✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨
Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Quem pensa que na estação cultura temos apenas modernices, esta bem enganado.. dia desse topei com a galera que faz danças latinas.
Realmente foi surreal ver o pessoal dançando sobre os binários ferroviários, ultrapassando as plataformas.
Adoro a estação cultura por causa disso, cada dia topamos com uma surpresa inequalavel, pena que agora querem fecha-la, imagino por que não alugam alguns espaços para fazer receita e liberam o restante como esta hoje?
Quem sabe apareça um mecenas e pague o serviço de vigilância para deixar este espaço democrático aberto ao publico.
A prefeitura de Campinas ofereceu um espaço único.
Quem ama ferrovia, curte reproduzir em escala modelismo ferroviário tem na cabine 2, a chance de ouro de prestigiar a ferrovia.
Neste lugar que foi o centro nevrálgico da operação ferroviária em Campinas. Tendo uma visão fantastica de todo o complexo, ainda mantendo em seu interior diversos mecanismos utilizados na troca de linhas.
Ve.se o mapa dos binarios (trilhos) relógios e lâmpadas de controle. E observando o diorama viaja-se com tantos detalhes, uma passada rápida de camera eh cruel, pois não conseguimos capturar tudo.
Para quem ama ferromodelismo esta mini ferrovia tem tudo para alegrar.
Construída por um grupo de amigos no decorrer de 8 anos, foram incorporados diversos temas, construções, diversas linhas se intercomunicam fazendo um show para os visitantes.
Sem contar a sensação única de estar na cabine de controle, onde os operadores através de alavancas, movimentavam os trilhos para ligar ramais internos a malha ferroviária.
Nesta maquete tem diversos tipos de túneis, pontes, construções e ate uma replica de uma refinaria de petróleo.
A maquete do grupo de ferro-modelismo de Campinas tem diversos pontos de interesse cultural e arquitectónico. Neste diorama encontramos pontes de ferro, pontes em madeira, pontilhoes e passagens de nível.
A parte mais divertida é a reproduçao de um boteco com mesa de bilhar e uma casa vagão invadida por algum cigano.
São tantos detalhes que vale uma segunda e terceira visita. Lembrando que esta aberta a visitas todos os sábados.
Após uma noite de bebedeira andando em bares, bordeis, bailes e outras cositas mais.
Nosso personagem retorna ao lar e encontra sua amada esposa dormindo...
Perde-se nesses pensamentos e retira minha camera perdendo o gran finale kkkkkk
A plateia como grande vouyer acompanha o desenrolar final desta macarronica historia. Meio chato nao me deixou filmar o final desta tragicomédia... pena, o monologo final foi fantástico que valeria a pena partilhar aqui.
O dilema do homem adultero, entrar ou não entrar em casa, retornando da esborneia, preso do lado de fora da casa, nosso amigo, pensa se entra ou não entra.
Esmurra a porta, bate sem do, ate que por fim a porta se abre... eis outro dilema entrar ou não entrar...
Chorou tanto pelo amor perdido e agora não sabe o que fazer.
Ouça um garotinho participando, os comentários do publico a interacção que tornam cada espectáculo único.
Perdido em sua noitada de bebedeira, nosso amigo Ulisses vai parar em um bordel, perdido, alcoolizado ele entra na esbornia.
O negocio esta feio, perdeu o amor próprio, choraminga, reclama se perde e agora vai ao bordel, seu pobre amor esta em casa, sozinha abandonada e ele aqui na perdição.
Incrivelmente divertida esta passagem do nosso amigo, sem eira nem beira, indo ao fundo e tentando se descobrir e reencontrar.
mas continuo seguindo o grupo teatral, após passarmos no boteco, seguimos para o interior da estação e vamos descobrir novos ambientes.... esperando para ver o desenlace da historia. filamos a breja na faixa, ouvimos os musicos no boteco e agora vamos que vamos...
