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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Passeando as margens do rio Tamanduatei

Avenida do Estado e o mercado municipal


No ultimo dia do ano, uma volta pelo centro velho de Sao Paulo vendo o Rio Tamanduatei, o mercado municipal e os velhos prédios que fizeram a historia do centro velho de Sao Paulo.

Aproveitando para contar ao formiga velhas historias de outros tempos.


Foram bons anos que passei no centro, andando por estas ruas e aproveitei esta passagem para relembrar velhas historias, Vendo as evoluções, novas construções, demolições das antigas. O antigo quartel abandonado... o palácio das industrial uma vez abandonado, depois reformado , outra vez abandonado e agora um museu.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Shinmai Maou no Testament BURST

 

Bellacosa Mainframe apresenta shinmai maou no testament burst

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Shinmai Maou no Testament BURST (新妹魔王の契約者 BURST)

Quando um Programador COBOL Descobre que Proteger um Sistema em Produção é Muito Mais Difícil do que Implantá-lo

Se a primeira temporada apresentou os personagens e estabeleceu o universo, Shinmai Maou no Testament BURST amplia significativamente a escala da história. O foco deixa de ser apenas a convivência entre Basara, Mio e Maria para explorar conspirações, disputas pelo trono demoníaco e uma guerra que ameaça todo o equilíbrio entre humanos, heróis e demônios. (AnimeList)

Para um profissional IBM Z, esta temporada lembra exatamente a diferença entre colocar uma aplicação em produção e mantê-la funcionando sob alta carga, onde novas integrações, dependências e riscos surgem continuamente.


Ficha Técnica

Título original: 新妹魔王の契約者 BURST

Título internacional: The Testament of Sister New Devil BURST

Autor da obra original: Tetsuto Uesu

Ilustrações: Nekosuke Ōkuma

Diretor: Hisashi Saitō

Roteiro: Sumio Uetake

Trilha sonora: Yasuharu Takanashi

Estúdio: Production IMS

Estreia: 9 de outubro de 2015

Encerramento: 11 de dezembro de 2015

Episódios: 10

Origem: Light Novel

 


O Studio

A Production IMS manteve praticamente toda a equipe da primeira temporada.

O estúdio buscou:

  • melhorar as cenas de batalha;

  • ampliar os efeitos mágicos;

  • aprofundar o universo político;

  • preservar a identidade visual da série.

Apesar do orçamento limitado em comparação com grandes estúdios, entregou uma sequência consistente antes de encerrar suas atividades alguns anos depois. 


Sinopse

Após derrotar Zolgia, Basara acredita que finalmente poderá viver em paz.

Entretanto, uma convocação leva Mio ao Mundo dos Demônios, onde diferentes facções disputam o controle do reino. Basara decide acompanhá-la, iniciando uma jornada muito mais perigosa do que qualquer conflito anterior.

Agora, não basta proteger Mio: será preciso impedir uma guerra civil demoníaca.  


Resumo da História

A segunda temporada muda o foco da narrativa.

Enquanto a primeira era centrada na adaptação da nova família, BURST expande o universo:

  • conflitos diplomáticos;

  • guerras entre clãs;

  • alianças frágeis;

  • traições;

  • estratégias militares;

  • novos reis demônios;

  • crescimento do poder de Basara.

A escala aumenta e o mundo parece muito mais vivo.


Personagens Principais

Basara Toujou

Continua sendo o protetor de Mio.

Nesta temporada aprende que força sozinha não resolve crises políticas.


Mio Naruse

Agora assume cada vez mais seu papel como sucessora legítima do antigo Rei Demônio.

Passa a demonstrar maior maturidade.


Maria Naruse

Mantém o humor característico, mas também revela aspectos importantes sobre sua família e sua origem.


Yuki Nonaka

Continua sendo uma das maiores aliadas de Basara.

Sua magia ganha importância nas batalhas.


Zest

Recebe excelente desenvolvimento.

Sua lealdade, honra e capacidade militar tornam-se fundamentais para o grupo.


Leohart

Talvez o personagem político mais interessante da série.

Não governa pelo medo.

Busca estabilidade.


Lukia

Nova personagem.

Irmã mais velha de Maria.

Sua chegada altera completamente a dinâmica da história. 


O que muda em BURST?

Comparando com a primeira temporada:

✅ muito mais ação;

✅ maior foco em política;

✅ menos episódios cotidianos;

✅ universo expandido;

✅ novos personagens;

✅ batalhas maiores;

✅ maior desenvolvimento de Basara.

O fanservice continua presente — e em alguns momentos é até mais intenso —, mas a narrativa dedica mais espaço às consequências políticas das decisões dos protagonistas.  


Temática

A segunda temporada aborda:

  • liderança;

  • responsabilidade;

  • confiança;

  • honra;

  • alianças;

  • diplomacia;

  • guerra;

  • sacrifício;

  • amadurecimento.


Gêneros

  • Fantasia

  • Ação

  • Sobrenatural

  • Ecchi

  • Harém

  • Romance

  • Demônios

  • Escolar


Classificação

Indicada para maiores de 18 anos em diversos mercados devido ao forte conteúdo sexual, nudez parcial, violência e linguagem adulta.  


As Aventuras

Durante BURST encontramos:

  • guerras entre nobres demônios;

  • confrontos mágicos;

  • invasões de fortalezas;

  • duelos entre guerreiros lendários;

  • viagens ao Reino Demoníaco;

  • alianças improváveis;

  • conflitos familiares;

  • conspirações internas.

Cada arco aumenta a complexidade política da franquia.


Mensagens Ocultas

1. Produção é diferente de desenvolvimento

Na primeira temporada tudo era descoberta.

Agora surgem:

  • usuários;

  • clientes;

  • regras;

  • governança.

Exatamente como acontece após um sistema COBOL entrar em produção.


2. Liderança exige negociação

Basara percebe que derrotar inimigos não basta.

É preciso convencer aliados.

Todo arquiteto de sistemas aprende isso cedo.


3. Confiança é um ativo

Os contratos mágicos continuam sendo fundamentais.

