sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

😶‍🌫️ 2022: O Ano da Ressaca Pandêmica

 


😶‍🌫️ 2022: O Ano da Ressaca Pandêmica

Por ElJefe — crônicas do mundo pós-COVID para padawans cansados


Padawan, respire fundo.
Chegamos a 2022, o ano em que o planeta acordou com uma ressaca coletiva — física, mental e espiritual.
Depois de dois anos de caos, isolamento e paranoia, o mundo queria festejar… mas ainda tropeçava nas próprias cicatrizes.

Era o começo do novo normal, aquele que ninguém pediu, mas todos tiveram que aceitar.


🕊️ O Mundo Sai da Caverna

As máscaras começaram a cair — literalmente.
Bares reabriram, estádios voltaram a gritar, aviões voltaram a voar.
Mas havia algo estranho no ar (e não era o vírus, desta vez):
as pessoas voltaram diferentes.

O silêncio de 2020 e 2021 tinha deixado marcas.
Muitos não sabiam mais socializar, outros tinham medo de tudo,
e alguns fingiam que nada tinha acontecido — como se a pandemia fosse um pesadelo coletivo convenientemente esquecido.

“O corpo se cura mais rápido que a mente, padawan.”


💉 A Ciência Triunfa… Mas a Desinformação Fica

As vacinas funcionaram.
O mundo começou a se proteger em massa, e os hospitais esvaziaram.
Mas o inimigo invisível mudou de forma: agora era a mentira.

Fake news continuavam, mas com novos temas:
microchips, mutações zumbis, conspirações políticas.
Era o mesmo script, só mudava o vilão da semana.

O algoritmo, esse novo imperador do caos, percebeu uma coisa:
a verdade cansa, mas a teoria da conspiração diverte.

E assim, o pós-pandemia virou o palco de uma nova guerra —
a guerra pela narrativa.


🧠 A Crise Silenciosa: Saúde Mental

Em 2022, o vírus saiu das manchetes e deu lugar a outro tipo de pandemia — a da ansiedade.
Empresas voltaram ao trabalho híbrido, mas ninguém sabia mais o que era equilíbrio.
Gente exausta, emocionalmente drenada, e uma avalanche de “coachs de resiliência” pipocando em todo canto.

As redes sociais, que haviam sido o refúgio do isolamento, agora mostravam um novo tipo de contágio:
a comparação, o cansaço e o medo de não estar “vivendo o suficiente” depois de dois anos trancado.

Padawan, 2022 ensinou que:

“Nem toda cura vem de um remédio — às vezes, vem de uma conversa sincera e de um bom café.”


🕹️ O Novo Normal: Híbrido, Digital, Estranho

O trabalho remoto virou rotina, o QR Code virou idioma, e o metaverso surgiu prometendo mundos paralelos onde ninguém pegava vírus.
Enquanto isso, escolas, empresas e governos tentavam se adaptar a um planeta que já não cabia mais nos moldes antigos.

O “novo normal” era um Frankenstein social:
um pouco analógico, um pouco digital, um pouco cansado.

Mas, como bons padawans da era moderna, aprendemos a navegar —
mesmo com o GPS quebrado.


💔 O Luto Coletivo

Entre as risadas dos reencontros e o som dos brindes, havia silêncio.
Milhões tinham partido, e nem todos tiveram chance de se despedir.
2022 foi o ano em que o luto veio atrasado.
O mundo chorou em silêncio — não por falta de lágrimas, mas por falta de tempo.

E nesse silêncio, nasceu um novo tipo de consciência:
a de que viver é urgente.


☕ Epílogo de ElJefe

2022 não foi o fim da pandemia — foi o fim da inocência.
Descobrimos que a vida não volta a ser o que era,
porque nós não somos mais quem éramos.

A humanidade tropeçou, caiu, chorou, e mesmo assim… continuou.
E como todo padawan que passa por uma prova difícil, saímos diferentes:
menos ingênuos, mais atentos, e talvez — só talvez — um pouco mais sábios.

“O vírus mostrou que somos frágeis.
A solidão mostrou que somos humanos.
E a esperança mostrou que ainda vale a pena lutar.”

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Sobrevivemos a pandemia!!!!!

