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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

🧧☕ OTOSHIDAMA — O “BONUS DE ANO NOVO” JAPONÊS QUE APARECE EM ANIMES E ESCONDE UMA ANTIGA TRANSFERÊNCIA DE PODER ESPIRITUAL ☕🧧

 

Bellacosa Mainframe e o belo otoshidama

🧧☕ OTOSHIDAMA — O “BONUS DE ANO NOVO” JAPONÊS QUE APARECE EM ANIMES E ESCONDE UMA ANTIGA TRANSFERÊNCIA DE PODER ESPIRITUAL ☕🧧

Se você já assistiu anime de Ano Novo…
provavelmente viu a cena clássica:

👘 crianças animadas
🧧 envelopes decorados
😁 personagens contando dinheiro
😱 alguém recebendo muito menos que o primo rico
🎍 visita à família
💴 notas novinhas dentro de envelopes

E então alguém fala:

“Otoshidama!”

No ocidente isso parece:

“dinheiro que adultos dão para crianças.”

MAS NO JAPÃO…
isso carrega:

  • espiritualidade ancestral
  • hierarquia familiar
  • transmissão simbólica de energia
  • obrigação social
  • pressão econômica
  • status familiar
  • e até ansiedade cultural silenciosa.

🧧 O QUE É OTOSHIDAMA?

お年玉 (Otoshidama)

Vamos desmontar:

お年 (Otoshi)

Ano / passagem do ano

玉 (Dama)

“joia”, “esfera espiritual”, “tesouro”

Literalmente:

“joia do novo ano.”

Hoje:
é dinheiro dado para crianças durante o Ano Novo japonês.

Mas originalmente…
não era dinheiro.

E aqui a coisa fica MUITO interessante.


👻 A ORIGEM ESPIRITUAL

O Otoshidama vem de antigas crenças xintoístas ligadas ao:

Toshigami

A divindade do Ano Novo.

Antigamente acreditava-se que:

  • o kami do novo ano trazia energia vital
  • fertilidade
  • prosperidade
  • força espiritual

As famílias ofereciam:

kagami mochi

aos deuses.

Depois o mochi era dividido entre os membros da casa.

Essa porção recebida era:

o “toshidama” original.

Ou seja:
💀 o otoshidama começou como:

transferência ritual de energia divina.


☕ O MAINFRAME ESPIRITUAL DA FAMÍLIA

Ao estilo Bellacosa Mainframe:

Imagine a família japonesa tradicional como um sysplex multigeracional.

O Otoshidama seria:

um pacote anual de atualização operacional.

Transmitido dos:
👴 nós seniores
para os:
🧒 terminais júnior da rede familiar.

Ele carrega:

  • recurso financeiro
  • validação social
  • continuidade da linhagem
  • “energia de boot” para o novo ano

É praticamente:

um batch job ancestral de prosperidade.


🧧 POR QUE O ENVELOPE É TÃO IMPORTANTE?

O envelope chama-se:

Pochibukuro

E NÃO é só embalagem.

No Japão:
a forma de entregar algo importa TANTO quanto o conteúdo.

O envelope:

  • ritualiza o ato
  • demonstra cuidado
  • transforma dinheiro em gesto simbólico

Por isso existem:

  • designs fofos
  • personagens anime
  • estética sazonal
  • decoração refinada

💴 POR QUE NOTAS NOVAS?

Tradicionalmente:
usa-se dinheiro novo e impecável.

Porque:

  • representa pureza
  • renovação
  • respeito
  • energia não “gasta”

Dar notas amassadas seria:

quase um erro protocolar social.


🎌 A HIERARQUIA INVISÍVEL

O valor do Otoshidama NÃO é aleatório.

Ele reflete:

  • idade da criança
  • proximidade familiar
  • status econômico
  • expectativa social

Então:
💀 anime às vezes usa isso como comédia…
mas existe tensão social REAL aí.


😱 O PESADELO DOS ADULTOS JAPONESES

No Japão moderno:
o Otoshidama virou:

mini imposto emocional anual.

Especialmente para:

  • tios
  • padrinhos
  • adultos solteiros
  • salarymen

Porque famílias grandes podem gerar:
💸 gastos enormes.

Muita gente brinca que:

janeiro é o mês do “critical financial hit.”


👘 POR QUE APARECE TANTO EM ANIME?

Porque instantaneamente comunica:
✅ Ano Novo
✅ infância japonesa
✅ tradição familiar
✅ relação entre gerações
✅ nostalgia
✅ dinâmica familiar

Tudo em segundos.


😂 O TROPE CLÁSSICO DOS ANIMES

Cena clássica:
🧒 criança recebendo envelope
➡️ corre pro quarto
➡️ abre desesperadamente
➡️ reação extrema

Isso virou:

ritual absoluto do anime slice of life.


🧠 O DETALHE QUE OCIDENTAIS NÃO PERCEBEM

Em anime:
o ato de:

  • entregar com as duas mãos
  • inclinar levemente o corpo
  • usar linguagem formal

mostra:

respeito hierárquico japonês.

Mesmo entre familiares.


🏮 A RELAÇÃO COM O COLETIVISMO JAPONÊS

O Otoshidama reforça:

continuidade familiar.

A mensagem implícita é:

“a geração anterior sustenta a próxima.”

Isso é MUITO importante no Japão tradicional.


👻 O LADO ESPIRITUAL AINDA EXISTE?

Mesmo pessoas modernas e não religiosas:
muitas vezes mantêm o ritual.

Porque ele virou:

  • tradição emocional
  • memória afetiva
  • conexão familiar
  • identidade cultural

A espiritualidade original ainda ecoa silenciosamente.


📺 ANIMES CHEIOS DE OTOSHIDAMA

🌸 Crayon Shin-chan

Faz piada com isso DIRETO.


🍡 Chibi Maruko-chan

Mostra o Japão familiar clássico com riqueza absurda.


🎍 Sazae-san

Praticamente documentação viva das tradições japonesas.


🎌 Lucky Star

Tem MUITOS detalhes de costumes de Ano Novo.


🏠 Non Non Biyori

A nostalgia rural japonesa aparece fortemente.


💀 O LADO SOMBRIO SILENCIOSO

O Otoshidama também revela:

  • pressão econômica
  • obrigações sociais rígidas
  • expectativa familiar
  • desigualdade financeira

Crianças muitas vezes:

  • comparam valores
  • criam competição social
  • percebem diferenças familiares

Anime raramente aprofunda isso…
mas o subtexto existe.


🎎 O OCHIBUKURO COMO MEMÓRIA

Muitos japoneses guardam envelopes antigos.

Porque eles funcionam como:

  • cápsulas emocionais
  • memória de infância
  • ligação com parentes falecidos

O envelope vira:

artefato afetivo.


☕ O MAIS PROFUNDO DE TUDO

Otoshidama NÃO é apenas:

“dar dinheiro para criança.”

É:

  • transferência simbólica de prosperidade
  • ritual de continuidade familiar
  • herança espiritual do Ano Novo
  • mecanismo de coesão social
  • sobrevivência cultural da linhagem

Por isso ele aparece tanto em anime.

Porque poucas tradições representam tão bem:

a forma japonesa de transformar afeto em ritual silencioso.


domingo, 29 de dezembro de 2013

Brasil 2013: quando o sistema entrou em modo batch e ninguém sabia onde estava o console

 

Bellacosa Mainframe e uma retrospecitva do Brasil em 2013

Brasil 2013: quando o sistema entrou em modo batch e ninguém sabia onde estava o console

ao estilo bellacosa mainframe, para o El Jefe Midnight Lunch

Voltei ao Brasil em 2013 depois de doze anos vivendo na Europa. Doze anos é tempo suficiente para um sistema operacional mudar de versão, uma arquitetura inteira ser aposentada e o manual virar item de museu. Eu saí de um Brasil analógico, cheio de gambiarras assumidas, e voltei para um país aparentemente mais moderno, mais conectado, mais confiante. Parecia online. Mas bastou alguns meses para perceber: o sistema estava rodando, sim — só ninguém sabia exatamente qual job tinha sido submetido.

