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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Passeando as margens do rio Tamanduatei

Avenida do Estado e o mercado municipal


No ultimo dia do ano, uma volta pelo centro velho de Sao Paulo vendo o Rio Tamanduatei, o mercado municipal e os velhos prédios que fizeram a historia do centro velho de Sao Paulo.

Aproveitando para contar ao formiga velhas historias de outros tempos.


Foram bons anos que passei no centro, andando por estas ruas e aproveitei esta passagem para relembrar velhas historias, Vendo as evoluções, novas construções, demolições das antigas. O antigo quartel abandonado... o palácio das industrial uma vez abandonado, depois reformado , outra vez abandonado e agora um museu.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Shinmai Maou no Testament BURST

 

Bellacosa Mainframe apresenta shinmai maou no testament burst

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Shinmai Maou no Testament BURST (新妹魔王の契約者 BURST)

Quando um Programador COBOL Descobre que Proteger um Sistema em Produção é Muito Mais Difícil do que Implantá-lo

Se a primeira temporada apresentou os personagens e estabeleceu o universo, Shinmai Maou no Testament BURST amplia significativamente a escala da história. O foco deixa de ser apenas a convivência entre Basara, Mio e Maria para explorar conspirações, disputas pelo trono demoníaco e uma guerra que ameaça todo o equilíbrio entre humanos, heróis e demônios. (AnimeList)

Para um profissional IBM Z, esta temporada lembra exatamente a diferença entre colocar uma aplicação em produção e mantê-la funcionando sob alta carga, onde novas integrações, dependências e riscos surgem continuamente.


Ficha Técnica

Título original: 新妹魔王の契約者 BURST

Título internacional: The Testament of Sister New Devil BURST

Autor da obra original: Tetsuto Uesu

Ilustrações: Nekosuke Ōkuma

Diretor: Hisashi Saitō

Roteiro: Sumio Uetake

Trilha sonora: Yasuharu Takanashi

Estúdio: Production IMS

Estreia: 9 de outubro de 2015

Encerramento: 11 de dezembro de 2015

Episódios: 10

Origem: Light Novel

 


O Studio

A Production IMS manteve praticamente toda a equipe da primeira temporada.

O estúdio buscou:

  • melhorar as cenas de batalha;

  • ampliar os efeitos mágicos;

  • aprofundar o universo político;

  • preservar a identidade visual da série.

Apesar do orçamento limitado em comparação com grandes estúdios, entregou uma sequência consistente antes de encerrar suas atividades alguns anos depois. 


Sinopse

Após derrotar Zolgia, Basara acredita que finalmente poderá viver em paz.

Entretanto, uma convocação leva Mio ao Mundo dos Demônios, onde diferentes facções disputam o controle do reino. Basara decide acompanhá-la, iniciando uma jornada muito mais perigosa do que qualquer conflito anterior.

Agora, não basta proteger Mio: será preciso impedir uma guerra civil demoníaca.  


Resumo da História

A segunda temporada muda o foco da narrativa.

Enquanto a primeira era centrada na adaptação da nova família, BURST expande o universo:

  • conflitos diplomáticos;

  • guerras entre clãs;

  • alianças frágeis;

  • traições;

  • estratégias militares;

  • novos reis demônios;

  • crescimento do poder de Basara.

A escala aumenta e o mundo parece muito mais vivo.


Personagens Principais

Basara Toujou

Continua sendo o protetor de Mio.

Nesta temporada aprende que força sozinha não resolve crises políticas.


Mio Naruse

Agora assume cada vez mais seu papel como sucessora legítima do antigo Rei Demônio.

Passa a demonstrar maior maturidade.


Maria Naruse

Mantém o humor característico, mas também revela aspectos importantes sobre sua família e sua origem.


Yuki Nonaka

Continua sendo uma das maiores aliadas de Basara.

Sua magia ganha importância nas batalhas.


Zest

Recebe excelente desenvolvimento.

Sua lealdade, honra e capacidade militar tornam-se fundamentais para o grupo.


Leohart

Talvez o personagem político mais interessante da série.

Não governa pelo medo.

Busca estabilidade.


Lukia

Nova personagem.

Irmã mais velha de Maria.

Sua chegada altera completamente a dinâmica da história. 


O que muda em BURST?