 


A convivencia com 4 adultos foi dificeil, o isolamento social, ficar presos num espaço confinado. Não poder sair a rua, tomar sol e viver uma vida normal foi dificil.

Atritos aconteceram, mas também momentos unicos e marcantes. Obrigado pela companhia de vocês e este poste ficara para o sempre, como testuma de dois anos que nunca terminavam e por fim acabou.

Viva a vacina, viva por estarmos vivos e espantarmos o fantasma da morte. Perdemos entes queridos no caminho, mas enfim ca estamos.

Obrigado.


Brasil 2022: quando o sistema saiu do modo emergência, aplicou o patch certo — e o legado voltou a fazer sentido

 


Brasil 2022: quando o sistema saiu do modo emergência, aplicou o patch certo — e o legado voltou a fazer sentido

Meu nono ano pós-retorno ao Brasil foi 2022. Um ano que não começou leve, mas terminou diferente. Não foi redenção, nem milagre. Foi algo mais raro em sistemas grandes: estabilização real depois do caos. Para quem viveu doze anos na Europa e atravessou, já no Brasil, uma sequência quase didática de colapsos, 2022 teve gosto de restart limpo, ainda com arquivos corrompidos, mas com o sistema respirando outra vez.

Depois de 2020 e 2021, isso já era muita coisa.

A vacina: o patch que salvou o sistema

A vacina salvou vidas. Isso não é metáfora, é fato técnico. Em linguagem de mainframe: foi o patch crítico que impediu o shutdown definitivo. Não resolveu tudo, não apagou traumas, mas devolveu algo essencial — previsibilidade mínima.

Quando a vacinação avançou, algo mudou no ar. As pessoas voltaram a sair sem culpa. A respirar sem medo constante. A planejar de novo, mesmo que em curto prazo. Para quem viveu na Europa, onde a vacina também simbolizou retomada, foi nítido perceber: sem ela, o Brasil teria entrado em colapso social irreversível.

O sistema humano voltou a responder.

Economia: não prosperidade, mas movimento

Economicamente, 2022 não foi abundância — foi movimento. E depois de anos de paralisia, movimento já é sinal de vida. Pequenos negócios retomaram, serviços reapareceram, projetos voltaram à mesa.

O home-office deixou de ser improviso e virou arquitetura. Muita gente percebeu que não precisava mais estar fisicamente presa a centros caros, congestionados e emocionalmente desgastantes. Para quem tinha vivido fora, isso soava familiar: trabalho orientado a entrega, não a presença.

O Brasil começou, tardiamente, a entender algo básico do mundo moderno.

Sociedade: menos grito, mais cansaço — e alguma lucidez

Socialmente, 2022 foi menos explosivo que os anos anteriores. Não porque os problemas sumiram, mas porque as pessoas estavam cansadas demais para berrar o tempo todo. E o cansaço, às vezes, produz lucidez.

Houve polarização, sim. Mas também houve uma vontade silenciosa de seguir em frente. De reconstruir rotinas. De não viver mais em estado permanente de alerta.

O tecido social ainda estava rasgado — mas já não sangrava o tempo todo.

Cultura: reaprendendo a criar

Culturalmente, 2022 foi um recomeço tímido. Eventos voltaram. Encontros reapareceram. A arte saiu do modo sobrevivência e voltou, devagar, ao modo criação.

O Brasil reaprendeu algo essencial: cultura não é luxo, é manutenção do sistema. Sem ela, a máquina enlouquece.

Educação, DIO e o inesperado renascimento do legado

E aqui veio a grande surpresa do ano.

Enquanto muita gente ainda apostava apenas no “novo pelo novo”, 2022 mostrou algo que todo veterano de mainframe já sabia: sistemas críticos não são descartados — são mantidos.

A DIO e outras plataformas começaram a oferecer cursos gratuitos, acessíveis, práticos. Gente que jamais teria acesso a formação técnica começou a estudar de casa. Home-office, cursos online, capacitação assíncrona — tudo isso abriu portas reais.

E então aconteceu o impensável para quem só conhece tecnologia por hype:
o mainframe voltou ao centro do jogo.

Choveu vaga de COBOL. Literalmente.

