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domingo, 25 de maio de 2025

IBM Cloud Object Storage : Optimize Active Workloads e Reduza Custos Inteligentemente

 

Bellacosa Mainframe introduz ibm cloud

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

IBM Cloud Object Storage

Optimize Active Workloads e Reduza Custos Inteligentemente

O Que Todo Programador COBOL Padawan Precisa Saber Sobre o Ciclo de Vida dos Dados na Era da Inteligência Artificial e da Computação em Nuvem

"O dado é como um funcionário da empresa. Quando nasce, trabalha intensamente. Com o tempo, passa a ser consultado apenas ocasionalmente. Anos depois, continua importante, mas apenas como registro histórico. Guardá-lo da mesma maneira durante toda a sua vida é um desperdício de recursos."


Introdução

Imagine que você acabou de chegar ao Bellacosa Mainframe para mais uma conversa acompanhada de um bom café.

Você, jovem Padawan COBOL, olha para seu professor e pergunta:

Professor, por que a IBM criou tantas categorias diferentes de armazenamento no IBM Cloud Object Storage? Não seria mais simples existir apenas um tipo de disco?

O professor sorri.

Essa é exatamente a pergunta que milhares de arquitetos de infraestrutura fazem quando começam a trabalhar com Cloud Computing.

Durante décadas, no mundo Mainframe, aprendemos uma lição fundamental:

nem todos os dados possuem o mesmo valor durante toda a sua existência.

Essa ideia não nasceu na nuvem.

Ela nasceu muito antes.

Muito antes do Hadoop.

Muito antes do Amazon S3.

Muito antes do Azure Blob Storage.

Ela nasceu nos grandes computadores IBM.

E continua sendo um dos conceitos mais importantes para qualquer profissional que deseja construir sistemas modernos, escaláveis e economicamente sustentáveis.

Hoje vamos entender como o IBM Cloud Object Storage transporta essa filosofia clássica do Mainframe para a era da Inteligência Artificial.


O grande problema do armazenamento moderno

Imagine uma empresa de comércio eletrônico.

Ela possui:

  • 500 milhões de imagens de produtos

  • notas fiscais

  • contratos

  • backups

  • vídeos

  • modelos de IA

  • Data Lake

  • logs de aplicações

  • documentos digitalizados

Tudo isso ocupa vários Petabytes.

Agora pense.

Será que todos esses arquivos são acessados diariamente?

Claro que não.

Na realidade, estudos mostram que em muitas organizações:

  • aproximadamente 80% dos dados são frios (Cold Data);

  • apenas 20% permanecem ativos.

Mesmo assim, muitas empresas continuam pagando armazenamento de alta performance para 100% dos dados.

É como comprar um carro de Fórmula 1 para ir ao supermercado.

Funciona?

Sim.

É inteligente?

Definitivamente não.


O mesmo problema já existia no Mainframe

Se você trabalha com IBM Z, isso deve parecer familiar.

Décadas atrás, quando discos DASD custavam pequenas fortunas, ninguém deixava tudo armazenado no disco principal.

Existia uma estratégia.

Arquivos recentes permaneciam nos discos.

Arquivos antigos migravam automaticamente.

Depois eram enviados para fitas.

Quem fazia isso?

O famoso:

DFSMS/HSM

(Hierarchical Storage Manager)

Veja a analogia.

MainframeIBM Cloud
DASDStandard Storage
ML1Vault
ML2Cold Vault
TapeArchive

Percebe?

A IBM praticamente trouxe a filosofia do DFSMS para a nuvem.


A ideia mais importante: Data Lifecycle

A IBM não vende apenas armazenamento.

Ela vende gerenciamento do ciclo de vida da informação.

O conceito é simples.

Quando um dado nasce...

ele costuma ser extremamente importante.

Após alguns meses...

sua importância diminui.

Após alguns anos...

ele continua valioso.

Mas apenas para auditoria.

Ou para exigências legais.

Portanto...

não faz sentido pagar o mesmo preço durante toda sua existência.


Pense em uma Nota Fiscal

Primeiro dia

É utilizada o tempo inteiro.

Primeira semana

Continua sendo consultada.

Primeiro mês

Algumas consultas.

Primeiro ano

Quase nenhuma.

Cinco anos depois

Talvez uma auditoria.

Dez anos depois

Provavelmente nunca mais.

Então por que manter essa nota fiscal no armazenamento mais caro durante dez anos?

Não existe lógica financeira.


IBM Cloud Object Storage

O IBM Cloud Object Storage foi projetado exatamente para resolver esse problema.

Ele oferece diferentes camadas de armazenamento.

Cada uma otimizada para um padrão de utilização.

A imagem apresenta seis grandes categorias.