Comparando com a primeira temporada:

✅ muito mais ação;

✅ maior foco em política;

✅ menos episódios cotidianos;

✅ universo expandido;

✅ novos personagens;

✅ batalhas maiores;

✅ maior desenvolvimento de Basara.

O fanservice continua presente — e em alguns momentos é até mais intenso —, mas a narrativa dedica mais espaço às consequências políticas das decisões dos protagonistas.  


Temática

A segunda temporada aborda:

  • liderança;

  • responsabilidade;

  • confiança;

  • honra;

  • alianças;

  • diplomacia;

  • guerra;

  • sacrifício;

  • amadurecimento.


Gêneros

  • Fantasia

  • Ação

  • Sobrenatural

  • Ecchi

  • Harém

  • Romance

  • Demônios

  • Escolar


Classificação

Indicada para maiores de 18 anos em diversos mercados devido ao forte conteúdo sexual, nudez parcial, violência e linguagem adulta.  


As Aventuras

Durante BURST encontramos:

  • guerras entre nobres demônios;

  • confrontos mágicos;

  • invasões de fortalezas;

  • duelos entre guerreiros lendários;

  • viagens ao Reino Demoníaco;

  • alianças improváveis;

  • conflitos familiares;

  • conspirações internas.

Cada arco aumenta a complexidade política da franquia.


Mensagens Ocultas

1. Produção é diferente de desenvolvimento

Na primeira temporada tudo era descoberta.

Agora surgem:

  • usuários;

  • clientes;

  • regras;

  • governança.

Exatamente como acontece após um sistema COBOL entrar em produção.


2. Liderança exige negociação

Basara percebe que derrotar inimigos não basta.

É preciso convencer aliados.

Todo arquiteto de sistemas aprende isso cedo.


3. Confiança é um ativo

Os contratos mágicos continuam sendo fundamentais.

Mas nesta temporada fica evidente que:

contratos sem confiança valem muito pouco.


4. Poder sem autocontrole destrói

Vários personagens mostram que força absoluta não significa capacidade de liderar.


5. O inimigo nem sempre é externo

Grande parte dos problemas nasce dentro do próprio Reino Demoníaco.

Assim como em TI:

nem sempre o maior problema vem do cliente.

Às vezes vem da arquitetura.


Bellacosa Mainframe

Imagine que a primeira temporada representava a implantação de um sistema bancário.

BURST representa o primeiro grande pico de produção.

Agora aparecem:

  • milhares de usuários;

  • novas integrações;

  • auditorias;

  • mudanças regulatórias;

  • pressão política;

  • incidentes;

  • disponibilidade 24x7.

Basara deixa de ser apenas um excelente programador.

Ele passa a agir como um System Programmer, um arquiteto ou um líder técnico que precisa equilibrar desempenho, segurança, continuidade do serviço e interesses de diferentes áreas.

O Reino Demoníaco torna-se um enorme ambiente corporativo distribuído, onde cada decisão afeta toda a infraestrutura.


Impacto Cultural

Embora não tenha alcançado o mesmo nível de popularidade de franquias como High School DxD, BURST consolidou a identidade da série ao expandir seu universo e aprofundar os conflitos políticos. Entre os fãs, é frequentemente considerada superior à primeira temporada pela evolução dos personagens e pelo foco maior na narrativa, ainda que continue sendo lembrada pelo elevado nível de fanservice.  


Conclusão

Para um Programador COBOL Padawan, Shinmai Maou no Testament BURST ensina uma lição clássica da engenharia de software:

Criar um sistema é apenas o começo. O verdadeiro desafio é mantê-lo estável quando o ambiente cresce, surgem novas integrações e cada mudança passa a impactar milhares de usuários.

Basara amadurece exatamente como um profissional IBM Z: deixa de pensar apenas em resolver problemas imediatos e passa a enxergar o ambiente como um ecossistema completo, onde contratos, confiança, arquitetura e governança são tão importantes quanto poder e conhecimento técnico.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Brasil 2015: quando o sistema entrou em rollback e descobrimos que não havia backup

 

Bellacosa Mainframe e a retrospectiva Brasil 2015

Brasil 2015: quando o sistema entrou em rollback e descobrimos que não havia backup

ao estilo bellacosa mainframe, para o El Jefe Midnight Lunch

Meu segundo ano de volta ao Brasil foi 2015. Se 2013 tinha sido o alerta e 2014 a entrada em produção sem homologação, 2015 foi o momento em que alguém tentou desesperadamente dar rollback — só para descobrir que o backup estava corrompido. Para quem passou doze anos na Europa, acostumado a ambientes onde crise vem com manual, plano e cronograma, 2015 foi o choque definitivo: o Brasil não estava em crise econômica apenas. Estava em crise de confiança no sistema.

