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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Densetsu no Yuusha no Densetsu — Muito Além dos Heróis Lendários


Bellacosa Mainframe apresenta densetsu no yuusha no densetsu

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Densetsu no Yuusha no Densetsu — Muito Além dos Heróis Lendários

O Que Todo Programador COBOL Padawan Precisa Saber Sobre Sistemas Complexos, Arquitetura, Segurança, Liderança e Como um Anime de Fantasia Explica Engenharia de Software

Quando pensamos em fantasia medieval japonesa, normalmente imaginamos espadas, magia e reis em guerra. Densetsu no Yuusha no Densetsu começa exatamente assim... e então surpreende.

Por trás da aventura existe uma narrativa sobre arquitetura de sistemas, manipulação política, segurança, preconceito, inteligência, governança e o peso do conhecimento.

Para quem trabalha com tecnologia, especialmente em ambientes corporativos complexos como IBM Z, a identificação é imediata.


Ficha Técnica

Título original

伝説の勇者の伝説

Romaji

Densetsu no Yūsha no Densetsu

Título internacional

The Legend of the Legendary Heroes

Autor

Takaya Kagami

Ilustrações (Light Novel)

Saori Toyota

Mangá

Hiroko Nagakura

Estúdio

ZEXCS

Direção

Itsurō Kawasaki

Música

Yoshihisa Hirano

Light Novel

2002

Anime

1º de julho de 2010

Exibição

Julho a dezembro de 2010

Episódios

24

Gênero

  • Fantasia

  • Aventura

  • Ação

  • Drama

  • Magia

  • Política

  • Mistério

  • Dark Fantasy

Classificação sugerida

16 anos.


Sinopse

Ryner Lute é um jovem aparentemente preguiçoso, dorminhoco e sem grandes ambições.

Na realidade, ele é um dos magos mais perigosos do continente.

Seus olhos possuem o lendário Alpha Stigma, um poder capaz de analisar e copiar praticamente qualquer magia.

O problema?

Quem possui esse dom costuma ser perseguido, temido ou executado.

Depois de sobreviver à guerra, Ryner recebe uma missão do recém-coroado rei Sion Astal:

viajar pelo mundo em busca das antigas relíquias dos Heróis Lendários.

O que parecia uma simples aventura transforma-se numa gigantesca conspiração envolvendo impérios, religiões, experimentos humanos e entidades ancestrais.


Resumo da História

A jornada de Ryner e Ferris Eris passa por diversos reinos, onde encontram relíquias antigas, enfrentam guerras, descobrem conspirações e revelam verdades que ameaçam toda a estrutura política do continente.

Enquanto isso, Sion tenta construir um reino justo, mas descobre que governar exige escolhas dolorosas.

A narrativa alterna entre batalhas, diplomacia e mistérios, mostrando que o maior inimigo nem sempre está no campo de batalha.


Personagens Principais

Ryner Lute

O protagonista.

Extremamente inteligente.

Sarcasmo constante.

Poder praticamente ilimitado.

Carrega traumas profundos e tenta esconder sua dor atrás da preguiça.

Sua jornada é descobrir se alguém como ele pode viver em paz.


Ferris Eris

Uma das melhores espadachins do continente.

Fria.

Elegante.

Sarcástica.

Sua relação com Ryner evolui de forma natural e cheia de momentos cômicos.

É a responsável por manter Ryner vivo — tanto fisicamente quanto emocionalmente.


Sion Astal

Talvez o personagem mais complexo da série.

Herói da guerra.

Idealista.

Rei de Roland.

Deseja eliminar injustiças, mas percebe que o poder cobra um preço alto.


Lucile Eris

Provavelmente um dos indivíduos mais perigosos do universo da obra.

Sua presença muda completamente o rumo da história.


Miran Froaude

General brilhante e estrategista.

Representa o lado militar da política.


O Que Há de Diferente?

A maioria dos animes de fantasia segue um padrão:

  • existe um herói;

  • existe um vilão;

  • ocorre uma guerra.

Aqui, nada é tão simples.

Cada reino possui seus próprios interesses.

Cada líder acredita estar fazendo o correto.

Não existe um "lado totalmente bom".

