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sábado, 25 de janeiro de 2020

☕🔥 ABENDs Clássicos do Mainframe IBM — O Guia de Sobrevivência

 

Bellacosa Mainframe revisando a lista classica de abends no mundo ibm mainframe



☕🔥 ABENDs Clássicos do Mainframe IBM — O Guia de Sobrevivência

🔥 S013 — Dataset/Dataset Member Problem

O que significa

Erro de OPEN em dataset.

Causas comuns

  • BLKSIZE incorreto

  • RECFM incompatível

  • Membro inexistente em PDS

  • DCB incompatível

Clássico cenário COBOL

//ARQENT DD DSN=MEU.PDS(MEMBROX),DISP=SHR

Mas o membro não existe.


🔥 S0C1 — Operation Exception

“O programa tentou executar lixo como instrução”

Causas comuns

  • Programa compilado errado

  • Overlay de memória

  • Chamada para área inválida

  • Executar dados como código

Muito comum em:

  • COBOL

  • Assembler

  • LINK incorreto


🔥 S0C4 — Protection Exception

O terror absoluto do programador COBOL

Significa

Acesso inválido à memória.

Principais causas

  • Subscript fora do limite

  • Ponteiro inválido

  • LINKAGE SECTION errada

  • Buffer não inicializado

Exemplo clássico

MOVE TAB-ITEM(9999) TO WS-CAMPO

Quando a tabela só vai até 100.


🔥 S0C7 — Data Exception

O ABEND mais famoso do COBOL

Significa

Campo numérico contém dado inválido.

Exemplo

MOVE 'ABC' TO WS-VALOR-NUM
ADD 1 TO WS-VALOR-NUM

💥 S0C7.


🔥 S213 — Dataset Não Encontrado

“O dataset simplesmente não existe”

Causas

  • DSNAME errado

  • Dataset não catalogado

  • VOL=SER incorreto

Mensagem clássica

IEC143I 213-04

🔥 S222 — Job Cancelado

Operador matou o job

Geralmente ocorre por:

  • Loop infinito

  • Job travado

  • Consumo excessivo

  • Cancel manual


🔥 S322 — TIMEOUT

“Seu job passou do tempo”

Clássico:

TIME=1

Mas o programa entra em loop.


🔥 S806 — Module Not Found

O loader não encontrou o programa

Causas

  • STEPLIB errada

  • LOADLIB ausente

  • Nome do módulo incorreto

Mensagem típica

CSV003I REQUESTED MODULE NOT FOUND

🔥 S913 — RACF Security Violation

Segurança negou acesso

Causas

  • Dataset protegido

  • Falta de permissão RACF

  • Usuário sem READ/UPDATE

Muito comum em:

  • Produção

  • Db2

  • CICS

  • GDGs corporativos


🔥 B37 / D37 / E37 — Falta de Espaço

B37

Sem espaço secundário suficiente.

D37

Sem secondary allocation.

E37

Acabaram as extents ou a fita.

Clássico JCL

SPACE=(CYL,(1,0))

💥 Dataset cresce → ABEND D37.


☕ Curiosidade Histórica

A palavra:

ABEND

vem de:

ABnormal END

Ou seja:

“Término Anormal”

Esse termo nasceu nos primeiros sistemas IBM OS/360 e virou parte da cultura mainframe mundial.


🔥 Os 5 ABENDs Mais Temidos da História do COBOL

ABENDApelido
S0C7Data Exception
S0C4Protection Exception
S806Module Not Found
S322Timeout
S913RACF Security

☕ Dica Profissional Mainframe

Quando houver ABEND:

SEMPRE analisar:

  1. JESMSGLG

  2. JESJCL

  3. SYSMSG

  4. SYSOUT

  5. Dump

  6. CEEDUMP (LE)

  7. Abend-AID / Fault Analyzer


🔥 Regra de Ouro do Mainframe

O ABEND raramente é o problema.

Ele é apenas:

“O sintoma do problema.”

O verdadeiro erro normalmente aconteceu:

  • antes,

  • em outro módulo,

  • ou em dados corrompidos anteriormente.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Viagem rumo a São Tomé das Letras - MG

Dirigindo pelo sul de Minas Gerais,


Seguindo os passos de antigos bandeirantes, estamos circulando pela Rodovia Fernão Dias, rumo a mistica cidade dos gnomos, duendes e ovnis.

Neste primeiro vídeo de nossa jornada, apresento algumas estradas que circulamos passamos por inúmeras localidades, estamos na pequena estrada de 3 Corações, posteriormente iremos subir rumo a São Tomé das Letras.

