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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

🔥 Aprender COBOL com DB2 — o caminho do programador mainframer de verdade

 

Aprenda COBOL com DB2 ao estilo Bellacosa Mainframe

🔥 Aprender COBOL com DB2 — o caminho do programador mainframer de verdade



🧠 Introdução: por que COBOL + DB2 ainda manda no jogo

Se você quer ser programador mainframe COBOL com DB2, precisa entender uma verdade simples:

COBOL processa.
DB2 guarda.
SQL conecta o cérebro à memória do negócio.

Não estamos falando de tecnologia “antiga”.
Estamos falando da infraestrutura que processa bilhões por dia, com ACID, consistência e auditoria que muita stack moderna ainda tenta copiar.

Esse artigo é um mapa de estrada, do zero até o código profissional, misturando:

  • técnica

  • história

  • prática

  • fofoca de data center

  • e aquela sabedoria que só mainframer velho passa no café ☕


DB2 o banco de dados do Mainframe


🧱 PARTE 1 — Conhecendo o DB2 (o coração dos dados)

📜 Um pouco de história

O DB2 nasce na IBM nos anos 80, baseado no modelo relacional proposto por Edgar F. Codd.

👉 Conceito revolucionário:

  • dados em tabelas

  • relações lógicas

  • SQL como linguagem declarativa

Enquanto o mundo brigava com arquivos VSAM:

“Me diga o que você quer, não como buscar.”


🧩 Modelo Relacional (base de tudo)

  • Tabela → entidade de negócio

  • Linha (row) → registro

  • Coluna (column) → atributo

  • Primary Key → identidade

  • Foreign Key → relacionamento

💬 Bellacosa comenta:

“Se você não entende modelo relacional, não adianta saber COBOL.”


🧾 Tipos de Dados DB2 (o casamento com COBOL)

DB2COBOL
CHAR / VARCHARPIC X
INTEGERPIC S9
DECIMALPIC S9V
DATEPIC X(10)
TIMESTAMPPIC X(26)

🥚 Easter egg:
DB2 guarda DECIMAL melhor do que muito banco moderno guarda FLOAT 😏


Queries SQL no DB2 

🧑‍💻 PARTE 2 — Linguagem SQL no DB2

🗣️ SQL: a língua franca dos dados

SQL não é procedural.
SQL é declarativa.

🔹 DDL — Data Definition Language

CREATE TABLE CLIENTE ( ID_CLIENTE INTEGER NOT NULL, NOME VARCHAR(50), SALDO DECIMAL(9,2), PRIMARY KEY (ID_CLIENTE) );
  • CREATE

  • DROP

  • ALTER


🔹 DCL — Data Control Language

GRANT SELECT ON CLIENTE TO USER01;

Controle de acesso.
Segurança raiz de banco.


🔹 DML — Data Manipulation Language

INSERT INTO CLIENTE VALUES (1, 'JOÃO', 1500.00); SELECT * FROM CLIENTE; UPDATE CLIENTE SET SALDO = SALDO + 100 WHERE ID_CLIENTE = 1; DELETE FROM CLIENTE WHERE ID_CLIENTE = 1;

💬 Bellacosa:

“DELETE sem WHERE é como RM -RF /”


🔍 SELECT, JOIN e afins (onde o bicho pega)

SELECT C.NOME, P.VALOR FROM CLIENTE C JOIN PEDIDO P ON C.ID_CLIENTE = P.ID_CLIENTE;

👉 JOIN mal feito = batch lento = gente te ligando às 3 da manhã.


🛠️ SPUFI e QMF

  • SPUFI → SQL direto no TSO

  • QMF → consultas, relatórios, análise

💡 Dica Bellacosa:

“Todo mundo começa no SPUFI.
Quem fica bom, aprende QMF.”



🧩 PARTE 3 — COBOL com DB2 (onde nasce o profissional)

🏛️ História rápida do COBOL

  • Criado em 1959

  • Foco: negócio

  • Legibilidade

  • Estabilidade

👉 Não é bonito.
👉 É confiável.


🧠 Estrutura de um programa COBOL

  • IDENTIFICATION DIVISION

  • ENVIRONMENT DIVISION

  • DATA DIVISION

  • PROCEDURE DIVISION

📌 Árvore programática é fundamental para não virar macarrão lógico.


🔗 Host Variables (a ponte COBOL ↔ DB2)

EXEC SQL SELECT SALDO INTO :WS-SALDO FROM CLIENTE WHERE ID_CLIENTE = :WS-ID END-EXEC.
  • Sempre com :

  • Tipagem correta

  • Conversão consciente


📊 SQLCA — seu melhor amigo

IF SQLCODE = 0 CONTINUE ELSE DISPLAY 'ERRO DB2 ' SQLCODE END-IF
SQLCODESignificado
0OK
+100NOT FOUND
< 0ERRO

💬 Bellacosa:

“Quem ignora SQLCODE vira operador sem saber.”


📚 DCLGEN — o BOOK sagrado

  • Gera layout da tabela

  • Gera host variables

  • Evita erro humano

//STEP01 EXEC PGM=DSNTEP2

👉 Nunca escreva layout DB2 na mão. Nunca.


Consulta pagina via cursor no DB2

🌀 PARTE 4 — Cursores (nível profissional)

🔄 Cursor para leitura

EXEC SQL DECLARE C1 CURSOR FOR SELECT ID_CLIENTE, NOME FROM CLIENTE END-EXEC.
EXEC SQL FETCH C1 INTO :WS-ID, :WS-NOME END-EXEC.

📌 Sempre:

  • OPEN

  • FETCH

  • CLOSE


✍️ Inserindo, alterando e excluindo via COBOL

  • INSERT → novo registro

  • UPDATE → alteração controlada

  • DELETE → cuidado máximo

💡 Boa prática:

“Nunca DELETE direto sem histórico.”


🧠 PARTE 5 — Boas práticas Bellacosa Mainframe

✔ Use DCLGEN
✔ Sempre trate SQLCODE
✔ Evite SELECT *
✔ Documente regra de negócio
✔ Separe lógica de acesso a dados
✔ Teste com volume real
✔ Pense em performance desde o SELECT

🥚 Easter egg clássico:

“O batch estava lento porque alguém esqueceu o índice.”