Realmente esta muito intrigante seguir os músicos, agora nosso de verde pega uma gatinha e leva para um animado arrasta pé no mesanino.
Continuo intrigado com o q vai rolar... a curiosidade me impede de abandonar a cena... então sigo o grupo para ver as próximas cenas emocionantes desta novelinha na estação.
Eis que surge a noiva, perdida nas linhas do comboio, embalada ao som dos músicos, assustadoramente bela... mas perdida... apenas iluminada pelo farol de um carro la longe.
Os curiosos assustados se perdem no breo, para tentarem descobrir o que acontece ali... o que faz aquela noiva nos binarios escuros.
Sera o expectro de uma noiva perdida... alguns dizem que foi uma noiva abandonada no altar que foi pega por um trem... mas ninguém sabe... ninguém viu.
a acústica da antiga estação eh perfeita, o som do saxofone cobre os diversos ruídos da estação, tornando algo incrivelmente único na estação cultura.
a escuridão, o lado maluco de estar numa linha férrea a noite, torna o espectáculo muito mais cativante e empolgante.
As pessoas curiosas param e sentam-se no caminho para acompanhar esta estranha historia a beira do caminho... e os musicos delirando e cantando sob o luar na noite escura.
Estava eu filmando hip hop, quando ouço uma melodia q não se enquadra no contexto, um pouco atrapalhado começo a procurar a origem deste som.... quando me deparo com uma estranha cena.
Um saxofonista nas linhas do Comboio, algo inusitado, vou me aproximando para entender o que se passa, filmando esta insólita cena.
Nisso se aproxima um outro musico com acordeão e uma artista e uma multidão... sem entender nada resolvo acompanhar esta trupe, pela estação cultura em Campinas.
Imagine um grupo de amigos unidos por um amor em comum?
Amam ferrovia e juntaram-se e cada um na sua área de especialidade e construíram uma mini cidade composta por bairros rurais, campos, florestas e cidade.
Juntaram a essa maquete um diversos carris que totalizam quase 300 metros de linha. Através de comandos electrónicos dão vida ao diorama.
Sao tantos detalhes q gastei quase 2 horas apreciando e ficando doidaooooooo. tantos detalhes e tanto cuidado para produzi-los.
Bellacosa Mainframe tem a honra de apresentar o grande bestiario da fantasia
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
📚 O Grande Bestiário da Fantasia
Das Revistas Pulp aos Animes Modernos
O Guia Definitivo da Evolução da Fantasia Moderna
"Durante quase cem anos, a fantasia evoluiu de contos impressos em papel barato para mundos virtuais habitados por milhões de pessoas. O objetivo desta série nunca foi apenas apresentar obras famosas, mas mostrar como cada geração influenciou a seguinte. Nada surgiu do acaso. Conan influenciou Dungeons & Dragons. D&D influenciou Lodoss. Lodoss ajudou a moldar os JRPGs. Os MMORPGs inspiraram Sword Art Online. Os isekais modernos continuam reutilizando ideias criadas há mais de um século. Bem-vindo ao mapa completo dessa jornada."
Bellacosa Mainframe apresenta Conan o Barbaro e Sonja a vermelha
☕ Introdução
Quando iniciamos esta série, a ideia parecia simples.
Explicar de onde vieram os animes de fantasia.
Mas rapidamente percebemos que isso seria impossível sem voltar muito mais no tempo.
Muito antes dos isekais...
Muito antes dos videogames...
Muito antes dos mangás...
Existiam escritores que publicavam histórias em revistas de papel barato, artistas que reinventaram o imaginário fantástico e jogadores que transformaram livros em aventuras compartilhadas.
Cada capítulo foi pensado como uma peça de um enorme quebra-cabeça.
Agora chegou o momento de reunir todas elas.