Passando pelo Portal Magico adentramos na cidade e chegamos ao Camping do CID, onde iremos passar a virada de ano e aproveitar para explorar um pouquinho de São Tome.

#MinasGerais #SaoTomeDasLetras #Estrada #TresCoracoes #Viagem #Rodovia #camping #Cid #Aventura #direcao #passeio #viagem #serramantiqueira


#SaoTomeDasLetras #Piramide #tocaFurada #mirante #cruzeiro #IGrejaAssombrada #Castelo #Trilha #Ecoturismo #ViagemAstral #Ufo #et #duende #fada #weed #hippie #bichogrilo #cachoeira #cascata #corredeira #Caverna #pedradabruxa #panorama #ChicoTaquara #Gruta #saoTome #igrejarosario #sobradinho #eubioese #shangrila #poçoazul #poçodasesmeraldas #paraiso #veudanoiva #valedasborboletas #lua #gruta



terça-feira, 7 de janeiro de 2020

☕👓🖥️ OS ÓCULOS QUE ESCONDEM OS OLHOS — O MISTÉRIO VISUAL DOS ANIMES JAPONESES E O SEGREDO QUE O OCIDENTE QUASE NUNCA PERCEBE

Bellacosa Mainframe e o significado dos oculos que escondem olhos em anime


☕👓🖥️ OS ÓCULOS QUE ESCONDEM OS OLHOS — O MISTÉRIO VISUAL DOS ANIMES JAPONESES E O SEGREDO QUE O OCIDENTE QUASE NUNCA PERCEBE

Existe uma pergunta aparentemente simples que muitos espectadores fazem ao assistir animes pela primeira vez:

"Por que alguns personagens de óculos não mostram os olhos?"

À primeira vista parece apenas uma escolha estética.

Um brilho branco cobre as lentes.

Os olhos desaparecem.

O personagem fala normalmente.

A cena continua.

Mas, para quem estuda narrativa visual japonesa, psicologia comportamental, semiótica e construção de personagens, aquilo está longe de ser um detalhe.

Na verdade, estamos diante de uma das linguagens visuais mais antigas, sofisticadas e eficientes dos animes e mangás.

E como acontece com muitas coisas no Japão, por trás de uma imagem aparentemente simples existe uma camada enorme de significado cultural.

Hoje vamos tomar um café e mergulhar nesse assunto.


Quando o rosto para de falar

O ser humano nasceu programado para interpretar rostos.

Muito antes da escrita.

Muito antes da linguagem.

Muito antes da tecnologia.

Nosso cérebro aprendeu a sobreviver observando expressões faciais.

Raiva.

Medo.

Tristeza.

Alegria.

Mentira.

Confiança.

Tudo isso é lido principalmente pelos olhos.

Não é por acaso que existe o ditado:

Os olhos são a janela da alma.

Diversos estudos de psicologia mostram que quando conversamos com alguém nossa atenção se concentra principalmente na região dos olhos.

É ali que buscamos sinais emocionais.

É ali que tentamos descobrir intenções.

É ali que avaliamos riscos.

Agora imagine que alguém retire justamente essa informação.

O cérebro continua tentando interpretar a pessoa.

Mas perde seu principal instrumento.

Surge então uma sensação curiosa.

Desconforto.

Mistério.

Incerteza.

E é exatamente isso que os autores japoneses exploram.


O personagem que se torna impossível de ler

Quando um personagem tem os olhos ocultos, ele se torna imprevisível.

Você não sabe se está feliz.

Não sabe se está irritado.

Não sabe se está mentindo.

Não sabe se está planejando algo.

Seu cérebro entra em modo de observação.

É como um operador de mainframe observando um job que continua rodando sem emitir mensagens no console.

Você sabe que algo está acontecendo.

Mas não sabe exatamente o quê.

A ausência de informação gera tensão.

Essa é uma das regras mais antigas da narrativa.

O desconhecido sempre produz mais curiosidade do que o conhecido.


O brilho nos óculos

Existe até um trope famoso dos animes.

Os japoneses chamam informalmente de "megane flash".

O famoso brilho nos óculos.

A cena normalmente acontece assim:

O personagem está ouvindo uma conversa.

Permanece calado.

De repente:

BRILHO.

Os olhos desaparecem.

E ele diz algo decisivo.

Instantaneamente o espectador entende que alguma coisa mudou.

Não porque ouviu.

Mas porque viu.

É uma linguagem visual.

Uma comunicação silenciosa.