🧪 Exercícios de fixação (mentalidade correta)

  1. Criar tabela DB2

  2. Gerar DCLGEN

  3. Programa COBOL com:

    • INSERT

    • SELECT

    • UPDATE

    • DELETE

  4. Programa com CURSOR

  5. Programa com JOIN

  6. Analisar SQLCODE

  7. Ajustar performance

👉 Isso forma programador, não copiador de código.


🧠 Comentário final Bellacosa

Aprender COBOL com DB2 não é aprender uma linguagem.
É aprender:

  • como dados movem o mundo

  • como sistemas críticos pensam

  • como escrever código que não pode falhar

🔥 COBOL + DB2 não é passado.
É o núcleo silencioso do presente.

Enquanto modas passam,
o batch fecha o dia.

 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ECHELON — O Fantasma que Escutava o Mundo

 

Bellacosa Mainframe e echelon o fantasma que executava o mundo

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

ECHELON — O Fantasma que Escutava o Mundo

Memórias de um Hackerativismo Inocente, de uma Internet Livre e da Máquina que Parecia Ouvir Tudo

"Houve um tempo em que bastava escrever uma palavra em um canal de IRC para alguém perguntar: 'Será que o Echelon acabou de registrar isso?'"

No final da década de 1990 existia um tipo de internet que praticamente desapareceu.

Não havia redes sociais.

Não existia Facebook.

Não havia WhatsApp.

O Google ainda engatinhava.

A maioria das pessoas usava ICQ, mIRC, IRC, listas de discussão, Usenet, e-mail e páginas pessoais hospedadas no Geocities.

Era uma internet mais lenta.

Mas, curiosamente, era uma internet muito mais misteriosa.

Foi nessa época que uma palavra começou a circular quase como uma entidade sobrenatural:

ECHELON.

Para alguns era apenas um sistema militar.

Para outros, era o maior sistema de espionagem já criado.

Havia quem acreditasse que qualquer e-mail contendo determinadas palavras era automaticamente lido por agentes da NSA.

E existiam milhares de jovens hackers, curiosos, administradores de BBS e usuários de IRC que resolveram brincar justamente com essa possibilidade.

Você mesmo comentou que participou, em 1999, da chamada Brigada Anti-Echelon, quando grupos ao redor do mundo combinavam "a palavra do dia" e inundavam IRCs, e-mails e listas de discussão com termos considerados sensíveis para gerar milhares de falsos positivos. É uma lembrança muito representativa daquele momento histórico: uma mistura de ativismo digital, curiosidade técnica e humor típico da internet daquela época.

Hoje aquilo parece quase folclore.

Mas, durante alguns anos, parecia que estávamos vivendo dentro de um romance de espionagem.


O nascimento de um gigante invisível

A história do Echelon não começa com computadores.

Ela começa muito antes.

Na Segunda Guerra Mundial.

Enquanto Alan Turing ajudava a quebrar a máquina Enigma, ingleses e americanos perceberam algo revolucionário:

Informação vale mais que bombas.

Depois da guerra, essa cooperação continuou.

Em 1946 surgiu o acordo secreto UKUSA, reunindo inicialmente Estados Unidos e Reino Unido e, posteriormente, Canadá, Austrália e Nova Zelândia — o grupo que mais tarde ficou conhecido como Five Eyes. (Wikipedia)

O objetivo era simples:

Compartilhar inteligência.

Interceptar comunicações.

Dividir o planeta em áreas de monitoramento.

Décadas depois surgiria aquilo que receberia o codinome:

ECHELON.


A Guerra Fria mudou tudo

Durante os anos 60 e 70, quase toda comunicação internacional importante passava por satélites.

Isso facilitava enormemente a interceptação.

Em vez de grampear milhões de telefones individualmente, bastava instalar enormes antenas parabólicas apontadas para satélites de telecomunicações.

Foi exatamente isso que aconteceu.

Bases como:

  • Menwith Hill (Reino Unido)

  • Yakima (EUA)

  • Pine Gap (Austrália)

  • Waihopai (Nova Zelândia)

passaram a capturar enormes volumes de comunicações internacionais. (Duncan Campbell)

As famosas cúpulas brancas (radomes) vistas em fotografias protegiam gigantescas antenas direcionais.

Pareciam cenários de filme de ficção científica.

E eram reais.


Como o ECHELON funcionava?

Ao contrário do que muitos imaginavam, ele não era um "supercomputador único".

Era uma enorme rede distribuída.

Imagine um funil.

Milhões de comunicações entram.

O sistema tenta identificar quais podem ter interesse.

Entre elas:

  • ligações telefônicas

  • fax

  • rádio

  • satélite

  • telex

  • posteriormente e-mails

Tudo isso era processado por sistemas automáticos de SIGINT (Signals Intelligence). (Telepolis)


As famosas palavras-chave

Aqui nasceu a maior lenda da internet dos anos 90.

Dizia-se que existia uma lista secreta contendo milhares de palavras.

Exemplos imaginados pela comunidade da época:

  • bomb

  • plutonium

  • missile

  • anthrax

  • assassination

  • nuclear

Se qualquer comunicação contivesse essas palavras...

O sistema destacaria aquela mensagem.

Na prática, havia mecanismos automatizados de filtragem por critérios definidos pelas agências de inteligência, mas a ideia popular de uma simples "lista mágica" que acionava automaticamente agentes humanos foi bastante exagerada. (Telepolis)

Mesmo assim...

A imaginação coletiva fez o resto.


A internet respondeu com humor

Foi aí que nasceu um movimento curioso.

A chamada Anti-Echelon Brigade.

Milhares de usuários passaram a colocar listas enormes de palavras "suspeitas" em:

  • assinaturas de e-mail

  • páginas pessoais

  • IRC

  • newsletters

  • fóruns

O objetivo?

Gerar tanto ruído que o sistema ficasse sobrecarregado.

Hoje sabemos que isso dificilmente teria impacto operacional significativo.

