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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

LinkedIn Rewind de 2025

 



Aqui está o meu LinkedIn Rewind de 2025, por
Coauthor.studio:

🇧🇷 2025 Rewind — Um ano como IBM Champion divulgando, educando, compartilhando o conhecimento. OBrigado e gratidão IBM e DIO 🚀

Este ano foi uma jornada unica e cheia de aventura com mais de 500 dicipulos na Stack Mainframe de Padawan a Jedi.

Seguimos evoluindo! 💪


hashtagLifelongLearning hashtagMainframe hashtagCOBOL hashtagIBMZ hashtagAI hashtagGitHubCopilot hashtagEducation hashtagContinuousLearning hashtagLinkedInRewind hashtagCoauthor hashtag
 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Brasil 2025: o ano do pre-flight check

 


Brasil 2025: o ano do pre-flight check

ao estilo bellacosa mainframe, para o El Jefe Midnight Lunch

2025 não foi ano de grandes anúncios. Foi ano de preparativos. Em linguagem de mainframe, o Brasil entrou em modo pre-flight check: luzes acesas, sistemas testados, operadores atentos, porque 2026 já aparecia no horizonte como aquele batch pesado que roda uma vez a cada ciclo e decide o destino da máquina inteira.

Depois de doze anos vivendo na Europa e mais de uma década de retorno ao Brasil, aprendi a identificar esse tipo de ano: não é o crash, não é o reboot, não é a virada histórica. É o ano em que todo mundo sabe que algo grande vem aí — e começa a se posicionar.

Brasil: aquecimento político, memória recente ainda viva

Em 2025, o Brasil começou a aquecer o motor eleitoral. As eleições de 2026 passaram a pautar discursos, alianças e ressentimentos. Nada ainda explodiu, mas o cheiro de combustível político já estava no ar.

A diferença em relação a ciclos anteriores é a memória coletiva recente. O trauma do bolsonarismo, da radicalização e da ruptura institucional ainda estava fresco demais para ser ignorado. Mesmo quem flertava com discursos extremos precisava modular o tom. O sistema aprendeu — ainda que à força — que instabilidade custa caro.

Não significa maturidade plena. Significa aprendizado por dor.

Economia brasileira: prudência como estratégia

Economicamente, 2025 seguiu o manual da cautela. Nada de apostas ousadas. Nada de populismo fiscal escancarado. A prioridade foi não quebrar o que começou a funcionar em 2023 e 2024.

Para quem voltou da Europa acostumado a Estados que operam na base da previsibilidade, isso soou como um pequeno avanço civilizatório. O Brasil ainda não planeja como um alemão — mas já evita improvisar como nos piores anos.

E no Brasil, evitar improviso já é progresso.

A guerra da Ucrânia: o conflito que virou ruído constante

Enquanto isso, no tabuleiro global, 2025 confirmou algo amargo: a guerra da Ucrânia virou ruído permanente. Não acabou. Não avançou decisivamente. Não trouxe a paz prometida em cada nova rodada diplomática.

Virou um conflito de fundo, sempre presente, sempre sangrando, sempre alimentando indústrias, discursos e medos. A paz que “nunca sai” virou parte do cenário, como um servidor legado que ninguém consegue desligar porque o impacto seria imprevisível.

Para quem viveu na Europa, isso pesa mais. O conflito não é distante — ele ecoa nos preços, na política, na sensação de vulnerabilidade.

Europa: acuada, envelhecida, perdendo protagonismo

Em 2025, a Europa parecia cansada. Não derrotada, mas acuada. Presa entre dependências energéticas, pressões geopolíticas, envelhecimento populacional e uma perda lenta — porém contínua — de protagonismo global.

A União Europeia já não dita o ritmo do mundo. Reage. Ajusta. Mitiga danos. É a administração de crise permanente, não a condução do futuro.

Para quem passou doze anos ali, a sensação é clara: a Europa virou um grande mainframe estável, confiável, mas rodando aplicações cada vez menos centrais no ecossistema global.