Bancos, seguradoras, governos, empresas globais — todos dependentes de sistemas escritos décadas atrás — perceberam que não tinham operadores suficientes. O legado não morreu. Ele sobreviveu a todas as modas. E agora pedia gente que soubesse ler, entender e manter código crítico.

Para mim, isso teve gosto de justiça histórica.

O renascimento do mainframe: quando experiência vira ativo

Depois de anos em que “antigo” era tratado como sinônimo de “obsoleto”, 2022 lembrou o óbvio: antigo é o que continua funcionando quando tudo o resto falha.

COBOL não voltou por nostalgia. Voltou por necessidade. Voltou porque sistemas que pagam salários, aposentadorias, benefícios e movimentam trilhões não podem cair.

E, de repente, quem carregava conhecimento profundo deixou de ser peso e voltou a ser pilar.

Todo operador de mainframe sorriu em silêncio.

População: machucada, mas de pé

O povo em 2022 ainda estava machucado. Mentalmente, financeiramente, emocionalmente. Mas estava de pé. Mais cauteloso. Menos iludido. Um pouco mais sábio — no sentido duro da palavra.

A esperança voltou, mas não era mais ingênua. Era técnica. Condicionada. Baseada em evidência, não em promessa.

Nono ano pós-retorno: reconciliação com o tempo

Em 2022, pela primeira vez desde que voltei ao Brasil, senti algo próximo de reconciliação. Não com o país idealizado. Mas com o país real. Complexo. Difícil. Injusto em muitos pontos. Mas vivo.

E comigo mesmo também. Entendi que voltar não foi erro nem acerto simples. Foi parte do job.

Epílogo: a lição final do ano

2022 ensinou uma verdade que só sistemas grandes revelam depois de crises profundas:

o futuro não elimina o passado — ele o integra.

O Brasil só voltou a respirar porque aplicou ciência, tecnologia, trabalho remoto, educação acessível —
e porque o legado estava lá, silencioso, sustentando tudo.

O sistema não virou perfeito.
Mas voltou a funcionar com propósito.

E todo veterano de mainframe sabe:
quando o legado resiste,
é sinal de que ainda há muito sistema pela frente.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

🎆 Sumida Fireworks — O Festival Onde o Céu de Tóquio Vira um Mainframe Aceso

 


🌙 El Jefe Midnight Lunch apresenta
🎆 Sumida Fireworks — O Festival Onde o Céu de Tóquio Vira um Mainframe Aceso
por Bellacosa Mainframe


Existem matsuri…
E existe o matsuri que reinventou o conceito de “explodir coisa no céu com elegância”.
O Sumida River Fireworks Festival — ou Sumidagawa Hanabi Taikai — é o IPL de verão de Tóquio, o evento que faz a cidade inteira parar, alinhar seus ponteiros internos e entrar em modo DISPLAY FIREWORKS,DETAIL.

Se o Tamagawa é emoção, o Sumida é tradição, competição e debug artístico.

Vamos abrir esse dataset colorido.




🏮 1. ORIGEM — O Festival que Nasceu do Caos, da Fome e da Solidão

O Sumida Fireworks tem pedigree histórico:
1733, período Edo.
Japão passando fome, doenças, mortalidade alta — o S0C4 social da época.

O xogunato Tokugawa Yoshimune decidiu fazer um ritual de purificação às margens do rio Sumida.
A ideia:

  • afastar pragas,

  • honrar os mortos,

  • levantar o moral do povo,

  • e provar que o governo ainda segurava as pontas.

O ritual evoluiu para uma tradição de fogos — os primeiros registros de hanabi modernos.

Mas aqui vem a maravilha:

💥 O festival nasceu também de uma GUERRA ENTRE FOGUEIROS.

Duas grandes famílias de pirotécnicos:

  • Tamaya

  • Kagiya

Competiam pelo melhor show.

O povo gritava os nomes:
“TA-MA-YAAA!”
“KA-GI-YAAA!”

Até hoje, se você ouvir alguém gritando isso, saiba:
não é glitch, é tradição.


🎆 2. COMO FUNCIONA — 20 mil fogos, milhões de pessoas, zero confusão (milagre japonês)

O Sumida Fireworks acontece no verão, geralmente final de julho.
Duas plataformas de lançamento espalhadas ao longo do rio detonam cerca de 20.000 fogos.

