Translate

quinta-feira, 19 de março de 2009

☕🌎🔄💣 HIGURASHI NO NAKU KORO NI REI — O IPL ACIDENTAL QUE LEVOU RIKA PARA UM UNIVERSO ONDE O ABEND NUNCA ACONTECEU

 

Bellacosa Mainframe em destaque Higurashi no naku koro ni rei

☕🌎🔄💣 HIGURASHI NO NAKU KORO NI REI — O IPL ACIDENTAL QUE LEVOU RIKA PARA UM UNIVERSO ONDE O ABEND NUNCA ACONTECEU

"Depois de milhares de dumps, infinitos loops e incontáveis tragédias, o sistema finalmente estabilizou. Mas e se a correção tivesse criado uma realidade onde você nunca existiu?"


Dados Técnicos

Título Original: ひぐらしのなく頃に礼 (Higurashi no Naku Koro ni Rei)

Título Internacional: When They Cry – Gratitude / Rei

Autor Original: Ryukishi07

Obra Base: Visual Novel da 07th Expansion

Estúdio: Studio Deen

Direção: Toshifumi Kawase

Lançamento: Fevereiro de 2009 a Agosto de 2009

Formato: OVA (Original Video Animation)

Quantidade de Episódios: 5


Gênero

  • Terror Psicológico

  • Mistério

  • Drama

  • Sobrenatural

  • Ficção Científica Psicológica

  • Slice of Life

  • Reflexão Filosófica


Classificação Indicativa

16 anos

Contém:

  • Temas psicológicos complexos

  • Reflexões existenciais

  • Algumas cenas violentas

  • Conteúdo emocional intenso


O Que é Higurashi Rei?

Muitos fãs acreditam que Rei seja apenas um epílogo.

Erro de diagnóstico.

ABEND conceitual.

Na verdade, Rei funciona como:

FASE 1 -> PERGUNTAS
(Higurashi)

FASE 2 -> RESPOSTAS
(Higurashi Kai)

FASE 3 -> AUDITORIA FINAL
(Higurashi Rei)

Rei pergunta algo que nenhuma das temporadas anteriores teve coragem de perguntar:

"Depois de salvar o mundo, você consegue viver com as consequências?"


Sinopse

Após os acontecimentos de Kai, tudo parece finalmente resolvido.

O ciclo de tragédias acabou.

O destino foi alterado.

Os amigos sobreviveram.

O sistema está estável.

Então ocorre um acidente.

Rika sofre um evento inesperado e desperta em uma realidade alternativa.

Uma realidade onde Hinamizawa é diferente.

Uma realidade onde certas tragédias jamais aconteceram.

Uma realidade onde algumas pessoas vivem vidas felizes.

Mas existe um problema.

Nesse novo ambiente...

A própria existência de Rika parece ser um erro de sistema.


Resumo da História

Se Kai foi a correção do programa...

Rei é o teste de homologação.

Rika recebe a oportunidade de observar uma realidade onde muitas dores nunca aconteceram.

A princípio parece um sonho.

Mas logo surge um dilema brutal.

Se este mundo é melhor...

Por que voltar?

E se voltar significar destruir a felicidade de pessoas inocentes?


O Grande Diferencial de Rei

As temporadas anteriores focavam em:

  • mistério

  • sobrevivência

  • conspirações

  • loops temporais

Rei muda completamente o foco.

Agora a discussão é:

"O que define uma vida legítima?"

A série deixa de ser um thriller.

Torna-se uma reflexão filosófica.


A História Vista Como Mainframe

Ao estilo Bellacosa Mainframe:

Imagine que um ambiente de produção apresentou falhas durante anos.

Após incontáveis correções, finalmente o sistema estabiliza.

Então alguém apresenta um novo ambiente.

AMBIENTE A
(PRODUÇÃO ORIGINAL)

AMBIENTE B
(PRODUÇÃO ALTERNATIVA)

AMBOS FUNCIONAM

A pergunta passa a ser:

Qual deles é o verdadeiro?

Existe uma resposta objetiva?

Ou verdade é apenas a versão do sistema na qual estamos executando?


Personagens Principais

Rika Furude

A protagonista absoluta.

Rei é praticamente uma análise psicológica completa da personagem.

Pela primeira vez vemos Rika confrontando algo maior que o destino:

A própria identidade.


Hanyu

Continua sendo uma figura fundamental.

Agora mais ligada à dimensão filosófica da narrativa.


