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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

🖥️📚 Michael Crichton: o arquiteto de sistemas que avisou antes do crash



🖥️⚠️ Os perigos da tecnologia no século XXI: um alerta em modo Michael Crichton

No século XXI, a tecnologia deixou de ser ferramenta e passou a ser infraestrutura invisível. Inspirado em Michael Crichton, o perigo não está nas máquinas em si, mas na confiança cega que depositamos nelas. Sistemas complexos funcionam perfeitamente… até que uma variável ignorada entra em produção.

Automação excessiva, inteligência artificial opaca, algoritmos que decidem crédito, saúde e liberdade: tudo isso roda como batch jobs sociais sem operador humano atento. Quando algo falha, ninguém sabe onde está o log, quem escreveu o código ou quem aprovou o go-live. Crichton já avisava: complexidade cresce mais rápido que nossa capacidade de controle.

Outro risco é o efeito cascata. No mundo hiperconectado, uma falha local vira incidente global. Um bug, um modelo mal treinado ou uma decisão algorítmica errada se espalha como replicação fora de controle. O humano, confortável demais, vira usuário passivo — incapaz de intervir quando o sistema sai do script.

A lição Bellacosa é direta: tecnologia sem governança é acidente anunciado. Precisamos de testes, limites, redundância e responsabilidade humana. Porque, como em qualquer ambiente crítico, o maior risco não é o sistema cair — é ninguém saber como desligá-lo. 🖥️


🖥️📚 Michael Crichton: o arquiteto de sistemas que avisou antes do crash



🔹 Quem foi Michael Crichton (para quem vive de sistema crítico)

John Michael Crichton (1942–2008) foi médico formado em Harvard, escritor best-seller e roteirista/diretor de cinema. Para o mainframer, Crichton é aquele analista de risco que chega antes do go-live e diz: “isso funciona… até não funcionar mais”.

Ele escreveu sobre tecnologia não como utopia, mas como sistema complexo, cheio de dependências ocultas, falhas humanas e consequências não previstas. Em resumo: Crichton entendia TI como ambiente produtivo.



🔹 Biografia (timeline estilo batch)

  • 🗓️ 1942 – Nasce em Chicago

  • 🎓 Harvard: medicina, biologia, literatura

  • 🖊️ Anos 60 – Escreve sob pseudônimos para pagar contas

  • 📚 1969The Andromeda Strain vira fenômeno

  • 🎬 Anos 70–90 – Livros viram filmes e séries

  • ⚰️ 2008 – Morre deixando um legado de alertas tecnológicos


🔹 Carreira (ou: incidentes previstos em produção)

  • The Andromeda Strain – falha de contenção biológica

  • Westworld – automação fora de controle

  • Jurassic Park – sistema complexo sem rollback

  • Timeline – latência temporal catastrófica

  • Prey – nanotec, swarm e perda de controle

📌 Mainframe insight: Crichton escrevia pós-mortem antes do incidente acontecer.


🔹 Filosofia Crichtoniana

“Tecnologia não falha sozinha. Pessoas falham usando tecnologia.”

Ele antecipou:

  • Overconfidence em automação

  • Falta de testes de stress

  • Dependência cega de sistemas

  • Gestão ignorando especialistas técnicos

Todo mainframer já viu esse filme.


🔹 Curiosidades & fofocas de datacenter

  • Crichton tinha 2,06m — parecia um rack humano

  • Criou ER, série que moldou TV moderna

  • Odiava o rótulo “tecno-thriller”

  • Brigava publicamente com cientistas quando achava hype demais

🤫 Fofoquice: Crichton era chamado de “pessimista”. Ele chamava de engenharia de confiabilidade.


🔹 Dicas de leitura (ordem recomendada)

  1. The Andromeda Strain – isolamento e protocolos

  2. Jurassic Park – caos e sistemas complexos

  3. Prey – microserviços biológicos

  4. Westworld – automação sem governança


🔹 Comentário final Bellacosa

Michael Crichton é leitura essencial para profissionais que mantêm sistemas críticos funcionando apesar da arrogância gerencial. Ele ensina que complexidade não perdoa improviso e que toda inovação precisa de rollback, logs e humildade.