Bellacosa Mainframe apresenta os grandes personagens da fantasia europeia
📖 Capítulo I – Antes de Conan
As Raízes da Fantasia
Resumo
A jornada começa milhares de anos antes de Robert E. Howard. Exploramos mitologias como Gilgamesh, Beowulf, as sagas nórdicas, As Mil e Uma Noites, William Morris, Lord Dunsany, H. Rider Haggard e Edgar Rice Burroughs. Este capítulo mostra que Conan não surgiu do nada: ele é herdeiro de séculos de narrativas heroicas.
Conheça a vida de Robert E. Howard, sua amizade por cartas com H. P. Lovecraft, a criação da Era Hiboriana, Conan, Kull, Solomon Kane e Bran Mak Morn. Descubra como um escritor do Texas redefiniu para sempre a fantasia de espada e feitiçaria.
Exploramos a Era Hiboriana em profundidade: seus reinos, religiões, povos, guerras, economia e geografia. Muito antes do termo world building existir, Howard já construía um universo extremamente consistente.
A arte de Frank Frazetta definiu a aparência da fantasia moderna. Suas ilustrações inspiraram Conan, Heavy Metal, RPGs, Warhammer, Berserk, videogames e incontáveis artistas ao redor do mundo.
A criação do RPG de mesa por Gary Gygax e Dave Arneson transformou completamente a forma como vivemos a fantasia. Classes, níveis, magias e campanhas nasceram aqui.
Moebius, Druillet e Dionnet romperam todas as regras dos quadrinhos europeus. Métal Hurlant redefiniu a ficção científica e a fantasia visual, influenciando Star Wars, Alien, Blade Runner, Berserk e inúmeros mangakás.
A versão americana de Métal Hurlant levou quadrinhos adultos para milhões de leitores. Heavy Metal tornou-se referência para artistas, músicos, cineastas, RPGs e games.
Conheça o Velho Mundo de Warhammer, os Deuses do Caos, Skavens, Império, Bretonnia e o nascimento do estilo grimdark que influenciaria Berserk, Dark Souls e inúmeros jogos.
Kentaro Miura criou uma das histórias mais influentes da fantasia moderna. Guts, Griffith, Casca, o Eclipse e os Apóstolos redefiniram a Dark Fantasy para sempre.
Originado de campanhas reais de RPG, Lodoss apresentou ao Japão conceitos como grupos de aventureiros, classes, guildas e campanhas épicas, tornando-se a ponte entre D&D e os animes.
Lina Inverse mostrou que uma aventura podia ser engraçada sem perder qualidade. Humor, magia consistente e personagens memoráveis abriram caminho para inúmeras light novels modernas.
Orphen apresentou magos imperfeitos, sistemas mágicos coerentes e um mundo onde conhecimento e responsabilidade importavam mais do que profecias ou destino.
📖 Capítulo XIII – Ultima Online, EverQuest e Ragnarok Online
Quando Passamos a Morar na Fantasia
Resumo
Os MMORPGs transformaram a fantasia em mundos persistentes. Guildas, economias, guerras e amizades passaram a existir continuamente, influenciando diretamente os isekais digitais.
Sword Art Online popularizou mundialmente os isekais digitais ao transformar conceitos dos MMORPGs em uma narrativa de sobrevivência, realidade virtual e identidade.
Uma viagem pela história das revistas pulp que apresentaram ao mundo Robert E. Howard, H. P. Lovecraft, Clark Ashton Smith, Doc Savage, The Shadow, John Carter e tantos outros. Um mergulho nas origens da cultura pop moderna.
Mitologias Antigas
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Revistas Pulp
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Robert E. Howard
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Conan
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Frank Frazetta
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Dungeons & Dragons
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Métal Hurlant
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Heavy Metal
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Warhammer Fantasy
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Berserk
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Record of Lodoss War
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Slayers
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Orphen
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Ultima Online
EverQuest
Ragnarok Online
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Log Horizon
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Sword Art Online
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Explosão dos Isekais
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Goblin Slayer
Overlord
Mushoku Tensei
Frieren
Dungeon Meshi
Bellacosa Mainframe em aventuras na dark fantasy e magia e espada
☕ Conclusão
Chegamos ao fim de uma jornada que atravessou mais de um século de imaginação humana.
