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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
No ultimo dia do ano, uma volta pelo centro velho de Sao Paulo vendo o Rio Tamanduatei, o mercado municipal e os velhos prédios que fizeram a historia do centro velho de Sao Paulo.
Aproveitando para contar ao formiga velhas historias de outros tempos.
Foram bons anos que passei no centro, andando por estas ruas e aproveitei esta passagem para relembrar velhas historias, Vendo as evoluções, novas construções, demolições das antigas. O antigo quartel abandonado... o palácio das industrial uma vez abandonado, depois reformado , outra vez abandonado e agora um museu.
Bellacosa Mainframe apresenta shinmai maou no testament burst
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Shinmai Maou no Testament BURST (新妹魔王の契約者 BURST)
Quando um Programador COBOL Descobre que Proteger um Sistema em Produção é Muito Mais Difícil do que Implantá-lo
Se a primeira temporada apresentou os personagens e estabeleceu o universo, Shinmai Maou no Testament BURST amplia significativamente a escala da história. O foco deixa de ser apenas a convivência entre Basara, Mio e Maria para explorar conspirações, disputas pelo trono demoníaco e uma guerra que ameaça todo o equilíbrio entre humanos, heróis e demônios. (AnimeList)
Para um profissional IBM Z, esta temporada lembra exatamente a diferença entre colocar uma aplicação em produção e mantê-la funcionando sob alta carga, onde novas integrações, dependências e riscos surgem continuamente.
Ficha Técnica
Título original: 新妹魔王の契約者 BURST
Título internacional: The Testament of Sister New Devil BURST
Autor da obra original: Tetsuto Uesu
Ilustrações: Nekosuke Ōkuma
Diretor: Hisashi Saitō
Roteiro: Sumio Uetake
Trilha sonora: Yasuharu Takanashi
Estúdio: Production IMS
Estreia: 9 de outubro de 2015
Encerramento: 11 de dezembro de 2015
Episódios: 10
Origem: Light Novel
O Studio
A Production IMS manteve praticamente toda a equipe da primeira temporada.
O estúdio buscou:
melhorar as cenas de batalha;
ampliar os efeitos mágicos;
aprofundar o universo político;
preservar a identidade visual da série.
Apesar do orçamento limitado em comparação com grandes estúdios, entregou uma sequência consistente antes de encerrar suas atividades alguns anos depois.
Sinopse
Após derrotar Zolgia, Basara acredita que finalmente poderá viver em paz.
Entretanto, uma convocação leva Mio ao Mundo dos Demônios, onde diferentes facções disputam o controle do reino. Basara decide acompanhá-la, iniciando uma jornada muito mais perigosa do que qualquer conflito anterior.
Agora, não basta proteger Mio: será preciso impedir uma guerra civil demoníaca.
Resumo da História
A segunda temporada muda o foco da narrativa.
Enquanto a primeira era centrada na adaptação da nova família, BURST expande o universo:
conflitos diplomáticos;
guerras entre clãs;
alianças frágeis;
traições;
estratégias militares;
novos reis demônios;
crescimento do poder de Basara.
A escala aumenta e o mundo parece muito mais vivo.
Personagens Principais
Basara Toujou
Continua sendo o protetor de Mio.
Nesta temporada aprende que força sozinha não resolve crises políticas.
Mio Naruse
Agora assume cada vez mais seu papel como sucessora legítima do antigo Rei Demônio.
Passa a demonstrar maior maturidade.
Maria Naruse
Mantém o humor característico, mas também revela aspectos importantes sobre sua família e sua origem.
Yuki Nonaka
Continua sendo uma das maiores aliadas de Basara.
Sua magia ganha importância nas batalhas.
Zest
Recebe excelente desenvolvimento.
Sua lealdade, honra e capacidade militar tornam-se fundamentais para o grupo.
Leohart
Talvez o personagem político mais interessante da série.
Não governa pelo medo.
Busca estabilidade.
Lukia
Nova personagem.
Irmã mais velha de Maria.
Sua chegada altera completamente a dinâmica da história.
O que muda em BURST?
Comparando com a primeira temporada:
✅ muito mais ação;
✅ maior foco em política;
✅ menos episódios cotidianos;
✅ universo expandido;
✅ novos personagens;
✅ batalhas maiores;
✅ maior desenvolvimento de Basara.