Mas nesta temporada fica evidente que:

contratos sem confiança valem muito pouco.


4. Poder sem autocontrole destrói

Vários personagens mostram que força absoluta não significa capacidade de liderar.


5. O inimigo nem sempre é externo

Grande parte dos problemas nasce dentro do próprio Reino Demoníaco.

Assim como em TI:

nem sempre o maior problema vem do cliente.

Às vezes vem da arquitetura.


Bellacosa Mainframe

Imagine que a primeira temporada representava a implantação de um sistema bancário.

BURST representa o primeiro grande pico de produção.

Agora aparecem:

  • milhares de usuários;

  • novas integrações;

  • auditorias;

  • mudanças regulatórias;

  • pressão política;

  • incidentes;

  • disponibilidade 24x7.

Basara deixa de ser apenas um excelente programador.

Ele passa a agir como um System Programmer, um arquiteto ou um líder técnico que precisa equilibrar desempenho, segurança, continuidade do serviço e interesses de diferentes áreas.

O Reino Demoníaco torna-se um enorme ambiente corporativo distribuído, onde cada decisão afeta toda a infraestrutura.


Impacto Cultural

Embora não tenha alcançado o mesmo nível de popularidade de franquias como High School DxD, BURST consolidou a identidade da série ao expandir seu universo e aprofundar os conflitos políticos. Entre os fãs, é frequentemente considerada superior à primeira temporada pela evolução dos personagens e pelo foco maior na narrativa, ainda que continue sendo lembrada pelo elevado nível de fanservice.  


Conclusão

Para um Programador COBOL Padawan, Shinmai Maou no Testament BURST ensina uma lição clássica da engenharia de software:

Criar um sistema é apenas o começo. O verdadeiro desafio é mantê-lo estável quando o ambiente cresce, surgem novas integrações e cada mudança passa a impactar milhares de usuários.

Basara amadurece exatamente como um profissional IBM Z: deixa de pensar apenas em resolver problemas imediatos e passa a enxergar o ambiente como um ecossistema completo, onde contratos, confiança, arquitetura e governança são tão importantes quanto poder e conhecimento técnico.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Brasil 2015: quando o sistema entrou em rollback e descobrimos que não havia backup

 

Bellacosa Mainframe e a retrospectiva Brasil 2015

Brasil 2015: quando o sistema entrou em rollback e descobrimos que não havia backup

ao estilo bellacosa mainframe, para o El Jefe Midnight Lunch

Meu segundo ano de volta ao Brasil foi 2015. Se 2013 tinha sido o alerta e 2014 a entrada em produção sem homologação, 2015 foi o momento em que alguém tentou desesperadamente dar rollback — só para descobrir que o backup estava corrompido. Para quem passou doze anos na Europa, acostumado a ambientes onde crise vem com manual, plano e cronograma, 2015 foi o choque definitivo: o Brasil não estava em crise econômica apenas. Estava em crise de confiança no sistema.

Economia: quando o desempenho cai de uma vez só

Em 2015, a economia deixou de fingir. O consumo travou, o crédito sumiu, o desemprego começou a aparecer de verdade. Foi como ver um sistema que rodava no limite finalmente estourar o SLA. Quem tinha reserva se encolheu, quem não tinha entrou em modo sobrevivência.

Na Europa, recessão costuma ser previsível: gráficos, avisos, pacotes de ajuste. No Brasil, ela chegou como crash. Empresas fecharam do dia para a noite, projetos foram congelados sem explicação, e a sensação geral era de chão sumindo sob os pés.

Como ex-imigrante, foi impossível não comparar: lá fora, quando o sistema falha, assume-se a falha. Aqui, cada operador culpava o outro enquanto o usuário final via o salário encolher e o futuro evaporar.

Sociedade: o país em deadlock

Socialmente, 2015 foi um ano de deadlock. Ninguém cedia, ninguém confiava, ninguém escutava. O clima era de confronto permanente — nas ruas, na imprensa, nas redes sociais, nas mesas de bar. Para quem voltou esperando reconstruir laços, foi um ano duro.

Na Europa, divergência política raramente rompe relações pessoais. No Brasil de 2015, rompeu. Vi amizades de décadas sendo suspensas, famílias evitando certos assuntos para não travar a convivência. Era como um sistema em que dois processos se bloqueiam mutuamente, esperando que o outro libere o recurso que nunca vem.

Cultura: o fim da ilusão de estabilidade

Culturalmente, 2015 marcou o fim de uma fantasia: a de que o Brasil tinha encontrado um caminho estável. O discurso otimista virou ruído. O humor ficou mais ácido, o entretenimento mais escapista, a arte mais política — ou mais desesperada.

Para quem viveu na Europa, ficou claro: quando a confiança institucional cai, a cultura vira espaço de catarse. Séries, músicas, textos e piadas começaram a refletir um país cansado de promessas. O improviso, antes celebrado, passou a ser visto como sintoma de abandono.

O brasileiro percebeu algo doloroso: criatividade não substitui estrutura.

População: medo, adaptação e fadiga

O povo em 2015 não estava mais apenas irritado. Estava com medo. Medo de perder o emprego, de não conseguir pagar contas, de descer alguns degraus na escada social. Para quem voltou de fora, foi chocante perceber como a insegurança se espalhou rápido.

Mas, como sempre, houve adaptação. Gente voltando a morar com a família, fazendo bicos, criando negócios improvisados, reinventando-se na marra. Vi uma resiliência que impressiona qualquer europeu — mas também uma exaustão que não aparece nas estatísticas.

O brasileiro aguenta muito. E isso, paradoxalmente, é parte do problema.

Segundo ano pós-retorno: o ajuste interno

No meu segundo ano de volta, entendi que retornar não era apenas geográfico. Era emocional e cultural. Em 2015, parei de comparar o Brasil com a Europa como quem espera equivalência. Passei a enxergar o Brasil como um sistema próprio, com lógica interna, cheia de exceções, patches improvisados e regras não documentadas.

Aprendi que aqui, sobreviver exige leitura de ambiente, não só competência técnica. Que seguir o manual nem sempre garante estabilidade. E que o custo psicológico de viver em um sistema instável é alto, mesmo para quem já viveu fora.

