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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

🌸 Mottainai x Wabi-Sabi x Kintsugi 🌸

 

Bellacosa Mainframe mottainai wabi-sabi kintsugi

🌸Mottainai x Wabi-Sabi x Kintsugi 🌸

O comparativo definitivo da filosofia japonesa (versão mainframeira)

Se o Japão fosse um sistema legado — e é, no melhor sentido — esses três conceitos seriam módulos diferentes, cada um cuidando de um aspecto da vida. Eles não competem. Eles se complementam.


🧩 VISÃO GERAL (para quem quer o resumo executivo)

ConceitoFoco principalPergunta-chave
MottainaiValor e não desperdícioPor que jogar fora algo que ainda tem valor?
Wabi-SabiImperfeição e transitoriedadePor que exigir perfeição do que é humano?
KintsugiReparação e históriaPor que esconder cicatrizes em vez de valorizá-las?

Agora vamos abrir o código fonte de cada um.


🔥 MOTTAINAI — O controle de desperdício do sistema

Mottainai é o conceito mais direto, quase operacional. Ele diz:

“Isso ainda serve. Isso ainda tem valor. Jogar fora é desrespeito.”

No dia a dia:

  • Não desperdiçar comida

  • Consertar antes de substituir

  • Reaproveitar objetos

  • Valorizar tempo e esforço

No mundo mainframe:

  • Não descartar sistemas estáveis

  • Não ignorar conhecimento antigo

  • Não jogar fora documentação

  • Não desprezar profissionais experientes

📌 Mottainai é o RACF moral: controla acesso ao desperdício.


🌿 WABI-SABI — A estética da imperfeição

Wabi-Sabi é mais silencioso, mais poético. Ele aceita que:

  • Tudo envelhece

  • Tudo muda

  • Tudo é imperfeito

E está tudo bem.

Onde o mundo moderno busca brilho, simetria e novidade, o wabi-sabi busca:

  • Simplicidade

  • Marcas do tempo

  • Beleza discreta

Exemplos:

  • Uma xícara lascada

  • Madeira envelhecida

  • Um jardim irregular

  • Um silêncio confortável

No mainframe:

  • Código feio que funciona

  • Sistema antigo, mas confiável

  • Interfaces sem glamour, mas estáveis

📌 Wabi-Sabi é o VTAM da alma: não aparece, mas sustenta tudo.


✨ KINTSUGI — Reparar sem apagar a história

Kintsugi é a arte de reparar cerâmicas quebradas com ouro.
Não esconde a falha. Destaca.

A mensagem é clara:

“O que quebrou faz parte da história.”

Filosofia:

  • Cicatrizes são aprendizado

  • Quebras não diminuem valor

  • Reparar é um ato de respeito

No mundo real:

  • Traumas superados

  • Erros assumidos

  • Recomeços conscientes

No mundo mainframe:

  • Sistema que já caiu, mas voltou mais forte

  • Código refatorado sem apagar o passado

  • Profissional experiente que já viu de tudo

📌 Kintsugi é o SMF da vida: registra falhas, mas mostra crescimento.


🧠 COMO OS TRÊS SE COMPLETAM

Imagine um objeto quebrado:

1️⃣ Mottainai diz:

“Não jogue fora.”

2️⃣ Wabi-Sabi diz:

“Aceite que ele não será perfeito.”

3️⃣ Kintsugi diz:

“Repare e valorize a cicatriz.”

Separados, são conceitos bonitos.
Juntos, são um sistema filosófico completo.


🎎 Easter eggs & curiosidades

  • Muitos japoneses praticam os três sem saber os nomes

  • Avós são verdadeiros “mestres” desses conceitos

  • Empresas japonesas aplicam isso em engenharia, educação e gestão

  • Esses conceitos influenciam anime, mangá e cinema japonês o tempo todo

Você vê mottainai quando um personagem guarda algo velho,
wabi-sabi nos cenários simples,
e kintsugi nos protagonistas quebrados que seguem em frente.


☕ Comentário final do Bellacosa

O Ocidente ensina:

“Use, descarte, substitua.”

O Japão sussurra:

“Valorize, aceite, repare.”