O fanservice continua presente — e em alguns momentos é até mais intenso —, mas a narrativa dedica mais espaço às consequências políticas das decisões dos protagonistas.
Temática
A segunda temporada aborda:
liderança;
responsabilidade;
confiança;
honra;
alianças;
diplomacia;
guerra;
sacrifício;
amadurecimento.
Gêneros
Fantasia
Ação
Sobrenatural
Ecchi
Harém
Romance
Demônios
Escolar
Classificação
Indicada para maiores de 18 anos em diversos mercados devido ao forte conteúdo sexual, nudez parcial, violência e linguagem adulta.
As Aventuras
Durante BURST encontramos:
guerras entre nobres demônios;
confrontos mágicos;
invasões de fortalezas;
duelos entre guerreiros lendários;
viagens ao Reino Demoníaco;
alianças improváveis;
conflitos familiares;
conspirações internas.
Cada arco aumenta a complexidade política da franquia.
Mensagens Ocultas
1. Produção é diferente de desenvolvimento
Na primeira temporada tudo era descoberta.
Agora surgem:
usuários;
clientes;
regras;
governança.
Exatamente como acontece após um sistema COBOL entrar em produção.
2. Liderança exige negociação
Basara percebe que derrotar inimigos não basta.
É preciso convencer aliados.
Todo arquiteto de sistemas aprende isso cedo.
3. Confiança é um ativo
Os contratos mágicos continuam sendo fundamentais.
Mas nesta temporada fica evidente que:
contratos sem confiança valem muito pouco.
4. Poder sem autocontrole destrói
Vários personagens mostram que força absoluta não significa capacidade de liderar.
5. O inimigo nem sempre é externo
Grande parte dos problemas nasce dentro do próprio Reino Demoníaco.
Assim como em TI:
nem sempre o maior problema vem do cliente.
Às vezes vem da arquitetura.
Bellacosa Mainframe
Imagine que a primeira temporada representava a implantação de um sistema bancário.
BURST representa o primeiro grande pico de produção.
Agora aparecem:
milhares de usuários;
novas integrações;
auditorias;
mudanças regulatórias;
pressão política;
incidentes;
disponibilidade 24x7.
Basara deixa de ser apenas um excelente programador.
Ele passa a agir como um System Programmer, um arquiteto ou um líder técnico que precisa equilibrar desempenho, segurança, continuidade do serviço e interesses de diferentes áreas.
O Reino Demoníaco torna-se um enorme ambiente corporativo distribuído, onde cada decisão afeta toda a infraestrutura.
Impacto Cultural
Embora não tenha alcançado o mesmo nível de popularidade de franquias como High School DxD, BURST consolidou a identidade da série ao expandir seu universo e aprofundar os conflitos políticos. Entre os fãs, é frequentemente considerada superior à primeira temporada pela evolução dos personagens e pelo foco maior na narrativa, ainda que continue sendo lembrada pelo elevado nível de fanservice.
Conclusão
Para um Programador COBOL Padawan, Shinmai Maou no Testament BURST ensina uma lição clássica da engenharia de software:
Criar um sistema é apenas o começo. O verdadeiro desafio é mantê-lo estável quando o ambiente cresce, surgem novas integrações e cada mudança passa a impactar milhares de usuários.
Basara amadurece exatamente como um profissional IBM Z: deixa de pensar apenas em resolver problemas imediatos e passa a enxergar o ambiente como um ecossistema completo, onde contratos, confiança, arquitetura e governança são tão importantes quanto poder e conhecimento técnico.
Brasil 2015: quando o sistema entrou em rollback e descobrimos que não havia backup
ao estilo bellacosa mainframe, para o El Jefe Midnight Lunch
Meu segundo ano de volta ao Brasil foi 2015. Se 2013 tinha sido o alerta e 2014 a entrada em produção sem homologação, 2015 foi o momento em que alguém tentou desesperadamente dar rollback — só para descobrir que o backup estava corrompido. Para quem passou doze anos na Europa, acostumado a ambientes onde crise vem com manual, plano e cronograma, 2015 foi o choque definitivo: o Brasil não estava em crise econômica apenas. Estava em crise de confiança no sistema.