Economia: quando o desempenho cai de uma vez só

Em 2015, a economia deixou de fingir. O consumo travou, o crédito sumiu, o desemprego começou a aparecer de verdade. Foi como ver um sistema que rodava no limite finalmente estourar o SLA. Quem tinha reserva se encolheu, quem não tinha entrou em modo sobrevivência.

Na Europa, recessão costuma ser previsível: gráficos, avisos, pacotes de ajuste. No Brasil, ela chegou como crash. Empresas fecharam do dia para a noite, projetos foram congelados sem explicação, e a sensação geral era de chão sumindo sob os pés.

Como ex-imigrante, foi impossível não comparar: lá fora, quando o sistema falha, assume-se a falha. Aqui, cada operador culpava o outro enquanto o usuário final via o salário encolher e o futuro evaporar.

Sociedade: o país em deadlock

Socialmente, 2015 foi um ano de deadlock. Ninguém cedia, ninguém confiava, ninguém escutava. O clima era de confronto permanente — nas ruas, na imprensa, nas redes sociais, nas mesas de bar. Para quem voltou esperando reconstruir laços, foi um ano duro.

Na Europa, divergência política raramente rompe relações pessoais. No Brasil de 2015, rompeu. Vi amizades de décadas sendo suspensas, famílias evitando certos assuntos para não travar a convivência. Era como um sistema em que dois processos se bloqueiam mutuamente, esperando que o outro libere o recurso que nunca vem.

Cultura: o fim da ilusão de estabilidade

Culturalmente, 2015 marcou o fim de uma fantasia: a de que o Brasil tinha encontrado um caminho estável. O discurso otimista virou ruído. O humor ficou mais ácido, o entretenimento mais escapista, a arte mais política — ou mais desesperada.

Para quem viveu na Europa, ficou claro: quando a confiança institucional cai, a cultura vira espaço de catarse. Séries, músicas, textos e piadas começaram a refletir um país cansado de promessas. O improviso, antes celebrado, passou a ser visto como sintoma de abandono.

O brasileiro percebeu algo doloroso: criatividade não substitui estrutura.

População: medo, adaptação e fadiga

O povo em 2015 não estava mais apenas irritado. Estava com medo. Medo de perder o emprego, de não conseguir pagar contas, de descer alguns degraus na escada social. Para quem voltou de fora, foi chocante perceber como a insegurança se espalhou rápido.

Mas, como sempre, houve adaptação. Gente voltando a morar com a família, fazendo bicos, criando negócios improvisados, reinventando-se na marra. Vi uma resiliência que impressiona qualquer europeu — mas também uma exaustão que não aparece nas estatísticas.

O brasileiro aguenta muito. E isso, paradoxalmente, é parte do problema.

Segundo ano pós-retorno: o ajuste interno

No meu segundo ano de volta, entendi que retornar não era apenas geográfico. Era emocional e cultural. Em 2015, parei de comparar o Brasil com a Europa como quem espera equivalência. Passei a enxergar o Brasil como um sistema próprio, com lógica interna, cheia de exceções, patches improvisados e regras não documentadas.

Aprendi que aqui, sobreviver exige leitura de ambiente, não só competência técnica. Que seguir o manual nem sempre garante estabilidade. E que o custo psicológico de viver em um sistema instável é alto, mesmo para quem já viveu fora.

Epílogo: lição de mainframe

2015 ensinou uma lição clássica de ambientes críticos:
não existe rollback sem backup confiável.

O Brasil tentou voltar atrás, corrigir rotas, ajustar parâmetros — mas descobriu tarde demais que tinha ignorado alertas por anos. O sistema continuou rodando, porque sempre roda. Mas agora com perda de dados, falhas intermitentes e operadores exaustos.

