sexta-feira, 15 de junho de 2018

Cronologia do DEVOPS no IBM Mainframe Z

 

Bellacosa Mainframe apresenta a Cronologia do DEVOps no IBM Mainframe

Cronologia do DEVOPS no IBM Mainframe Z

📅 2012 (± 1 ano)

📌 Por que 2012?

Porque é nesse período que três pilares do DevOps começam a convergir de forma consistente no ecossistema IBM Z:


🔹 1. Adoção real de Agile no mainframe (2010–2012)

  • Grandes ambientes z/OS passam a adotar Scrum/Kanban para times COBOL, PL/I e Assembler.

  • Integração de ferramentas como:

    • Endevor

    • Changeman

    • ISPW

  • Começa a quebra do modelo puramente “batch noturno + releases trimestrais”.

👉 Sem Agile, DevOps não existe.


🔹 2. Automação de build e deploy (2012–2014)

  • Surgimento e adoção de:

    • IBM Dependency Based Build (DBB) (embrião)

    • JCL generation automática

    • Rational Team Concert (RTC) com pipelines

  • UrbanCode Deploy (adquirido pela IBM em 2013) passa a ser usado também para z/OS.

👉 Aqui nasce o “Ops automatizado” no mainframe.


🔹 3. Integração com ferramentas distribuídas (2013–2015)

  • Introdução gradual de:

    • Git como sistema de versionamento (substituindo ou convivendo com PDS/Endevor)

    • Jenkins chamando jobs z/OS

    • REXX e scripts como glue entre mundos

👉 Esse é o ponto onde o mainframe entra oficialmente no pipeline DevOps corporativo.


🔹 Marco simbólico importante

📍 2013–2014

  • Lançamento e evolução do z/OSMF Workflows

  • Primeiros pipelines CI/CD híbridos (Linux + z/OS)

  • Mainframe deixa de ser “ilha” e vira plataforma DevOps


📚 Linha do tempo resumida

AnoMarco
2008–2010Agile começa a tocar o mainframe
2012🔥 Início teórico do DevOps no IBM Z
2013UrbanCode + RTC no z/OS
2014z/OSMF workflows
2015–2017Git, Jenkins, DBB, pipelines modernos
2018+DevOps corporativo completo no IBM Z

🧠 Definição acadêmica possível

“DevOps no IBM Z começou quando práticas Agile, automação de deploy e integração contínua passaram a ser aplicadas sistematicamente ao ciclo de vida de aplicações z/OS.”

📌 Ano de referência: 2012


quinta-feira, 14 de junho de 2018

✨ Diógenes, o Cínico — o primeiro troll filosófico da História ⚱️🐕



Diógenes, o Cínico — o primeiro troll filosófico da História ⚱️🐕


Se você acha que os filósofos antigos eram todos senhores sérios, sentados com toga e pergaminho… prepare-se. Hoje vamos falar de Diógenes de Sínope, o homem que transformou a filosofia em performance, viveu dentro de um barril e desafiou o mundo com um sarcasmo digno de um meme moderno.
Sim, padawan — o primeiro mestre da “zoeira filosófica” nasceu lá na Grécia Antiga. 💭🔥


🏺 Quem foi Diógenes?

Diógenes viveu por volta de 400 a.C., em uma Grécia tomada por debates intelectuais, templos e vaidades.
Enquanto outros filósofos criavam sistemas complexos de ideias, Diógenes olhou ao redor e pensou algo como:

“Vocês estão levando a vida séria demais.”

Expulso da sua cidade natal (Sínope) por falsificar moedas — literalmente e metaforicamente — ele foi parar em Atenas, onde decidiu viver como um cão 🐶 (daí o nome da sua escola filosófica: Cínica, do grego kynikos, “canino”).


💡 As Ideias do “Filósofo Cachorro”

Diógenes acreditava que a sociedade corrompia as pessoas com luxo, convenções e hipocrisia.
Seu lema poderia ser algo como:

“Menos status, mais liberdade.”