O diretor não precisa explicar nada.

O cérebro do espectador completa sozinho.


O equivalente corporativo

Imagine uma reunião de crise.

Todos discutindo.

Todos nervosos.

Todos emitindo opiniões.

No canto da sala existe um analista experiente.

Quieto.

Observando.

Anotando.

Sem demonstrar emoção.

Então ele ajusta os óculos e diz:

— Acho que encontrei o problema.

Pronto.

A sala inteira congela.

Por quê?

Porque durante todo o tempo ele estava processando informações.

Nos animes, o brilho nos óculos comunica exatamente isso.

O personagem acabou de concluir uma análise.


O Japão e a cultura das emoções ocultas

Aqui chegamos em um ponto extremamente interessante.

Para entender esse recurso visual precisamos compreender um aspecto importante da cultura japonesa.

Existe um conceito chamado:

Honne

e

Tatemae

Honne representa os sentimentos verdadeiros.

Aquilo que a pessoa realmente pensa.

Tatemae representa a máscara social.

Aquilo que ela mostra ao mundo.

A sociedade japonesa historicamente valoriza harmonia social.

Conflitos diretos costumam ser evitados.

Expressões emocionais intensas nem sempre são incentivadas.

Consequentemente surgiu uma cultura altamente especializada em comunicação indireta.

Nem tudo é dito.

Nem tudo é mostrado.

Nem tudo é revelado.

O personagem de óculos com olhos ocultos se encaixa perfeitamente nessa lógica.

Ele possui uma camada invisível.

Algo que ainda não foi revelado.


O caso clássico dos vilões

Observe quantos vilões memoráveis utilizam esse recurso.

Eles raramente mostram tudo o que sentem.

Aizen.

Kabuto.

Gendo Ikari.

Vários personagens de Death Note.

Diversos antagonistas de Gundam.

Muitos executivos corruptos de animes corporativos.

O motivo é simples.

O vilão precisa parecer difícil de interpretar.

Se enxergarmos claramente suas emoções, ele perde parte do mistério.

Ao esconder os olhos, o autor esconde também suas intenções.


O poder do olhar humano

Curiosamente, isso não surgiu apenas nos animes.

O cinema faz a mesma coisa há décadas.

Pense em quantos personagens usam:

  • óculos escuros;

  • sombras;

  • chapéus;

  • máscaras;

  • fumaça;

  • iluminação parcial.

Todos esses elementos possuem o mesmo objetivo.

Reduzir o acesso emocional do público.

Quanto menos vemos os olhos, menos compreendemos a pessoa.


Mob Psycho 100 e o vazio emocional

Na imagem que motivou este artigo vemos um exemplo fascinante.

Shigeo Kageyama.

O famoso Mob.

À primeira vista ele parece apenas um garoto comum.

Mas o design do personagem é extremamente inteligente.

Mob possui emoções reprimidas.

Tem dificuldades de expressão.

Passa boa parte da história vivendo quase em piloto automático.

Seus olhos frequentemente parecem vazios.

Neutros.

Distantes.

Quando o brilho dos óculos surge, essa sensação aumenta.

É como se estivéssemos olhando para alguém cujo mundo interior permanece inacessível.

E isso é proposital.

O autor está usando linguagem visual para contar a história sem precisar explicá-la.


O cabelo sobre os olhos

Existe um recurso semelhante.

Talvez você já tenha notado.

Muitos personagens possuem franjas cobrindo parcialmente os olhos.

Especialmente em:

  • terror;

  • horror psicológico;

  • dramas;

  • romances melancólicos.

O simbolismo é parecido.

O personagem está escondendo algo.

Pode ser:

  • trauma;

  • tristeza;

  • culpa;

  • insegurança;

  • isolamento.

O espectador percebe isso mesmo sem receber nenhuma explicação.


Por que isso funciona tão bem?

Porque o cérebro humano odeia lacunas.

Quando falta informação, tentamos preenchê-la.

É exatamente o mesmo princípio que faz funcionar:

  • histórias de mistério;

  • thrillers;

  • investigações;

  • conspirações.

O cérebro se torna participante da narrativa.

Ele começa a fazer hipóteses.

E quando o cérebro participa, o envolvimento emocional aumenta.


O operador de produção que não mostra os logs

Agora vamos trazer a discussão para nosso mundo.

Imagine um sistema crítico.

O job executa normalmente.

Nenhum erro aparece.

Nenhuma mensagem surge.

Nenhum alerta dispara.

Mas o processamento está mais lento.

Algo parece errado.

