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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Queen's Blade: Gyokuza wo Tsugu Mono (クイーンズブレイド 玉座を継ぐ者)

 

Bellacosa Mainframe apresenta queens blade gyokuza wo tsugu mono

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Queen's Blade: Gyokuza wo Tsugu Mono (クイーンズブレイド 玉座を継ぐ者)

Quando um Programador COBOL Descobre que Ganhar um Torneio é Fácil. Difícil é Assumir a Produção.

Quem trabalha com IBM Mainframe aprende cedo uma lição importante.

Escrever um programa COBOL é apenas o começo.

O verdadeiro desafio começa quando o programa entra em produção, passa a atender milhões de transações, precisa manter disponibilidade 24 horas por dia e qualquer erro pode impactar um banco inteiro.

Curiosamente, a segunda temporada de Queen's Blade transmite exatamente essa ideia.

Enquanto a primeira temporada era sobre a jornada das guerreiras até o torneio, Queen's Blade: Gyokuza wo Tsugu Mono ("A Sucessora do Trono") muda completamente o foco. Agora não basta provar força. É preciso lidar com as consequências do poder, alianças, traições e responsabilidades.

No estilo Bellacosa Mainframe, essa mudança lembra a diferença entre um desenvolvedor que conclui seu primeiro programa e um arquiteto responsável por um ambiente IBM Z em produção. Construir é uma etapa; sustentar um sistema complexo é outra completamente diferente.


Ficha Técnica

Título original

クイーンズブレイド 玉座を継ぐ者

Romanização

Queen's Blade: Gyokuza wo Tsugu Mono

Título internacional

Queen's Blade: The Successors to the Throne

Estúdio

ARMS Corporation

Direção

Kinji Yoshimoto

Roteiro

Takao Yoshioka

Baseado em

Visual Combat Books da Hobby Japan, derivados do sistema Lost Worlds, criado por Alfred Leonardi.

Exibição original

24 de setembro de 2009 a 10 de dezembro de 2009.

Quantidade de episódios

12 episódios.

Além da série principal, a franquia recebeu OVAs que complementam a história e aprofundam o desenvolvimento de várias personagens.


A Origem Continua a Mesma

Assim como na primeira temporada, tudo nasce dos livros ilustrados da Hobby Japan.

Esses livros eram curiosos porque cada personagem possuía seu próprio volume, estatísticas, habilidades e sistema de combate.

Ou seja...

Antes mesmo do anime existir, o universo já havia sido pensado quase como um RPG completo.

Isso explica porque praticamente toda personagem parece possuir sua própria história independente.


Sinopse

O torneio finalmente se aproxima do momento decisivo.

As melhores guerreiras do continente caminham em direção ao confronto final.

Enquanto isso, segredos envolvendo a Rainha Aldra começam a aparecer.

Descobrimos que por trás do governo existe uma influência sobrenatural muito maior do que parecia inicialmente.

O conflito deixa de ser apenas físico.

Passa a ser político.

Espiritual.

Moral.


Resumo da História

Leina continua sua jornada rumo ao castelo.

Durante esse caminho reencontra antigas rivais.

Forma novas alianças.

Descobre que muitas guerreiras consideradas inimigas estavam apenas tentando sobreviver dentro de um sistema injusto.

A Rainha Aldra começa a revelar sua verdadeira natureza.

Outras forças ocultas passam a manipular os acontecimentos.

A narrativa cresce bastante em escala.

A primeira temporada parecia uma aventura.

A segunda se aproxima muito mais de uma guerra pelo destino do reino.


O Que Mudou em Relação à Primeira Temporada?

Essa talvez seja a maior evolução.

Na primeira temporada:

  • conhecer personagens

  • explorar o mundo

  • iniciar o torneio

Na segunda:

  • resolver conflitos

  • concluir arcos

  • aprofundar motivações

  • explicar a origem da Rainha

  • mostrar as consequências das escolhas

É uma estrutura muito semelhante a diversos RPGs japoneses.


Personagens

Leina

Está muito mais madura.

Já não é apenas a jovem insegura que abandonou sua família.

Agora assume responsabilidades.

Começa a agir como líder.


Tomoe

Continua sendo uma das personagens mais disciplinadas.

Sua evolução mostra que honra não significa rigidez.

Ela aprende a adaptar seus princípios sem abandoná-los.


Risty

Talvez uma das personagens mais interessantes.

Mesmo sendo uma fora-da-lei, demonstra enorme senso de justiça.

Questiona constantemente quem realmente merece governar.


Nanael

Continua fornecendo humor.

Mas também revela momentos inesperadamente humanos.

Mesmo sendo um anjo, erra constantemente.


Cattleya

Recebe mais desenvolvimento emocional.

Seu lado maternal ganha espaço.


Melona

Continua sendo imprevisível.

É praticamente um "bug ambulante".

