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Ranks dos Animes sem Mistérios
O Guia Definitivo para um Programador COBOL Padawan Entender por que Todo Isekai, RPG e Mangá Usa as Letras E, D, C, B, A e S para Medir o Poder
Existe uma cena que praticamente todo fã de anime, mangá, light novel ou RPG já viu dezenas de vezes.
O protagonista chega até uma Guilda dos Aventureiros.
Uma esfera mágica mede suas habilidades.
Uma placa luminosa aparece.
Todos prendem a respiração.
Então surge uma única letra.
E.
Os aventureiros riem.
O recepcionista faz uma cara de pena.
Os veteranos comentam:
— "Só um Rank E..."
Mas, algumas temporadas depois, aquele mesmo personagem derrota um dragão ancestral, salva o reino inteiro e recebe o título de Rank S.
Se você está começando agora no mundo dos animes, talvez pense que essas letras foram inventadas apenas para deixar a história mais emocionante.
Na verdade, elas representam um sistema extremamente inteligente de progressão que mistura psicologia, teoria dos jogos, design de RPG, estatística, administração e até conceitos utilizados em grandes empresas.
Curiosamente, esse sistema também pode explicar perfeitamente como evolui um programador COBOL dentro de um ambiente IBM Z.
Pegue sua caneca de café.
Hoje vamos descobrir que essa pequena letra ao lado do nome de um aventureiro diz muito mais do que parece.
Antes de tudo: o que é um Rank?
Rank significa simplesmente:
posição dentro de uma hierarquia.
É uma maneira rápida de responder perguntas como:
Quão experiente essa pessoa é?
Em quem podemos confiar?
Que tipo de missão ela consegue realizar?
Quanto perigo ela suporta?
Quanto ela já provou seu valor?
É exatamente igual ao mundo profissional.
Imagine um hospital.
Existem:
Estagiários
Residentes
Médicos
Especialistas
Chefes de equipe
Todos são médicos.
Mas possuem níveis diferentes de experiência.
Nos animes acontece exatamente a mesma coisa.
A pirâmide do poder
A maioria dos animes representa os ranks como uma pirâmide.
S
A
B
C
D
E
Observe uma curiosidade.
Quanto maior o rank...
menor o espaço.
Isso representa uma verdade estatística.
Pouquíssimas pessoas chegam ao topo.
Essa ideia aparece em praticamente tudo na vida.
Por exemplo:
Faixas do Karatê
Graduação Militar
IBM Fellow
Doutorado
Certificações técnicas
Cargos executivos
Sempre existe uma base enorme.
E um topo extremamente pequeno.
Rank E — O Começo da Jornada
O Rank E costuma ser o menor nível oficial.
Muita gente interpreta isso como:
"Esse personagem é fraco."
Na verdade, não.
Ele apenas ainda não teve oportunidade de provar seu potencial.
O Rank E representa:
iniciante
novato
aprendiz
aventureiro recém-registrado
Ele conhece pouco sobre:
monstros
estratégia
sobrevivência
trabalho em equipe
É o equivalente ao famoso Padawan.
No mundo COBOL seria alguém que acabou de aprender:
TSO
ISPF
JCL
Compilar um programa
Ainda não significa que seja ruim.
Significa apenas que está começando.
Rank D — O Sobrevivente
Agora o aventureiro já saiu da teoria.
Ele enfrentou monstros reais.
Já conhece armadilhas.
Aprendeu que uma espada bonita não vence batalhas.
Experiência vence.
No mercado de trabalho seria o profissional júnior.
Ele ainda pergunta bastante.
Mas já consegue executar tarefas sozinho.
Rank C — O Profissional
Aqui começa a diferença.
O aventureiro deixa de ser apenas alguém que acompanha grupos.
Agora ele passa a ser alguém confiável.
Recebe missões importantes.
Pode liderar pequenas equipes.
É respeitado.
Em empresas seria o profissional pleno.
No Mainframe:
desenvolve COBOL
conhece VSAM
entende Db2
sabe trabalhar com CICS
Ainda consulta documentação.
