domingo, 6 de julho de 2008

☕ IBM MQ – State-of-the-art Resilience

 

Bellacosa Mainframe apresenta o IBM MQ
☕ IBM MQ – State-of-the-art Resilience

Alta disponibilidade não é luxo. É sobrevivência. (e o mainframe sempre soube disso)

Vamos começar pelo óbvio — aquele óbvio que só dói quando falha.
Se o e-commerce cai, você fica irritado.
Se o banco cai, o país inteiro sente.
Se logística, pagamentos ou supply chain param… bem-vindo ao caos operacional, manchetes negativas e reuniões “quentes” com o board.

👉 Resiliência hoje não é diferencial técnico. É requisito de negócio.

E é exatamente aqui que o IBM MQ entra em modo mainframe mindset:

falhar pode até acontecer — parar, não.


🧠 Um pouco de história (porque nada nasce ontem)

Mensageria sempre foi o “sistema nervoso” das arquiteturas corporativas.
No mainframe, isso já era verdade quando REST ainda era só uma palavra em inglês comum.

O IBM MQ (ex-WebSphere MQ, para os old school 😏) nasceu com um princípio simples e poderoso:

mensagem persistente não se perde. ponto.

Enquanto o mundo distribuído moderno corre atrás de eventual consistency, o MQ sempre jogou no modo consistência forte + durabilidade.

E agora, com Native High Availability (NHA) e Cross Region Replication (CRR), ele elevou esse jogo para o nível cloud + geo + compliance.


🧱 Native High Availability (NHA)

Alta disponibilidade… sem gambiarra externa

Vamos direto ao ponto:
NHA é alta disponibilidade nativa, de verdade.

Nada de:

  • storage replicado caríssimo 💸

  • drivers de kernel obscuros

  • cluster manager de terceiros

  • dependência de “caixinhas mágicas”

👉 O próprio IBM MQ resolve.

🔑 Como funciona?

  • 3 nós (leader / followers)

  • Baseado no algoritmo de consenso Raft (sim, o mesmo conceito usado em sistemas distribuídos sérios)

  • Quórum síncrono:

    • mensagem só é confirmada quando escrita em pelo menos 2 nós

    • resultado? RPO = zero (nenhuma mensagem perdida)

📌 Easter egg técnico:

Se você viveu o mundo de DB2 Data Sharing, isso vai soar familiar. O conceito é diferente, mas a filosofia é a mesma: consistência acima de tudo.

⚡ Recuperação em segundos

Falhou um nó?

  • detecção rápida

  • eleição automática

  • retomada quase imediata

Tudo isso:

  • em VM

  • bare metal

  • containers (Kubernetes / OpenShift)

Sem reescrever arquitetura. Sem dor.

🔐 Segurança e operação

  • Comunicação entre nós com TLS

  • Atualizações rolling upgrade

  • Sem downtime relevante

👉 Operacionalmente simples.
👉 Arquiteturalmente elegante.
👉 Auditor-friendly (alô, bancos e regulados 👀).


🌍 Cross Region Replication (CRR)

Quando o problema não é o servidor… é o mapa

Agora vamos falar de desastre de verdade:
região inteira fora do ar.
datacenter indisponível.
zona geográfica comprometida.

É aqui que entra o CRR.


🎯 Objetivo do CRR

Garantir resiliência geográfica com:

  • alta performance

  • baixo impacto de latência

  • custo otimizado

Tudo isso sem replicação de disco tradicional.


📉 O problema das soluções antigas

Replicação baseada em storage:

  • replica log + arquivos de fila

  • duplica tráfego de rede

  • snapshot de 15 minutos (ou pior)

  • custo alto em cloud 🌩️

📌 Tradução Bellacosa:

você paga mais, replica mais dados… e ainda perde mensagens no meio do caminho.


🚀 O diferencial do CRR

O CRR faz algo muito mais inteligente:

  • replica somente o que é necessário

  • usa compressão eficiente

  • protege o primário contra lentidão do remoto (latency protection)

  • permite switchover planejado com RPO zero

👉 Mesmo sendo assíncrono, um planned switchover não perde nenhuma mensagem.

Isso é ouro puro para:

  • DR corporativo

  • auditorias

  • testes reais de contingência

  • ambientes regulados


🔄 Active / Active? Sim, senhor.

O CRR permite:

  • alternar primário ↔ secundário

  • ou até operar queue managers ativos em ambos os sites

📌 Easter egg arquitetural:

aqui o MQ começa a conversar de igual para igual com arquiteturas distribuídas modernas — só que sem abrir mão da confiabilidade “old school”.


🧾 Persistência: o detalhe que muda tudo

Lembrete importante (e muita gente esquece):

📝 IBM MQ sempre grava mensagens persistentes no log transacional.
Se a fila estoura memória ou precisa ir para disco:

  • arquivos de fila garantem durabilidade

  • recuperação consistente após falha

O CRR entende isso profundamente — por isso não replica disco bruto, mas sim o estado lógico necessário para reconstrução perfeita.

Resultado?

  • menos tráfego

  • menos custo

  • mais controle


🧩 NHA + CRR = mentalidade mainframe no mundo cloud

Quando você junta:

  • NHA (resiliência local, RPO zero, failover rápido)

  • CRR (resiliência geográfica, DR real, switchover sem perda)

Você tem algo raro hoje em dia:

resiliência enterprise sem complexidade externa

Sem Frankenstein arquitetural.
Sem depender de “mais uma ferramenta”.
Sem sustos na madrugada.


☕ Comentário final (estilo Bellacosa)

O mercado redescobriu agora o que o mainframe sempre soube:

alta disponibilidade não é só estar no ar — é garantir integridade, consistência e previsibilidade quando tudo dá errado.

O IBM MQ, com NHA e CRR, mostra que:

  • dá pra ser moderno

  • distribuído

  • cloud-ready

  • sem abrir mão da confiabilidade raiz

No fim do dia, não é sobre tecnologia.
É sobre confiança.

E confiança…
👉 não se replica com snapshot de 15 minutos.