Inglaterra: o post-Brexit como falha de projeto

E a Inglaterra… ah, a Inglaterra.

Em 2025, o Brexit mostrou sua fatura completa. Não em colapso imediato, mas em erosão contínua. Menos influência, menos fluidez econômica, mais isolamento, mais tensão social. Um país que acreditou que podia sair do cluster europeu e manter o mesmo throughput.

Erro clássico de arquitetura.

O Reino Unido virou um sistema standalone tentando operar como se ainda estivesse integrado a um grid continental. O custo disso aparece aos poucos — e dói mais exatamente porque não explode de uma vez.

Cultura e sociedade: o mundo mais cínico, menos ingênuo

Culturalmente, 2025 foi um ano menos iludido. No Brasil e fora dele. As pessoas passaram a acreditar menos em narrativas grandiosas e mais em soluções imperfeitas. O cinismo cresceu, mas junto dele veio um tipo estranho de lucidez.

Menos fé em salvadores. Mais atenção a processos.

Para quem já atravessou migração, retorno, crise, pandemia e radicalização política, isso soa quase como maturidade emocional tardia da sociedade.

Epílogo: o operador sabe o que vem aí

2025 foi o ano em que o operador experiente ajusta a cadeira, confere logs antigos e faz backup completo. Porque 2026 está logo ali — e ninguém esqueceu o que acontece quando eleições rodam em ambiente instável.

O Brasil de 2025 não resolveu seus problemas.
O mundo de 2025 não encontrou a paz.
A Europa de 2025 não recuperou seu protagonismo.
A Inglaterra de 2025 ainda paga por um commit mal pensado.

Mas todos parecem ter entendido algo essencial:

sistemas grandes não quebram por falta de discurso,
quebram por excesso de ilusão.

E 2025 foi, acima de tudo, o ano em que a ilusão ficou mais curta —
e a realidade, mais nítida.

Para o bem ou para o mal,
o batch de 2026 já está na fila.

sábado, 13 de dezembro de 2025

RETROSPECTIVA 2025 | O Ano Que Mudou o Canal El Jefe 🚀📊

 🔥 RETROSPECTIVA 2025 – CANAL EL JEFE 🔥



2025 foi um ano intenso, cheio de histórias, aprendizados e muita troca aqui no canal El Jefe. Neste vídeo especial, fazemos uma retrospectiva completa de tudo que rolou ao longo do ano: das aventuras e explorações, passando pelos conteúdos de mainframe, COBOL e tecnologia, até os momentos mais leves com memes, piadas e vídeos descontraídos que arrancaram risadas e geraram tanta interação.

Cada vídeo publicado, cada comentário, cada like e cada compartilhamento ajudaram a construir essa jornada única. Este não é apenas um resumo de números, mas um agradecimento sincero a todos que estiveram presentes, acompanharam, apoiaram e fizeram parte do crescimento do canal em 2025. Vocês transformaram ideias em conteúdo vivo e deram sentido a cada gravação.

Se você chegou agora, este vídeo é a porta de entrada perfeita para conhecer a diversidade do canal. Se você já é inscrito, prepare-se para relembrar momentos marcantes, curiosidades dos bastidores e conteúdos que definiram o ano do El Jefe.

💬 Comente qual vídeo você mais gostou
👍 Deixe seu like para fortalecer o canal
🔔 Inscreva-se e ative o sino para não perder o que vem em 2026

Obrigado a cada inscrito, espectador e apoiador. O El Jefe segue firme, com mais ideias, mais conteúdo e muito mais pela frente. Vamos juntos para o próximo capítulo! 🚀





quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

🚀✨ Retrospectiva DIO 2025 — Uma Ode ao Aprendizado e à Transformação



🚀✨ Retrospectiva DIO 2025 — Uma Ode ao Aprendizado e à Transformação

por El Jefe Midnight Lunch (com aquele toque Bellacosa Mainframe)

Se tem uma coisa que dá um nózinho bom no peito, é olhar para trás e perceber o quanto evoluímos. Assim como em um mainframe que roda batch atrás de batch e, no fim do dia, mostra um relatório de progresso espetacular, a DIO entregou em 2025 uma retrospectiva que emociona qualquer pessoa que está na jornada da tecnologia — seja iniciante, em transição ou veterano construindo carreira. DIO