É uma fantasia política, quase uma mistura de:

  • Game of Thrones

  • Fullmetal Alchemist

  • Legend of the Galactic Heroes

  • Record of Lodoss War


As Aventuras

Durante a jornada encontramos:

  • antigas armas mágicas;

  • cidades destruídas;

  • experimentos proibidos;

  • guerras civis;

  • organizações secretas;

  • bibliotecas ancestrais;

  • lendas esquecidas;

  • monstros;

  • magias proibidas;

  • conflitos diplomáticos.

Cada arco amplia a compreensão do mundo e mostra que os verdadeiros perigos estão nas decisões humanas.


As Mensagens Ocultas

1. O conhecimento assusta

Ryner é perseguido porque sabe demais e possui um poder incomum.

Na TI, especialistas em sistemas críticos muitas vezes também são vistos com desconfiança ou dependência excessiva.


2. Poder sem controle é risco

O Alpha Stigma lembra uma tecnologia extremamente poderosa.

Sem governança, pode causar destruição.

É como uma IA avançada, um sistema privilegiado ou um ambiente de produção sem controles.


3. Nem toda documentação conta a verdade

Ao longo da série, diversas "verdades históricas" revelam-se incompletas ou manipuladas.

Quem trabalha com sistemas legados sabe que documentação antiga nem sempre reflete a realidade do código.


4. Arquitetura invisível

Por trás dos acontecimentos existe uma estrutura muito maior.

Da mesma forma, em um ambiente corporativo vemos apenas a aplicação; por trás dela há infraestrutura, middleware, banco de dados, filas, segurança e integrações.


5. Liderança exige sacrifícios

Sion descobre que liderar não é apenas ter boas intenções.

É tomar decisões difíceis, muitas vezes impopulares, pensando no longo prazo.


O Paralelo com o Mainframe

Imagine um banco.

Milhares de aplicações.

Décadas de evolução.

Centenas de integrações.

Documentação incompleta.

Equipes diferentes.

Mudanças constantes.

Esse universo se parece muito com o continente de Densetsu no Yuusha no Densetsu.

Ryner é como o analista sênior que entende a arquitetura inteira.

Ferris representa a execução precisa.

Sion simboliza a gestão.

As relíquias antigas lembram sistemas legados que ainda sustentam operações críticas.

E o Alpha Stigma pode ser comparado ao domínio profundo da tecnologia: poderoso, raro e capaz de resolver problemas complexos, mas exigindo responsabilidade.


Engenharia de Software Disfarçada

Ao observar a história sob a ótica da TI, percebemos temas como:

  • arquitetura corporativa;

  • segurança da informação;

  • gestão de conhecimento;

  • governança;

  • interoperabilidade entre "reinos" (sistemas);

  • legado tecnológico;

  • gestão de riscos;

  • liderança técnica;

  • evolução sem quebrar compatibilidade.


Impacto Cultural

Embora nunca tenha alcançado o sucesso comercial de Sword Art Online, Re:Zero ou Overlord, a obra conquistou uma base fiel de fãs graças ao seu universo rico, personagens moralmente complexos e mistura de fantasia com política. O anime também despertou interesse pelas light novels, que expandem significativamente a história além dos 24 episódios.

Entre os admiradores do gênero, é frequentemente citado como uma joia subestimada dos anos 2010, justamente por priorizar desenvolvimento de mundo e dilemas humanos em vez de apenas batalhas.


Vale a Pena?

Sem dúvida.

Quem procura apenas ação talvez estranhe o ritmo.

Mas quem aprecia:

  • construção de mundo;

  • estratégia;

  • política;

  • personagens complexos;

  • mistérios;

  • fantasia madura;

encontrará uma obra rica e recompensadora.


Café no Bellacosa ☕

Em ambientes Mainframe, aprendemos cedo que o sistema mais importante nem sempre é o mais visível. Há camadas ocultas de arquitetura, regras de negócio e décadas de conhecimento acumulado sustentando milhões de transações.

Densetsu no Yuusha no Densetsu transmite exatamente essa ideia. O verdadeiro poder não está apenas na magia de Ryner, mas em compreender as conexões invisíveis que unem todo o mundo ao seu redor.

Para um Programador COBOL Padawan, a grande lição é clara: dominar uma linguagem é importante, mas entender a arquitetura, a governança, a segurança e o contexto do negócio é o que transforma um desenvolvedor em um verdadeiro arquiteto de soluções. Afinal, sistemas críticos — e grandes histórias — nunca são tão simples quanto parecem à primeira vista.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

SMP/E – Tracking Element Levels

 

Bellacosa Mainframe apresenta SMP/E Tracking Element Levels

SMP/E for z/OS Workshop – Tracking Element Levels

FMID, RMID e UMID sem mistério – no melhor estilo Bellacosa Mainframe


🎯 Por que o SMP/E controla níveis de elementos?