Você sabe que existe um problema.

Mas não consegue vê-lo.

Essa sensação é muito semelhante ao que sentimos diante de um personagem cujos olhos permanecem ocultos.

A informação existe.

Mas não está disponível.

O mistério gera atenção.


A evolução dos personagens

Outro detalhe interessante.

Muitos autores utilizam esse recurso apenas no início da história.

Conforme o personagem amadurece, seus olhos passam a ser mostrados com mais frequência.

É uma representação visual de crescimento emocional.

O personagem deixa de esconder quem é.

O público passa a enxergar seu interior.

Sem perceber, estamos assistindo uma transformação psicológica traduzida em elementos gráficos.


O terror japonês entende isso melhor do que ninguém

Os mestres do horror japonês exploram essa técnica há décadas.

Sadako.

Kayako.

Tomie.

Inúmeros fantasmas e espíritos.

Muitas vezes seus olhos estão:

  • escondidos;

  • cobertos;

  • sombreados;

  • distorcidos.

O motivo é profundamente psicológico.

O cérebro humano precisa dos olhos para classificar intenções.

Quando eles desaparecem, surge uma sensação ancestral de perigo.

Não sabemos o que aquela entidade quer.

Não sabemos o que está pensando.

Não sabemos se vai atacar.

A incerteza gera medo.


O oposto dos heróis clássicos

Agora observe os protagonistas tradicionais.

Dragon Ball.

Naruto.

One Piece.

My Hero Academia.

Eles geralmente possuem olhos enormes e expressivos.

O objetivo é exatamente o contrário.

O espectador deve compreender instantaneamente seus sentimentos.

Tudo é transparente.

Tudo é visível.

Tudo é emocionalmente acessível.

Por isso são personagens fáceis de gostar.

Você entende quem eles são.

Você entende o que sentem.

Você entende o que desejam.


A genialidade da linguagem visual japonesa

O que mais me impressiona nesse tema é perceber como o Japão transformou detalhes aparentemente simples em ferramentas narrativas sofisticadas.

Um brilho numa lente.

Uma sombra.

Uma franja.

Um reflexo.

Nada disso está ali por acaso.

São mensagens.

São códigos.

São informações transmitidas visualmente.

O espectador não precisa estudar psicologia para compreendê-las.

Seu cérebro interpreta tudo automaticamente.

E talvez seja exatamente por isso que os animes conseguem transmitir tantas emoções mesmo em cenas silenciosas.


Considerações finais

Quando assistimos um anime e vemos um personagem cujos olhos desaparecem atrás dos óculos, estamos observando muito mais do que um simples efeito gráfico.

Estamos vendo um recurso narrativo construído ao longo de décadas.

Uma ferramenta que mistura:

  • psicologia humana;

  • semiótica;

  • cultura japonesa;

  • linguagem cinematográfica;

  • design de personagens.

Os olhos representam acesso.

Quando aparecem, conhecemos a pessoa.

Quando desaparecem, surge o mistério.

E talvez essa seja a verdadeira magia dos animes.

Eles entendem algo que a tecnologia, os sistemas e até os ambientes corporativos nos ensinam diariamente:

Nem sempre o que mais importa está visível.

Às vezes os dados mais importantes estão escondidos atrás da interface.

Atrás da tela.

Atrás do log.

Ou, como gostam os mestres da animação japonesa...

Atrás de um simples par de óculos.


🥃 Cachaça, Uísque e Vodka – a Guerra Fria dos Copos Paulistanos

 



🥃 Cachaça, Uísque e Vodka – a Guerra Fria dos Copos Paulistanos
por El Jefe – Bellacosa Mainframe / Filosofia de Balcão Edition

Em São Paulo, o mundo se divide em três castas invisíveis, mais antigas que o DDD 011:
os que bebem cachaça, os que juram por uísque, e os que se acham modernos com vodka.
Três destilados, três ideologias, três maneiras de encarar a vida — e a ressaca.
É a luta de classes em estado líquido.

💥 CENA 1: O BOTECÃO DO PROLETARIADO
Num balcão de zinco em São Miguel, o proletário chega de macacão azul, suando dignidade.
Pede sua caninha sem olhar o rótulo.
Cachaça é cachaça — e conversa encerrada.
Bebe num copo 7, puro, sem frescura, com aquele golpe seco que parece bronca de pai.
É a bebida da honra operária, do salário suado, da marmita de alumínio e da conversa direta:

“Aqui é pinga, não é perfuminho de russo.”