No fim daquele ano, como ex-imigrante definitivamente reabsorvido pelo ambiente, eu já sabia:
o Brasil não estava mais em fase de ajuste fino.
Estava em modo recovery
sem certeza se o sistema voltaria exatamente como antes.

E todo operador veterano sabe: depois de um crash desses, nada volta igual.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Formiguinha nadador...

Os benefícios de colocar uma criança na natação.

O formiguinha adora uma piscina e com esse calor, aproveitamos o dia para visitar os primos de Atibaia, saímos cedo de casa e para alegria do formiga, a aguar estava uma delicia.


O malandrinho após um ano de natação esta um craque, muito audacioso dando excelentes braçadas para la e para ca, confia nos braços e se aventura para experimentar o fundo.

Recomendo que quem puder coloque seu filho na natação, os benefícios valem a pena.

SP 65 - Indo para Atibaia pela Dom Pedro

A Rodovia Dom Pedro no sentido a Atibaia


A Dom Pedro é uma estrada retilinea sem muitas coisas bacanas, feita para ser via de ligação. A paisagem é um pouco pobre.



Mesmo assim capturei nossa voltinha para no futuro vermos o que mudou na pista.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Papai noel de Itatiba visitando o Jardim Arizona.

Visitante natalino uma tradição itatibense.


Uma tradição muito bacana que existe em Itatiba é o desfile dos papais Noeis, existem aproximadamente 10 grupos que se organizam durante o ano para arrecadar fundos para comprar balas e rebuçados.



Quando chega em Dezembro o líder deste grupo se veste de Papai Noel, enfeitam carros e saem pelos bairros da cidade, distribuindo doces para as crianças.

Tem trenós, jipes, caminhonetas e ate motos... este pequeno video foi feito a quando da visita de um destes papais Noeis no bairro do Jardim Arizona.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Batalha dos peões.

Semana de ferias na escola tem que ter imaginação para entreter o formiga.


Estamos em Dezembro sem aulas no Catatau, como isso devemos inventar coisas para entreter o formiguinha, filmes e desenhos estão em baixa. Por isso mexendo nos brinquedos encontramos estes peões.


Após estudar um pouco o funcionamento, montamos a arena e começamos as batalhas, foram algumas horas de diversão, com o jiga joga dos peões.

Boa diversão e algumas bagunças.

SP 360 e o personagem insolito

Cada uma que não entendemos


Estamos na SP 360 no trecho urbano de Itatiba indo em direcção a Dom Pedro, final de dia, como de costume estou filmando a estrada. Ouvindo musica e conversando quando de repente.

Passa o carro do papai Noel, claro que em Itatiba isto é uma tradição existindo mais de 10 grupos que se fantasiam de papai Noel e saem pela cidade distribuindo balas e rebuçados para as crianças.


Mas você topar com um deles de repente na estrada é meio surreal, insólito, tornou nossa viagem mais divertida, pois arrumamos nova conversa.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O comboio de Natal no Shopping Iguatemi de Campinas

O trenzinho do papai Noel fazendo a alegria das crianças.


O shopping Iguatemi como sempre investe pesado em suas programações culturais, dessa vez criaram uma vila natalina com direito a ferrovia do Noel, caminhão, árvore de natal e ajudantes do bom velhinho.

Bonecos de neve, ursos polares e muitos pacotes/embrulhos de brinquedo estavam espalhados pelo cenário. Tornando a viagem do trenzinho muito mais divertida.



As crianças adoram isto e o formiguinha por sorte, pegou uma hora de pouco movimento e deu umas duas voltas no trenzinho, com direito a escolher o lugar na cabine da locomotiva.


Os primeiros screen-saver, nossos hilariantes protetores de tela

 

Bellacosa Mainframe e a era de ouro dos screen savers

Os primeiros screen-saver, nossos hilariantes protetores de tela

Ahhh, padawan… se teve uma coisa que os anos 1990 sabiam fazer bem, era transformar ociosidade em espetáculo digital.
Os protetores de tela (screen savers) eram o cinema do PC — uma pausa poética entre o trabalho no Word e o download no Napster.
E sim, o John Castaway era o superstar, mas ele não reinava sozinho naquele panteão de pixels.