Mas a ideia era brilhante como forma de protesto simbólico.

Era uma espécie de "negação de serviço" filosófica.


Eu lembro daquela internet...

Se você viveu aquela época...

Talvez também se lembre de coisas como:

ICQ fazendo "Uh-oh!"

mIRC colorido.

Scripts em TCL.

Eggdrop.

Bots.

BNC.

XDCC.

Napster.

IRCnet.

Brasnet.

DALnet.

EFnet.

Undernet.

E, claro...

As intermináveis discussões sobre:

"Será que o Echelon está lendo isso?"

Era quase um personagem invisível.


Quando a conspiração encontrou a realidade

Durante muitos anos governos simplesmente negavam tudo.

Até que jornalistas começaram a juntar peças.

O britânico Duncan Campbell foi um dos primeiros a investigar publicamente o sistema, ainda nos anos 1980. Depois vieram pesquisas como o livro Secret Power, de Nicky Hager, e estudos para o Parlamento Europeu, que consolidaram o debate público. (Duncan Campbell)

Durante anos...

Muita gente dizia:

"Isso é teoria da conspiração."

Depois...

Vieram documentos.

Relatórios.

Investigações.

E, em 2013, as revelações de Edward Snowden ampliaram a compreensão pública sobre a vigilância eletrônica em larga escala, mostrando programas modernos da NSA e de seus parceiros e reforçando que sistemas de interceptação global realmente existiam, embora nem sempre exatamente como descritos pelas lendas urbanas. (Wikipédia)

Foi um daqueles raros momentos em que parte do que era tratado como conspiração revelou ter um núcleo real — ainda que muitos detalhes populares fossem incorretos ou exagerados.


O maior mito

O maior mito era acreditar que:

"Um agente da NSA lia todos os e-mails."

Isso nunca fez sentido.

Nem tecnicamente.

Nem operacionalmente.

O verdadeiro poder estava na automação.

Os computadores faziam a triagem.

Os analistas humanos examinavam apenas uma pequena fração do material considerado relevante.


Easter Eggs da época

Algumas curiosidades quase esquecidas:

🥚 Muitos sites tinham um botão chamado:

"Anti-Echelon"

que automaticamente adicionava centenas de palavras-chave no rodapé.


🥚 Existiam plugins para Outlook.


🥚 Alguns assinavam TODOS os e-mails com dezenas de termos militares.


🥚 Havia até listas atualizadas com a "palavra da semana".


🥚 Alguns provedores proibiam esse tipo de assinatura.


🥚 No IRC existiam bots que inseriam automaticamente listas enormes de palavras em canais públicos.


A evolução

O mundo mudou.

Os satélites deixaram de ser o principal meio de comunicação.

Vieram:

fibra óptica

Internet

Cloud Computing

Smartphones

Redes sociais

Streaming

Hoje grande parte da inteligência eletrônica envolve muito mais do que comunicações via satélite: cabos submarinos, infraestrutura de internet, metadados, cooperação internacional e, em alguns casos, dados obtidos legalmente por diferentes mecanismos previstos em cada país. (Wikipedia)

O espírito do ECHELON evoluiu.

O nome ficou famoso.

Mas a tecnologia seguiu adiante.


O legado

O curioso é que ECHELON acabou se tornando muito maior como símbolo do que como nome técnico.

Hoje falamos muito mais sobre:

  • privacidade

  • criptografia ponta a ponta

  • VPN

  • Signal

  • Matrix

  • Tor

  • proteção de metadados

Esses debates nasceram, em parte, porque histórias como a do ECHELON despertaram a atenção do público para o poder da vigilância eletrônica.


Bellacosa Memories

Às vezes sinto saudades daquela internet.

Não porque fosse melhor.

Ela era lenta.

Barulhenta.

Caótica.

Caía quando alguém levantava o telefone.

Mas havia algo mágico.

Éramos exploradores.

Entrávamos em canais obscuros do IRC apenas para conversar com pessoas do outro lado do planeta.

Aprendíamos TCP/IP lendo RFCs.

Montávamos servidores em casa.

Descobríamos Linux compilando kernels.

E, entre uma conversa e outra, alguém aparecia dizendo:

"A palavra da semana do Echelon saiu."

Então dezenas de pessoas começavam a repetir aquelas palavras em canais públicos.

Hoje sabemos que provavelmente aquilo jamais abalou um sistema de inteligência global.

Mas talvez esse nunca tenha sido o verdadeiro objetivo.

O que importava era a mensagem.

Era uma geração inteira dizendo:

"A internet também pertence aos seus usuários."

Talvez tenha sido um gesto ingênuo.

Talvez tenha sido inútil.

Mas também foi um dos primeiros movimentos espontâneos em defesa da privacidade digital, quando a maioria das pessoas sequer imaginava que, décadas depois, carregaria no bolso um smartphone produzindo continuamente dados sobre localização, hábitos, contatos e comunicações.

O ECHELON desapareceu das manchetes.

Mas a discussão que ele iniciou continua viva.

E talvez esse seja o seu maior legado.

Porque algumas máquinas envelhecem.

Alguns programas são aposentados.

Mas uma pergunta continua ecoando desde aqueles dias de IRC, ICQ e modems de 56 kbps:

"Quem está ouvindo?"

domingo, 9 de janeiro de 2011

☕💣🦅 FULLMETAL ALCHEMIST: THE SACRED STAR OF MILOS — O JOB QUE DESCOBRIU UM DATACENTER ESQUECIDO ENTRE DUAS NAÇÕES E REVELOU UM SISTEMA OPERANDO FORA DA GOVERNANÇA CENTRAL

 

Bellacosa Mainfrmae e o filme The Sacred Star of Milos uma aventura Fullmetal Alchemist

☕💣🦅 FULLMETAL ALCHEMIST: THE SACRED STAR OF MILOS — O JOB QUE DESCOBRIU UM DATACENTER ESQUECIDO ENTRE DUAS NAÇÕES E REVELOU UM SISTEMA OPERANDO FORA DA GOVERNANÇA CENTRAL