Vamos entender cada uma.


One Rate Plan

Comecemos pela novidade.

O One Rate Plan.

Imagine entrar em um restaurante.

Ao invés de pagar:

  • entrada

  • prato principal

  • sobremesa

  • couvert

  • taxa de serviço

  • bebida

  • estacionamento

Você paga apenas um valor fixo.

Foi exatamente isso que a IBM fez.

No One Rate Plan você possui uma cobrança previsível.

Incluindo praticamente tudo.

  • armazenamento

  • leitura

  • gravação

  • APIs

  • transferência de dados

  • egress

Isso simplifica enormemente a estimativa de custos.

Especialmente para projetos de IA.


Por que IA muda completamente o armazenamento?

Treinar Inteligência Artificial significa ler arquivos.

Milhões.

Bilhões.

Imagine um modelo semelhante ao GPT.

Durante semanas.

Milhares de GPUs ficam lendo datasets continuamente.

Cada leitura pode representar uma operação.

Em alguns provedores isso gera milhares de cobranças adicionais.

No One Rate essa complexidade praticamente desaparece.


Exemplo

Imagine um treinamento com:

120 TB de imagens.

Durante trinta dias.

Cada GPU realiza milhões de leituras.

Num modelo tradicional você paga:

  • armazenamento

  • GET

  • PUT

  • LIST

  • Egress

  • APIs

No One Rate.

A conta torna-se previsível.

Isso é extremamente importante para empresas.


Smart Tier

Agora chegamos a uma das funcionalidades mais inteligentes.

O Smart Tier.

Pense nele como um WLM (Workload Manager) do armazenamento.

Você não precisa decidir onde colocar o arquivo.

O próprio IBM Cloud Object Storage observa o comportamento.

Se um objeto passa a ser muito utilizado.

Ele otimiza automaticamente.

Quando deixa de ser acessado.

Também ajusta automaticamente.

Sem intervenção humana.


Imagine um portal de notícias.

Na segunda-feira:

todos querem ler sobre economia.

Na terça-feira:

a notícia mais acessada muda completamente.

O Smart Tier acompanha essa mudança.

Automaticamente.


Standard

Essa é a camada tradicional.

Ideal para aplicações que necessitam acesso frequente.

Exemplos:

  • aplicações web

  • APIs REST

  • microsserviços

  • sistemas bancários

  • imagens de produtos

  • vídeos sob demanda

É o equivalente ao DASD de produção no Mainframe.

Alta disponibilidade.

Resposta imediata.

Baixa latência.


Vault

Agora começamos a economizar dinheiro.

O Vault foi criado para dados pouco acessados.

Talvez uma vez por mês.

Ou ainda menos.

Exemplos:

  • backups operacionais

  • documentos antigos

  • contratos encerrados

  • projetos concluídos

Os dados continuam disponíveis.

Mas a infraestrutura utilizada é otimizada para reduzir custos.


Cold Vault

O Cold Vault representa um nível ainda mais econômico.

Aqui a IBM assume que os arquivos serão consultados poucas vezes por ano.

É perfeito para:

  • arquivos históricos

  • fotografias antigas

  • vídeos institucionais

  • backups anuais

  • documentos fiscais

Você continua tendo acesso.

Mas pagando muito menos.


Archive

Chegamos ao nível mais barato.

Archive.

Aqui a filosofia muda completamente.

A IBM assume que você praticamente nunca utilizará esses arquivos.

Eles permanecem extremamente seguros.

Porém.

Caso precise recuperá-los.

Será necessário aguardar.

Isso reduz drasticamente o custo.


Accelerated Archive

Existe uma situação intermediária.

Imagine uma auditoria.

Ou um desastre.

Você precisa restaurar rapidamente.

Mas não imediatamente.

Nesse caso existe o Accelerated Archive.

Tempo típico de recuperação:

aproximadamente duas horas.

Excelente para:

  • Disaster Recovery

  • Auditorias

  • Compliance


Archive Tradicional

Já o Archive tradicional possui recuperação em torno de doze horas.

Pode parecer muito.

Mas pense.

Se o documento ficou guardado durante oito anos.

Esperar algumas horas não representa problema algum.

Em troca.

O custo é extremamente reduzido.


O ciclo de vida dos dados

Um dos recursos mais poderosos do IBM Cloud Object Storage é a automação.

Você define regras.

Por exemplo:

Após 30 dias.

Migrar para Standard.

Após 90 dias.

Migrar para Vault.

Após 180 dias.

Migrar para Cold Vault.

Após um ano.

Migrar para Archive.

Tudo ocorre automaticamente.

Sem scripts.

Sem operadores.

Sem intervenção humana.


A analogia perfeita para um Programador COBOL

Imagine um JOB Batch.

