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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

👱🚽 A Loira do Banheiro Apareceu!

 

Bellacosa Mainframe e a loira do banheiro

👱🚽 A Loira do Banheiro Apareceu!

Crônicas do Pequeno Vagner

Todo mundo tem histórias de fantasmas.

Tem o tio que viu um vulto.

Tem a prima da vizinha que jurava conversar com espíritos.

Tem o amigo do amigo que viu um disco voador.

Mas a história que vou contar hoje tem uma diferença.

Eu estava lá.

Não ouvi dizer.

Não foi alguém que contou para alguém que contou para alguém.

Eu vi o caos acontecer.

Estamos em 1986.

Escola Estadual Amador Bueno da Veiga.

Parque Sabará.

Taubaté.

Sexta série A.

Período da manhã.

Era um daqueles dias completamente comuns.

Aula normal.

Professor explicando matéria.

Alunos alternando entre prestar atenção e sonhar acordados.

Nada indicava que aquele seria um dos acontecimentos mais comentados do ano letivo.

Até que, de repente...

Um grito.

Depois outro.

E mais outro.

Uma gritaria desesperada tomou conta da escola.

A aula parou imediatamente.

Alunos levantaram.

Professores saíram para o corredor.

Todo mundo tentando entender o que estava acontecendo.

O epicentro da confusão vinha da região dos banheiros próximos ao pátio das merendas.

Corremos para ver.

Porque criança e adolescente possuem um instinto natural.

Onde existe confusão, existe plateia.

E lá fomos nós.

Ao chegar perto da movimentação, encontramos uma cena impressionante.

Uma aluna estava completamente desesperada.

Chorava.

Tremia.

Mal conseguia falar.

A inspetora tentava acalmá-la.

As serventes cercavam a garota.

Professores faziam perguntas.

Outros alunos observavam boquiabertos.

E entre lágrimas e soluços ela repetia a mesma frase:

— Eu vi!

— Eu vi!

— A Loira do Banheiro apareceu para mim!

Pronto.

O caos estava oficialmente instalado.

Hoje, quase quarenta anos depois, continuo sem saber o que realmente aconteceu.

Não sei se a garota teve uma alucinação.

Não sei se alguém fez uma brincadeira.

Não sei se ela interpretou alguma sombra de forma errada.

E também não sei se ela acreditava sinceramente no que dizia.

Mas existe uma coisa que nunca esqueci.

O estado em que ela estava.

Aquilo não parecia teatro.

Não parecia encenação.

Ela estava genuinamente apavorada.

E isso foi suficiente para transformar uma velha lenda urbana em um problema real.

Nos dias seguintes a história explodiu.

Cada turma tinha sua versão.

Cada corredor produzia uma teoria diferente.

Cada recreio acrescentava novos detalhes.

Em poucos dias a Loira do Banheiro já possuía aparência, roupa, horário de aparição, local favorito e até comportamento definido.

A lenda ganhou vida própria.

Chegou ao ponto de haver reuniões com pais.

Conversas com orientadores.

Comentários entre professores.

A garota acabou sendo encaminhada para acompanhamento psicológico.

Enquanto isso, nós, os alunos, fazíamos o que adolescentes fazem melhor:

Espalhávamos ainda mais a história.

O resultado foi imediato.

Ninguém mais queria ir sozinho ao banheiro.

Especialmente nos horários mais vazios.

Formavam-se verdadeiras expedições.

Três.

Quatro.

Cinco alunos juntos.

Como se estivéssemos entrando numa dungeon infestada de monstros.

A coragem individual desapareceu.

A coragem coletiva floresceu.

E assim sobrevivemos.

Mas aquele ano já era complicado por outros motivos.

A direção enfrentava outro problema crescente.

O famoso "cheirinho da loló".

Para quem não viveu aquela época, era uma espécie de lança-perfume artesanal.

Produzido clandestinamente.

Distribuído em pequenos frascos.

Muitas vezes escondido dentro dos famosos bonequinhos agarradinhos que faziam sucesso entre os estudantes.

Enquanto a Loira do Banheiro aterrorizava os corredores...

A diretora travava uma guerra em múltiplas frentes.

Fantasmas de um lado.

Arteiros do outro.

E centenas de adolescentes hiperativos no meio do caminho.

Hoje, olhando para trás, penso que talvez a verdadeira heroína daquela história fosse a diretora.

Porque administrar uma escola cheia de adolescentes já é difícil.

Administrar uma escola cheia de adolescentes convencidos de que uma assombração apareceu no banheiro é praticamente trabalho para super-herói.

Se a Loira do Banheiro realmente existia?

Não faço ideia.

Mas uma coisa eu posso afirmar.

Naquele dia de 1986, uma garota acreditou que viu algo.

E sua reação foi tão verdadeira que acabou alimentando uma das maiores ondas de pânico escolar que testemunhei na juventude.

Quase quarenta anos depois, ainda consigo ouvir os gritos ecoando pelo corredor.

E ainda me pergunto:

O que aquela menina viu naquele banheiro?

Talvez nunca saibamos.

Mas a lenda ganhou mais um capítulo naquele dia.

E suspeito que, em algum canto da memória coletiva da Amador Bueno da Veiga, a Loira do Banheiro ainda continua morando por lá.


☕💣 “ACHAVA QUE REXX ERA SÓ SCRIPT?” — 10 COISAS QUE TODO PROGRAMADOR COBOL JUNIOR PADAWAN DESCOBRE TARDE DEMAIS NO MAINFRAME IBM Z 💣☕

 

Bellacosa Mainframe apresenta dicas sobre REXX Mainframe que todo padawan deve dominar

☕💣 “ACHAVA QUE REXX ERA SÓ SCRIPT?” — 10 COISAS QUE TODO PROGRAMADOR COBOL JUNIOR PADAWAN DESCOBRE TARDE DEMAIS NO MAINFRAME IBM Z 💣☕

Bellacosa Mainframe apresenta 10 coisas que um dev padawan deve saber e dominar


☕💣 PARA ENCERRAR UMA JORNADA DE REXX — COISAS QUE UM PROGRAMADOR COBOL JUNIOR PADAWAN DEVE SABER 💣☕

Depois de brincar com variáveis, loops, PARSE, EXECIO, ISPF, SDSF e automações mágicas do z/OS… chega o momento em que o jovem Padawan COBOL percebe uma verdade brutal do Mainframe:

👉 REXX não é “só uma linguagem de script”.
REXX é praticamente o “canivete suíço espiritual” do ambiente IBM Z.

É aquela ferramenta que o sysprog usa às 3h da manhã.
É o remendo elegante que salva um batch.
É o automóvel improvisado do operador.
É o cola-tudo universal do TSO/ISPF.

E quando você aprende REXX… você deixa de ser apenas alguém que “programa COBOL”.

Você começa a conversar com o sistema operacional. ☕


🔥 1. O COBOL PROCESSA NEGÓCIO. O REXX CONTROLA O UNIVERSO AO REDOR.