🖥️ Se você já segurou um incidente às 3h da manhã, Crichton já escreveu sobre você.
MAINFRAME MODE: ONLINE.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

🖥️📚 William Gibson e o impacto cultural no século XXI

 


🖥️📚 William Gibson e o impacto cultural no século XXI

Bellacosa Mainframe Mode — legado, sistemas e humanidade em debug contínuo

William Gibson não apenas influenciou a cultura contemporânea: ele reprogramou a forma como pensamos tecnologia. Antes da internet popular, ele já falava de redes globais, identidades digitais, vigilância corporativa, IA difusa e usuários fundidos ao sistema. Gibson ensinou à sociedade que tecnologia não é neutra — ela redistribui poder. Para o mainframer, isso é óbvio: quem controla o sistema, controla o fluxo da realidade.

Termos como ciberespaço, estética cyberpunk, megacorporações onipresentes e o medo silencioso da obsolescência humana entraram no imaginário coletivo graças a ele. Filmes, animes, games, moda, design, TI, segurança da informação e até comportamento social beberam direto do seu dump de memória cultural.


📖 Livros de William Gibson – ordem de publicação

1️⃣ Neuromancer — 1984

👤 Case
📜 Hacker em missão corporativa no ciberespaço.
🥚 Criou o termo ciberespaço.
💬 O IPL do século digital.

2️⃣ Count Zero — 1986

👤 Turner / Bobby Newmark
📜 IA como divindade urbana.
🤫 Religião nascida de sistema legado.
💬 Integrações fora de controle.

3️⃣ Mona Lisa Overdrive — 1988

👤 Vários
📜 Conclusão da Trilogia Sprawl.
🥚 Personagens se cruzam como jobs batch.
💬 Legado nunca morre.

4️⃣ The Difference Engine (com Bruce Sterling) — 1990

👤 Edward Mallory
📜 Steampunk computacional vitoriano.
🥚 Mainframe a vapor.
💬 História alternativa como arquitetura.

5️⃣ Virtual Light — 1993

👤 Chevette Washington
📜 Óculos roubados, dados perigosos.
🤫 Informação é poder bruto.
💬 Bridge Trilogy inicia.

6️⃣ Idoru — 1996

👤 Laney
📜 Ídolos virtuais e fandom.
🥚 Previu VTubers.
💬 Cultura digital antes do nome.

7️⃣ All Tomorrow’s Parties — 1999

👤 Múltiplos
📜 Conclusão da Bridge Trilogy.
💬 Futuro fragmentado em tempo real.

8️⃣ Pattern Recognition — 2003

👤 Cayce Pollard
📜 Marketing, sinais e paranoia.
🥚 Logos como vírus.
💬 Cyberpunk sem sci-fi.

9️⃣ Spook Country — 2007

👤 Hollis Henry
📜 Geopolítica e vigilância.
💬 Mundo real já era cyberpunk.

🔟 Zero History — 2010

👤 Hollis Henry
📜 Conclusão da trilogia Blue Ant.
🤫 Moda como código.
💬 Sistema invisível total.

1️⃣1️⃣ The Peripheral — 2014

👤 Flynne Fisher
📜 Futuros paralelos e Jackpot.
🥚 Linha do tempo como dataset.
💬 Backup temporal.

1️⃣2️⃣ Agency — 2020

👤 Verity Jane
📜 IA política e realidades cruzadas.
💬 Governança falha do futuro.

(A trilogia The Peripheral segue em expansão.)


🖥️ Comentário final Bellacosa
William Gibson é leitura obrigatória para quem mantém sistemas críticos funcionando enquanto o mundo muda em volta. Ele nos lembra que não existe tecnologia sem consequência humana — e que todo futuro é apenas um legado mal documentado esperando manutenção.

MAINFRAME ATIVO. FUTURO EM PRODUÇÃO.


quinta-feira, 1 de outubro de 2020

🧩 1. Origem do problema social: o individualismo moderno

 


🧩 1. Origem do problema social: o individualismo moderno

A principal raiz está no avanço do individualismo como valor central das sociedades modernas.

  • Antigamente, o casamento e os relacionamentos eram vistos como deveres sociais e familiares, com forte influência religiosa e cultural.

  • Hoje, a prioridade é a realização pessoal e emocional, o que é positivo, mas cria uma tensão constante entre liberdade e compromisso.

