Translate

domingo, 30 de setembro de 2018

☕🗡️ “GOBLIN SLAYER” — O OPERADOR SOMBRIO QUE TRANSFORMOU CAÇA A GOBLINS EM UMA OPERAÇÃO DE GUERRA DE NÍVEL MAINFRAME 💀🖥️🔥

 

Bellacosa Mainframe apresenta Goblin Slayer


☕🗡️ “GOBLIN SLAYER” — O OPERADOR SOMBRIO QUE TRANSFORMOU CAÇA A GOBLINS EM UMA OPERAÇÃO DE GUERRA DE NÍVEL MAINFRAME 💀🖥️🔥


📜 INFORMAÇÕES OFICIAIS

ItemInformação
Título Originalゴブリンスレイヤー (Goblin Slayer)
AutorKumo Kagyu
Ilustrador OriginalNoboru Kannatsuki
Studio da 1ª TemporadaWhite Fox
Studio da 2ª TemporadaLIDENFILMS
EstreiaOutubro de 2018
GêneroDark Fantasy, Horror, Ação, Aventura, Seinen
Classificação+18 em vários países
Episódios12 episódios (Temporada 1) + filme + Temporada 2
FilmeGoblin’s Crown (2020)
OrigemLight Novel

☕💀 O QUE É “GOBLIN SLAYER”?

Na superfície…

parece apenas mais um anime medieval de fantasia.

Mas poucos minutos bastam para perceber:

isso não é um conto de heróis.
é uma história sobre trauma, obsessão e sobrevivência operacional.

Goblin Slayer destrói completamente a ideia romantizada de RPG fantasy.

Enquanto outros aventureiros sonham com:

  • dragões,

  • demônios,

  • reis malignos,

  • artefatos lendários,

o protagonista vive uma guerra pessoal contra o inimigo mais “subestimado” do sistema:

GOBLINS.


🖥️ AO ESTILO BELLACOSA MAINFRAME…

O Goblin Slayer parece aquele analista veterano de produção que todos ignoram…

até o ambiente entrar em colapso.

Enquanto os aventureiros novatos focam em “grandes projetos”…

ele entende algo fundamental:

pequenas falhas negligenciadas causam os maiores desastres.

Goblin no universo do anime é igual:

  • vulnerabilidade ignorada,

  • rotina antiga sem revisão,

  • usuário com acesso indevido,

  • JOB problemático recorrente,

  • alerta de segurança ignorado.

Todo mundo acha “baixo risco”.

Até o desastre acontecer.


☠️ A HISTÓRIA — O NASCIMENTO DE UM OPERADOR DE GUERRA

Quando criança, o protagonista viu sua vila ser destruída por goblins.

Sua família foi massacrada.

Ele sobreviveu…
mas mentalmente ficou preso naquele evento.

A partir desse dia:

  • abandonou sonhos,

  • humanidade,

  • emoções comuns,

  • vida social.

Ele virou uma máquina operacional dedicada a uma única função:

exterminar goblins.

E isso é importante:

Goblin Slayer NÃO é um herói clássico.

Ele não luta por glória.
Não busca reconhecimento.
Não quer salvar o mundo.

Ele apenas executa sua rotina de contenção de ameaça.

Como um operador veterano de datacenter às 3h da manhã tentando impedir um ABEND catastrófico.


⚔️ O DIFERENCIAL DO ANIME

A maioria dos animes fantasy usa:

  • poder mágico absurdo,

  • protagonistas invencíveis,

  • batalhas épicas exageradas.

Goblin Slayer faz o oposto.

Aqui:

  • qualquer erro mata,

  • recursos são limitados,

  • estratégia importa,

  • logística importa,

  • conhecimento operacional importa.

O protagonista vence porque:

  • estuda comportamento inimigo,

  • usa armadilhas,

  • manipula ambiente,

  • controla fluxo de batalha,

  • improvisa.

Ele parece um sysprog combatendo incidentes críticos com:

  • dump analysis,

  • contenção,

  • automação,

  • isolamento de falha,

  • recuperação controlada.


🧠 TEMÁTICAS OCULTAS

☕ Trauma e PTSD

Goblin Slayer é profundamente sobre trauma psicológico.

O protagonista vive em modo permanente de alerta.

Ele nunca “desliga”.

Como profissionais de ambientes críticos que vivem anos em stress operacional extremo.


☕ Obsessão Operacional

Ele transforma dor em rotina.

Cada missão:

  • checklist,

  • análise,

  • execução,

  • limpeza.

Praticamente um batch noturno humano.


☕ O Perigo da Subestimação

Essa é talvez a maior mensagem do anime:

o sistema não cai pelos monstros gigantes.
ele cai pelas pequenas falhas ignoradas durante anos.

Isso é extremamente “mainframe”.


👥 PERSONAGENS PRINCIPAIS

🗡️ Goblin Slayer

Um guerreiro silencioso, paranoico e brutalmente eficiente.

Ele é praticamente:

um operador de produção traumatizado transformado em arma tática.


⛪ Priestess

A novata idealista que entra no grupo após sobreviver ao horror do primeiro episódio.

Ela representa:

  • inocência,

  • esperança,

  • humanidade.

É como o trainee chegando no datacenter e descobrindo que produção real não é igual laboratório.


🏹 High Elf Archer

Caótica, energética e impulsiva.

Contrasta completamente com a frieza operacional do Goblin Slayer.


🪓 Dwarf Shaman

O veterano experiente.

Praticamente o operador antigo que já viu 40 anos de incidentes em produção.


🦎 Lizard Priest

Um dos personagens mais curiosos.

Mistura sabedoria, brutalidade e humor estranho.


💀 O PRIMEIRO EPISÓDIO E A POLÊMICA

O episódio 1 virou um terremoto cultural.

Muita gente esperava um fantasy tradicional…

e recebeu um horror brutal.

O anime foi acusado de:

  • violência extrema,

  • conteúdo perturbador,

  • excesso de brutalidade,

  • choque gratuito.

Houve:

  • censura parcial em algumas transmissões,

  • cortes em canais específicos,

  • avisos de conteúdo adulto.

Mesmo assim…

a controvérsia impulsionou a fama mundial da obra.


