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sexta-feira, 31 de dezembro de 1999

Caminhando pelo Brasil

Bellacosa Mainframe e as viagens pelo Brasil Parte II

Caminhando pelo Brasil 


Uma década de fotografias Parte II



Continuando a serie de fotos das viagens pelo Brasil, segue o segundo video com mais paisagens deslumbrantes, porem devido ao tempo q ficou armazenado o acetato perdeu muita qualidade.




segunda-feira, 23 de agosto de 1999

🚀 Blogger — A Spindrift que Pousou na Terra de Gigantes

 

Bellacosa Mainframe e a historia do Blogger

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🚀 Blogger — A Spindrift que Pousou na Terra de Gigantes

A história do Blogger e do Blogspot sob o comando do Capitão Steve Burton, de Terra de Gigantes

Imagine a cena.

Estamos em 23 de agosto de 1999.

A Internet ainda é um território estranho.

Google mal começara sua jornada. Facebook não existia. YouTube não existia. Twitter não existia. Instagram, TikTok e praticamente tudo aquilo que hoje associamos à publicação de conteúdo simplesmente não existia.

Criar uma página na Internet normalmente significava conhecer HTML, preparar arquivos, conseguir hospedagem e enviar tudo para algum servidor.

Publicar uma ideia não era simplesmente tocar em PUBLICAR.

Era uma pequena operação de informática.

Então surge uma nave.

Pequena.

Experimental.

Talvez até um pouco improvisada.

Na lateral poderíamos escrever:

PYRA LABS — BLOGGER

E no cockpit imaginário está o Capitão Steve Burton.

— Dan, confirme os instrumentos.

— HTML?

— Funcionando.

— FTP?

— Funcionando.

— Servidor?

— Mais ou menos.

— Dinheiro?

Silêncio.

Fitzhugh olha para os outros.

— Bem... talvez seja melhor não falarmos sobre isso.

E assim começa nossa viagem.

Porque a história do Blogger lembra assustadoramente Terra de Gigantes.



🚀 A Spindrift original

Land of the Giants, conhecida no Brasil como Terra de Gigantes, foi uma série de ficção científica criada e produzida por Irwin Allen.

Foi exibida originalmente pela ABC entre 22 de setembro de 1968 e 22 de março de 1970, totalizando duas temporadas e 51 episódios.

Gary Conway interpretava o Capitão Steve Burton, comandante da nave Spindrift.

Na história, a Spindrift fazia uma viagem entre Los Angeles e Londres quando atravessava uma misteriosa perturbação espacial.

Quando finalmente conseguia pousar, seus passageiros descobriam algo assustador.

Estavam em uma espécie de Terra paralela.

Só havia um pequeno problema.

Tudo era gigantesco.

Casas.

Carros.

Animais.

Pessoas.

Uma simples cadeira podia se transformar numa montanha.

Um gato doméstico podia representar praticamente o mesmo perigo que um tigre representa para nós.

A missão inicial de Burton era simples:

sobreviver.

Depois descobrir onde estavam.

E, finalmente, tentar encontrar um caminho de volta para casa.

Agora troque:

Spindrift → Blogger

e

Terra de Gigantes → Internet

Nossa história começa.



🧪 1999 — Pyra Labs prepara a nave

O Blogger não nasceu originalmente dentro do Google.

Isso é importante.

Sua origem está numa pequena empresa chamada Pyra Labs, fundada por Evan Williams e Meg Hourihan.

A Pyra estava trabalhando originalmente em ferramentas de produtividade e gerenciamento de projetos.

Só que uma ferramenta interna utilizada pela própria equipe começou a revelar uma possibilidade muito mais interessante.

Publicar pequenas atualizações na Web poderia ser muito mais simples.

A ideia evoluiu.

E em 23 de agosto de 1999, a Pyra Labs colocou o Blogger à disposição do público.

O próprio Google posteriormente registraria essa data como o aniversário oficial da plataforma.

O impacto da ideia parece banal hoje porque estamos olhando para 1999 com os olhos de 2026.

Precisamos voltar mentalmente àquela Internet.

Publicar conteúdo frequentemente envolvia algo parecido com:

Escrever texto
      ↓
Criar HTML
      ↓
Editar página
      ↓
Salvar arquivo
      ↓
Abrir cliente FTP
      ↓
Conectar ao servidor
      ↓
Enviar arquivos
      ↓
Testar página
      ↓
Descobrir que alguma coisa quebrou
      ↓
Editar novamente

O Blogger começou a retirar essas etapas do caminho.

Você escrevia.

Clicava.

Publicava.

Parece ridiculamente simples.

Era justamente essa simplicidade que mudaria tudo.



📝 O grande truque não era o blog

Blogs já existiam.

Weblogs já existiam.

Pessoas já mantinham diários e páginas pessoais.

A revolução estava em outra coisa:

reduzir drasticamente a barreira técnica da publicação.

Antes, publicar na Web era principalmente território de pessoas que conheciam alguma tecnologia.

Com ferramentas como Blogger, começava a surgir outra possibilidade:

Você não precisava ser webmaster para possuir um pedaço da Web.

Professor poderia publicar.

Estudante poderia publicar.

Jornalista poderia publicar.

Programador poderia publicar.

Dona de casa poderia publicar receitas.

Viajante poderia registrar suas aventuras.

Fã de anime poderia escrever análises.

Um sujeito poderia escrever sobre COBOL, mainframes, viagens, fotografias, estradas, família e praticamente qualquer coisa que passasse pela cabeça.

Soa familiar?

😏



🌎 Blogger e Blogspot não são exatamente a mesma coisa

Aqui encontramos uma confusão histórica que permanece até hoje.

Blogger é a plataforma de publicação.

Blogspot tornou-se principalmente a infraestrutura/domínio utilizado para hospedar os blogs.

Por isso encontramos endereços como:

meublog.blogspot.com

Você administra o conteúdo através do Blogger.

O público normalmente encontra o site hospedado no ecossistema Blogspot.

Na prática, os nomes ficaram tão associados que durante décadas usuários disseram simplesmente:

"Tenho um Blogspot."

É quase como dizer:

"Pegue um Xerox."

A marca acabou se confundindo com a experiência.



💸 Capitão, temos um problema

A Spindrift da Pyra Labs começou a voar.

Mas havia um detalhe desagradavelmente terrestre:

dinheiro.