2013 foi o ano em que o Brasil deu um abend coletivo.

Na Europa, eu tinha me acostumado a outro ritmo. Transporte público previsível, impostos altos mas compreensíveis, protestos organizados como change management: data marcada, pauta clara, negociação depois. Ao pisar novamente em solo brasileiro, encontrei um país economicamente otimista, ainda surfando a onda do consumo, do crédito fácil e do discurso de “nova classe média”. O Brasil parecia um mainframe recém-upgradado, com LEDs piscando e discursos dizendo que agora tudo era 64 bits.

Mas quem já trabalhou com sistemas grandes sabe: nem todo problema aparece no dashboard.

Economia: números bons, latência alta

Em 2013, os números macroeconômicos ainda sustentavam uma narrativa positiva. Emprego relativamente alto, consumo aquecido, eventos internacionais no horizonte. Por fora, o hardware parecia robusto. Por dentro, porém, a latência social aumentava. Serviços públicos ruins, inflação corroendo silenciosamente o poder de compra, transporte caro e ineficiente. Era como rodar um sistema crítico com CPU sobrando, mas I/O travando tudo.

O estopim foi simbólico: vinte centavos. Quem viveu fora entende rápido — não era sobre a tarifa. Era sobre a sensação de pagar caro por um serviço que não entrega. Na Europa, eu pagava impostos altos, mas via retorno. No Brasil, pagava-se cada vez mais — em dinheiro, tempo e paciência — e recebia-se timeout.

Sociedade: quando o usuário final resolve apertar ENTER

O que me chocou, como ex-imigrante, foi a diversidade das ruas. Em poucos dias, vi algo que o Brasil raramente tinha feito daquela forma: gente diferente, por motivos diferentes, ocupando o mesmo espaço. Não havia um manual de operações. Era bonito e caótico. Classe média, periferia, estudantes, trabalhadores, gente que nunca tinha protestado na vida.

Do ponto de vista humano, 2013 foi um grito de “chega de rodar esse sistema sem saber quem programou”. Mas, como em todo ambiente sem governança clara, surgiram processos órfãos. Pautas se misturaram, oportunistas entraram, ruído substituiu sinal. Quem já viu um job crítico rodando sem controle sabe: uma hora alguém derruba a fila inteira.

Cultura: o espelho rachado

Culturalmente, 2013 escancarou algo que eu só percebi ao voltar: o brasileiro tinha mudado. Mais conectado, mais informado, mas também mais impaciente. A internet — especialmente as redes sociais — funcionou como um terminal 3270 emocional: todo mundo digitando rápido, pouca validação, muita reação.

Na Europa, eu tinha aprendido a desconfiar de soluções simples para problemas complexos. No Brasil de 2013, vi crescer exatamente o oposto: a busca por atalhos, por culpados únicos, por DELETE ALL como se fosse possível resetar décadas de desigualdade com um comando mágico.

A cultura do diálogo entrou em maintenance mode. O país começou a falar mais alto e a escutar menos.

População: o operador cansado

O sentimento dominante não era ideologia — era cansaço. Cansaço de acordar cedo, pegar transporte ruim, trabalhar muito e ainda ser tratado como variável descartável. Como operador veterano de mainframe, reconheci o sintoma: quando ninguém mais confia no sistema, qualquer alarme vira pânico.

2013 não resolveu nada. E talvez esse seja o ponto mais honesto. Foi um dump de memória emocional. Um registro bruto do que estava errado, sem análise posterior adequada. O Brasil seguiu rodando, mas com logs ignorados — e o preço disso veio depois.

Epílogo de quem voltou

Voltar ao Brasil em 2013 foi como reassumir um sistema legado que você ajudou a construir, mas que mudou enquanto você estava fora. Você reconhece os comandos, mas não entende mais as rotinas. Ainda assim, sabe que desligar tudo não é opção.

2013 foi o aviso na tela preta:
“System running, but integrity compromised.”

Quem viveu aquilo com atenção sabe: não foi o começo do caos. Foi o momento em que o operador percebeu que algo estava errado — e hesitou entre corrigir o código ou fingir que era só mais um warning.

E todo mainframe ensina a mesma lição: warnings ignorados viram falhas críticas.

sábado, 28 de dezembro de 2013

☕🔥 ABEND S806 — O “PROGRAMA FANTASMA” DO z/OS

 

Bellacosa Mainframe e o Abend S806

☕🔥 ABEND S806 — O “PROGRAMA FANTASMA” DO z/OS

Quando o Mainframe Diz:

“EU NÃO ENCONTREI O QUE VOCÊ MANDOU EXECUTAR.”

Se existe um ABEND que já fez TODO programador COBOL Junior Padawan olhar para o JCL em silêncio absoluto…

é o lendário:

🚨 S806

E normalmente ele aparece assim:

IEF450I JOBNAME STEP01 - ABEND=S806

ou:

CSV028I ABEND806-04 JOBNAME STEP01
PROGRAM PROGXYZ NOT FOUND

ou ainda:

IEC130I PROGRAM NOT FOUND

E então começa a crise existencial:

“MAS O PROGRAMA EXISTE!”
“EU COMPILEI!”
“FUNCIONAVA ONTEM!”
“O LOADLIB SUMIU?”
“O z/OS ESTÁ ME GASLIGHTEANDO?”

☕ Respira.

Porque o S806 é um dos ABENDs MAIS CLÁSSICOS da história do mainframe.

E um dos mais importantes para aprender:

JCL

LOADLIB

STEPLIB

LINKLIST

BINDER

EXEC PGM

load modules


🔥 O QUE É O S806?

O S806 é um:

🚨 PROGRAM NOT FOUND

Traduzindo:

O z/OS NÃO CONSEGUIU ENCONTRAR O PROGRAMA EXECUTÁVEL.


☕ A FILOSOFIA DO S806

Seu JCL disse:

//STEP1 EXEC PGM=COBPROG

O z/OS respondeu:

❌ “NÃO EXISTE NENHUM EXECUTÁVEL COM ESSE NOME NOS LUGARES ONDE PROCUREI.”


🔥 O QUE O z/OS FAZ QUANDO VÊ EXEC PGM=

Fluxo real:

EXEC PGM=PROG1
 ↓
Procurar módulo
 ↓
STEPLIB
 ↓
JOBLIB
 ↓
LNKLST
 ↓
SYS1.LINKLIB
 ↓
Encontrou?

Se NÃO:

💥 S806


☕ ANALOGIA BELLACOSA MAINFRAME

Imagine um aeroporto.

O sistema anuncia:

“CHAMEM O PILOTO DO VOO.”

Mas:

  • piloto não apareceu

  • nome errado

  • terminal errado

  • aeroporto errado

  • piloto nem existe

O voo nunca sai.

Isso é o:

☠️ S806


🔥 O MAIOR SEGREDO

S806 NÃO significa:

“source COBOL não existe.”

Significa:

o LOAD MODULE executável não foi encontrado.


☕ SOURCE ≠ EXECUTÁVEL

Isso traumatiza juniors.

Você pode ter:

✅ source COBOL
✅ compile OK

Mas sem:

LINK-EDIT/BINDER

não existe executável.