COBOL:

  • calcula folha

  • processa contas

  • fecha banco

  • gera extrato

REXX:

  • automatiza deploy

  • chama utilitários

  • cria menus ISPF

  • lê datasets

  • manipula spool

  • dispara comandos

  • conversa com DB2

  • conversa com CICS

  • conversa com SDSF

  • conversa com JES2

O COBOL é o motor da empresa.

O REXX é o técnico escondido atrás do painel elétrico. ☕


🔥 2. TODO MAINFRAMEIRO SÊNIOR SABE REXX

Isso é quase lei não escrita do IBM Z.

Você pode encontrar:

  • especialista em CICS

  • DBA DB2

  • operador

  • sysprog

  • storage admin

  • automação

  • segurança RACF

Todos usando REXX em algum momento.

Porque chega uma hora em que:
👉 fazer manualmente vira sofrimento.

E o REXX resolve.


🔥 3. O VERDADEIRO PODER ESTÁ NA INTEGRAÇÃO

O Padawan normalmente pensa:

“REXX é linguagem.”

O veterano pensa:

“REXX é integração.”

REXX conversa com:

  • ISPF

  • SDSF

  • TSO

  • JES2

  • DB2

  • CICS

  • USS

  • MQ

  • arquivos

  • datasets

  • comandos do sistema

É por isso que ele continua vivo há décadas.


🔥 4. O REXX ENSINA VOCÊ A ENTENDER O z/OS

Muita gente aprende COBOL sem entender:

  • alocação

  • datasets

  • spool

  • comandos

  • ISPF

  • utilities

  • catalog

  • LPAR

  • JES

Mas quando começa a automatizar com REXX…

☠️ você é obrigado a entender como o ambiente REAL funciona.

E isso acelera absurdamente sua evolução.


🔥 5. REXX É O “PYTHON DO MAINFRAME” ANTES DO PYTHON EXISTIR

Muito antes da moda DevOps…

o mainframe já tinha:

  • automação

  • scripts

  • parsing

  • manipulação textual

  • integração

  • produtividade

E o nome disso era:
☕ REXX.

Inclusive muita ideia moderna já existia ali:

  • scripting rápido

  • administração automatizada

  • wrappers

  • glue language

  • interfaces operacionais


🔥 6. O PROGRAMADOR JÚNIOR DESCOBRE O TRAUMA DO EXECIO

Todo mundo passa por isso.

Primeiro contato:

"EXECIO * DISKR ARQ (STEM DADOS."

Depois:

  • RC estranho

  • dataset vazio

  • stem quebrado

  • linha truncada

  • allocation faltando

E então nasce o verdadeiro mainframeiro.

Porque EXECIO não ensina apenas I/O.

EXECIO ensina humildade. ☕💀


🔥 7. PARSE É UMA DAS COISAS MAIS GENIAIS DO REXX

Quando o Padawan entende:

PARSE VAR LINHA NOME 1 SOBRENOME

a mente explode.

Porque o REXX foi criado para:

  • texto

  • comandos

  • produtividade

  • interpretação dinâmica

O PARSE parece simples…
mas é uma arma absurdamente poderosa.


🔥 8. REXX MOSTRA QUE O MAINFRAME NÃO É “ENGESSADO”

Muita gente de fora imagina:

“Mainframe é rígido.”

Aí o cara vê:

  • menus ISPF customizados

  • automações

  • painéis

  • ferramentas internas

  • monitoramentos

  • integrações

Tudo feito em REXX.

E percebe:
☕ o IBM Z é MUITO mais flexível do que parece.


🔥 9. TODO AMBIENTE TEM “O REXX LENDÁRIO”

Sempre existe.

Aquele EXEC antigo:

  • sem documentação

  • cheio de LABEL

  • cheio de PARSE

  • com 9 mil linhas

  • ninguém sabe quem criou

  • resolve tudo

  • ninguém tem coragem de apagar

O famoso:

“Se mexer nisso o banco para.”

☠️ patrimônio histórico do datacenter.


🔥 10. APRENDER REXX MUDA SUA VISÃO DE CARREIRA

O júnior COBOL pensa em:

  • programa

  • compile

  • JCL

  • output

O cara que aprende REXX começa a enxergar:

  • automação

  • produtividade

  • operação

  • observabilidade

  • tooling

  • administração

  • integração corporativa

E isso aproxima você:

  • do sysprog

  • do operador

  • do DBA

  • da infraestrutura

  • da arquitetura

Você deixa de ver só o programa.

Você começa a enxergar o ecossistema inteiro.


☕ A GRANDE VERDADE FINAL DO MAINFRAME

O REXX ensina algo muito importante:

👉 Mainframe não é só linguagem.
👉 Mainframe é ambiente.
👉 É integração.
👉 É operação.
👉 É automação.
👉 É disciplina.
👉 É convivência com sistemas gigantescos.

E quando o Padawan entende isso…

ele deixa de ser apenas “programador COBOL”.

☕💣 Ele começa lentamente a virar um verdadeiro Mainframeiro. 💣☕


👩‍🎤 Ko-gal — As “Garotas Pequenas Grandes” que Chocaram o Japão

 

Bellacosa Mainframe e as ko-gal

👩‍🎤 Ko-gal — As “Garotas Pequenas Grandes” que Chocaram o Japão

Leitura: Ko-gyaru (コギャル)
Origem: junção de ko (子 = jovem, garota) + gal (do inglês “girl”)
Tradução livre: “garota jovem estilosa”
Período de auge: anos 1990 a início dos 2000
Símbolo: rebeldia fashion e choque de gerações


🏫 A Era Dourada das Ko-gals

Imagine o Japão dos anos 1990: economia em colapso após a “bolha financeira”, jovens desiludidos com o trabalho corporativo (salaryman), e um sistema escolar rígido, exigindo uniformes e comportamento exemplar.

Nesse cenário nasce a ko-gal — uma garota colegial que pega o uniforme tradicional e o transforma em protesto visual:

👧 saia encurtada
🧦 meias largas (loose socks)
💇 cabelo tingido (castanho, loiro, laranja)
💄 maquiagem bronzeada (ganguro)
📱 celular com pingentes
👜 bolsa de marca
🕶️ fala exageradamente informal

Era o Japão conservador sendo sacudido por uma geração que dizia “não quero ser como meus pais”.


💋 Tatemae? Não. Honne Total.

As ko-gals não viviam de fachada — elas mostravam o que sentiam, sem filtros.
Eram o oposto do tatemae.
Riam alto, usavam gírias próprias, iam ao karaokê e flertavam abertamente — tudo que a etiqueta japonesa tradicional condenava.

Para muitos adultos, eram “a decadência da juventude japonesa”.
Mas para os sociólogos, eram o primeiro movimento feminino de afirmação identitária pós-bolha.