Keiichi Maebara

Representa a amizade que ajudou a quebrar o ciclo.

Mesmo aparecendo menos, continua sendo peça importante.


Rena Ryugu

Mais uma vez simboliza os laços emocionais que sustentam Hinamizawa.


Satoko Houjou

Sua presença torna-se ainda mais importante diante das escolhas que Rika precisa fazer.


Temáticas Profundas

Identidade

Quem somos?

Nossas memórias?

Nossas escolhas?

Ou nossas relações?


Sacrifício

Uma das questões centrais.

Vale a pena abrir mão da própria felicidade para preservar a dos outros?


Realidade

Existe uma realidade mais legítima que outra?

A série evita respostas fáceis.


Aceitação

Talvez a mensagem mais importante de Rei.

Nem toda dor pode ser apagada.

Algumas precisam ser aceitas.


Crescimento

Rika finalmente aprende algo que nem milhares de loops ensinaram.

Viver não é apenas sobreviver.


As Aventuras de Rei

As aventuras aqui não são físicas.

São existenciais.

Cada episódio funciona como uma exploração dos limites da identidade de Rika.

É quase uma jornada filosófica.

Menos ação.

Mais reflexão.

Menos mistério.

Mais significado.


As Mensagens Ocultas

O Mundo Perfeito Não Existe

Mesmo uma realidade aparentemente ideal possui problemas.


Sofrimento Também Constrói Quem Somos

Uma mensagem controversa.

Rei sugere que apagar toda dor também pode apagar parte da pessoa que nos tornamos.


O Valor das Conexões Humanas

O que torna uma vida significativa não é a ausência de sofrimento.

São os vínculos criados ao longo do caminho.


Não Podemos Reescrever Tudo

Após passar anos tentando corrigir o destino, Rika aprende que algumas imperfeições fazem parte da existência.


O Arco Saikoroshi-hen

Aqui encontramos o verdadeiro coração de Rei.

Muitos fãs consideram esse arco uma das melhores histórias escritas por Ryukishi07.

Por quê?

Porque ele obriga Rika a enfrentar uma pergunta impossível:

"Você escolheria um mundo perfeito para todos os outros se isso significasse apagar sua própria vida?"

Poucos animes têm coragem de abordar esse tema.

Menos ainda conseguem fazê-lo tão bem.


Houve Censura?

Muito menos que nas temporadas anteriores.

O foco de Rei não é violência.

É reflexão.

Consequentemente houve pouca controvérsia.

As eventuais alterações internacionais concentraram-se em pequenas cenas de violência residual.


Impacto Cultural

Embora menos famoso que Kai, Rei é extremamente respeitado pelos fãs veteranos.

Muitos o consideram:

  • o verdadeiro encerramento da saga clássica

  • a conclusão emocional de Rika

  • uma das melhores reflexões filosóficas dos animes de horror

Seu impacto pode ser percebido em obras posteriores que exploram universos alternativos e identidade pessoal.


O Que Ryukishi07 Fez de Genial Aqui?

Ele percebeu que resolver o mistério não era suficiente.

Após responder:

"Como escapar do ciclo?"

ele resolveu perguntar:

"O que fazer depois da liberdade?"

Essa é uma questão muito mais difícil.

E muito mais humana.


Veredito Bellacosa Mainframe

Se Higurashi foi o dump.

Se Kai foi a análise da causa raiz.

Então Rei é o relatório final de auditoria.

INCIDENTE ENCERRADO

CAUSA RAIZ IDENTIFICADA

AÇÃO CORRETIVA EXECUTADA

SISTEMA ESTÁVEL

Mas antes de arquivar definitivamente o chamado, Ryukishi07 faz uma última pergunta ao operador:

VOCÊ TEM CERTEZA
QUE ESTA É A REALIDADE
QUE DESEJA MANTER?

E é nesse momento que Higurashi Rei deixa de ser um anime de terror.

Torna-se uma profunda reflexão sobre memória, identidade, perdas e o valor da própria existência.

☕🌎🔄💣 Nota Bellacosa Mainframe: 10/10 auditorias existenciais aprovadas em produção.