Manter servidores custa dinheiro.

Programadores custam dinheiro.

Conexões custam dinheiro.

Empresas precisam pagar salários.

E startups da Internet no final da década de 1990 estavam entrando numa época extremamente turbulenta.

A bolha pontocom explodiria.

A Pyra passou por sérias dificuldades financeiras.

A pequena tripulação começou a diminuir.

Evan Williams chegou a continuar tocando boa parte da operação praticamente sozinho durante um período.

Imagine Burton olhando para os instrumentos:

SERVIDORES............. OK
USUÁRIOS............... CRESCENDO
POPULARIDADE........... CRESCENDO
DINHEIRO............... ABEND S0C7

Fitzhugh imediatamente sugere:

— Podemos abandonar os usuários.

Burton responde:

— Não.

— Podemos cobrar por tudo.

— Não.

— Podemos vender a nave?

Burton olha pela janela.

Talvez alguém estivesse interessado.


🏠 Entra o Blogspot

Nesse período aparece outro elemento importante da história:

Blogspot.

A hospedagem permitia que usuários tivessem seus blogs publicados sem precisar necessariamente administrar toda a infraestrutura.

Era uma combinação poderosa:

BLOGGER
 ferramenta de publicação
        +
BLOGSPOT
 hospedagem
        =
PUBLICAÇÃO SIMPLIFICADA

A Internet começava a receber milhões de páginas produzidas por pessoas comuns.

A Spindrift havia pousado.

Só que agora começávamos a perceber o tamanho dos gigantes ao redor.


🔍 2003 — aparece um gigante chamado Google

Em fevereiro de 2003, aconteceu uma mudança decisiva.

O Google adquiriu a Pyra Labs.

O valor não foi divulgado publicamente.

Na época, o Google já estava crescendo rapidamente, mas ainda não era o gigantesco conglomerado que conhecemos hoje.

Para o Blogger, porém, a aquisição significava acesso a algo que a pequena Pyra nunca conseguiria oferecer na mesma escala:

infraestrutura.

Servidores.

Engenheiros.

Capital.

Integração.

Distribuição global.

A pequena Spindrift agora estava estacionada no quintal de um gigante.


👨‍✈️ Burton entra na sala do Google

Imagine nosso Capitão Steve Burton olhando para cima.

Muito para cima.

Uma voz gigantesca pergunta:

— O que é isso?

Burton responde:

— Blogger.

— Para que serve?

— Pessoas escrevem coisas.

— Quantas pessoas?

— Muitas.

— E como vocês ganham dinheiro?

Fitzhugh imediatamente começa:

— Bem, eu tenho algumas ideias...

Burton empurra Fitzhugh para trás.

— Ignore-o.

😂


🎁 Google começa a retirar as barreiras

A aquisição teve uma consequência particularmente importante.

Recursos que anteriormente estavam associados a ofertas premium passaram a ser disponibilizados gratuitamente.

Isso ajudou a acelerar a adoção.

A lógica começava a ficar poderosa:

Conta
 ↓
Blog
 ↓
Template
 ↓
Texto
 ↓
PUBLICAR
 ↓
Internet

Nenhum servidor próprio.

Nenhum Apache para configurar.

Nenhum FTP obrigatório para o usuário comum.

Nenhuma madrugada tentando descobrir por que o HTML fechou uma <table> no lugar errado.

Para milhões de pessoas, aquilo era praticamente magia.


📷 2004 — fotografias chegam à nave

Em 2004 o Google comprou a Picasa.

A tecnologia de compartilhamento de imagens Hello acabou integrada ao Blogger.

Isso era importantíssimo.

A Web estava deixando de ser predominantemente textual.

Agora o blogueiro poderia combinar:

texto + fotografias + comentários + arquivos + identidade visual.

Também em 2004 aconteceu uma grande reformulação do Blogger.

Chegaram melhorias em templates, páginas individuais para posts, comentários e publicação por e-mail.

A nave estava recebendo upgrades.

SPINDRIFT BLOGGER MK-II

[✓] Texto
[✓] Imagens
[✓] Comentários
[✓] Arquivos
[✓] Templates
[✓] Postagem por e-mail

Burton observa satisfeito.

— Agora temos alguma coisa.


👥 A blogosfera explode

Então aconteceu algo culturalmente enorme.

Pessoas começaram a descobrir umas às outras.

Um blog apontava para outro.

Comentários geravam conversas.

Blogrolls criavam pequenas comunidades.

Autores desconhecidos conquistavam leitores.

Jornalistas começaram a observar blogueiros.

Políticos começaram a observar blogueiros.

Empresas começaram a observar blogueiros.

E os mecanismos de busca começaram a indexar aquela gigantesca quantidade de conteúdo.

Nascia aquilo que ficou conhecido como:

blogosfera.

O Google revelou posteriormente um número impressionante.

Quando adquiriu o Blogger em fevereiro de 2003, aproximadamente 250 mil pessoas visitavam o Blogger por mês.

Em 2009, quando a plataforma comemorou dez anos, o número informado pelo Google havia ultrapassado:

300 MILHÕES.

A Spindrift havia encontrado gigantes.

Só que ela própria havia se tornado gigantesca.


📰 O blogueiro vira editor

Existe um aspecto dessa revolução que frequentemente esquecemos.

Durante grande parte do século XX, publicar para uma audiência significativa exigia acesso a algum intermediário.

Editora.

Jornal.

Revista.

Rádio.

Televisão.

Gráfica.

O blog destruiu parte dessa barreira.

Agora alguém poderia simplesmente escrever:

MINHA OPINIÃO

e apertar:

PUBLICAR

Tecnicamente, aquilo poderia estar disponível para bilhões de pessoas.

Isso é extraordinário.

O Blogger foi uma das ferramentas responsáveis por popularizar essa democratização.


🛸 2006 — mudança para servidores Google

A integração continuou.

Em 2006 surgiu uma nova versão do Blogger, conhecida durante seu desenvolvimento como Invader.

Usuários começaram a ser migrados para a infraestrutura do Google.

Posteriormente a migração seria completada.

Era uma mudança fundamental nos bastidores.

O usuário provavelmente via:

meublog.blogspot.com

Mas por trás daquela URL existia agora uma infraestrutura global.

É uma característica que programadores mainframe conhecem muito bem.

O usuário vê uma tela simples.