🧬 As Subespécies da Tribo

Com o tempo, o termo ko-gal gerou derivações culturais, cada uma mais ousada que a outra:

SubculturaVisual / AtitudeCuriosidade
Ganguro (ガングロ)Pele bronzeada, maquiagem branca, cabelos claros.Reversão radical do padrão japonês de pele clara.
Yamanba (ヤマンバ)Versão extrema do ganguro: bronze intenso, maquiagem neon.Inspirada em espíritos das montanhas (yama-uba).
Kogyaru-kei (コギャル系)Estilo mais suave e moderno, influenciado por idols e moda Harajuku.Hoje, sobrevive nas ruas de Shibuya e Ikebukuro.

🏙️ Shibuya: O Templo das Ko-gals

O epicentro era Shibuya, especialmente em frente ao 109, o prédio-símbolo da moda jovem.
Ali, as ko-gals reinavam.
Eram o centro de gravidade da cultura teen japonesa — antes mesmo da internet transformar tribos em hashtags.

📸 Ícone visual: o “Shibuya Crossing”, onde as ko-gals andavam em grupos, exibindo independência, consumo e autoconfiança.


💡 Curiosidades Bellacosa

  • As ko-gals foram as primeiras a popularizar o uso de emojis e abreviações no celular, muito antes do WhatsApp existir.

  • Elas influenciaram a estética de personagens femininas em animes e mangás, como:

    • Gal-ko-chan (de “Oshiete! Galko-chan”)

    • Mika de Kimi ga Nozomu Eien

    • Yukana Yame de Hajimete no Gal

  • A mídia sensacionalista dos anos 90 as retratava como “garotas perdidas”, mas muitas delas se tornaram influenciadoras, designers e criadoras de tendências.

  • O termo “gyaru” (gal) evoluiu e sobrevive até hoje, em variações como:

    • Onee-gyaru (mais madura e sofisticada)

    • Agejo-gyaru (estilo hostess glamouroso)

    • Gyaru-mama (mães que mantêm o estilo gal)


📺 Ko-gal e os Animes

Várias personagens de anime são inspiradas direta ou indiretamente nas ko-gals:

🎀 Galko (Oshiete! Galko-chan) — representação honesta, carismática e divertida do estereótipo.
🎀 Rangiku Matsumoto (Bleach) — beleza e atitude independente.
🎀 Yumeko Jabami (Kakegurui) — o olhar penetrante e o desafio à hierarquia social.
🎀 Miyuki Shirogane disfarçada em Kaguya-sama: Love is War (episódio da “gal makeover”).

Essas personagens misturam rebeldia, humor e sensualidade — ecos modernos da primeira geração ko-gal.


🧘 Reflexão Bellacosa

As ko-gals foram um espelho do honne coletivo de uma geração que queria dizer:

“Não somos bonecas de porcelana. Somos humanas, barulhentas, cheias de vida.”

Elas chocaram o Japão, mas também abriram espaço para novas expressões de individualidade feminina.
Hoje, sua herança vive em cada influencer japonesa, cada estilo Harajuku e cada personagem anime que ousa ser diferente.


☕ Conclusão Bellacosa

O mundo pode vê-las como “rebeldes”, mas na verdade eram filhas da pressão social japonesa, transformando dor em estilo.
As ko-gals foram o debug visual da cultura pós-moderna do Japão — coloridas, intensas e sinceras.

✨ Porque, no fim, ser ko-gal é dizer:

“Posso usar uniforme, mas a alma… é toda minha.”

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

🌸 Love Hina — A comédia romântica que definiu uma geração de otakus

 

Bellacosa Mainframe viaja nesta divertida comedia romantica love hina

🌸 Love Hina — A comédia romântica que definiu uma geração de otakus

Prepare seu coração e seu senso de humor, porque hoje vamos relembrar uma das séries mais icônicas dos anos 2000: Love Hina, o anime que fez muita gente sonhar com o amor, rir das trapalhadas e descobrir o que é harém anime antes mesmo de saber o que isso significava.




🏠 A história de um sonhador atrapalhado

O protagonista, Keitaro Urashima, é o típico rapaz desajeitado e sonhador. Ele vive tentando entrar na lendária Universidade de Tóquio (Tōdai), movido por uma promessa que fez quando criança a uma garota misteriosa — promessa essa que ele nem lembra direito com quem foi!

Depois de várias reprovações e uma boa dose de azar, Keitaro acaba indo parar em uma pensão chamada Hinata-sou, herdada de sua avó. O problema? O local agora é um dormitório feminino. E, por ironia do destino (ou castigo divino), ele vira o novo gerente do lugar.

Daí pra frente, o caos começa. 💥




👧 As moradoras da Hinata-sou

Cada moradora é um universo à parte — e juntas, formam um dos elencos femininos mais marcantes da história dos animes:

  • Naru Narusegawa: a garota estudiosa e geniosa que divide o sonho (e os tapas) com Keitaro.

  • Motoko Aoyama: espadachim tradicional e disciplinada, alérgica a homens e desordem.

  • Shinobu Maehara: a doçura em pessoa, tímida e apaixonada em silêncio.

  • Kitsune Konno: a divertida, sarcástica e um pouco beberrona, sempre pronta pra causar.

  • Kaolla Su: a garota hiperativa e caótica, meio inventora, meio furacão.

Essa combinação resulta em um humor leve, cheio de mal-entendidos, pancadas voando e corações confusos — tudo com aquele toque de ternura que só os animes dos anos 2000 tinham.


💞 Entre risadas e sonhos

Love Hina não é só comédia e confusão. Por trás dos tropeços, há uma história sobre crescimento pessoal, persistência e amor genuíno.

Keitaro e Naru evoluem juntos — errando, aprendendo e tentando entender o que significa realmente cumprir uma promessa feita na infância.

E é isso que torna a série especial: ela fala sobre o tempo, os sonhos e as segundas chances. Mesmo com todo o humor pastelão, há momentos sinceros que tocam o coração.


🎨 Estilo, trilha e clima nostálgico

Visualmente, o anime traz aquele traço redondinho e expressivo típico dos anos 2000. As músicas de abertura e encerramento — especialmente Sakura Saku — são puro charme nostálgico.

É impossível não se apegar à atmosfera calorosa da Hinata-sou, um lugar que mistura cotidiano, amizade e caos de forma irresistível.


💬 Curiosidades que poucos lembram

  • O mangá de Love Hina (1998–2001) foi um dos primeiros sucessos globais da editora Kodansha.

  • O autor Ken Akamatsu ficou tão famoso que depois criou Negima! e UQ Holder!, séries que compartilham o mesmo universo e estilo.

  • O anime teve 24 episódios + especiais + OVAs, incluindo Love Hina Again, que fecha o romance entre Keitaro e Naru.

  • Foi uma das primeiras séries de comédia romântica japonesa a estourar no Ocidente — abrindo portas para títulos como Ai Yori Aoshi, Ichigo 100% e To Love-Ru.


🌸 Bellacosa comenta:

Love Hina é aquele tipo de anime que envelhece como uma lembrança boa: talvez um pouco brega, talvez exagerado, mas cheio de coração.