Economia: quando o desempenho cai de uma vez só
Em 2015, a economia deixou de fingir. O consumo travou, o crédito sumiu, o desemprego começou a aparecer de verdade. Foi como ver um sistema que rodava no limite finalmente estourar o SLA. Quem tinha reserva se encolheu, quem não tinha entrou em modo sobrevivência.
Na Europa, recessão costuma ser previsível: gráficos, avisos, pacotes de ajuste. No Brasil, ela chegou como crash. Empresas fecharam do dia para a noite, projetos foram congelados sem explicação, e a sensação geral era de chão sumindo sob os pés.
Como ex-imigrante, foi impossível não comparar: lá fora, quando o sistema falha, assume-se a falha. Aqui, cada operador culpava o outro enquanto o usuário final via o salário encolher e o futuro evaporar.
Sociedade: o país em deadlock
Socialmente, 2015 foi um ano de deadlock. Ninguém cedia, ninguém confiava, ninguém escutava. O clima era de confronto permanente — nas ruas, na imprensa, nas redes sociais, nas mesas de bar. Para quem voltou esperando reconstruir laços, foi um ano duro.
Na Europa, divergência política raramente rompe relações pessoais. No Brasil de 2015, rompeu. Vi amizades de décadas sendo suspensas, famílias evitando certos assuntos para não travar a convivência. Era como um sistema em que dois processos se bloqueiam mutuamente, esperando que o outro libere o recurso que nunca vem.
Cultura: o fim da ilusão de estabilidade
Culturalmente, 2015 marcou o fim de uma fantasia: a de que o Brasil tinha encontrado um caminho estável. O discurso otimista virou ruído. O humor ficou mais ácido, o entretenimento mais escapista, a arte mais política — ou mais desesperada.
Para quem viveu na Europa, ficou claro: quando a confiança institucional cai, a cultura vira espaço de catarse. Séries, músicas, textos e piadas começaram a refletir um país cansado de promessas. O improviso, antes celebrado, passou a ser visto como sintoma de abandono.
O brasileiro percebeu algo doloroso: criatividade não substitui estrutura.
População: medo, adaptação e fadiga
O povo em 2015 não estava mais apenas irritado. Estava com medo. Medo de perder o emprego, de não conseguir pagar contas, de descer alguns degraus na escada social. Para quem voltou de fora, foi chocante perceber como a insegurança se espalhou rápido.
Mas, como sempre, houve adaptação. Gente voltando a morar com a família, fazendo bicos, criando negócios improvisados, reinventando-se na marra. Vi uma resiliência que impressiona qualquer europeu — mas também uma exaustão que não aparece nas estatísticas.
O brasileiro aguenta muito. E isso, paradoxalmente, é parte do problema.
Segundo ano pós-retorno: o ajuste interno
No meu segundo ano de volta, entendi que retornar não era apenas geográfico. Era emocional e cultural. Em 2015, parei de comparar o Brasil com a Europa como quem espera equivalência. Passei a enxergar o Brasil como um sistema próprio, com lógica interna, cheia de exceções, patches improvisados e regras não documentadas.
Aprendi que aqui, sobreviver exige leitura de ambiente, não só competência técnica. Que seguir o manual nem sempre garante estabilidade. E que o custo psicológico de viver em um sistema instável é alto, mesmo para quem já viveu fora.
Epílogo: lição de mainframe
2015 ensinou uma lição clássica de ambientes críticos: não existe rollback sem backup confiável.
O Brasil tentou voltar atrás, corrigir rotas, ajustar parâmetros — mas descobriu tarde demais que tinha ignorado alertas por anos. O sistema continuou rodando, porque sempre roda. Mas agora com perda de dados, falhas intermitentes e operadores exaustos.
No fim daquele ano, como ex-imigrante definitivamente reabsorvido pelo ambiente, eu já sabia: o Brasil não estava mais em fase de ajuste fino. Estava em modo recovery — sem certeza se o sistema voltaria exatamente como antes.
E todo operador veterano sabe: depois de um crash desses, nada volta igual.
O formiguinha adora uma piscina e com esse calor, aproveitamos o dia para visitar os primos de Atibaia, saímos cedo de casa e para alegria do formiga, a aguar estava uma delicia.