Começamos em antigas lendas contadas ao redor de fogueiras. Visitamos as bancas de jornal onde as revistas pulp deram vida a Conan e Cthulhu. Acompanhamos o nascimento dos RPGs de mesa, dos quadrinhos europeus, dos mundos grimdark, dos mangás de fantasia, dos MMORPGs e dos isekais que hoje dominam animes e light novels.
A principal lição desta série é simples: nenhuma grande obra nasce isolada. Cada autor leu alguém antes dele. Cada artista reinterpretou ideias anteriores. Cada jogo, anime ou romance faz parte de uma longa corrente criativa.
Como programadores de sistemas legados sabem muito bem, compreender um sistema exige conhecer sua história. O mesmo vale para a fantasia. Quando entendemos suas origens, percebemos que Conan ainda vive em Berserk, que Dungeons & Dragons continua presente em Log Horizon, que as revistas pulp ecoam em Goblin Slayer e que até os isekais mais modernos carregam fragmentos de histórias escritas há cem anos.
Obrigado por embarcar nesta viagem no tempo com o Bellacosa Mainframe.
A aventura termina aqui... mas a fantasia continua sendo recompilada a cada nova geração de leitores, jogadores, artistas e sonhadores.
Uma viagem pelas raízes da fantasia moderna: mitologia, revistas pulp,
Robert E. Howard, Conan, Frank Frazetta, RPG, quadrinhos europeus,
Dark Fantasy, MMORPGs e a chegada dos grandes animes de fantasia.
A fantasia contemporânea não nasceu pronta. Ela foi compilada durante
séculos: primeiro nas lendas antigas, depois nas revistas pulp, nas
histórias de espada e feitiçaria, nos RPGs de mesa, nos quadrinhos
europeus, nos videogames e finalmente nos animes e mundos virtuais.
Este índice reúne todos os capítulos de
O Grande Bestiário da Fantasia, formando uma rota de leitura
contínua entre Robert E. Howard, Conan, Dungeons & Dragons, Berserk,
Record of Lodoss War, Slayers, Log Horizon e Sword Art Online.
🔎
17 capítulos disponíveis.
I
As origens
Volume I — Antes de Conan
Uma viagem às raízes da fantasia: Gilgamesh, Beowulf, sagas nórdicas,
mitologias antigas, Lord Dunsany, William Morris e Edgar Rice Burroughs.
Weird Tales, Amazing Stories, Argosy, Black Mask e outras revistas que
publicaram heróis, monstros, detetives e mundos que mudariam a cultura
popular para sempre.
O índice final da série, conectando todos os capítulos e revelando
como mitologia, pulp, Conan, RPG, quadrinhos, games e animes fazem
parte da mesma árvore genealógica.
Os links abaixo permanecem visíveis em HTML convencional para facilitar
a navegação, a acessibilidade e a descoberta das páginas por mecanismos
de busca.
Gente não existe FDPzisse maior que fazerem corpo mole na hora de ir embora, nesse fatídico dia os funcionários da CPTM estavam de zoeria bloqueado e condicionando o acesso as estações de trem na marginal pinheiro.
Realmente não existe coisa pior que isso, um cara trabalhar o dia todo e na hora de partir para casa, não conseguir pegar o transporte e ficar amargando essa chatice.
Eu filmei a fila que se formava na estação e a plataforma apinhada de pessoas, aguardando o trem chegar, fogo gente sei que as condições estão terríveis a todos, mas existe revolta e revolta, prejudicar milhares de pessoas não é justo ou correto.
Nova semana , novo dia de trabalho e la vamos chegando em Sampa... o fretado saindo da marginal Pinheiros e entrando na Avenida Bandeirantes.
A vida é dura para quem apanha o fretado, saindo cedo de Itatiba, por volta das 17:40 e chegando tarde de Sampa por volta das 19:30.