É um retrato de uma época em que a comédia romântica era ingênua, divertida e sonhadora. Um clássico que vale revisitar com o olhar carinhoso de quem sabe que rir das trapalhadas também é uma forma de amar. 💗


💡 Dica da casa:

Se você gostou de Love Hina, experimente também:

  • Ah! My Goddess (romance leve e místico)

  • Chobits (amor e tecnologia)

  • Negima! (do mesmo autor, com magia e ação)

  • Maison Ikkoku (um clássico dos anos 80 com o mesmo clima de pensão e confusões amorosas)


Love Hina é uma carta de amor ao otaku romântico: aquele que tropeça, cora, sonha — e continua acreditando que o amor vale o esforço.

☕💣 “EU SÓ QUERIA PROGRAMAR EM COBOL…” — O DIA EM QUE DESCOBRI QUE O MAINFRAME IBM Z É UMA CIDADE VIVA E NÃO UM COMPUTADOR 💣☕

 

Bellacosa Mainframe introduz a Engenharia de Software para programador cobol junior padawan

☕💣 “EU SÓ QUERIA PROGRAMAR EM COBOL…” — O DIA EM QUE DESCOBRI QUE O MAINFRAME IBM Z É UMA CIDADE VIVA E NÃO UM COMPUTADOR 💣☕

Existe um momento inevitável na vida de todo programador COBOL junior.

Um momento quase místico.

Você entra no mundo mainframe achando que vai:

✅ escrever alguns IFs
✅ compilar programas
✅ mexer em arquivos
✅ fazer SELECT no DB2
✅ rodar JCL
✅ ir embora feliz

Então um dia…

🔥 produção cai.

E você descobre uma verdade brutal:

O IBM Z não é apenas um computador.

É um ecossistema vivo.

Uma megacidade digital.

Um organismo enterprise colossal.

E o COBOL que você escreve é apenas uma pequena engrenagem dentro de uma máquina absurda que move bancos, bolsas, seguradoras, aeroportos, governos e cartões de crédito do planeta inteiro.

É nesse momento que nasce o verdadeiro programador enterprise.


🏛️ O MAIOR ERRO DO PROGRAMADOR JUNIOR

O iniciante normalmente acredita que:

“Se compilou, então está pronto.”

No mundo real do IBM Z…

isso não significa absolutamente nada.

Porque sistemas enterprise não vivem em laboratório.

Eles vivem em guerra.


🔥 A ILUSÃO DO “MEU PROGRAMA FUNCIONA”

O junior testa:

DISPLAY 'OK'

O resultado aparece.

Ele sorri.

Missão cumprida.

Mas no datacenter real existem coisas que o padawan ainda não consegue enxergar:


💥 O QUE REALMENTE ACONTECE EM PRODUÇÃO

Enquanto seu programa roda…

O JES2 está:

  • controlando spool

  • gerenciando filas

  • liberando jobs

  • priorizando workload


O WLM está:

  • redistribuindo CPU

  • controlando service classes

  • protegendo workloads críticos


O DB2 está:

  • gerenciando locks

  • buffer pools

  • GETPAGE

  • logging

  • rollback

  • contention


O CICS está:

  • coordenando milhares de transações

  • protegendo integridade

  • monitorando resposta online


O RACF está:

  • validando permissões

  • protegendo datasets

  • auditando acessos


O z/OS está:

  • coordenando memória

  • I/O

  • canais

  • discos

  • prioridades

  • dispatching


☕ E VOCÊ?

Você adicionou:

MOVE 'S' TO WS-STATUS

e achou que estava “programando”.

🔥💀


🏛️ O DIA EM QUE O JUNIOR ENCONRA O CAOS

Todo programador mainframe tem um batismo de fogo.

Normalmente começa assim:


🚨 “O FECHAMENTO FALHOU”

02:17 da manhã.

O operador abre chamado crítico.

A tela do console começa a cuspir mensagens:

IEC141I 013-20
S0C7
DSNT408I SQLCODE = -911

O batch noturno travou.

O scheduler congestionou.

A cadeia seguinte não inicia.

O gerente quer resposta.

O suporte quer diagnóstico.

O sysprog quer evidência.

E o programador junior descobre algo aterrorizante:

ninguém quer saber se o programa “compilava”.


🔥 O MAINFRAME NÃO PREMIA CÓDIGO BONITO

Ele premia:

✅ estabilidade
✅ previsibilidade
✅ rastreabilidade
✅ recuperação
✅ auditabilidade
✅ sobrevivência operacional


☕ O VERDADEIRO PAPEL DO PROGRAMADOR ENTERPRISE

O programador COBOL enterprise não escreve apenas lógica.

Ele constrói sistemas capazes de sobreviver:

  • ao tempo

  • a milhões de transações

  • a mudanças de regra

  • a incidentes

  • a auditorias

  • a integrações

  • a falhas humanas

  • a pressão operacional


💣 O QUE O JUNIOR NÃO VÊ NO INÍCIO

O junior pensa:

“Meu programa lê um arquivo.”

O veterano vê:

  • EXCP

  • buffering

  • RECFM

  • LRECL

  • blocking factor

  • checkpoint

  • restart

  • throughput

  • janela batch

  • impacto WLM


☕ EXEMPLO REAL DE MATURIDADE

Junior:

READ CLIENTES

Veterano:

“Quantos milhões de registros?”

“Qual o impacto no batch window?”

“Existe restart?”

“Tem controle de duplicidade?”

“O SORT é realmente necessário?”

“Qual o custo CPU?”

“Esse acesso explode GETPAGE?”

“O operador consegue diagnosticar?”

“O job é restartável?”

“Tem rollback?”


🔥 A GRANDE VIRADA MENTAL

O verdadeiro crescimento no mainframe acontece quando você entende:

COBOL é só a superfície.

Por trás dele existe:

🏛️ arquitetura
🏛️ engenharia
🏛️ operação
🏛️ performance
🏛️ observabilidade
🏛️ resiliência
🏛️ governança


☕ ENGENHARIA DE SOFTWARE NO IBM Z É DIFERENTE

No mundo distribuído muitas vezes existe a cultura do:

“deploy agora, corrige depois.”

No IBM Z isso pode significar:

💥 milhões perdidos
💥 fila bancária travada
💥 cartão recusado
💥 compensação atrasada
💥 processamento interrompido

Por isso o mainframe criou uma cultura quase militar de qualidade operacional.


🔥 O CÓDIGO PRECISA CONTAR UMA HISTÓRIA

O junior escreve código para máquina.

O veterano escreve código para:

  • o próximo programador

  • o suporte

  • o operador

  • a auditoria

  • o sysprog

  • o DBA

  • o time de produção


☕ O VERDADEIRO TERROR DO MAINFRAME

Não é S0C7.

Não é S322.

Não é SQLCODE -911.

O verdadeiro terror é:

um sistema crítico impossível de manter.


💣 O MONSTRO DAS 20 MIL LINHAS

Todo programador mainframe eventualmente encontra:

☠️ um programa COBOL monstruoso
☠️ sem comentários
☠️ sem modularização
☠️ cheio de GO TO
☠️ sem tratamento de erro
☠️ alterado por 30 anos

E então percebe:

engenharia de software não é luxo.

É sobrevivência.