Por trás dela:

uma catedral tecnológica.


📡 2009 — dez anos no ar

Quando o Blogger completou dez anos, em 2009, a Internet já era completamente diferente daquela de 1999.

Google era gigante.

YouTube existia.

Facebook crescia violentamente.

Twitter começava a mudar a comunicação em tempo real.

E havia outro competidor importante.

WordPress.

A Spindrift agora estava cercada.

Burton observa pelo vidro:

— Dan, relatório.

— WordPress crescendo.

— Facebook crescendo.

— Twitter crescendo.

— YouTube crescendo.

Fitzhugh pergunta:

— Podemos ir embora?

Burton responde:

— Não.


⚔️ Blogger versus WordPress

Essa comparação marcaria boa parte das décadas seguintes.

WordPress acabou conquistando enorme espaço, principalmente porque oferecia algo extremamente atraente:

controle e extensibilidade.

Plugins.

Temas.

Hospedagem própria.

Ecossistema gigantesco.

Personalização profunda.

Blogger oferecia outra filosofia:

simplicidade.

Você não precisava atualizar PHP.

Não precisava cuidar de banco de dados.

Não precisava corrigir plugin quebrado.

Não precisava atualizar servidor.

Não precisava administrar WordPress.

Google fazia boa parte da infraestrutura.

É quase uma comparação entre:

WORDPRESS
"Esta máquina é sua.
Faça o que quiser."

BLOGGER
"Entre, escreva e publique."

As duas filosofias têm vantagens.


🦖 Então chegaram os gigantes de verdade

O problema seguinte não seria WordPress.

Seriam as redes sociais.

Facebook.

Twitter.

Instagram.

YouTube.

TikTok.

LinkedIn.

A Internet começou lentamente a abandonar a ideia:

"Tenho meu espaço."

para adotar:

"Tenho meu perfil dentro da plataforma de alguém."

Essa diferença parece pequena.

Não é.

É gigantesca.


🏠 Blog é terreno; rede social é apartamento alugado

No blog você organiza seu arquivo.

Você cria páginas.

Você cria links.

Você escreve textos enormes.

Mecanismos de busca encontram conteúdo publicado anos atrás.

Em redes sociais existe outra lógica.

Feed.

Publicou hoje.

Explodiu.

Amanhã desceu.

Semana seguinte praticamente desapareceu.

O blog funciona mais como:

biblioteca.

A rede social funciona mais como:

praça pública.

Uma não necessariamente substitui a outra.


🦕 "Blogger morreu!"

E então começou uma tradição curiosa.

Periodicamente alguém declarava:

BLOGS MORRERAM.

Depois:

BLOGGER MORREU.

Depois:

TEXTOS LONGOS MORRERAM.

Depois:

NINGUÉM MAIS LÊ BLOGS.

Curiosamente...

Blogger continuava funcionando.

Décadas depois.

Essa situação deveria ser extremamente familiar para qualquer pessoa do universo mainframe.

1995 — COBOL vai morrer.

2000 — Mainframe vai morrer.

2005 — Mainframe vai morrer.

2010 — Mainframe vai morrer.

2015 — Mainframe vai morrer.

2020 — Mainframe vai morrer.

2026 — Mainframe vai morrer.

Enquanto isso:

JOB STATUS: EXECUTING

Blogger ganhou exatamente a mesma aura.


☕ Blogger é o COBOL da Internet

Aqui está talvez a melhor definição Bellacosa Mainframe desta história:

Blogger virou o COBOL da publicação na Web.

Não é a tecnologia sobre a qual os influenciadores fazem vídeos empolgados toda semana.

Não aparece constantemente em apresentações de startups.

Não é novidade.

Não é sexy.

Mas você digita:

.blogspot.com

e encontra milhões de pedaços da história da Internet.

Receitas.

Tutoriais.

Fotografias.

Diários.

Fanfiction.

Política.

Computação.

Eletrônica.

Anime.

Viagens.

Programação.

Memórias familiares.

Algumas páginas estão online há vinte anos.


🏺 O verdadeiro valor começou a mudar

Em 2005, o valor de um blog era:

publicar.

Em 2026, existe outro valor que começa a se tornar igualmente importante:

preservar.

Imagine alguém escrevendo regularmente durante quinze ou vinte anos.

Não temos simplesmente um site.

Temos uma série temporal da vida de uma pessoa.

Mudam:

empregos,

computadores,

fotografias,

família,

tecnologias,

viagens,

opiniões,

conhecimentos,

linguagem.

Um blog antigo acaba se transformando involuntariamente em um pequeno arquivo histórico.


🤖 E então chegou outro gigante: IA

Burton olha pela janela da Spindrift.

Algo gigantesco aparece.

Muito maior que Facebook.

Muito maior que Twitter.

Fitzhugh pergunta:

— O que diabos é aquilo?

Mark Wilson observa os instrumentos.

— Inteligência Artificial.

Silêncio.

Burton pergunta:

— Ela come blogs?

Wilson responde:

— Curiosamente... ela lê.

E aqui temos uma nova transformação fascinante.

Durante décadas escrevíamos principalmente pensando em:

leitores humanos + mecanismos de busca.

Agora conteúdo público também pode fazer parte do ecossistema informacional utilizado por:

buscadores semânticos, sistemas de recuperação de informação, agentes e ferramentas de IA, dependendo de acesso, políticas, indexação e permissões.

Conteúdo estruturado, textual e público voltou a ganhar uma importância inesperada.


👨‍✈️ Capitão Burton olha o horizonte

Nossa viagem começou em 1999.

A pequena Pyra Labs criou uma ferramenta que simplificava publicar na Web.

Sobreviveu a problemas financeiros.

Blogspot ajudou a oferecer hospedagem.

Google comprou a Pyra em 2003.

Blogger ganhou infraestrutura.

Fotografias chegaram.

Comentários chegaram.

Templates evoluíram.

Milhões de pessoas começaram a publicar.

A blogosfera explodiu.

WordPress cresceu.

Facebook apareceu.

Twitter apareceu.

Instagram apareceu.

YouTube apareceu.

TikTok apareceu.

A Web mudou.

E mudou novamente.

E novamente.

Mas existe algo curioso.

Digite hoje:

https://algumacoisa.blogspot.com

Muitas vezes a página ainda responde.


🥚 EASTER EGG — INCIDENTE 03:17

São 03:17 da madrugada.