Ainda esta melhor do que usar o sistema de transportes de Sampa... ai o bicho pega... experimente pegar o trem da vila Olimpia da CPTM oou o metro da Paulista
Após um dia em grande na estação Cultura em Campinas vamos nos despedir do sol, assistindo seu ocaso lentamente juntos aos trilhos dos caminhos de ferro.
As linhas de trem que um dia fisicamente levaram tanta gente de um ponto ao outro do estado, hoje estão esquecidas, abandonadas e ocasionalmente utilizadas, ou melhor sub-utilizadas.
Mas não deixo de prestar minha homenagem aquilo que trouxe muito progresso e riqueza a Campinas, essas bitolas metálicas que ligavam os produtores de café ao porto de Santos. Viram o estado crescer.
E hoje abandonadas servem de cenário para este magnifico por do sol a beira dos trilhos. Vejam os carros passando, la longe a rodoviária nova, o velho galpao da manutenção e o sol se pondo dando adeus a este dia magico.
Mais detalhes desta fantástica maqueta, ferromodelismo made in Campinas, diorama bellissimo, trabalho de 8 anos feito por pessoas que amam comboios.
Com túneis, passando por cidades, rotundas, refinaria de petróleo, ponte em madeira, ponte em concreto, pessoas e casas. Tudo muito bem distribuído e bem funcional.
Se possuir um comando universal poderá trazer sua locomotiva e juntar ao grupo conduzindo sua formosa locomotiva pelos mais diversos caminhos.
Ira se maravilhar conduzindo seu comboio que ira perder a noçao do tempo, acordando apenas quando te avisarem que estao fechando e voce devera ir embora.
A estação cultura é uma caixinha de surpresas, não imaginam as coisas que encontramos aqui, temos de tudo um pouco, após aproveitar a exposição de ferro-modelismo, aproveitei e fiquei assistindo este desafio.
Temos 2 grupos de jovens que ao melhor estilo de dançarinos de break nas ruas, desafiam os outros para expor seus melhores passos, vejam que loucuras esses caras fazem.
Extremamente divertido ver os movimentos, vejam o controle dos corpos, a força física para movimentarem o gingado e chacoalharem os esqueletos. Antigamente eram rádios de mão, hoje são verdadeiros equipamentos sonoros sobre rodinhas (notem no canto superior direito) durante o video.
Estamos na antiga cabine de controle numero 2 um lugar magico para os amantes do ferro-modelismo, este prédio em estilo inglês de 1920, que antigamente abrigava o coração da estação ferroviária de Campinas. Hoje abriga em seu interior um diorama com 300 metros de pistas com reconstrução de diversos prédios, rotundas, guindastes, pontes diversas em que se pode passar horas apreciando cada pequeno detalhe deste mundo em 1/87.
Para os iniciantes a escala usada é o H0, a bitola e 16,5 mm, para quem não sabe bitola é o termo técnico para descrever os trilhos do trem, neste diorama temos 3 níveis com túneis, montanhas, desfiladeiro e vales. As pontes reproduzidas seguem diversos modelos históricos desde as em concreto, como as de madeira. Bem povoado temos diversas pessoinhas espalhadas pelo complexo.
Eu fiquei encantado vendo as alavancas, manivelas e mapas das bitolas cada uma com sua alavanca de mudança de trilhos. E os relógios e contadores analógicos de uma outra época, leds nos painéis de controle e sistemas mecânicos para troca de trilhos tornam este local um verdadeiro museu de arqueologia industrial da época ferroviária Paulista do começo do século XX, juntamente com a replica da rotunda e a garagem de Campinas.
Convido a todos a visitarem, tragam seus filhos e amigos, escolas também deveriam vir ate aqui conhecer este grande complexo ferroviário em miniatura.
O Jardim Arizona é um bairro estritamente residencial com uma rua comercial, logo de acordo com o código de transito a velocidade máxima permitida é 30 Kmh.