Status Final:

JOB: HINAMIZAWA

LOOP ENCERRADO

MEMÓRIAS PRESERVADAS

RETURN CODE = 0000

Ou pelo menos até o próximo operador decidir reinicializar o universo. 🌾🩸🔄☕💣


quarta-feira, 18 de março de 2009

🌿 SHISO VERMELHO – A ERVA JAPONESA QUE PINTA A MEMÓRIA

 

Bellacosa Mainframe apresenta shiso vermelho

🌿 SHISO VERMELHO – A ERVA JAPONESA QUE PINTA A MEMÓRIA

 

Se você já assistiu anime, leu mangá ou se aventurou numa receita japonesa mais raiz, uma hora esbarrou nele: shiso vermelho. Às vezes discreto, às vezes protagonista, mas sempre ali, rodando em background como um daemon cultural do Japão.

Hoje vou te contar a história dessa erva que parece simples, mas carrega cor, aroma, superstição, medicina, comida e memória.


shiso

🌱 O QUE É SHISO?

Shiso (紫蘇) é uma erva da família da hortelã.
Existem dois tipos principais:

  • 🟢 Shiso verde (aojiso) – fresco, herbal, muito usado como folha

  • 🔴 Shiso vermelho (akajiso) – mais intenso, levemente amargo, usado para cor, conserva e fermentação

O shiso vermelho é o sysprog da cozinha japonesa: não aparece sempre, mas quando entra… muda tudo.


🏯 ORIGEM & HISTÓRIA

O shiso veio da China há mais de 2.000 anos, mas foi no Japão que ele ganhou identidade própria.

Originalmente usado como:

  • Planta medicinal

  • Conservante natural

  • Antídoto contra intoxicações alimentares

📜 Textos antigos diziam que shiso “acalma o espírito e limpa o sangue”.
Ou seja: debug emocional e físico.


🍙 USO CLÁSSICO NA CULINÁRIA

O shiso vermelho aparece em:

  • Umeboshi (ameixa japonesa)

  • Umezu (líquido da conserva)

  • Furikake

  • Conservas de legumes

  • Bebidas fermentadas

  • Doces tradicionais

👉 Ele é responsável pela cor vermelha icônica da umeboshi.
Sem shiso, a ameixa fica bege, triste, sem alma.
É tipo CICS sem terminal: funciona, mas não encanta.


🧪 CURIOSIDADE TÉCNICA (EASTER EGG BOTÂNICO)

A cor vermelha do shiso vem da antocianina, que:

  • Muda de cor conforme o pH

  • Fica vermelho intenso em meio ácido

  • Era usada como indicador natural antes da química moderna

📌 Sim, o shiso era um pH meter ancestral.


🥋 SHISO EM ANIMES & CULTURA POP

Você já viu shiso em:

  • 🍙 Animes slice of life – preparo de onigiri e umeboshi

  • 🏯 Animes históricos – conservas caseiras

  • 👘 Cenários rurais – quintais e hortas tradicionais

  • 🧘 Obras contemplativas – símbolo de cuidado e tempo

Ele quase nunca é explicado.
Porque no Japão, todo mundo sabe o que é shiso.


🧠 DICAS DE VETERANO

✔ Não confundir com manjericão
✔ Shiso vermelho é mais forte que o verde
✔ Seco dura meses
✔ Fresco estraga rápido (volatile dataset)
✔ Aroma lembra hortelã + canela + terra molhada


👀 FOFOQUICES DE COZINHA

🍃 Criança japonesa que ajuda a fazer umeboshi fica com as mãos roxas
🍃 Casas antigas tinham shiso no quintal como “erva de proteção”
🍃 Era usado para “neutralizar” peixe suspeito antes da refrigeração


🧠 FILOSOFIA ESCONDIDA

Shiso vermelho ensina:

  • Mottainai – nada se desperdiça

  • Tempo – não se apressa fermentação

  • Wabi-sabi – beleza na imperfeição da cor

  • Memória – sabor que atravessa gerações


🏁 CONCLUSÃO BELLACOSA

O shiso vermelho não grita.
Não aparece em propaganda.
Não pede holofote.

Mas sem ele, a cozinha japonesa perde alma, cor e história.

É a erva que roda silenciosa no background…
igual mainframe.

🌿Aqui, até a erva tem memória.

terça-feira, 17 de março de 2009

🧠 Agile de Verdade: Por que Planejar Tudo no Início Falha (e o que Fazer em Vez Disso)

 

Bellacosa Mainframe agile kanbam estouro de prazo

🧠 Agile de Verdade: Por que Planejar Tudo no Início Falha (e o que Fazer em Vez Disso)

Por El Jefe — Estilo Bellacosa Mainframe


Introdução: o som dos prazos passando voando

Douglas Adams resumiu melhor do que qualquer framework:

“Eu amo prazos. Adoro o som que eles fazem quando passam voando. Whoosh!”