A cachaça nasceu com o Brasil.
É o log do país: destilada da cana, ignorada pela elite, mas mantida viva pelo povo.
Aguardente, caninha, marvada — chame como quiser.
Ela atravessou impérios, repúblicas, planos econômicos e amores de bar.
É o firmware etílico nacional, o código-fonte da brasilidade.

📈 CENA 2: O BURGUÊS DE BLAZER E GELO IMPORTADO
Corta para o Jardins.
A taça de cristal, o terno alinhado, o “me vê um uísque com duas pedras de gelo, por favor”.
O uísque é o login do status.
É o jeito de dizer “trabalho com importação e exportação” sem precisar provar nada.
É a bebida de quem acha que “boteco” é conceito gourmet e não sobrevivência.

Mas há que se reconhecer: o uísque tem sua história.
Chegou aos bares paulistanos nos anos 50, quando os diplomatas e os publicitários começaram a sonhar em inglês.
No fim dos 70, virou febre entre os executivos da Paulista, os mesmos que usavam terno no calor e falavam “weekend” em vez de fim de semana.
Foi a era do Teacher’s, do Old Eight, do Red Label — e da pretensão líquida.

Mas até ele tem seu lado humano.
Porque depois da terceira dose, o executivo também chora, também fala da ex, e também termina a noite no pastel da esquina com os proletários.
No fim, o uísque só disfarça o mesmo bug: a solidão bem servida.

❄️ CENA 3: O FRESCO URBANO DE COPINHO TRANSPARENTE
E então veio ela: a vodka.
Filha da era pós-moderna, sem cheiro, sem cor, sem culpa.
A preferida da geração que troca “boteco” por “bar descolado” e pinga por “shot gelado”.
Nos anos 90, quando os DJs tomaram o lugar dos sanfoneiros e a Balalaika invadiu os supermercados, nasceu o beber cosmopolita.

A vodka era o símbolo da modernidade líquida de Bauman, só que servida com groselha.
Foi a bebida dos jovens da Augusta, das raves em galpão, das baladas onde a autenticidade era medida pelo teor alcoólico.
E convenhamos: vodka é uma delícia travestida de neutralidade.
Ela combina com tudo — suco, energético, drama, carência — e não fede a nada.
É o sistema operacional multiplataforma da bebedeira.

⚙️ O CHOQUE DE SISTEMAS
Cachaça é mainframe: sólida, confiável, roda há séculos.
Uísque é middleware: precisa de status, licenciamento e manual de uso.
Vodka é nuvem: leve, translúcida e cheia de bug emocional.

Mas no boteco da Sé, todos rodam no mesmo servidor.
Porque ali, a filosofia de balcão é simples:

“O copo é o mesmo. O que muda é o código-fonte da vergonha.”

🔮 ADAPTAÇÕES, GOURMETIZAÇÕES E HERESIAS
Nos anos 2000, inventaram a cachaça premium — envelhecida em barril francês e vendida em shopping.
O uísque ganhou versão com energético, pra parecer jovem.
E a vodka virou base de drink “fit” com água de coco.
A guerra virou comédia.
A elite bebe o que o povo inventou, o povo sonha com o que a elite bebe, e o fresco fotografa tudo pro Instagram.

🗣️ LENDAS DE BALCÃO
Dizem que a cachaça foi quem derrubou mais presidentes que qualquer golpe.
O uísque inspirou mais demissões que o FMI.
E a vodka... bem, a vodka é responsável por mais mensagens indevidas às 3h da manhã do que qualquer outro software emocional.

💬 REFLEXÃO FINAL – A DEMOCRACIA DO GOLÉ
No fundo, toda bebida é igual.
Todas queimam, todas consolam, todas mentem.
O que muda é a interface social.
O proletário brinda à sobrevivência.
O burguês, à aparência.
E o fresco, à estética do gole perfeito.

Mas o Bellacosa te lembra:

“No fim da noite, o copo é um espelho. E o que você bebe é o reflexo do que não quer admitir.”

🥂 Moral do balcão:
A cachaça fala a verdade.
O uísque disfarça a dor.
E a vodka finge que nada aconteceu.
Mas, no fundo, todos os três rodam sob o mesmo sistema operacional: o coração humano em modo debug.


🕶️ Bellacosa Mainframe – onde filosofia e pinga rodam na mesma partição.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Ano novo em São Tomé das Letras: Queima de fogos.


Deu 23:59 em São Tomé das Letras.


Dentro de alguns segundos, irá terminar a segunda década do século XXI,  2020 esta as portas, um ano bissexto, cheio de surpresas e coisas incomuns.