Mas os motoristas imprudentes não respeitam, vejam o resultado disso. No sábado dia 07/05/2016, outro acidente idiota aconteceu por aqui.
Sábado um veloz motorista pensou que o poste era de borracha e se estatelou. Vejam o resultado o poste foi destruído, o pior que analisando a via, não se encontram sinais de frenagem. Logo nosso amigo velocista acertou o poste sem ao menos tentar frear seu bolido.
A pergunta que faço, cade as lombadas? estão esperando acontecer algo mais grave e vitimar algum pedestre inocente?
Bellacosa Mainframe e o outro computador z parte v
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Muito Antes do IBM Z Existia Outro "Z"
Parte V — Z4: O Computador que Sobreviveu à Guerra e Ensinou a Europa a Computar
"Algumas máquinas são aposentadas. Outras tornam-se peças de museu. O Z4 atravessou uma guerra, cruzou montanhas e inaugurou uma nova era da computação científica."
Até aqui acompanhamos a extraordinária jornada de Konrad Zuse.
Conhecemos o apartamento transformado em laboratório.
Vimos nascer o Z1, praticamente um relógio mecânico capaz de calcular.
Assistimos ao surgimento do Z2, quando os relés telefônicos começaram a substituir parte da mecânica.
Depois testemunhamos o Z3, considerado por muitos historiadores o primeiro computador digital programável totalmente funcional do mundo.
Mas a história ainda reservaria um capítulo digno de um romance de aventura.
Porque o próximo computador de Zuse não seria apenas mais rápido.
Ele precisaria sobreviver.
Não a um erro de programação.
Não a um ABEND.
Não a uma pane elétrica.
Precisaria sobreviver à maior guerra que a humanidade já havia conhecido.
Seu nome era Z4.
E, de certa forma, ele foi o primeiro computador europeu a provar que uma máquina programável podia deixar o laboratório e tornar-se uma ferramenta indispensável para a ciência.
Quando a História Invade a Engenharia
No início da década de 1940, a Segunda Guerra Mundial já havia transformado completamente a Europa.
Berlim deixara de ser apenas uma grande capital industrial.
Era também alvo constante de bombardeios.
Laboratórios desapareciam.
Universidades interrompiam pesquisas.
Fábricas eram destruídas.
A infraestrutura alemã começava a ruir.
Nesse ambiente caótico, continuar construindo computadores parecia uma tarefa quase impossível.
Mesmo assim, Konrad Zuse continuou trabalhando.
Talvez porque engenheiros possuam uma característica peculiar.
Eles costumam enxergar problemas onde outros enxergam apenas caos.
E gostam de resolvê-los.
O Fim do Z3
O Z3, orgulho da engenharia alemã, não teve um destino feliz.
Durante um bombardeio aliado sobre Berlim, em 1943, o computador foi destruído juntamente com o prédio onde estava instalado.
Não existiam backups.
Não havia replicação geográfica.
Nada parecido com um GDPS moderno.
Quando o prédio desapareceu, boa parte daquele trabalho pioneiro desapareceu junto.
Hoje falamos em Disaster Recovery.
Na década de 1940, o desastre era real.
E frequentemente irreversível.
☕ Café com Naftalina
Imagine um Sysprog ouvindo que seu único datacenter foi completamente destruído.
Sem cópia de segurança.
Sem outro site.
Sem storage espelhado.
Sem nuvem.
Foi exatamente isso que aconteceu com o Z3.
A computação corporativa moderna aprendeu, muitas vezes da forma mais difícil, que disponibilidade começa muito antes da tecnologia.
Começa no planejamento.
O Projeto Não Morreu
Se há algo que diferencia grandes engenheiros é a capacidade de recomeçar.
A destruição do Z3 não significou o fim da visão de Konrad Zuse.
Muito antes do bombardeio, ele já trabalhava em um sucessor.
Esse novo computador deveria corrigir limitações observadas nos projetos anteriores.
Mais memória.