O malandrinho após um ano de natação esta um craque, muito audacioso dando excelentes braçadas para la e para ca, confia nos braços e se aventura para experimentar o fundo.
Recomendo que quem puder coloque seu filho na natação, os benefícios valem a pena.
Uma tradição muito bacana que existe em Itatiba é o desfile dos papais Noeis, existem aproximadamente 10 grupos que se organizam durante o ano para arrecadar fundos para comprar balas e rebuçados.
Quando chega em Dezembro o líder deste grupo se veste de Papai Noel, enfeitam carros e saem pelos bairros da cidade, distribuindo doces para as crianças.
Tem trenós, jipes, caminhonetas e ate motos... este pequeno video foi feito a quando da visita de um destes papais Noeis no bairro do Jardim Arizona.
Semana de ferias na escola tem que ter imaginação para entreter o formiga.
Estamos em Dezembro sem aulas no Catatau, como isso devemos inventar coisas para entreter o formiguinha, filmes e desenhos estão em baixa. Por isso mexendo nos brinquedos encontramos estes peões.
Após estudar um pouco o funcionamento, montamos a arena e começamos as batalhas, foram algumas horas de diversão, com o jiga joga dos peões.
Estamos na SP 360 no trecho urbano de Itatiba indo em direcção a Dom Pedro, final de dia, como de costume estou filmando a estrada. Ouvindo musica e conversando quando de repente.
Passa o carro do papai Noel, claro que em Itatiba isto é uma tradição existindo mais de 10 grupos que se fantasiam de papai Noel e saem pela cidade distribuindo balas e rebuçados para as crianças.
Mas você topar com um deles de repente na estrada é meio surreal, insólito, tornou nossa viagem mais divertida, pois arrumamos nova conversa.
O trenzinho do papai Noel fazendo a alegria das crianças.
O shopping Iguatemi como sempre investe pesado em suas programações culturais, dessa vez criaram uma vila natalina com direito a ferrovia do Noel, caminhão, árvore de natal e ajudantes do bom velhinho.
Bonecos de neve, ursos polares e muitos pacotes/embrulhos de brinquedo estavam espalhados pelo cenário. Tornando a viagem do trenzinho muito mais divertida.
As crianças adoram isto e o formiguinha por sorte, pegou uma hora de pouco movimento e deu umas duas voltas no trenzinho, com direito a escolher o lugar na cabine da locomotiva.
Bellacosa Mainframe e a era de ouro dos screen savers
Os primeiros screen-saver, nossos hilariantes protetores de tela
Ahhh, padawan… se teve uma coisa que os anos 1990 sabiam fazer bem, era transformar ociosidade em espetáculo digital.
Os protetores de tela (screen savers) eram o cinema do PC — uma pausa poética entre o trabalho no Word e o download no Napster.
E sim, o John Castaway era o superstar, mas ele não reinava sozinho naquele panteão de pixels.
Aqui vai a tríade sagrada dos protetores de tela noventistas, direto do templo Bellacosa da Nostalgia Digital:
🌀 1️⃣ Flying Toasters (After Dark, 1989)
O pioneiro dos ícones do nonsense digital.
Antes de John Castaway, antes até do Windows 95, já existiam as Flying Toasters — torradeiras voadoras com asas batendo em formação, cruzando o céu negro da sua tela.
Parte do lendário pacote After Dark da Berkeley Systems, esse protetor era pura ironia geek: totalmente inútil, absolutamente hipnótico.
✨ Curiosidade Bellacosa:
As Flying Toasters foram tão populares que viraram camiseta, caneca e até capa de CD.
A Apple tentou proibir cópias porque dizia ter tido “a ideia” antes — mas perdeu a briga.
Hoje, são ícones de uma era em que software ainda tinha humor.
🌌 2️⃣ Mystify Your Mind (Windows 3.1 / 95 / 98)
O clássico oficial do Windows.
Linhas coloridas, em movimento suave, formando fractais psicodélicos que pareciam saídos de uma rave cósmica.
Era o “modo Zen” dos técnicos de informática: você deixava o PC parado e ficava hipnotizado pelas curvas dançando no CRT.
✨ Curiosidade Bellacosa:
O “Mystify” foi criado por engenheiros da Microsoft em 1992, e tinha um bug curioso — quanto mais tempo o PC ficava ligado, mais lentas ficavam as curvas.
