🧠 “Quantos tipos de logs existem no SMF? — ou: quando o sistema decide contar TUDO”
SMF explicado para quem já confiou mais em registro binário do que em discurso
☕ 01:11 — O dia em que você descobre que o SMF sabe mais que você
Todo mainframer passa por isso:
abre um dump, vê o horário, cruza com o SMF…
e percebe que o sistema lembra melhor do que qualquer humano.
Este artigo é sobre os tipos de registros SMF, como funcionam, o que registram e por que eles continuam sendo a fonte definitiva de observabilidade corporativa.
🧬 Um pouco de história (quando log era coisa séria)
O SMF não nasceu para “debug”.
Nasceu para:
-
cobrança
-
auditoria
-
capacidade
-
planejamento
-
evidência operacional
📌 Comentário Bellacosa:
Antes de “log”, chamava-se prova.
🔢 Quantos tipos de SMF existem afinal?
Tecnicamente:
-
Tipos SMF vão de 0 a 255
-
Nem todos são usados
-
Muitos são reservados
-
Alguns são específicos de subsistema
🔥 Resposta curta:
Existem centenas, mas menos de 40 são realmente críticos no dia a dia.
🧠 Estrutura básica de um registro SMF (o DNA)
Todo registro SMF tem:
📦 Header padrão
-
Tipo do registro
-
Data e hora
-
Sistema
-
Identificador do job / task
-
Comprimento do registro
🧩 Seções variáveis
-
Dependem do tipo
-
Podem ter múltiplas ocorrências
-
São versionadas
😈 Easter egg:
SMF não quebra compatibilidade — ele adiciona seções.
🗂️ Principais tipos de SMF (os que realmente importam)
🔹 SMF Tipo 0 — IPL & Configuração
📌 Registra:
-
IPL do sistema
-
Mudanças de parâmetros
-
Ambiente inicial
🧠 Uso:
-
Auditoria
-
Linha do tempo do sistema
🔹 SMF Tipo 1 — Job Start
📌 Registra:
-
Início de jobs
-
Classe
-
Prioridade
🔥 Analogia distribuída:
“Application started”
🔹 SMF Tipo 2 — Job End
📌 Registra:
-
Final do job
-
RC
-
Consumo de recursos
📌 Bellacosa style:
O RC mente. O SMF não.
🔹 SMF Tipo 3 — Intervalo de Job
📌 Registra:
-
Uso de CPU
-
I/O
-
Tempo de espera
🧠 Base de:
-
Chargeback
-
Capacity planning
🔹 SMF Tipo 4 / 5 — Step Start / End
📌 Registra:
-
Cada step do job
-
Recursos por step
😈 Easter egg:
Ideal para descobrir qual step realmente dói.
🔹 SMF Tipo 6 — Print/Output
📌 Registra:
-
Uso de spool
-
Impressão
📌 Hoje menos usado, mas ainda presente.
🔹 SMF Tipo 7 / 8 — Accounting & Performance
📌 Registra:
-
TSO
-
Sessões interativas
🔥 Cloud analogy:
User session metrics.
🔹 SMF Tipo 14 / 15 — Dataset Activity
📌 Registra:
-
Abertura
-
Leitura
-
Escrita
-
Fechamento de datasets
🧠 Uso:
-
Segurança
-
Performance
-
Forense
🔹 SMF Tipo 30 — O canivete suíço
📌 Registra:
-
Job start / end
-
Step
-
Address space
-
USS
🔥 Comentário Bellacosa:
Se você só pudesse guardar um tipo… seria o 30.
🔹 SMF Tipo 70–79 — RMF (Performance do sistema)
📌 Registra:
-
CPU
-
Memória
-
I/O
-
Workload
🧠 Base de:
-
Observabilidade real
-
Capacity planning
🔹 SMF Tipo 80 — Segurança (RACF)
📌 Registra:
-
Logon
-
Acesso negado
-
Alterações críticas
😈 Easter egg:
Auditor ama esse tipo. Operador respeita.
🔹 SMF de subsistemas (os mais ricos)
🔸 CICS (110)
-
Transações
-
Tempo de resposta
-
Recursos
🔸 DB2 (100, 101, 102…)
-
SQL
-
Buffer pools
-
Locking
🔸 MQ (115/116)
-
PUT / GET
-
Depth
-
Performance
🔥 Tradução moderna:
Isso aqui são traces distribuídos antes da moda.
🧭 Passo a passo: como pensar SMF como observabilidade
1️⃣ Identifique o tipo certo
2️⃣ Leia o header (tempo e contexto)
3️⃣ Analise seções relevantes
4️⃣ Correlacione com outros tipos
5️⃣ Só então conclua
📌 Regra de ouro:
Nunca analise um SMF isolado.
📚 Guia de estudo para sobreviver no século XXI
Prioridade de aprendizado
-
Tipo 30
-
Tipos RMF (70–79)
-
Subsystems (CICS, DB2, MQ)
-
Tipo 80 (segurança)
Exercício Bellacosa
👉 Refaça uma RCA antiga
👉 Usando apenas SMF
👉 Compare com o relatório oficial
O SMF geralmente ganha.
🎯 Aplicações reais no mundo corporativo
-
Observabilidade híbrida
-
SRE corporativo
-
Auditoria regulatória
-
Capacity planning
-
Integração com AIOps
🔥 Comentário final:
Todo sistema distribuído sonha em ter a rastreabilidade que o SMF já entrega.
🖤 Epílogo — 04:02, tudo documentado
Enquanto o mundo discute qual ferramenta usar,
o SMF continua registrando o que realmente aconteceu.
El Jefe Midnight Lunch assina:
“Logs contam histórias. SMF registra a verdade.”
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