🔥 O MAIOR VILÃO DO S806

🚨 STEPLIB ERRADA

O rei absoluto.


☕ EXEMPLO CLÁSSICO

 //STEPLIB DD DSN=EMPRESA.TEST.LOAD,DISP=SHR

Mas o programa está em:

EMPRESA.PROD.LOAD

Resultado:

💥 S806


🔥 O ERRO MAIS HUMANO DA HISTÓRIA

//STEP1 EXEC PGM=COBPRG1

Mas o member real é:

COBPROG1

Faltou:

O

Resultado:

☠️ S806


☕ O MAINFRAME NÃO “ADIVINHA”

No z/OS:

nome precisa ser EXATO.


🔥 O S806 E O BINDER

Aqui nasce o verdadeiro conhecimento Jedi.


☕ O QUE É O BINDER?

Ferramenta que cria:

LOAD MODULES

Executáveis do z/OS.


🔥 FLUXO REAL COBOL

SOURCE COBOL
 ↓
COMPILER
 ↓
OBJETO
 ↓
BINDER/LINK-EDIT
 ↓
LOAD MODULE
 ↓
EXECUÇÃO

Se faltar binder:

💥 S806


☕ O ERRO CLÁSSICO DO PADAWAN

“Compilei com sucesso.”

Mas esqueceu:

LINK-EDIT


🔥 O S806 E O FTP ASCII

Lenda urbana real.

Load module transferido em:

ASCII

ao invés de:

BINARY

O executável vira lixo hexadecimal.

Às vezes:

  • S806

  • S0C1

  • S0C4

dependendo do dano.


☕ O S806 E O CALL

Outro clássico COBOL.

CALL 'CALCPGM'

Mas:

CALCPGM não existe na loadlib

Resultado:

💥 S806


🔥 O CALL DINÂMICO MALDITO

CALL WS-PGM

Mas:

WS-PGM = 'ABC123'

e esse módulo não existe.


☕ O S806 E O CICS

No CICS normalmente aparece como:

🚨 PGMIDERR

ou:

AEI0

ASRA

dependendo do cenário.


🔥 O S806 E O DB2

Outro clássico sombrio.

Programa depende de runtime DB2:

DSNHLI

ou módulos LE.

STEPLIB errada?

☠️ caos.


☕ COMO INVESTIGAR O S806 PASSO A PASSO


✅ PASSO 1 — IDENTIFIQUE O PROGRAMA

Mensagem:

CSV028I ABEND806-04 PROGRAM PROGXYZ NOT FOUND

Suspeito identificado.


✅ PASSO 2 — VERIFIQUE STEPLIB

Veja:

//STEPLIB DD DSN=...

Confirme:

  • dataset correto

  • DISP=SHR

  • biblioteca existe


✅ PASSO 3 — USE ISPF 3.4

Procure o member.

Existe?

PROGXYZ

✅ PASSO 4 — CONFIRA O NOME

Mainframe não perdoa:

  • typo

  • espaço

  • caractere errado


✅ PASSO 5 — VERIFIQUE O BINDER

Talvez o módulo nunca tenha sido gerado.


🔥 O SEGREDO DO ISPF 3.4

Veteranos vivem nele.

Comandos:

MEMBER

ou:

B

ajudam localizar executáveis.


☕ O S806 E O LNKLST

Se não há STEPLIB/JOBLIB:

o z/OS procura em:

LINKLIST

Bibliotecas globais do sistema.


🔥 O S806 FANTASMA

O mais traiçoeiro.

Funcionava ontem.

Hoje:

💥 S806

Porque:

  • loadlib mudou

  • promoção falhou

  • member deletado

  • IEBCOPY sobrescreveu

  • deploy incompleto


☕ O S806 E O PDSE

Hoje muitos ambientes usam:

PDSE

Mais moderno que PDS.

Mas problemas de sincronização e membros ainda acontecem.


🔥 O S806 E O JCLLIB

Às vezes o PROC aponta:

biblioteca errada

E o EXEC herda erro invisível.


☕ O DUMP DO S806

Normalmente pouco útil.

Porque o programa:

NEM CHEGOU A EXECUTAR.

O problema ocorre ANTES.


🔥 O OURO ESTÁ NAS MENSAGENS

Especialmente:

CSV028I
IEF452I
IEWxxxx

☕ COMO O VETERANO PENSA

Veterano vê:

S806

e imediatamente pergunta:

“ONDE ESTÁ A LOADLIB?”


🔥 CURIOSIDADE HISTÓRICA

O S806 vem da era:

IBM OS/360

Década de:

🏛️ 1960

Naquela época:

  • programas eram carregados fisicamente de bibliotecas em disco/tape

  • loader era parte vital do sistema

O S806 virou um dos ABENDs mais clássicos da história corporativa.


☕ EASTER EGG MAINFRAME

Veteranos brincam:

“S806 é o z/OS dizendo:

VOCÊ TEM CERTEZA QUE ESSE PROGRAMA EXISTE?”


🔥 O MAIOR ERRO DO PADAWAN

Ver:

S806

e recompilar COBOL.

Frequentemente o problema NÃO está no source.

Está em:

  • loadlib

  • binder

  • STEPLIB

  • deploy

  • member

  • ambiente


☕ COMO EVITAR S806


✅ Validar STEPLIB


✅ Confirmar LOADLIB


✅ Revisar BINDER


✅ Nunca FTP executável em ASCII


✅ Conferir nome do member


✅ Padronizar deploy


✅ Validar CALLs dinâmicos


🔥 A VERDADE FINAL

O S0C7 pune números inválidos.
O S0C4 pune memória inválida.
O S013 pune datasets incompatíveis.
O S322 pune tempo excessivo.
O S306 pune falhas de carregamento.

Mas…

☕ O S806 É O MOMENTO EM QUE O z/OS PROCURA UM PROGRAMA… E ENCONTRA APENAS O VAZIO.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

☕⚔️ “O SAMURAI QUE NEM TÓQUIO TEVE CORAGEM DE DESATIVAR” — A LENDA SOMBRIA DE TAIRA NO MASAKADO, A MALDIÇÃO QUE ASSOMBRA O JAPÃO HÁ MAIS DE MIL ANOS 💀🏯

 

Bellacosa Mainframe e a vingança de Taira No MASAKADO

☕⚔️ “O SAMURAI QUE NEM TÓQUIO TEVE CORAGEM DE DESATIVAR” — A LENDA SOMBRIA DE TAIRA NO MASAKADO, A MALDIÇÃO QUE ASSOMBRA O JAPÃO HÁ MAIS DE MIL ANOS 💀🏯

Existem histórias que parecem anime.
Outras parecem filme de terror.

Mas algumas ultrapassam isso.

Porque ninguém consegue explicar totalmente por que elas continuam acontecendo.

E poucas lendas japonesas misturam política, guerra, espiritualidade, medo coletivo e eventos inexplicáveis de forma tão poderosa quanto a história de Taira no Masakado.

Um homem que viveu no século X…
foi decapitado…
teve a cabeça exibida como troféu…
e acabou se tornando talvez o espírito vingativo mais temido da história do Japão.

Uma entidade tão respeitada que até hoje grandes empresas, políticos e engenheiros japoneses evitam desafiar sua memória.

Sim.

Estamos falando de uma “maldição” que sobreviveu a:

  • guerras civis

  • terremotos

  • incêndios

  • bombardeios da Segunda Guerra

  • modernização de Tóquio

  • reconstrução econômica

  • era digital

E mesmo em pleno Japão tecnológico…

…há locais ligados a Masakado que continuam sendo tratados quase como zonas de risco espiritual.