A Spindrift permanece escondida dentro de uma enorme parede.

Todos dormem.

Exceto Burton.

Uma luz verde pisca no painel.

BLOGGER MONITOR

HTTP...................... 200
DNS....................... OK
HTML...................... OK
ARCHIVE................... OK
POSTS..................... THOUSANDS
AGE....................... ANCIENT

Burton toma um café.

Fitzhugh aparece sonolento.

— Capitão... por que ainda estamos mantendo essa coisa funcionando?

Burton olha para ele.

Depois para o monitor.

E responde:

— Porque ainda funciona.

Em algum lugar distante, um programador COBOL sorri sem saber exatamente por quê.


☕ EPÍLOGO — A Spindrift não voltou para casa

Em Terra de Gigantes, Steve Burton passava seus dias tentando proteger sua pequena tripulação num mundo enorme.

Talvez essa seja uma boa metáfora para os blogs independentes.

Eles também se tornaram pequenos.

Ao redor deles cresceram gigantes:

GOOGLE
FACEBOOK
YOUTUBE
INSTAGRAM
TIKTOK
LINKEDIN
IA
ALGORITMOS

Mas pequenos não significa irrelevantes.

Às vezes significa simplesmente:

independentes.

Um post publicado quinze anos atrás ainda pode aparecer numa pesquisa hoje.

Uma fotografia esquecida pode recuperar uma memória.

Um tutorial antigo pode resolver um problema.

Uma história familiar pode ser encontrada por um descendente décadas depois.

Um artigo técnico pode ensinar alguém que ainda nem havia nascido quando foi escrito.

Talvez esse seja o verdadeiro legado do Blogger.

Ele ajudou milhões de pessoas a descobrir uma ideia extremamente poderosa:

Você também pode publicar.

Não precisava possuir jornal.

Não precisava possuir editora.

Não precisava possuir emissora de televisão.

Nem precisava dominar HTML profundamente.

Precisava ter alguma coisa para contar.

E apertar:

PUBLICAR.


🚀 ÚLTIMO REGISTRO DA SPINDRIFT

MISSÃO: BLOGGER

LANÇAMENTO............... 23/08/1999
CRIADOR.................. PYRA LABS
COMANDANTES.............. EVAN WILLIAMS / MEG HOURIHAN
AQUISIÇÃO GOOGLE......... 2003
DESTINO.................. INTERNET
MISSÃO ORIGINAL.......... FACILITAR PUBLICAÇÃO
STATUS EM 2026............ ONLINE

ERROS.................... MUITOS
CONCORRENTES............. GIGANTES
PREVISÕES DE MORTE....... INCONTÁVEIS

ÚLTIMO TESTE.............. HTTP 200

STATUS FINAL:

                    STILL RUNNING

Capitão Steve Burton fecha o diário de bordo.

Olha para aquela imensa Terra de Gigantes chamada Internet.

E ordena:

— Mantenham a Spindrift operacional.




A incrível história do Blogger, da Pyra Labs ao Google, contada como uma aventura do Capitão Steve Burton pela gigantesca Internet.


Porque algumas tecnologias não precisam conquistar o futuro.

Às vezes basta fazer algo ainda mais difícil:

sobreviver a ele.

terça-feira, 20 de julho de 1999

Camburiu e suas praias

Balneario de Camburiu

A trupe Tio B, Tia Z, Mamy estão famintos depois de um belo dia de praia resolvemos abancar em um restaurante para almoçar, este dia ficou marcado para sempre, comemos quilos de camarão fritinho, era delicioso, postas de peixe e muita cervejinha gelada.




A tarde de barriguinha cheia e feliz, fomos navegar em um barco de passeio, passamos perto de uma caravela pirata, andamos de trenzinho pela cidade e ainda ficamos assistindo o pouso de um helicoptero. Assim passou nosso dia de praia no balneario de Camburiu.

domingo, 18 de julho de 1999

Ferias em Brusque : Parte II

Mais maravilhas de Brusque


Em continuaçao as aventuras de Brusque, em nossas mega ferias de meio de ano, eu e minha trupe composta por Tio B, Tia Z e Mamy estamos nos divertindo a grande.

Hoje o dia foi das meninas fazerem compras, aproveitei para andar e fotografar, palmilhei Brusque de uma ponta a outra em busca de boas imagens.


A mistura dos açoreanos com alemaes produziu um povo unico, sua arquitetura ligeramente diferente do nosso cotidiano, a cortesia e educaçao. Sem contar os sabores que provamos aqui, Me fez amar o estado de Santa Catarina e coloca-lo em minha lista de estados onde gostaria de morar.

Ferias em Brusque

Conhecendo as maravilhas do litoral catarinense.

Em nossa aventura no sul, estamos em Brusque visitando a cidade, encontramos varios tesouros escondidos nos parques e jardins, vale a pena explorar a cidade. Tanta coisa bacana para ver, sabores para sentir.


O grupo de sempre : Mamy, Tio B, Tia Z estávamos aproveitando de montão estas ferias a meio do ano, para conhecer as terras de Santa Catarina e seu litoral norte, conhecendo cada cantinho e enchendo de fotos os rolos de 35 mm.

Descobrimos parques com teleférico, árvores petrificadas, trenzinhos e aviões em exibição para os turistas.

sábado, 17 de julho de 1999

Cowboys e faraoeste no Beto Carrero World

Santa fe do Oeste no Beto

Chegamos ao emocionante velho oeste, cuidado com mexicanos, foras da lei e índios, tudo pode acontecer aqui, desde um ataque ao trem a vapor, bem como um assalto a diligencia e uma guerra dentro do forte apache. Coisa de louco tem uma cidadezinha americana do Texas selvagem, monte em seu cavalo, limpe sua arma e prepara-se para um emocionante dia.


O cotidiano no oeste selvagem americano encontramos aqui: brigas no Saloon, ataque de indios ao forte Apache, bandoleiros roubando o trem e por fim cowboys duelando na cidade e ladroes de diligencia atacando-a e sendo salva pela cavalaria.

E seguindo adiante vemos um belo exemplar de vapor do Mississippi.

Ilha dos Piratas no Beto Carrero World

Ilhas pirata nas Caraibas


Eu sou o pirata da perna de pau, do olho de vidro e da cara de mau, How how how uma garrafa de rum, eis a Ilha dos Piratas no Beto Carrero World. Uma divertida experiência para os pequenos aventureiros.

