⚙️ IBM System z9 – O Mainframe da Revolução Segura
Quando a força do aço encontrou a inteligência do silício.
🧭 Introdução Técnica
Em julho de 2005, a IBM apresentou ao mundo o System z9, o sucessor direto do z990 (T-Rex).
Ele não foi apenas uma atualização: o z9 foi um recomeço arquitetônico, consolidando o 64 bits da z/Architecture, integrando criptografia por hardware e refinando o conceito de Parallel Sysplex e virtualização massiva.
Enquanto o z990 foi o gigante da força bruta, o z9 trouxe elegância técnica — foi a primeira máquina z verdadeiramente pensada para o mundo digital seguro.
🕰️ Ficha Técnica – IBM System z9
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Ano de Lançamento | 2005 (EC) / 2006 (BC) |
| Modelos | z9 EC (Enterprise Class) e z9 BC (Business Class) |
| CPU | z9 Processor Chip (CMOS 9 Geração), até 54 CPs a 1,7 GHz |
| Arquitetura | IBM z/Architecture (64 bits) |
| Sistema Operacional | z/OS 1.7 + (compatível com 1.8 e 1.9) |
| Memória máxima | 512 GB (BC) / 1,5 TB (EC) |
| Antecessor | zSeries z990 (2003) |
| Sucessor | System z10 (2008) |
🔄 O que muda em relação ao z990 (z7)
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Criptografia em hardware nativo – pela primeira vez, o mainframe passou a criptografar em tempo real dados em disco e em trânsito, sem degradar o desempenho.
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Suporte a zAAP e zIIP – os novos specialty processors descarregavam cargas Java e DB2, reduzindo custos de licença e melhorando a eficiência.
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HiperSockets 2.0 – comunicação interna TCP/IP entre LPARs com latência quase zero.
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InfiniBand Coupling Links (ICL) – substituição dos antigos canais ESCON, triplicando a velocidade do Sysplex.
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Nova geração de virtualização – até 60 LPARs simultâneas em um único frame, gerenciadas pelo PR/SM hypervisor.
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Suporte a Linux on Z amadurecido – o z9 foi o primeiro mainframe “oficialmente híbrido” com workloads corporativos e Linux rodando lado a lado.
🧠 Curiosidades Bellacosa
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O codinome de desenvolvimento era “Wolverine”, mantendo a tradição de nomes de predadores iniciada pelo T-Rex (z990).
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O z9 foi o primeiro sistema corporativo certificado pelo NIST com criptografia AES hardware nativa.
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Um único z9 EC podia processar 1,7 milhão de transações CICS por segundo.
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Cada processador z9 tinha razão de eficiência 1:1, ou seja, cada núcleo executava workloads completos sem threads compartilhadas — performance consistente e previsível.
💾 Nota Técnica
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Clock e Pipeline: o processador z9 rodava a 1,7 GHz, com pipeline de 16 estágios e 64 KB L1 cache por núcleo.
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Canal I/O: 336 canal paths por L-par (12 subchannels por I/O hub).
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zAAP (Application Assist Processor): descarregava Java, WebSphere e SOAP, liberando CPs principais.
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zIIP (Integrated Information Processor): otimizado para workloads DB2 SQL e análises complexas.
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Sysplex Timer: sincronização global de alta precisão — essencial para integridade transacional.
💡 Dicas para Profissionais e Padawans
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Explore os specialty processors: entender zAAP e zIIP é fundamental para otimização de custos de licença em ambientes modernos.
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Reveja a segurança: o modelo de criptografia end-to-end introduzido no z9 é a base do conceito de “Pervasive Encryption” adotado no z14.
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Observe a herança: muito do que o z10 e z13 aperfeiçoaram (núcleos multithread, virtualização Linux, eficiência energética) nasceu aqui.
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Para aulas: o z9 é ótimo exemplo de transição da era “mecânica e monolítica” para a era do mainframe “inteligente e modular”.
🧬 Origem e História
O System z9 foi apresentado ao público em 26 de julho de 2005, no evento IBM zSeries Launch New York.
Era o resultado direto de três anos de pesquisa sobre o protótipo z8, nunca lançado comercialmente, que serviu de base para suas inovações em interconexão e criptografia.
A família z9 introduziu também o conceito de Business Class (BC) — uma versão mais acessível do mainframe para empresas de médio porte.
Essa estratégia foi decisiva para manter o IBM Z como centro da infraestrutura corporativa global, quando todos previam o “fim do mainframe”.
☕ Conclusão Bellacosa
O System z9 foi o ponto de virada: trouxe o mainframe para a era da internet segura, da virtualização flexível e da eficiência econômica.
Dele derivaram conceitos que até hoje movem as gerações z10, z13 e z14.
“O z9 ensinou ao mundo que o mainframe não envelhece — ele evolui.”
— Bellacosa Mainframe
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