No fundo, mottainai, wabi-sabi e kintsugi nos ensinam a viver melhor com menos pressa, menos desperdício e mais significado.

Como todo bom sistema legado:

  • Não é bonito

  • Não é rápido

  • Mas é confiável, profundo e humano

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

⚖️ Lei da Casualidade — ou: nada acontece “do nada” (ao estilo Bellacosa Mainframe) ⚖️

 

Bellacosa Mainframe e a lei da casualidade

⚖️ Lei da Casualidade — ou: nada acontece “do nada” (ao estilo Bellacosa Mainframe) ⚖️

Eu sempre gostei de observar padrões. Talvez seja deformação profissional de quem passou a vida debugando COBOL, analisando dumps, JES2 lotado e aquele abend que “simplesmente apareceu”. No fundo, a tal lei da casualidade funciona exatamente assim: nada acontece por acaso absoluto — há sempre uma cadeia de eventos, mesmo que a gente não enxergue todas as linhas do JCL da vida.


🧠 O que é a Lei da Casualidade?

De forma simples:
👉 Todo efeito tem uma causa, ainda que seja sutil, invisível ou esquecida.

Ela aparece em várias filosofias:

  • No budismo, como causa e efeito (karma)

  • No taoismo, como fluxo natural das coisas

  • Na filosofia ocidental, desde Aristóteles

  • E no dia a dia… quando a gente diz:

    “isso não aconteceu por acaso”

Casualidade não é sorte.
Casualidade é consequência acumulada.


🏗️ Origem do conceito

O termo vem do latim causalis — aquilo que gera algo.
No Japão, isso conversa fortemente com ideias como:

  • Inga ōhō (因果応報): causa e retribuição

  • Shikata ga nai: aconteceu porque tinha que acontecer

  • Mottainai: desperdiçar causa desequilíbrio

Nada surge do vácuo. Nem um bug crítico em produção 😄


💾 Bellacosa Mainframe Mode ON

Pensa assim:

  • A vida é o sistema

  • Suas ações são o código

  • O resultado é o output

Se o batch deu erro, alguém:

  • Alterou um copybook

  • Esqueceu um IF

  • Mudou um dataset

  • Ignorou um warning

A casualidade é só o log dizendo:

“isso aqui já vinha sendo construído faz tempo”


🧩 Como entender na prática

✔️ Observe padrões recorrentes
✔️ Veja onde você insiste nos mesmos comportamentos
✔️ Analise os “pequenos eventos”
✔️ Aceite que nem tudo é imediato

Na vida, muito resultado é batch noturno — você só vê no dia seguinte.


🛠️ Como praticar (dicas reais)

  • Pare de culpar o acaso

  • Revise suas decisões passadas

  • Aja melhor hoje (o efeito vem depois)

  • Não ignore sinais pequenos

  • Tenha paciência com o processamento

💡 Dica de ouro:

Se algo se repete, não é azar. É lógica.


🥚 Easter eggs & curiosidades

  • No Japão, encontros “por acaso” são chamados de en (縁) — laços invisíveis

  • Muitos animes usam isso como motor da história (Steins;Gate, Your Name)

  • O “destino” japonês raramente é mágico — ele é construído

  • Até o caos segue regras… só que muito complexas


😏 Fofoquices filosóficas

Sabe aquela pessoa que “sempre se dá mal”?
Ou aquela que “sempre cai em boas oportunidades”?

Spoiler:
👉 não é sorte
👉 é histórico de decisões + ambiente + atitude

O universo não pune nem recompensa — ele responde.


🌏 Importância cultural

A lei da casualidade ensina:

  • Responsabilidade

  • Consciência

  • Humildade

  • Paciência

  • Observação

No Japão, isso molda:

  • Relações pessoais

  • Trabalho

  • Ética

  • Persistência

  • Resiliência silenciosa


🧾 Fechando o job (sem abend)

“Nada acontece por acaso.
A gente só esquece de olhar o log.”

Entender a lei da casualidade é aceitar que cada pequena ação escreve uma linha do nosso próprio programa de vida. E quando o resultado vem… não adianta culpar o sistema.

Porque, no fundo,
o código foi nosso.