Aqui vai a tríade sagrada dos protetores de tela noventistas, direto do templo Bellacosa da Nostalgia Digital:




🌀 1️⃣ Flying Toasters (After Dark, 1989)
O pioneiro dos ícones do nonsense digital.
Antes de John Castaway, antes até do Windows 95, já existiam as Flying Toasters — torradeiras voadoras com asas batendo em formação, cruzando o céu negro da sua tela.
Parte do lendário pacote After Dark da Berkeley Systems, esse protetor era pura ironia geek: totalmente inútil, absolutamente hipnótico.

Curiosidade Bellacosa:
As Flying Toasters foram tão populares que viraram camiseta, caneca e até capa de CD.
A Apple tentou proibir cópias porque dizia ter tido “a ideia” antes — mas perdeu a briga.
Hoje, são ícones de uma era em que software ainda tinha humor.




🌌 2️⃣ Mystify Your Mind (Windows 3.1 / 95 / 98)
O clássico oficial do Windows.
Linhas coloridas, em movimento suave, formando fractais psicodélicos que pareciam saídos de uma rave cósmica.
Era o “modo Zen” dos técnicos de informática: você deixava o PC parado e ficava hipnotizado pelas curvas dançando no CRT.

Curiosidade Bellacosa:
O “Mystify” foi criado por engenheiros da Microsoft em 1992, e tinha um bug curioso — quanto mais tempo o PC ficava ligado, mais lentas ficavam as curvas.
Era literalmente o screensaver envelhecendo com o computador. 🫠




🪟 3️⃣ Pipes 3D (Windows 95 Plus!)
Ah, o Pipes
Nada mais satisfatório do que ver aquelas tubulações infinitas sendo construídas em 3D, bloco por bloco, como se o Windows tivesse uma fábrica secreta de encanamento espacial.
Parecia inútil — e era — mas a sensação de ver o cano não se chocar consigo mesmo era quase catártica.

Curiosidade Bellacosa:
O “Pipes” usava um dos primeiros renderizadores 3D nativos do Windows, e sua aleatoriedade era tão pura que nunca repetia o mesmo desenho.
Pra muitos, foi o primeiro contato com geometria procedural — antes mesmo de jogos 3D populares.


🌠 Menções honrosas da galáxia screensaveriana:



  • Starfield Simulation (ou “viagem no espaço”) — o protetor que fazia você sentir que estava na Enterprise, viajando em dobra espacial.



  • Aquarium — peixinhos nadando, bolhas subindo, paz e nostalgia garantidas.



  • 3D Maze — o labirinto psicodélico que dava medo e fascínio em igual medida (e transformava o PC num pesadelo de xadrez vermelho).



  • Clock / Flying Windows / Logo Bouncing — simples, mas com aquele charme de sistema rodando a 60Hz e zumbindo como um modem feliz.




💭 Reflexão estilo Bellacosa Mainframe:


Os protetores de tela eram mais do que ferramentas contra o burn-in do monitor.
Eram janelas para a imaginação, pequenas obras de arte em movimento.
Em uma época sem redes sociais, sem YouTube, eles eram o screensaver da alma.
A gente deixava o PC sozinho, mas o PC nunca deixava a gente sem espetáculo.

✨ No fim, padawan, todo protetor de tela era uma metáfora da própria vida digital dos anos 90:

parado por fora, fervendo por dentro. 💾

#ElJefe #BellacosaMainframe #NostalgiaDigital #AfterDark #FlyingToasters #Pipes3D #Mystify #JohnCastaway #ScreensaverEra

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

📚 O Grande Bestiário da Fantasia : Volume XII Sorcerous Stabber Orphen

 

Bellacosa Mainframe e o grande bestiario da fantasia parte xii

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

📚 O Grande Bestiário da Fantasia

Das Revistas Pulp aos Animes Modernos

Volume XII

Sorcerous Stabber Orphen

Quando os Magos Deixaram de Ser Sábios... e Passaram a Ser Humanos

"Até meados da década de 1990, o mago da fantasia era quase sempre um velho de barba longa, dono de respostas para tudo. Então surgiu Orphen. Ele não queria salvar o mundo. Queria apenas resolver os próprios problemas. E isso mudou completamente a fantasia japonesa."


☕ Bellacosa Time Machine

Destino: Tóquio

Ano: 1994

A fantasia japonesa vive uma transformação.

Lodoss mostrou o RPG clássico.