Epílogo: lição de mainframe

2015 ensinou uma lição clássica de ambientes críticos:
não existe rollback sem backup confiável.

O Brasil tentou voltar atrás, corrigir rotas, ajustar parâmetros — mas descobriu tarde demais que tinha ignorado alertas por anos. O sistema continuou rodando, porque sempre roda. Mas agora com perda de dados, falhas intermitentes e operadores exaustos.

No fim daquele ano, como ex-imigrante definitivamente reabsorvido pelo ambiente, eu já sabia:
o Brasil não estava mais em fase de ajuste fino.
Estava em modo recovery
sem certeza se o sistema voltaria exatamente como antes.

E todo operador veterano sabe: depois de um crash desses, nada volta igual.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Formiguinha nadador...


Um Café no Bellacosa Mainframe

🏊 Formiguinha Nadador — Três Gerações na Mesma Piscina

Naquela tarde em Atibaia, o Formiga estava orgulhoso das técnicas que aprendera nas aulas de natação. Juliana, mamãe coruja, acompanhava tudo feliz. Eu, padrasto igualmente orgulhoso, tinha outra missão: filmar. Na época parecia apenas mais um vídeo de família. Hoje percebo que estávamos registrando algo maior — a terceira geração de uma família criando lembranças na mesma chácara onde sua mãe havia brincado quando criança.



🏊 "Olha o que eu aprendi!"

A câmera estava ligada, mas o verdadeiro espetáculo acontecia dentro da piscina.

O Formiga fazia questão de mostrar as técnicas que vinha aprendendo nas aulas de natação.

Não era simplesmente entrar na água, mergulhar e brincar.

Havia método.

Havia aprendizado.

E, principalmente, havia aquele orgulho infantil maravilhoso de quem acaba de descobrir que consegue fazer uma coisa nova e precisa imediatamente demonstrá-la para todo mundo.

Era quase possível ouvir:

— Olha! Olha o que eu sei fazer!

E nós olhávamos.

Era justamente isso que ele queria.

Sua pequena plateia estava ali.



👩‍👦 Mamãe coruja na primeira fila

Juliana acompanhava tudo com aquela felicidade característica de mãe vendo o filho demonstrar algo que aprendeu.

Mamãe coruja?

Com certeza.

E tinha todos os motivos para isso.

Cada movimento dentro daquela piscina carregava horas de aula, tentativas, correções e pequenas conquistas.

Para um adulto, atravessar alguns metros de piscina pode parecer algo absolutamente normal.

Para uma criança que está aprendendo, entretanto, existe um mundo inteiro entre ter medo da água e descobrir:

"Eu consigo."

E o Formiga queria que soubéssemos que ele conseguia.


🎥 E o padrasto virou cinegrafista

Naturalmente, alguém precisava registrar aquilo.

Sobrou para mim.

Ou melhor: eu queria que sobrasse para mim.

Peguei a câmera e comecei a filmar.

Naquele momento, meu objetivo era bastante simples: guardar a cena.

Mas existe uma coisa curiosa sobre vídeos familiares.

Nós quase nunca estamos filmando exclusivamente para o presente.

Estamos deixando uma mensagem para pessoas que ainda não existem.

Entre elas, nossas próprias versões futuras.

Eu estava filmando aquele pequeno Formiga para que, muitos anos depois, o Formiga adulto pudesse encontrar aquele menino novamente.

Ver seus movimentos.

Escutar as vozes.

Reconhecer a piscina.

Observar sua mãe.

E talvez ouvir ao fundo a voz daquele padrasto empolgado que decidiu que aquilo merecia ser guardado.


🌳 Mas aquela não era uma chácara qualquer

Existe ainda outra camada nessa história.

Estávamos em Atibaia, na chácara dos tios da Juliana.

Muito antes de o Formiga entrar naquela piscina, Juliana já havia brincado naquele lugar durante sua própria infância.

Isso muda completamente a fotografia.

Porque naquele momento não havia apenas uma criança nadando.

Havia uma memória familiar continuando.

A menina que décadas antes brincava naquela chácara agora estava à margem da piscina observando o próprio filho brincar.

O cenário permanecera.

Os personagens haviam mudado de papel.


👧➡️👩‍👦 A menina voltou como mãe

Talvez essa seja uma das coisas mais bonitas dos lugares pertencentes a uma família.

Casas envelhecem.

Árvores crescem.

Móveis mudam.

Paredes recebem outras pinturas.

Mas algumas geografias familiares permanecem.

Em determinada época, Juliana era uma das crianças correndo pela chácara dos tios.

Anos depois, retornava como adulta.

E agora levava consigo outra criança.

Seu filho.

A terceira geração estava chegando.

O lugar que havia participado da infância dela começava silenciosamente a participar também da infância do Formiga.


🧬 Três gerações, uma mesma chácara

É justamente aí que aquele pequeno vídeo ganha outra dimensão.

Os tios construíram e preservaram um espaço.

A geração seguinte criou ali suas lembranças.

Depois vieram os filhos daquela geração.

E a chácara continuou cumprindo sua função mais importante.

Não simplesmente possuir piscina, árvores, quartos ou terreno.

Mas reunir pessoas.

Isso é legado familiar.

Nem todo legado precisa estar guardado num banco, numa escritura ou dentro de um cofre.

Às vezes o verdadeiro patrimônio é um lugar onde alguém pode dizer:

"Sua mãe brincava aqui quando tinha a sua idade."


🏊 E agora era a vez do Formiga

Só que naquele dia o Formiga provavelmente não estava preocupado com nenhuma dessas reflexões.

Ainda bem.

Crianças precisam viver as histórias antes que os adultos comecem a transformá-las em memória.

Para ele havia uma missão muito mais importante:

mostrar tudo aquilo que aprendera na natação.

Braços.

Pernas.

Respiração.

Mergulho.

Travessia.

Cada nova técnica precisava ser apresentada.

E havia algo delicioso naquela pequena exibição.

Ele sabia que estávamos olhando.

Sabia que sua mãe estava orgulhosa.