☕ O MAINFRAME É UMA ESCOLA DE MATURIDADE

O IBM Z força o programador a evoluir.

Porque ali:

  • performance importa

  • estabilidade importa

  • disciplina importa

  • análise importa

  • responsabilidade importa

Você deixa de ser apenas alguém que “faz programa”.

E começa a pensar como engenheiro de sistemas enterprise.


🔥 O MOMENTO EM QUE TUDO MUDA

Existe um instante específico em que o junior evolui.

É quando ele para de perguntar:

“Como faço isso funcionar?”

E começa a perguntar:

“Como faço isso sobreviver em produção pelos próximos 15 anos?”

Nesse momento…

nasce um verdadeiro profissional mainframe.


☕ LIÇÃO FINAL DO DATACENTER

O IBM Z não ensina apenas tecnologia.

Ele ensina:

🏛️ responsabilidade
🏛️ engenharia
🏛️ disciplina
🏛️ resiliência
🏛️ pensamento sistêmico

Porque no fim…

o COBOL nunca foi apenas sobre código.

Foi sobre sustentar o mundo invisível que continua funcionando enquanto bilhões de pessoas dormem sem imaginar que existe um mainframe mantendo tudo vivo.


quarta-feira, 29 de outubro de 2025

⚔️ Lista Bellacosa – 50 Animes Underdog (Superação em Fantasia)

 


⚔️ Lista Bellacosa – 50 Animes Underdog (Superação em Fantasia) Parte 01

A análise psicológica dos animes de underdog começa onde quase todo profissional de mainframe já esteve: subestimado, fora do hype, longe do glamour. O protagonista underdog vive em constante estado de déficit — de poder, status, reconhecimento ou afeto. Isso cria uma tensão interna permanente, uma sensação de “processo em espera”, sempre aguardando permissão para existir plenamente.

Psicologicamente, esses personagens são moldados pela frustração repetida. Cada falha não tratada vira combustível. Diferente do herói prodígio, o underdog desenvolve resiliência, tolerância à dor emocional e capacidade de adaptação. É aprendizado empírico, não talento inato. Igual batch antigo: lento, mas confiável.

Há também o fator identidade. O underdog precisa construir quem é sem validação externa. Isso gera conflitos internos fortes — inveja, raiva, medo de não ser suficiente — mas também empatia com outros excluídos. Ele cria laços profundos porque sabe o custo da solidão. Psicologicamente, isso resulta em senso de justiça mais humano, menos idealizado.

O clímax desses animes não é a vitória final, mas o reconhecimento interno. O personagem deixa de lutar para provar algo aos outros e passa a lutar para não trair a si mesmo. No fim, o underdog vence quando se autoriza existir. E esse tipo de vitória, convenhamos, não aparece em ranking nenhum — mas sustenta o sistema inteiro.




1. Aura Battler Dunbine (1983)

  • Sinopse: Shou é levado a Byston Well e precisa lutar em mechas, mesmo sem preparo.

  • Ano: 1983

  • Estilo: Fantasia + mecha isekai.

  • Dica: Um dos primeiros isekais clássicos.

  • Curiosidade: Antecedeu a onda moderna de isekai.



2. Record of Lodoss War (1990)

  • Sinopse: Grupo de heróis, incluindo o inexperiente Parn, enfrenta forças sombrias.

  • Ano: 1990

  • Estilo: Fantasia medieval RPG.

  • Dica: Clássico para fãs de D&D.

  • Curiosidade: Adaptado de campanhas de RPG de mesa.



3. Slayers (1995)

  • Sinopse: Lina Inverse, maga excêntrica, ajuda aliados a crescer em mundo de aventuras.

  • Ano: 1995

  • Estilo: Fantasia + comédia.

  • Dica: Para quem gosta de humor com crescimento.

  • Curiosidade: Influência forte em animes de fantasia cômica.


4. Orphen: Scion of Sorcery (1998)

  • Sinopse: Jovem mago busca salvar amiga transformada em besta mítica.

  • Ano: 1998

  • Estilo: Fantasia sombria.

  • Dica: A história mistura mistério + evolução.

  • Curiosidade: Teve remake em 2019.


5. Hunter x Hunter (1999/2011)

  • Sinopse: Gon parte para virar Hunter, mesmo sem grandes poderes iniciais.

  • Ano: 1999 / 2011 (remake)

  • Estilo: Shounen de aventura e fantasia.

  • Dica: Uma das evoluções mais icônicas.

  • Curiosidade: Nen se tornou referência em sistemas de poder.


6. Shaman King (2001)

  • Sinopse: Yoh Asakura, xamã relaxado, precisa provar-se no torneio Shaman Fight.

  • Ano: 2001

  • Estilo: Fantasia espiritual.

  • Dica: Evolução lenta, mas constante.

  • Curiosidade: Ganhou remake em 2021.


7. Naruto (2002)

  • Sinopse: Ninja rejeitado da vila sonha ser Hokage, evoluindo passo a passo.

  • Ano: 2002

  • Estilo: Fantasia ninja shounen.

  • Dica: Exemplo clássico de underdog.

  • Curiosidade: Um dos animes mais influentes de todos os tempos.


8. Bleach (2004)

  • Sinopse: Ichigo recebe poderes de shinigami substituto e cresce em batalhas.

  • Ano: 2004

  • Estilo: Fantasia sobrenatural.

  • Dica: Mistura ação + evolução espiritual.

  • Curiosidade: Retornou em 2022 com saga final.


9. Fate/Stay Night (2006)

  • Sinopse: Shirou entra em Guerra do Santo Graal mesmo sendo o mais fraco.

  • Ano: 2006

  • Estilo: Fantasia mágica.

  • Dica: Acompanhar evolução lenta é essencial.

  • Curiosidade: Teve várias rotas adaptadas.


10. Claymore (2007)

  • Sinopse: Clare é uma guerreira meio-humana fraca, mas cresce enfrentando Yomas.

  • Ano: 2007

  • Estilo: Dark fantasy.

  • Dica: Para fãs de fantasia sombria.

  • Curiosidade: Clare é uma das heroínas mais lembradas do gênero.


11. Soul Eater (2008)

  • Sinopse: Estudantes da Shibusen crescem enfrentando bruxas e criaturas.

  • Ano: 2008

  • Estilo: Fantasia gótica.

  • Dica: Mistura comédia + evolução.

  • Curiosidade: Arte inspirada em Halloween.


12. Fairy Tail (2009)

  • Sinopse: Natsu e Lucy participam de guilda onde membros crescem por amizade.

  • Ano: 2009

  • Estilo: Fantasia mágica shounen.

  • Dica: Clássico da era 2000.

  • Curiosidade: Uma das guildas mais amadas da ficção.


13. Tower of Druaga (2008)

  • Sinopse: Aventureiros sobem torre perigosa em busca de tesouro.

  • Ano: 2008

  • Estilo: Fantasia RPG/dungeon.

  • Dica: Baseado em game clássico.

  • Curiosidade: Um dos primeiros animes de dungeon crawl.


