra o processamento. É diferente. Aqui o poente não é pressa, é shutdown controlado, com aviso prévio no horizonte e cores que parecem logs sendo escritos lentamente no céu.

Quem olha o sol poente do Cabo da Roca, de Sagres ou das falésias do Algarve está olhando para o fim da linha do mundo conhecido. Durante séculos, aquele era o último checkpoint antes do desconhecido. O Atlântico começava ali como um dataset sem catálogo, e o sol mergulhava como quem diz: “amanhã a gente continua”.

Os portugueses aprenderam cedo que o poente ensina desapego. O império passou, as naus apodreceram, o ouro foi embora. Mas o sol continuou cumprindo seu job diário, sempre no mesmo horário aproximado, como um batch confiável rodando há milênios sem falhar.

Há uma melancolia elegante no pôr do sol português. É o famoso saudade mode. Não é tristeza. É consciência de impermanência. O sol se despede sem drama, pintando o céu de laranja, púrpura e dourado, como se fosse um dump bonito de sistema antigo, daqueles que você não apaga porque contam história.

Curiosidade pouco dita: em muitos vilarejos costeiros, o poente marca o ritmo da vida. Pescadores recolhem redes, bares servem o último copo, igrejas silenciam. É o commit final do dia. Nada de notificações, nada de urgência.

Easter egg cultural: Fernando Pessoa já rodava esse job no modo introspectivo. Camões também. O sol poente virou metáfora de destino, fim, retorno e partida. Um while(true) emocional.

Comentário Bellacosa final:

Ver o sol se pôr em Portugal é aceitar que tudo termina — e tudo retorna. O sol fecha o batch hoje, mas amanhã ele volta. Sistema confiável. E talvez seja por isso que, mesmo cansados da história, os portugueses ainda sabem esperar.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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