Dados Técnicos

Título Original: 鋼の錬金術師 嘆きの丘の聖なる星
(Hagane no Renkinjutsushi: Milos no Sei-Naru Hoshi)

Título Internacional: Fullmetal Alchemist: The Sacred Star of Milos

Autor Original: Hiromu Arakawa

Baseado em: Fullmetal Alchemist: Brotherhood

Estúdio: Bones

Direção: Kazuya Murata

Roteiro: Yūichi Shinpo

Lançamento: 2 de julho de 2011

Duração: 110 minutos

Classificação Indicativa: 13 a 16 anos

Gêneros:

  • Ação

  • Aventura

  • Fantasia

  • Drama

  • Steampunk

  • Ficção Política

  • Shounen


O Filme Mais Subestimado da Franquia

Quando alguém fala sobre Fullmetal Alchemist, normalmente surgem dois assuntos:

  • Brotherhood

  • Conqueror of Shamballa

E Milos?

Muitas vezes é esquecido.

O que é uma injustiça.

Porque este filme entrega uma das aventuras mais clássicas da franquia.

É praticamente um grande arco de exploração transformado em longa-metragem.


Onde o Filme se Encaixa?

Uma dúvida comum.

Milos não é continuação.

Milos não é prequel.

Milos não é linha temporal alternativa.

A história acontece durante os eventos de Brotherhood.

Pode ser visto como uma missão paralela.

Algo semelhante a um projeto especial executado enquanto o sistema principal continua processando normalmente.


A Grande Sinopse

Tudo começa quando um misterioso prisioneiro escapa da prisão central de Amestris.

Edward e Alphonse iniciam uma perseguição.

A investigação os leva até a região de Milos.

Uma área montanhosa localizada entre nações rivais.

Ali eles descobrem uma população explorada, conflitos políticos, segredos históricos e uma poderosa fonte de energia ligada à alquimia.

O que parecia um simples incidente de segurança rapidamente se transforma em uma crise internacional.


A História

Milos é uma região ocupada por potências estrangeiras.

Seu povo perdeu autonomia.

Recursos naturais são explorados.

A cultura local está desaparecendo.

A população vive entre revoltas e repressão.

Em outras palavras:

Um ambiente inteiro funcionando sob administração externa.

O filme utiliza esse cenário para construir uma narrativa sobre identidade nacional e autodeterminação.


Os Personagens Principais

Edward Elric

Aqui ele está em seu modo clássico.

Impulsivo.

Corajoso.

Teimoso.

Mas também extremamente humano.

O filme aproveita bem sua capacidade de inspirar pessoas.


Alphonse Elric

Continua sendo a consciência moral da dupla.

Em vários momentos é ele quem percebe os riscos das decisões mais radicais.


Julia Crichton

A verdadeira protagonista emocional do filme.

Sua jornada envolve:

  • vingança

  • esperança

  • identidade

  • responsabilidade

Ela carrega grande parte da carga dramática da história.


Ashleigh Crichton

Um dos personagens mais interessantes.

Representa o velho dilema:

O fim justifica os meios?

Questão que aparece constantemente em Fullmetal Alchemist.


O Que Torna Milos Diferente?

Aqui encontramos uma diferença importante.

Brotherhood é uma grande conspiração nacional.

Milos é um conflito regional.

A escala é menor.

Mas justamente por isso se torna mais pessoal.


Menos Filosofia Cósmica

Não existe um plano para remodelar a humanidade.

Não existe uma entidade quase divina manipulando tudo.


Mais Política

O foco está em:

  • ocupação territorial

  • identidade cultural

  • independência

  • exploração econômica

Temas surpreendentemente maduros para um filme shounen.


Mais Aventura

Milos possui ritmo acelerado.

Perseguições.

Combates.

Fugas.

Exploração de ruínas.

Viagens por montanhas.

É um dos filmes mais "aventureiros" da franquia.


A Temática Central

Quem Tem Direito ao Próprio Destino?

Essa é a pergunta principal.

O povo de Milos deseja controlar sua própria história.

Mas isso exige enfrentar poderes muito maiores.

A questão lembra diversos conflitos históricos reais.


O Perigo do Nacionalismo Extremado

O filme toma cuidado para não romantizar nenhum lado.

Ele mostra que tanto dominadores quanto revolucionários podem cometer abusos.


O Legado dos Antepassados

Outra mensagem forte.

Muitos personagens vivem presos às decisões de gerações anteriores.

Algo extremamente comum em Fullmetal Alchemist.


As Aventuras

O filme funciona quase como um RPG clássico.

Os irmãos:

  • investigam conspirações

  • atravessam fronteiras

  • exploram ruínas antigas

  • enfrentam soldados

  • descobrem tecnologias esquecidas

  • desvendam segredos históricos

Tudo isso mantendo o clima característico da franquia.


As Mensagens Ocultas

Poder Não Resolve Tudo

Diversos personagens acreditam que uma força extraordinária resolverá seus problemas.

O filme mostra exatamente o contrário.


Liberdade Tem Custo

Milos demonstra que independência exige sacrifícios.

Não existe solução simples.


Heróis Não São Salvadores

Edward não chega para resolver todos os problemas.

Ele ajuda.

Mas a transformação verdadeira precisa partir dos próprios habitantes.

Essa é uma mensagem extremamente madura.


A Qualidade Técnica

Visualmente o filme impressiona.

O Studio Bones investiu pesado.

As cenas de ação possuem:

  • animação fluida

  • efeitos de alquimia detalhados

  • excelente direção de câmera

  • design de cenário muito rico

Alguns fãs consideram certas sequências superiores às vistas na série de TV.


Houve Censura?

Pouca.

O filme foi lançado em uma época em que a franquia já possuía reconhecimento internacional.

As principais adaptações ocorreram em algumas distribuições locais envolvendo:

  • violência

  • sangue

  • cenas de execução

  • temas políticos sensíveis

Mas o conteúdo principal permaneceu intacto.


Impacto Cultural

Embora não tenha alcançado a fama de Brotherhood, Milos consolidou a força da marca Fullmetal Alchemist.