🔥 IMPACTO CULTURAL

Goblin Slayer ajudou a consolidar o retorno do:

  • dark fantasy pesado,

  • fantasy brutal,

  • medieval sombrio,

  • realismo violento em anime.

Após seu sucesso, aumentou muito o interesse por obras semelhantes como:

  • Berserk,

  • Claymore,

  • Grimgar,

  • Made in Abyss (lado sombrio),

  • Redo of Healer.


🖥️ O ANIME COMO UMA METÁFORA DE MAINFRAME

Goblin Slayer parece um ambiente z/OS antigo:

  • silencioso,

  • eficiente,

  • resiliente,

  • assustadoramente estável.

Mas funcionando à custa de operadores traumatizados tentando impedir o caos diariamente.

O protagonista é literalmente:

“o sysprog que ninguém valoriza… até o sistema entrar em colapso.”


☕ MENSAGEM FINAL DA OBRA

Goblin Slayer fala sobre:

  • cicatrizes invisíveis,

  • sobrevivência,

  • disciplina,

  • paranoia,

  • preparo,

  • consequências reais.

E principalmente:

o perigo de ignorar ameaças pequenas só porque parecem insignificantes.

Porque no fim…

não são os dragões que derrubam o sistema.

São os goblins esquecidos no subterrâneo do datacenter.

sábado, 29 de setembro de 2018

🔥 JCL no z/OS V2R3 — o veterano que aprendeu a viver no mundo híbrido

 

Bellacosa Mainframe apresenta JCL Job Control Language V2R3

🔥 JCL no z/OS V2R3 — o veterano que aprendeu a viver no mundo híbrido

 


📅 Datas importantes

  • Release (GA): setembro de 2018

  • Final de suporte IBM: 30 de setembro de 2023

O z/OS V2R3 não tentou “modernizar” o JCL na marra. Ele fez algo melhor:
colocou o JCL no centro do mainframe conectado ao mundo cloud, API e DevOps.


🧬 Contexto histórico

Quando o z/OS V2R3 chegou, o cenário era curioso:

  • Mainframe totalmente vivo

  • Linux on Z crescendo

  • APIs expostas para o mundo

  • DevOps já batendo na porta do data center

  • Cloud híbrida deixando de ser discurso

E no meio disso tudo…
👉 o JCL continuava sendo o maestro silencioso do batch corporativo.

Bellacosa diria:

“Enquanto o pessoal discute pipeline em YAML, o JCL fecha a contabilidade do dia.”


JCL Job Control Language V2R3

✨ O que há de novo no JCL (indiretamente) no V2R3

O JCL não muda a sintaxe, mas o contexto muda bastante.

🆕 1. JCL como backend de automação moderna

No V2R3, é comum ver:

  • Jobs disparados por:

    • REST APIs

    • ferramentas DevOps

    • schedulers inteligentes

  • JCL sendo tratado como contrato operacional estável

👉 O JCL vira “infraestrutura como código”… antes disso virar moda.


🆕 2. Melhor convivência com z/OS Connect e middleware

  • Batch acionado por eventos externos

  • Processos online + batch integrados

  • JCL executando tarefas críticas iniciadas fora do mainframe

O batch deixou de ser “janela noturna isolada”.


🆕 3. JES2 e DFSMS ainda mais maduros

  • Spool mais estável

  • Melhor gerenciamento de grandes volumes de dados

  • Menos tuning manual

  • Mais previsibilidade operacional


🔧 Melhorias percebidas no dia a dia

✔ Jobs mais previsíveis em ambientes enormes
✔ Menos dependência de “magia do operador”
✔ Mais uso de IF/THEN/ELSE em vez de COND
✔ JCL tratado como ativo estratégico

Nada de comando novo — só robustez acumulada.


🥚 Easter Eggs (para quem viveu o V2R3)

  • 🥚 Jobs escritos no OS/390 rodando felizes no V2R3

  • 🥚 IEFBR14 ainda sendo usado em ambientes “cloud native” 😅

  • 🥚 Comentários no JCL mais antigos que muitos analistas

  • 🥚 O erro campeão seguia sendo:

    • dataset em uso

    • DISP mal pensado

    • SPACE subestimado


💡 Dicas Bellacosa para JCL no z/OS V2R3

🔹 Escreva JCL pensando em longevidade

Esse job vai sobreviver a você.

🔹 Prefira:

  • IF / THEN / ELSE / ENDIF

  • RC bem tratado

  • mensagens claras no SYSOUT

🔹 Documente o porquê, não só o como

🔹 Leia JESMSGLG como se fosse log de produção crítica — porque é.


📈 Evolução do JCL até o V2R3

FasePapel do JCL
OS/360Controle de jobs
MVSAutomação batch
OS/390Espinha dorsal corporativa
z/OS V1.xOrquestrador do data center
z/OS V2R3Fundação do mundo híbrido

👉 No V2R3, o JCL deixa claro:
não é legacy — é legado confiável.


📜 Exemplo de JCL “cara de V2R3”

//BELLV23 JOB (ACCT),'JCL z/OS V2R3', // CLASS=A,MSGCLASS=X,NOTIFY=&SYSUID //* //STEP01 EXEC PGM=MYBATCH //STEPLIB DD DSN=BELLACOSA.LOADLIB,DISP=SHR //SYSOUT DD SYSOUT=* //* //IF (STEP01.RC = 0) THEN //STEP02 EXEC PGM=IDCAMS //SYSPRINT DD SYSOUT=* //SYSIN DD * DELETE BELLACOSA.ARQ.TEMP SET MAXCC = 0 /* //ENDIF

💬 Comentário Bellacosa:

“Esse JCL pode ser disparado por um operador, um scheduler
ou uma API REST. Ele não se importa. Ele entrega.”


🧠 Comentário final

O JCL no z/OS V2R3 representa a maturidade absoluta:

  • Sem hype

  • Sem ruptura

  • Sem necessidade de provar nada

Enquanto tecnologias modernas tentam alcançar estabilidade,
o JCL já está lá há décadas.

