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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Estamos em Sines uma cidade a beira mar cheia de legados históricos, temos as muralhas, temos Vasco da Gama, uma encantadora estação ferroviária, um austero castelo, um pequenino forte e igrejas tipicamente portuguesas.
A orla marítima é muito bonita dando uma vista bela do oceano Atlântico que tanta riqueza trouxe a esta cidade e continua trazendo. Com bela passarela que no verão vira o point de turistas curiosos e casalinhos apaixonados.
Ocupava desde tempos imemoriais aqui é um paraiso para os arqueologos, inclusive com as escavaçoes da fabrica de conserva romana onde salgavam peixe e produziam o famoso molho Quarum, existem tambem olarias e outros legados desta epoca
Amigos não imaginam como o Norte de Portugal é religioso, para cada lugar que se chega existe um santuário em cima da montanha.
Lamego não podia ser diferente é uma bela cidade cheia de casaroes imponentes, monumentos, parques e jardins. Para não fugir da regra, claro que aqui também tem um santuário.
Localizado em uma bela colina verde, com uma longa escadaria cheia de estátuas e relevos impressionantes, chegamos ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.
Outras atraçoes importantes são a cisterna antiga da cidade, o relógio de sol as estradas e caminhos que acabam por passar pelo rio Douro. Mas a vista do Rio Douro, atravessar suas pontes, ver as videiras e depois bosques tornam a visita a Lamego um otimo passeio.
A praia da Gale em Grândola é um paraíso intocado que foi permitido criar um camping e parque de rolotes.
Uma praia limpa com linda falésia em cor laranjada, bosque de pinhais e mata nativa, tornam este lugar encantador para os turistas que curtem uma barraca e acampamentos.
No verão esta região lota de eco-turistas vindos de toda a parte, sendo quase impossível arrumar um lugarzinho para ficar.
Aqui aproveitando o beira mar, saboreamos como almoço um cara-pau grelhado no carvao, acompanhado de pão alentejano e vinho de caixinha do pingo doce.
Estamos no distrito de Évora, indo em Direcção a Santiago do Escoural e sempre passamos as portas de Montemor-o-Novo, hoje resolvemos subir e explorar a cidade.
Existe na colina as ruínas de um castelo de grandes proporções, outrora devia ter uma grande guarnição para proteger estas terras, com a pacificação do sul de Portugal, perdeu importância e foi sendo abandonado.
O tempo cruel como sempre tratou de ir apagando seus registro, com a ajuda de terremotos e da mão humana que ao necessitar de pedras, sempre vinha ate o castelo apanhar algumas muitas casas e cercas foram construídas como este material.
Agora ouvi um causo muito engraçado a respeito deste castelo, segundo os antigos, existia uma turbe de alegres que vinham fazer festinhas na área do castelo, gerando muito ruído que incomodava a população la embaixo. Que tratava de chamar a GNR porem ate chegar a patrulha a rapaziada já tinha ido embora.
Devido a estes estranhos barulhos, que diziam parecer gatos miando, o castelo ganhou a alcunha de Castelo Do Miau. Verdade ou não, eu achei muito divertida esta historia e sempre que aqui passo, me vem a cabeça a historia do castelo.
Em Borba tive a oportunidade de aprender no terreno como funciona a extracção do mármore. Uma pedra que em sua composição tem uma componente orgânica, juntando o mineral com organismos fosseis (plantas, animais e crustáceos). Tornando cada pedra única em matéria de cor e relevo.
Em Borba extrae-se mármore a séculos e toda região prospera em virtude disso, alem dos grande campos ao redor, que ainda hoje são usados como reserva de caça.
Andar pelo interior do Alentejo, sempre é uma surpresa, descobre-se uma vila perdida, uma construção histórica, um campo de batalha e o povo sempre simpático e acolhedor.
Em matéria de alimentos digno de nota são os pães alentejanos, os queijos e as azeitonas que nunca comi nada igual e hoje estou me acabando. Tudo regadinhos com um fiozinho de azeite e oreganos.
Ainda não falei do 25 de Abril, a revolução dos Cravos.
Temos falando de coisas antigas, legados de outros povos, embarcações e maravilhas moderna. Mas teve um fato muito serio e importante que devemos falar.
Portugal durante a maior parte do século XX, viveu sob a ditadura de direita, que como tudo na vida tinha lado positivo e negativo, porem ao final do governo a opressão aumentou, desemprego, perda de liberdade de expressão e a qualidade de vida caiu. Juntando com isso o estouro de guerras por independência nas colónias em África.
Neste turbilhão de coisas estourou uma revolta militar que colocou um fim na ditadura e abriu Portugal para o mundo democrático. A revolução dos Cravos foi rápida e certeira, rapidamente derrubou um regime moribundo e causou poucas perdas em vida e destruição de património.
E por que falar nisso em Santarém? Simplesmente por que esta cidade teve um papel decisivo no movimento partindo daqui os primeiros veículos militares directo a Lisboa.
Mas esta cidade também tem a vista do Tejo, o túmulo do Pedro Alvares Cabral, varias igrejas históricas, muralhas belíssimas e tantas coisas que valem o passeio.
Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe
desde 1988
,
é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2,
z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais,
conhecimento técnico, história da computação e práticas
do universo mainframe para aproximar novas gerações das
tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos
ao redor do mundo.
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Mainframe desde 1988