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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

OS 30 FILMES FERROVIÁRIOS RAROS QUE TODO TETSUDŌ OTAKU PRECISA VER ANTES QUE O MUNDO APAGUE AS LUZES DA ESTAÇÃO

 

Bellacosa Mainframe compartilha filmes ferroviarios

🚂 EL JEFE MIDNIGHT SPECIAL

OS 30 FILMES FERROVIÁRIOS RAROS QUE TODO TETSUDŌ OTAKU PRECISA VER ANTES QUE O MUNDO APAGUE AS LUZES DA ESTAÇÃO



Bellacosa Mainframe apresenta: “Cinema sobre Trilhos – A Nova Bíblia dos Railfans”


Existem filmes que você assiste.
E existem filmes que apitam dentro do peito.

Ferroviários sabem: um trem não é só uma máquina — é um organismo vivo, pulsando vapor, óleo, aço e histórias. No Japão, no Brasil, nos EUA, na Europa: onde há trilhos, há lendas. E no cinema… ah, no cinema há um universo inteiro que poucos exploraram.

Por isso, preparei a lista definitiva dos 30 filmes ferroviários raros, perfeitos para o fã hardcore — aquele que reconhece um C62 só pelo som, que sabe diferenciar bitola métrica de bitola mista sem olhar, e que chora vendo um trem partir na neblina.

Esta é uma curadoria estilo Bellacosa Mainframe, com história, curiosidades, easter-eggs e trilhos enferrujados de nostalgia.

Sente-se na poltrona.
O trem noturno para o passado vai partir.


🚂 OS 30 FILMES FERROVIÁRIOS RAROS (E BRILHANTES)




1) Tetsudō Shōjo (1956) — Japão

Drama romântico ferroviário escondido nos arquivos da Shochiku.
Easter-egg: Primeira aparição filmada do trem KiHa 20

.


2) The Signal Tower (1924) — EUA

Cinema mudo com tensão e trilhos.
Curiosidade: Real filmagens com locomotivas da Northwestern Pacific.



3) Night Mail (1936) — Reino Unido

Documentário-poema que inspirou gerações de maquinistas.
Easter-egg: Narração escrita por W. H. Auden.



4) La Bête Humaine (1938) — França

Jean Renoir transformando uma locomotiva em personagem.
Curiosidade: Baseado em Émile Zola, estrelando uma Loco 231C.


5) Alma do Brasil (1932) — Brasil

Raridade perdida do cinema nacional com cenas ferroviárias reais do interior paulista.



6) Poppoya – The Railroad Man (1999) — Japão

Drama de arrepiar qualquer ferroviário.
Easter-egg: Locomotiva KIHA 40 filmada em clima ártico real.



7) The Iron Horse (1924) — EUA (John Ford)

A epopeia da construção da ferrovia americana.
Curiosidade: Usou trens históricos reais da Union Pacific.



8) Snow Trail Express (1951) — Japão

Suspense ferroviário soterrado por neve.
Comentário: Uma joia que quase ninguém viu.



9) Gare Centrale (1999) — Egito

Drama social em meio ao caos ferroviário do Cairo.
Atmosférico e brutal.



10) The Titfield Thunderbolt (1953) — Reino Unido

Comédia ferroviária deliciosa.
Easter-egg: Trem preservado até hoje na Didcot Railway.



11) The Great St. Trinian’s Train Robbery (1966) — Reino Unido

Filme de humor anárquico com perseguições ferroviárias insanas.



12) Sky Crawlers – Rail Segment (2008)

Não é filme ferroviário, mas tem o melhor cameo de trem futurista dos anos 2000.



13) Cristo Revue Railway Show (1958) — Japão

Musical ferroviário. Sim, isso existiu.
Raro ao extremo.



14) The Emperor’s Railroad (1960) — China

Épico histórico com trens a vapor monumentais.



15) The Train of Shadows (1997) — Espanha

Experimental, poético, trilhos como memória.



16) Le Rail (1964) — Senegal

Obra-prima africana mostrando a vida dura dos ferroviários.



17) Strangers on a Train (1951) — EUA (Hitchcock)

Versão restaurada rara com cenas estendidas da locomotiva.
Easter-egg: O assassinato do parque foi inspirado em uma estação real.