🔥 JCL não concorre com o futuro.
Ele garante que o futuro funcione.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

IBM Mainframe Discovery : Capítulo IX — A Federação das Naves Invisíveis

 

Bellacosa Mainframe apresenta ibm mainframe parte ix

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Capítulo IX — A Federação das Naves Invisíveis

PR/SM, LPARs e Virtualização: Como Um Único Computador se Transformou em uma Galáxia Inteira 


SEXTA REGRA DAS GRANDES CIVILIZAÇÕES

Nunca compre uma nave espacial apenas porque ela é enorme.

Pergunte primeiro:

Quantas civilizações diferentes conseguem viver dentro dela sem começar uma guerra?

Parece uma pergunta estranha.

Mas foi exatamente essa pergunta que a IBM respondeu décadas atrás.

Imagine uma nave gigantesca.

Dentro dela vivem:

  • uma federação de banqueiros;

  • um grupo de cientistas;

  • uma academia militar;

  • uma universidade;

  • um hospital;

  • uma estação meteorológica;

  • uma fábrica de robôs.

Todos utilizam o mesmo casco.

A mesma energia.

Os mesmos motores.

Mas nenhum deles sabe que os outros existem.

Parece magia.

Não é.

É virtualização.


O Grande Apartamento Cósmico

Imagine um prédio com cem apartamentos.

Todos compartilham:

  • fundação;

  • elevadores;

  • telhado;

  • energia elétrica;

  • encanamento.

Mas cada morador acredita possuir sua própria casa.

O IBM Z faz exatamente isso.

Só que em escala planetária.


Antes da Virtualização

Voltemos algumas décadas.

Você precisava de um servidor para:

Banco.

Outro para RH.

Outro para folha.

Outro para testes.

Outro para desenvolvimento.

Outro para homologação.

Resultado?

Salas inteiras cheias de computadores.

Baixa utilização.

Muito calor.

Muito desperdício.


Então Surgiu Uma Ideia Revolucionária

Um engenheiro olhou para aquele enorme computador e perguntou:

"Por que não dividir essa nave em várias menores?"

Hoje isso parece óbvio.

Na década de 1970 era praticamente ficção científica.


A Grande Mágica

Imagine um teatro.

Existe apenas um palco.

Mas cinco peças diferentes acontecem simultaneamente.

Cada plateia acredita que ocupa o teatro inteiro.

Como isso seria possível?

No IBM Z isso acontece todos os dias.

Cada ambiente acredita possuir:

sua própria CPU.

sua própria memória.

seus próprios discos.

seu próprio sistema operacional.

Na realidade...

todos compartilham o mesmo hardware.


Conheça o PR/SM

Nos bastidores existe um personagem extremamente discreto.

Seu nome é:

PR/SM

Processor Resource/System Manager.

Pense nele como o administrador da estação espacial.

Ele decide:

quem recebe CPU.

quem recebe memória.

quem recebe canais de I/O.

quem pode utilizar determinado recurso.

Segundo Wilhelm G. Spruth, o PR/SM é responsável por particionar logicamente um único sistema físico em ambientes completamente independentes, oferecendo isolamento em nível de hardware.


As LPARs — Pequenos Universos

Agora chegamos às estrelas principais deste capítulo.

As famosas:

LPARs

(Logical Partitions).

Imagine uma gigantesca nave.

Agora coloque dentro dela:

USS Alpha.

USS Beta.

USS Gamma.

USS Delta.

Cada nave possui:

tripulação.

missões.

comandante.

computadores.

sistemas.

Elas dividem o mesmo casco.

Mas vivem vidas completamente independentes.

Cada LPAR acredita ser um computador completo.

E, do ponto de vista do sistema operacional...

ela realmente é.


Um Hotel de Luxo

Imagine um hotel.

Cada hóspede possui:

quarto.

banheiro.

telefone.

televisão.

Wi-Fi.

Ar-condicionado.

Nenhum hóspede invade o quarto do outro.

As LPARs seguem exatamente esse princípio.

Cada uma recebe recursos exclusivos.

Segurança.

Isolamento.

Previsibilidade.


O Vizinho Barulhento Não Existe

Você já morou perto de alguém que fazia festa às três da manhã?

No IBM Z isso seria inaceitável.

Uma LPAR não pode consumir recursos pertencentes à outra.

O PR/SM garante essa separação.

Mesmo que uma aplicação apresente problemas...

as demais continuam funcionando normalmente.


Compartilhar Não Significa Misturar

Essa é uma lição importante.

Compartilhar hardware não significa compartilhar tudo.

Imagine um prédio.

Os apartamentos compartilham:

estrutura.

água.

energia.

Mas ninguém compartilha:

escova de dentes.

geladeira.

conta bancária.

O isolamento permanece absoluto.


CPU Compartilhada ou Dedicada?

Agora imagine uma frota espacial.

Algumas naves possuem pilotos exclusivos.

Outras utilizam pilotos compartilhados.

No IBM Z acontece exatamente isso.

Uma LPAR pode receber:

CPUs dedicadas

ou

CPUs compartilhadas.

O administrador escolhe conforme a necessidade.


O Maestro Continua Trabalhando

Lembra do Supervisor?

Agora ele ganhou um chefe.

O PR/SM coordena as LPARs.

Dentro de cada LPAR...

o Supervisor organiza seus próprios programas.

É uma hierarquia elegante.

Como uma federação.

Cada planeta governa seus habitantes.

Mas existe um conselho superior distribuindo recursos entre todos.


E Se Uma LPAR Travar?

Imagine um apartamento.

O morador derruba uma estante.

Os outros apartamentos continuam intactos.

O mesmo ocorre aqui.

Uma LPAR pode sofrer problemas.

As demais continuam operando normalmente.

Esse isolamento é um dos pilares da confiabilidade do IBM Z.


O Grande Restaurante Galáctico

Imagine um restaurante gigantesco.

Existem:

clientes VIP.

turistas.

tripulações.

embaixadores.

Todos utilizam a mesma cozinha.

Mas recebem atendimento diferente.

O PR/SM faz algo semelhante.

Distribui recursos conforme prioridades.

Sem desperdício.


Dynamic LPAR

Agora imagine algo curioso.

Enquanto a nave está viajando...

você aumenta o tamanho de um dos apartamentos.

Sem parar a nave.

Sem desligar motores.

Sem evacuar passageiros.

Isso existe.