14. Black Clover (2017)

  • Sinopse: Asta nasce sem magia em mundo onde isso é tudo — e busca ser Rei Mago.

  • Ano: 2017

  • Estilo: Fantasia shounen.

  • Dica: Um dos maiores underdogs modernos.

  • Curiosidade: Comparado a Naruto pela superação.


15. Goblin Slayer (2018)

  • Sinopse: Aventureiro sem talentos caça goblins em masmorras.

  • Ano: 2018

  • Estilo: Dark medieval.

  • Dica: Muito mais realista que shounen.

  • Curiosidade: Polêmico pelo 1º episódio.


16. That Time I Got Reincarnated as a Slime (2018)

  • Sinopse: Homem renasce como slime, criatura fraca, mas evolui até se tornar Lorde Demônio.

  • Ano: 2018

  • Estilo: Isekai, fantasia medieval.

  • Dica: Evolução lenta mas consistente.

  • Curiosidade: Popularizou protagonistas “não-humanos”.


17. The Rising of the Shield Hero (2019)

  • Sinopse: Naofumi é traído e vira o herói mais fraco, mas cresce com esforço.

  • Ano: 2019

  • Estilo: Isekai dark fantasy.

  • Dica: Um dos isekais mais populares do gênero underdog.

  • Curiosidade: Polêmico pela temática inicial.


18. Arifureta: From Commonplace to World’s Strongest (2019)

  • Sinopse: Hajime é traído, cai em dungeon, e evolui de fraco a overpower.

  • Ano: 2019

  • Estilo: Fantasia sombria, dungeon.

  • Dica: Mistura romance e superação.

  • Curiosidade: Muito criticado, mas adorado por fãs.


19. Jobless Reincarnation (Mushoku Tensei, 2021)

  • Sinopse: Homem fracassado reencarna e busca viver sem arrependimentos.

  • Ano: 2021

  • Estilo: Isekai medieval.

  • Dica: Chamado de “pai do isekai moderno”.

  • Curiosidade: Inspirou dezenas de outros isekais.


20. Tsukimichi: Moonlit Fantasy (2021)

  • Sinopse: Protagonista é rejeitado pelos deuses e segue como aventureiro renegado.

  • Ano: 2021

  • Estilo: Isekai, fantasia.

  • Dica: Mistura drama e humor.

  • Curiosidade: Popular por seu protagonista carismático.

☕💣 Lab: SEU PRIMEIRO PLANTÃO NO MAINFRAME — LABORATÓRIO COMPLETO DE LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO IBM Z PARA INICIANTES 💣☕

 

Bellacosa Mainframe Laboratorio de Logica de Programação Mainframe

☕💣 “SEU PRIMEIRO PLANTÃO NO MAINFRAME” — LABORATÓRIO COMPLETO DE LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO IBM Z PARA INICIANTES 💣☕

Aprenda a pensar como um programador de alta plataforma antes mesmo de dominar COBOL


🔥 OBJETIVO DO LABORATÓRIO

Neste laboratório você irá aprender:

✅ Como pensar em lógica Mainframe
✅ Como funciona o raciocínio batch
✅ Variáveis
✅ Validações
✅ Estruturas de repetição
✅ Sections e Paragraphs
✅ Procedures
✅ Subrotinas
✅ Modularização
✅ Boas práticas de alta plataforma
✅ Erros clássicos de iniciantes
✅ Como programadores IBM Z organizam sistemas reais


☕ CENÁRIO DO LABORATÓRIO

Você foi contratado para trabalhar em um banco.

Sua missão:

💣 PROCESSAR UM ARQUIVO DE CLIENTES

Cada registro possui:

NOME
IDADE
SALDO
STATUS

O programa deve:

  1. Ler registros

  2. Validar dados

  3. Calcular bônus

  4. Gerar relatório

  5. Exibir totais


🔥 PRIMEIRA LIÇÃO — PENSAR COMO MAINFRAME

Antes do código:

☕ O PROGRAMADOR MAINFRAME PENSA EM FLUXO


Entrada

Arquivo de clientes

Processamento

Validar
Calcular
Atualizar
Contabilizar

Saída

Relatório
Arquivo atualizado
Totais

💣 ISSO É O DNA DO BATCH

No Mainframe:

  • entrada

  • processamento

  • saída

são sagrados.


☕ ETAPA 1 — DECLARANDO VARIÁVEIS

No Mainframe tudo precisa ser previsível.


🔥 TIPOS MAIS COMUNS

Texto

01 WS-NOME            PIC X(30).

Número inteiro

01 WS-IDADE           PIC 9(03).

Valores monetários

01 WS-SALDO           PIC 9(07)V99.

Indicadores lógicos

01 WS-FIM-ARQUIVO     PIC X VALUE 'N'.

☕ DICA BELLACOSA MAINFRAME

🔥 Nome de variável precisa explicar a intenção

RUIM:

01 A PIC 9(5).

BOM:

01 WS-TOTAL-CLIENTES PIC 9(5).

💣 O MAINFRAME SOBREVIVE POR LEGIBILIDADE

Quem mantém sistemas bancários precisa entender rápido o código.


☕ ETAPA 2 — ESTRUTURA DO PROGRAMA

O COBOL corporativo normalmente segue:

IDENTIFICATION DIVISION
ENVIRONMENT DIVISION
DATA DIVISION
PROCEDURE DIVISION

🔥 O CORAÇÃO DA LÓGICA

PROCEDURE DIVISION

Aqui vive:

  • fluxo

  • validação

  • cálculos

  • repetições


☕ ETAPA 3 — SECTIONS E PARAGRAPHS

SECTION

Agrupa grandes áreas do programa.


PARAGRAPH

Divide tarefas menores.


💣 EXEMPLO CORPORATIVO

PROCESSAMENTO-SECTION.

    PERFORM LE-ARQUIVO
    PERFORM VALIDA-DADOS
    PERFORM CALCULA-BONUS
    PERFORM GRAVA-RELATORIO.

☕ VANTAGEM DISSO

✅ Organização
✅ Manutenção
✅ Reuso
✅ Facilidade de debugging
✅ Clareza


🔥 ETAPA 4 — LEITURA DE REGISTROS

Todo batch gira em torno disso.


💣 MODELO CLÁSSICO MAINFRAME

PERFORM UNTIL WS-FIM-ARQUIVO = 'S'

    PERFORM LE-REGISTRO

    IF WS-FIM-ARQUIVO NOT = 'S'
       PERFORM PROCESSA-REGISTRO
    END-IF

END-PERFORM.

☕ O QUE O INICIANTE PRECISA ENTENDER

O batch:

  • processa

  • repete

até acabar o arquivo.


🔥 ETAPA 5 — LAÇOS DE REPETIÇÃO

☕ 1. PERFORM UNTIL

Mais usado em batch.


Exemplo

PERFORM UNTIL WS-FIM = 'S'

Repete até condição ser verdadeira.


☕ 2. PERFORM VARYING

Semelhante ao FOR.