O filme mostrou que o universo criado por Hiromu Arakawa era rico o suficiente para sustentar histórias paralelas relevantes.

Com o tempo, muitos fãs passaram a reavaliá-lo de forma mais positiva.


Curiosidades Interessantes

Hiromu Arakawa Participou do Projeto

A autora colaborou com conceitos e supervisão.


É o Único Grande Filme Ligado Diretamente à Era Brotherhood

Por isso ocupa um lugar especial dentro da franquia.


O Design de Milos Foi Inspirado em Regiões Europeias

Especialmente áreas montanhosas e territórios historicamente disputados.


Veredito Bellacosa Mainframe

Se Brotherhood é o sistema corporativo principal...

E Shamballa é a migração entre ambientes incompatíveis...

Sacred Star of Milos é o projeto esquecido que revelou uma filial inteira operando fora das políticas centrais de governança.

É uma história sobre povos tentando recuperar controle sobre o próprio destino.

Sobre heranças históricas.

Sobre exploração.

Sobre liberdade.

E sobre o perigo de acreditar que existe uma tecnologia capaz de resolver problemas humanos complexos.

A grande lição permanece extremamente atual:

☕💣 "Nem toda crise é técnica."

🦅⚙️ "Às vezes o sistema funciona exatamente como foi projetado. O problema é que o projeto era injusto desde o início."

E é justamente essa reflexão que transforma The Sacred Star of Milos em muito mais do que um simples filme derivado: ele é um estudo sobre poder, identidade e a eterna busca por autonomia.


sábado, 8 de janeiro de 2011

🔥 JCL no z/OS V1R1 — quando o “antigo” ganhou sobrenome moderno

 

Bellacosa Mainframe apresenta JCL Job Control Language


🔥 JCL no z/OS V1R1 — quando o “antigo” ganhou sobrenome moderno



📅 Datas importantes

  • Release (GA): outubro de 2000

  • Final de suporte (EoS/EoM): entre 2004 e 2005 (dependendo do nível de suporte IBM e migração para V1R2+)

O z/OS V1R1 marcou oficialmente a transição do OS/390 para z/OS, e o JCL veio junto — o mesmo DNA dos anos 60, agora rodando num sistema “novo em folha”.


🧬 Contexto histórico

Quando a IBM lançou o z/OS V1R1, o JCL já era um veterano respeitado. Ele não nasceu no z/OS — nasceu lá atrás, no OS/360 (1964) — mas sobreviveu a tudo: MVT, MVS, ESA, OS/390… e chegou ao z/OS sem pedir licença.

O que muda aqui não é a linguagem, mas o ambiente, o poder da máquina, a integração com UNIX System Services, TCP/IP nativo e workloads híbridos.

👉 Moral da história:

“Troca o sistema, troca o nome, troca o marketing… mas o JCL continua mandando no turno da noite.”


JCL V1R1

✨ O que há de “novo” no JCL do z/OS V1R1

Tecnicamente, o JCL é compatível para trás, mas o z/OS V1R1 trouxe melhorias indiretas importantes:

🆕 1. Integração total com o z/OS

  • JCL agora orquestra:

    • Batch tradicional

    • Utilitários do DFSMS

    • Programas que acessam USS (OMVS)

    • Processos ligados a TCP/IP e middleware

🆕 2. JES2/JES3 mais maduros

  • Melhor gerenciamento de:

    • Spool

    • Classes

    • Prioridades

    • Restart de jobs

🆕 3. DFSMS mais forte

  • JCL passa a explorar melhor:

    • SMS-managed datasets

    • Storage Groups

    • Management Classes

    • Data Classes

👉 O JCL continua simples, mas o ecossistema ao redor ficou muito mais poderoso.


🔧 Melhorias e mudanças percebidas no dia a dia

✔ Melhor estabilidade no processamento batch
✔ Melhor convivência entre online (CICS) e batch
✔ Menos “abend misterioso” por problemas de storage
✔ Maior previsibilidade de execução noturna

Nada de comandos novos mirabolantes — o ganho foi operacional.


🥚 Easter Eggs (para mainframer raiz)

  • 🥚 JCL que funcionava no OS/390 funcionava igual no z/OS V1R1
    Isso facilitou migrações gigantes sem reescrever milhares de jobs.

  • 🥚 Muitos shops migraram para z/OS sem mudar uma linha de JCL
    Só recompilaram programas e ajustaram SMS.

  • 🥚 O //STEPLIB DD * continuava sendo usado… mesmo sendo má prática 😅


💡 Dicas Bellacosa para quem viveu (ou estuda) essa época

🔹 Aprenda JCL como linguagem de orquestração, não só como “script batch”
🔹 Entenda bem:

  • DISP

  • SPACE

  • UNIT

  • COND vs IF/THEN/ELSE
    🔹 Leia syslog e JESMSGLG como quem lê log de produção moderna
    🔹 Lembre-se:

JCL errado não falha — ele executa errado.


📈 Evolução a partir do V1R1

Depois do z/OS V1R1, o JCL seguiu firme:

  • V1R3+ → IF/THEN/ELSE mais usado

  • V1R6+ → Melhor integração com ferramentas modernas

  • V2.x → JCL convivendo com DevOps, schedulers e automação

Mas a base?
👉 Exatamente a mesma.


📜 Exemplo clássico de JCL (estilo raiz)

//BELLJOB  JOB (ACCT),'BELLACOSA',CLASS=A,MSGCLASS=X
//STEP01   EXEC PGM=IEFBR14
//OUTFILE  DD  DSN=BELLACOSA.TESTE.JCL,
//             DISP=(NEW,CATLG,DELETE),
//             SPACE=(TRK,(1,1)),
//             UNIT=SYSDA

💬 Comentário Bellacosa:

“Se você entende esse JCL, você entende 70% do batch do mainframe.”


🧑‍🔧O que é DFSMS?

Na verdade, o DFSMS (Data Facility Storage Management Subsystem) não é apenas um utilitário único, mas sim uma suíte poderosa de componentes da IBM para o ambiente z/OS.