Chama-se:

Dynamic LPAR.

Processadores, memória e alguns recursos podem ser adicionados ou removidos dinamicamente, reduzindo drasticamente interrupções operacionais.


O Universo Está Vivo

As necessidades mudam.

Às nove da manhã:

Banco precisa de mais CPU.

À meia-noite:

Batch precisa crescer.

Domingo:

Homologação precisa de recursos.

Segunda-feira:

Desenvolvimento aumenta.

Tudo isso pode acontecer dinamicamente.


WLM Entra em Cena

Agora surge outro personagem.

O famoso:

Workload Manager.

Imagine um gerente de aeroporto.

Ele percebe:

"A pista internacional está lotada."

Então redistribui equipes.

Abre novos portões.

Prioriza determinados voos.

O WLM faz exatamente isso com cargas de trabalho.

Ele conversa continuamente com o PR/SM para ajustar a distribuição dos recursos conforme os objetivos definidos pela instalação.


A Grande Ilusão

Curiosamente...

o sistema operacional nunca percebe toda essa complexidade.

O z/OS acredita possuir um computador inteiro.

Linux acredita possuir outro.

z/VM acredita possuir outro.

Todos vivem felizes.

Enquanto o PR/SM coordena silenciosamente tudo nos bastidores.


A Virtualização Não Nasceu Ontem

Existe um mito curioso.

Muita gente acredita que virtualização começou com VMware.

Ou Hyper-V.

Ou KVM.

Na realidade...

o universo Mainframe experimentava esses conceitos décadas antes.

Spruth destaca a virtualização por hardware como uma das características distintivas do System z, muito antes de ela se tornar comum em servidores distribuídos.

Isso não diminui a importância das plataformas modernas.

Mas mostra como muitas ideias consideradas "novas" possuem raízes muito mais antigas.


Hipersockets — O Teletransporte

Imagine duas naves estacionadas lado a lado.

Tradicionalmente...

elas conversariam usando rádio.

No IBM Z surgiu outra ideia.

Por que usar cabos...

...se ambas vivem dentro da mesma nave?

Assim nasceram os:

Hipersockets.

Eles permitem comunicação extremamente rápida entre LPARs, utilizando memória em vez de redes físicas.

É quase um teletransporte de mensagens.

Spruth apresenta os Hipersockets como um mecanismo de comunicação interna de altíssimo desempenho entre partições lógicas.


Uma Cidade Dentro de Outra Cidade

Imagine uma metrópole.

Dentro dela existe outra cidade.

Dentro dessa cidade...

outra.

Parece impossível.

Mas no IBM Z isso também acontece.

Uma LPAR pode executar:

z/VM.

Dentro do z/VM surgem:

centenas.

milhares.

de máquinas virtuais Linux.

Uma verdadeira galáxia de computadores vivendo dentro de outro computador.


O Que Mudou Desde 2010?

Desde que Spruth escreveu seu relatório, a virtualização evoluiu ainda mais.

Hoje encontramos:

  • dezenas de TB de memória por sistema;

  • milhares de máquinas Linux simultâneas;

  • OpenShift nativo;

  • Kubernetes;

  • containers;

  • Secure Execution;

  • integração híbrida com nuvem;

  • LinuxONE;

  • IA embarcada.

Mas o conceito permanece idêntico.

Um único computador.

Múltos mundos.

Perfeitamente isolados.


Uma Lição Para a Vida

Existe uma filosofia escondida neste capítulo.

Uma grande cidade não precisa eliminar diferenças.

Ela precisa organizá-las.

Cada LPAR possui sua missão.

Seu ritmo.

Sua prioridade.

Seu sistema operacional.

Sua cultura.

Mesmo assim...

todas cooperam utilizando a mesma infraestrutura.

Talvez essa seja uma das metáforas mais bonitas da engenharia.


Curiosidades do Diário de Bordo

🚀 O PR/SM é certificado em altos níveis de segurança e isolamento, permitindo que ambientes com diferentes requisitos coexistam no mesmo hardware físico.

🛰️ Hipersockets eliminam boa parte da latência de comunicação entre LPARs ao manter o tráfego inteiramente dentro do sistema.

🖥️ Um único IBM Z pode hospedar simultaneamente z/OS, Linux, z/VM e outros ambientes, cada um acreditando possuir sua própria máquina.

🌌 A virtualização em hardware do IBM Z antecedeu em muitos anos a popularização da virtualização em servidores x86.


Diário de Bordo do Padawan COBOL

Antes de deixar a Federação das LPARs, registre estas coordenadas no seu Holocron Técnico:

✅ Virtualização não significa apenas dividir recursos; significa criar ambientes independentes, seguros e previsíveis.

✅ O PR/SM atua como o grande administrador da nave, distribuindo CPU, memória e I/O entre diferentes partições.

✅ As LPARs permitem consolidar múltiplos sistemas em um único hardware sem sacrificar isolamento ou desempenho.

✅ Muitas tecnologias modernas de consolidação e computação em nuvem seguem princípios que o IBM Z já aplicava décadas antes.


Missão Seguinte

No próximo capítulo faremos um salto para uma das tecnologias mais impressionantes do universo IBM Z: o Parallel Sysplex e a Coupling Facility.

Descobriremos como várias naves conseguem pensar como uma só, compartilhar dados em tempo real e continuar operando mesmo quando uma delas sai de combate. Se as LPARs transformaram um computador em vários mundos, o Parallel Sysplex transformará vários computadores em uma única civilização galáctica.

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Guia Galáctico do IBM Z

Dezoito capítulos e uma conclusão reunidos em um painel interativo. Escolha uma missão, abra no visor e continue explorando diretamente no artigo original.

Não entre em pânico: se o Blogger impedir a exibição dentro do iframe, use “Abrir artigo”. Os links diretos continuam visíveis para leitores e motores de busca.
01

Capítulo I — Não Entre em Pânico!