Mais estabilidade.
Maior flexibilidade.
Mais recursos para cálculos científicos.
Assim nasceu o projeto do Z4.
Um Computador em Tempos de Escassez
Construir um computador em plena guerra exigia criatividade.
Componentes eletrônicos eram raros.
Relés eram disputados pela indústria militar.
Materiais metálicos tinham prioridade para armamentos.
Nada era simples.
Cada componente precisava ser reaproveitado.
Cada peça exigia planejamento.
Hoje reclamamos quando um fornecedor atrasa um SSD.
Konrad Zuse precisava convencer autoridades a liberar pequenas quantidades de relés.
Era outra realidade.
A Arquitetura Evolui
Embora mantivesse muitas ideias do Z3, o Z4 representava um importante amadurecimento.
A máquina foi projetada para oferecer maior confiabilidade e ampliar o conjunto de operações disponíveis para cálculos científicos.
Seu foco continuava sendo a engenharia.
Pontes.
Estruturas.
Aerodinâmica.
Matemática aplicada.
Mas agora havia também uma preocupação crescente com produtividade.
Quanto menos tempo um pesquisador gastasse calculando manualmente, mais tempo teria para pensar.
É uma filosofia que permanece viva na automação moderna.
🔧 Oficina do Engenheiro
Quando falamos em evolução arquitetural, não devemos imaginar apenas aumento de velocidade.
Arquitetura também significa:
facilidade de operação;
confiabilidade;
manutenção;
expansão;
organização lógica dos componentes.
Esses princípios continuam norteando o desenvolvimento dos atuais processadores IBM Z.
Um Computador em Fuga
À medida que a guerra se aproximava do fim, tornava-se evidente que Berlim não era mais um lugar seguro para um equipamento tão valioso.
O Z4 precisava desaparecer.
Literalmente.
Sua trajetória tornou-se quase cinematográfica.
O computador foi desmontado.
Transportado em partes.
Escondido em diferentes locais.
Protegido sempre que possível.
Durante meses, permaneceu longe dos grandes centros urbanos para escapar da destruição.
Cada relé salvo representava anos de trabalho.
Cada módulo preservado aumentava a esperança de que aquele projeto sobrevivesse ao conflito.
Hoje movimentamos uma imagem virtual entre LPARs em poucos segundos.
Na década de 1940, mover um computador significava carregar centenas de quilos de equipamentos por estradas precárias, sob o risco constante da guerra.
A Guerra Acaba
Quando o conflito terminou em 1945, a Europa encontrava-se devastada.
Mas o Z4 havia sobrevivido.
Essa simples frase já seria suficiente para colocá-lo entre as máquinas mais extraordinárias da história.
Entretanto, sua jornada estava apenas começando.
Konrad Zuse compreendeu que o futuro da computação dependeria menos de demonstrações experimentais e mais da utilização prática dessas máquinas.
Era preciso encontrar usuários.
Pesquisadores.
Universidades.
Instituições dispostas a investir nessa nova tecnologia.
Uma Nova Casa: ETH Zürich
Em 1950, o Z4 encontrou seu destino definitivo.
Foi instalado na ETH Zürich (Instituto Federal de Tecnologia de Zurique), na Suíça.
Não foi uma escolha qualquer.
A ETH já era uma das mais respeitadas instituições científicas da Europa.
Albert Einstein havia estudado ali décadas antes.
Agora seria a vez de outro protagonista da ciência deixar sua marca.
O Z4 tornou-se uma poderosa ferramenta para pesquisadores que precisavam resolver problemas matemáticos complexos.
Pela primeira vez, um computador programável europeu deixava definitivamente a condição de experimento para assumir papel relevante na produção científica.
📦 Baú do Sysprog
Muito antes dos contratos de outsourcing, dos ambientes compartilhados e do conceito de Computing as a Service, o Z4 já representava algo semelhante.
Em vez de cada pesquisador construir sua própria máquina, diversos grupos utilizavam um único computador para resolver problemas diferentes.