Fuja de tubarões, passe por uma ponte pencil em meio ha um ataque pirata, entre em uma taberna e peça um copo de rum, ouça tiros de canhões e veja uma replica do Pérola Negra. Eis os piratas do Beto, podemos ainda sair de la usando perna de pau e tapa olho. hohohoho



Volta ao Mundo no Beto Carrero World

O mundo magico do Beto



Alem do parque de diversões, existe no Beto Carrero diversos cenários para encantarem adultos e crianças, entre eles existem a África, Templos Gregos, Arábia, Zoológico, Ilha de Pascoa todos com atores caracterizados e apresentando shows durante o dia, tudo para tornar a visita mais agradável.


Imagine-se andando e vendo personagens andando em cima de elefantes e camelos, piratas lutando, deuses do Olimpo, em cada cantinho do mundo do Beto tem algum pequeno show para dar vida ao parque.


Vila Germanica no Beto Carrero World

Bellacosa Mainframe e a vila germanica do beto carrero world

🍺 Uma visita a Vila Germânica

Dias de lazer no Parque Beto Carrero World — Memórias de 1999

Foi uma jornada muito divertida explorando várias cidades do litoral norte de Santa Catarina, conhecendo lugares, estradas e paisagens diferentes. Depois de tantos quilômetros e descobertas, nossa viagem acabaria culminando em um daqueles lugares que já faziam parte do imaginário de muita gente no final dos anos 1990: o Beto Carrero World.

Era 1999.

Naquele dia percorremos várias atrações do parque, entrando em diferentes cenários e aproveitando aquela sensação gostosa de não ter muita pressa. A câmera fotográfica ia conosco, registrando pequenos momentos que, décadas depois, acabariam ganhando um significado completamente diferente.

Entre essas lembranças está a Vila Germânica.



De repente, parecia que havíamos deixado Santa Catarina e entrado em uma pequena aldeia da Baviera. As construções remetiam à arquitetura tradicional alemã, enquanto algumas pessoas circulavam usando trajes típicos bávaros, completando aquela atmosfera de festa.

Mas existe um detalhe das fotografias que imediatamente chama a atenção: uma enorme carroça carregada de barris de cerveja.

🍺 Barris, carroça, roupas típicas e construções germânicas...

Quase uma pequena Oktoberfest dentro do parque.

Na época, provavelmente olhávamos tudo aquilo apenas como mais uma atração divertida. Ninguém estava pensando que aquelas fotografias um dia se transformariam em documentos de uma época.

Mais de duas décadas depois, porém, é justamente isso que elas se tornaram.

Elas preservam não somente a aparência da Vila Germânica naquele final de século, mas também nossa própria maneira de viajar naquele tempo: câmera fotográfica nas mãos, algumas fotos cuidadosamente escolhidas e nenhuma preocupação em registrar centenas de imagens para uma rede social.

Era simplesmente uma viagem.

Uma estrada.

Algumas cidades pelo litoral catarinense.

Um dia inteiro explorando o Beto Carrero World.

E uma curiosa carroça cheia de barris esperando por nós em uma pequena Baviera brasileira.

Bellacosa Mainframe — porque algumas memórias também merecem backup.

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Baviera no Beto Carrero World


A Vila Germânica faz parte do complexo temático do Beto Carrero World em 1999, ela tinha esta configuração que a apresentação a seguir exibe. Prédios históricos imitando o estilo arquitectónico da Baviera, carroça de cerveja, bonecos com roupas típicas e lojas com produtos típicos.


A Oktober Fest esta aqui o ano todo, birra, cerveja, beer, cerveza venha provar as cervejas do mundo.

Excalibur no Beto Carrero World

Bellacosa Mainframe e os guerreiros medievais no Beto Carrero World

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

⚔️ Excalibur — Uma Viagem à Idade Média no Beto Carrero World

Quando uma viagem pelo litoral de Santa Catarina nos levou do Velho Oeste à Távola Redonda

Esta viagem ao Beto Carrero World, no litoral norte de Santa Catarina, foi uma daquelas aventuras que, tantos anos depois, sobrevivem na memória como uma coleção de pequenas cenas.

Era 1999.

Naquele tempo, visitar o parque era quase viajar por vários mundos sem precisar sair do mesmo lugar.

Caminhamos pelo Velho Oeste, encontramos o velho trem a vapor, passeamos pela Vila Germânica e, alguns passos depois, parecíamos ter atravessado mais alguns séculos da História.

De repente estávamos na Idade Média.

Castelos, espadas, armaduras, cavalos e os lendários cavaleiros da Távola Redonda faziam parte daquele cenário. Era o universo do Rei Arthur transportado para Santa Catarina.

E lá estava ela:

Excalibur.

Naquele passeio, porém, cada canto parecia reservar alguma surpresa. Lembro também de um grande desfile inspirado na África, com elefantes e outros animais, criando mais uma mudança completa de cenário. Era justamente essa mistura que tornava tudo tão divertido.

Não estávamos procurando precisão histórica.

Estávamos simplesmente nos divertindo.

Hoje percebo que as fotografias que fizemos naquele dia acabaram registrando algo maior.

Elas guardaram um Beto Carrero World de 1999.



Um parque que também estava vivendo sua própria história e que continuaria mudando, crescendo e se transformando nas décadas seguintes.

Passaram-se mais de vinte anos.

Nesse intervalo aconteceram tantas coisas que algumas lembranças ficaram nítidas e outras se transformaram apenas em pequenos flashes.

O apito do trem.

Uma construção alemã.

Um cavaleiro.

Uma espada.

Um elefante passando diante de nós.

Uma fotografia tirada sem imaginar que um dia ela se tornaria documento de uma época.

Talvez seja justamente essa a parte mais fascinante de revisitar estas páginas antigas do blog.

Em 1999 eu estava apenas guardando fotografias de uma viagem divertida.

Hoje estou encontrando cápsulas do tempo.



E, quando olho novamente para aquelas imagens, por alguns segundos consigo atravessar a mesma porta:

o Velho Oeste fica logo ali, o trem está prestes a partir e, em algum lugar adiante, os cavaleiros da Távola Redonda ainda estão esperando por nós.

Algumas viagens terminam quando voltamos para casa.

Outras continuam acontecendo toda vez que encontramos uma velha fotografia.