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
02

Capítulo II — A Planta da Nave Mais Duradoura da Galáxia

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
03

Capítulo III — A Nave Que Se Recusa a Explodir

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
04

Capítulo IV — A Sala dos Cofres Cósmicos

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
05

Capítulo V — A Frota Invisível do Transporte Interestelar

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
06

Capítulo VI — O Grande Maestro Invisível

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
07

Capítulo VII — O Grande Terminal de Embarque da Galáxia

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
08

Capítulo VIII — A Metrópole das Transações Infinitas

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
09

Capítulo IX — A Federação das Naves Invisíveis

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
10

Capítulo X — A Consciência Coletiva da Galáxia

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
11

Capítulo XI — O Almirante Invisível da Frota

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
12

Capítulo XII — A Biblioteca Infinita da Galáxia

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
13

Capítulo XIII — O Serviço Postal Mais Confiável da Galáxia

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
14

Capítulo XIV — O Jardim Secreto da Nave

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
15

Capítulo XV — O Tradutor Universal da Federação

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
16

Capítulo XVI — A Fábrica Automática da Federação

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
17

Capítulo XVII — A Última Fronteira Nunca Foi o Espaço

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
18

Capítulo XVIII — O Guia Nunca Terminou

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo
19

Conclusão — Não Entre em Pânico... A Jornada Está Apenas Começando

Leia no visor ou abra a publicação original.

Abrir artigo

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

journalctl Muito Além do tail -f

 

Bellacosa Mainframe e o journalctl no linux

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

journalctl Muito Além do tail -f

O Que Todo Programador COBOL Padawan Precisa Saber Sobre Logs, Systemd, DevOps, Observabilidade e Como Grandes Bancos Descobrem Problemas em Produção Antes Que Eles Virem Incidentes

"O bom programador escreve código. O excelente programador aprende a investigar sistemas. E o profissional que trabalha em grandes ambientes críticos sabe que, muitas vezes, o log conta uma história muito antes do usuário abrir um chamado."


Introdução

Quando um desenvolvedor COBOL começa sua jornada no universo Linux, normalmente encontra um ambiente completamente diferente daquele que conheceu durante anos no IBM Z.

No Mainframe existe uma enorme quantidade de ferramentas especializadas:

  • SDSF

  • JES2

  • JES3

  • SYSLOG

  • LOGREC

  • RMF

  • SMF

  • RACF

  • IPCS

  • CICS Messages

  • DB2 Messages

Cada uma possui sua finalidade.

No Linux moderno existe algo semelhante, porém muito mais integrado.

Seu nome é Systemd Journal.

E a ferramenta que permite conversar com ele chama-se:

journalctl

Muitos iniciantes acreditam que o journalctl serve apenas para "ver logs".

Na realidade, ele é muito mais do que isso.

Ele é praticamente um mecanismo de investigação forense do sistema operacional.

Hoje vamos tomar um café e descobrir por que praticamente todo Engenheiro DevOps vive com uma janela do journalctl aberta.


O problema dos arquivos de log tradicionais

Durante décadas, o Linux utilizou arquivos texto.

Você provavelmente já ouviu falar em:

/var/log/messages
/var/log/syslog
/var/log/auth.log
/var/log/secure
/var/log/dmesg

Cada aplicação escrevia seus próprios registros.

Imagine um servidor contendo:

  • Apache

  • Nginx

  • Docker

  • PostgreSQL

  • Java

  • Python

  • Kubernetes

  • SSH

  • Firewall

  • Redis

Cada um gerando milhares de linhas por minuto.

Agora imagine descobrir por que uma API caiu exatamente às 14:32.

Você teria que abrir dezenas de arquivos diferentes.

Era exatamente esse o problema.


Imagine um grande banco

Vamos fazer uma analogia.

Imagine um banco processando:

  • PIX

  • TED

  • DOC

  • Internet Banking

  • Mobile Banking

  • Cartões

  • Crédito

  • Investimentos

Cada sistema produzindo logs.

Agora imagine que esses logs fossem gravados em centenas de arquivos espalhados.

Encontrar uma única falha seria semelhante a procurar uma agulha num palheiro.

Foi justamente para resolver esse caos que nasceu o Systemd Journal.


O que é o Systemd Journal?

Pense nele como um enorme banco de dados de eventos.

Em vez de simplesmente gravar texto em arquivos, o Systemd Journal armazena informações estruturadas.

Cada evento contém muito mais do que apenas uma mensagem.

Por exemplo:

Horário

Servidor

PID

UID

GID

Nome do Serviço

Executável

Container

Prioridade

Boot

Mensagem

Hostname

Machine ID

Kernel

Cgroup

Namespace

Ou seja...

O log deixa de ser somente texto.

Ele passa a possuir contexto.


Uma analogia para quem vem do Mainframe

No IBM Z temos diversas fontes de informação.

IBM MainframeLinux
SDSFjournalctl
JESMSGLGJournal
SYSLOGJournal
Console do Operadorjournalctl -f
LOGRECEventos críticos
RMFMétricas do sistema
SMFEventos estruturados

Não é exatamente igual.

Mas o conceito é extremamente parecido.

O administrador consulta um repositório central de eventos.


Como funciona internamente?

Imagine esta arquitetura.

Aplicação

↓

stdout

↓

stderr

↓

Kernel

↓

systemd-journald

↓

Banco de Eventos

↓

journalctl

Observe que o journalctl não cria logs.

Quem cria é o systemd-journald.

O journalctl apenas consulta.


Uma biblioteca gigante

Imagine uma biblioteca.

Cada livro possui:

  • autor

  • assunto

  • data

  • idioma

  • editora

Você consegue localizar qualquer livro em segundos.

O Journal faz exatamente isso.

Cada log recebe etiquetas.

Depois basta perguntar.


O comando mais simples

journalctl

Resultado:

Todos os eventos do sistema.

Pode facilmente retornar centenas de milhares de linhas.

Por isso quase nunca utilizamos o comando sozinho.


Consultando apenas um serviço

Aqui começa a verdadeira magia.

Imagine um servidor rodando Nginx.

Basta fazer:

journalctl -u nginx

Agora o Journal retorna apenas:

  • inicialização

  • parada

  • reload

  • erros

  • avisos

Tudo relacionado ao Nginx.

Sem grep.

Sem filtros complicados.


O que significa "-u"?

O parâmetro:

-u

Significa:

Unit

Ou seja:

Uma unidade do Systemd.

Normalmente um serviço.