Era literalmente o screensaver envelhecendo com o computador. 🫠
🪟 3️⃣ Pipes 3D (Windows 95 Plus!)
Ah, o Pipes…
Nada mais satisfatório do que ver aquelas tubulações infinitas sendo construídas em 3D, bloco por bloco, como se o Windows tivesse uma fábrica secreta de encanamento espacial.
Parecia inútil — e era — mas a sensação de ver o cano não se chocar consigo mesmo era quase catártica.
✨ Curiosidade Bellacosa:
O “Pipes” usava um dos primeiros renderizadores 3D nativos do Windows, e sua aleatoriedade era tão pura que nunca repetia o mesmo desenho.
Pra muitos, foi o primeiro contato com geometria procedural — antes mesmo de jogos 3D populares.
🌠 Menções honrosas da galáxia screensaveriana:
Starfield Simulation (ou “viagem no espaço”) — o protetor que fazia você sentir que estava na Enterprise, viajando em dobra espacial.
Aquarium — peixinhos nadando, bolhas subindo, paz e nostalgia garantidas.
3D Maze — o labirinto psicodélico que dava medo e fascínio em igual medida (e transformava o PC num pesadelo de xadrez vermelho).
Clock / Flying Windows / Logo Bouncing — simples, mas com aquele charme de sistema rodando a 60Hz e zumbindo como um modem feliz.
💭 Reflexão estilo Bellacosa Mainframe:
Os protetores de tela eram mais do que ferramentas contra o burn-in do monitor.
Eram janelas para a imaginação, pequenas obras de arte em movimento.
Em uma época sem redes sociais, sem YouTube, eles eram o screensaver da alma.
A gente deixava o PC sozinho, mas o PC nunca deixava a gente sem espetáculo.
✨ No fim, padawan, todo protetor de tela era uma metáfora da própria vida digital dos anos 90:
Bellacosa Mainframe e o grande bestiario da fantasia parte xii
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
📚 O Grande Bestiário da Fantasia
Das Revistas Pulp aos Animes Modernos
Volume XII
Sorcerous Stabber Orphen
Quando os Magos Deixaram de Ser Sábios... e Passaram a Ser Humanos
"Até meados da década de 1990, o mago da fantasia era quase sempre um velho de barba longa, dono de respostas para tudo. Então surgiu Orphen. Ele não queria salvar o mundo. Queria apenas resolver os próprios problemas. E isso mudou completamente a fantasia japonesa."
☕ Bellacosa Time Machine
Destino: Tóquio
Ano: 1994
A fantasia japonesa vive uma transformação.
Lodoss mostrou o RPG clássico.
Slayers provou que humor funcionava.
Final Fantasy VI impressiona o mundo.
Os JRPGs amadurecem.
Mas existe uma sensação estranha.
Os heróis parecem perfeitos demais.
Os magos...
sábios demais.
Os vilões...
previsíveis demais.
Então um escritor resolve mudar tudo.
Seu nome era:
Yoshinobu Akita.
A Fantasia Está Crescendo
Observe a evolução.
Conan era sobrevivência.
Lodoss era aventura.
Slayers era humor.
Agora...
a fantasia começa a falar sobre...
responsabilidade.
culpa.
fracasso.
amadurecimento.
Quem é Orphen?
Seu verdadeiro nome é:
Krylancelo Finrandi.
Órfão.
Treinado em uma das maiores escolas de magia.
Talentoso.
Brilhante.
Impulsivo.
Mas...
muito distante do arquétipo clássico do mago.
Um Mago Que Odeia Ser Herói
Essa talvez seja a maior inovação.
Orphen não acorda pensando:
"Vou salvar o mundo."
Na verdade...
Ele preferiria que o mundo o deixasse em paz.
Seu objetivo inicial é extremamente pessoal.
Salvar Azalie.
Nada mais.
Azalie
Uma das personagens mais importantes da obra.
Brilhante.
Talentosa.
Admirada.
Até que um experimento mágico dá terrivelmente errado.
Ela se transforma.
Não em uma vilã.
Mas em uma tragédia viva.
Bloody August
O dragão monstruoso.
Símbolo da culpa.
Do erro.
Da obsessão.
A criatura não existe apenas para ser derrotada.