Ele defendia o autodomínio, a simplicidade radical e o desapego total.
Vivia com quase nada — um manto, um cajado e uma tigela… até jogar fora a tigela, ao ver um menino bebendo água com as mãos. 😂


🧠 Filosofia versão “modo hard”

Enquanto Sócrates perguntava, Platão teorizava e Aristóteles classificava, Diógenes provocava.
Alguns de seus feitos lendários:

  • Andava com uma lanterna em plena luz do dia, dizendo: “Procuro um homem honesto.” 🕯️

  • Quando Alexandre, o Grande, o encontrou e perguntou o que ele queria, Diógenes respondeu:

    “Sai da frente, você está tapando o sol.” ☀️

  • Quando Platão definiu o homem como “um animal bípede e sem penas”, Diógenes apareceu na academia com uma galinha depenada, dizendo:

    “Eis o homem de Platão!” 🐔

Sim, o homem basicamente inventou o shitpost filosófico.


🔮 Curiosidades dignas de um fandom

  • Foi o primeiro filósofo minimalista da história — muito antes de Marie Kondo.

  • Vivia como um personagem de slice of life radical — sem posses, dormindo nas ruas, sempre com uma resposta afiada.

  • Influenciou o estoicismo (Zenão de Cítio foi seu discípulo).

  • Dizem que, quando perguntaram onde era sua pátria, respondeu:

    “Sou cidadão do mundo.” 🌍
    (Sim, o primeiro “cosmopolita” também foi ele.)


⚔️ Por que amar Diógenes?

Porque ele é o anti-herói da filosofia.
O tipo de personagem que você torce pra dar lição de moral nos arrogantes,
que enfrenta o poder com sarcasmo e vive de forma tão livre que chega a incomodar.
Em um mundo obcecado por status e aparência, Diógenes é o lembrete:

“A verdadeira liberdade é não precisar de nada.”


✨ Conclusão Bellacosa

Se Sócrates é o mentor sábio, Diógenes é o mestre rebelde,
o que ensina com risadas, provocações e verdades desconfortáveis.
Um Jedi do desapego, digamos assim. 🌌
Então, padawan — antes de buscar iluminação,
experimente dormir no chão, rir de si mesmo e deixar o ego do lado de fora do barril.


💬 “Nada é mais ridículo que o homem que busca felicidade fora de si mesmo.” — Diógenes


terça-feira, 12 de junho de 2018

🤣🇯🇵 Shimura Ken – O Samurai da Comédia Japonesa



 🤣🇯🇵 Shimura Ken – O Samurai da Comédia Japonesa

Se o Japão tivesse um “Mestre dos Mestres do Humor”, o nome dele seria Shimura Ken — o homem que conseguia fazer um país inteiro rir sem dizer uma palavra (e às vezes só com uma careta épica).


🎭 Quem foi esse mito?

Shimura Ken (志村けん) nasceu em 1950, em Tóquio, e virou o rei da comédia japonesa.
Antes mesmo de existir o YouTube, ele já fazia “memes analógicos” na TV.
Entrou pro grupo The Drifters, um dos maiores fenômenos de humor dos anos 70 e 80, e nunca mais saiu do coração dos japoneses.


📺 O humor dele?

Uma mistura de Chaplin, pastelão e maluquice japonesa.
Ele fazia de tudo:

  • Velhinhas taradas, samurais bêbados, professores sem noção e até fantasmas que dançavam.

  • Tudo com aquele timing perfeito de comédia física — tipo: tropeçar, cair, levantar e continuar sério.
    Era humor simples, mas universal: até quem não entendia japonês ria.


💡 Curiosidade nível Bellacosa:

Ken foi um dos primeiros a misturar humor e música na TV japonesa.
Seu personagem Baka Tono-sama (O Senhor Idiota) virou meme nacional.
E a expressão “Ain!” (aquele gesto de nariz e mão que ele fazia) entrou pra cultura pop japonesa como bordão oficial da bobeira.


🧠 Por que ele é tão importante?

Porque Shimura ensinou que rir é uma arte séria.
Num país conhecido pela disciplina e etiqueta, ele mostrou que o riso também é parte da cultura — e talvez o melhor remédio contra o estresse da vida moderna.


😢 Despedida e legado

Shimura Ken faleceu em 2020, uma das primeiras grandes perdas do Japão para a COVID-19.
O país inteiro parou.
Mas suas risadas continuam ecoando em reprises, vídeos, e corações nostálgicos.
O cara não só fez rir — ele ensinou o Japão a rir de si mesmo.