Exemplos:

journalctl -u docker

journalctl -u nginx

journalctl -u ssh

journalctl -u postgresql

journalctl -u mysql

É um dos comandos mais utilizados em produção.


E se eu tiver minha própria aplicação?

Imagine que você criou uma API Java.

Ela roda como:

minha-api.service

Consultar seus eventos é simples.

journalctl -u minha-api

Pronto.

Todos os logs aparecem organizados.


Logs em tempo real

Uma das funções favoritas dos profissionais DevOps.

journalctl -f

O "-f" significa:

Follow.

É praticamente o equivalente moderno ao famoso:

tail -f

Enquanto chegam novos eventos, eles aparecem imediatamente.

Muito utilizado durante:

  • Deploy

  • Testes

  • Atualizações

  • Migrações

  • Produção


O que acontece durante um Deploy?

Imagine uma API.

Você faz:

systemctl restart minha-api

Em outra janela:

journalctl -u minha-api -f

Você observa tudo acontecendo.

Stopping service...

Loading configuration...

Connecting database...

Listening on port 8080...

Application Started.

Caso exista um erro, ele aparece na hora.


O famoso journalctl -xe

Você provavelmente verá esse comando em praticamente todo tutorial.

journalctl -xe

Ele mostra:

  • erros recentes

  • contexto

  • mensagens relacionadas

  • detalhes

Em vez de apenas:

Falhou.

Você recebe praticamente uma investigação.


Filtrando por tempo

Uma das maiores vantagens do Journal.

Últimos 30 minutos.

journalctl --since "30 min ago"

Última hora.

journalctl --since "1 hour ago"

Hoje.

journalctl --since today

Ontem.

journalctl --since yesterday

Intervalo específico.

journalctl \
--since "2026-07-04 08:00" \
--until "2026-07-04 10:00"

Isso elimina milhares de linhas desnecessárias.


Investigando um incidente

Imagine.

Às 15:22 um cliente informou:

"O sistema caiu."

Você pode consultar exatamente aquele período.

journalctl \
--since "15:15" \
--until "15:30"

É praticamente viajar no tempo.


Boot atual

journalctl -b

Mostra tudo desde o último boot.

Extremamente útil para investigar:

  • drivers

  • inicialização

  • montagem de discos

  • serviços


Boot anterior

journalctl -b -1

Imagine que o servidor reiniciou sozinho durante a madrugada.

Você consegue analisar exatamente aquele boot.

Isso economiza horas de investigação.


Prioridades

Nem todo log possui a mesma importância.

O Journal utiliza níveis.

0 Emergency

1 Alert

2 Critical

3 Error

4 Warning

5 Notice

6 Info

7 Debug

Consultar somente erros.

journalctl -p err

Somente críticos.

journalctl -p crit

Somente warnings.

journalctl -p warning

A verdadeira força: combinar filtros

O Journal permite combinar praticamente tudo.

Exemplo.

journalctl \
-u nginx \
-p err \
--since "1 hour ago"

Tradução.

Mostre:

  • apenas o Nginx

  • apenas erros

  • apenas na última hora

É exatamente isso que um analista faria durante um incidente.


O Journal é inteligente

Imagine um processo.

PID:

5412

Consultar.

journalctl _PID=5412

Ou um executável.

journalctl _EXE=/usr/bin/python3

Ou um usuário.

journalctl _UID=1000

Ou um comando.

journalctl _COMM=java

Você não precisa procurar texto.

Você consulta atributos.

É muito mais eficiente.


Kernel

Quer apenas mensagens do Kernel?

journalctl -k

Ali aparecem informações sobre:

  • CPU

  • Memória

  • USB

  • Drivers

  • Rede

  • Disco

  • NVMe

  • SATA

Muito útil para administradores.


Persistência

Um detalhe extremamente importante.

Algumas distribuições mantêm logs apenas na memória.

Após reboot.

Tudo desaparece.

Para ativar armazenamento permanente.

sudo mkdir -p /var/log/journal

Depois.

sudo systemctl restart systemd-journald

Agora os logs permanecem.


Configuração

Arquivo principal.

/etc/systemd/journald.conf

Ali controlamos:

Storage

Compress

Seal

SplitMode

SystemMaxUse

RuntimeMaxUse

MaxRetentionSec

RateLimitInterval

RateLimitBurst

Controle de espaço

Imagine um servidor Kubernetes.

Milhões de eventos.

O Journal possui limites automáticos.

Exemplo.

SystemMaxUse=5G

Nunca utilizará mais de cinco gigabytes.


Limpando logs

Por tamanho.

journalctl --vacuum-size=2G

Por tempo.

journalctl --vacuum-time=30d

Por quantidade.

journalctl --vacuum-files=10

Muito mais elegante do que apagar arquivos manualmente.


JSON

Pouca gente conhece.

O Journal consegue exportar em JSON.

journalctl -o json

Isso permite integração com:

  • Elastic

  • OpenSearch

  • Grafana Loki

  • Splunk

  • SIEM

  • Ferramentas de IA

  • Pipelines DevOps


Containers

O Docker pode enviar seus logs diretamente ao Journal.

Assim você pode consultar informações de containers utilizando filtros específicos, sem precisar acessar cada arquivo de log individualmente.

Em ambientes com dezenas ou centenas de containers, isso simplifica muito a operação e a análise de incidentes.


Observabilidade

Nos últimos anos surgiu uma palavra muito importante.

Observabilidade.

Ela responde perguntas como:

  • O sistema está saudável?

  • O que aconteceu?

  • Onde ocorreu?

  • Quando começou?

  • Qual serviço falhou?

  • Qual usuário foi afetado?

A observabilidade moderna normalmente é baseada em três pilares:

Logs

Métricas

Traces

O journalctl representa o primeiro pilar.


DevOps

Uma equipe DevOps dificilmente trabalha sem logs.

Imagine um pipeline.

Git Push

↓

Build

↓

Testes

↓

Deploy

↓

Restart

↓

journalctl

↓

Validação

Os logs confirmam se tudo ocorreu corretamente.


Um exemplo prático para um COBOL Padawan

Imagine que você modernizou um sistema COBOL utilizando IBM z/OS Connect para expor um serviço REST. Um gateway Nginx recebe as requisições, encaminha para uma API Java que, por sua vez, conversa com programas COBOL em CICS. Após um deploy, as chamadas começam a retornar erro HTTP 502.