Sabia que eu estava filmando.

Então caprichava ainda mais.

A piscina havia virado seu palco.



📹 A câmera não sabia, mas estava trabalhando para o futuro

Na época, filmar parecia apenas registrar.

Hoje penso diferente.

Quando apontamos uma câmera para uma criança, muitas vezes estamos construindo uma pequena cápsula do tempo.

Porque nossa memória é traiçoeira.

Esquecemos vozes.

Esquecemos expressões.

Esquecemos pequenos gestos.

Até mesmo pessoas que amamos profundamente começam a perder detalhes dentro da nossa cabeça.

O vídeo interrompe esse processo por alguns minutos.

Aperta-se o play e tudo volta.

O movimento.

As vozes.

A risada.

A piscina.

A empolgação.

Aquele pequeno sujeito orgulhoso porque aprendera uma técnica nova.


🌐 E então apareceu algo que nossas famílias antigas não tinham

A internet.

E depois o YouTube.

Quando publiquei aquelas gravações, havia também a ideia de preservar.

Talvez naquele momento eu nem tivesse dimensão completa disso.

Mas hoje aquele pequeno vídeo familiar tornou-se parte de um gigantesco arquivo digital.

Décadas atrás nossas famílias guardavam fotografias em caixas.

Depois vieram os álbuns.

Vieram as fitas VHS.

Vieram CDs e DVDs.

Agora parte de nossas memórias vive também na rede.

E aquele Formiguinha nadador continua lá.

Nadando.

Demonstrando suas técnicas.

Orgulhoso.

Sempre com a mesma idade enquanto o restante de nós continua envelhecendo.


❤️ Talvez fosse exatamente por isso que eu estava filmando

Naquele momento eu era o padrasto atrás da câmera.

Juliana era a mamãe coruja ao lado da piscina.

E o Formiga era o pequeno atleta realizando sua demonstração particular.

Parecia apenas mais uma tarde em Atibaia.

Mas algumas memórias levam anos para revelar aquilo que realmente estavam registrando.

Hoje consigo enxergar.

Eu não estava filmando apenas uma criança nadando.

Estava registrando uma mãe retornando ao lugar de sua própria infância com o filho.

Estava registrando uma família chegando à terceira geração naquele espaço.

Estava registrando o orgulho de uma criança descobrindo suas próprias capacidades.

E estava deixando um pequeno presente para alguém que ainda estava muitos anos no futuro:

o Formiga adulto.

Um dia ele poderá apertar o play.

E durante alguns minutos aquela piscina estará novamente cheia.

Juliana estará novamente olhando.

Eu estarei novamente atrás da câmera.

E ele será outra vez aquele pequeno Formiguinha nadador, orgulhoso, atravessando a piscina para mostrar para sua plateia tudo aquilo que havia acabado de aprender.

Talvez seja essa uma das funções mais bonitas de registrar nossas pequenas aventuras.

Não impedir que o tempo passe.

Isso ninguém consegue.

Mas deixar algumas janelas abertas para que, de vez em quando, possamos olhar para trás e visitar quem nós fomos.

🐜🏊


🥚 Easter egg do Bellacosa

Existe uma pequena ironia tecnológica nisso tudo.

Passei boa parte da vida profissional preocupado em preservar dados, programas, históricos e sistemas para que continuassem disponíveis décadas depois.

Naquela tarde, entretanto, o dado mais importante que eu estava preservando não estava num mainframe.

Estava nadando numa piscina em Atibaia.

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Os benefícios de colocar uma criança na natação.

O formiguinha adora uma piscina e com esse calor, aproveitamos o dia para visitar os primos de Atibaia, saímos cedo de casa e para alegria do formiga, a aguar estava uma delicia.


O malandrinho após um ano de natação esta um craque, muito audacioso dando excelentes braçadas para la e para ca, confia nos braços e se aventura para experimentar o fundo.

Recomendo que quem puder coloque seu filho na natação, os benefícios valem a pena.

SP 65 - Indo para Atibaia pela Dom Pedro

Bellacosa Mainframe e a rodovia dom pedro rumo a Atibaia


A Rodovia Dom Pedro no sentido a Atibaia


A Rodovia Dom Pedro I, no sentido de Atibaia, é uma estrada bastante retilínea, construída principalmente para cumprir sua função de ligação entre cidades. Não há muitos pontos particularmente interessantes pelo caminho e, em vários trechos, a paisagem é relativamente simples.

Mas talvez seja justamente aí que esteja a graça deste registro.

Capturei um pouco da nossa voltinha pela Dom Pedro sem nenhuma grande pretensão: apenas registrar a estrada, o movimento, a paisagem e aquilo que existia ao redor naquele momento.

Hoje pode parecer apenas uma viagem comum.

Daqui a dez, vinte ou trinta anos, porém, este vídeo poderá mostrar coisas que nem percebemos enquanto passávamos por elas: placas que desapareceram, acessos modificados, novos bairros, construções, postos, vegetação, veículos de outra época e até mudanças na própria pista.

Uma pequena cápsula do tempo rodoviária.

Porque às vezes não filmamos um lugar pelo que ele tem de extraordinário hoje.

Filmamos para descobrir, no futuro, o quanto aquilo que parecia absolutamente comum mudou sem que percebêssemos.

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A Dom Pedro é uma estrada retilinea sem muitas coisas bacanas, feita para ser via de ligação. A paisagem é um pouco pobre.



Mesmo assim capturei nossa voltinha para no futuro vermos o que mudou na pista.




quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Papai noel de Itatiba visitando o Jardim Arizona.

Visitante natalino uma tradição itatibense.


Uma tradição muito bacana que existe em Itatiba é o desfile dos papais Noeis, existem aproximadamente 10 grupos que se organizam durante o ano para arrecadar fundos para comprar balas e rebuçados.



Quando chega em Dezembro o líder deste grupo se veste de Papai Noel, enfeitam carros e saem pelos bairros da cidade, distribuindo doces para as crianças.

Tem trenós, jipes, caminhonetas e ate motos... este pequeno video foi feito a quando da visita de um destes papais Noeis no bairro do Jardim Arizona.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Batalha dos peões.