No mundo z/OS, nada é instalado “por cima e pronto”. Cada módulo, macro ou arquivo precisa ter rastro, histórico e responsável.

É exatamente isso que o SMP/E faz ao controlar o nível de serviço dos elementos nos ambientes:

  • Target Libraries (TZONE) – o que está em execução

  • Distribution Libraries (DZONE) – o que é a referência oficial

E o controle acontece por meio de três identificadores clássicos:

FMID – RMID – UMID

Se você domina esses três, domina auditoria, RESTORE, APPLY e ACCEPT.


🧠 A base de tudo: SYSMOD-ID

Todos os identificadores usados pelo SMP/E são extraídos do:

++HEADER

Eles são conhecidos genericamente como SYSMOD-ID, mas cada um tem um papel específico quando associado a um elemento.


🧩 O cenário do workshop (exemplo realista)

Vamos acompanhar a vida real de um elemento chamado MOD1.

📦 Function SYSMOD: HGF1200

  • Introduz três elementos: MOD1, MOD2, MOD3

  • Esses elementos formam o load module LMOD1

📌 Funções normalmente:

  • não usam JCLIN inline

  • usam relative file, que é um unload de um PDS com JCLIN


🏗️ APPLY da função – nascimento do elemento

Quando a função HGF1200 é aplicada:

  • MOD1 passa a existir na Target Library

  • SMP/E grava no TZONE:

IdentificadorValor
FMIDHGF1200
RMIDHGF1200
UMID

📌 Interpretação Bellacosa

MOD1 está no nível funcional.

A função HGF1200 é a dona do código.

Quando FMID = RMID, estamos falando de base code


📦 ACCEPT da função – espelho na DLIB

Ao executar ACCEPT:

  • MOD1 é copiado para a Distribution Library

  • Os mesmos valores são registrados no DZONE

📌 O DZONE sempre representa:

“Como o produto deveria estar”


🩹 PTF UY00020 – primeira substituição

O PTF UY00020:

  • contém um replacement de MOD1

  • precisa identificar o dono funcional do elemento:

++VER FMID(HGF1200)

Como é o primeiro serviço sobre a base, não precisa de PRE.

🧾 Após APPLY do PTF UY00020 (TZONE)

IdentificadorValor
FMIDHGF1200
RMIDUY00020
UMID

📌 Regra de ouro:

Um elemento tem apenas um RMID.


🩹 PTF UY00040 – nova substituição

Agora entra o UY00040:

  • substitui MOD1 novamente

  • declara o UY00020 como pré-requisito

  • identifica o dono funcional: HGF1200

Após APPLY:

IdentificadorValor
FMIDHGF1200
RMIDUY00040
UMID

📌 MOD1 agora está em um nível superior de serviço.


🐞 APAR AY91862 – update, não replacement

O APAR normalmente:

  • não substitui o elemento inteiro

  • faz um update para corrigir erro

O packager deve informar:

  • FMID – quem é o dono

  • PRE – qual SYSMOD está sendo atualizado

Após APPLY:

IdentificadorValor
FMIDHGF1200
RMIDUY00040
UMIDAY91862

📌 Conceito-chave

UMID representa quem atualizou o elemento.


🧩 USERMOD ME00012 – customização local

Agora entra o famoso USERMOD:

  • altera MOD1 localmente

  • precisa identificar:

    • FMID (HGF1200)

    • RMID (UY00040)

    • todos os UMIDs existentes

Após APPLY:

IdentificadorValor
FMIDHGF1200
RMIDUY00040
UMIDAY91862, ME00012

📌 Elemento pode ter vários UMIDs, mas apenas um RMID.


🔍 O que o SMP/E realmente está rastreando?

Para cada elemento, o SMP/E sabe responder:

  • Quem introduziu? → FMID

  • Quem substituiu por último? → RMID

  • Quem atualizou? → UMID(s)

Isso vale tanto para:

  • TZONE (APPLY)

  • DZONE (ACCEPT)


🛡️ Visão de auditoria (dica de ouro)

Se você vê:

  • USERMOD em produção

  • sem ACCEPT

  • com múltiplos UMIDs

👉 alerta de risco operacional

O SMP/E está dizendo a verdade. Basta saber ler.