Em vez de procurar em diversos arquivos, um engenheiro pode seguir uma sequência lógica:

  1. Verificar os logs do Nginx:

    journalctl -u nginx --since "10 min ago"
    
  2. Verificar a API Java:

    journalctl -u minha-api --since "10 min ago"
    
  3. Consultar apenas mensagens de erro:

    journalctl -p err --since "10 min ago"
    
  4. Acompanhar a recuperação em tempo real:

    journalctl -u minha-api -f
    

Em poucos minutos é possível identificar se o problema está na aplicação, na infraestrutura ou em um serviço dependente.


Bellacosa Insight ☕

Existe uma frase muito conhecida entre administradores experientes:

"Logs não impedem falhas. Eles impedem que você fique perdido durante uma falha."

No Mainframe aprendemos a consultar o JES, o SYSLOG, o SDSF e os registros do sistema para entender o comportamento de uma aplicação. No Linux moderno, o journalctl desempenha um papel semelhante: ele centraliza informações críticas e fornece ferramentas poderosas para filtrar, correlacionar e investigar eventos.

Dominar o journalctl não significa decorar dezenas de parâmetros. Significa desenvolver uma mentalidade investigativa. O profissional deixa de apenas executar comandos e passa a formular perguntas ao sistema: o que aconteceu?, quando começou?, qual serviço foi afetado?, qual a gravidade?, o problema ocorreu antes ou depois do último reboot?.

É exatamente essa mudança de postura que diferencia um programador que apenas desenvolve software de um engenheiro capaz de manter aplicações críticas funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana.

No fim das contas, em um grande banco, em uma fintech ou em qualquer ambiente corporativo moderno, os logs contam a história do sistema. Aprender a ler essa história é uma das habilidades mais valiosas para qualquer Programador COBOL Padawan que deseja evoluir para o universo de DevOps, SRE e Engenharia de Software Moderna.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

☕🌍🚀 O Pequeno Príncipe Depois do Fim do Mundo: Shoujo Shuumatsu Ryokou

 

Bellacosa Mainframe e uma comparacao entre o Pequeno Principe e Shoujo Shuumatsu

☕🌍🚀 O Pequeno Príncipe Depois do Fim do Mundo: Shoujo Shuumatsu Ryokou

O Pequeno Príncipe viaja por vários planetas.

Chito e Yuuri viajam por vários "níveis" da megacidade.

Em ambos os casos, a jornada não existe para chegar a um destino.

A jornada existe para gerar reflexão.

O destino é quase irrelevante.

O verdadeiro objetivo é aquilo que se aprende observando o mundo.


Os Adultos Caricatos

Em O Pequeno Príncipe encontramos:

  • o rei

  • o vaidoso

  • o homem de negócios

  • o bêbado

  • o geógrafo

Cada um representa um aspecto absurdo da sociedade adulta.

Em Shoujo Shuumatsu Ryokou acontece algo parecido.

Só que existe uma diferença brutal:

os adultos já desapareceram.

O que restou foram seus monumentos.

Suas máquinas.

Suas guerras.

Suas cidades.

Suas fábricas.

Suas armas.

A crítica não é feita através das pessoas.

É feita através das ruínas que elas deixaram.


A Megacidade Como Um Cemitério de Ideias

Quando Chito e Yuuri encontram:

  • armas

  • fábricas

  • elevadores gigantes

  • sistemas automatizados

estão, na verdade, encontrando os equivalentes dos planetas visitados pelo Pequeno Príncipe.

Cada estrutura faz uma pergunta.

Por exemplo:

Valeu a pena construir tudo isso?

A obra raramente responde.

Ela apenas mostra.


A Raposa Está Lá

No Pequeno Príncipe, a raposa ensina:

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

Em Shoujo Shuumatsu Ryokou, o equivalente é a relação entre Chito e Yuuri.

Num mundo onde nada mais importa, elas continuam juntas.

A amizade torna-se o último valor remanescente da humanidade.

Quando toda a civilização desaparece, sobra aquilo que sempre foi importante.

A conexão humana.


O Fim do Mundo É Apenas Cenário

Essa é uma das sacadas mais brilhantes do anime.

Muita gente pensa que a obra é sobre:

  • guerra

  • sobrevivência

  • colapso

Mas não é.

O fim do mundo é apenas o pano de fundo.

Da mesma forma que os planetas do Pequeno Príncipe são apenas cenários para discutir a condição humana.

O tema verdadeiro é:

Como viver?


A Jornada Sem Destino

Talvez seja aí que a semelhança fique mais forte.

Em narrativas tradicionais existe:

  • uma missão

  • um objetivo

  • uma recompensa

Aqui não.

O caminho é o propósito.

Isso lembra muito uma frase atribuída ao poeta espanhol Antonio Machado:

"Caminhante, não há caminho; o caminho se faz ao caminhar."

Chito e Yuuri são a personificação disso.

Elas seguem em frente porque seguir em frente é tudo o que existe.


A Crítica Mais Dolorosa

O Pequeno Príncipe critica os adultos por esquecerem o essencial.

Shoujo Shuumatsu Ryokou pergunta algo ainda mais cruel:

E se a humanidade tivesse esquecido o essencial durante tanto tempo que acabasse se destruindo?

A cidade inteira parece responder:

"Sim."

Aqueles prédios gigantescos.

Aquelas máquinas monumentais.

Aquela tecnologia absurda.

Tudo sobreviveu.

Mas as pessoas desapareceram.

É uma crítica silenciosa ao culto da eficiência, do progresso e do crescimento pelo crescimento.

Como se a obra perguntasse:

Vocês construíram um sistema impressionante.

Mas ele servia para quê?


A Leitura Bellacosa Mainframe

☕🖥️

Se O Pequeno Príncipe é um operador novato visitando vários sistemas para entender a natureza humana...

Shoujo Shuumatsu Ryokou é o operador chegando milhares de anos depois para analisar os dumps e os logs deixados por esses mesmos sistemas.

O Pequeno Príncipe ainda encontra usuários.

Chito e Yuuri encontram apenas os datasets.