A ideia de compartilhar recursos computacionais começava a nascer.
Décadas depois, ela evoluiria para os mainframes IBM, onde milhares de usuários compartilham simultaneamente o mesmo sistema físico por meio de LPARs, z/VM e outras tecnologias de virtualização.
O Primeiro Computador Comercial da Europa?
Os historiadores costumam discutir essa afirmação com cuidado.
Mas há um consenso importante.
O Z4 foi um dos primeiros computadores programáveis efetivamente comercializados e utilizados por clientes reais na Europa.
Isso muda completamente sua posição histórica.
Ele deixou de ser apenas uma curiosidade de laboratório.
Transformou-se em um produto.
Hoje parece natural comprar servidores.
Na década de 1950, vender um computador era algo quase inimaginável.
Enquanto Isso, a IBM Observava Outro Mercado
É interessante comparar esse momento com a trajetória da IBM.
Enquanto Zuse desenvolvia computadores científicos programáveis, a IBM consolidava sua liderança com equipamentos baseados em cartões perfurados.
Os clientes eram diferentes.
As necessidades também.
A IBM dominava:
censos;
bancos;
seguradoras;
governos;
contabilidade.
Zuse concentrava-se em:
universidades;
engenharia;
pesquisa científica.
Décadas depois, essas duas correntes tecnológicas convergiriam para formar a indústria da computação moderna.
O Que um Sysprog Aprende com o Z4?
Talvez a maior lição do Z4 seja que tecnologia só muda o mundo quando encontra usuários.
Não basta construir uma máquina extraordinária.
É preciso que alguém a utilize para resolver problemas reais.
Esse princípio continua absolutamente válido.
Não importa se estamos falando de IA generativa, OpenTelemetry, Zowe, DevOps ou IBM Z.
Tecnologia sem aplicação prática é apenas demonstração.
Tecnologia utilizada diariamente transforma empresas, economias e sociedades.
O Z4 foi uma das primeiras máquinas a provar isso.
A Semente da Computação Moderna
O sucesso do Z4 demonstrou que computadores programáveis não eram apenas curiosidades acadêmicas.
Eles poderiam tornar-se ferramentas permanentes de pesquisa.
Poderiam acelerar descobertas científicas.
Poderiam justificar investimentos.
Poderiam evoluir continuamente.
Esse talvez seja seu maior legado.
Mostrar que a computação possuía um futuro.
E que esse futuro seria construído por gerações de engenheiros.
No Próximo Café...
Até agora falamos sobre máquinas.
Na próxima parte conheceremos algo ainda mais revolucionário.
Uma ideia.
Uma linguagem.
Enquanto boa parte do mundo ainda discutia como construir computadores, Konrad Zuse já pensava em como conversar com eles.
Nascia o Plankalkül, considerado por muitos a primeira linguagem de programação de alto nível da história.
Muito antes de FORTRAN.
Muito antes de ALGOL.
Muito antes de COBOL.
Uma linguagem tão avançada que o mundo levaria décadas para entender o que seu criador havia imaginado.
Prepare o café.
Na próxima viagem, descobriremos que Konrad Zuse não inventou apenas computadores.
Ele também ajudou a inventar a forma como programamos.
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Histórias com Cheiro de Naftalina
O Guia do Viajante do Tempo
Muito Antes do IBM Z Existia Outro “Z”
Viaje pelas origens da computação, conhecendo Konrad Zuse,
Herman Hollerith, Tommy Flowers, John von Neumann, o Colossus,
o EDVAC, o IBM System/360 e os pioneiros que construíram o
caminho até o IBM Z.
Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe
desde 1988
,
é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2,
z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais,
conhecimento técnico, história da computação e práticas
do universo mainframe para aproximar novas gerações das
tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos
ao redor do mundo.
IBM Champion
IBM Z
COBOL
CICS
Db2
z/OS
Mainframe desde 1988