  • As pessoas esperam que o parceiro satisfaça necessidades emocionais profundas — o que antes era função da comunidade, da religião e da família ampliada. Isso gera pressão e frustração.


📱 2. Escapismo e tecnologia

O escapismo se intensificou com o avanço das tecnologias digitais:

  • Redes sociais e entretenimento constante oferecem recompensas imediatas e sensação de conexão sem risco emocional real.

  • Essa hiperestimulação faz com que a vida cotidiana e o parceiro pareçam “sem graça” ou “pesados” em comparação.

  • Há também a “comparação social constante” — casais se medem por padrões irreais de felicidade e romance vistos online.

  • Isso cria uma forma de distanciamento emocional disfarçado: a pessoa se refugia em jogos, séries, redes ou fantasias virtuais quando o relacionamento se torna difícil.


💔 3. Aumento dos atritos conjugais

Os conflitos aumentaram porque:

  • A comunicação direta e empática se perdeu — estamos mais conectados digitalmente e mais desconectados emocionalmente.

  • Os papéis de gênero tradicionais mudaram rapidamente, mas as estruturas emocionais e culturais não acompanharam essa mudança.

  • A expectativa de “parceria perfeita” gera intolerância à frustração. Pequenas diferenças viram grandes crises.

  • O estresse econômico e a precariedade da vida moderna dificultam a estabilidade emocional — há menos tempo, energia e paciência para construir vínculos profundos.


📉 4. Por que os casamentos diminuem e os divórcios aumentam

  • Autonomia financeira, principalmente das mulheres, reduziu a dependência econômica e o medo de sair de relações ruins.

  • A ideia de que “a vida é curta e quero ser feliz” prevalece sobre “preciso manter o compromisso”.

  • A cultura do descartável — onde tudo é substituível — contaminou a percepção dos relacionamentos.

  • E o próprio conceito de amor mudou: de algo baseado em “dever e construção” para algo baseado em sentimento instantâneo e compatibilidade emocional.


🧠 5. Ligação entre escapismo e distanciamento

Quando a realidade frustra, o ser humano busca refúgio psicológico.

  • Esse refúgio pode ser digital, imaginativo, artístico ou sexual (pornografia, redes, metaverso, IA, etc.).

  • O problema é quando o escapismo vira mecanismo de evitação — fugir da dor, da conversa difícil, da intimidade real.

  • Em excesso, ele atrofia a capacidade de lidar com a frustração e a imperfeição, elementos centrais da vida a dois.


🌍 Em resumo:

O aumento dos atritos e divórcios é um sintoma de uma sociedade:

  • mais individualista,

  • mais sobrecarregada,

  • mais digitalizada,

  • e menos treinada para a vulnerabilidade emocional e o diálogo.

O escapismo é tanto causa quanto consequência disso: fugimos porque é difícil nos conectar — e quanto mais fugimos, menos sabemos nos conectar.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Um harpista maluco no museu Pavilhão do Conhecimento

Um museu interativo e muito educativo


Visitar o Museu de Ciências e Tecnologia de Lisboa é uma verdadeira aventura lúdica, conhecido como o Pavilhão do Conhecimento tem em seu interior diversas experiencias que encantam miúdos e graúdos.

São diversas salas para se explorar, desde uma casa em construção em que os pequeninos se transformam em Lego, até um carro com rodas quadradas e dentadas, sem contar as diversas ilusões de ótica,  princípios de magnetismo, simulação de falta de gravidade, tirolesas e tantas outras coisas que fica difícil elencar.

Neste pequeno vídeo estou brincando com meu filho numa Harpa a laser, os sensores identificam seus movimentos e toca sons de harpa. Neste instrumento unico, o pai e o barbinha estão tentando fazer a harpa tocar... nossa que dificuldade acertar as cordas invisíveis... quem visitou o museu de tecnologia no parque da Expo deve ter experimentado este divertido experimento. E ficado maluco com estas atrações, traga seu pequeno cientista e divirta-se no museu.

Caminhe pelo parque da Expo, sinta a deliciosa brisa refrescante do Rio Tejo, ande de teleférico, veja a Torre Vasco da Gama, visite os jardins e encontre os bichos escondidos, veja a replica da Catedral de Macau em tamanho natural, tome um sorvete na esplanada das bandeiras, aproveite bem o dia em família.