Se você trabalha com projetos — especialmente em TI, mainframe, DevOps ou software corporativo — já ouviu esse som.
Planejamos tudo no início, cravamos uma data… e erramos.

A pergunta não é se isso vai acontecer.
A pergunta é: por que insistimos em fazer isso?


O erro clássico: decidir tudo quando você sabe o mínimo

No início de um projeto, sabemos quase nada:

  • Requisitos ainda são hipóteses

  • Sistemas dependentes mudam

  • Patches surgem

  • Prioridades do negócio se ajustam

Mesmo assim, é exatamente nesse momento que:

  • Criamos cronogramas longos

  • Estimamos prazos fixos

  • Prometemos entregas distantes

📌 Bellacosa rule #1

Não decida tudo no ponto em que você sabe menos sobre o problema.


A analogia dos pinguins (e por que ela funciona)

Imagine atravessar um campo cheio de pinguins em movimento.

  • No início, você escolhe os primeiros passos

  • No meio do caminho, o cenário já mudou

  • Quanto mais avança, melhor é sua visão

Agora troque:

  • Pinguins por dependências

  • Campo por projeto

  • Movimento por mudança constante

Isso é desenvolvimento de software.
Isso é modernização de sistemas.
Isso é Agile.


Planejamento iterativo: navegar, não adivinhar

Agile não elimina planejamento.
Ele elimina planejamento ilusório.

A ideia é simples:

  • Planeje o que você conhece agora

  • Avance um pouco

  • Aprenda

  • Ajuste

  • Repita

🎯 Precisão real:

  • Planejar 3 meses à frente → ~50% de acurácia

  • Planejar 2 semanas → quase 100%

📌 Bellacosa rule #2

Agile não tenta ser onisciente. Agile aprende rápido.


O segundo grande erro: trocar cargos sem mudar mentalidade

Quando empresas “viram Agile”, algo perigoso costuma acontecer:

  • Product Manager vira Product Owner

  • Project Manager vira Scrum Master

  • Time de desenvolvimento vira “Scrum Team”

Tudo isso sem treinamento.

Resultado? Fracasso previsível.


Product Manager ≠ Product Owner

  • Product Manager

    • Cargo

    • Foco em orçamento e operação

  • Product Owner

    • Papel do Scrum

    • Visionário

    • Conecta negócio e tecnologia

    • Define valor e experimentos

📌 Podem ser a mesma pessoa? Sim.
📌 Devem ser automaticamente? Não.


Project Manager ≠ Scrum Master

Aqui mora o choque cultural.

Project Manager

  • Controla tarefas

  • Cobra plano

  • Documenta riscos

Scrum Master

  • Atua como coach

  • Remove impedimentos

  • Protege o time

  • Incentiva auto-organização

📌 Diferença brutal
O Project Manager pergunta:

“Como você vai se destravar?”

O Scrum Master diz:

“Deixa comigo. Vai produzir.”


Development Team ≠ Scrum Team

  • Development Team: só desenvolvedores

  • Scrum Team: time cross-functional

Inclui:

  • Dev

  • Teste

  • Ops

  • Segurança

  • Negócio

📌 Agile sem time multidisciplinar é teatro corporativo.


Sem apoio da gestão, Agile não escala

Essa é a verdade que dói.

Gestão tradicional pergunta:

  • “O que você entrega até o fim do ano?”

Gestão ágil pergunta:

  • “O que você entrega nas próximas duas semanas?”

  • “Qual valor chega ao cliente neste sprint?”

📌 Bellacosa rule #3

Agile só funciona quando a liderança muda as perguntas.


Ferramentas não tornam ninguém ágil

Kanban, Jira, ZenHub, GitHub…
Ferramentas não criam mindset.

Elas apenas:

  • Dão visibilidade

  • Sustentam o processo

  • Reduzem ruído

Se o processo é Waterfall, o Kanban vira um Gantt disfarçado.


Kanban sem frescura: simples, visual e honesto

Kanban é só isso:

  • O que preciso fazer

  • O que estou fazendo

  • O que já fiz

Trabalho flui da esquerda para a direita.
Sem mágica. Sem burocracia.