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Os cavaleiros da Távola Redonda


Estamos  na era medieval, cavaleiros em armaduras lutam por donzelas,  duelos a cavalo, reis, rainhas e princesas andam entre nos, passeando pelos castelos. Voltamos a época medieval e desembarcamos justamente em Camelot do Rei Artur, ele em pessoa nos recebeu com sua espada Excalibur.



Armaduras brilhantes, arqueiros preparados, espadas afiadas e cavaleiros armado o reino de Camelot esta defendido para a alegria do mentor Beto Carrero World.




Navegando nas enclusas do rio Tiete em Barra Bonita

Subindo o Rio Tiete através de enclusas.


Em nossa aventura de hoje estamos visitando a cidade de Barra Bonita, onde as margens do rio Tiete, ocorre um passeio único em nossa região. A navegação fluvial no Rio Tiete com a subida rio acima, através de um complexo elevador hidráulico.

Esse elevador conhecido pelo nome de enclusa permite uma embarcação subir/descer elevaçoes no rio, no nosso caso devido ha construção de uma barragem. Lateralmente a barragem foi construído todo um complexo que através da gravidade se enche de agua permitindo uma embarcação vencer o desnível no rio.


A minha trupe de costume esta presente nesta aventura: Mamy, Tio B, Tia Z e Nana embarcarmos em um barco, com direito a visita guiada para conhecer o funcionamento do barco, visita a cabine do comandante, explicação didáctica sobre o funcionamento da enclusa e um almoço super delicioso a bordo enquanto o barco, faz a navegação no rio.




domingo, 4 de julho de 1999

El Jefe Floc's em estripulias em Santa Catarina

Curtindo umas ferias merecidas.


Nossa 1999 foi um bom ano, cheio de viagens novas e boas aventuras, reuni aqui os melhores momentos de nossas estripulias pelo sul.

Mamys, Tio B e Tia Z se acabaram de tanta bagunça, eu como sou um cara serio e quieto fiquei bem comportado.   :)



No parque conhecemos o Cowboy Alegre, o rei Babão, as meninas do elefante, sempre com alguma piadinha ou ma língua para animar bem o momento, afinal perdemos o amigo, mas não perdemos a piada.

Fizemos divertidos passeios pela região norte de Santa Catarina, passeamos de barco pela costa atlântica de Camburiu. Em refeições nos acabamos com a culinária açoreana com toques brasileiros.

E não posso deixar de esquecer... os deliciosos camarões fritos, isso foi um manjar dos deuses.

Esses dias sao aquelas lembranças marcantes que vão ficar na lembrança como bons momentos.

sábado, 19 de junho de 1999

Barra Bonita a cidade

Caminhando pela cidade em busca de suas atraçoes.

Esta  cidade esta ligada ao rio Tiete, historicamente este rio sempre trouxe riqueza a esta cidade, com a criação da enclusa e o sistema elevatório no Rio Tiete, os passeios de barco trouxeram uma nova fonte de riqueza, os turistas. E com os turistas surgiram atraçoes exibidas nas fotos


Estávamos num grupo super animados mamy, tio B, tia Z, Nanazinha, fazendo a maior zoeira, andamos de teleferico, trenzinho, barraquinha de trequinhos e sem contar o Rio Tiete em toda a sua gloria.



sábado, 13 de março de 1999

Monte Alegre do Sul e a Mogiana

Bellacosa Mainframe e um dos primeiros passeios com Giovanna em Monte Alegre do Sul e a Mogiana.

Um Café no Bellacosa Mainframe

🚂 Uma Antiga Locomotiva da Mogiana — Monte Alegre do Sul, Giovanna e um Primeiro Passeio

Eu já conhecia Monte Alegre do Sul. O que eu ainda não conhecia era Monte Alegre do Sul ao lado dela.

Há fotografias antigas que registram lugares.

E há fotografias que, quando reencontradas muitos anos depois, abrem uma porta.

De repente você não está mais olhando para uma velha locomotiva, uma estação ferroviária ou alguns quilômetros de trilhos abandonados pelo tempo.

Você está novamente ali.

É 1999.

Estou em Monte Alegre do Sul, uma pequena cidade do Circuito das Águas Paulista que eu já conhecia desde 1994.

Mas dessa vez havia algo completamente diferente.

Eu estava acompanhado da doce Giovanna, de Amparo.

Nosso namoro havia acabado de começar.

E aquele seria um dos nossos primeiros passeios juntos.

💙 Aqueles lindos olhinhos azuis

Ainda consigo lembrar dos olhos dela.

Lindos olhos azuis, brilhando enquanto explorávamos a cidade.

Curioso como a memória funciona.

Podemos esquecer o que almoçamos, o horário em que chegamos, onde estacionamos ou exatamente quais ruas percorremos.

Mas algumas imagens simplesmente se recusam a desaparecer.

Eu gostava de olhar para Giovanna.

E naquele passeio olhava muito.

Que princesa.

Que garota.

Havia aquela sensação maravilhosa dos primeiros tempos de um relacionamento, quando tudo ainda está sendo descoberto.

Um olhar demora um pouquinho mais.

Uma mão encontra a outra.

Qualquer banco vira lugar para sentar juntos.

Qualquer caminho merece ser percorrido porque o destino, naquele momento, é quase irrelevante.

O importante é quem está caminhando ao nosso lado.

E Monte Alegre do Sul acabou tornando-se o cenário perfeito para isso.


🚂 Uma velha locomotiva e dois namorados

Monte Alegre guardava — e guarda — uma história ferroviária fascinante.

No passado, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro passou pela região, conectando pequenas cidades do interior paulista e transportando passageiros, mercadorias, sonhos e histórias.

Restaram vestígios daquele mundo.

A estação.

Os trilhos.

O túnel.

E uma velha locomotiva a vapor acompanhada de seu tender e vagão de passageiros.

Para alguém apaixonado por ferrovias, aquilo por si só já seria motivo suficiente para o passeio.

Mas naquela vez havia Giovanna.

Então fizemos aquilo que dois jovens namorados fazem quando encontram uma locomotiva antiga no meio de uma cidade tranquila:

fomos brincar na locomotiva.

Explorar.

Olhar.

Descobrir.

Imaginar.

E, naturalmente, trocar alguns beijos pelo caminho.