Em termos simples: ele é o "gerente de logística" do seu mainframe. Ele automatiza e centraliza a gestão de onde os dados são gravados, por quanto tempo ficam guardados e como são protegidos.


Os 4 Pilares do DFSMS

Para entender o DFSMS no dia a dia do JCL, é preciso conhecer seus principais componentes:

  1. DFSMSdfp (Data Facility Product): O coração do sistema. Gerencia o acesso aos dados e a movimentação básica. É aqui que mora o famoso utilitário IDCAMS.

  2. DFSMSdss (Data Sets Services): Focado em cópia, movimentação e backup de alta performance. O programa principal chamado via JCL é o ADRDSSU.

  3. DFSMShsm (Hierarchical Storage Manager): Responsável por "limpar a casa". Ele migra dados pouco usados para mídias mais baratas (como fita ou discos lentos) e faz o backup automático.

  4. DFSMSrmm (Removable Media Manager): Gerencia suas fitas (físicas ou virtuais), controlando quem pode usá-las e quando podem ser apagadas.


Como ele aparece no seu JCL?

No passado, você precisava dizer exatamente em qual disco (UNIT e VOL=SER) seu arquivo deveria morar. Com o DFSMS (especificamente o componente SMS), o sistema faz isso sozinho através de três parâmetros principais no comando DD:

  • DATACLAS (Data Class): Define os atributos físicos (organização, formato de registro, tamanho).

  • STORCLAS (Storage Class): Define o nível de serviço (em qual disco ele vai morar, se precisa ser um disco rápido ou SSD).

  • MGMTCLAS (Management Class): Define o "prazo de validade" (quando o HSM deve deletar ou migrar o arquivo para fita).

Exemplo de DD com SMS:

Snippet de código
//ARQUIVO  DD DSN=USER.TESTE.DADOS,
//            DISP=(NEW,CATLG,DELETE),
//            DATACLAS=DCPADRAO,
//            STORCLAS=SCFAST,
//            MGMTCLAS=MGT030D

🛠️ Principais Utilitários que você usará

Se você está procurando o "programa" para rodar, os mais comuns vinculados ao DFSMS são:

UtilitárioPara que serve?
IDCAMSCriar, deletar, listar e gerenciar VSAM e catálogos.
ADRDSSUCopiar volumes inteiros ou datasets específicos em alta velocidade.
IEBCOPY(Gerenciado pelo DFP) para copiar e comprimir bibliotecas (PDS/PDSE).

🧠 Comentário final

O JCL no z/OS V1R1 prova uma verdade que todo mainframer aprende cedo:

Tecnologia boa não morre — ela evolui sem fazer barulho.

Enquanto linguagens vêm e vão, o JCL segue lá, silencioso, confiável, rodando milhões de jobs por noite…
…e garantindo que o mundo acorde com banco, energia, avião e folha de pagamento funcionando.

🔥 Longa vida ao JCL.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

hack//Quantum : Quando o Mainframe Reinicia o Mundo Virtual e Descobre que os Verdadeiros Bugs Sempre Foram Humanos

 


☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

.hack//Quantum (クワンタム)

Quando o Mainframe Reinicia o Mundo Virtual e Descobre que os Verdadeiros Bugs Sempre Foram Humanos

Há obras que contam uma aventura.

Outras contam uma guerra.

E existem aquelas que fazem uma pergunta aparentemente simples:

"O que acontece quando um jogo deixa de ser apenas um jogo?"

Essa pergunta acompanha toda a franquia .hack desde 2002, e .hack//Quantum é a resposta da terceira geração da série. Embora tenha apenas três episódios, o OVA consegue condensar ação, mistério, nostalgia e reflexões sobre identidade digital em uma produção extremamente bem acabada.

Se .hack//SIGN era uma investigação filosófica e .hack//G.U. uma epopeia dramática, .hack//Quantum é um retorno às origens, agora com animação moderna, ritmo acelerado e uma nova geração de jogadores explorando The World R:X.  


Ficha Técnica

ItemInformação
Título Original.hack//Quantum (クワンタム)
DireçãoMasaki Tachibana
Roteiro / AutorTatsuya Hamazaki
MúsicaKow Otani
EstúdioKinema Citrus
ProduçãoBandai Visual
FormatoOVA
Lançamento27 de dezembro de 2010 (estreia) / volumes lançados entre janeiro e março de 2011
Episódios3
GênerosAção, Aventura, Fantasia, Ficção Científica
ClassificaçãoAdolescente (violência moderada e temas psicológicos)

Sinopse

No ano de 2022, milhões de jogadores exploram The World R:X, a versão mais recente do lendário MMORPG.

Entre eles estão três amigas que jogam apenas para se divertir.

Tudo muda quando encontram um estranho personagem chamado Hermit.

Pouco depois surgem:

  • áreas corrompidas;

  • jogadores desaparecendo;

  • entidades desconhecidas;

  • fenômenos impossíveis.

Como em toda boa história de .hack, aquilo que parecia apenas um erro de software revela uma ameaça muito maior.  


Resumo da História

As protagonistas são estudantes comuns que, dentro do jogo, assumem avatares inspirados nos heróis clássicos da franquia.

Durante uma missão rotineira, encontram um misterioso gato chamado Hermit, cuja existência parece desafiar as regras do próprio jogo.

A investigação conduz o grupo por regiões ocultas de The World R:X, onde descobrem que antigas tecnologias, inteligências artificiais e eventos das gerações anteriores continuam influenciando o universo virtual.

Enquanto tentam entender a origem das anomalias, a fronteira entre o mundo físico e o digital torna-se cada vez mais tênue.

O anime preserva a tradição da série: nunca entregar todas as respostas de forma explícita.



Os Personagens

Sakuya (Asumi)

A protagonista.

Impulsiva.

Corajosa.

Sempre prefere agir antes de pensar.

Seu avatar é claramente inspirado em Kite, protagonista dos primeiros jogos da franquia.

No Bellacosa Mainframe ela lembra aquele desenvolvedor COBOL que faz:

SUBMIT

antes mesmo de conferir o JCL.


Tobias (Iori)

O estrategista.

Analisa situações antes de lutar.