Exemplo

PERFORM VARYING WS-INDICE FROM 1 BY 1
UNTIL WS-INDICE > 10

☕ 3. PERFORM TIMES

Executa quantidade fixa.


Exemplo

PERFORM 5 TIMES
   DISPLAY 'MAINFRAME'
END-PERFORM.

💣 ERRO CLÁSSICO DE INICIANTE

Criar loop infinito.

Exemplo perigoso:

PERFORM UNTIL WS-FIM = 'S'

Sem alterar WS-FIM.

Resultado:

  • CPU presa

  • JOB travado

  • consumo absurdo


☕ ETAPA 6 — VALIDAÇÕES

🔥 MAINFRAME AMA VALIDAÇÃO

Sistemas bancários precisam ser paranoicos.


☕ TIPOS DE VALIDAÇÃO


Campo vazio

IF WS-NOME = SPACES

Número inválido

IF WS-IDADE IS NUMERIC

Faixa permitida

IF WS-IDADE >= 18

Status permitido

IF WS-STATUS = 'A'

💣 DICA CORPORATIVA

Sempre valide:

  • entrada

  • arquivo

  • cálculo

  • retorno

  • integração


☕ ETAPA 7 — CÁLCULO DE BÔNUS

Regra:

Se saldo > 1000:

  • bônus = 10%


🔥 EXEMPLO

IF WS-SALDO > 1000
   COMPUTE WS-BONUS = WS-SALDO * 0.10
ELSE
   MOVE 0 TO WS-BONUS
END-IF.

☕ ETAPA 8 — MODULARIZAÇÃO

💣 O SEGREDO DOS SISTEMAS GIGANTES

Separar responsabilidades.


🔥 EXEMPLO

LEITURA
VALIDAÇÃO
PROCESSAMENTO
RELATÓRIO
FINALIZAÇÃO

☕ ISSO REDUZ

✅ Bugs
✅ Retrabalho
✅ Confusão
✅ Dependência de pessoas


☕ ETAPA 9 — SUBROTINAS

Grandes empresas usam MUITO isso.


🔥 O QUE É SUBROTINA?

Programa auxiliar reutilizável.


Exemplo

CALCULA-JUROS
VALIDA-CPF
FORMATA-DATA

💣 VANTAGEM

Um único módulo pode ser usado por:

  • banco

  • cartão

  • seguros

  • investimentos


☕ CHAMADA DE SUBROTINA

CALL 'CALCJURO'

☕ ETAPA 10 — FUNÇÕES

Funções retornam valores.


🔥 EXEMPLO

FUNCTION CURRENT-DATE

☕ MUITAS FUNÇÕES MODERNAS COBOL

  • data

  • matemática

  • string

  • conversão


💣 O QUE O INICIANTE PRECISA EVITAR


🔥 1. GOTO EM EXCESSO

Código vira espaguete.


🔥 2. NOMES RUINS

Dificultam manutenção.


🔥 3. DUPLICAÇÃO

Mesmo código repetido.


🔥 4. FALTA DE VALIDAÇÃO

Causa bugs perigosos.


🔥 5. TENTAR FAZER TUDO NUM BLOCO

Divida em procedures.


☕ LABORATÓRIO PRÁTICO — FLUXO COMPLETO

💣 OBJETIVO

Processar 3 clientes.


🔥 PASSO 1 — INICIALIZAÇÃO

MOVE 0 TO WS-TOTAL
MOVE 'N' TO WS-FIM

🔥 PASSO 2 — LOOP PRINCIPAL

PERFORM UNTIL WS-FIM = 'S'

🔥 PASSO 3 — LEITURA

READ CLIENTE-ARQ

🔥 PASSO 4 — VALIDAÇÃO

IF WS-SALDO IS NUMERIC

🔥 PASSO 5 — PROCESSAMENTO

COMPUTE WS-BONUS = WS-SALDO * 0.10

🔥 PASSO 6 — ACUMULADOR

ADD WS-BONUS TO WS-TOTAL

🔥 PASSO 7 — RELATÓRIO

DISPLAY WS-TOTAL

☕ RESULTADO FINAL ESPERADO

O programa:

  • processa clientes

  • valida dados

  • calcula bônus

  • gera total


💣 ISSO É O INÍCIO DA ENGENHARIA MAINFRAME

Você acabou de praticar:

✅ lógica imperativa
✅ lógica procedural
✅ lógica estruturada


☕ COMO PROGRAMADORES MAINFRAME PENSAM?

Eles perguntam:

O dado entrou correto?
O arquivo está íntegro?
A rotina está modularizada?
O batch aguenta milhões de registros?
O operador conseguirá diagnosticar erro?

🔥 ISSO É ALTA PLATAFORMA

Não é apenas programar.

É:

  • previsibilidade

  • confiabilidade

  • rastreabilidade

  • engenharia


☕ CURIOSIDADES DO MUNDO REAL


💣 Muitos bancos ainda usam lógica escrita nos anos 80

E continuam funcionando.


💣 Um erro de loop pode consumir milhões em CPU

Por isso revisão é levada extremamente a sério.


💣 COBOL foi desenhado para manutenção humana

Legibilidade sempre foi prioridade.


💣 Grandes batches processam bilhões de registros

Tudo baseado nessa lógica.


☕ DESAFIO FINAL PARA O ALUNO

Tente adicionar:

✅ validação de idade
✅ tratamento de saldo negativo
✅ contador de clientes inválidos
✅ relatório final formatado
✅ cálculo de média


🔥 MISSÃO CONCLUÍDA

Você deu os primeiros passos no raciocínio que move:

  • bancos

  • governos

  • cartões

  • seguradoras

  • bolsas financeiras


💣 A GRANDE VERDADE DO MAINFRAME

Antes de aprender comandos…

☕ O PROGRAMADOR IBM Z PRECISA APRENDER A PENSAR COMO ENGENHEIRO.


terça-feira, 28 de outubro de 2025

🌱 The Weakest Tamer Began a Journey to Pick Up Trash (2024)



 Saijaku Teimā wa Gomihiroi no Tabi o Hajimemashita

最弱テイマーはゴミ拾いの旅を始めました。

🎬 Sinopse / Resumo

“Ivy” (antes chamada Femicia) renasceu em um mundo onde pessoas têm habilidades classificadas por estrelas — quanto mais forte, mais prestígio. Mas Ivy não possui nenhuma estrela, sendo rotulada como “sem estrela”, considerada uma aberração ou má sorte. Abandonada e maltratada pela sua família e vilarejo, ela foge para a floresta com ajuda de uma velha vidente que a ensinara a sobreviver. Depois que essa mentora falece, Ivy sai em uma jornada. Num desses momentos, ela encontra uma slime fraca e quase moribunda, chamada Sora, a primeira criatura que consegue domar. A partir daí, Ivy e Sora seguem viagem, enfrentando preconceito, desafios, monstros e descobrindo que “ser sem estrela” pode esconder um poder real e não reconhecido. 


📚 História / Origem

  • Originalmente começou como webnovel no site Shōsetsuka ni Narō em agosto de 2018. 