Slayers provou que humor funcionava.

Final Fantasy VI impressiona o mundo.

Os JRPGs amadurecem.

Mas existe uma sensação estranha.

Os heróis parecem perfeitos demais.

Os magos...

sábios demais.

Os vilões...

previsíveis demais.

Então um escritor resolve mudar tudo.

Seu nome era:

Yoshinobu Akita.


A Fantasia Está Crescendo

Observe a evolução.

Conan era sobrevivência.

Lodoss era aventura.

Slayers era humor.

Agora...

a fantasia começa a falar sobre...

responsabilidade.

culpa.

fracasso.

amadurecimento.


Quem é Orphen?

Seu verdadeiro nome é:

Krylancelo Finrandi.

Órfão.

Treinado em uma das maiores escolas de magia.

Talentoso.

Brilhante.

Impulsivo.

Mas...

muito distante do arquétipo clássico do mago.


Um Mago Que Odeia Ser Herói

Essa talvez seja a maior inovação.

Orphen não acorda pensando:

"Vou salvar o mundo."

Na verdade...

Ele preferiria que o mundo o deixasse em paz.

Seu objetivo inicial é extremamente pessoal.

Salvar Azalie.

Nada mais.


Azalie

Uma das personagens mais importantes da obra.

Brilhante.

Talentosa.

Admirada.

Até que um experimento mágico dá terrivelmente errado.

Ela se transforma.

Não em uma vilã.

Mas em uma tragédia viva.


Bloody August

O dragão monstruoso.

Símbolo da culpa.

Do erro.

Da obsessão.

A criatura não existe apenas para ser derrotada.

Ela representa as consequências da arrogância humana.


A Magia Como Ciência

Aqui encontramos uma mudança fundamental.

Em muitas fantasias.

Magia é quase um milagre.

Em Orphen.

Ela parece...

engenharia.

Existem:

teoria.

aprendizado.

pesquisa.

treinamento.

disciplina.

Erros possuem consequências.


A Torre dos Dentes

A escola de magia.

Não é apenas uma academia.

É praticamente uma universidade.

Pesquisadores.

Mestres.

Disputas internas.

Política.

Burocracia.

Ciência.

A magia deixa de ser mística.

Passa a ser uma profissão.


O Mundo Não É Medieval...

É Pós-Medieval

Existe comércio.

Guildas.

Tecnologia limitada.

Organizações.

Instituições.

Cidades grandes.

A fantasia começa lentamente a abandonar o feudalismo clássico.


Majic

O aprendiz.

Curioso.

Determinado.

Inexperiente.

Ele funciona como nossos olhos.

Aprende junto com o leitor.


Cleao

Talvez uma das personagens mais subestimadas.

Impulsiva.

Corajosa.

Persistente.

Não aceita ficar apenas observando.

Ela participa da aventura.


Humor Diferente

Ao contrário de Slayers.

O humor aqui é mais seco.

Mais irônico.

Mais próximo do cotidiano.

Os personagens discutem dinheiro.

Hospedagem.

Comida.

Despesas.

Pequenos problemas.

Tudo parece mais humano.


O Poder Tem Preço

Outro detalhe importante.

Orphen é extremamente poderoso.

Mesmo assim...

não resolve tudo.

Existem limites.

Cansaço.

Falhas.

Decisões ruins.

Conhecimento incompleto.

Quanto mais aprende.

Mais percebe o quanto ainda ignora.


O Mundo Continua Funcionando

Howard fazia isso.

Miura também.

Orphen herda essa característica.

As cidades vivem.

Os comerciantes negociam.

As escolas ensinam.

Os governos discutem.

A aventura não gira ao redor do protagonista.


A Influência dos JRPGs

Durante os anos 1990.

Os videogames evoluem rapidamente.

Em Orphen percebemos elementos familiares.

Lojas.

Viagens.

Companheiros.

Feitiços.

Equipamentos.

Missões.

Mas tudo tratado de maneira mais natural.


A Fantasia Fica Mais Madura

Orphen faz perguntas interessantes.

Vale qualquer sacrifício para salvar alguém?

O conhecimento possui limites?

Quem controla os pesquisadores?

Quando um erro científico deixa de ser acidente?

Questões surpreendentemente atuais.


O Anti-Herói Moderno

Antes.