Bellacosa Mainframe Filosófico do Dia:

“O código do humor perfeito é simples:
rir da vida antes que ela te faça um bug.”

#ShimuraKen #ComédiaJaponesa #Humor #BellacosaMainframe #RirÉCultural

segunda-feira, 11 de junho de 2018

10 Animes Poéticos que São Verdadeiras Obras de Arte



 10 Animes Poéticos que São Verdadeiras Obras de Arte

Para quem deseja sentir a alma visual e emocional dos animes, aqui estão 10 obras que transformam a tela em pura poesia — cada uma com um olhar único sobre o tempo, o silêncio e o sentimento humano.


1. Mushishi (2005)Hiroshi Nagahama

Um dos animes mais contemplativos já feitos. Cada episódio é uma fábula visual sobre o equilíbrio entre homem e natureza. Tons frios, neblinas e um ritmo quase meditativo.

2. 5 Centimeters per Second (2007)Makoto Shinkai

O amor como distância e passagem do tempo. Cada frame é uma pintura em movimento, com cores crepusculares e chuva como metáfora da saudade.

3. The Tale of Princess Kaguya (2013)Isao Takahata

Inspirado no conto clássico japonês, usa aquarela e traços soltos que parecem dançar. Um poema visual sobre a beleza efêmera da vida.

4. Spirited Away (2001)Hayao Miyazaki

Mistura o folclore japonês e o amadurecimento com visuais detalhados e poéticos. Cada cena tem uma simbologia espiritual, um sussurro do invisível.

5. Natsume Yūjin-chō (2008)Takahiro Ōmori

Um jovem que vê espíritos e tenta compreender suas histórias. Tranquilo, sensível e profundamente humano — um retrato do encontro entre solidão e empatia.

6. The Garden of Words (2013)Makoto Shinkai

A chuva em Tóquio nunca pareceu tão bela. Cores, reflexos e silêncio constroem um amor contido e melancólico.

7. A Silent Voice (2016)Naoko Yamada

Visual delicado, direção emocional. Fala sobre culpa, perdão e o poder do olhar. A câmera se comporta como um gesto de empatia.

8. Mononoke (2007)Kenji Nakamura

Um espetáculo estético. Mistura arte tradicional japonesa, colagens e mistério espiritual. Cada episódio é um quadro surrealista animado.

9. Violet Evergarden (2018)Taichi Ishidate / Kyoto Animation

Beleza refinada em cada detalhe — tecidos, flores, luz. Um drama sobre reencontrar a humanidade através das palavras.

10. Haibane Renmei (2002)Yoshitoshi ABe

Minimalista e simbólico, aborda temas de renascimento e aceitação. Um dos animes mais espiritualmente tocantes já produzidos.


✨ Dica final para o espectador sensível

Assista a esses animes sem pressa. Deixe a imagem respirar, perceba o ritmo dos sons, o modo como o vento se move entre as folhas.
A poesia dos animes não está apenas nas palavras, mas naquilo que permanece em silêncio depois que o episódio termina.


Sugestão de trilha para acompanhar:
“Path of the Wind” (Totoro), “One More Time, One More Chance” (5cm per Second), “Rain” (The Garden of Words).

domingo, 10 de junho de 2018

🥪 Bauru Paulista: o mainframe dos lanches brasileiros

 


🥪 Bauru Paulista: o mainframe dos lanches brasileiros

Por Vagner Bellacosa ☕🧀

Há lanches que nascem de receitas.
E há lanches que nascem de épicos — o Bauru é um desses.
Não nasceu em cozinha industrial, mas no balcão de um bar universitário, sob luz amarelada, numa madrugada em que a fome e a genialidade decidiram rodar o mesmo job.




📜 O nascimento do Bauru

O ano era 1934.
O palco: o Ponto Chic, tradicional bar de estudantes na Avenida São João, coração pulsante da São Paulo boêmia.
E o herói? Casimiro Pinto Neto, um estudante de Direito apelidado de “Bauru”, por ser da cidade homônima do interior paulista.

Numa dessas noites de conversa e estômago vazio, Casimiro pediu ao balconista:

“Abre um pão francês, tira o miolo, põe rosbife, queijo derretido, tomate e picles.”