Pipelines: uma visão clara do fluxo

Um Kanban típico tem:

  • New Issues – entrada

  • Icebox – longo prazo

  • Product Backlog – tudo que queremos

  • Sprint Backlog – próximas duas semanas

  • In Progress – trabalho ativo

  • Review / QA – validação

  • Done – concluído

📌 Uma única fonte da verdade.
📌 Atualizada automaticamente onde o dev já trabalha.


Conclusão: Agile não é moda, é sobrevivência

Agile não é sobre:

  • Framework

  • Cerimônia

  • Ferramenta

Agile é sobre:

  • Aprender rápido

  • Planejar melhor

  • Entregar valor continuamente

  • Aceitar que o desconhecido faz parte do jogo

📌 Bellacosa final rule

Quem tenta controlar o futuro perde o presente.
Quem aprende continuamente constrói o futuro.



📌 Resumo para ir mais longe

 Um dos princípios mais importantes do movimento Agile é reconhecer uma realidade que muitos projetos tentam ignorar: é impossível planejar tudo com precisão absoluta. Mercados mudam, clientes alteram prioridades, tecnologias evoluem e novos desafios surgem constantemente. Por isso, metodologias ágeis não eliminam o planejamento; elas transformam o planejamento em um processo contínuo.

Durante décadas, muitas organizações acreditaram que documentos extensos e cronogramas detalhados seriam suficientes para prever todo o futuro de um projeto. Na prática, porém, quanto maior o prazo, maior a probabilidade de mudanças. O Agile surgiu justamente para lidar com essa incerteza de forma estruturada.

Em vez de definir todos os detalhes antecipadamente, equipes ágeis trabalham com objetivos claros e ciclos curtos de entrega. A cada sprint, novas informações são analisadas, permitindo ajustes rápidos e redução de riscos. O aprendizado contínuo passa a ser parte integrante do processo.

Outro conceito fundamental é o feedback constante. Clientes, usuários e equipes colaboram para identificar melhorias antes que pequenos problemas se transformem em grandes falhas. Essa abordagem aumenta a capacidade de adaptação e melhora a qualidade das entregas.

O verdadeiro Agile não promete prever o futuro. Ele oferece mecanismos para responder às mudanças de maneira eficiente, permitindo que pessoas, equipes e organizações evoluam continuamente em um ambiente cada vez mais dinâmico e imprevisível.

terça-feira, 3 de março de 2009

SMP/E : SYSMOD sem mistério = Parte 2

 

Bellacosa Mainframe apresenta IBM SMP/E

📘 Série SMP/E para Iniciantes

Parte 2 – SYSMOD sem mistério  

“No SMP/E, tudo gira em torno do SYSMOD.
Entendeu o SYSMOD, entendeu metade do sistema.”


🧠 O que é SYSMOD (de verdade)

SYSMOD (System Modification) é a unidade básica de mudança controlada pelo SMP/E.

👉 Em português Bellacosa:

SYSMOD é o envelope lacrado que traz código, regras e avisos.

Dentro dele vêm:

  • Código novo ou corrigido

  • Instruções (MCS)

  • Dependências

  • Restrições

  • Alertas (HOLD, ERROR)


🧩 Tipos de SYSMOD (decore isso)

🔹 1. FUNCTION

É a base de tudo.

  • Instala um produto ou grande componente

  • Cria o “chão” para os outros SYSMODs

  • Exemplo: instalação inicial do JES2, CICS, DB2

📌 Sem FUNCTION, nada existe.


🔹 2. PTF (Program Temporary Fix)

É a correção prática do dia a dia.

  • Corrige defeitos

  • Resolve APARs

  • É o SYSMOD mais comum

📌 PTF não é opcional. Segurança agradece.


🔹 3. APAR (Authorized Program Analysis Report)

Não é exatamente uma correção.

  • É o registro do problema

  • Documento técnico da IBM

  • Normalmente leva a um PTF

👉 APAR explica, PTF corrige.


🔹 4. USERMOD

É a customização do cliente.

  • Criado pelo próprio site

  • Não vem da IBM

  • Usado para ajustes locais

📌 USERMOD é poder — e risco.


🧬 SYSMOD não vem sozinho

Um SYSMOD pode ter:

  • Pré-requisitos

  • Co-requisitos

  • Dependentes

  • Exclusões

Tudo isso é descrito nas MCS.

👉 SMP/E não aceita “jeitinho”.


🔁 SYSMOD e o fluxo SMP/E

Todo SYSMOD passa por:

1️⃣ RECEIVE
👉 Entra no controle do SMP/E

2️⃣ APPLY
👉 Vai para TARGET (executável)

3️⃣ ACCEPT
👉 Atualiza o DLIB (baseline)

📌 Pular etapa é pedir problema.