A velha Mogiana provavelmente já havia transportado milhares de passageiros durante sua existência.

Naquele dia, porém, servia de cenário para uma história muito menor.

A nossa.

🔥 Ferro, vapor e memória

Sempre achei locomotivas a vapor fascinantes.

São máquinas que parecem possuir personalidade.

Tudo nelas é exagerado.

As enormes rodas.

As bielas.

A caldeira.

A chaminé.

As válvulas.

O peso.

O cheiro de metal.

Mesmo quando estão imóveis, parecem estar apenas descansando.

Você quase espera ouvir novamente:

TCHUF... TCHUF... TCHUF...

E então o apito atravessando o vale.

Mas naquele passeio havia outra coisa que prendia muito mais minha atenção.

Eu olhava a locomotiva.

Olhava os trilhos.

Olhava a paisagem.

E voltava a olhar para Giovanna.

Confesso:

ela ganhava da locomotiva.

Para um apaixonado por ferrovias, isso é uma declaração considerável.


🌿 Caminhando à beira do rio

Também caminhamos junto ao rio.

Sem pressa.

Monte Alegre do Sul possui justamente essa característica: é uma cidade que convida a diminuir a velocidade.

Protegida pelas últimas ramificações da Serra da Mantiqueira, no vale do Rio Camanducaia, a pequena Estância Hidromineral reúne água, vegetação, montanhas e aquele ritmo tranquilo das cidades do interior.

Era perfeito para nós.

Caminhávamos.

Conversávamos.

Parávamos.

Sentávamos.

Apreciávamos o lugar.

E namorávamos.

Houve beijos em diversos pontos daquele passeio.

Não existia roteiro turístico.

Não havia checklist.

Nenhuma necessidade de correr para conhecer quinze atrações antes do final do dia.

Éramos apenas dois namorados descobrindo como era gostoso estar juntos.

❤️ Sentar e simplesmente olhar para ela

Talvez uma das lembranças mais simples seja também uma das mais bonitas.

Sentar.

E olhar para ela.

Só isso.

Hoje vivemos cercados pela necessidade de registrar tudo, publicar tudo, explicar tudo.

Mas existem momentos cuja importância está justamente em não acontecer praticamente nada.

Você está sentado ao lado de alguém de quem gosta.

Há um rio passando.

Uma cidade tranquila ao redor.

Talvez o vento mexendo nas árvores.

Uma velha ferrovia próxima.

E aquela pessoa está ali.

Eu gostava de olhar para Giovanna.

Seus olhos azuis.

Seu rosto.

Seu jeito.

A garota por quem estava me apaixonando.

Que princesa.

Talvez ela nem soubesse quantas vezes eu simplesmente ficava admirando-a.

🚉 Eu já conhecia a cidade — mas não aquela cidade

Eu havia conhecido Monte Alegre do Sul anos antes, em 1994.

Portanto, tecnicamente, aquele não era um passeio de descoberta.

Eu estava revisitando um lugar conhecido.

Mas essa é outra brincadeira interessante da vida:

um lugar muda completamente dependendo de quem está conosco.

A estação continuava sendo a estação.

A locomotiva continuava sendo a locomotiva.

O rio provavelmente corria exatamente pelo mesmo caminho.

As montanhas estavam no mesmo lugar.

Mas a minha Monte Alegre do Sul de 1999 não era mais a Monte Alegre do Sul de 1994.

Agora havia Giovanna dentro daquela paisagem.

E isso mudou tudo.



🛤️ A Mogiana também deixou suas lembranças

No passado, a ferrovia trouxe movimento, comunicação e desenvolvimento para a região.

O trem chegava trazendo pessoas e partia levando outras.

Havia despedidas na plataforma.

Havia reencontros.

Havia gente começando viagens.

Talvez houvesse também jovens casais se beijando escondidos enquanto esperavam o trem.

Décadas depois, restaram a estação, os trilhos, o túnel e aquela velha locomotiva.

Curiosamente, relacionamentos também deixam seus vestígios.

Uma fotografia.

Uma cidade.

Uma música.

Uma estrada.

Um restaurante.

Um banco de praça.

Uma lembrança aparentemente insignificante que, décadas depois, reaparece com uma nitidez impressionante.

A ferrovia deixa trilhos.

As pessoas também.

☕ Três paixões no mesmo passeio

Olhando hoje para aquele dia, percebo que aconteceu uma combinação quase perfeita.

Ali estavam reunidas algumas coisas que sempre amei:

viajar, descobrir lugares, ferrovia e história.

Mas havia alguma coisa nova naquela equação.

Giovanna.

Viajar com alguém por quem estamos apaixonados transforma completamente a experiência.

Uma locomotiva deixa de ser apenas patrimônio ferroviário.

Ela vira:

"Lembra quando brincamos naquela locomotiva?"

Um rio deixa de ser apenas geografia.

Vira:

"Lembra quando caminhamos juntos por ali?"

Uma cidade deixa de ser apenas um ponto no mapa.

Vira:

"Nós estivemos aqui."

É assim que construímos nossa própria geografia afetiva.

🌑 O túnel

E Monte Alegre ainda tinha um túnel ferroviário.

Sempre existe alguma coisa misteriosa em um túnel antigo.

Uma abertura escura atravessando a montanha, construída para permitir que locomotivas e vagões seguissem viagem.

Quantos trens passaram por ali?

Quantas pessoas?

Quantas histórias?

Naquela época eu provavelmente estava muito mais interessado em explorar tudo aquilo do que em fazer grandes reflexões históricas.

Era simplesmente divertido.

E Giovanna estava comigo.

Isso bastava.

🌸 Giovanna era única

Nosso relacionamento seguiu seu caminho.

Como tantas histórias da vida, teve seu começo, seus capítulos e seu fim.

Mas algumas pessoas deixam lembranças que o tempo não consegue transformar em simples arquivo morto.

Giovanna deixou saudades.

Foram tantas boas lembranças.

Tantos momentos gostosos.

Tantas pequenas aventuras.

E talvez seja por isso que, tantos anos depois, consigo voltar mentalmente àquele passeio e ainda enxergar aqueles lindos olhos azuis brilhando.

Não preciso transformar o passado em algo que ele não foi.

Não preciso mudar seu final.

Basta reconhecer uma coisa muito simples:

foi bonito enquanto existiu.

E foi importante.

Giovanna era única.