☕🏯 Quem Foi Taira no Masakado?

Taira no Masakado viveu durante o período Heian, aproximadamente entre os anos 900 e 940.

Ele fazia parte do poderoso clã Taira — uma das famílias samurais mais importantes da história japonesa.

Mas Masakado não era apenas um guerreiro.

Ele era:

  • líder regional

  • estrategista militar

  • rebelde político

  • senhor feudal independente

  • símbolo de resistência contra Kyoto

Na prática?

Ele foi um dos primeiros grandes samurais insurgentes da história do Japão.


⚔️ O Homem Que Desafiou o Governo Imperial

Naquela época, o Japão ainda era fortemente controlado pela corte imperial em Kyoto.

O problema?

As regiões distantes sofriam:

  • corrupção

  • abuso político

  • disputas entre clãs

  • cobrança excessiva de impostos

  • abandono administrativo

Masakado começou inicialmente envolvido em disputas familiares.

Só que o conflito escalou.

E rapidamente ele passou a enfrentar diretamente forças ligadas ao governo imperial.

O que torna tudo ainda mais impressionante:

Ele começou a vencer.


🔥 O “Imperador Rebelde”

Em determinado momento, Masakado tomou territórios importantes na região de Kanto.

Algumas crônicas dizem que ele chegou a ser proclamado:

  • “Novo Imperador”

  • ou uma espécie de governante paralelo

Isso era praticamente impensável no Japão do século X.

Era quase como:

  • desafiar o sistema operacional central do império

  • criar uma fork política do Japão

  • iniciar uma rebelião distribuída contra Kyoto

No estilo Bellacosa Mainframe?

Masakado tentou fazer um IPL alternativo do Japão feudal. ☕💣


⚔️ A Queda de Masakado

O governo imperial reagiu.

Forças rivais foram mobilizadas.

E em 940, Masakado acabou derrotado em batalha.

Segundo relatos históricos:

  • foi atingido por uma flecha

  • decapitado

  • sua cabeça foi enviada para Kyoto

Mas é aqui que a história deixa de ser apenas história…

…e entra no território da lenda.


💀 A Cabeça Que Não Queria Morrer

A tradição popular afirma que a cabeça de Masakado:

  • não apodrecia

  • movia os olhos

  • cerrava os dentes

  • gritava durante a noite

As pessoas acreditavam que o espírito do guerreiro ainda estava furioso.

Mas o detalhe mais famoso da lenda é outro:

Dizem que a cabeça voou sozinha de Kyoto até a região onde hoje fica Tóquio.

Sim.

Voou.

E caiu no local onde posteriormente surgiria um dos centros políticos e financeiros mais importantes do planeta.


🏯 O Túmulo Que Tóquio Não Consegue Ignorar

Hoje existe um local conhecido como:

Masakado Kubizuka

O “Túmulo da Cabeça de Masakado”.

O curioso?

Mesmo durante a expansão absurda de Tóquio moderna…
o túmulo permaneceu praticamente intacto.

Arranha-céus surgiram ao redor.

Empresas gigantes apareceram.

Linhas ferroviárias cresceram.

Mas o local continuou sendo tratado com extremo cuidado.

Por quê?

Porque ao longo do século XX começaram a surgir histórias bizarras.


☕💀 A Maldição Moderna

A fama da maldição ganhou força principalmente após vários acontecimentos considerados “estranhos”.

Entre eles:

🔥 Ministério das Finanças

Após reformas e interferências na área ligada ao túmulo:

  • funcionários morreram

  • acidentes ocorreram

  • incêndios surgiram

Os rumores explodiram.


⚔️ Grandes Empresas Evitando o Local

Algumas empresas japonesas preferiram:

  • não construir sobre a área

  • preservar pequenos santuários

  • realizar cerimônias espirituais

Mesmo executivos extremamente racionais evitavam “provocar” Masakado.


💣 Pós-Guerra

Após os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, houve relatos de novos incidentes ligados ao local.

Funcionários americanos envolvidos em mudanças urbanas teriam sofrido acidentes.

Naturalmente:

  • parte disso virou folclore

  • parte foi exagerada

  • parte nunca foi comprovada

Mas a reputação cresceu ainda mais.


👁️ O Que Faz Essa Lenda Ser Tão Forte?

Aqui começa a parte realmente interessante.

Porque Masakado não é apenas um “fantasma”.

Ele representa várias camadas psicológicas e culturais do Japão.


🏯 1. O Espírito do Samurai Injustiçado

No imaginário japonês, espíritos vingativos chamados:

Onryō

são extremamente importantes.

São almas consumidas por:

  • raiva

  • injustiça

  • humilhação

  • traição

E acredita-se que podem causar:

  • desastres

  • doenças

  • incêndios

  • morte

  • caos político

Masakado encaixa perfeitamente nesse arquétipo.


⚔️ 2. O Rebelde Que Nunca Foi “Derrotado”

Mesmo morto…

…ele nunca desapareceu da memória coletiva.

Isso é raro.

Muitos rebeldes viram apenas notas históricas.

Mas Masakado virou:

  • mito

  • entidade espiritual

  • protetor regional

  • símbolo de resistência

É quase como se a cultura japonesa tivesse transformado um erro político em divindade.


☕💣 3. O Medo Japonês do Desequilíbrio

A sociedade japonesa tradicional possui forte preocupação com:

  • harmonia

  • respeito ancestral

  • equilíbrio espiritual

  • continuidade histórica

Interferir brutalmente em um local sagrado pode ser visto como:

  • arrogância

  • ruptura simbólica

  • quebra da ordem

E isso alimenta ainda mais a permanência da maldição.


🏯 O Mais Fascinante: Até os Céticos Respeitam

Talvez essa seja a parte mais incrível.

Muita gente no Japão não acredita literalmente na maldição.

Mas mesmo assim:

  • evitam mexer no túmulo

  • fazem homenagens

  • mantêm oferendas

  • respeitam o local

Porque culturalmente…

…o custo de “desafiar” Masakado parece maior do que simplesmente respeitá-lo.

É quase um comportamento operacional de risco.

No mundo mainframe isso seria:

“Não mexa no job legado que funciona há 40 anos sem entender o impacto.” ☕💀


👁️ Taira no Masakado Virou Algo Maior Que História

Hoje ele existe simultaneamente como:

  • personagem histórico

  • espírito vingativo

  • símbolo samurai

  • lenda urbana

  • entidade religiosa

  • ícone cultural japonês

A linha entre fato e mito desapareceu.

E talvez seja exatamente isso que mantém sua presença tão poderosa após mais de mil anos.

Porque no fim…

…o Japão moderno pode ter:

  • shinkansen

  • IA

  • robótica

  • cidades futuristas

  • automação total

Mas algumas lendas antigas continuam rodando silenciosamente no background da sociedade.

Como um processo ancestral impossível de encerrar.

☕⚔️💀

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

🎍☕ KAGAMI MOCHI — O “CHECKPOINT ESPIRITUAL” JAPONÊS QUE APARECE EM ANIMES E ESCONDE SÉCULOS DE SIMBOLISMO ☕🎍

 

Bellacosa Mainframe e a tradição do mochi

🎍☕ KAGAMI MOCHI — O “CHECKPOINT ESPIRITUAL” JAPONÊS QUE APARECE EM ANIMES E ESCONDE SÉCULOS DE SIMBOLISMO ☕🎍

Se você assiste anime slice of life, romance escolar, comédia familiar ou episódios de Ano Novo…
já viu isso dezenas de vezes:

🍊 uma laranja pequena em cima
⚪ dois mochis redondos empilhados
🎍 decoração tradicional
🏮 casa silenciosa de inverno
🎌 clima de renovação

E provavelmente pensou:

“ok… comida aleatória japonesa.”