18) Runaway Train (1985)

Filme cult. Violento. Ferroviário até o osso.
Curiosidade: Baseado em roteiro de Akira Kurosawa (!)



19) The Ghost Train (1941)

Horror britânico com atmosfera absurda.



20) Railroad Tigers (2016) — China (Jackie Chan)

Ação + humor + locomotivas históricas.



21) The Rebirth of Moka Station (1972)

Documentário japonês sobre o fim da linha a vapor Moka.
Comentário: Puro choro ferroviário.



22) Der Tunnel (1933) — Alemanha

Sci-fi raro sobre mega ferrovias futuristas submarinas.



23) Train in the Snow (1976) — Croácia

Clássico nos Bálcãs; raridade no resto do mundo.



24) The Red Lanterns of Sapporo Station (1962)

Film noir ferroviário japonês esquecido pela crítica.



25) Dry Summer Railroad (1959)

Drama rural com trilhos decadentes.
Easter-egg: Última aparição filmada do trem C11-254


.

26) Umalu Express (1955) — Índia

Trens, poeira, romance e caos organizado.
Difícil de achar, mas vale cada minuto.



27) The Man Who Wanted the Railway (1949) — Itália

Uma fábula ferroviária neorrealista.
Comentário: Perfeito para quem ama trilhos e filosofia.



28) The Lure of the Rails (1920)

Cópia quase perdida; sobre a obsessão do ferroviário solitário.



29) The Last Steam Giants of Hokkaido (1978)

Documentário cult.
Easter-egg: Primeira filmagem noturna em 16mm do C62-2.



30) A Noite dos Trilhos Silenciosos (1984) — Brasil

Filme urbano underground sobre a vida ferroviária paulista dos anos 80.
Quase ninguém viu.
Quase ninguém sabe que existe.
Comentário Bellacosa: Já vale por um frame.



Memoria Ferroviaria

🚂 E AÍ, QUAL DESSES TRILHOS VAI TE GUIAR?

Esses filmes são como linhas abandonadas:
parecem esquecidos, mas escondem mundos inteiros.

Para o fã de ferrovia — o Tetsudō Otaku raiz — cada locomotiva em película é mais do que cinema:
é história preservada, memória cultural, engenharia viva.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

COBOL: de 1959 até hoje — quando o código atravessa décadas sem pedir aposentadoria.

 

💾 EL JEFE MIDNIGHT LUNCH — Bellacosa Mainframe Chronicles

“COBOL: de 1959 até hoje — quando o código atravessa décadas sem pedir aposentadoria.”


Há linguagens que nascem modinha.
Há linguagens que viram tese acadêmica.
E há o COBOL, que nasceu em 1959 e simplesmente se recusou a morrer — porque alguém precisava rodar o mundo real: folha, banco, seguro, governo, avião no ar e salário no fim do mês.

Hoje vamos fazer uma linha do tempo completa do COBOL no Mainframe, do nariz de foguete dos anos 50 até o Enterprise COBOL moderno, com comentários, curiosidades, easter eggs e aquele café forte do Bellacosa Mainframe.

Senta que lá vem história. ☕




🕰️ 1959 — COBOL nasce

COBOL (Common Business-Oriented Language)
Criado por um comitê liderado por Charles A. Phillips e Joseph Wegstein


🔹 O que havia de novo:

  • Linguagem quase em inglês

  • Pensada em humanos e não técnicos de informatica.

  • Foco em negócios, não em matemática

  • Independência de hardware (uma heresia para a época)

🔹 Equipe criadora do COBOL, listagem não exaustiva:

Alfred Asch (U.S. Air Force)
Benjamin Cheydleur (RCA)
Charles Gaudette (Minneapolis-Honeywell)
Daniel Goldstein (Univac)
Frances “Betty” Holberton (David Taylor Model Basin)
Gertrude Tierney (IBM)
Howard Bromberg (RCA)
Jean Sammet (Sylvania)
Joseph Wegstein (National Bureau of Standards)
Mary Hawes (Burroughs)
Norman Discount (RCA)
Vernon Reeves (Sylvania)
William Logan (Burroughs)
William Selden (IBM)

🧠 Curiosidade:
Grace Hopper odiava linguagens “ilegíveis”. O COBOL nasceu para ser lido por gerentes — ironicamente, só programadores entendem até hoje.