Estamos na praça central rodeado de pessoas, aguardando ansiosos por este momento mágico, quando o relógio irá reiniciar e começar tudo de novo.

Mais um ciclo em volta do Sol, nossa simpática bolinha azul segue sua orbita num ano com 366 dias, eleições municipais, possivelmente uma nova guerra no Oriente Médio, nossos bons e velhos políticos se preparando para fazerem promessas e enganar o povo.

Espero que goste do vídeo, Feliz Ano Novo, Bom 2020 a todos. Espero que este ano seja cheio de saúde, paz, realizações e prosperidade a todos.

#MinasGerais #SãoToméDasLetras #AnoNovo #Feliz2020 #Revellion #FestsDaVirada #QueimaDeFogos #FogosDeArtificio #Saude #Paz #Prosperidade #Fartura #Amigos




domingo, 5 de janeiro de 2020

Vale das Borboletas em São Tomé das Letras belas e suaves cachoeiras

Um vale cortado por um riacho com belas cachoeiras.


Estamos a caminho do Vale das Borboletas, uma pequena garganta com algumas quedas dáguas a menos de 3 quilômetros de São Tomé.

Seguindo pelo portal da cidade, descendo a serra rumo há uma estrada de terra, chegaremos numa movimentada vila, cheia de comercio, turistas e muitas surpresas.

Imagine caminhando por um gramado até encontrar a primeira corredeira e sua pequena cascata, uma piscina natural agradável para a família inteira.

Com muitas pedras e lagoas naturais, muito verde e fauna fantástica para apreciar e curtir a paz.

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sábado, 4 de janeiro de 2020

Um portal? A Pedra Furada em São Tomé das Letras

Um ponto de encontro para todas as tribos.


Seja você um hippie ou tecnológico, fan de fantasia ou cientólogo... São Tomé é unica por abrigar tantas tribos diferentes, muitas historias estranhas rolam por aqui.

Estamos num dos pontos emblemáticos da cidade , encravada em meio há uma mina de extração de placas de pedra, testemunhando explosões e caminhões.

Nos momentos de paz montes de peregrinos escalam e sentam-se sobre sua lage, apreciando o nascer do sol, ou mesmo o poente, avistado uma longa cadeias de morros, montes e colinas.

Uma visão de perder a vista,  evocando a paz e tranquilidade, alguns dizem que serve de portal para o mundo das Fadas, outros dizem que se trata de um ponto sinalizador para ovnis aqui pararem.

Escolha você a versão que mais te agrade, sinta a energia que emana deste local, reabasteça-se e curta a paz, medite, aprecie e viaje.

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Toca do LEÂO e o sol poente em São Tomé das Letras.

No lado leste da cidade de São Tomé existe um pico encantado.


Formado por  pequenos labirintos de pedras, vegetação rasteira e muitos cactos este tesouro parcialmente escondido brinda seus visitantes com uma vista fabulosa.

Imagine apreciar o por do sol ao cimo de uma pedra, ver diversos pequenos animalzinhos, lagartos, aves e muito mais, passeando pelas ruas de pedra. O Parque Antonio Rosa conserva a melhor vista da cidade, uma monte de surpresas te aguarda.

Podemos ver uma estatua em homenagem aos extratores de pedra, vários caminhos levam de volta a cidade, trilhas seguem ao cruzeiro, a piramide e a pedra da Bruxa.

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Igreja Matriz de São Tome das Letras visão geral e a tempestade

Uma igreja do século XVIII no sul de Minas Gerais.


Situada no centro da localidade na praça Barão de Alfenas sua construção teve inicio em 1785, a partir de uma capela existente desde meados de 1770.

Com o afluxo dos imigrantes, o crescimento da região e a chegada da ferrovia, São Tomé cresceu, principalmente pela produção do café e tardiamente na extração de pedras.

Em estilo colonial como muitas igrejas do nosso país, com seu acabamento interior em Barroco e Rococó e pinturas do mestre Joaquim José da Natividade.

Vale a visita, não podendo perder o coreto, a gruta de São Tomé, a estatua do escravo Antão e os prédios históricos e tombados do centro da cidade.

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

A cachoeira da Lua e o caminho a Sobradinho em São Tomé das Letras

Uma estrada de terra com muita poeira.


Estamos em busca de novas cachoeiras, rumando sem rumo pela estrada de Sobradinho, perdidos no interior de São Tomé. Vendo a bela paisagem, sítios e chácaras.