🧠  Conclusão Bellacosa Mainframe

FMID diz quem manda
RMID diz quem substituiu
UMID diz quem mexeu

SMP/E não perde nada.
Quem se perde é quem não entende o CSI.

No próximo passo, o caminho natural é:

➡️ Consolidated Software Inventory

Porque rastrear é bom.
Consolidar é profissional.


💾 Mainframe bom é mainframe auditável. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

RACF: Mapeamento OPERCMD x SDSF (do Console à Tela Verde

 

Bellacosa Mainframe apresenta RACF 

🔐 RACF NA VEIA

Mapeamento OPERCMD x SDSF (do Console à Tela Verde

“Quem manda no console manda no sysplex…
mas quem controla o RACF manda até no operador.”
☕🖥️

No mundo z/OS, existem dois universos de comando:

  1. Console MVS real → controlado pela classe OPERCMDS

  2. Interface SDSF → controlada por um conjunto de classes RACF

Muita gente confunde, mistura e sofre.
Vamos separar isso como JES2 separa spool 😈


🧱 1️⃣ OPERCMDS – O PODER DO CONSOLE MVS

🎯 O que controla?

A classe OPERCMDS controla quem pode emitir comandos MVS e subsistemas:

  • No console físico

  • Via TSO CONSOLE

  • Via REXX ADDRESS CONSOLE

  • Via automação (SA, NetView, OPS/MVS)


📌 Exemplos clássicos de comandos protegidos

ComandoPerfil OPERCMDS
D A,LMVS.DISPLAY.ACTIVE
D U,ALLMVS.DISPLAY.UNITS
$DA (JES2)JES2.DISPLAY.ACTIVE
$P JOB123JES2.PURGE.JOB
VARY 1234,ONLINEMVS.VARY.DEVICE.ONLINE
SET SMF=xxMVS.SET.SMF

📌 Regra de ouro:
👉 Se é comando MVS/JES, o RACF olha primeiro para OPERCMDS.


🧠 Exemplo RACF raiz

RDEFINE OPERCMDS MVS.DISPLAY.** UACC(NONE) PERMIT MVS.DISPLAY.** CLASS(OPERCMDS) ID(OPERADOR) ACCESS(READ) SETROPTS CLASSACT(OPERCMDS) SETROPTS RACLIST(OPERCMDS) REFRESH

🖥️ 2️⃣ SDSF – O CONSOLE DE MENTIRINHA (MAS PERIGOSO)

“SDSF não é console…
mas faz estrago igual.”
😈

O SDSF é uma interface, e o RACF controla cada ação separadamente.


🧩 Classes RACF usadas pelo SDSF

ClasseFunção
SDSFAcesso geral ao SDSF
JESJOBSAções sobre jobs (cancel, purge, hold)
JESComandos JES
OPERCMDSSe o SDSF emitir comando real
WRITERWriters e saída
LOGSTRMLogs do sistema
FACILITYFunções especiais

📊 3️⃣ Tabela Mestre – OPERCMDS x SDSF

🧠 A tabela que salva operadores e professores

Ação no SDSFClasse RACFPerfil
Entrar no SDSFSDSFSDSF
Ver jobs (ST/DA)JESJOBSJOB.*
Cancelar jobJESJOBSJOB.CANCEL
Purge jobJESJOBSJOB.PURGE
Hold / ReleaseJESJOBSJOB.HOLD
Ver SYSLOGSDSFLOG
Comando JES $DAJESJES2.DISPLAY.ACTIVE
Comando MVS D A,LOPERCMDSMVS.DISPLAY.ACTIVE
Alterar prioridadeJESJOBSJOB.MODIFY

📌 Fofoquice real:
👉 Você pode ver tudo no SDSF e não conseguir executar nada, mesmo sendo “OPERADOR”.


⚔️ 4️⃣ Quando OPERCMDS e SDSF se cruzam

🎯 Exemplo clássico

Usuário no SDSF digita:

/D A,L

👉 O que acontece?

  1. SDSF aceita o comando

  2. RACF valida OPERCMDS

  3. Se não tiver perfil → RC=8, NOT AUTHORIZED

📌 Moral:
SDSF não ignora OPERCMDS, ele chama o RACF como qualquer console.