Bellacosa Mainframe memorias de uma batalha de peões

Batalha dos peões.

Semana de ferias na escola tem que ter imaginação para entreter o formiga.


Estamos em Dezembro sem aulas no Catatau, como isso devemos inventar coisas para entreter o formiguinha, filmes e desenhos estão em baixa. Por isso mexendo nos brinquedos encontramos estes peões.


Após estudar um pouco o funcionamento, montamos a arena e começamos as batalhas, foram algumas horas de diversão, com o jiga joga dos peões.

Boa diversão e algumas bagunças.





📝 Nota especial — Quando alguns peões derrotaram a televisão

Relendo este pequeno registro tantos anos depois, percebo que naquele dia aconteceu uma coisa muito simples — e justamente por isso muito bonita.

Era dezembro.

Não havia aula no Catatau.

O Formiga estava de férias e chegamos àquele velho problema conhecido por qualquer pessoa responsável por uma criança cheia de energia:

como entreter esta criatura hoje?

Filmes?

Já não interessavam.

Desenhos?

Também estavam em baixa.

Era necessário recorrer a uma tecnologia extremamente sofisticada, desenvolvida durante milhares de anos pela humanidade:

fuçar nas coisas até encontrar alguma coisa interessante.

E encontramos os peões.


🌀 Mas como funciona esse negócio?

Primeiro veio a investigação.

Pegamos os brinquedos.

Tentamos entender o mecanismo.

Testamos.

Erramos.

Tentamos novamente.

Até que alguém teve a ideia inevitável:

— E se a gente fizer uma batalha?

Pronto.

Acabávamos de transformar alguns brinquedos esquecidos numa competição oficial.

Montamos nossa arena.

Definimos aproximadamente as regras — porque regras domésticas possuem uma extraordinária capacidade de serem modificadas quando o resultado não agrada a um dos competidores — e começaram as batalhas.

Peão contra peão.

Rodada após rodada.

Jiga-joga.

Bate daqui.

Escapa dali.

Um gira mais.

Outro cai.

Tem revanche.

Tem discussão sobre quem ganhou.

Tem nova rodada porque aquela anterior “não valeu”.

E assim algumas horas simplesmente desapareceram.


📺 A televisão perdeu por W.O.

Essa talvez seja minha parte favorita quando releio o texto original.

Naquele dia não foi necessário grande planejamento.

Não compramos uma atração.

Não instalamos aplicativo.

Não havia algoritmo recomendando a próxima atividade.

Encontramos alguns peões.

E usamos imaginação.

Só isso.

Hoje parece quase revolucionário.

Naquele momento era apenas:

“Formiga está de férias. Precisamos inventar alguma coisa.”


🐜 E o Formiga estava devidamente entretido

Naturalmente, diversão com o Formiga nunca significava apenas seguir as instruções existentes na embalagem.

Alguma bagunça precisava acontecer.

Fazia parte do protocolo.

O brinquedo fornecia a infraestrutura.

Nós fornecíamos a imaginação.

E o restante era produzido pelo caos.

FORMIGA.STATUS = ENTRETIDO

PEAO_01 = GIRANDO

PEAO_02 = ATACANDO

ARENA = OPERACIONAL

TELEVISAO = IGNORADA

BAGUNCA = DENTRO_DOS_PARAMETROS

DIVERSAO = ALGUMAS_HORAS


📹 E alguém teve a boa ideia de filmar

Na época parecia apenas mais um vídeo.

Provavelmente liguei a câmera porque a batalha estava divertida.

Hoje vejo outra coisa.

Vejo uma tarde comum.

E tardes comuns são justamente aquilo que quase nunca pensamos em preservar.

Filmamos aniversários.

Filmamos viagens.

Filmamos festas.

Filmamos apresentações.

Mas raramente pensamos:

“Vou registrar esta tarde de dezembro em que estamos sentados brincando de peão.”

Ainda bem que algumas vezes pensamos.

Porque anos depois o brinquedo deixa de ser a parte mais importante da gravação.

O que queremos rever é o pequeno Formiga.

A voz.

As reações.

A expectativa enquanto o peão gira.

A comemoração quando vence.

A indignação absolutamente fundamentada quando perde.

A bagunça.

E aquele mundo pequeno onde algumas horas de felicidade podiam nascer simplesmente porque alguém encontrou uns peões guardados.


Hoje consigo olhar para aquele vídeo e perceber algo que naquele dezembro seria impossível enxergar:

não estávamos apenas procurando uma maneira de passar o tempo.

Estávamos criando uma memória.

Sem saber.

Sem planejar.

Sem perceber que algum dia aquela tarde comum ficaria distante.

E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas destes registros.

Não eram grandes acontecimentos.

Eram nossas pequenas aventuras.

A quadrilha.

Os cowboys.

A dança do laço.

A batalha dos peões.

Um pequeno universo em que o Formiga aprontava e seu companheiro de bagunça aparecia com uma câmera.

📼 BACKUP: DEZEMBRO

🐜 FORMIGA: PRESENTE

🌀 PEÕES: GIRANDO

❤️ MEMÓRIA: PRESERVADA

E se alguém perguntar quem venceu aquela batalha de peões tantos anos atrás...

sinceramente, já não importa.

Nós dois ganhamos.


SP 360 e o personagem insolito

Cada uma que não entendemos


Estamos na SP 360 no trecho urbano de Itatiba indo em direcção a Dom Pedro, final de dia, como de costume estou filmando a estrada. Ouvindo musica e conversando quando de repente.

Passa o carro do papai Noel, claro que em Itatiba isto é uma tradição existindo mais de 10 grupos que se fantasiam de papai Noel e saem pela cidade distribuindo balas e rebuçados para as crianças.


Mas você topar com um deles de repente na estrada é meio surreal, insólito, tornou nossa viagem mais divertida, pois arrumamos nova conversa.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O comboio de Natal no Shopping Iguatemi de Campinas

O trenzinho do papai Noel fazendo a alegria das crianças.