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☕🔥 20 ANOS APÓS O BUG DO MILÊNIO (Y2K) — O QUE O MUNDO MAINFRAME REALMENTE APRENDEU

 

Bellacosa Mainframe e os 20 anos pós bug do milenio y2k

☕🔥 20 ANOS APÓS O BUG DO MILÊNIO (Y2K) — O QUE O MUNDO MAINFRAME REALMENTE APRENDEU

O Bug do Milênio talvez tenha sido o maior evento de engenharia preventiva da história da computação.

E também…

um dos maiores casos de histeria tecnológica amplificada pela mídia.

Passadas mais de duas décadas, dá para analisar o Y2K sem emoção, sem manchetes apocalípticas e sem marketing de consultoria.

E a conclusão é muito mais interessante do que “não aconteceu nada”.

Porque aconteceu.

E MUITA coisa.


🌎 O QUE ERA O Y2K DE VERDADE?

O problema técnico era simples:

Durante décadas, sistemas armazenavam anos com apenas 2 dígitos:

1978 = 78
1989 = 89
1999 = 99
2000 = 00

Na virada para 2000:

00

poderia ser interpretado como:

1900

Isso afetava:

  • cálculos financeiros

  • juros

  • seguros

  • aposentadorias

  • vencimentos

  • ordenação de arquivos

  • controle industrial

  • logística

  • aviação

  • energia

  • bancos

  • governo

E o problema era REAL.

Principalmente em Mainframes COBOL.

Porque eram justamente os sistemas:

  • mais antigos

  • mais críticos

  • mais integrados

  • mais difíceis de alterar


💥 O QUE A MÍDIA VENDEU

A mídia da época transformou um problema técnico em:

“o fim da civilização digital”

Havia previsões absurdas como:

  • aviões caindo do céu

  • usinas nucleares explodindo

  • mísseis sendo disparados

  • bancos evaporando

  • caos mundial

  • apagão global

  • colapso da economia

O sensacionalismo foi colossal.

Livros vendiam:

  • sobrevivência ao Y2K

  • estocagem de comida

  • fuga para montanhas

  • kits de emergência

Algumas igrejas chamavam de:

  • “sinal do fim”

  • “juízo tecnológico”

Empresas vendiam:

  • geradores

  • bunkers

  • rádios

  • ouro

  • combustível

Foi quase uma mistura de:

  • paranoia tecnológica

  • marketing

  • apocalipse pop

  • medo coletivo


🏢 AS CONSULTORIAS E O “OURO DO Y2K”

O Y2K gerou uma das maiores ondas de faturamento da história da TI.

Consultorias cresceram violentamente:

  • IBM Global Services

  • EDS

  • Andersen Consulting

  • Cap Gemini

  • CSC

  • PwC

  • Deloitte

Milhares de profissionais COBOL foram:

  • recontratados

  • aposentadorias canceladas

  • salários inflados

  • freelancers disputados

Havia empresas cobrando fortunas para:

  • localizar campos de data

  • converter YY para YYYY

  • revisar JCL

  • validar batch

  • testar interfaces

  • corrigir VSAM

  • revisar sort cards

  • ajustar DB2

E aqui existe uma ironia histórica fantástica:

O “mainframe velho” salvou o mundo.

Enquanto muitos pregavam:

  • cliente-servidor

  • UNIX

  • downsizing

  • “fim do COBOL”

…quem segurou a economia global foi justamente o ecossistema IBM Z.


☠️ O TERRORISMO TECNOLÓGICO

O Y2K virou um modelo clássico de:

“fear-based consulting”

Ou seja:

  • vender medo

  • amplificar risco

  • exagerar consequências

  • transformar incerteza em pânico

E isso continua acontecendo até hoje.

Mudam apenas os nomes:

OntemHoje
Y2KIA destruir empregos
Fim do Mainframe“Cloud matou datacenter”
Linux substituir tudo“Blockchain revolucionará tudo”
ERP salvar empresas“No-code eliminará programadores”
Microservices resolvem tudo“LLM substituirá engenheiros”

O padrão psicológico é o mesmo.


🧠 A GRANDE VERDADE QUE POUCOS ENTENDEM

O Y2K NÃO foi um “alarme falso”.

Isso é importante.

As pessoas dizem:

“Nada aconteceu.”

Mas nada aconteceu porque:

  • bilhões foram investidos

  • milhões de linhas foram corrigidas

  • milhares de equipes trabalharam anos

  • houve testes massivos

É como dizer:

“O bombeiro exagerou porque o prédio não queimou.”

Não queimou…
porque os bombeiros trabalharam.