Os protagonistas buscavam glória.

Orphen busca...

resolver um erro.

Ele não quer fama.

Quer redenção.

Isso aproxima muito o leitor.


A Ponte Para Fullmetal Alchemist

Anos depois.

Outra obra faria perguntas parecidas.

O que acontece quando o conhecimento ultrapassa os limites éticos?

A busca pela verdade justifica qualquer experimento?

Embora cada série siga caminhos próprios, ambas exploram a responsabilidade ligada ao poder e ao saber.


A Ponte Para Goblin Slayer

Parece distante.

Mas existe ligação.

Goblin Slayer também trata o trabalho quase como uma profissão.

Planejamento.

Conhecimento.

Experiência.

Especialização.

Menos heroísmo.

Mais competência.


A Ponte Para Frieren

Outro elo curioso.

Frieren também mostra magia como estudo.

Pesquisa.

Experiência acumulada.

Aprendizado constante.

O mago deixa de ser apenas alguém que lança feitiços.

Passa a ser um pesquisador.


Easter Egg do Bellacosa Mainframe

Imagine Orphen entrando em um banco.

O gerente pergunta:

— Qual sua profissão?

Orphen responde:

— Consultor especializado em resolver consequências de decisões técnicas mal documentadas.

O gerente sorri.

— Ah...

Então o senhor trabalha com sistemas legados.


Curiosidades Que Pouca Gente Conhece

📚 Nasceu como Light Novel

Sorcerous Stabber Orphen começou como uma série de romances escritos por Yoshinobu Akita antes de ganhar adaptações para mangá e anime.


🧙 A magia possui regras claras

Os feitiços seguem uma lógica interna, reforçando a ideia de que conhecimento e treinamento são mais importantes do que talento puro.


📺 Existem diferentes adaptações em anime

Além da série clássica dos anos 1990, Orphen recebeu novas adaptações que reapresentaram a história para outra geração.


⚔ O protagonista foge do herói tradicional

Orphen não busca glória ou reconhecimento. Seu objetivo nasce de uma dívida emocional e de um sentimento profundo de responsabilidade.


🌍 Influenciou a fantasia das Light Novels

A combinação de aventura, humor, drama e sistemas mágicos estruturados ajudou a consolidar um modelo seguido por diversas obras posteriores.


Quando a Magia Virou Profissão

Robert E. Howard mostrou que sobreviver era mais importante do que ser escolhido.

Frank Frazetta ensinou como a fantasia deveria parecer.

Dungeons & Dragons transformou leitores em aventureiros.

Lodoss levou o RPG para os animes.

Slayers mostrou que a fantasia podia rir de si mesma.

Então surgiu Sorcerous Stabber Orphen.

Ele mudou o foco da fantasia japonesa. Em vez de reis e profecias, apresentou instituições, pesquisa, responsabilidade e personagens que precisavam conviver com as consequências de seus próprios erros. A magia deixou de ser um mistério absoluto para se tornar um campo de estudo, quase uma ciência, aproximando o fantástico do cotidiano.

Esse passo foi decisivo. A partir dali, a fantasia japonesa começaria a abandonar definitivamente os arquétipos rígidos dos anos 1980 para abraçar protagonistas mais imperfeitos, sistemas mágicos mais consistentes e conflitos mais humanos.

No próximo volume, nossa máquina do tempo avançará até o final da década de 1990 para acompanhar outra transformação histórica. A fantasia medieval deixará de viver apenas em livros e animes para ocupar um novo território: os MMORPGs.

Chegou o momento de conhecer Ragnarok Online, Ultima Online, EverQuest e o nascimento dos mundos persistentes que, anos depois, inspirariam diretamente Sword Art Online, inúmeros isekais e toda uma geração que passou a imaginar a fantasia não apenas como uma história... mas como um lugar onde seria possível viver.

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

📚 O Grande Bestiário da Fantasia

Das Revistas Pulp aos Animes Modernos

Uma viagem pelas raízes da fantasia moderna: mitologia, revistas pulp, Robert E. Howard, Conan, Frank Frazetta, RPG, quadrinhos europeus, Dark Fantasy, MMORPGs e a chegada dos grandes animes de fantasia.

17 capítulos disponíveis.