MAS NÃO.

Aquilo é:

🎍 Kagami Mochi (鏡餅)

Uma das decorações espirituais MAIS IMPORTANTES do Japão.

E por trás daqueles “dois bolinhos” existe:

  • xintoísmo
  • culto ancestral
  • espiritualidade agrícola
  • simbolismo imperial
  • medo de má sorte
  • purificação de ano novo
  • e conceitos de renovação espiritual que aparecem em anime o tempo TODO.

⚪ O QUE É KAGAMI MOCHI?

O Kagami Mochi é uma decoração tradicional de Ano Novo japonês feita com:

⚪ dois mochis redondos empilhados
🍊 uma daidai (laranja amarga japonesa) em cima

Normalmente colocado:

  • em casas
  • templos
  • empresas
  • escolas
  • restaurantes
  • e até escritórios corporativos japoneses.

Ele funciona como:

oferenda espiritual de Ano Novo.


☕ O MAINFRAME ESPIRITUAL DO ANO NOVO

Ao estilo Bellacosa Mainframe:

Imagine o Ano Novo japonês como:

um IPL espiritual nacional.

O Kagami Mochi seria:

  • o checkpoint do sistema
  • a inicialização ritual do próximo ciclo
  • um “dataset sagrado” temporário
  • carregando prosperidade para o novo período operacional

Sem ele:
❌ sistema espiritual incompleto
❌ risco de “falhas energéticas”
❌ azar simbólico
❌ quebra da harmonia ritual


🏮 POR QUE “KAGAMI”?

鏡 (Kagami)

Significa:

espelho.

E aqui começa a parte PROFUNDA.

O formato arredondado do mochi lembra:

espelhos sagrados japoneses.

Especialmente:

o Yata no Kagami

Um dos:

Três Tesouros Sagrados do Japão Imperial.

Ou seja:
o Kagami Mochi NÃO é apenas comida.

Ele simboliza:

  • pureza
  • reflexão espiritual
  • conexão divina
  • renovação da alma

⚪ POR QUE DOIS MOCHIS?

Isso é extremamente simbólico.

Os dois discos representam:
☯️ dualidade e continuidade.

Interpretações tradicionais incluem:

  • yin e yang
  • passado e futuro
  • velho e novo ano
  • lua e sol
  • céu e terra

A ideia é:

continuidade harmoniosa da existência.


🍊 A LARANJA EM CIMA NÃO É DECORAÇÃO

A fruta chama-se:

Daidai (橙)

E o nome soa parecido com:

“gerações sucessivas.”

Então ela simboliza:

  • continuidade familiar
  • descendência
  • prosperidade da linhagem
  • sobrevivência ancestral

Em outras palavras:

“que a família continue existindo por gerações.”


🎌 A RELAÇÃO COM O XINTOÍSMO

No xintoísmo:
objetos podem armazenar:

presença espiritual.

O Kagami Mochi atua como:

  • receptáculo ritual
  • ponto de purificação
  • oferenda aos kami
  • convite espiritual para boa fortuna

Durante o Ano Novo:
acredita-se que divindades chamadas:

Toshigami

visitam as casas.

O Kagami Mochi funciona como:

“terminal de recepção divina.”


👻 O MEDO DE NÃO FAZER

No Japão tradicional:
não preparar adequadamente o Ano Novo era MUITO sério.

Porque significava:

  • desrespeito espiritual
  • má preparação energética
  • quebra ritual familiar

As consequências simbólicas poderiam incluir:
⚠️ azar
⚠️ doenças
⚠️ problemas financeiros
⚠️ colheita ruim
⚠️ conflitos familiares


🔥 O DETALHE MAIS ABSURDO: NÃO PODE CORTAR COM FACA

Isso é IMPORTANTÍSSIMO.

O Kagami Mochi tradicionalmente NÃO deve ser cortado com faca.

Porque faca:

  • “corta” a sorte
  • quebra harmonia
  • simboliza violência

Então existe o ritual:

Kagami Biraki

Onde o mochi é:

  • quebrado manualmente
  • despedaçado com martelo de madeira

Isso representa:

abertura simbólica do novo ciclo.


🍡 POR QUE MOCHI?

Mochi no Japão tradicional era:

comida sagrada.

Historicamente ligado a:

  • arroz ritual
  • fertilidade
  • energia vital
  • espiritualidade agrícola

O arroz japonês não era apenas alimento.

Era:

combustível espiritual da civilização.


📺 POR QUE APARECE TANTO EM ANIME?

Porque instantaneamente comunica:

✅ Ano Novo
✅ tradição japonesa
✅ reunião familiar
✅ nostalgia
✅ espiritualidade
✅ renovação
✅ “Japão raiz”

É praticamente um:

shortcut visual cultural.


👘 ANIMES CHEIOS DE KAGAMI MOCHI

🌸 Chibi Maruko-chan

Japão doméstico tradicional puro.


🎍 Sazae-san

Praticamente um museu vivo da vida familiar japonesa.


❄️ Fruits Basket

Muita simbologia de tradição e espiritualidade familiar.


🍵 Barakamon

Interior japonês e costumes tradicionais aparecem DIRETO.


🎌 Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu

Detalhes culturais japoneses extremamente ricos.


👁️ O EASTER EGG QUE QUASE NINGUÉM PERCEBE

Em anime:
quando aparece Kagami Mochi:

  • geralmente a cena fala sobre família
  • continuidade
  • memória
  • renovação emocional

Mesmo que ninguém explique diretamente.

Ele costuma aparecer:

  • em momentos de recomeço
  • reconciliação
  • mudança de fase
  • despedida de ano

🧠 O LADO PSICOLÓGICO

O Kagami Mochi representa algo MUITO japonês:

recomeço sem romper continuidade.

No ocidente:
Ano Novo = “novo começo”.

No Japão:
Ano Novo =

continuação harmoniosa do fluxo da existência.

Nada realmente “reinicia”.

Tudo:

  • continua
  • evolui
  • se transforma

O Kagami Mochi simboliza exatamente isso.


🎎 O MAIS PROFUNDO DE TUDO

O Kagami Mochi parece simples.

Mas ele concentra:

  • xintoísmo
  • budismo
  • espiritualidade agrícola
  • simbolismo imperial
  • culto ancestral
  • prosperidade familiar
  • renovação temporal

Tudo em:

dois discos de arroz e uma laranja.

E talvez seja exatamente por isso que ele aparece tanto em anime.

Porque poucos objetos representam tão bem:

a alma silenciosa da cultura japonesa.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Pernil de Natal receita a El Jefe

 

Bellacosa Mainframe e o pernil de natal

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🍖 Pernil de Natal à El Jefe — Quando uma Ceia Comunitária Fez o Eremita Sair da Toca

Itatiba, Natal de 2013. Um tacho enorme, um pernil cozinhando lentamente durante toda a tarde e mais de vinte pessoas mostrando que, em uma comunidade do interior, às vezes você pode até querer ficar sozinho — mas seus vizinhos não deixam.

Existem fotografias e vídeos antigos que parecem registrar apenas coisas banais.

Uma panela.

Alguns tomates.

Cebolas.

Pimentões.

Carne de porco.

Uma mão mexendo nos ingredientes.

O fogo trabalhando lentamente.

Durante anos podemos olhar para aquilo e pensar:

— Era apenas uma receita.

Mas não era.

Esse pequeno vídeo de um pernil de Natal preparado à moda El Jefe, publicado nos primórdios do blog, acabou preservando algo muito maior.

Ele registrou um daqueles momentos genuínos do El Jefe Midnight Lunch na cozinha.