🔐 5️⃣ Ambiente RACF Restritivo (vida real)

✔️ Boas práticas Bellacosa Approved™

  • Nunca dar OPERCMDS MVS.** para usuário comum

  • ✔️ Preferir:

    • MVS.DISPLAY.*

    • JES2.DISPLAY.*

  • ✔️ Cancelamento via JESJOBS, não OPERCMDS

  • ✔️ Usar ROLES no SDSF

  • ✔️ Logar tudo (SMF 80, 83, 84)


🧪 6️⃣ Checklist rápido de segurança

✔ SDSF separado por perfil
✔ OPERCMDS mínimo necessário
✔ JESJOBS granular
✔ LOG e SYSLOG somente READ
✔ Nada de UACC(READ) em produção 😱
SETROPTS AUDIT OPERCMDS ativo


☕ Frase final do Bellacosa Mainframe

“No mainframe, comando não é poder…
autorização é.”

 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

🦋 Lei do Efeito Borboleta

Bellacosa Mainframe e o efeito borboleta



🦋 Lei do Efeito Borboleta

Ou: como um IF mal fechado pode mudar a vida inteira

Eu sempre digo: a vida roda em batch.
Você agenda um JOB achando que é simples… e lá na frente, três execuções depois, dá um ABEND existencial.

A Lei do Efeito Borboleta parte exatamente desse princípio:
👉 pequenas causas podem gerar consequências gigantescas.

O nome vem da famosa frase:

“O bater de asas de uma borboleta no Brasil pode provocar um tornado no Texas.”

Exagero poético? Talvez.
Mas quem já trabalhou com sistema complexo sabe: não é força, é encadeamento.


🌪️ Origem do Conceito (o nascimento do caos)

O conceito surgiu nos anos 1960 com o meteorologista Edward Lorenz, estudando modelos climáticos.

📌 Ele percebeu que:

  • alterar um número decimal quase invisível

  • mudava completamente a previsão do tempo

Na prática:

0.506127 ≠ 0.506

Na vida:

  • um “sim”

  • um atraso

  • uma conversa não tida

  • uma decisão tomada no cansaço

E o sistema inteiro muda.


🖥️ O Efeito Borboleta no Mainframe (a vida como JCL)

Quem é mainframeiro entende na hora:

  • Um SORT mal definido

  • Um campo com sinal errado

  • Um JOB fora de sequência

  • Um dataset sobrescrito sem backup

No começo: nada acontece.
Depois: tudo acontece ao mesmo tempo.

🦋 Pequeno erro →
🔥 Grande incêndio operacional


🧠 Como entender o Efeito Borboleta na prática

✔️ Sistemas complexos não são lineares
✔️ Nem tudo cresce proporcionalmente
✔️ Algumas coisas só fazem sentido depois

A vida:

  • não é CICS online

  • é batch noturno com dependência cruzada


🎎 No Japão (e nos animes)

O Japão ama esse conceito, mesmo sem chamar pelo nome.

📺 Exemplos clássicos:

  • Steins;Gate – mudar uma mensagem muda o mundo

  • Erased – pequenos atos alteram destinos

  • Your Name – encontros mínimos, impactos máximos

  • Tokyo Revengers – tentar consertar cria novos problemas

Easter egg cultural:
👉 o respeito extremo às pequenas ações
Cumprimentar, chegar no horário, silêncio, cuidado com detalhes.


🧩 Dicas Bellacosa para a vida

🦋 Nunca subestime pequenos atos

  • Uma palavra

  • Um gesto

  • Uma omissão

🦋 Cuide do input

  • Dados ruins geram saídas ruins

  • Pensamentos ruins viram hábitos

🦋 Nem todo efeito é imediato

  • Alguns JOBs rodam só no futuro


🤫 Fofoquices filosóficas

  • A maioria dos “acidentes” não são acidentes

  • A maioria das “coincidências” são encadeamentos

  • A maioria dos arrependimentos começa pequeno

E ninguém percebe…
até o tornado chegar.


🦋 Importância do Efeito Borboleta

Ele nos ensina:

  • humildade

  • responsabilidade

  • atenção aos detalhes

Porque no fim das contas…

Você nunca sabe qual pequena decisão
vai mudar tudo.

E como bom mainframeiro, eu aprendi cedo:

📌 O sistema nunca erra.
Ele apenas executa o que foi configurado.

E a vida?
Também.