O shopping Iguatemi como sempre investe pesado em suas programações culturais, dessa vez criaram uma vila natalina com direito a ferrovia do Noel, caminhão, árvore de natal e ajudantes do bom velhinho.

Bonecos de neve, ursos polares e muitos pacotes/embrulhos de brinquedo estavam espalhados pelo cenário. Tornando a viagem do trenzinho muito mais divertida.



As crianças adoram isto e o formiguinha por sorte, pegou uma hora de pouco movimento e deu umas duas voltas no trenzinho, com direito a escolher o lugar na cabine da locomotiva.


Os primeiros screen-saver, nossos hilariantes protetores de tela

 

Bellacosa Mainframe e a era de ouro dos screen savers

Os primeiros screen-saver, nossos hilariantes protetores de tela

Ahhh, padawan… se teve uma coisa que os anos 1990 sabiam fazer bem, era transformar ociosidade em espetáculo digital.
Os protetores de tela (screen savers) eram o cinema do PC — uma pausa poética entre o trabalho no Word e o download no Napster.
E sim, o John Castaway era o superstar, mas ele não reinava sozinho naquele panteão de pixels.

Aqui vai a tríade sagrada dos protetores de tela noventistas, direto do templo Bellacosa da Nostalgia Digital:




🌀 1️⃣ Flying Toasters (After Dark, 1989)
O pioneiro dos ícones do nonsense digital.
Antes de John Castaway, antes até do Windows 95, já existiam as Flying Toasters — torradeiras voadoras com asas batendo em formação, cruzando o céu negro da sua tela.
Parte do lendário pacote After Dark da Berkeley Systems, esse protetor era pura ironia geek: totalmente inútil, absolutamente hipnótico.

Curiosidade Bellacosa:
As Flying Toasters foram tão populares que viraram camiseta, caneca e até capa de CD.
A Apple tentou proibir cópias porque dizia ter tido “a ideia” antes — mas perdeu a briga.
Hoje, são ícones de uma era em que software ainda tinha humor.




🌌 2️⃣ Mystify Your Mind (Windows 3.1 / 95 / 98)
O clássico oficial do Windows.
Linhas coloridas, em movimento suave, formando fractais psicodélicos que pareciam saídos de uma rave cósmica.
Era o “modo Zen” dos técnicos de informática: você deixava o PC parado e ficava hipnotizado pelas curvas dançando no CRT.

Curiosidade Bellacosa:
O “Mystify” foi criado por engenheiros da Microsoft em 1992, e tinha um bug curioso — quanto mais tempo o PC ficava ligado, mais lentas ficavam as curvas.
Era literalmente o screensaver envelhecendo com o computador. 🫠




🪟 3️⃣ Pipes 3D (Windows 95 Plus!)
Ah, o Pipes
Nada mais satisfatório do que ver aquelas tubulações infinitas sendo construídas em 3D, bloco por bloco, como se o Windows tivesse uma fábrica secreta de encanamento espacial.
Parecia inútil — e era — mas a sensação de ver o cano não se chocar consigo mesmo era quase catártica.

Curiosidade Bellacosa:
O “Pipes” usava um dos primeiros renderizadores 3D nativos do Windows, e sua aleatoriedade era tão pura que nunca repetia o mesmo desenho.
Pra muitos, foi o primeiro contato com geometria procedural — antes mesmo de jogos 3D populares.


🌠 Menções honrosas da galáxia screensaveriana:



  • Starfield Simulation (ou “viagem no espaço”) — o protetor que fazia você sentir que estava na Enterprise, viajando em dobra espacial.



  • Aquarium — peixinhos nadando, bolhas subindo, paz e nostalgia garantidas.



  • 3D Maze — o labirinto psicodélico que dava medo e fascínio em igual medida (e transformava o PC num pesadelo de xadrez vermelho).



  • Clock / Flying Windows / Logo Bouncing — simples, mas com aquele charme de sistema rodando a 60Hz e zumbindo como um modem feliz.




💭 Reflexão estilo Bellacosa Mainframe:


Os protetores de tela eram mais do que ferramentas contra o burn-in do monitor.
Eram janelas para a imaginação, pequenas obras de arte em movimento.
Em uma época sem redes sociais, sem YouTube, eles eram o screensaver da alma.
A gente deixava o PC sozinho, mas o PC nunca deixava a gente sem espetáculo.

✨ No fim, padawan, todo protetor de tela era uma metáfora da própria vida digital dos anos 90:

parado por fora, fervendo por dentro. 💾


#ElJefe #BellacosaMainframe #NostalgiaDigital #AfterDark #FlyingToasters #Pipes3D #Mystify #JohnCastaway #ScreensaverEra

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

📚 O Grande Bestiário da Fantasia : Volume XII Sorcerous Stabber Orphen

 

Bellacosa Mainframe e o grande bestiario da fantasia parte xii

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

📚 O Grande Bestiário da Fantasia

Das Revistas Pulp aos Animes Modernos

Volume XII

Sorcerous Stabber Orphen

Quando os Magos Deixaram de Ser Sábios... e Passaram a Ser Humanos

"Até meados da década de 1990, o mago da fantasia era quase sempre um velho de barba longa, dono de respostas para tudo. Então surgiu Orphen. Ele não queria salvar o mundo. Queria apenas resolver os próprios problemas. E isso mudou completamente a fantasia japonesa."


☕ Bellacosa Time Machine

Destino: Tóquio

Ano: 1994

A fantasia japonesa vive uma transformação.

Lodoss mostrou o RPG clássico.

Slayers provou que humor funcionava.

Final Fantasy VI impressiona o mundo.

Os JRPGs amadurecem.

Mas existe uma sensação estranha.

Os heróis parecem perfeitos demais.

Os magos...

sábios demais.

Os vilões...

previsíveis demais.

Então um escritor resolve mudar tudo.

Seu nome era:

Yoshinobu Akita.


A Fantasia Está Crescendo

Observe a evolução.

Conan era sobrevivência.

Lodoss era aventura.

Slayers era humor.

Agora...

a fantasia começa a falar sobre...

responsabilidade.

culpa.

fracasso.

amadurecimento.


Quem é Orphen?