Sim: vinte mil.
É o equivalente a rodar 20.000 jobs simultâneos e não tomar abend.

A multidão é algo entre:

  • 700 mil

  • e 1 milhão de pessoas.

E ninguém se mata.
Isso é o verdadeiro milagre japonês.

O festival é transmitido nacionalmente, um grande evento da NHK.
É o “Show da Virada” deles, só que com muito mais poesia e sem axé.


🍧 3. DICAS DE SOBREVIVÊNCIA — Para não travar seu buffer social

✔ Vá de metrô e volte voando (mentalmente)

Ir é fácil.
Voltar é um WTO BROADCAST humano.

✔ Leve leque

O calor derrete até sua alma.

✔ Chegue 5 horas antes

É sério.
Escolher lugar no Sumida é alocação de storage premium.

✔ Programe-se para comer

Leve onigiri ou compre nos yatai: yakisoba, kakigōri, taiyaki…
Se tiver matcha, coma.
Se tiver cerveja, beba.
E se tiver fila, aceite.

✔ Respeite as áreas proibidas

Alguns trechos são fechados por segurança.
Tentar entrar é o equivalente a rodar IEFBR14 achando que vai milagrosamente resolver algo.


🔍 4. CURIOSIDADES — O SYSLOG oculto do Sumida

  • É considerado o mais antigo festival de fogos do Japão.

  • Já foi cancelado diversas vezes por guerras, incêndios e, claro, tufões (que gostam de aparecer justo no dia).

  • A competição entre fogueiros moldou toda a indústria pirotécnica japonesa.

  • Fogos com formato de coração, elipse, flores, peixes e até emoji são comuns.

  • A filosofia do hanabi é profundamente budista:
    “a beleza surge e desaparece” — como a vida.


💬 5. FOFOCAS — Diretamente do SPILL DATASET

  • Em certo ano, dois pirotécnicos brigaram por causa do design de um fogo especial que fazia referência ao Ultraman. O escândalo durou semanas.

  • Muitos casais terminam durante o festival.
    O motivo?
    "Fogos mostram quem você realmente é", dizem as tias japonesas.

  • Artistas famosos assistem escondidos em barcos alugados.

  • Existe o mito urbano de que se você confessar amor durante o hanabi, a relação dura.
    Estatística?
    Zero.
    Simpatia?
    100%.


🥚 6. EASTER-EGGS — Para fãs hardcore

  • Em certos anos, aparecem fogos em homenagem à família Tamaya e Kagiya.

  • Alguns fogos têm assinatura — padrões secretos criados por mestres pirotécnicos, reconhecidos só por quem é otaku de hanabi.

  • Filãs de fotógrafos profissionais disputam milimetricamente o mesmo ângulo desde os anos 80.

  • Alguns fogos são inspirados em ukiyo-e clássicos do período Edo.


🏯 7. FILOSOFIA — O porquê do Sumida ser tão especial

O hanabi japonês carrega um sentimento chamado mono no aware:
a beleza da impermanência.

Quando o céu explode em cores, você lembra que tudo passa:
o verão, a juventude, o amor, a vida.

O festival transforma essa melancolia em espetáculo —
um gigantesco job poético rodando no céu noturno.


🌀 8. CONCLUSÃO — O que o Sumida realmente celebra?

O Sumida Fireworks é sobre:

  • tradição,

  • competição,

  • estética,

  • emoção,

  • e a capacidade humana de transformar pólvora em poesia.

É o festival que define Tóquio no verão.

Se o Tamagawa é intimista, o Sumida é o Super Bowl da alma japonesa.

No final, o Sumida não celebra fogos.
Celebra o fato de que, num mundo lotado, barulhento e caótico…
ainda conseguimos parar, olhar para cima e dizer:
“Tamaya! Kagiya!”

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

DIO AWARDS 2022 - Indicação Best Community Influencer

Fechando 2022, fui indicado para o DIO Awards 2022 Tech : Community Influencer, conto com sua ajuda, poderia votar em meu perfil. https://www.linkedin.com/posts/vagnerbellacosa_dionito-activity-7008882870224076800-hhTE Boas Festas!!!! Muito obrigado pela companhia, desejo um bom Natal e que 2023 seja o Ano, cheio de realizações e muito sucesso a nós todos. #Dionitos em ação