E, principalmente, registrou uma tarde muito particular da minha vida.

Precisamos voltar para 2013.



🇮🇹 O homem que tinha acabado de voltar da Itália

Eu havia retornado recentemente da Itália para Itatiba.

Depois de tantos anos vivendo fora, retornar não significava simplesmente desembarcar, abrir uma mala e continuar a vida exatamente de onde ela havia parado.

Quem passa muito tempo longe descobre uma coisa curiosa:

você volta para casa, mas a casa que deixou também mudou.

As pessoas seguiram suas vidas.

As rotinas mudaram.

Você também mudou.

E naquele Natal eu estava em casa.

Sozinho.

Nada necessariamente dramático.

Era simplesmente a situação daquele momento.

Eu sempre tive algo de eremita.

Consigo passar horas sozinho, inventando alguma coisa, mexendo em computador, pesquisando, escrevendo, desmontando ideias ou, como naquele dia, entrando na cozinha e transformando ingredientes em alguma experiência gastronômica.

Provavelmente teria passado aquele Natal dessa maneira sem grandes problemas.

Mas existe uma característica deliciosa das comunidades do interior:

às vezes elas simplesmente não permitem que você fique sozinho.


🏘️ José Brunelli Filho

Eu morava na região da Rua JOSÉ Brunelli Filho no Jardim Arizona, em Itatiba.

E foi ali que apareceu o convite.

Luciana e seus familiares perceberam que aquele sujeito recém-retornado da Itália passaria o Natal sozinho.

Então veio algo muito simples:

— Venha passar o Natal conosco.

Não era uma festa formal.

Não havia convite impresso.

Não havia lista sofisticada de convidados.

Era uma ceia comunitária entre vizinhos.

Mais de vinte pessoas.

E havia uma regra implícita maravilhosa:

cada pessoa levaria alguma coisa.

Um preparava um prato.

Outro levava uma sobremesa.

Alguém aparecia com bebida.

Outro trazia alguma receita tradicional da família.

E pouco a pouco uma mesa que não pertencia a ninguém acabava pertencendo a todos.

Eu precisava levar alguma coisa.

E pensei:

vou fazer um pernil.

Mas, naturalmente, sendo El Jefe Midnight Lunch, não poderia simplesmente colocar um pernil inteiro no forno e esperar.

Tinha que inventar moda.



🍖 Pernil suíno à moda portuguesa

A ideia começou com um tacho enorme.

Daqueles que, quando colocados sobre o fogão, já deixam claro que alguma coisa séria vai acontecer.

Em vez de preparar a peça inteira, cortei o pernil em pedaços, quase como grandes bifes.

A intenção era fazer com que a carne cozinhasse lentamente junto com os vegetais e absorvesse os sabores durante horas.

E então começou a montagem.

Camada após camada.

Carne.

Cebola.

Tomate.

Pimentões.

Alho.

Salsinha.

Cebolinha.

Orégano.

Pimenta-preta.

Temperos.

Mais carne.

Mais vegetais.

Outra camada.

E outra.

Até aquele enorme recipiente começar a parecer menos uma panela e mais uma pequena obra de engenharia culinária.


🧅 Camada por camada

Essa talvez seja justamente a imagem que mais gosto de recordar.

Eu estava sozinho em casa naquela tarde de Natal.

Mas estava preparando comida para mais de vinte pessoas.

Existe alguma coisa estranhamente bonita nisso.

Cada ingrediente colocado dentro daquele tacho era destinado a pessoas que, algumas horas depois, estariam reunidas em torno de uma mesa.

A cebola começaria a liberar água.

O tomate lentamente se desfaria.

Os pimentões entregariam sabor ao caldo.

A gordura do próprio porco ajudaria a construir o molho.

E o líquido atravessaria as diferentes camadas.

Não precisava correr.

Pelo contrário.

Fogo baixo.

E tempo.

Muito tempo.


🔥 A tarde inteira cozinhando

O pernil ficou cozinhando lentamente durante praticamente toda a tarde.

Esse era o segredo.

Não havia necessidade de violência gastronômica.

Nada de fogo máximo tentando obrigar a carne a ficar pronta rapidamente.

Era preciso deixar acontecer.

O calor penetrava devagar.

Os vegetais liberavam seus líquidos.

A carne começava a amaciar.

Os sabores iam se misturando.

E aquele enorme tacho ia mudando de aparência e perfume conforme as horas passavam.

Hoje, olhando com cabeça de programador, percebo que aquilo tinha muito de processamento batch.

Você prepara os dados.

Organiza as entradas.

Confere os parâmetros.

Submete o JOB.

E então:

WAIT.

😂

Não adianta ficar apertando ENTER.

O processo precisa do seu tempo.


🎥 E alguém resolveu gravar

Em algum momento daquela preparação peguei a câmera.

Era apenas um pequeno registro.

Nada de iluminação profissional.

Nada de roteiro.

Nada de cenário cuidadosamente preparado para redes sociais.

Muito menos a ideia de que, mais de uma década depois, eu estaria novamente olhando para aquelas imagens.

Era simplesmente:

El Jefe Midnight Lunch na cozinha.

Um homem.

Um tacho.

Um pernil.

Uma tarde de Natal.

E uma câmera registrando alguns minutos daquele processo.

Hoje esse vídeo funciona quase como uma pequena cápsula do tempo.

Porque consigo olhar para aquelas imagens e enxergar coisas que não estão propriamente gravadas nelas.

Consigo lembrar por que eu estava preparando aquela comida.

Consigo lembrar para onde ela iria.

Consigo lembrar das pessoas.

E principalmente consigo lembrar do sentimento daquela noite.


🎄 Chegou a hora da ceia

Quando chegou o momento, o enorme tacho deixou minha cozinha.

O pernil que havia passado a tarde inteira cozinhando lentamente foi levado para a ceia.

E lá estava a mesa.

Farta.

Não porque uma pessoa tivesse comprado tudo.

Não porque alguém tivesse contratado buffet.

Era farta porque cada pessoa havia colocado alguma coisa nela.

Esse detalhe muda tudo.

Havia um pouquinho da história de cada família naquela mesa.

Uma receita feita por alguém.

Uma sobremesa preparada por outro.

Uma bebida trazida por um vizinho.

Um prato que provavelmente vinha sendo preparado daquela maneira havia décadas.

E no meio de tudo aquilo:

o meu enorme tacho de pernil suíno à moda portuguesa.

Minha contribuição.



🍽️ Uma mesa construída por muitas mãos

Talvez essa seja uma das coisas mais bonitas de uma ceia comunitária.

Se vinte pessoas aparecem esperando serem servidas, existe apenas uma festa.

Mas quando vinte pessoas aparecem trazendo alguma coisa, surge uma comunidade.

Cada prato diz silenciosamente:

“Eu também participei.”

Não importa se alguém levou um prato sofisticado ou simplesmente uma garrafa de refrigerante.

A contribuição individual ajuda a construir o todo.

É quase impossível para alguém que trabalha com sistemas não enxergar uma analogia.

Cada componente isoladamente é pequeno.

Mas integrado aos demais produz algo muito maior.

Naquela noite não havia um grande anfitrião.

A própria comunidade era a anfitriã.

Minha saudosa mãezinha lá de cima deve ter ficado feliz, uma mulher festeira que adorava reunir pessoas, ter a casa cheia e compartilhar uma deliciosa refeição, sim sim, uma estrela no céu brilhou feliz por ver suas antigas tradições acontecendo naquela noite de consoada.

❤️ O calor humano do interior

Eu poderia ter passado aquele Natal sozinho.