Seu visual remete diretamente a Balmung, um dos personagens mais famosos de .hack.

É o equivalente ao analista de performance que observa SMF antes de alterar qualquer parâmetro do WLM.


Mary (Eri)

Responsável.

Prudente.

Mantém o grupo unido.

Seu avatar homenageia BlackRose.

É quem impede que pequenas decisões se transformem em grandes problemas.


Hermit

Provavelmente o personagem mais misterioso.

É um simples gato?

Um NPC?

Uma inteligência artificial?

Uma entidade digital?

A série nunca responde completamente.

E justamente por isso ele funciona tão bem.


O Studio Kinema Citrus

Quando Quantum foi produzido, o Kinema Citrus ainda era um estúdio relativamente jovem.

Hoje ele é conhecido por produções como:

  • Made in Abyss

  • Barakamon

  • Rising of the Shield Hero

Em Quantum já era possível perceber:

  • excelente direção de arte;

  • animação extremamente fluida;

  • cenários ricos;

  • efeitos digitais sofisticados.

Foi também a primeira vez que um anime principal de .hack não foi produzido pelo Bee Train, marcando uma mudança importante na identidade visual da franquia.  


O que existe de diferente?

Enquanto SIGN apostava em longos diálogos filosóficos, Quantum prefere:

  • batalhas rápidas;

  • exploração dinâmica;

  • excelente animação;

  • narrativa cinematográfica.

São apenas três episódios, mas com qualidade próxima de um longa-metragem.

Outra diferença é o foco na amizade entre as protagonistas, tornando a experiência mais leve sem abandonar os mistérios característicos da franquia.


Temáticas

Identidade Digital

Quem somos quando usamos um avatar?

A pessoa real?

Ou o personagem?


Inteligência Artificial

As IAs presentes em The World evoluem constantemente.

Em diversos momentos parecem possuir:

  • emoções;

  • curiosidade;

  • medo;

  • livre-arbítrio.

Questões que hoje lembram debates atuais sobre IA generativa e agentes autônomos.


Memória

A série sugere que dados nunca desaparecem completamente.

Eles permanecem registrados.

Esperando alguém acessá-los novamente.


Amizade

Mesmo em um mundo virtual, os vínculos construídos entre pessoas possuem consequências reais.


As Aventuras

Durante os três episódios, o grupo enfrenta:

  • monstros gigantes;

  • áreas instáveis;

  • sistemas corrompidos;

  • entidades desconhecidas;

  • eventos que desafiam a lógica do MMORPG.

Cada nova missão revela fragmentos da história oculta de The World.

Para o espectador veterano, quase cada cenário contém referências às fases anteriores da franquia.


Mensagens Ocultas

Aqui encontramos o verdadeiro DNA de .hack.

O jogo representa a Internet.

Não apenas um MMORPG.

Mas toda a sociedade conectada.


Hermit representa o desconhecido.

Toda tecnologia suficientemente complexa parece mágica.

Ou assustadora.


Os avatares representam máscaras sociais.

Na internet todos constroem versões idealizadas de si mesmos.


O erro nunca é apenas técnico.

Em .hack os maiores problemas sempre nascem das pessoas.

Jamais do software.


Bellacosa Mainframe — O Easter Egg

Imagine um grande ambiente z/OS.

Milhares de usuários.

Centenas de CICS.

Db2.

MQ.

APIs.

Batch.

Agora imagine que um programa começa a modificar registros sozinho.

Sem operador.

Sem JOB.

Sem log.

Esse é exatamente o sentimento provocado por The World.

No Mainframe chamamos isso de:

"Algo alterou o ambiente."

Em .hack chamam de:

"The World está vivo."


Impacto Cultural

Embora seja uma produção curta, Quantum teve importância significativa:

  • apresentou a franquia para uma nova geração;

  • modernizou o visual da série;

  • consolidou o Kinema Citrus como parceiro da Bandai Visual;

  • expandiu a cronologia da terceira fase do universo .hack.  


Existe censura?

Praticamente não.

Não há violência gráfica extrema nem conteúdo adulto explícito.

Os temas mais fortes são:

  • isolamento;

  • identidade;

  • inteligência artificial;

  • dependência tecnológica;

  • realidade virtual.

É uma obra acessível, com foco maior na atmosfera e no mistério do que em choque visual.


Mangás

.hack//Quantum+

Adaptação oficial em mangá, escrita por Tatsuya Hamazaki e ilustrada por Nao Mitaka, expandindo eventos do OVA e aprofundando alguns personagens. (Dothack Fandom)

.hack//Quantum Introduction

Mangá ilustrado por SOGA Atsushi, funcionando como prólogo para os acontecimentos do anime.  


Novels

Além do anime, a história foi expandida pelo romance:

  • .hack//Quantum: Kokoro no Futago (Twin Hearts)

A novel aprofunda acontecimentos e personagens da terceira geração da franquia. (.hack)


Games Relacionados

Embora Quantum não tenha um jogo próprio, ele faz parte da cronologia da terceira era da franquia:

  • .hack//Link (PSP) — antecede os eventos de Quantum.

  • .hack//Quantum — OVA.

  • .hack//bullet — web novel que continua a expansão do universo.

  • .hack//The Movie: Sekai no Mukō ni (Beyond the World).

  • .hack//Versus (PS3).

  • .hack//Thanatos Report. (.hack)


Curiosidades

  • É a primeira animação principal da franquia produzida pelo Kinema Citrus.

  • A trilha sonora continua sob responsabilidade de Kow Otani, preservando a identidade musical da série.

  • Os avatares das protagonistas homenageiam personagens clássicos como Kite, BlackRose e Balmung.

  • Apesar da curta duração, muitos fãs consideram Quantum uma excelente porta de entrada para conhecer o universo .hack, embora as inúmeras referências sejam ainda mais apreciadas por quem acompanhou as obras anteriores.  


