| Bellacosa Mainframe comenta o dia que previram a morte do Morte, disparates de Steven Alsop em 1993 |
O dia em que decretaram a morte do mainframe
Salve jovem padawan, ouve um dia que resolveram matar o Mainframe e ainda futurolicamente ao estilo Mãe Dinah, dera a data prevista da morte, foi aquela explosão nos meios de comunicações jornais e revistas dos 4 cantos do globo, repetiram e republicaram o artigo e no fim....
Por isso jovem padawan, tenha cuidado com Buzzword, hype, pessoal maluco de marketing e consultores que ganham comissão. Antes de defender uma ideia, advogar uma stack, estude, leia se informe, para não pagar micos historicos estilo Alsop.
Virou meme
(E a sopa de letrinhas que veio depois…)
Em 8 de março de 1993, o jornalista Stewart Alsop publicou um artigo com um título provocativo:
“IBM still has the brains to be a player in client/server platforms”
No meio do texto, uma frase ficou marcada na história da tecnologia:
“Eu acredito que ainda há sinais de vida inteligente dentro da IBM.”
Naquele momento, o mercado estava em êxtase com client/server. O discurso dominante era claro:
- O mainframe é caro
- O mainframe é legado
- O futuro é distribuído
- O dinossauro vai morrer
E a IBM?**
Estava sendo pressionada, questionada e subestimada.
📉 O clima da época
Era o início dos anos 90.
- Unix crescendo
- Servidores departamentais surgindo
- PCs ficando mais poderosos
- A arquitetura centralizada sendo chamada de “ultrapassada”
Especialistas previam que o último mainframe seria desligado em poucos anos.
Sim.
Havia previsão com data.
O fim era “inevitável”.
🧠 O que quase ninguém percebeu
Enquanto o mercado falava em “morte”…
A IBM estava:
- Reformulando arquitetura
- Investindo em sistemas distribuídos
- Explorando microkernel
- Trabalhando com orientação a objetos
- Pensando integração corporativa
Ela não estava parada.
Estava se reinventando.
🍲 A famosa sopa de letrinhas
https://youtube.com/shorts/Pqo4JrnYc3Q
Anos depois, a história cobrou seu preço.
Stewart Alsop acabou se aposentando — mas antes disso, foi confrontado com suas previsões equivocadas.
O que aconteceu?
Ele precisou fazer uma fotografia histórica comendo uma sopa de letrinhas, simbolicamente “engolindo suas palavras” por ter decretado o fim do mainframe.
A imagem virou um marco.
Um lembrete eterno de que previsões tecnológicas costumam envelhecer mal.
📈 O que aconteceu depois?
O mainframe não morreu.
| Em 2003 Steven Alsop ja aposentado foi obrigado a se retratar e comer as proprias palavras |
Ele:
- Downsize virou poeira
- Rightsize derrapou na curva
- Y2K libertou os reptlianos
- Absorveu o modelo client/server
- Tornou-se backbone da internet banking
- Sustentou e-commerce global
- Veio a Cloud
- Veio o Green Mainframe
- Evoluiu para Linux on Z
- Entrou na era da criptografia massiva
- Incorporou IA embarcada em hardware
Enquanto muitas empresas que apostaram no “fim do mainframe” desapareceram…
O mainframe continuou processando trilhões de dólares por dia.
Silenciosamente.
🎯 A grande lição
O problema nunca foi a tecnologia.
Foi a narrativa.
Toda década alguém decreta:
- O fim do mainframe
- O fim do COBOL
- O fim do z/OS
- O fim do processamento centralizado
E toda década o mainframe responde da mesma forma:
Com disponibilidade. Com segurança. Com escala. Com resultado.
☕ Reflexão final
O episódio da sopa de letrinhas não é sobre constranger um jornalista.
É sobre lembrar que:
Tecnologia corporativa não é moda. É missão crítica.
E missão crítica não morre por tendência de mercado.
Ela evolui.
Se você é profissional de tecnologia, pergunte-se:
Você está seguindo o hype… Ou está entendendo arquitetura?
Porque enquanto o hype muda a cada cinco anos, o mainframe continua sustentando o sistema financeiro do planeta.
E isso não é previsão.
É fato histórico.
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