🦋

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

🦇 Movimento Dark 1980 & Gótico 1990 — A Estrada Noturna da Tribo Invisível


 

🦇 Movimento Dark 1980 & Gótico 1990 — A Estrada Noturna da Tribo Invisível
Um artigo ao estilo Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight




🌑 Introdução — Quando a noite era uma linguagem secreta

Antes dos algoritmos, antes da avalanche de notificações, existia um Brasil onde ser diferente exigia coragem — e ousadia. Os anos 1980 e 1990 foram décadas em que as subculturas não vinham por streaming: elas eram contrabandeadas por fitas cassete mal gravadas, revistas importadas escondidas entre LPs usados e conversas sussurradas nos corredores escuros das escolas.

É aqui que nasce o movimento Dark dos anos 80 e evolui para o Gótico dos anos 90: uma estrada noturna percorrida por almas inquietas, artistas à margem, e adolescentes que descobriam que o preto não era só uma cor — era um manifesto.




🦇 1. Os Anos 1980 — O Brasil cinza e o surgimento do Dark

O país recém saía da ditadura, o rock nacional florescia e o underground respirava mal, mas respirava. A estética Dark entrou como um vírus elegante:

  • Cabelo comprido, franjas caídas, roupas rasgadas, coturnos;

  • Letras introspectivas, soturnas, existenciais;

  • Música vinda principalmente da Europa:

    • Siouxsie and The Banshees,

    • The Cure,

    • Joy Division,

    • Bauhaus,

    • Sisters of Mercy.

Mas aqui o Dark ganhou sotaque BR:

  • Ira! — “Mudança de Comportamento”

  • Plebe Rude

  • Legião Urbana — “Sereníssima”, “Tempo Perdido”

  • Arte No Escuro

  • Zero – “Quimeras”

Os jovens não tinham internet — tinham o fanzine: xerox mal cortado, letras tortas, cola quente e vontade. Distribuía-se na rua Augusta, na Galeria do Rock, nos roqueiros do Largo do Arouche.




🦇 2. Ritual de Iniciação — Como alguém virava Dark em 1986

  1. Uma fita K7 gravada de uma fita gravada de outra fita gravada da Rádio 89.

  2. Cabelos ao vento, franjas cobrindo o olho esquerdo.

  3. Roupas pretas: se não tinha griffe, a mãe ou a avó costuravam — movimento maker antes do maker existir.

  4. Pôsters de filmes: “O Corvo”, “The Hunger”, “Nosferatu”.

  5. Caminhadas noturnas discutindo Nietzsche sem ter lido Nietzsche.

  6. A tribo: se encontrava sem combinar; a cidade conspirava.

Era um movimento emocional, quase ritualístico.




🌒 3. Anos 1990 — A mutação para o Gótico

Quando chegam os 90, o Dark amadurece. Larga parte do punk, assume uma estética mais teatral e abraça o misticismo. O termo “gótico” se consolida.

Os pilares do gótico 90

  • Maquiagem pesada.

  • Ternos e sobretudos longos (aquele que sua mãe costurou!).

  • Simbolismo: ankh, crucifixos, caveiras discretas.

  • Anéis vampíricos

  • A melancolia deixa de ser fraqueza: vira estilo de vida.

As bandas do altar gótico

  • The Cure (rainha-mãe do movimento inteiro).

  • Clan of Xymox.

  • London After Midnight.

  • The Mission.

  • Type O Negative (para os iniciantes em trevas do metal).

Aqui no Brasil a cena se fortalece:

  • Madame Satã (Bexiga) — templo máximo.

  • Espaço Retrô, Santa Cecília — clássico.

  • Fofinho Rock Club, Belém — garagem pura.

  • Aeroanta, Dama Xoc, Carbono 14.

Se você passasse pela Augusta num domingo cedo, veria vampiros desorientados indo embora enquanto as senhoras iam para a missa na igreja da Consolação. Um ecossistema perfeito.


🌘 4. Tribos Urbanas — A necessidade humana de pertencer

O Dark/Gótico não era só música. Era pertencimento.

Para muitos jovens — vindos da periferia, de famílias partidas, de escolas opressoras, de bairros onde pagode e samba eram regra — o preto era uma forma de existir no mundo.

Os encontros eram míticos:

  • Cemitérios (não para cultos, mas porque eram silenciosos e tinham clima).