Seu verdadeiro nome é:

Krylancelo Finrandi.

Órfão.

Treinado em uma das maiores escolas de magia.

Talentoso.

Brilhante.

Impulsivo.

Mas...

muito distante do arquétipo clássico do mago.


Um Mago Que Odeia Ser Herói

Essa talvez seja a maior inovação.

Orphen não acorda pensando:

"Vou salvar o mundo."

Na verdade...

Ele preferiria que o mundo o deixasse em paz.

Seu objetivo inicial é extremamente pessoal.

Salvar Azalie.

Nada mais.


Azalie

Uma das personagens mais importantes da obra.

Brilhante.

Talentosa.

Admirada.

Até que um experimento mágico dá terrivelmente errado.

Ela se transforma.

Não em uma vilã.

Mas em uma tragédia viva.


Bloody August

O dragão monstruoso.

Símbolo da culpa.

Do erro.

Da obsessão.

A criatura não existe apenas para ser derrotada.

Ela representa as consequências da arrogância humana.


A Magia Como Ciência

Aqui encontramos uma mudança fundamental.

Em muitas fantasias.

Magia é quase um milagre.

Em Orphen.

Ela parece...

engenharia.

Existem:

teoria.

aprendizado.

pesquisa.

treinamento.

disciplina.

Erros possuem consequências.


A Torre dos Dentes

A escola de magia.

Não é apenas uma academia.

É praticamente uma universidade.

Pesquisadores.

Mestres.

Disputas internas.

Política.

Burocracia.

Ciência.

A magia deixa de ser mística.

Passa a ser uma profissão.


O Mundo Não É Medieval...

É Pós-Medieval

Existe comércio.

Guildas.

Tecnologia limitada.

Organizações.

Instituições.

Cidades grandes.

A fantasia começa lentamente a abandonar o feudalismo clássico.


Majic

O aprendiz.

Curioso.

Determinado.

Inexperiente.

Ele funciona como nossos olhos.

Aprende junto com o leitor.


Cleao

Talvez uma das personagens mais subestimadas.

Impulsiva.

Corajosa.

Persistente.

Não aceita ficar apenas observando.

Ela participa da aventura.


Humor Diferente

Ao contrário de Slayers.

O humor aqui é mais seco.

Mais irônico.

Mais próximo do cotidiano.

Os personagens discutem dinheiro.

Hospedagem.

Comida.

Despesas.

Pequenos problemas.

Tudo parece mais humano.


O Poder Tem Preço

Outro detalhe importante.

Orphen é extremamente poderoso.

Mesmo assim...

não resolve tudo.

Existem limites.

Cansaço.

Falhas.

Decisões ruins.

Conhecimento incompleto.

Quanto mais aprende.

Mais percebe o quanto ainda ignora.


O Mundo Continua Funcionando

Howard fazia isso.

Miura também.

Orphen herda essa característica.

As cidades vivem.

Os comerciantes negociam.

As escolas ensinam.

Os governos discutem.

A aventura não gira ao redor do protagonista.


A Influência dos JRPGs

Durante os anos 1990.

Os videogames evoluem rapidamente.

Em Orphen percebemos elementos familiares.

Lojas.

Viagens.

Companheiros.

Feitiços.

Equipamentos.

Missões.

Mas tudo tratado de maneira mais natural.


A Fantasia Fica Mais Madura

Orphen faz perguntas interessantes.

Vale qualquer sacrifício para salvar alguém?

O conhecimento possui limites?

Quem controla os pesquisadores?

Quando um erro científico deixa de ser acidente?

Questões surpreendentemente atuais.


O Anti-Herói Moderno

Antes.

Os protagonistas buscavam glória.

Orphen busca...

resolver um erro.

Ele não quer fama.

Quer redenção.

Isso aproxima muito o leitor.


A Ponte Para Fullmetal Alchemist

Anos depois.

Outra obra faria perguntas parecidas.

O que acontece quando o conhecimento ultrapassa os limites éticos?

A busca pela verdade justifica qualquer experimento?

Embora cada série siga caminhos próprios, ambas exploram a responsabilidade ligada ao poder e ao saber.


A Ponte Para Goblin Slayer

Parece distante.

Mas existe ligação.

Goblin Slayer também trata o trabalho quase como uma profissão.

Planejamento.

Conhecimento.

Experiência.

Especialização.

Menos heroísmo.

Mais competência.


A Ponte Para Frieren

Outro elo curioso.

Frieren também mostra magia como estudo.

Pesquisa.

Experiência acumulada.

Aprendizado constante.

O mago deixa de ser apenas alguém que lança feitiços.

Passa a ser um pesquisador.


Easter Egg do Bellacosa Mainframe

Imagine Orphen entrando em um banco.

O gerente pergunta:

— Qual sua profissão?

Orphen responde:

— Consultor especializado em resolver consequências de decisões técnicas mal documentadas.

O gerente sorri.

— Ah...

Então o senhor trabalha com sistemas legados.


Curiosidades Que Pouca Gente Conhece

📚 Nasceu como Light Novel

Sorcerous Stabber Orphen começou como uma série de romances escritos por Yoshinobu Akita antes de ganhar adaptações para mangá e anime.


🧙 A magia possui regras claras

Os feitiços seguem uma lógica interna, reforçando a ideia de que conhecimento e treinamento são mais importantes do que talento puro.


📺 Existem diferentes adaptações em anime

Além da série clássica dos anos 1990, Orphen recebeu novas adaptações que reapresentaram a história para outra geração.


⚔ O protagonista foge do herói tradicional

Orphen não busca glória ou reconhecimento. Seu objetivo nasce de uma dívida emocional e de um sentimento profundo de responsabilidade.


🌍 Influenciou a fantasia das Light Novels

A combinação de aventura, humor, drama e sistemas mágicos estruturados ajudou a consolidar um modelo seguido por diversas obras posteriores.


Quando a Magia Virou Profissão

Robert E. Howard mostrou que sobreviver era mais importante do que ser escolhido.

Frank Frazetta ensinou como a fantasia deveria parecer.

Dungeons & Dragons transformou leitores em aventureiros.