O atendente olhou, montou, serviu… e nasceu ali o lanche mais famoso do Brasil.
Os amigos provaram, pediram igual, e logo o lanche ganhou o apelido do criador: “Me faz um Bauru.”
O resto é história — e maionese caseira.




🧀 A arquitetura do Bauru original

O verdadeiro Bauru é quase uma especificação técnica de sistema legado:

  • Pão francês sem miolo (camada de apresentação leve);

  • Queijo derretido em banho-maria (subrotina nobre, preferencialmente emmental, estepe ou prato);

  • Fatias finas de rosbife artesanal (core logic da aplicação);

  • Rodelas de tomate e picles (os parâmetros opcionais que fazem toda a diferença).

É um código limpo: simples, elegante e sem redundância.
Nada de presunto, ovo, maionese, milho, batata palha ou catupiry — isso é customização de ambiente, não o sistema original.


🏙️ As mutações e as lendas

Com o tempo, o Bauru foi sofrendo o destino de todo clássico: forks não autorizados.
Nas lanchonetes de bairro, virou sinônimo de “mistão quente”: pão, presunto, queijo, tomate e o que mais couber.
Mas o Ponto Chic, guardião da origem, ainda serve o Bauru raiz, e até tem o nome registrado como patrimônio imaterial de São Paulo desde 2018.

Há também uma teoria folclórica que diz que o lanche teria sido “inspirado” num sanduíche europeu — mentira!
O Bauru é 100% tupiniquim com mentalidade de engenheiro: otimização de recursos, baixo custo, alta disponibilidade e sabor de uptime infinito.




💡 Curiosidades do sistema Bauru

  • Casimiro “Bauru” serviu na Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra — o homem literalmente levou o nome do lanche à guerra.

  • Em Bauru (a cidade), criaram uma versão local com carne assada, alface e molho especial — branch regional autorizado.

  • O lanche inspirou festivais, concursos e até museu temático na cidade natal do inventor.

  • O queijo derretido em banho-maria é o “coração do sistema” — se for feito na chapa, o Bauru perde performance.




Bellacosa comenta

O Bauru é o mainframe dos lanches brasileiros — robusto, clássico e impossível de substituir.
Enquanto os novos sistemas vêm e vão (burgers gourmet, wraps, sanduíches veganos), o Bauru segue ali, firme, servindo dados quentes desde 1934.
E quando você morde um Bauru bem feito, entende:
há mais engenharia numa lanchonete da São João do que em muito projeto corporativo por aí.



segunda-feira, 4 de junho de 2018

A Poesia Visual dos Animes: Onde Mora a Beleza dos Desenhos



 A Poesia Visual dos Animes: Onde Mora a Beleza dos Desenhos

Há algo de quase hipnótico em certos animes — uma harmonia entre traço, cor e silêncio que faz cada cena parecer um quadro vivo. Quem já se perdeu nas paisagens de Your Name, nas cores melancólicas de Mushishi ou na delicadeza dos gestos em Violet Evergarden sabe que há uma verdadeira poesia por trás dessas animações. Mas de onde vem essa beleza?

🌸 A origem estética: da arte tradicional japonesa ao anime moderno

O anime herda muito da estética japonesa clássica — especialmente da pintura ukiyo-e, do minimalismo zen e da filosofia wabi-sabi (a beleza do imperfeito e efêmero). Em séries como Mononoke Hime (Princesa Mononoke) ou Spirited Away, de Hayao Miyazaki, vemos composições inspiradas em gravuras de Hiroshige e Hokusai, com planos abertos, neblinas sutis e uso da natureza como espelho da alma humana.

O foco não está apenas na ação, mas no intervalo — o ma — aquele espaço entre sons, movimentos e emoções onde mora a contemplação.


🎨 Principais estilos visuais de anime

  1. Realismo poético – traços detalhados, iluminação suave e foco emocional. Exemplo: 5 Centimeters per Second (Makoto Shinkai).

  2. Estilo pictórico – uso de cores planas e texturas que lembram pintura. Exemplo: The Tale of Princess Kaguya (Isao Takahata).

  3. Expressionismo emocional – exageros visuais para expressar sentimentos. Exemplo: Evangelion (Hideaki Anno).

  4. Minimalismo atmosférico – simplicidade e silêncio como força estética. Exemplo: Mushishi (Hiroshi Nagahama).



✍️ Autores e estúdios que transformaram a animação em arte

  • Hayao Miyazaki (Studio Ghibli) – poeta da natureza e da infância.