Talvez tivesse preparado alguma coisa menor.

Ligado a televisão.

Mexido no computador.

Assistido algum filme.

E estaria tudo bem.

Mas Luciana e seus familiares decidiram que não.

Perceberam que eu estava sozinho e fizeram uma coisa extremamente simples:

abriram espaço na mesa.

Não existe tecnologia para substituir isso.

Não existe aplicativo.

Não existe inteligência artificial.

Não existe rede social capaz de reproduzir exatamente o momento em que alguém olha para outra pessoa e diz:

— Você vai passar o Natal sozinho? Então venha para cá.

E pronto.

Problema resolvido.


🧙 O eremita sai da toca

Para alguém com minha tendência natural de eremita, aquilo também era divertido.

Eu poderia ficar tranquilamente no meu pequeno universo.

Mas de repente estava no meio de mais de vinte pessoas.

Conversas.

Risadas.

Pratos circulando.

Gente experimentando a comida dos outros.

Alguém querendo saber quem havia feito determinada receita.

Outro repetindo.

Crianças andando de um lado para outro.

Talheres.

Copos.

Barulho.

Vida.

E aquele pernil que horas antes estava silenciosamente cozinhando na minha casa agora fazia parte da festa.

Talvez cozinhar para outras pessoas tenha justamente essa característica.

A comida carrega um pouco do tempo de quem a preparou.

Durante horas eu havia colocado atenção naquele tacho.

Naquela noite, entreguei aquelas horas para a mesa.


🇵🇹 Por que “à moda portuguesa”?

A inspiração vinha daquela cozinha que aprendi a admirar durante meus anos na Europa.

Não necessariamente uma receita portuguesa ortodoxa, registrada em algum velho livro culinário.

Era muito mais o espírito da coisa.

Carne de porco.

Cebola.

Alho.

Tomate.

Pimentão.

Ervas.

Cozimento demorado.

Comida generosa.

Comida feita para colocar no centro da mesa.

Comida que pede pão para aproveitar o molho que ficou no fundo do prato.

Era uma receita a modo El Jefe.

E essa talvez seja a definição mais correta.


👨‍🍳 A receita do Pernil de Natal à El Jefe

Para quem chegou até aqui querendo efetivamente reproduzir aquela experiência, o princípio é bastante simples.

Corte o pernil suíno em pedaços ou bifes relativamente grossos.

Separe cebolas, tomates, pimentões, alho, salsinha, cebolinha, orégano e pimenta-preta.

Tempere a carne conforme seu gosto.

Em um tacho ou panela grande, monte camadas alternando a carne e os vegetais.

Não tenha pressa.

Os vegetais vão liberar líquido durante o cozimento e formar parte do próprio molho.

Mantenha o fogo baixo.

Tampe.

Observe periodicamente.

Mexa ou reorganize cuidadosamente quando necessário para evitar que o fundo queime.

E deixe o tempo trabalhar.

A carne deve ficar macia e impregnada pelo caldo formado pelos próprios ingredientes.

Essa não é uma receita para preparar quinze minutos antes da visita chegar.

Comece à tarde.

Deixe a casa ganhar cheiro de comida.

Isso também faz parte da receita.


🕰️ Treze anos depois...

O mais curioso é que receitas envelhecem de maneira diferente.

Se eu simplesmente tivesse anotado:

“Pernil, cebola, tomate, alho, pimentão, temperos. Cozinhar em fogo baixo.”

teria preservado uma receita.

Mas aquele vídeo preservou uma história.

Quando olho novamente para ele, não vejo somente os ingredientes.

Vejo o homem que havia retornado da Itália.

Vejo a casa em Itatiba.

Vejo aquela tarde.

Vejo o enorme tacho.

Vejo Luciana e sua família.

Vejo os vizinhos.

Vejo mais de vinte pessoas reunidas.

Vejo a mesa cheia.

E lembro que alguém percebeu que havia um vizinho sozinho no Natal.


🎁 Talvez esse tenha sido o verdadeiro presente

Natal costuma ser associado a presentes embrulhados.

Naquele ano, porém, recebi algo muito mais simples.

Um convite.

“Venha ficar conosco.”

E respondi da maneira que sabia:

levando um enorme tacho de comida.

Talvez seja assim que comunidades funcionem.

Alguém oferece uma cadeira.

Outro leva um prato.

Outro traz uma sobremesa.

Outro aparece com uma bebida.

Alguém conta uma história.

Outro provoca uma gargalhada.

E quando percebemos, vinte contribuições aparentemente pequenas construíram uma noite que continuamos lembrando treze anos depois.


🍖 O pernil desapareceu. A memória ficou.

Não sei dizer quantos pedaços havia naquele tacho.

Não sei quem repetiu.

Não sei quem pegou o último pedaço.

Provavelmente ninguém naquela noite imaginou que aquilo acabaria registrado em um blog e seria revisitado tantos anos depois.

Mas é justamente por isso que gosto dessas antigas postagens.

Elas são pequenos checkpoints da vida.

Às vezes extremamente simples.

Uma locomotiva.

Uma estrada.

Um café.

Uma fotografia.

Uma panela.

Um pernil.

O objeto parece banal até descobrirmos tudo aquilo que estava acontecendo ao redor dele.

E aquele Pernil de Natal à El Jefe nunca foi somente um pernil.

Era a contribuição de um sujeito recém-retornado da Itália para uma mesa onde seus vizinhos haviam decidido que ele não passaria o Natal sozinho.

Talvez a receita verdadeira daquela noite tenha sido outra:

20 e tantas pessoas.

Uma mesa grande.

Cada uma trazendo alguma coisa.

Uma cadeira a mais para quem estava sozinho.

Misture tudo.

Acrescente conversa.

Tempere com risadas.

Deixe algumas horas em calor humano.

E sirva enquanto todos ainda estiverem juntos.

Essa receita, felizmente, não precisa de forno.

E funciona até hoje.


Bellacosa Mainframe

Porque algumas memórias ficam armazenadas em fotografias, outras em programas COBOL de quarenta anos... e algumas sobrevivem no fundo de um enorme tacho de pernil.

Easter egg: se algum programador perguntar quanto tempo aquele JOB culinário ficou executando, a resposta continua sendo a mesma desde 2013:

//PERNIL EXEC PGM=ELJEFE

//PARM='LOWHEAT,NOPRESSA'

RC=00.

O processamento terminou.

A mesa ficou cheia.

E o eremita não passou o Natal sozinho.

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Pernil Fatiado a modo El Jefe


Estamos no final do ano e nada como preparar algo diferente para a ceia.

Resolvi inovar e preparar um pernil na caçarola em pequenos bifes bem temperados e cozido lentamente em fogo baixo.

Usei tudo o que havia a mão, pimentões, alho, cebola, salsinha, cebolinha, oregano, pimenta preta, tomates. Fui montando camada por camada e distribuindo as especiarias de modo que o caldo durante a fervura alcançasse toda a carne


Veja o video e qualquer duvida é so perguntar.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Uma árvore solitaria, o romanzeiro do bisavô Paco

 


Uma árvore solitária, o romanzeiro do bisavô Paco

Ao melhor estilo Bellacosa Mainframe, registro aqui uma memória que roda em batch noturno, daquelas que não dá abend, não precisa de restart e segue ativa no coração desde sempre.

Estou falando do meu bisavô Paco, o espanhol. Homem sisudo, poucas palavras, olhar firme — daqueles que parecem um programa antigo em assembler: econômico, direto, sem comentários no código, mas absolutamente funcional e confiável.