🚨 HOLD e ERROR: os avisos do SYSMOD

🔴 ++HOLD

Indica:

  • Conflitos conhecidos

  • Ações manuais necessárias

  • Restrições de ambiente

📌 Sempre leia o texto do HOLD.


🔥 ++ERROR

Indica:

  • Defeito conhecido no PTF

  • Correção parcial ou problemática

👉 Aplique só se souber o que está fazendo.


🧪 Exemplo prático de SYSMOD

++PTF(UJ12345). ++VER(Z038) FMID(HJES770). ++HOLD(SYSTEM) REASON(REQUIRES IPL).

📌 Tradução Bellacosa:

  • É um PTF

  • Serve para JES2

  • Exige IPL


📦 SYSMOD x FMID (confusão comum)

  • FMID → identifica o produto (ex: HJES770)

  • SYSMOD → mudança aplicada ao produto

👉 SYSMOD sempre aponta para um FMID.


🎓 Como aprender SYSMOD na prática

🧪 Laboratório essencial

  • SMP/E for z/OS Workshop

  • APPLY CHECK

  • Leitura de HOLDS

  • Análise de ERROR

📘 Leitura obrigatória

  • APARs

  • PTF cover letters

  • ++HOLD text

💡 Dica Bellacosa:

“Quem não lê o texto do PTF não sabe o que está instalando.”


🧠 Curiosidades Bellacosa

  • Um único SYSMOD pode alterar centenas de módulos

  • Um ++HOLD ignorado pode gerar outage

  • USERMOD mal feito é pesadelo em migração


🧾 Comentário final – Parte 2

SYSMOD não é só correção.
SYSMOD é contrato.
Quebrou o contrato, o SMP/E cobra.


📌 Próxima Parte da Série

👉 Parte 3 – MCS na prática: ++VER, ++HOLD, ++ERROR sem medo

segunda-feira, 2 de março de 2009

✏️ Capítulo 2 — Giz, Mimiógrafo e Destinos Impressos

 


📚 SÉRIE “Sempre um Isekai”

Por Bellacosa Mainframe
(Memórias de um garoto que aprendeu a trocar de mundo sem sair da sala de aula)

✏️ Capítulo 2 — Giz, Mimiógrafo e Destinos Impressos

Vim de um tempo em que mal aluno com fraco desempenho era reprovado mesmo — sem dó, piedade e sem discurso motivacional.

Mas eu era bom aluno, sempre me destaquei em todas as matérias, ops, quase todas, era abaixo da média em Educação Física, odiava os exercícios, ter que jogar bola, realmente era algo que não me dava prazer. O curioso é que fora a escola jogava vôlei e futebol normal, andava quilômetros em bicicleta, capinava quintais para ganhar uns trocos. O problema era a questão da aula mesmo... quero dizer não era preguiçoso, só não gostava mesmo, era um nerd, que vivia na biblioteca municipal fazendo pesquisas, numa era sem IA e Google para recuperar pontos em EF.

Passei pelos quatro anos do primário com sucesso, mantive boas notas no ginásio e alcancei a glória sendo um aluno brilhante e invejado e vi o colegial passar num piscar de olhos, nesta época já trabalhava então não foi o melhor alunos, mas estive no Top.

Foi ali que me formei técnico em Processamento de Dados, colegial-tecnico onde aprendiamos o suficiente para prestar o Vestibular, mas garantia uma profissão com melhor remuneração, que abriria as portas do mundo empresarial e me levaria, anos depois, aos corredores sagrados do mainframe.


Naquele tempo, informática ainda tinha cheiro de papel perfurado e fita magnética.
Falar em computador era falar em futuro — e eu queria estar lá, digitando linhas de destino no teclado verde-fósforo, não era um IBM Mainframe, mas sim um microcomputador de 8 bits da marca CP 500.

Participei do centro acadêmico no ginásio e no colegial — outros nomes, mesma essência: alunos que acreditavam poder melhorar o mundo começando pela escola.




Produzíamos jornalzinhos em mimiógrafo, ajudávamos em festas e eventos, organizávamos campeonatos e saraus.





Eram tempos simples, mas cheios de propósito e camaradagem.


Foram anos gratificantes, cheios de aventura, cheiro de álcool e papel úmido, onde cada professor era um farol e cada colega, um companheiro de travessia.