  • Becos da Paulista.

  • Madrugadas eternas na Praça Roosevelt.

  • Conversas sobre a vida, o universo e o nada, enquanto um hot-dog da Augusta segurava a ressaca emocional.

  • Caminhadas sobre a madrugada nas assustadoras ruas do Centro Velho de São Paulo (Rua São Bento, Rua Direita, XV de Novembro e vale do Anhangabaú entre outras).

  • Zanzar sob a luz da Lua em noites de inverno paulistana.

  • Estações ferroviárias CBTU fechadas, aguardando a abertura e o primeiro trem.

Quem viveu sabe: era liberdade em sua forma mais artesanal.


🌑 5. A Estética Hacker — o paralelo com o Mainframe

Como Bellacosa Mainframe exige:

O movimento Dark/Gótico tem uma lógica parecida com o mundo mainframe:

  • Poucos entendem.

  • Muitos falam sem saber.

  • Há uma estética própria, fechada, ritualística.

  • Você precisa dos velhos mestres para ser iniciado.

  • Existe documentação, mas ela é esparsa, oral, perdida em zines e memórias.

  • Quem faz parte… reconhece o outro no escuro.

Dark/Gótico é, essencialmente, um RACF Group invisível: só entra quem conhece a senha emocional.


🌑 6. Curiosidades (Easter Eggs Noturnos)

  • O perfume favorito dos góticos paulistanos 90 era o Kaiak preto ou o Malbec — mesmo sabendo que a aura deveria ser de mofo poético.

  • A maioria dos góticos da época sabia dançar Wave com fluidez, mesmo nunca tendo tido aula.

  • O termo “vampirear” significava andar sem destino pela madrugada.

  • Boa parte da cena gótica paulista nasceu… nos corredores da Galeria do Rock.

  • O movimento era pequeno, mas altamente ramificado: cyber-gótico, vampírico, etéreo, pós-punk, industrial.


🌑 7. Conclusão — Ser Dark/Gótico não era moda. Era autobiografia.

O movimento Dark dos 80 e o Gótico dos 90 foram, para milhares de jovens, a escola onde se aprende a ser sensível, inquieto e diferente num mundo que queria todo mundo igual.

Era música, era estética…
Mas era, acima de tudo, um lugar emocional.

E quem viveu sabe:
A noite não era cenário.
Era lar.

E mesmo que hoje sejamos adultos caretas, programadores COBOL com backlogs intermináveis, analistas de sistemas soterrados em JCL…
Dentro de muitos de nós ainda há aquele adolescente andando de preto, ouvindo The Cure num walkman velho, filosofando bobagens às 2 da manhã sob um poste queimado da Vila Alpina.

E isso, meu caro,
é o tipo de coisa que mesmo o tempo não apaga.
🖤🌙


🌘 Para ir mais longe

O Movimento Dark, que ganhou força nos anos 1980 e se expandiu durante os anos 1990, foi muito mais do que um estilo musical. Ele representou uma forma de expressão artística e cultural voltada para temas como melancolia, introspecção, romantismo sombrio, existencialismo e crítica social. Suas raízes podem ser encontradas no pós-punk britânico do final dos anos 1970, especialmente em bandas como Bauhaus, Siouxsie and the Banshees, The Cure e Sisters of Mercy.

A estética gótica incorporou elementos da literatura de Edgar Allan Poe, Bram Stoker e Mary Shelley, além da arquitetura medieval, do simbolismo e do romantismo do século XIX. Roupas escuras, maquiagem marcante, cabelos elaborados e acessórios inspirados em épocas passadas tornaram-se símbolos da identidade do movimento.

Durante os anos 1990, a cultura gótica diversificou-se com a ascensão do darkwave, industrial, gothic metal e outras vertentes alternativas. O movimento também influenciou animes, mangás, cinema, videogames e diversas manifestações artísticas.

Mais do que uma celebração da tristeza, o universo dark sempre valorizou a individualidade, a criatividade e a reflexão sobre aspectos profundos da existência humana. Seu legado permanece vivo até hoje, influenciando moda, música, arte e cultura pop em todo o mundo.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

BUGUEI o YOUTUBE: 2002 - 28º Aniversario do Vagner

 Festa em Itatiba, 28º aniversario, o sultão e a família na maior festança da Rua Jose Brunelli Filho... Obrigado meus amigos vocês foram demais, foi uma festa memorável.



Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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