  • Makoto Shinkai – mestre da luz e da distância emocional.

  • Masaaki Yuasa – experimenta com movimento e surrealismo visual.

  • Mamoru Hosoda – equilibra tecnologia e emoção humana.

  • Hideaki Anno – transforma a psicologia em linguagem visual.



💡 Dicas para apreciar a beleza de um anime

  • Pause. Observe os cenários como se fossem telas de pintura.

  • Note a luz: manhãs, crepúsculos e reflexos d’água são símbolos de passagem e tempo.

  • Ouça o silêncio — ele diz tanto quanto os diálogos.

  • Pesquise os bastidores: muitos animadores se inspiram em locais reais, capturando a atmosfera do cotidiano japonês.

🌅 Curiosidade final

Sabia que o termo “anime” vem de animēshon (do inglês animation) mas foi moldado com alma japonesa? Enquanto o Ocidente via animação como entretenimento, o Japão a transformou em linguagem poética e filosófica — uma forma de sentir o mundo.

A beleza dos animes está naquilo que eles não precisam explicar, mas apenas mostrar: o vento movendo o campo, o som da chuva, o olhar perdido no horizonte. É ali que a poesia nasce — entre o traço e o silêncio.

Quer que eu acrescente uma parte final com recomendações de animes poéticos (com breve descrição e autor)? Isso deixaria o post mais completo para leitores que buscam começar a explorar esse lado artístico.

terça-feira, 15 de maio de 2018

🍩 Churros Paulista: o mainframe açucarado das ruas de São Paulo

 


🍩 Churros Paulista: o mainframe açucarado das ruas de São Paulo

Por Vagner Bellacosa ☕💭

Existem sons que definem uma cidade.
Em São Paulo, é o apito do metrô, o freio do busão… e o bip-bip mágico do carro de churros subindo a rua às quatro da tarde.
Esse é o chamado ancestral da infância, o interrupt mais doce do sistema operacional da memória paulistana.

O churros, que nasceu na Espanha, atravessou o oceano e chegou ao Brasil pelas mãos dos imigrantes ibéricos e feirantes criativos. Mas foi nas ruas de São Paulo, nos anos 1970 e 1980, que ele ganhou alma própria: recheado, doce e ambulante.
Nada de café com leite e jornal. O verdadeiro lanche da tarde era um churros de doce de leite escorrendo, embalado em guardanapo e saudade.


🌆 De Madrid ao M’Boi Mirim

Na Espanha, churros se come com chocolate quente, em cafés fechados.
Em São Paulo, se come na calçada, em pé, ao som do trânsito.
O paulista, prático e faminto, não quis esperar o chocolate derreter — preferiu o recheio pronto, direto da máquina prateada que parece saída de um laboratório soviético.

O carro de churros virou parte do DNA das quebradas: inox reluzente, aroma de fritura, doce de leite fervendo, e aquele operador lendário — o sysadmin do açúcar — girando a manivela com a precisão de um programador COBOL veterano.


💾 Arquitetura de um churros perfeito

Um churros é basicamente uma transação batch de felicidade:

  • Massa quente (input).

  • Fritura crocante (processamento).

  • Doce de leite ou goiabada (output).

  • Açúcar e canela (logging).

Quando tudo roda sem erro, o resultado é um commit direto no coração.




🍯 Curiosidades e cultura

  • O primeiro carro de churros paulistano data do início dos anos 70, inspirado nas “churrerías” espanholas, mas adaptado ao estilo de rua brasileiro.

  • Nos anos 90, o churros de feira virou febre: doce de leite, chocolate, goiabada — e mais tarde, até “duplo recheio”, uma inovação que faria Turing sorrir.

  • Hoje, há food trucks gourmet tentando reinventar o clássico… mas a verdade é: churros bom é o do tio da esquina, com óleo duvidoso e amor garantido.




Bellacosa comenta

O churros paulista é o mainframe do açúcar urbano — sólido, resiliente e sempre em produção, mesmo sem contrato de manutenção.
Ele representa o Brasil como ele é: doce, criativo e um pouco improvisado.
E quando o bip-bip ecoa pela rua, não é só comida… é o ping da infância chamando pra login.