Logo após sua execução.

O relatório permanece no spool.

Depois.

Vai para um dataset.

Após alguns dias.

É arquivado.

Depois.

Migrado para HSM.

Mais tarde.

Vai para fita.

Anos depois.

Pode ser restaurado.

Esse processo já existe há décadas.

A nuvem apenas utiliza a mesma lógica.


Data Lake

Os Data Lakes representam outro excelente exemplo.

Imagine um Data Lake contendo:

5 Petabytes.

Todos os dias.

Apenas 8% dos dados são realmente utilizados.

Os outros 92% permanecem armazenados.

Sem qualquer acesso.

Por que pagar armazenamento Premium para tudo?

Não faz sentido.

A IBM permite mover automaticamente os dados antigos para camadas mais econômicas.


Inteligência Artificial

A IA está mudando completamente o perfil dos armazenamentos.

Antes.

Os sistemas armazenavam documentos.

Hoje.

Também armazenam:

  • embeddings

  • vetores

  • modelos treinados

  • checkpoints

  • datasets

  • imagens

  • vídeos

  • áudios

Tudo isso aumenta exponencialmente o volume de dados.

Sem gerenciamento inteligente.

Os custos explodem.


Segurança

Não basta ser barato.

O IBM Cloud Object Storage continua oferecendo:

  • criptografia

  • alta durabilidade

  • redundância geográfica

  • controle de acesso

  • versionamento

  • políticas de retenção

  • proteção contra exclusão acidental

Ou seja.

Economizar não significa abrir mão da segurança.


Comparando com outros provedores

A IBM não está sozinha.

Todos os grandes provedores seguem filosofia semelhante.

Amazon S3 possui:

  • Standard

  • Intelligent Tiering

  • Glacier

  • Deep Archive

Azure Blob Storage oferece:

  • Hot

  • Cool

  • Cold

  • Archive

Google Cloud Storage trabalha com:

  • Standard

  • Nearline

  • Coldline

  • Archive

A diferença da IBM está em dois pontos muito fortes:

  • forte integração com ambientes corporativos e IBM Z;

  • modelo One Rate, que reduz a complexidade de cobrança para cargas intensivas.


O que um Programador COBOL pode aprender com isso?

Talvez você esteja pensando:

"Eu programo COBOL. Por que preciso entender armazenamento em nuvem?"

Porque o papel do desenvolvedor mudou.

Hoje espera-se que um programador compreenda não apenas a lógica de negócio, mas também como suas decisões impactam infraestrutura, desempenho e custos. Um programa COBOL que gera milhões de arquivos temporários, uma rotina Batch que produz grandes volumes de logs ou um processo de integração que envia documentos para um Data Lake influenciam diretamente o consumo de armazenamento e, consequentemente, o orçamento da empresa.

Da mesma forma que aprendemos a otimizar acesso a VSAM, reduzir I/O em Db2 ou organizar datasets para melhorar performance no z/OS, agora também precisamos pensar em Data Lifecycle Management. Um desenvolvedor que entende quando um dado deve permanecer em uma camada ativa ou migrar para uma camada de menor custo agrega valor à arquitetura como um todo.


Conclusão

O IBM Cloud Object Storage representa muito mais do que um serviço para guardar arquivos. Ele materializa uma filosofia que os profissionais de Mainframe conhecem há décadas: os dados evoluem ao longo do tempo e sua infraestrutura deve evoluir junto com eles.

A proposta da IBM é clara: manter dados ativos em camadas de alta performance, mover automaticamente informações menos utilizadas para níveis de menor custo e preservar dados históricos com segurança e conformidade, sem desperdiçar recursos. Com planos como One Rate, Smart Tier, Standard, Vault, Cold Vault e Archive, as organizações conseguem equilibrar desempenho, previsibilidade financeira e governança.

Para o Programador COBOL Padawan, essa é uma oportunidade de perceber que muitos conceitos considerados "novos" na nuvem têm raízes profundas no universo IBM Z. O gerenciamento hierárquico de armazenamento, a migração automática entre camadas e a otimização baseada no ciclo de vida dos dados já faziam parte da cultura dos grandes sistemas corporativos muito antes da explosão da computação em nuvem.

No fim das contas, a tecnologia muda, os nomes evoluem e as plataformas se transformam. Porém, a boa engenharia continua seguindo os mesmos princípios: armazenar com inteligência, processar com eficiência e investir recursos apenas onde eles realmente geram valor. Esse é o tipo de visão arquitetural que transforma um simples programador em um profissional capaz de projetar soluções preparadas para o futuro. Afinal, no Bellacosa Mainframe, aprendemos que a experiência acumulada do Mainframe continua iluminando o caminho da computação moderna.

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