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domingo, 12 de junho de 2016

Po meu da um sossego

Bellacosa Mainframe tirem a camera do vagner

Poh meu da um sossego 

...e não acontece nada de interessante.


Nosso amigo Vaguinho em busca de um video interessante bem que tenta, tenta, mas o gato ta de boa... não quer nada com nada.



Olha curioso para a camera, relaxa, espia, mas não faz nada. Fica ali paradinho descansando. O cara bem que tenta... mia... faz graça... provoca... ate que desiste.

E enfim o gato se livrou do chato e pode retornar para seu descanso sossegadinho.



📝 Nota especial — Dez anos depois, o gato finalmente resolveu se pronunciar

Dez anos depois, revejo este pequeno vídeo e percebo uma coisa maravilhosa:

absolutamente nada aconteceu.

E talvez seja exatamente por isso que hoje gosto tanto dele.

Não havia aniversário.

Não havia viagem.

Não havia festa.

Não havia apresentação.

Não havia acontecimento extraordinário algum.

Havia apenas um gato descansando e um cidadão chamado Vaguinho absolutamente convencido de que precisava acontecer alguma coisa diante daquela câmera.

Eu tentava.

Miava.

Fazia graça.

Chamava.

Provocava.

Aproximava a câmera.

E o gato?

O gato já havia compreendido uma filosofia que eu levaria muitos anos para aprender:

nem todo momento precisa produzir alguma coisa.

Às vezes podemos simplesmente ficar ali.


🐈 O protagonista se manifesta dez anos depois

Para fins de justiça histórica, entretanto, acho que está na hora de permitir que o verdadeiro protagonista apresente sua versão dos acontecimentos.

Imaginemos nosso gato agora velhinho.

Mais lento.

Talvez com alguns pelos brancos.

Especialista em cochilos.

Veterano de inúmeras tardes improdutivas.

Ele assiste ao vídeo de 2016, ajeita-se confortavelmente sobre uma almofada e começa sua reclamação:

— Ah, então finalmente resolveram ouvir a minha versão?

Pois muito bem.

Primeiro ponto: eu estava dormindo.

Não estava “sem fazer nada”.

Estava realizando uma atividade felina perfeitamente legítima chamada descanso.

Existe diferença.


🐾 Ponto 2 — Eu nunca pedi para participar desse vídeo

Aquele sujeito apareceu com uma câmera.

Ninguém apresentou contrato.

Ninguém perguntou sobre disponibilidade.

Não houve negociação de cachê.

Nem sequer ofereceram sachê.

Simplesmente apareceu Vaguinho:

— Miau!

E eu pensando:

“Meu amigo... você não é um gato.”


😾 Ponto 3 — O cidadão começou a miar

Precisamos falar seriamente sobre isso.

Eu sou gato.

Eu conheço miado.

Aquilo definitivamente não era miado.

Era um humano adulto produzindo ruídos estranhos enquanto segurava uma câmera.

Olhei por curiosidade profissional.

Nada mais.

Meu olhar não significava:

“Continue.”

Significava:

“O que há de errado com você?”


📹 Ponto 4 — A câmera continuava chegando perto

Eu olhava para a lente.

Ele interpretava como interesse.

Eu desviava.

Ele tentava novamente.

Eu relaxava.

Ele fazia graça.

Eu fechava os olhos.

Ele miava.

Foi quando compreendi que estava participando de um experimento científico:

quanto tempo um humano demora para perceber que um gato quer ficar sozinho?

Resultado registrado naquele dia:

muito.


🐈‍⬛ Ponto 5 — “Não acontece nada de interessante”

Esta acusação permaneceu registrada durante dez anos e desejo finalmente contestá-la.

Aconteceram diversas coisas interessantes.

Eu respirei.

Mudei ligeiramente a posição da pata.

Olhei para a câmera.

Piscaram meus olhos.

Mexi uma orelha.

Voltei a descansar.

Para um gato, foi praticamente uma tarde movimentadíssima.

O problema era a expectativa editorial do cinegrafista.


😼 Ponto 6 — Quem desistiu primeiro?

Vaguinho.

Portanto:

GATO 1 × 0 CINEGRAFISTA

Não precisei correr.