🏦 O MAINFRAME SAIU MAIS FORTE

Uma das maiores ironias da história da TI:

O Y2K fortaleceu o Mainframe.

Porque mostrou que:

  • sistemas legados eram vitais

  • COBOL movia o planeta

  • estabilidade importava

  • confiabilidade valia ouro

  • modernização irresponsável era perigosa

Executivos perceberam:

“Talvez aquele sistema antigo seja importante…”

E isso ecoa até hoje.


😂 OS ABSURDOS OLHANDO EM RETROSPECTIVA

Hoje algumas previsões parecem comédia involuntária:

“Elevadores prenderão milhões de pessoas”

“Semáforos entrarão em colapso global”

“Satélites cairão”

“Mísseis nucleares dispararão automaticamente”

“A civilização retornará à idade média”

Muitos “especialistas” misturavam:

  • software corporativo

  • sistemas embarcados

  • firmware

  • relógios CMOS

  • sistemas militares

…sem qualquer rigor técnico.


📉 O CASO ALSOP E “A MORTE DO MAINFRAME”

Steve Lohr, Stewart Alsop e vários colunistas famosos dos anos 90 ajudaram a popularizar a narrativa:

“Mainframe está morto.”

A famosa previsão atribuída a Stewart Alsop dizia que:

  • o último mainframe seria desligado em 1996.

Spoiler histórico:

Não aconteceu.

Na verdade:

  • bancos cresceram em IBM Z

  • processamento aumentou

  • Linux entrou no mainframe

  • z/OS evoluiu

  • Db2 evoluiu

  • CICS evoluiu

  • ZIIP nasceu

  • Z16 apareceu

  • OpenShift chegou ao Z

  • APIs REST chegaram ao CICS

Enquanto isso:

  • várias arquiteturas “revolucionárias” morreram.


🤔 O QUE O Y2K ENSINOU SOBRE “ESPECIALISTAS”

Talvez essa seja a maior lição.

Existe enorme diferença entre:

  • especialista técnico real
    e

  • comentarista tecnológico

Muita gente:

  • não entendia COBOL

  • nunca viu JCL

  • nunca operou batch

  • nunca mexeu em CICS

  • nunca viu JES2

  • nunca analisou dump

…mas fazia previsões globais.

Isso continua até hoje.

Especialmente em:

  • IA

  • segurança

  • cloud

  • blockchain

  • quantum

  • “fim das linguagens antigas”


🧠 A REGRA DE OURO DA TECNOLOGIA

Quanto mais alguém diz:

“ESSA TECNOLOGIA MORREU”

…maior a chance dela continuar faturando bilhões silenciosamente.

Mainframe é o exemplo perfeito.

Porque tecnologia corporativa NÃO vence por hype.

Vence por:

  • estabilidade

  • compatibilidade

  • previsibilidade

  • throughput

  • segurança

  • custo operacional real

  • décadas de maturidade


🔥 SITUAÇÕES SEMELHANTES AO Y2K

O mundo já repetiu o mesmo padrão várias vezes:

EventoResultado
Bug do MilênioProblema real + histeria
Bolha Dot-comPromessas irreais
“Fim do COBOL”Nunca aconteceu
“Cloud matará datacenter”Convivem
“Blockchain mudará tudo”nichos específicos
“NoSQL substituirá SQL”coexistência
“IA substituirá programadores”exagero atual

A indústria de TI adora ciclos de:

  1. hype

  2. medo

  3. promessa absoluta

  4. decepção

  5. estabilização real


🏛️ O VERDADEIRO LEGADO DO Y2K

O Y2K deixou legados importantes:

✅ Governança de TI

Empresas passaram a:

  • documentar mais

  • inventariar sistemas

  • criar processos de change

✅ Testes massivos

O conceito moderno de:

  • homologação

  • disaster recovery

  • rollback

  • contingência

cresceu muito após o Y2K.

✅ Valorização do legado

O mundo descobriu que:

  • sistemas antigos sustentavam países inteiros.

✅ Respeito pelo COBOL

Muitos executivos perceberam:

  • “isso ainda move dinheiro de verdade.”


☕ A MAIOR LIÇÃO DE TODAS

O Y2K ensinou algo fundamental:

Tecnologia séria é invisível.

Quando funciona:
ninguém percebe.

O Mainframe passou no maior teste coletivo da história digital.

E ironicamente…

o sucesso foi tão grande…

que muita gente passou a acreditar que o problema nunca existiu.

Esse talvez seja o destino de toda engenharia bem feita.