Ela representa as consequências da arrogância humana.
A Magia Como Ciência
Aqui encontramos uma mudança fundamental.
Em muitas fantasias.
Magia é quase um milagre.
Em Orphen.
Ela parece...
engenharia.
Existem:
teoria.
aprendizado.
pesquisa.
treinamento.
disciplina.
Erros possuem consequências.
A Torre dos Dentes
A escola de magia.
Não é apenas uma academia.
É praticamente uma universidade.
Pesquisadores.
Mestres.
Disputas internas.
Política.
Burocracia.
Ciência.
A magia deixa de ser mística.
Passa a ser uma profissão.
O Mundo Não É Medieval...
É Pós-Medieval
Existe comércio.
Guildas.
Tecnologia limitada.
Organizações.
Instituições.
Cidades grandes.
A fantasia começa lentamente a abandonar o feudalismo clássico.
Majic
O aprendiz.
Curioso.
Determinado.
Inexperiente.
Ele funciona como nossos olhos.
Aprende junto com o leitor.
Cleao
Talvez uma das personagens mais subestimadas.
Impulsiva.
Corajosa.
Persistente.
Não aceita ficar apenas observando.
Ela participa da aventura.
Humor Diferente
Ao contrário de Slayers.
O humor aqui é mais seco.
Mais irônico.
Mais próximo do cotidiano.
Os personagens discutem dinheiro.
Hospedagem.
Comida.
Despesas.
Pequenos problemas.
Tudo parece mais humano.
O Poder Tem Preço
Outro detalhe importante.
Orphen é extremamente poderoso.
Mesmo assim...
não resolve tudo.
Existem limites.
Cansaço.
Falhas.
Decisões ruins.
Conhecimento incompleto.
Quanto mais aprende.
Mais percebe o quanto ainda ignora.
O Mundo Continua Funcionando
Howard fazia isso.
Miura também.
Orphen herda essa característica.
As cidades vivem.
Os comerciantes negociam.
As escolas ensinam.
Os governos discutem.
A aventura não gira ao redor do protagonista.
A Influência dos JRPGs
Durante os anos 1990.
Os videogames evoluem rapidamente.
Em Orphen percebemos elementos familiares.
Lojas.
Viagens.
Companheiros.
Feitiços.
Equipamentos.
Missões.
Mas tudo tratado de maneira mais natural.
A Fantasia Fica Mais Madura
Orphen faz perguntas interessantes.
Vale qualquer sacrifício para salvar alguém?
O conhecimento possui limites?
Quem controla os pesquisadores?
Quando um erro científico deixa de ser acidente?
Questões surpreendentemente atuais.
O Anti-Herói Moderno
Antes.
Os protagonistas buscavam glória.
Orphen busca...
resolver um erro.
Ele não quer fama.
Quer redenção.
Isso aproxima muito o leitor.
A Ponte Para Fullmetal Alchemist
Anos depois.
Outra obra faria perguntas parecidas.
O que acontece quando o conhecimento ultrapassa os limites éticos?
A busca pela verdade justifica qualquer experimento?
Embora cada série siga caminhos próprios, ambas exploram a responsabilidade ligada ao poder e ao saber.
A Ponte Para Goblin Slayer
Parece distante.
Mas existe ligação.
Goblin Slayer também trata o trabalho quase como uma profissão.
Planejamento.
Conhecimento.
Experiência.
Especialização.
Menos heroísmo.
Mais competência.
A Ponte Para Frieren
Outro elo curioso.
Frieren também mostra magia como estudo.
Pesquisa.
Experiência acumulada.
Aprendizado constante.
O mago deixa de ser apenas alguém que lança feitiços.
Passa a ser um pesquisador.
Easter Egg do Bellacosa Mainframe
Imagine Orphen entrando em um banco.
O gerente pergunta:
— Qual sua profissão?
Orphen responde:
— Consultor especializado em resolver consequências de decisões técnicas mal documentadas.
O gerente sorri.
— Ah...
Então o senhor trabalha com sistemas legados.
Curiosidades Que Pouca Gente Conhece
📚 Nasceu como Light Novel
Sorcerous Stabber Orphen começou como uma série de romances escritos por Yoshinobu Akita antes de ganhar adaptações para mangá e anime.
