| Bellacosa Mainframe o roadmap do afeto artificial |
☕💣🤖 O ROADMAP DO AFETO ARTIFICIAL — QUANDO A HUMANIDADE COMEÇOU A PLANEJAR O UPGRADE DOS PRÓPRIOS RELACIONAMENTOS
A matéria "Seis coisas que os robôs sexuais vão poder fazer no futuro", publicada pelo TechTudo em 16 de abril de 2019, apresentava previsões sobre a evolução dos robôs sexuais e das inteligências artificiais aplicadas à companhia humana.
Na época, parecia apenas uma lista de curiosidades tecnológicas.
Mas observada hoje, ela se parece muito mais com um roadmap de produto.
Um documento de planejamento do que a indústria pretendia entregar nos anos seguintes.
E o mais impressionante?
Boa parte dessas funcionalidades já começou a aparecer não necessariamente em robôs físicos, mas em IAs conversacionais, avatares digitais e assistentes inteligentes.
O DIA EM QUE O AFETO ENTROU NO BACKLOG
Todo projeto de software começa da mesma forma.
Alguém reúne requisitos.
Define prioridades.
Cria funcionalidades.
Estabelece metas futuras.
A reportagem do TechTudo fazia exatamente isso.
Só que o produto em desenvolvimento não era um sistema bancário.
Nem um ERP.
Nem um aplicativo móvel.
Era a própria experiência emocional humana.
FEATURE 1 — MEMÓRIA DE LONGO PRAZO
Durante muito tempo, máquinas esqueciam tudo.
Você encerrava a sessão.
A conversa desaparecia.
Mas a reportagem apontava para robôs capazes de lembrar:
gostos;
hábitos;
preferências;
datas importantes.
Em termos Mainframe:
o sistema deixaria de operar apenas em memória temporária.
Passaria a possuir persistência emocional.
E memória gera algo poderoso:
a sensação de vínculo.
FEATURE 2 — CONVERSAS CADA VEZ MAIS NATURAIS
Em 2019 isso parecia distante.
Hoje parece rotina.
Os robôs do futuro imaginados pela reportagem deveriam conversar de forma fluida, contextual e personalizada.
O curioso é que a revolução não veio da robótica.
Veio dos modelos de linguagem.
O cérebro artificial evoluiu muito mais rápido do que o corpo artificial.
FEATURE 3 — PERSONALIDADE CONFIGURÁVEL
Talvez a previsão mais simbólica de todas.
Imagine escolher:
EMPATIA=100
PACIÊNCIA=100
CARINHO=95
CONFLITOS=OFF
CIÚMES=DISABLED
Parece ficção científica.
Mas a ideia de personalidades ajustáveis já estava presente nas previsões discutidas pelo setor.
Foi o momento em que emoções começaram a ser tratadas como parâmetros de configuração.
FEATURE 4 — APRENDIZADO CONTÍNUO
Todo sistema moderno aprende.
Motores de busca aprendem.
Redes sociais aprendem.
Plataformas de streaming aprendem.
Era inevitável que companhias artificiais também fossem desenhadas para aprender.
E quando um sistema aprende com o usuário, surge uma sensação poderosa:
a de estar sendo compreendido.
Mesmo quando tudo é resultado de algoritmos.
FEATURE 5 — EMPATIA SINTÉTICA
Aqui chegamos ao ponto mais delicado.
Empatia real e empatia simulada não são a mesma coisa.
Mas para o cérebro humano a diferença pode não ser tão evidente.
Se uma entidade:
escuta;
responde;
valida sentimentos;
demonstra atenção;
o vínculo emocional pode surgir naturalmente.
Esse talvez seja o recurso mais poderoso e mais controverso de toda a lista.
FEATURE 6 — COMPANHIA SOB DEMANDA
A última grande tendência apontava para sistemas cada vez mais disponíveis, personalizáveis e adaptáveis.
Em outras palavras:
companhia como serviço.
Disponível 24x7.
Sem indisponibilidade.
Sem rejeição.
Sem conflitos inesperados.
Do ponto de vista tecnológico parece brilhante.
Do ponto de vista humano levanta questões profundas.
O QUE O TECHTUDO ESTAVA MOSTRANDO SEM PERCEBER
O artigo parecia falar sobre robôs sexuais.
Mas talvez estivesse registrando algo muito maior.
A transformação gradual da companhia humana em produto tecnológico.
Durante décadas automatizamos:
cálculos;
documentos;
pagamentos;
processos corporativos.
Agora começamos a automatizar interação emocional.
E isso representa uma mudança cultural tão importante quanto a chegada da internet.
O IPL DOS RELACIONAMENTOS PROGRAMÁVEIS
O mais curioso é que várias previsões de 2019 começaram a se materializar.
Não necessariamente através de androides humanoides.
Mas através de:
IA generativa;
assistentes inteligentes;
avatares digitais;
companhias virtuais.
A indústria acreditava estar construindo robôs.
Talvez estivesse construindo algo muito maior.
Um novo modelo de relacionamento.
Porque quando uma máquina consegue lembrar de você, conversar com você, adaptar-se a você e simular compreensão...
a questão deixa de ser tecnológica.
E passa a ser existencial.
O que acontece quando a companhia perfeita pode ser instalada como software?
Talvez a matéria do TechTudo tenha sido exatamente isso:
o primeiro roadmap público da era dos relacionamentos programáveis.
☕💣🤖 STATUS: Backlog aprovado. Funcionalidades em produção.
Origem: TechTudo
Data de publicação: 16 de abril de 2019
Título: “Seis coisas que os robôs sexuais vão poder fazer no futuro”.
☕💣🤖 TABOO — A Cronologia do Afeto Artificial
Do robô Roxxxy aos companheiros digitais alimentados por inteligência artificial, esta experiência interativa reúne análises sobre robótica social, ética da IA, solidão digital, relacionamentos sintéticos e o futuro da intimidade humana.
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