Katsushika Hokusai: o sysprog do traço que rebootou a arte japonesa (e pariu o mangá)
Introdução – quando o batch da arte roda por 90 anos
No mainframe, a gente aprende cedo que sistemas legados bem feitos atravessam décadas. Na arte, acontece a mesma coisa.
E se existe um “MVS 3.8j” da cultura japonesa, esse sistema atende pelo nome de Katsushika Hokusai.
Hokusai não foi apenas um artista.
Ele foi um arquitetural designer cultural, um early adopter de estilos, um debugger obsessivo do próprio traço — e, sem exagero nenhum, um dos pais do mangá moderno.
Sim, mangá. Mas calma… já chegamos lá 😉
Biografia – IPL artístico iniciado em Edo (Tóquio antiga)
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Nome: Katsushika Hokusai
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Nascimento: 1760, Edo (atual Tóquio)
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Morte: 1849, aos 88 anos (idade absurda pra época)
Hokusai viveu durante o Período Edo, quando o Japão era praticamente um sistema air-gapped: fechado ao mundo, sem internet, sem importações culturais externas. Mesmo assim, ele conseguiu influenciar o planeta inteiro.
Curiosidade de sysprog:
👉 Hokusai mudou de nome artístico mais de 30 vezes ao longo da vida.
No nosso mundo isso seria:
“Esse programador aqui já foi operador, analista, arquiteto, consultor, evangelista e agora atende como freelancer sênior”.
Cada nome novo representava uma nova versão do sistema, com melhorias, refatorações e até mudanças de paradigma visual.
Ukiyo-e – o VSAM da arte popular japonesa
Hokusai trabalhava com ukiyo-e, xilogravuras feitas em madeira.
Era a arte popular, barata, reproduzível — tipo print spool da cultura japonesa.
Nada de pintura única para elite:
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Produção em massa
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Distribuição ampla
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Consumo cotidiano
📌 Tradução Bellacosa:
Hokusai democratizou a arte do mesmo jeito que o mainframe democratizou o processamento em larga escala.
A Grande Onda – o print que rodou o mundo
Se você já viu uma onda gigante quase engolindo barcos, parabéns: você já “executou” Hokusai sem perceber.
🌊 A Grande Onda de Kanagawa
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Criada por volta de 1831
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Parte da série “Trinta e Seis Vistas do Monte Fuji”
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Influenciou artistas como Van Gogh, Monet e Debussy
Easter egg clássico:
👉 O Monte Fuji está lá… pequeno, estável, imutável.
No meio do caos, ele representa:
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Permanência
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Ordem
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Estabilidade
Ou seja:
Enquanto a onda é o incidente em produção, o Fuji é o mainframe — sempre lá.
Hokusai Manga – quando nasce o “manual técnico” do mangá
Agora o ponto que interessa aos curiosos de plantão 👀
📘 Hokusai Manga
Não era mangá como conhecemos hoje (história sequencial com balões), mas sim:
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Cadernos de esboços rápidos
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Pessoas, monstros, cenas do cotidiano
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Humor, exagero, movimento
“Manga” significava algo como:
desenhos espontâneos / rabiscos livres
📌 Bellacosa explica:
Hokusai criou um “dump visual” do Japão da época.
Esses cadernos:
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Serviam para estudo
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Inspiração
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Ensino
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Replicação de estilo
Sem querer, ele lançou a base conceitual do mangá moderno.
Curiosidades – o artista que nunca fechava o chamado
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Hokusai dizia que só começou a desenhar bem depois dos 70 anos
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Aos 88, pouco antes de morrer, afirmou:
“Se eu tivesse mais 10 anos, seria um verdadeiro artista”
Isso é praticamente:
“Ainda não fechei esse incidente, mas o fix tá quase pronto”
Ele também:
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Viveu pobre grande parte da vida
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Mudava de casa constantemente (quase um nomad computing)
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Era obcecado por melhorar o traço até o último dia
Inspiração – legado é mais forte que hype
Hokusai nos ensina algo poderoso:
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Não importa a ferramenta
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Não importa o contexto
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Consistência vence moda
Ele não viu o impacto global da sua obra.
Mas hoje:
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Está em museus do mundo inteiro
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Influencia quadrinhos, animações, games e cultura pop
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Está embutido no DNA do mangá e do anime
Dicas Bellacosa (vale pra arte, código e vida)
💡 1. Refatore sempre
Hokusai nunca considerava o trabalho “pronto”.
💡 2. Documente seu processo
Os cadernos Hokusai Manga são ouro puro até hoje.
💡 3. Popular não é sinônimo de raso
Ukiyo-e era “arte barata” — e virou patrimônio mundial.
💡 4. Longa vida ao legado
Faça coisas que sobrevivam à próxima versão.
Fofoquice histórica (porque ninguém é de ferro 😄)
Dizem que Hokusai:
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Esquecia de pagar aluguel
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Vivia atolado em dívidas
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Era caótico no dia a dia
Mas quando sentava pra desenhar…
rodava em modo production sem falha.
Genial, difícil, humano — como todo grande arquiteto de sistemas.
Fechamento – do ukiyo-e ao mangá, do papel ao mundo
Se hoje você lê mangá, assiste anime ou consome cultura japonesa, saiba:
👉 Hokusai está no background, rodando como um serviço essencial.
No El Jefe Midnight Lunch, a gente celebra isso:
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Cultura
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Profundidade
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Curiosidade
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E aquele prazer nerd de conectar pontos improváveis
Porque no fim…
arte, código e histórias são só diferentes formas de registrar o mundo.
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