🥚 Easter egg:
O verbo ADD A TO B GIVING C é praticamente poesia corporativa.





🕰️ 1968 — COBOL ANSI 68

Primeira padronização oficial.

🔹 Novidades:

  • Estrutura formal

  • Maior portabilidade

  • Divisão clara em IDENTIFICATION, ENVIRONMENT, DATA e PROCEDURE

🧠 Comentário Bellacosa:
Aqui o COBOL virou “linguagem séria”. Antes era festa; depois, contrato.




🕰️ 1974 — COBOL ANSI 74

A versão que dominou os mainframes por décadas.

🔹 Novidades:

  • IF/ELSE estruturado

  • PERFORM mais poderoso

  • Adeus aos GO TO anárquicos (ou quase)

🧠 Curiosidade:
Boa parte do código que rodou no Y2K ainda era ANSI 74.




🕰️ 1985 — COBOL ANSI 85

O COBOL aprende boas maneiras.

🔹 Novidades:

  • Scope terminators (END-IF, END-PERFORM)

  • Código mais legível

  • Base do COBOL “estruturado”

🥚 Easter egg:
Muita gente ainda hoje esquece o END-IF e culpa o compilador.


🕰️ Anos 80 — COBOL VS / VS II (IBM)

O COBOL entra no reino do MVS.

🔹 Novidades:

  • Integração forte com JCL

  • Batch pesado

  • Performance absurda para a época

🧠 Comentário Bellacosa:
Aqui o COBOL virou músculo. Forte, bruto e confiável.


🕰️ 1991 — COBOL/370

Primeiro grande passo rumo ao “Enterprise”.

🔹 Novidades:

  • Melhor otimização

  • Suporte avançado a CICS e DB2

  • Integração com arquitetura System/370


🕰️ 1994 — Enterprise COBOL 3.2

🔥 Marco histórico.

🔹 O que há de novo:

  • Language Environment (LE)

  • Runtime comum com PL/I e C

  • Otimização real de código

🧠 Curiosidade:
Muitos chamam o LE de “chatice”. Até o primeiro dump bem explicado salvar seu emprego.

🥚 Easter egg:
CEE3ABD virou melhor amigo de quem debuga madrugada.


🕰️ 1996 — Enterprise COBOL 3.3

O compilador do Bug do Milênio.

🔹 Novidades:

  • Melhor I/O

  • Mais estabilidade

  • Código gerado mais rápido

🧠 Comentário Bellacosa:
Se o mundo não acabou em 01/01/2000, agradeça ao COBOL 3.3.


🕰️ 2001 — Enterprise COBOL 3.1 (z/OS)

Transição definitiva para o z/OS.

🔹 Novidades:

  • Unicode (primeiros passos)

  • Melhor integração com ambientes modernos

  • Visão “enterprise de verdade”

🧠 Curiosidade:
Aqui o COBOL começou a flertar com XML… timidamente.


🕰️ 2007 — Enterprise COBOL 4.1

O salto tecnológico.

🔹 Novidades:

  • Arquitetura 64 bits

  • Suporte a XML nativo

  • Melhor interoperabilidade

🥚 Easter egg:
Muita gente demorou anos para sair do 3.3 por medo.


🕰️ 2010 — Enterprise COBOL 5.1

COBOL moderno sem pedir desculpas.

🔹 Novidades:

  • Performance absurda

  • Melhor otimização para hardware z

  • Preparação para serviços

🧠 Comentário Bellacosa:
Aqui o COBOL começa a humilhar linguagens modernas em benchmark.


🕰️ 2016 — Enterprise COBOL 6.1

O COBOL acorda para o século XXI.

🔹 Novidades:

  • Melhor uso de CPU

  • Integração com DevOps

  • Compilador mais inteligente

🥚 Easter egg:
Compila mais rápido, roda mais rápido… e ainda reclamam.