A DIO (Digital Innovation One) é mais do que uma simples plataforma de cursos. É um ecossistema educacional que tem democratizado oportunidades de forma prática, objetiva e conectada com o mercado. Em 2025, isso ficou ainda mais claro:

  • Programas completos em linguagens e tecnologias do momento

  • Bootcamps intensivos com projetos e desafios reais

  • Parcerias com empresas inovadoras

  • Uma comunidade viva, que aprende junto, cresce junto e se apoia nos momentos difíceis
    DIO

💡 O Que a Retrospectiva 2025 Representa

Ao ver agora a retrospectiva, quem estuda ou já estudou na DIO percebe que não foi apenas um ano comum. Foi um ano de:

🌱 Evolução pessoal e profissional
💻 Aprendizado prático com tecnologia real
🤝 Colaboração com pessoas que viraram parceiras de jornada
🏆 Projetos que renderam conquistas e até premiações (como o DIO Awards 2025, reconhecendo quem mais impactou a comunidade)
DIO+1

Esse tipo de reconhecimento é fantástico porque não celebra apenas números, mas histórias humanas que se conectam, ajudam e mudam direções de vida.


📚 A Experiência DIO: Muito Além do Curso

Muita gente entra na DIO apenas pensando em aprender uma linguagem ou uma tecnologia. Mas a realidade é que ela entrega muito mais:

📍 Bootcamps com trilhas completas, projetos, mentorias ao vivo e networking profissional — tudo pensado para você ganhar confiança e sair preparado para o mercado. DIO
📍 Projetos práticos que podem entrar no seu portfólio — essencial para quem quer se destacar em entrevistas e processos seletivos. DIO
📍 Comunidade forte — pessoas que incentivam, respondem, ajudam e crescem juntas. DIO
📍 Parcerias e oportunidades reais com empresas que estão contratando. DIO


🎯 Agradecimento à Comunidade e às Pessoas que Transformam

Olhando para essa retrospectiva, a gente vê que nenhum aprendizado acontece isolado. Ele é alimentado por:

👩‍🏫 Mentores que dedicaram tempo para ensinar
👥 Comunidade que se apoia
💡 Autoras e autores que compartilharam conhecimento
🚀 Professores e especialistas que desafiaram com projetos reais
📣 Parceiros que acreditaram na educação como vetor de transformação
DIO

Se hoje existe alguém que mudou de carreira, entrou no mercado tech, ganhou confiança em codar ou simplesmente descobriu um caminho novo, parte desse impacto veio da DIO e de toda essa comunidade vibrante.


🌟 Um Convite Para Você

Se você está lendo isso e ainda não conhece a DIO, fica aqui um convite sincero:

💻 Explore cursos e bootcamps
💪 Desafie-se com trilhas intensivas
📁 Aprimore seu portfólio com projetos reais
🤝 Participe da comunidade
🏆 Compartilhe seus avanços e inspire outros
DIO

A retrospectiva 2025 não é apenas um vídeo ou um post — é um relatório emocional de coragem, aprendizado, evolução e conexão. É a prova de que, com as ferramentas certas, um ambiente acolhedor e um pouco de disciplina, você pode transformar seus sonhos em realizações reais.


Quem sabe seu nome não aparece no próximo DIO Awards?
Quem sabe aquele projeto que você está começando agora não vira destaque?
Quem sabe você não encontre sua primeira grande oportunidade depois de um bootcamp?

Uma coisa é certa: o futuro é codeável, e a DIO está aí para ajudar você a construir o seu.

🚀💻✨ Make The Change — Transforme o seu futuro. DIO





 

quinta-feira, 17 de julho de 2025

🌅 O Brasil 2025 — Entre a Melancolia e a Reinvenção

 

Bellacosa Mainframe e a retrospectiva de 2025 no Brasil

🌅 O Brasil 2025 — Entre a Melancolia e a Reinvenção
📖 Por Bellacosa Mainframe


Passaram-se doze anos desde aquele junho de 2013.
O país que gritou nas ruas, brigou nas telas e se perdeu nos espelhos digitais agora desperta cansado,
com um olhar de quem acorda de um sonho bom — mas confuso.