A cena é sempre a mesma quando faço o IPL dessa lembrança. Ele lá fora, na antiga rua de terra, cuidando da horta, das plantas do jardim e principalmente da sarjeta, que insistia em entupir. Trabalho de formiguinha, diário, repetitivo, quase um JOB em loop infinito, mas feito com disciplina de quem sabe que se não limpar hoje, amanhã o problema dobra. Às vezes eu ajudava. Ganhava umas coroas para segurar a pá, puxar o barro, aprender que manutenção preventiva evita desastre — lição que anos depois eu reencontraria no mundo do mainframe, só que com outro tipo de sujeira.


O bisavô Paco tinha a mão esquerda semioperacional, consequência de um AVC provocado por um acidente doméstico. Nada de vitimismo. Ele seguia firme, fazendo exercícios com uma bolinha de tênis, apertando, soltando, insistindo. Era o recovery manual do corpo, numa época em que reabilitação era força de vontade e teimosia. No frio de São Paulo, usava luva para aquecer a mão — imagem gravada em storage protegido da minha memória.

Apesar do jeito fechado, ele tinha seus logs de ternura. Um deles era comigo. Sempre elogiava minhas caricaturas, como ele chamava meus desenhos, incentivava, observava, aprovava com um aceno curto de cabeça. Poucas palavras, mas impacto máximo. Era como um RC=0 silencioso.

Mas o verdadeiro dataset crítico dessa história é outro.

O pé de romã.

Um romanzeiro solitário, ali no quintal, cuidado com um afinco quase ritualístico. Podar, adubar, observar. Nada era feito às pressas. Era um processamento em modo síncrono, respeitando o tempo da planta. E quando surgia um fruto — às vezes um só, às vezes dois — a alegria do meu bisavô era genuína, quase infantil. Um sorriso raro, um brilho no olho. No final do ano, comer romã virava um pequeno evento, desses que não precisam de anúncio nem plateia.

Sempre me perguntei, já adulto, que memória aquela árvore despertava nele. Espanha? Infância? Alguma terra seca deixada para trás? Algum quintal que não pude conhecer? A romã, para ele, parecia ser mais que fruto. Era checkpoint emocional, uma âncora silenciosa entre passado e presente.

Hoje, quando vejo uma romã, faço um link-edit automático com essa imagem: o homem calado, a mão lutando para não desistir, a rua de terra, a sarjeta limpa, o cuidado diário, o fruto raro. Entendo, finalmente, que aquele carinho todo não era só pela planta. Era pela memória que ela mantinha viva.

E algumas memórias, assim como certos sistemas legados, precisam ser preservadas, não porque são antigas, mas porque continuam funcionando perfeitamente.

A tradição de comer romãs na virada do ano

Existe um hábito nos países latinos de comer romãs e guardar suas sementes para dar boa sorte no decorrer do ano, justamente na virada do ano, dando as boas vindas para o Ano Novo.



sábado, 21 de dezembro de 2013

📉 Checklist de Redução de MIPS Pós-Migração COBOL 5.00 — IBM Mainframe

 


📉 Checklist de Redução de MIPS

Pós-Migração COBOL 5.00 — IBM Mainframe

“Migrar é sobreviver. Reduzir MIPS é reinar.”


🟥 FASE 1 — MEDIÇÃO (sem medição é fé)

Antes de otimizar, medir

  • ☐ SMF 30 / 72 / 110 coletados

  • ☐ CPU por job / step

  • ☐ Elapsed vs CPU

  • ☐ Consumo em horário de pico

Ferramentas

  • RMF

  • OMEGAMON

  • MXG

  • SAS

  • SMF Dump Analyzer

💬 Fofoquinha:

Time que “acha” que reduziu MIPS geralmente aumentou.



🟧 FASE 2 — COMPILAÇÃO INTELIGENTE (ganho rápido)

⚙ Parâmetros que economizam CPU

OPTIMIZE(2) ← obrigatório TRUNC(BIN) ARITH(EXTEND) RULES DATA(31)

🧠 Avaliar com cuidado

NUMCHECK(ZON,BIN) SSRANGE INITCHECK

📉 Estratégia:

  • DEV/QA → ON

  • PROD → OFF somente se validado

💣 Erro comum:

Desligar NUMCHECK “pra ganhar CPU” sem limpar código.


🟨 FASE 3 — LIMPEZA DE CÓDIGO (onde mora o ouro)

🧹 Remover desperdícios clássicos

☑ DISPLAY em loop
☑ MOVE redundante
☑ IF aninhado desnecessário
☑ PERFORM THRU
☑ WORKING-STORAGE gigante não usada

📉 Impacto:

  • ↓ CPU

  • ↓ Cache miss

  • ↓ Path length

🥚 Easter-egg:

Um DISPLAY esquecido num batch grande já pagou um carro zero.


🟦 FASE 4 — ESTRUTURA DO PROGRAMA (pipeline feliz)

☑ Preferir:

  • PERFORM único

  • Parágrafos curtos

  • Fluxo previsível

☑ Evitar:

  • GO TO

  • PERFORM cruzando seções

  • Código “criativo”

🧠 COBOL 5 + z Architecture:

Código linear = melhor uso de pipeline e cache L1/L2


🟩 FASE 5 — DADOS E FORMATOS (CPU invisível)

💥 Erros caros

ErroCusto
DISPLAY usado como cálculoAlto
COMP mal definidoMédio
REDEFINES abusivoAlto
Conversão implícitaAltíssimo

☑ Use:

  • COMP / COMP-5 corretamente

  • PIC consistente

  • TRUNC(BIN)


🟪 FASE 6 — I/O: O ASSASSINO SILENCIOSO

☑ Minimizar:

  • Leitura redundante

  • WRITE desnecessário

  • SORT interno mal usado

☑ Melhorar:

  • Buffers maiores

  • Uso correto de SORT externo

  • VSAM tuning (CI/CA)

💬 Fofoquinha:

Muitas “otimizações de CPU” são na verdade I/O mal feito.


🟫 FASE 7 — JCL E EXECUÇÃO (ninguém olha, mas pesa)

☑ Revisar:

  • REGION excessivo

  • STEPLIB desnecessário

  • Programas antigos ainda rodando

☑ Avaliar:

  • Rodar batch pesado fora do pico

  • Paralelismo controlado

  • zIIP offload

📉 Ganho indireto:

CPU MSU fora do pico = custo menor


🟧 FASE 8 — zIIP / Offload (dinheiro esquecido)

☑ Verificar:

  • LE habilitado

  • Compilação compatível

  • Ambiente preparado

📉 O que pode ir pra zIIP:

  • XML

  • JSON

  • Serviços

  • Web Services

  • Partes do LE

💬 Fofoquinha:

Tem cliente pagando MIPS caro enquanto o zIIP dorme.


🟥 FASE 9 — REMOÇÃO DE CHECKS (só depois de adulto)

📌 Sequência correta:

  1. NUMCHECK ON

  2. Corrigir código

  3. Medir estabilidade

  4. NUMCHECK OFF

  5. Medir MIPS

❌ Pular etapa = incidente garantido


☠️ ERROS QUE MATAM ECONOMIA

ErroResultado
Otimizar sem SMFIlusão
OPTIMIZE(3) sem testeBug
Desligar checks cedoAbend
Ignorar I/OCPU sobe
Medir só elapsedFatura explode

🎓 RESUMO PADAWAN

✔ COBOL 5 pode reduzir MIPS
✔ Código limpo = CPU baixa
✔ Compilação correta = ganho imediato
✔ Medição manda, opinião não
✔ zIIP é dinheiro esquecido


🧠 FRASE FINAL BELLACOSA™

“Mainframe não é caro.
Caro é código ruim rodando rápido.”

 

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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