Não precisei atacar.

Não precisei esconder-me.

Não precisei derrubar a câmera.

Utilizei uma técnica felina ancestral:

resistência passiva através da absoluta falta de interesse.

Funcionou perfeitamente.

O humano cansou.

Foi embora.

E finalmente pude retornar ao meu cochilo.


⏳ Mas então passaram dez anos...

Aqui nosso velho gato provavelmente ficaria alguns segundos em silêncio.

Olharia novamente para aquela versão jovem dele mesmo na tela.

Talvez reconhecesse o quarto.

Talvez reconhecesse aquela voz irritante miando atrás da câmera.

E provavelmente reclamaria mais uma vez:

— Você miava muito mal, Vaguinho.

Mas talvez acrescentasse:

— Ainda bem que filmou.

Porque hoje aquele vídeo guarda algo que nenhum dos dois sabia que precisava ser guardado.

Uma tarde absolutamente comum.

Um gato descansando.

Uma câmera ligada.

Uma pessoa fazendo graça.

Alguns minutos em que ninguém estava preocupado em construir uma memória.

Estávamos simplesmente vivendo.


📼 O valor extraordinário do absolutamente banal

Com o passar dos anos, comecei a perceber que os vídeos mais preciosos nem sempre são aqueles dos grandes acontecimentos.

Temos fotografias dos aniversários.

Vídeos das festas.

Registros das viagens.

Cerimônias.

Apresentações.

Esses momentos naturalmente pedem uma câmera.

Mas quem pensa em filmar uma tarde em que um gato não fez absolutamente nada?

Pouca gente.

E justamente por isso esse vídeo hoje me parece tão bonito.

Ele preservou o cotidiano.

Aquele pedaço da vida que normalmente desaparece sem deixar arquivo.


🐈 Parecer final do gato

Depois de assistir novamente às provas, nosso velho felino apresenta suas conclusões:

PROCESSO: GATO x VAGUINHO

ANO_DO_FATO: 2016

ACUSAÇÃO: NÃO FAZER NADA INTERESSANTE

DEFESA: ESTAVA DESCANSANDO

AGRAVANTE: HUMANO MIANDO SEM AUTORIZAÇÃO

CACHÊ RECEBIDO: ZERO SACHÊS

PACIÊNCIA FELINA: ADMIRÁVEL

CINEGRAFISTA: INSISTENTE

RESULTADO: GATO ABSOLVIDO

E acrescenta uma última observação aos autos:

— Dez anos depois você ainda está falando daquele dia?

Estou.

— E ainda está mostrando o vídeo?

Estou.

— Então alguma coisa interessante aconteceu, não aconteceu?

...

Touché, gato.

Touché.


Talvez seja essa a pequena ironia escondida naquela filmagem.

Vaguinho passou vários minutos tentando fazer o gato produzir alguma coisa interessante.

O gato recusou.

Dez anos depois, justamente porque ele recusou, o vídeo tornou-se interessante.

Hoje podemos apertar PLAY e encontrar novamente aquele quarto.

Aquela tarde.

Aquele bichano.

E aquele cidadão inconveniente tentando conversar em felinês.

📹 CAMERA = REC

😾 GATO = SEM_PACIÊNCIA

🗣️ VAGUINHO = MIAU_MIAU_MIAU

🐈 RESPOSTA = ...

TEMPO = +10 ANOS

❤️ MEMÓRIA = AINDA_AQUI

E consigo imaginar o velho gato levantando-se lentamente, espreguiçando-se, olhando uma última vez para mim e encerrando definitivamente o processo:

— Muito bonito, Vaguinho.

— Obrigado.

— Agora...

pô, meu... dá um sossego.

🐈❤️📼




Um gato bem curioso

Bellacosa Mainframe e as aventuras de um gato bem curioso

Um gato bem curioso

Um gato preto cheio de curiosidade


A brincadeira continua dessa vez temos um quarto cheio de gatos... com um gato pretinho bem mansinho e muito curioso que a todo momento queria pegar a camera...

Os bichanos ficaram maluquinhos com a filmagem, muita curiosidade e tentando descobrir o por que do palhaço ficar miando.