O Brasil de 2025 é um sobrevivente.
Um país que tropeçou na própria esperança,
mas ainda assim insiste em recomeçar — como quem pega o trem errado,
mas sorri porque o caminho, ainda que torto, tem paisagem.


🕰️ A Ressaca da Utopia

Há uma melancolia leve no ar, daquelas que o brasileiro disfarça com memes e ironia.
A geração que foi às ruas agora paga boletos,
ensina os filhos a navegar na selva digital,
e olha para o passado com o mesmo misto de orgulho e arrependimento de quem reencontra um velho amor.

“Fizemos o que achávamos certo… só não sabíamos no que ia dar.”

O sentimento nacional é ambíguo:
exausto, mas teimosamente vivo.
Há desconfiança na política, cinismo nas redes e um desencanto geral —
mas também uma sabedoria nova, nascida do erro coletivo.


💡 O País dos Pequenos Recomeços

Longe dos holofotes, há uma revolução silenciosa acontecendo.
Gente comum reaprendendo o sentido da palavra comunidade.
Bairros que se organizam, escolas que se reinventam, jovens que cansaram de “lacrar” e voltaram a ouvir.

O Brasil de 2025 ainda é caótico, desigual e intenso —
mas começa a entender que gritar não é o mesmo que mudar.
E que a transformação verdadeira acontece nas margens,
nos lugares que não dão curtida, mas dão sentido.

Há novos criadores de conteúdo que preferem profundidade a viralização.
Jornalistas independentes renascendo entre os escombros da desinformação.
E uma juventude híbrida — parte cínica, parte idealista —
tentando reconciliar o meme com a filosofia.


⚙️ A Reconciliação com o Futuro

O Brasil também descobriu que o futuro não é feito apenas de startups e IA,
mas de gente real, com histórias, sotaques e sonhos não automatizáveis.
A tecnologia amadureceu — e, junto com ela, a consciência do seu poder e do seu perigo.

Depois de anos de algoritmos ditando o tom da conversa,
há um movimento sutil de desaceleração digital:
menos exposição, mais introspecção.
Menos seguidores, mais propósito.

A cultura se volta para o simples, o autêntico, o humano.
E o Brasil, mesmo cambaleante, começa a lembrar o que sempre foi:
um país que se reinventa no improviso.


☕ Comentário aos Padawans

O ciclo se fecha:
2013 foi o despertar,
2018, o caos,
2025… é o aprendizado.

O Brasil está redescobrindo a si mesmo — não como herói, nem como vilão,
mas como personagem em eterna construção.

Há esperança na melancolia.
E força no silêncio de quem aprendeu que mudar o mundo não é sempre fazer barulho —
às vezes, é continuar acreditando mesmo quando ninguém mais acredita.


Bellacosa Mainframe

“O Brasil é um bug que o mundo ainda não conseguiu corrigir.
Inconstante, barulhento, poético e eterno em sua mania de tentar de novo.” 🇧🇷💾

domingo, 29 de dezembro de 2024

Brasil 2024: quando o sistema entrou em steady state e o operador veterano respirou fundo

 


Brasil 2024: quando o sistema entrou em steady state e o operador veterano respirou fundo

ao estilo bellacosa mainframe, para o El Jefe Midnight Lunch

2024 marcou meus onze anos de pós-retorno ao Brasil. Onze anos rodando o mesmo sistema em produção contínua, com patches emergenciais, rollbacks históricos, falhas humanas, panes globais e — finalmente — algo raro por aqui: estabilidade operacional perceptível. Não perfeita. Não gloriosa. Mas suficiente para permitir que as pessoas voltem a pensar além da sobrevivência.

Depois de tudo o que passou, isso já é muito.