I
As origens

Volume I — Antes de Conan

Uma viagem às raízes da fantasia: Gilgamesh, Beowulf, sagas nórdicas, mitologias antigas, Lord Dunsany, William Morris e Edgar Rice Burroughs.

Ler o Volume I ↗
II
O criador

Volume II — Robert E. Howard

A vida do escritor de Cross Plains que criou Conan, Kull, Solomon Kane, Bran Mak Morn e estabeleceu as fundações da Sword and Sorcery.

Ler o Volume II ↗
III
Era Hiboriana

Volume III — O Universo Conan

A engenharia da Era Hiboriana: reinos, povos, religiões, mapas, civilizações e o primeiro grande world building da fantasia moderna.

Ler o Volume III ↗
IV
Arte fantástica

Volume IV — Frank Frazetta

Como a força, o movimento, as sombras e os monstros de Frazetta definiram visualmente a fantasia que conhecemos.

Ler o Volume IV ↗
V
RPG de mesa

Volume V — Dungeons & Dragons

Quando a fantasia deixou de ser apenas lida e passou a ser vivida por jogadores, mestres, guerreiros, magos e ladrões ao redor de uma mesa.

Ler o Volume V ↗
VI
Quadrinhos europeus

Volume VI — Métal Hurlant

A revista francesa que rompeu fronteiras entre fantasia, ficção científica, surrealismo e narrativa visual.

Ler o Volume VI ↗
VII
Fantasia adulta

Volume VII — Heavy Metal

Quando a fantasia europeia cruzou o Atlântico, ganhou novas vozes e conquistou a cultura pop mundial.

Ler o Volume VII ↗
VIII
Grimdark

Volume VIII — Warhammer Fantasy

O Velho Mundo, os Deuses do Caos, os Skaven e a fantasia sombria onde a vitória do bem nunca é garantida.

Ler o Volume VIII ↗
IX
Dark Fantasy

Volume IX — Berserk

Kentaro Miura reuniu séculos de fantasia, arte europeia, horror, tragédia e guerra em uma das obras mais influentes do mangá.

Ler o Volume IX ↗
X
D&D no Japão

Volume X — Record of Lodoss War

A campanha de RPG que virou romance, mangá e anime, criando uma ponte definitiva entre Dungeons & Dragons e a fantasia japonesa.

Ler o Volume X ↗
XI
Fantasia e humor

Volume XI — Slayers

Lina Inverse demonstrou que a fantasia podia rir dos próprios clichês sem abandonar magia, aventura, perigo e construção de mundo.

Ler o Volume XI ↗
XII
Magia e responsabilidade

Volume XII — Sorcerous Stabber Orphen

Um protagonista cínico, magos imperfeitos e um universo onde magia possui teoria, limites, custos e consequências humanas.

Ler o Volume XII ↗
XIII
Mundos persistentes

Volume XIII — Ultima Online, EverQuest e Ragnarok Online

Os MMORPGs transformaram a fantasia em mundos habitados 24 horas por dia, com guildas, mercados, guerras, profissões e comunidades reais.

Ler o Volume XIII ↗
XIV
Sociedade virtual

Volume XIV — Log Horizon

Um MMORPG deixa de ser apenas um jogo e se transforma em uma civilização com economia, leis, diplomacia, educação e governança.

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XV
Realidade virtual

Volume XV — Sword Art Online

Quando um MMORPG deixou de ser apenas um mundo virtual e se tornou uma prisão onde perder a partida significava perder a própria vida.

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Capítulo especial

As Revistas Pulp

Weird Tales, Amazing Stories, Argosy, Black Mask e outras revistas que publicaram heróis, monstros, detetives e mundos que mudariam a cultura popular para sempre.

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Ω
Conclusão da série

O Guia Definitivo da Evolução da Fantasia Moderna

O índice final da série, conectando todos os capítulos e revelando como mitologia, pulp, Conan, RPG, quadrinhos, games e animes fazem parte da mesma árvore genealógica.

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A linhagem

Das tábuas de argila aos mundos virtuais

Mitologias Revistas Pulp Conan Frazetta D&D Quadrinhos Europeus Warhammer Berserk Animes MMORPGs Isekais

O Grande Bestiário da Fantasia
Uma jornada do papel barato das revistas pulp aos pixels brilhantes dos mundos virtuais.

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Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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