🚂 A locomotiva que ficou parada no tempo

Existe uma ironia bonita nisso tudo.

Naquele dia fomos visitar vestígios de uma ferrovia que havia deixado de funcionar como antes.

A locomotiva estava preservada porque alguém decidiu que aquela história merecia continuar existindo.

Décadas depois, ao reencontrar essas lembranças, percebo que fazemos algo parecido quando escrevemos.

Preservamos.

A locomotiva preserva a Mogiana.

A estação preserva as viagens.

Os trilhos preservam caminhos que já não percorremos.

E esta postagem preserva um passeio de 1999.

Um rapaz.

Uma garota de olhos azuis.

Uma velha locomotiva.

Alguns beijos.

Uma caminhada à beira do rio.

E aquela maravilhosa sensação de que tínhamos todo o tempo do mundo.

Talvez seja por isso que gosto tanto de revisitar essas histórias.

Algumas viagens terminam quando voltamos para casa.

Outras continuam viajando conosco.

Monte Alegre do Sul foi uma delas.

E em algum lugar da minha memória aquela velha locomotiva da Mogiana continua lá.

Giovanna também.

Com seus lindos olhos azuis.

E nós dois ainda estamos naquele primeiro passeio, caminhando sem pressa pela cidade, brincando entre os restos da velha ferrovia e descobrindo uma coisa que nenhum mapa turístico poderia indicar:

como era gostoso simplesmente estarmos juntos.

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A estaçao terminal da Mogiana 


Protegida pelas últimas ramificações da Serra da Mantiqueira, em pleno vale do Rio Camanducaia, e a duas horas de São Paulo, no Circuito das Águas Paulista, localiza-se a pitoresca Estância Hidromineral de Monte Alegre do Sul.


No passado tinha a linha ferroviária da Mogiana que chegava ate a cidade, trazendo progresso e riqueza, hoje restaram alguns itens dessa historia: uma maquina a vapor, a estação, um túnel. Bem pitoresca atraindo turísticas para aqui descansarem e aproveitarem das riquezas naturais.



sábado, 6 de março de 1999

Fauna e Flora em Amparo

Cidade cheia de tesouros prontos a serem descoberto

Uma cidade encantadora com diversos parques cheio de animais distribuídos nestes parques, na minha opinião o parque mais encantador é onde fica o museu da SAAE. Mas existem outros com pavoes e mini fazenda. Explorem a cidade e conheçam suas riquezas.


Outro parque muito charmoso e o Orquidario Municipal com celeiro e grande colecção de orquidea criadas em grandes estufas. Plantas exoticas também fazer parte desta exposiçao.

No parque SAAE com suas árvores centenárias e fonte de agua que constantemente nos brinda com sua beleza.


sábado, 20 de fevereiro de 1999

Amparo a cidade do cafe.

A cidade mais conservou seu passado histórico

Graças a riqueza gerada pelo café, Amparo foi a primeira cidade a ter iluminação eléctrica nas ruas, a linha dos caminhos de Ferro Mogiana escoava a produção de café, imigrantes italianos afluia para ca, criando um grande contingente de mão qualificada e experiente o que serviu para trazer novos conhecimentos.



Belos prédios foram construídos, casas com belíssimo acabamento foram sendo construídas fazendo um mix que ate hoje encanta os olhos, visitem o velho predio da Biblioteca, caminhem em Direcção ao posto de Saúde e por fim conheçam as diversas igrejas espalhadas. Parques e jardins completam o panorama. Ao final do dia suba no Cristo e veja o por do sol na cidade e aproveite para ver o prédio da Santa Casa.

sábado, 6 de fevereiro de 1999

Copacabana a princesinha do mar

Visita ao Rio de Janeiro


A Praia de Copacabana é uma praia localizada no bairro de Copacabana, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Considerada uma das praias mais famosas do mundo, foi popularmente apelidada de "Princesinha do Mar".


Em 5 de julho de 1922, a calçada da Praia de Copacabana foi palco de um evento marcante da história do país: a marcha dos dezoito revoltosos do Forte de Copacabana, que percorreram toda a extensão da praia desde o Forte de Copacabana até o Forte do Leme, para enfrentar as forças legalistas, no episódio que ficou conhecido como a Revolta do Forte de Copacabana.

Em 13 de agosto de 1923, foi inaugurado o Hotel Copacabana Palace, em frente à praia. Desde então, o hotel tornou-se um símbolo da cidade


sábado, 2 de janeiro de 1999

Cristo Redentor e Teleférico em Poços de Caldas

Poços de Caldas visto da montanha


O primeiro grande visitante de Poços de Caldas foi o imperador Dom Pedro II, atraído pela as famosas fontes termais descobertas na região, curiosamente esta cidade recebeu o nome de Caldas, em homenagem a uma cidade portuguesa chamada Caldas da Rainha, que também possui aguas medicinais.


Na maior colina ao lado da cidade foi construído uma estátua do Cristo Redentor e feita uma ligação via teleférico, que permite um delicioso passeio subindo a colina. Do alto da colina temos uma visão panorâmica de toda a cidade, podemos vislumbrar todo o horizonte.

As crianças adoram brincar nos cabines do teleférico, vendo a paisagem. Próximo ao ponto de partida existe um ribeirão com um vagão restaurante de trem estacionado, um food-train. Em materia de food truck esta ruazinha ao lado do hotel é muito bem servida com diversos tipos de alimentos e doces.



Poços de Caldas e seus predios historicos

Vislumbrando o património arquitectónico de Poços de Caldas

Na década de 70 e 80 do século passado, esta cidade era o destino preferido de casais recém casados para passarem sua lua de mel, carinhosamente conhecida como o "Cemitério das Virgens".

As viagens de trem partindo de Campinas com destino a Poços eram muito populares, as termas atraiam muita gente que precisava de repouso e tratamento com aguas sulfurosas.



Este constante fluxo de turistas incentivou a construção de grandes jóias da arquitectura, visíveis ate hoje, destino de políticos e pessoas influentes da sociedade foram criados diversas grandes edifícios para abrigar: hotéis luxuosos, cassinos, casas de jogo, biblioteca etc.

Caminhar por esta cidade permite visualizar estes edifícios, conhecer praças e jardins e apreciar tudo de bom que esta cidade pode oferecer, sem esquecer da deliciosa comida mineira e os diversos lacticínios instalados ao redor.





Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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