O Pequeno Príncipe conversa com a humanidade.

Chito e Yuuri conversam com os vestígios dela.

E talvez por isso o anime seja tão poderoso.

Porque ele não pergunta:

"O que estamos fazendo?"

Ele pergunta:

"Quando tudo acabar, o que terá valido a pena?"

E a resposta que o anime parece sugerir é exatamente a mesma de Saint-Exupéry:

Não serão os prédios.

Não serão as máquinas.

Não serão os impérios.

Serão os laços que construímos durante a viagem. ☕🚀

 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O Beijo do Enigma (relicário de memórias)

 


O Beijo do Enigma 

Houve um tempo em que o mundo cabia dentro de um teatro.
Chamava-se Enigma, e era mais que um lugar — era um refúgio.
Entre cortinas vermelhas e risadas de juventude, encontrei Patrícia.
A musa que não pedi, mas que o destino insistiu em colocar no meu caminho.

Ela chegou como se o universo tivesse dado “play” em uma nova trilha sonora.
Aos treze, não sabia o que era o amor — só o senti.
Ela se tornou o meu norte, meu referencial, meu verso inacabado.
O beijo dela... ah, aquele beijo… ainda vive em mim,
como se o tempo tivesse parado só para assistir.

E havia as cartas.
O carteiro que atravessava a cidade trazia o mundo dela em envelopes simples,
cada palavra escrita como um fio que me puxava para perto dela.

E havia também as ligações.
O telefone tocava, e ouvir sua voz era sentir o universo inteiro
reduzido a segundos de riso, de hesitação, de calor.
Cada “alô” carregava o poder de parar a respiração,
de fazer o coração dançar entre alegria e saudade.

E havia as madrugadas, silenciosas e insones,
quando a cidade dormia e eu escrevia versos pensando nela.
Palavras improvisadas, sentimentos crus, sonhos desordenados
transformavam-se em poesia que só eu lia,
mas que guardava cada fragmento dela,
cada rastro do que sentia e nunca se apagaria.

Depois vieram os anos — implacáveis, mudos, necessários.
Nos tornamos memórias ambulantes um do outro:
primeiro namorados, depois amigos, depois ecos.
E no fim, apenas conhecidos.
Mas a alma reconhece o que o tempo finge esquecer.

Alguns lugares guardam marcas que ninguém mais vê.
A Avenida Tiradentes, o Shopping Paraíso,
os encontros com Amélia, os caminhos pelo Parque do Ibirapuera
São Paulo inteira respira Patrícia em cada sombra, em cada riso antigo.

Cresci nesta cidade, me tornei quem sou aqui,
e certos amores, mesmo distantes,
se tornam parte da paisagem da alma.




sexta-feira, 14 de setembro de 2018

🎮✨ O Que São Visual Novels: A Arte Japonesa de Contar Histórias Digitais

 

Bellacosa Mainframe mergulha nos visual novels

🎮✨ O Que São Visual Novels: A Arte Japonesa de Contar Histórias Digitais

No universo dos games japoneses, existe um gênero que mistura literatura, arte e emoção de uma forma única — as Visual Novels (ビジュアルノベル). Mais do que simples jogos, elas são experiências narrativas interativas que conquistaram milhões de fãs no Japão e no mundo, influenciando animes, mangás e até o cinema.

🧩 O Conceito

As Visual Novels são jogos focados quase exclusivamente em histórias e escolhas. O jogador lê textos extensos, geralmente acompanhados de ilustrações no estilo anime, trilhas sonoras atmosféricas e dublagem parcial ou completa.
Em vez de batalhas ou ação em tempo real, a jogabilidade se baseia em decisões narrativas que afetam o rumo da história e levam a diferentes finais — bons, ruins ou secretos.

🎭 É como ler um romance ilustrado onde você decide o destino dos personagens.

📖 Estrutura Típica

  • Texto: narrado na primeira ou terceira pessoa, revelando pensamentos e diálogos;

  • Personagens: desenhados com expressões variadas;

  • Cenários fixos: fundos 2D com arte detalhada;

  • Trilhas sonoras: melodias melancólicas, alegres ou tensas, que acompanham o tom da cena;

  • Múltiplos finais: dependendo das escolhas do jogador, a história muda drasticamente.

🌸 Temas Mais Comuns

As Visual Novels abrangem uma ampla variedade de gêneros — do romance colegial até o terror psicológico:

  • Romance e Drama (Clannad, Kanon, Steins;Gate)

  • Mistério e Suspense (Ever17, 428: Shibuya Scramble)

  • Ficção Científica e Tempo (Chaos;Child, Steins;Gate)

  • Horror e Filosofia Existencial (Saya no Uta, The House in Fata Morgana)



🎨 Curiosidades

  • A primeira visual novel reconhecida é “Portopia Renzoku Satsujin Jiken” (1983), criada por Yuji Horii, que mais tarde criaria Dragon Quest;

  • Muitas Visual Novels deram origem a animes e mangás de sucesso, como Clannad, Steins;Gate e Fate/stay night;

  • Existem kinetic novels, uma subcategoria sem escolhas — o jogador apenas acompanha a história, como em um filme interativo;

  • O público no Japão vai desde adolescentes fãs de romance escolar até adultos que buscam narrativas complexas e filosóficas.

🎮 Dicas Para Quem Quer Começar

Se você quer se aventurar nesse gênero, aqui vão alguns títulos essenciais:

  1. Steins;Gate — Viagem no tempo e dilemas morais.

  2. Clannad — Drama familiar e crescimento emocional.

  3. The House in Fata Morgana — Terror gótico e narrativa atemporal.

  4. Umineko no Naku Koro ni — Mistério, metalinguagem e simbolismo.

  5. Grisaia no Kajitsu — Mistura de comédia, tragédia e ação.

💬 Conclusão

As Visual Novels são um dos formatos mais ricos e emocionalmente profundos da cultura japonesa moderna. Elas unem o texto literário, a arte visual e a música emocional em uma experiência única — uma forma de ler com o coração e jogar com a mente.

📚💻 No Japão, jogar uma Visual Novel é tão comum quanto ler um mangá. E, para muitos fãs, é a maneira mais intensa de se conectar com uma história.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988