🕰️ 2019–2022 — Enterprise COBOL 6.2 / 6.3 / 6.4

O COBOL sem vergonha de ser moderno.

🔹 Novidades:

  • Melhor suporte a APIs

  • Integração com pipelines

  • Foco em cloud híbrida e z/OS Connect

🧠 Curiosidade:
COBOL virou backend de API REST. Sim, isso é real.


🕰️ 2023–2025 — Enterprise COBOL 6.5 (atual)

O COBOL que ri do etarismo.

🔹 O que há de novo:

  • Performance ainda maior

  • Melhor diagnóstico

  • Alinhamento com z/OS moderno, containers e automação

  • Funções intrínsecas criadas pelo programador

🧠 Comentário Bellacosa:
Enquanto discutem se COBOL morreu, ele roda bilhões de transações por dia.


☕ Conclusão Bellacosa Mainframe

COBOL não sobreviveu apesar do tempo.
Ele sobreviveu porque o tempo precisava dele.

De 1959 até hoje:

  • Mudou

  • Evoluiu

  • Aprendeu XML, API, DevOps, Unicode e JSON
    Mas nunca perdeu seu propósito: fazer o negócio rodar.

“COBOL não é velho.
Velho é sistema que cai.”
El Jefe Midnight Lunch



Fonte: https://www.ibm.com/docs/pt-br/cobol-zos/6.5.0?topic=overview-cobol-compiler-versions-required-runtimes-support-information 


Tabela 1. Nomes de compiladores COBOL, versões e releases, identificadores de produtos, datas GA e EOS e tempos de execução necessários
Compilador
Versão, liberação e nível de modificação
Identificador de produto (PID)
Data de disponibilidade geral (GA)
(Ano-Mês-Dia)
Data do fim do suporte (EOS)1
(Ano-Mês-Dia)
Tempos de execução necessários2
OS/VS COBOL1.2.1----
OS/VS COBOL1.2.2----
OS/VS COBOL1.2.35740-CB11974-09-231999-12-31
  • Biblioteca de tempo de execução COBOL OS/VS; ou
  • Biblioteca de tempo de execução do VS COBOL II; ou
  • z/OS Language Environment
OS/VS COBOL1.2.45740-CB11976-09-231999-12-31
  • Biblioteca de tempo de execução COBOL OS/VS; ou
  • Biblioteca de tempo de execução do VS COBOL II; ou
  • z/OS Language Environment
VS COBOL II1.15668-9581985-10-011997-06-30
  • Biblioteca de tempo de execução do VS COBOL II; ou
  • z/OS Language Environment
VS COBOL II1.25668-9581986-12-191997-06-30
  • Biblioteca de tempo de execução do VS COBOL II; ou
  • z/OS Language Environment
VS COBOL II1.335668-9581988-12-161996-06-30
  • Biblioteca de tempo de execução do VS COBOL II; ou
  • z/OS Language Environment
VS COBOL II1.435668-9581993-03-122001-03-31
  • Biblioteca de tempo de execução do VS COBOL II; ou
  • z/OS Language Environment
COBOL/370
1.15688-1971991-12-201997-09-30z/OS Language Environment
COBOL para MVS & VM
1.25688-1971995-10-272001-12-31z/OS Language Environment
COBOL for OS/390® & VM
2.135648-A251997-05-232004-12-31z/OS Language Environment
COBOL for OS/390 & VM
2.235648-A252000-09-292004-12-31z/OS Language Environment
Enterprise COBOL for z/OS®
3.15655-G532001-11-302004-04z/OS Language Environment
Enterprise COBOL for z/OS
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Enterprise COBOL para z/OS
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Enterprise COBOL para z/OS
4.25655-S712009-08-282022-04-30z/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
5.15655-W322013-06-212020-04-30z/OS Language Environment
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5.25655-W322015 -02-272020-04-30z/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
6.15655-EC62016-03-182022-09-30z/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
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Enterprise COBOL 
Enterprise COBOL para z/OS
6.45655-EC62022-05-27A ser determinadoz/OS Language Environment
Enterprise COBOL para z/OS
6.55655-EC62025-06-13A ser determinadoz/OS Language Environment