Mas já entrega produção.
Rank B — O Especialista
Pouca gente chega aqui.
Agora o aventureiro possui:
reputação
fama
dinheiro
respeito
As pessoas conhecem seu nome.
É chamado para missões perigosas.
Pode ensinar iniciantes.
Em tecnologia seria:
Especialista.
É aquele profissional que todos procuram quando aparece um problema complicado.
Rank A — A Elite
Agora estamos falando de aventureiros que mudam guerras.
Eles enfrentam:
dragões
reis demônios
calamidades
monstros lendários
Governos pedem sua ajuda.
Reinos oferecem recompensas.
São poucos.
Muito poucos.
Na IBM seria alguém reconhecido internacionalmente.
Rank S — A Lenda
Esse é o rank mais famoso.
O curioso é que...
ele nem faz parte do alfabeto.
Depois do A...
vem o S.
Por quê?
Existem diversas teorias.
As mais conhecidas dizem que significa:
Special
Superior
Supreme
Super
Independentemente da origem, o Japão adotou o Rank S como:
"Acima do excelente."
São pessoas praticamente únicas.
Por que quase todos os animes usam letras?
Porque o cérebro entende letras instantaneamente.
Imagine duas situações.
Situação 1
Nível de combate:
785
Situação 2
Rank A
Qual delas comunica melhor?
A segunda.
Em menos de um segundo.
Isso é linguagem visual.
Os japoneses dominam isso como poucos.
A importância da Guilda
Outro detalhe importante.
Os ranks normalmente pertencem à Guilda.
Não ao personagem.
Isso significa que existe uma instituição responsável por avaliar todos.
É como:
OAB
CRM
IBM Certification
AWS
Microsoft
Cisco
A Guilda certifica.
O aventureiro representa.
Como alguém sobe de Rank?
Não basta dizer:
"Agora sou Rank A."
É preciso provar.
Normalmente envolve:
quantidade de missões
taxa de sucesso
monstros derrotados
comportamento
liderança
experiência
Perceba.
Força é apenas um dos critérios.
A psicologia da evolução
Existe um motivo pelo qual adoramos histórias assim.
Nosso cérebro ama progresso.
Toda vez que vemos:
Rank D
↓
Rank C
Sentimos satisfação.
Isso acontece porque percebemos evolução.
Os videogames exploram exatamente esse mecanismo.
XP.
Level.
Badges.
Achievements.
Tudo gira em torno da mesma ideia.
Quando aparecem os Ranks SS, SSS e EX
Muitos animes modernos resolveram exagerar.
Então surgiram:
SS
SSS
EX
Legend
Myth
God
Divine
Isso serve para mostrar personagens que estão muito acima da média.
Às vezes existe apenas uma pessoa no mundo inteiro com aquele título.
Existem animes sem ranks?
Sim.
E isso é interessante.
Obras como:
Berserk
Vinland Saga
Monster
Não utilizam letras.
Mesmo assim existe hierarquia.
Ela apenas é construída pela narrativa.
Já nos isekais e RPGs, usar letras acelera a compreensão do espectador.
Alguns dos animes mais famosos que utilizam esse sistema
Praticamente virou um padrão do gênero.
Entre eles:
Solo Leveling
Overlord
Goblin Slayer
DanMachi
Tsukimichi
Arifureta
The Rising of the Shield Hero
Black Summoner
Failure Frame
I Parry Everything
The Unwanted Undead Adventurer
Infinite Dendrogram
The Great Cleric
Bofuri (para habilidades)
Kuma Kuma Kuma Bear
Boukensha ni Naritai
Cada um adapta o sistema às regras do seu universo, mas a lógica permanece a mesma.
A grande metáfora escondida
Na verdade...
esses ranks nunca falaram apenas de poder.
Eles falam sobre confiança.
Um aventureiro Rank A recebe missões importantes porque milhares de pessoas acreditam que ele será capaz de concluí-las.
No mundo corporativo acontece o mesmo.