Economia: entrando nos eixos, sem fogos de artifício

Economicamente, 2024 não foi ano de espetáculo. Foi ano de alinhamento. A inflação mais controlada, o desemprego caindo devagar, o crédito voltando com mais critério. Nada de crescimento chinês, nada de euforia irresponsável. Apenas o sistema encontrando seu ritmo nominal.

Para quem viveu doze anos na Europa, isso soa básico. Para o Brasil, é quase terapêutico. Quando a economia para de assustar, o cidadão começa a reorganizar a vida. Planejar pequenas coisas. Assumir compromissos de médio prazo. Voltar a confiar — mesmo que com cautela.

O sistema econômico finalmente saiu do modo emergência e entrou em steady state.

Desemprego: o alívio silencioso

A queda do desemprego em 2024 não veio acompanhada de festa. Veio acompanhada de alívio. Emprego voltando não como promessa eleitoral, mas como realidade discreta. Vagas surgindo em setores tradicionais e em áreas técnicas. Gente voltando a acordar cedo por escolha, não por desespero.

Quem viveu fora entende o peso psicológico disso. Trabalhar não é só renda — é identidade, estrutura, sanidade. O Brasil começou a devolver isso a uma parte da população.

Não a todos. Ainda não. Mas o suficiente para mudar o clima.

Sociedade: menos tensão, mais cotidiano

Socialmente, 2024 foi um ano menos tenso. Não porque os conflitos desapareceram, mas porque eles deixaram de dominar tudo. A política voltou a ocupar espaço importante — não espaço total. As pessoas voltaram a falar de trabalho, família, planos, pequenas conquistas.

Depois de anos de guerra cultural permanente, o cotidiano retomou protagonismo. E o cotidiano é onde a vida acontece de verdade.

Para quem passou anos na Europa, isso sempre foi evidente. No Brasil, foi redescoberto.

Cultura: criação sem urgência

Culturalmente, 2024 permitiu algo que parecia impossível poucos anos antes: criar sem urgência. Menos reação, mais elaboração. Menos trauma explícito, mais sutileza. A arte voltou a respirar, sem a obrigação de salvar ninguém.

O humor ficou menos defensivo. A ironia, mais inteligente. A cultura deixou de ser trincheira e voltou a ser espelho.

Isso não aparece em gráficos, mas muda tudo.

População: cautelosa, porém mais confiante

O brasileiro de 2024 é diferente do de 2013. Mais velho emocionalmente. Mais desconfiado de heróis. Menos tolerante a aventuras. Mas também mais consciente do próprio valor.

Depois de crise econômica, colapso político, pandemia, isolamento, radicalização e trauma coletivo, a população aprendeu a identificar quando o sistema começa a funcionar de novo — e quando está apenas fingindo.

Em 2024, a sensação era clara: não era fingimento.

Onze anos pós-retorno: a maturidade do operador

Onze anos depois de voltar, deixei de esperar que o Brasil vire algo que nunca foi. Passei a valorizar quando ele funciona como pode — e a cobrar quando desvia.

Como operador veterano, aprendi que sistemas grandes não evoluem em saltos épicos. Evoluem em longas fases de estabilidade chata. E estabilidade chata é exatamente o que permite progresso real.

Epílogo: a vitória invisível

2024 não entrou para a história como ano lendário. E isso é sua maior qualidade.

Foi o ano em que o Brasil voltou a operar dentro de parâmetros aceitáveis.
Foi o ano em que o medo deixou de ser constante.
Foi o ano em que o desemprego começou a cair sem discurso inflamado.
Foi o ano em que a economia entrou nos eixos sem prometer paraísos.

E todo veterano de mainframe sabe:
quando o sistema entra em steady state,
o trabalho mais importante começa —
manter funcionando sem estragar de novo.

O Brasil de 2024 não venceu.
Mas voltou a caminhar.