📝 Nota especial — O gato que queria operar a câmera

Revendo este vídeo tantos anos depois, percebo que naquele quarto havia dois experimentos acontecendo simultaneamente.

Nós estávamos observando os gatos.

E os gatos estavam estudando a gente.

O ambiente já era suficientemente interessante: um quarto cheio de bichanos, cada um reagindo àquela movimentação do seu próprio jeito.

Mas havia um pequeno gato preto particularmente curioso.

Mansinho.

Atento.

E aparentemente convencido de que aquela câmera precisava urgentemente passar por uma auditoria felina.

Eu apontava a câmera para ele.

Ele vinha investigar a câmera.

Eu afastava.

Ele aproximava.

Provavelmente, se tivesse polegar opositor, em algum momento teria assumido a filmagem.


🐈‍⬛ O verdadeiro diretor

Para nós, aquilo era uma câmera.

Para ele?

Um objeto estranho.

Com lente.

Movimentando-se.

Apontando para todo mundo.

Segurado por um humano suspeito.

Naturalmente precisava ser inspecionado.

GATO_PRETO.CURIOSIDADE = 100%

CAMERA = OBJETO_SUSPEITO

DISTANCIA_DA_LENTE = DIMINUINDO

OPERADOR_HUMANO = SOB_INVESTIGAÇÃO

E quanto mais eu filmava, mais curioso ele ficava.


🤡 Então havia o palhaço que miava

Porque aparentemente colocar vários gatos dentro de um quarto não era suficientemente estranho.

Precisávamos também de um palhaço miando.

E aí imagino a reunião extraordinária do conselho felino:

— Miau?

— Miau.

— MIAU?!

Alguns olhavam.

Outros procuravam.

Alguns tentavam descobrir de onde vinha aquele som.

Porque existe algo profundamente errado, do ponto de vista de um gato, quando você escuta outro gato...

mas encontra um palhaço.

Isso claramente exigia investigação.


📹 E novamente a câmera guardou aquilo que ninguém planejou guardar

Naquele momento era apenas brincadeira.

Gatos curiosos.

Um pretinho querendo pegar a câmera.

Um palhaço miando.

Risadas.

Bagunça.

Nada particularmente importante.

Até o tempo passar.

Então o vídeo muda.

Você deixa de assistir apenas ao que aconteceu e começa a observar detalhes.

O quarto.

Os objetos.

As vozes.

Os bichanos.

A maneira como brincávamos.

E aquele pequeno gato preto, eternamente curioso, aproximando-se outra vez da lente.

🐈‍⬛ BICHANO = CURIOSO

🤡 PALHAÇO = MIANDO

📹 CAMERA = SOB_ATAQUE

🐱 GATOS = MALUQUINHOS

❤️ MEMORIA = RECUPERADA

Talvez ele nunca tenha descoberto por que o palhaço estava miando.

Também não conseguiu descobrir exatamente o que havia dentro daquela câmera.

Mas uma coisa ele conseguiu.

Sem saber.

Entrou para o backup.

E tantos anos depois ainda podemos apertar PLAY e encontrar aquele pequeno gato preto chegando novamente bem pertinho da lente...

curioso para descobrir que diabos Vaguinho estava fazendo com aquele negócio. 🐈‍⬛📹

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2016/06/um-gato-bem-curioso.html

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2016/06/po-meu-da-um-sossego.html

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2010/11/maneki-neko-o-gato-que-da-ipl-na-sorte.html


sábado, 13 de abril de 1996

Distrito de Cidade de Sao Pedro em Santana do Parnaiba

A vida selvagem na cidade de São Pedro


Em 1996 as glebas A e B eram as únicas ocupadas e desenvolvidas, existiam ainda chacaras e sítios perdidos entre o crescimento desordenado. Esta pressao obrigava a vida selvagem ate os humanos, eis alguns dos exemplares que minha camera capturou.


Na epoca andava de uma lado a outro, tomava banho nos açudes, acampava na colina, refrescava-me na biquinha e zanzava ate o polvilho em busca de diversao.

Nesta fotos temos quatis, sapinhos, lagartos, bodes e cabritas todos coabitando tranquilamente entre as casinhas.
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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