Você não lidera um projeto crítico apenas porque sabe programar.
Você lidera porque demonstrou, ao longo do tempo, capacidade técnica, responsabilidade e maturidade.
O que isso ensina para um Programador COBOL Padawan?
Agora vem a parte mais divertida.
Imagine que o IBM Z também tivesse ranks oficiais.
🟢 Rank F — O recém-chegado
O Rank F costuma representar o nível mais baixo em alguns animes, mangás e RPGs, embora nem todos os universos o utilizem. Geralmente identifica aventureiros recém-registrados, sem experiência prática, equipamentos adequados ou feitos reconhecidos.
Personagens nesse nível recebem missões simples, como coleta de ervas, entrega de itens ou eliminação de pequenos monstros. O objetivo é adquirir experiência, aprender trabalho em equipe e desenvolver habilidades básicas.
Em muitos isekais, o protagonista começa no Rank F para evidenciar sua evolução ao longo da história. É a fase do aprendizado, onde persistência, disciplina e coragem valem mais do que força bruta.
🟢 Rank E — O Padawan
Você aprendeu:
O que é um Mainframe
Login no TSO
Navegação no ISPF
Criar um PDS
Executar um JCL simples
Você ainda pergunta muito.
E isso é ótimo.
🔵 Rank D — O Desenvolvedor Júnior
Agora você:
programa COBOL básico;
entende COPYBOOKs;
faz manutenção simples;
lê mensagens do JES2;
começa a entender ABENDs.
Já consegue contribuir em produção com supervisão.
🟡 Rank C — O Profissional Pleno
Neste ponto você domina:
COBOL estruturado;
JCL avançado;
VSAM;
Db2;
CICS;
SQL;
controle de versões.
Você entrega funcionalidades completas e entende as regras de negócio.
🟠 Rank B — O Especialista
Agora você resolve problemas que poucos conseguem.
Conhece:
IMS;
MQ;
RACF;
SMF;
RMF;
Performance;
tuning de SQL;
integração com APIs;
automação com Zowe e Ansible.
Quando ocorre um incidente crítico, seu telefone toca.
🔴 Rank A — O Arquiteto
Você não pensa apenas em programas.
Pensa em sistemas inteiros.
Decide arquiteturas.
Define padrões.
Mentora equipes.
Participa de modernizações e integrações com nuvem, DevOps e IA.
⭐ Rank S — A Lenda da Guilda
O Rank S não é apenas quem sabe mais comandos.
É quem inspira outros profissionais.
É o especialista que:
resolve incidentes aparentemente impossíveis;
conhece décadas de história do ambiente;
entende profundamente regras de negócio;
forma novos talentos;
mantém sistemas que processam milhões de transações diárias sem falhas.
É o profissional cuja maior conquista não é um certificado, mas o respeito conquistado ao longo dos anos.
O verdadeiro significado da pirâmide
Quando olhamos novamente para aquela simples imagem de um anime, percebemos que ela representa muito mais do que níveis de força.
Ela fala sobre aprendizado contínuo, confiança, responsabilidade e evolução.
Nenhum protagonista começa no topo. Os heróis mais memoráveis tropeçam, erram, treinam e acumulam experiência antes de alcançar os maiores desafios. O mesmo vale para quem escolhe uma carreira em tecnologia.
No universo IBM Z, não existe magia que transforme um iniciante em especialista da noite para o dia. Cada programa compilado, cada ABEND investigado, cada JCL corrigido, cada consulta SQL otimizada e cada madrugada de suporte em produção acrescentam um pouco mais de experiência à sua jornada.
Essa talvez seja a maior lição escondida por trás dos ranks dos animes: o verdadeiro poder não está na letra que aparece ao lado do seu nome, mas na quantidade de conhecimento, disciplina e perseverança que foi necessária para conquistá-la.
Assim como os grandes protagonistas dos isekais, todo Programador COBOL Padawan começa no Rank E. E, com estudo constante, curiosidade e prática, pode um dia tornar-se uma verdadeira lenda da sua própria guilda tecnológica.
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