Classificação Bellacosa Mainframe

CritérioNota
História⭐⭐⭐⭐☆ (4,5/5)
Personagens⭐⭐⭐⭐☆
Mistério⭐⭐⭐⭐⭐
Animação⭐⭐⭐⭐⭐
Trilha Sonora⭐⭐⭐⭐⭐
Filosofia⭐⭐⭐⭐☆
Nostalgia⭐⭐⭐⭐⭐
Universo .hack⭐⭐⭐⭐⭐

Conclusão

.hack//Quantum prova que não é preciso uma longa série para contar uma boa história. Em apenas três episódios, entrega uma experiência visual refinada, personagens carismáticos e o mistério característico da franquia. Para os veteranos, funciona como uma carta de amor ao legado de The World; para novos espectadores, é um convite para explorar um dos universos multimídia mais ambiciosos já criados, onde jogos, animes, mangás e novels se conectam em uma única grande narrativa digital.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

🔥 Map Programming no CICS Structure, Rules, Hierarchy & Checklist para Design de Mapas BMS

 

Programação de mapa BMS em CICS

🔥 Map Programming no CICS

Structure, Rules, Hierarchy & Checklist para Design de Mapas BMS

Workflow de compilação mapa bms cics



☕ Midnight Lunch, tela piscando e o mapa “quase certo”

13h42.
O programa compila.
O mapa gera.
A tela aparece… toda desalinhada.

O operador olha.
O usuário reclama.
O programador jura:

“Mas o BMS tá certo…”

Hoje vamos falar do map programming no CICS — a arte esquecida que separa interface profissional de poluição verde-fosforescente.


🏛️ História: antes do HTML, existia BMS

Antes de:

  • HTML

  • CSS

  • Front-end frameworks

o CICS já tinha separação clara entre lógica e apresentação usando BMS (Basic Mapping Support).

📌 BMS é UI declarativa antes da web existir.


🧠 Conceito essencial (guarde isso)

Mapa não é tela.
Mapa é contrato entre usuário e programa.

Se o contrato é ruim, o sistema sofre.


🧩 Hierarquia de Mapas no CICS

Entender a hierarquia evita 80% dos erros.

📐 Estrutura hierárquica

MAPSET └── MAP └── FIELD

📦 MAPSET

  • Conjunto lógico de mapas

  • Compilado como uma única unidade

  • Gera um load module

📌 MAPSET é o pacote.


🖥️ MAP

  • Uma tela específica

  • Ex: entrada, consulta, confirmação

📌 Um MAP = um propósito.


🔤 FIELD

  • Campos de entrada ou saída

  • Posicionados na tela

  • Com atributos definidos

📌 Campo mal definido = bug visual.


🧾 Estrutura básica de um BMS Map

DFHMSD TYPE=MAP,MODE=INOUT,LANG=COBOL,STORAGE=AUTO MAP01 DFHMDI SIZE=(24,80),LINE=1,COLUMN=1 FLD01 DFHMDF POS=(5,10),LENGTH=10,ATTRB=(UNPROT) DFHMSD TYPE=FINAL

📌 Simples. Poderoso. Exigente.


📐 Regras fundamentais de Map Programming

1️⃣ Um mapa, uma função

❌ Tela “faz tudo”
✅ Tela objetiva


2️⃣ Campos bem definidos

  • Entrada → UNPROT

  • Saída → PROT

  • Proteção correta evita erro de digitação


3️⃣ Nunca confie no input

  • Sempre valide no programa

  • Mapa ajuda, mas não garante


4️⃣ Use atributos conscientemente

  • INTENS

  • MDT

  • IC (cursor)

  • ASKIP

📌 Atributo errado confunde usuário.


🧠 Estrutura do Programa de Mapa (lado COBOL)

Fluxo clássico

1️⃣ RECEIVE MAP
2️⃣ Processa dados
3️⃣ Prepara saída
4️⃣ SEND MAP
5️⃣ RETURN

📌 Mapa não decide lógica. Programa decide.


🛠️ Passo a passo: desenhando um mapa decente

🧩 Planejamento

  • O que o usuário vê?

  • O que ele digita?

  • Qual é o fluxo?


🧩 Design

  • Campos alinhados

  • Mensagens claras

  • Uso consciente de cores


🧩 Implementação

  • BMS limpo

  • Nomes consistentes

  • Sem “gambiarras visuais”


🧩 Teste

  • Campo obrigatório

  • Campo inválido

  • Tela cheia

  • Tela vazia

📌 Tela também precisa de teste.


✅ Checklist Bellacosa – antes de subir o mapa

✔ Campos protegidos corretamente
✔ Cursor posicionado logicamente
✔ Mensagens claras e humanas
✔ Nenhum campo sobreposto
✔ MAPSET organizado
✔ Nomes padronizados
✔ Layout documentado

📌 Mapa ruim vira chamado eterno.


⚠️ Erros clássicos (easter eggs)

🐣 Campo UNPROT que deveria ser PROT
🐣 Mensagem fixa escrita no mapa
🐣 Mapa gigante e confuso
🐣 Layout “ajustado no chute”
🐣 BMS tratado como código secundário

📌 Todo sistema feio começa assim.


📚 Guia de estudo para mainframers

Domine estes tópicos:

  • BMS syntax

  • Mapset generation

  • SEND / RECEIVE MAP

  • MDT, IC, ASKIP

  • Pseudo-conversational design

📖 Manual essencial: CICS Basic Mapping Support Guide


🤓 Curiosidades de boteco mainframe

🍺 BMS já separava UI e lógica antes do MVC
🍺 Muitas telas CICS têm mais de 30 anos
🍺 Um bom mapa reduz erro humano
🍺 Operador odeia mapa mal alinhado


💬 Comentário El Jefe Midnight Lunch

“Código ruim quebra sistema.
Mapa ruim quebra usuário.”


🚀 Aplicações reais hoje

  • Sistemas bancários

  • Governo

  • Seguradoras

  • Atendimento corporativo

  • Ambientes híbridos (3270 + APIs)


🎯 Conclusão Bellacosa

Map programming não é detalhe.
É experiência do usuário, disciplina e respeito.

Quem domina BMS:

  • Recebe menos chamado

  • Facilita suporte

  • Cria sistemas longevos

🔥 Tela bem feita envelhece melhor que código.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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