terça-feira, 28 de agosto de 2012

⚙️ IBM System z11 – O Cérebro Digital de Uma Nova Era

 



⚙️ IBM System z11 – O Cérebro Digital de Uma Nova Era

A geração que refinou o poder do z10 e antecipou o futuro híbrido.


🧭 Introdução Técnica

Em 2012, a IBM apresentou o System zEnterprise EC12 (zEC12), sucessor direto do System z10 (2008) e símbolo de uma nova fase: inteligência analítica, resiliência extrema e automação integrada.
O z11 foi a materialização da filosofia “smarter computing”, trazendo uma CPU hexacore de 5,5 GHz, melhorias maciças em cache, criptografia, compressão e suporte a Analytics in-memory.

Enquanto o z10 revolucionou a arquitetura, o z11 refinou e poliu cada engrenagem, transformando o mainframe em uma plataforma cognitiva e híbrida — pronta para o que viria: o z13 e o Watson.


🕰️ Ficha Técnica – IBM System z11 (zEnterprise EC12)

ItemDetalhe
Ano de Lançamento2012
ModeloszEnterprise EC12 (zEC12) e zEnterprise BC12 (zBC12, 2013)
CPU5,5 GHz, 6 núcleos por chip (hexacore), 32 nm CMOS
ArquiteturaIBM z/Architecture (64 bits)
Sistema Operacionalz/OS 1.13 – 2.1
Memória Máxima3 TB (EC12) / 512 GB (BC12)
AntecessorSystem z10 (2008)
SucessorIBM z13 (2015)

🔄 O que muda em relação ao System z10

  1. Processador Hexacore: de 4 para 6 núcleos por chip, com clock aumentado de 4,4 GHz → 5,5 GHz.

  2. Memória e Cache: cache L3 de 48 MB por chip e memória até 3 TB – ideal para big data in-memory.

  3. Criptografia Totalmente Integrada: co-processador CryptoExpress4S com aceleração para AES, SHA-3, RSA e Elliptic Curve.

  4. Compressão em Hardware: zEDC (z Enterprise Data Compression) reduz até 80% o consumo de I/O.

  5. Infraestrutura Analítica: suporte nativo a IBM DB2 Analytics Accelerator (IDAA) — integração direta com appliances Netezza.

  6. RAS Avançado: autodiagnóstico com predictive failure analysis, microcode resiliente e reinício assistido (RAS 2.0).

  7. Energia e Sustentabilidade: 25% mais desempenho com consumo similar ao z10 — conceito de Green Computing Evolution.


🧠 Curiosidades Bellacosa

  • Codinome interno: “T-Rex”, um apelido que sobreviveu desde a fase de testes, simbolizando força e longevidade.

  • Foi o mainframe com o maior clock real já lançado (5,5 GHz) — nenhum outro processador comercial o superou até hoje.

  • O z11 foi o primeiro mainframe a permitir “Capacity on Demand em tempo real”, ativando processadores adicionais sem reinicializar.

  • A IBM usou o Watson (sim, o da Jeopardy!) em testes de tuning da plataforma z11.

  • Suporte completo ao zAware (Analytics for System z), um mecanismo de detecção de anomalias operacionais baseado em aprendizado de máquina — primeira aplicação prática de IA no mainframe.

  • O EC12 era tão estável que muitos bancos ainda o mantêm ativo em DR, mesmo após migrações ao z14/z15.


💾 Nota Técnica

  • Frequência: 5,5 GHz (recorde absoluto em servidores até hoje).

  • Cache: L1 – 64 KB, L2 – 3 MB, L3 – 48 MB compartilhado.

  • Canais I/O: FICON Express8S, OSA-Express4, HiperSockets aprimorados.

  • Firmware: PR/SM + HMC 2.14, suporte a Dynamic Memory Reconfiguration.

  • Criptografia: CryptoExpress4S com PCIe, suportando 4096-bit RSA.

  • Hypervisor: PR/SM com Logical Channel Subsets e CPU Pooling.


💡 Dicas e Insights para Padawans Mainframeiros

  1. Estude o z11 como ponte para o z13: foi aqui que nasceram conceitos de analytics embarcado, IA preditiva e compressão zEDC.

  2. Treine o olhar para performance tuning: o z11 é o laboratório perfeito para entender WLM, zIIP e DB2 acceleration.

  3. Aprofunde-se em specialty engines: zAAP (Java), zIIP (DB2), IFL (Linux) e ICF — o z11 foi o primeiro a permitir balanceamento dinâmico entre eles.

  4. Curiosidade de aula: o z11 EC12 teve edições comemorativas nos 100 anos da IBM, com painéis personalizados nas primeiras unidades.

  5. Dica prática: ainda hoje é usado em ambientes de homologação por grandes bancos — ideal para testar z/OS 2.1 com workloads híbridos.


🧬 Origem e História

O projeto System z11 EC12 nasceu em 2009, sob o nome interno “Project T-Rex II”, com investimento de mais de 1 bilhão de dólares e participação dos laboratórios IBM de Poughkeepsie (EUA), Boeblingen (Alemanha) e Guadalajara (México).

A IBM o apresentou oficialmente em 28 de agosto de 2012, destacando seu papel no Smarter Planet Initiative, o movimento que buscava transformar TI corporativa em plataforma cognitiva e sustentável.

O zBC12, lançado em 2013, levou a mesma tecnologia para empresas médias, consolidando o sucesso comercial da geração z11.


📜 Legado e Impacto

O System z11 (zEC12) foi o primeiro mainframe a:

  • Rodar análises em tempo real com zAware;

  • Trazer compressão e criptografia em hardware integradas;

  • Executar 5,5 GHz de pura estabilidade sem pular um ciclo;

  • Consolidar o conceito de infraestrutura híbrida zEnterprise (mainframe + blade POWER/x86).

Foi a base direta do z13, que traria o suporte a analytics cognitivo e Big Data com Watson e Spark — mas tudo começou aqui, com o z11.


Conclusão Bellacosa

O IBM System z11 EC12 foi o “mainframe da maturidade”: estável, inteligente, analítico e extremamente elegante em sua engenharia.
Mais do que performance, trouxe autonomia e automação — preparando o palco para a era cognitiva.

“Se o z10 foi músculo, o z11 foi o cérebro. E juntos, abriram o caminho para o Watson ouvir o som dos bits.”
Bellacosa Mainframe

 

Sem comentários:

Enviar um comentário