Nunca sabemos qual será sua próxima ação.


Aldra

Aqui encontramos uma enorme mudança.

Na primeira temporada parecia apenas uma rainha poderosa.

Na segunda descobrimos que existe algo muito mais complexo por trás dela.

Sua história ganha profundidade.

Ela deixa de ser apenas "a vilã".


A Qualidade da Animação

A ARMS manteve praticamente o mesmo padrão técnico.

Os cenários continuam detalhados.

As lutas ficaram mais elaboradas.

Os efeitos mágicos melhoraram.

As batalhas finais receberam orçamento superior ao restante da série.

Naturalmente, o fanservice continua sendo um elemento constante.


Temática

Apesar da fama de ecchi, vários temas aparecem durante a narrativa.

Poder

Quem merece governar?

A mais forte?

A mais justa?

A mais inteligente?


Liberdade

Leina abandona um destino previamente escolhido.

Diversas personagens fazem exatamente o mesmo.


Identidade

Quase todas as guerreiras passam por algum conflito interno.

Elas não lutam apenas contra inimigos.

Lutam contra suas próprias inseguranças.


Corrupção

O reino parece perfeito.

Mas sua estrutura possui diversas rachaduras.

Esse paralelo lembra grandes organizações onde processos antigos escondem problemas estruturais.


O Fanservice

Seria impossível falar de Queen's Blade sem mencionar esse aspecto.

A segunda temporada mantém o mesmo estilo visual da anterior:

  • armaduras que se rompem durante os combates;

  • enquadramentos provocativos;

  • humor físico exagerado.

Esses elementos continuam sendo uma marca registrada da franquia e o principal motivo de sua classificação indicativa elevada.


Bellacosa Mainframe

Vamos imaginar que o reino de Gainos seja um Data Center.

Cada guerreira representa um grande subsistema.

  • Leina → Aplicação bancária.

  • Tomoe → Segurança RACF.

  • Nanael → Monitoramento (às vezes gera alarmes desnecessários).

  • Risty → Equipe de operações.

  • Aldra → Administração central.

O torneio seria parecido com um grande processo de homologação.

Mas quando termina...

Começa o verdadeiro desafio:

Governar.

É exatamente igual ao mundo IBM Z.

Colocar um sistema em produção leva meses.

Mantê-lo funcionando durante vinte anos é outra história.


Mensagens Ocultas

A força sozinha não resolve problemas

Várias personagens extremamente poderosas fracassam.

Porque lhes falta maturidade.


O verdadeiro inimigo nem sempre está na frente

Muitas vezes os conflitos surgem por manipulações invisíveis.

Isso lembra sistemas corporativos onde o problema não está no programa COBOL, mas em configurações, integrações ou processos.


Liderança exige sacrifícios

A série mostra que assumir o comando significa abrir mão de interesses pessoais.


Não existe perfeição

Todas as guerreiras possuem defeitos.

Isso torna o elenco muito mais humano.


Curiosidades

  • Diversas personagens foram desenhadas por ilustradores diferentes, o que explica a enorme variedade de estilos visuais.

  • A segunda temporada adapta os momentos decisivos do torneio presentes nos livros-jogo da Hobby Japan.

  • O sucesso da série impulsionou OVAs focadas em personagens específicas e abriu caminho para Queen's Blade Rebellion (2012).


Impacto Cultural

Embora frequentemente lembrada pelo fanservice, Queen's Blade ajudou a consolidar o modelo de franquia multimídia baseado em personagens: livros-jogo, anime, mangás, light novels, videogames e figures colecionáveis. Também influenciou outras obras de fantasia ecchi ao mostrar que um grande elenco de heroínas podia sustentar um universo compartilhado e altamente comercializável.


Vale a Pena Assistir?

Se você gostou da primeira temporada, a resposta é sim.

A segunda entrega:

  • batalhas mais importantes;

  • revelações sobre Aldra;

  • maior desenvolvimento das protagonistas;

  • conclusão do torneio;

  • expansão da mitologia do universo.

Ela oferece um fechamento mais sólido para a história iniciada em Rurou no Senshi.


Conclusão

Para um Padawan COBOL, Queen's Blade: Gyokuza wo Tsugu Mono traz uma lição valiosa: conquistar um objetivo é apenas o início. Em projetos de mainframe, terminar um desenvolvimento não encerra o trabalho; a verdadeira prova começa quando o sistema entra em produção e precisa permanecer confiável, seguro e disponível por anos.

Da mesma forma, a segunda temporada deixa de ser apenas um torneio de força para discutir responsabilidade, liderança e as consequências do poder. Sob a superfície do ecchi e da fantasia, existe uma narrativa sobre crescimento, escolhas e maturidade — temas que também fazem parte da evolução de qualquer profissional que deseja deixar de ser apenas um programador e tornar-se um verdadeiro arquiteto de sistemas.


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