🧙 A magia possui regras claras
Os feitiços seguem uma lógica interna, reforçando a ideia de que conhecimento e treinamento são mais importantes do que talento puro.
📺 Existem diferentes adaptações em anime
Além da série clássica dos anos 1990, Orphen recebeu novas adaptações que reapresentaram a história para outra geração.
⚔ O protagonista foge do herói tradicional
Orphen não busca glória ou reconhecimento. Seu objetivo nasce de uma dívida emocional e de um sentimento profundo de responsabilidade.
🌍 Influenciou a fantasia das Light Novels
A combinação de aventura, humor, drama e sistemas mágicos estruturados ajudou a consolidar um modelo seguido por diversas obras posteriores.
Quando a Magia Virou Profissão
Robert E. Howard mostrou que sobreviver era mais importante do que ser escolhido.
Frank Frazetta ensinou como a fantasia deveria parecer.
Dungeons & Dragons transformou leitores em aventureiros.
Lodoss levou o RPG para os animes.
Slayers mostrou que a fantasia podia rir de si mesma.
Então surgiu Sorcerous Stabber Orphen.
Ele mudou o foco da fantasia japonesa. Em vez de reis e profecias, apresentou instituições, pesquisa, responsabilidade e personagens que precisavam conviver com as consequências de seus próprios erros. A magia deixou de ser um mistério absoluto para se tornar um campo de estudo, quase uma ciência, aproximando o fantástico do cotidiano.
Esse passo foi decisivo. A partir dali, a fantasia japonesa começaria a abandonar definitivamente os arquétipos rígidos dos anos 1980 para abraçar protagonistas mais imperfeitos, sistemas mágicos mais consistentes e conflitos mais humanos.
No próximo volume, nossa máquina do tempo avançará até o final da década de 1990 para acompanhar outra transformação histórica. A fantasia medieval deixará de viver apenas em livros e animes para ocupar um novo território: os MMORPGs.
Chegou o momento de conhecer Ragnarok Online, Ultima Online, EverQuest e o nascimento dos mundos persistentes que, anos depois, inspirariam diretamente Sword Art Online, inúmeros isekais e toda uma geração que passou a imaginar a fantasia não apenas como uma história... mas como um lugar onde seria possível viver.
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
📚 O Grande Bestiário da Fantasia
Das Revistas Pulp aos Animes Modernos
Uma viagem pelas raízes da fantasia moderna: mitologia, revistas pulp,
Robert E. Howard, Conan, Frank Frazetta, RPG, quadrinhos europeus,
Dark Fantasy, MMORPGs e a chegada dos grandes animes de fantasia.
A fantasia contemporânea não nasceu pronta. Ela foi compilada durante
séculos: primeiro nas lendas antigas, depois nas revistas pulp, nas
histórias de espada e feitiçaria, nos RPGs de mesa, nos quadrinhos
europeus, nos videogames e finalmente nos animes e mundos virtuais.
Este índice reúne todos os capítulos de
O Grande Bestiário da Fantasia, formando uma rota de leitura
contínua entre Robert E. Howard, Conan, Dungeons & Dragons, Berserk,
Record of Lodoss War, Slayers, Log Horizon e Sword Art Online.
🔎
17 capítulos disponíveis.
I
As origens
Volume I — Antes de Conan
Uma viagem às raízes da fantasia: Gilgamesh, Beowulf, sagas nórdicas,
mitologias antigas, Lord Dunsany, William Morris e Edgar Rice Burroughs.
Weird Tales, Amazing Stories, Argosy, Black Mask e outras revistas que
publicaram heróis, monstros, detetives e mundos que mudariam a cultura
popular para sempre.
O índice final da série, conectando todos os capítulos e revelando
como mitologia, pulp, Conan, RPG, quadrinhos, games e animes fazem
parte da mesma árvore genealógica.
Os links abaixo permanecem visíveis em HTML convencional para facilitar
a navegação, a acessibilidade e a descoberta das páginas por mecanismos
de busca.
Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe
desde 1988
,
é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2,
z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais,
conhecimento técnico, história da computação e práticas
do universo mainframe para aproximar novas gerações das
tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos
ao redor do mundo.
IBM Champion
IBM Z
COBOL
CICS
Db2
z/OS
Mainframe desde 1988