  • Depois virou light novel via editora TO Books, com ilustrações de Nama. 

  • Também teve adaptação para mangá, ilustrada por Tou Fukino, desde fevereiro de 2020. 

  • O anime (Studio Massket) foi transmitido entre janeiro e março de 2024, com 12 episódios. 


🎭 Personagens Principais

  • Ivy / Femicia: protagonista “sem estrela”. Forte no espírito, órfã, com passado traumático. Ela assume identidade de Ivy para fugir do passado. 

  • Sora: slime que Ivy doma. Inicialmente fraca, vai se desenvolvendo – cura, fala, habilidades melhores. Seu relacionamento com Ivy é central e muito emocional. 

  • Ciel: uma besta de alta patente que Ivy salva, depois se junta à jornada. 

  • Luba: a vidente que cuida de Ivy quando ela foge do vilarejo. Tem papel importante como mentora. 

  • Outros: Ogto, Vellivera, Meela, membros de grupos de aventureiros e guardas locais. Todos ajudam (ou desafiam) Ivy em diferentes momentos. 


🎨 Estética / Atmosfera Visual

  • Estilo visual de fantasia suave, mas com atenção a detalhes de mundo: plantas, florestas, vilas médievais, monstros clássicos. 

  • A animação é elogiada por muitos — fluida, com poucos exageros, sem dependência pesada de CGI.

  • Paleta de cores mistura tons terrosos (vilas, florestas) com brilhos mágicos quando se trata de habilidades ou criaturas especiais.

  • Cenários íntimos e rurais (a floresta, vilarejos), contrastando com momentos de aventura/dungeon.


🧐 Curiosidades

  • O título original em japonês é Saijaku Tamer wa Gomi Hiroi no Tabi wo Hajimemashita

  • Ivy foi maltratada pela sua própria comunidade por ser “sem estrela”, o que subverte o clichê de protagonista claramente poderoso; há mistério e desenvolvimento gradual. 

  • Sora, a slime, apesar de começar fraca, tem evolução interessante — não só poder de combate, mas funções utilitárias, cura, personalidade.

  • A série é licenciada internacionalmente, light novel e mangá têm público fora do Japão. 

  • Algumas lacunas de publicação física de light novels — fãs notaram dificuldade em encontrar volumes intermediários. 


✅ Dicas

  • Assistir com calma os primeiros episódios: pode parecer lento ou cliché no começo, mas a série vai se firmando conforme Ivy cresce.

  • Preste atenção à construção do mundo: o sistema de estrelas, como as pessoas discriminam os “sem estrelas”, os monstros/domésticos; esses detalhes ajudam a entender os conflitos.

  • Observe o relacionamento Ivy-Sora: é um laço bonito e muito ligado à empatia, reforça o tema “valor além da aparência/habilidade”.

  • Não espere ecchi ou harém pesado — é uma fantasia mais gentileza/esperança do que provocação.


⭐ Classificação / Recepção

  • Classificação: TV-14 (ou seja, adequado para adolescentes acima de ~13-14 anos) segundo plataformas. 

  • Recepção geral positiva dos fãs que gostam de “underdog stories” (história de quem começa de baixo), com notas moderadas elevadas em sites de avaliação. 

  • Algumas críticas sobre ritmo inicial lento ou comparações com outros isekai — mas geralmente considerada uma boa escolha para quem gosta de fantasia aconchegante com dose de drama.

🎓☕ Bellacosa Anime File #47 — Quando crescer dói: animes que seguem a trilha de Kodomo no Jikan



🎓☕ Bellacosa Anime File #47 — Quando crescer dói: animes que seguem a trilha de Kodomo no Jikan

Nem todo anime sobre infância é fofo. Alguns são sobre como a inocência é arrancada cedo demais, e sobre adultos que precisam aprender o que é realmente cuidar.
Se Kodomo no Jikan te tocou pelo drama e não pela polêmica, então pega esse café e vem comigo — aqui estão obras que fazem o coração e a consciência baterem juntos. 💔


🐇 Usagi Drop (2011)

Sinopse: Daikichi, um homem de 30 anos, adota Rin, uma menina de 6 que ficou sozinha após a morte do avô.
Personagens: Rin Kaga (a criança madura demais), Daikichi Kawachi (o adulto que aprende a amar sem egoísmo).
Curiosidades: Baseado no mangá de Yumi Unita — o anime termina antes do trecho polêmico.
Por que assistir: É o lado luminoso de Kodomo no Jikan. Ético, tocante, e cheio de humanidade.


💛 Aishiteruze Baby★★ (2004)

Sinopse: Kippei, um adolescente mulherengo, precisa cuidar de Yuzuyu, uma garotinha abandonada pela mãe.
Personagens: Kippei Katakura (de irresponsável a cuidador), Yuzuyu Sakashita (a pureza que ensina).
Curiosidades: Foi um dos primeiros shoujos a abordar trauma infantil de forma realista.
Por que assistir: Mostra que o amadurecimento vem quando deixamos de pensar só em nós.


🌸 Koi Kaze (2004)

Sinopse: Um homem se apaixona pela própria irmã mais nova — e precisa encarar o peso moral desse sentimento.
Personagens: Kōshirō Saeki (o dilema adulto), Nanoka Kohinata (a inocência confrontada com o amor).
Curiosidades: Um dos poucos animes que tratam o tabu de forma introspectiva e sem apelação.
Por que assistir: Porque amar nem sempre é o mesmo que agir. E ética também é emoção.


🐢 Barakamon (2014)

Sinopse: Um calígrafo em crise se muda para uma ilha e conhece Naru, uma garotinha que o faz reencontrar a alegria de viver.
Personagens: Seishuu Handa (o adulto quebrado), Naru Kotoishi (o furacão de energia).
Curiosidades: Baseado em eventos reais da autora Yoshino Satsuki.
Por que assistir: É Kodomo no Jikan sem dor. Puro, leve e curador.


🦁 March Comes in Like a Lion (2016)

Sinopse: Um jovem jogador de shogi, deprimido e solitário, encontra em três irmãs o aconchego de um lar.
Personagens: Rei Kiriyama, Akari, Hinata e Momo Kawamoto.
Curiosidades: Criado pela mesma autora de Honey and Clover, mestre em emoções silenciosas.
Por que assistir: Mostra que a infância salva — e que amor também é partilhar o sofrimento.


🎭 Kodomo no Omocha (1996)

Sinopse: Sana Kurata é uma atriz mirim hiperativa que tenta lidar com Akito, um colega rebelde que esconde uma infância quebrada.
Personagens: Sana, Akito, Misako (a mãe excêntrica).
Curiosidades: Foi um dos primeiros animes a tratar abuso e trauma em tom de comédia e drama alternados.
Por que assistir: É a versão “terapêutica” de Kodomo no Jikan — mesma densidade, mais esperança.


💬 Reflexão final Bellacosa:

Kodomo no Jikan nunca foi sobre escândalo — foi sobre solidão.
E esses animes também falam disso: da dor de crescer, da ternura que cura e da linha fina entre o amor e o cuidado.