Lodoss levou o RPG para os animes.

Slayers mostrou que a fantasia podia rir de si mesma.

Então surgiu Sorcerous Stabber Orphen.

Ele mudou o foco da fantasia japonesa. Em vez de reis e profecias, apresentou instituições, pesquisa, responsabilidade e personagens que precisavam conviver com as consequências de seus próprios erros. A magia deixou de ser um mistério absoluto para se tornar um campo de estudo, quase uma ciência, aproximando o fantástico do cotidiano.

Esse passo foi decisivo. A partir dali, a fantasia japonesa começaria a abandonar definitivamente os arquétipos rígidos dos anos 1980 para abraçar protagonistas mais imperfeitos, sistemas mágicos mais consistentes e conflitos mais humanos.

No próximo volume, nossa máquina do tempo avançará até o final da década de 1990 para acompanhar outra transformação histórica. A fantasia medieval deixará de viver apenas em livros e animes para ocupar um novo território: os MMORPGs.

Chegou o momento de conhecer Ragnarok Online, Ultima Online, EverQuest e o nascimento dos mundos persistentes que, anos depois, inspirariam diretamente Sword Art Online, inúmeros isekais e toda uma geração que passou a imaginar a fantasia não apenas como uma história... mas como um lugar onde seria possível viver.

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

📚 O Grande Bestiário da Fantasia

Das Revistas Pulp aos Animes Modernos

Uma viagem pelas raízes da fantasia moderna: mitologia, revistas pulp, Robert E. Howard, Conan, Frank Frazetta, RPG, quadrinhos europeus, Dark Fantasy, MMORPGs e a chegada dos grandes animes de fantasia.

17 capítulos disponíveis.

I
As origens

Volume I — Antes de Conan

Uma viagem às raízes da fantasia: Gilgamesh, Beowulf, sagas nórdicas, mitologias antigas, Lord Dunsany, William Morris e Edgar Rice Burroughs.

Ler o Volume I ↗
II
O criador

Volume II — Robert E. Howard

A vida do escritor de Cross Plains que criou Conan, Kull, Solomon Kane, Bran Mak Morn e estabeleceu as fundações da Sword and Sorcery.

Ler o Volume II ↗
III
Era Hiboriana

Volume III — O Universo Conan

A engenharia da Era Hiboriana: reinos, povos, religiões, mapas, civilizações e o primeiro grande world building da fantasia moderna.

Ler o Volume III ↗
IV
Arte fantástica

Volume IV — Frank Frazetta

Como a força, o movimento, as sombras e os monstros de Frazetta definiram visualmente a fantasia que conhecemos.

Ler o Volume IV ↗
V
RPG de mesa

Volume V — Dungeons & Dragons

Quando a fantasia deixou de ser apenas lida e passou a ser vivida por jogadores, mestres, guerreiros, magos e ladrões ao redor de uma mesa.

Ler o Volume V ↗
VI
Quadrinhos europeus

Volume VI — Métal Hurlant

A revista francesa que rompeu fronteiras entre fantasia, ficção científica, surrealismo e narrativa visual.

Ler o Volume VI ↗
VII
Fantasia adulta

Volume VII — Heavy Metal

Quando a fantasia europeia cruzou o Atlântico, ganhou novas vozes e conquistou a cultura pop mundial.

Ler o Volume VII ↗
VIII
Grimdark

Volume VIII — Warhammer Fantasy

O Velho Mundo, os Deuses do Caos, os Skaven e a fantasia sombria onde a vitória do bem nunca é garantida.

Ler o Volume VIII ↗
IX
Dark Fantasy

Volume IX — Berserk

Kentaro Miura reuniu séculos de fantasia, arte europeia, horror, tragédia e guerra em uma das obras mais influentes do mangá.

Ler o Volume IX ↗
X
D&D no Japão

Volume X — Record of Lodoss War

A campanha de RPG que virou romance, mangá e anime, criando uma ponte definitiva entre Dungeons & Dragons e a fantasia japonesa.

Ler o Volume X ↗
XI
Fantasia e humor

Volume XI — Slayers

Lina Inverse demonstrou que a fantasia podia rir dos próprios clichês sem abandonar magia, aventura, perigo e construção de mundo.

Ler o Volume XI ↗
XII
Magia e responsabilidade

Volume XII — Sorcerous Stabber Orphen

Um protagonista cínico, magos imperfeitos e um universo onde magia possui teoria, limites, custos e consequências humanas.

Ler o Volume XII ↗
XIII
Mundos persistentes

Volume XIII — Ultima Online, EverQuest e Ragnarok Online

Os MMORPGs transformaram a fantasia em mundos habitados 24 horas por dia, com guildas, mercados, guerras, profissões e comunidades reais.

Ler o Volume XIII ↗
XIV
Sociedade virtual

Volume XIV — Log Horizon

Um MMORPG deixa de ser apenas um jogo e se transforma em uma civilização com economia, leis, diplomacia, educação e governança.

Ler o Volume XIV ↗
XV
Realidade virtual

Volume XV — Sword Art Online

Quando um MMORPG deixou de ser apenas um mundo virtual e se tornou uma prisão onde perder a partida significava perder a própria vida.

Ler o Volume XV ↗
Capítulo especial

As Revistas Pulp

Weird Tales, Amazing Stories, Argosy, Black Mask e outras revistas que publicaram heróis, monstros, detetives e mundos que mudariam a cultura popular para sempre.

Ler o capítulo especial ↗
Ω
Conclusão da série

O Guia Definitivo da Evolução da Fantasia Moderna

O índice final da série, conectando todos os capítulos e revelando como mitologia, pulp, Conan, RPG, quadrinhos, games e animes fazem parte da mesma árvore genealógica.

Ler o guia definitivo ↗
A linhagem

Das tábuas de argila aos mundos virtuais

Mitologias Revistas Pulp Conan Frazetta D&D Quadrinhos Europeus Warhammer Berserk Animes MMORPGs Isekais

O Grande Bestiário da Fantasia
Uma jornada do papel barato das revistas pulp aos pixels brilhantes dos mundos virtuais.

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Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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