E depois de onze anos de instabilidade,
isso já é uma conquista enorme —
silenciosa, técnica e profundamente humana.

sábado, 30 de dezembro de 2023

⚙️ 2023: O Ano da Retomada e do Cansaço Crônico

 

Bellacosa Mainframe e o cansaço coletivo

⚙️ 2023: O Ano da Retomada e do Cansaço Crônico

Por ElJefe — crônicas de um mundo tentando se reencontrar


Padawan, chegamos a 2023, o ano em que o planeta tentou apertar o reset — mas percebeu que o botão estava emperrado.
Depois do medo e da ressaca, veio a exaustão.
O mundo reabriu, os eventos voltaram, os escritórios acenderam as luzes…
mas dentro das pessoas, ainda reinava um cansaço que não passava com férias nem café.


💼 Volta ao “Normal”? — Só Que Não

Empresas anunciaram a volta ao trabalho presencial como se fosse um retorno triunfal.
Mas o pessoal que passou dois anos de chinelo e notebook olhou pro trânsito e pensou:

“Isso aqui era mesmo o normal?”

O home office virou híbrido, o híbrido virou confusão, e a linha entre vida e trabalho simplesmente se dissolveu.
Muitos perceberam que estavam trabalhando mais e vivendo menos.
E nasceu uma nova filosofia global: o quiet quitting
trabalhar o suficiente pra não ser demitido, mas sem morrer por isso.

Padawan, 2023 foi o ano em que a humanidade descobriu o valor da pausa.


🧠 A Fadiga Invisível

Se 2020 foi o medo, 2021 a esperança e 2022 a adaptação,
2023 foi o esgotamento.

Era como se todos estivessem rodando com bateria baixa.
As pessoas queriam retomar os sonhos, mas o corpo dizia “não”.
As redes sociais mostravam viagens, festas, conquistas —
mas nos bastidores, ansiedade e burnout batiam recordes.

A OMS até começou a chamar de “epidemia global de exaustão”.
E não era exagero.

“A mente humana, padawan, é como um servidor: se não reiniciar, queima.”


🌐 A Era do “Tudo ao Mesmo Tempo Agora”

A tecnologia avançou como nunca.
IA, metaverso, ChatGPT (a Era do IA começou 👋),
carros autônomos e realidades aumentadas.

Mas, curiosamente, quanto mais conectados ficávamos,
mais perdidos nos sentíamos.

O mundo virou um grande feed infinito —
sempre rolando, nunca descansando.
E entre a enxurrada de informação,
ficou difícil distinguir o que era real do que era só performance digital.

Padawan, 2023 deixou claro:

“Não é a falta de informação que nos adoece — é o excesso dela.”


💉 O Fim da Pandemia (oficialmente, pelo menos)

A OMS declarou o fim da emergência global da COVID-19.
Soou bonito.
Mas quem viveu sabia: o vírus foi embora do noticiário, não da memória.

Ainda havia máscaras nos bolsos, álcool em gel nos carros
e um certo cuidado que virou reflexo.
Era o trauma coletivo transformado em hábito.

E nas entrelinhas, 2023 foi o ano em que o mundo olhou para trás e disse:
“Sobrevivemos. Mas e agora, o que fazemos com isso?”


❤️‍🔥 O Retorno dos Sonhos

Apesar do cansaço, 2023 também teve brilho.
Festivais voltaram, viagens explodiram, projetos engavetados renasceram.
Gente se reencontrou, amores começaram, novos capítulos foram escritos.
A vida, teimosa, floresceu entre os escombros.

E foi bonito ver o planeta, cambaleando, mas de pé —
tentando sorrir de novo.


☕ Epílogo de ElJefe

2023 foi o ano em que o mundo trocou o “sobreviver” por “existir de novo”.
Mas a pressa de viver trouxe uma nova lição:

“Nem todo recomeço precisa ser correndo.”

A pandemia acabou, mas o aprendizado ficou:
que tempo é luxo, saúde é poder,
e estar presente — realmente presente — é o novo privilégio.

O planeta girou mais rápido, mas o coração humano aprendeu a querer girar mais devagar.
E no fim, o que restou foi um mantra simples, digno de qualquer mestre Jedi cansado:

“Respire.
Viva.
Repita.
Mas só se fizer sentido.”

 

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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