sábado, 11 de agosto de 2012

🧠 “Quantos tipos de logs existem no SMF? — ou: quando o sistema decide contar TUDO”

 


🧠 “Quantos tipos de logs existem no SMF? — ou: quando o sistema decide contar TUDO”


SMF explicado para quem já confiou mais em registro binário do que em discurso


☕ 01:11 — O dia em que você descobre que o SMF sabe mais que você

Todo mainframer passa por isso:
abre um dump, vê o horário, cruza com o SMF…
e percebe que o sistema lembra melhor do que qualquer humano.

Este artigo é sobre os tipos de registros SMF, como funcionam, o que registram e por que eles continuam sendo a fonte definitiva de observabilidade corporativa.


🧬 Um pouco de história (quando log era coisa séria)

O SMF não nasceu para “debug”.
Nasceu para:

  • cobrança

  • auditoria

  • capacidade

  • planejamento

  • evidência operacional

📌 Comentário Bellacosa:
Antes de “log”, chamava-se prova.


🔢 Quantos tipos de SMF existem afinal?

Tecnicamente:

  • Tipos SMF vão de 0 a 255

  • Nem todos são usados

  • Muitos são reservados

  • Alguns são específicos de subsistema

🔥 Resposta curta:

Existem centenas, mas menos de 40 são realmente críticos no dia a dia.


🧠 Estrutura básica de um registro SMF (o DNA)

Todo registro SMF tem:

📦 Header padrão

  • Tipo do registro

  • Data e hora

  • Sistema

  • Identificador do job / task

  • Comprimento do registro

🧩 Seções variáveis

  • Dependem do tipo

  • Podem ter múltiplas ocorrências

  • São versionadas

😈 Easter egg:
SMF não quebra compatibilidade — ele adiciona seções.


🗂️ Principais tipos de SMF (os que realmente importam)

🔹 SMF Tipo 0 — IPL & Configuração

📌 Registra:

  • IPL do sistema

  • Mudanças de parâmetros

  • Ambiente inicial

🧠 Uso:

  • Auditoria

  • Linha do tempo do sistema


🔹 SMF Tipo 1 — Job Start

📌 Registra:

  • Início de jobs

  • Classe

  • Prioridade

🔥 Analogia distribuída:
“Application started”


🔹 SMF Tipo 2 — Job End

📌 Registra:

  • Final do job

  • RC

  • Consumo de recursos

📌 Bellacosa style:
O RC mente. O SMF não.


🔹 SMF Tipo 3 — Intervalo de Job

📌 Registra:

  • Uso de CPU

  • I/O

  • Tempo de espera

🧠 Base de:

  • Chargeback

  • Capacity planning


🔹 SMF Tipo 4 / 5 — Step Start / End

📌 Registra:

  • Cada step do job

  • Recursos por step

😈 Easter egg:
Ideal para descobrir qual step realmente dói.


🔹 SMF Tipo 6 — Print/Output

📌 Registra:

  • Uso de spool

  • Impressão

📌 Hoje menos usado, mas ainda presente.


🔹 SMF Tipo 7 / 8 — Accounting & Performance

📌 Registra:

  • TSO

  • Sessões interativas

🔥 Cloud analogy:
User session metrics.


🔹 SMF Tipo 14 / 15 — Dataset Activity

📌 Registra:

  • Abertura

  • Leitura

  • Escrita

  • Fechamento de datasets

🧠 Uso:

  • Segurança

  • Performance

  • Forense


🔹 SMF Tipo 30 — O canivete suíço

📌 Registra:

  • Job start / end

  • Step

  • Address space

  • USS

🔥 Comentário Bellacosa:
Se você só pudesse guardar um tipo… seria o 30.


🔹 SMF Tipo 70–79 — RMF (Performance do sistema)

📌 Registra:

  • CPU

  • Memória

  • I/O

  • Workload

🧠 Base de:

  • Observabilidade real

  • Capacity planning


🔹 SMF Tipo 80 — Segurança (RACF)

📌 Registra:

  • Logon

  • Acesso negado

  • Alterações críticas

😈 Easter egg:
Auditor ama esse tipo. Operador respeita.


🔹 SMF de subsistemas (os mais ricos)

🔸 CICS (110)

  • Transações

  • Tempo de resposta

  • Recursos

🔸 DB2 (100, 101, 102…)

  • SQL

  • Buffer pools

  • Locking

🔸 MQ (115/116)

  • PUT / GET

  • Depth

  • Performance

🔥 Tradução moderna:
Isso aqui são traces distribuídos antes da moda.


🧭 Passo a passo: como pensar SMF como observabilidade

1️⃣ Identifique o tipo certo
2️⃣ Leia o header (tempo e contexto)
3️⃣ Analise seções relevantes
4️⃣ Correlacione com outros tipos
5️⃣ Só então conclua

📌 Regra de ouro:
Nunca analise um SMF isolado.


📚 Guia de estudo para sobreviver no século XXI

Prioridade de aprendizado

  1. Tipo 30

  2. Tipos RMF (70–79)

  3. Subsystems (CICS, DB2, MQ)

  4. Tipo 80 (segurança)

Exercício Bellacosa

👉 Refaça uma RCA antiga
👉 Usando apenas SMF
👉 Compare com o relatório oficial

O SMF geralmente ganha.


🎯 Aplicações reais no mundo corporativo

  • Observabilidade híbrida

  • SRE corporativo

  • Auditoria regulatória

  • Capacity planning

  • Integração com AIOps

🔥 Comentário final:
Todo sistema distribuído sonha em ter a rastreabilidade que o SMF já entrega.


🖤 Epílogo — 04:02, tudo documentado

Enquanto o mundo discute qual ferramenta usar,
o SMF continua registrando o que realmente aconteceu.

El Jefe Midnight Lunch assina:
“Logs contam histórias. SMF registra a verdade.”

 

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