| Bellacosa Mainframe apresenta o IBM MQ |
Alta disponibilidade não é luxo. É sobrevivência. (e o mainframe sempre soube disso)
Vamos começar pelo óbvio — aquele óbvio que só dói quando falha.
Se o e-commerce cai, você fica irritado.
Se o banco cai, o país inteiro sente.
Se logística, pagamentos ou supply chain param… bem-vindo ao caos operacional, manchetes negativas e reuniões “quentes” com o board.
👉 Resiliência hoje não é diferencial técnico. É requisito de negócio.
E é exatamente aqui que o IBM MQ entra em modo mainframe mindset:
falhar pode até acontecer — parar, não.
🧠 Um pouco de história (porque nada nasce ontem)
Mensageria sempre foi o “sistema nervoso” das arquiteturas corporativas.
No mainframe, isso já era verdade quando REST ainda era só uma palavra em inglês comum.
O IBM MQ (ex-WebSphere MQ, para os old school 😏) nasceu com um princípio simples e poderoso:
mensagem persistente não se perde. ponto.
Enquanto o mundo distribuído moderno corre atrás de eventual consistency, o MQ sempre jogou no modo consistência forte + durabilidade.
E agora, com Native High Availability (NHA) e Cross Region Replication (CRR), ele elevou esse jogo para o nível cloud + geo + compliance.
🧱 Native High Availability (NHA)
Alta disponibilidade… sem gambiarra externa
Vamos direto ao ponto:
NHA é alta disponibilidade nativa, de verdade.
Nada de:
-
storage replicado caríssimo 💸
-
drivers de kernel obscuros
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cluster manager de terceiros
-
dependência de “caixinhas mágicas”
👉 O próprio IBM MQ resolve.
🔑 Como funciona?
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3 nós (leader / followers)
-
Baseado no algoritmo de consenso Raft (sim, o mesmo conceito usado em sistemas distribuídos sérios)
-
Quórum síncrono:
-
mensagem só é confirmada quando escrita em pelo menos 2 nós
-
resultado? RPO = zero (nenhuma mensagem perdida)
-
📌 Easter egg técnico:
Se você viveu o mundo de DB2 Data Sharing, isso vai soar familiar. O conceito é diferente, mas a filosofia é a mesma: consistência acima de tudo.
⚡ Recuperação em segundos
Falhou um nó?
-
detecção rápida
-
eleição automática
-
retomada quase imediata
Tudo isso:
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em VM
-
bare metal
-
containers (Kubernetes / OpenShift)
Sem reescrever arquitetura. Sem dor.
🔐 Segurança e operação
-
Comunicação entre nós com TLS
-
Atualizações rolling upgrade
-
Sem downtime relevante
👉 Operacionalmente simples.
👉 Arquiteturalmente elegante.
👉 Auditor-friendly (alô, bancos e regulados 👀).
🌍 Cross Region Replication (CRR)
Quando o problema não é o servidor… é o mapa
Agora vamos falar de desastre de verdade:
região inteira fora do ar.
datacenter indisponível.
zona geográfica comprometida.
É aqui que entra o CRR.
🎯 Objetivo do CRR
Garantir resiliência geográfica com:
-
alta performance
-
baixo impacto de latência
-
custo otimizado
Tudo isso sem replicação de disco tradicional.
📉 O problema das soluções antigas
Replicação baseada em storage:
-
replica log + arquivos de fila
-
duplica tráfego de rede
-
snapshot de 15 minutos (ou pior)
-
custo alto em cloud 🌩️
📌 Tradução Bellacosa:
você paga mais, replica mais dados… e ainda perde mensagens no meio do caminho.
🚀 O diferencial do CRR
O CRR faz algo muito mais inteligente:
-
replica somente o que é necessário
-
usa compressão eficiente
-
protege o primário contra lentidão do remoto (latency protection)
-
permite switchover planejado com RPO zero
👉 Mesmo sendo assíncrono, um planned switchover não perde nenhuma mensagem.
Isso é ouro puro para:
-
DR corporativo
-
auditorias
-
testes reais de contingência
-
ambientes regulados
🔄 Active / Active? Sim, senhor.
O CRR permite:
-
alternar primário ↔ secundário
-
ou até operar queue managers ativos em ambos os sites
📌 Easter egg arquitetural:
aqui o MQ começa a conversar de igual para igual com arquiteturas distribuídas modernas — só que sem abrir mão da confiabilidade “old school”.
🧾 Persistência: o detalhe que muda tudo
Lembrete importante (e muita gente esquece):
📝 IBM MQ sempre grava mensagens persistentes no log transacional.
Se a fila estoura memória ou precisa ir para disco:
-
arquivos de fila garantem durabilidade
-
recuperação consistente após falha
O CRR entende isso profundamente — por isso não replica disco bruto, mas sim o estado lógico necessário para reconstrução perfeita.
Resultado?
-
menos tráfego
-
menos custo
-
mais controle
🧩 NHA + CRR = mentalidade mainframe no mundo cloud
Quando você junta:
-
NHA (resiliência local, RPO zero, failover rápido)
-
CRR (resiliência geográfica, DR real, switchover sem perda)
Você tem algo raro hoje em dia:
resiliência enterprise sem complexidade externa
Sem Frankenstein arquitetural.
Sem depender de “mais uma ferramenta”.
Sem sustos na madrugada.
☕ Comentário final (estilo Bellacosa)
O mercado redescobriu agora o que o mainframe sempre soube:
alta disponibilidade não é só estar no ar — é garantir integridade, consistência e previsibilidade quando tudo dá errado.
O IBM MQ, com NHA e CRR, mostra que:
-
dá pra ser moderno
-
distribuído
-
cloud-ready
-
sem abrir mão da confiabilidade raiz
No fim do dia, não é sobre tecnologia.
É sobre confiança.
E confiança…
👉 não se replica com snapshot de 15 minutos.
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