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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

🦋 Animais e Insetos nos Animes – a fauna simbólica do Japão!

Bellacosa Mainframe e animais e insetos em animes


 🦋 Animais e Insetos nos Animes – a fauna simbólica do Japão!

Você já reparou que em alguns animes aparecem borboletas azuis, corvos falantes ou raposas misteriosas? 🦊
Nada é por acaso! No Japão, os animais e até os insetos têm significados espirituais e emocionais muito antigos — herança do xintoísmo e do budismo, onde a natureza é viva e cheia de mensagens.

Hoje, o blog Bellacosa te convida a decifrar o que o Japão realmente quer dizer quando coloca um bicho em cena. 🌸



🦊 1. Raposa (Kitsune) – o mensageiro entre mundos

A kitsune é talvez o símbolo mais poderoso da mitologia japonesa.
Ela representa sabedoria, transformação e travessura espiritual. Pode ser um guardião divino ou um enganador, dependendo da história.

🌀 Exemplo: em Naruto, a Raposa de Nove Caudas (Kyūbi) é a força bruta e espiritual que vive dentro do herói — poder e caos coexistindo.
Já em Spirited Away, as máscaras de kitsune remetem a espíritos guardiões.

💡 Curiosidade Bellacosa: as raposas brancas estão ligadas ao deus Inari, protetor das colheitas e dos comerciantes — por isso santuários cheios de estátuas de kitsune são comuns no Japão.


🦋 2. Borboleta – a alma e o efêmero

A borboleta simboliza a transformação e a impermanência da vida.
Quando aparece, prepare-se para algo poético ou triste: o voo leve, a despedida, o renascimento.

🌸 Exemplo: em Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer), Shinobu Kocho é a “Borboleta da Morte”, representando graça, veneno e redenção.
Em Bleach, as borboletas negras (Hell Butterflies) são mensageiras dos shinigamis — literal ponte entre a vida e a morte.

💬 Dica Bellacosa: se uma borboleta aparece silenciosa em cena, preste atenção: alguém vai morrer, mudar... ou evoluir espiritualmente.


🐸 3. Sapo (Kaeru) – retorno e sorte

No Japão, “kaeru” (sapo) também significa “voltar”.
Por isso, ele é um símbolo de retorno seguro, sorte e viagem feliz.
Mochileiros japoneses carregam mini sapos como amuletos para voltar em segurança!

🎬 Exemplo: em Spirited Away, há vários sapos no banho dos espíritos — uma metáfora sobre transformação e purificação.
E o Mestre Jiraiya, em Naruto, usa o sapo como animal espiritual: sabedoria, humor e coragem.


🐦 4. Corvo (Karasu) – presságio e proteção

O corvo é ambíguo: mensageiro dos deuses, mas também símbolo de morte e recomeço.
Na cultura xintoísta, o Yatagarasu, corvo de três patas, guia os humanos em tempos sombrios.

Exemplo: em Haikyuu!!, o time principal se chama Karasuno (Escola dos Corvos) — e não é à toa: os corvos se adaptam, sobrevivem e observam tudo do alto.
Em Naruto, Itachi Uchiha usa corvos como projeção espiritual — prenúncio de tragédia e sabedoria.


🐈 5. Gato (Neko) – sorte, mistério e travessia

Gatos são onipresentes em animes. De fofos a sobrenaturais, eles simbolizam independência, sorte e conexão espiritual.
No Japão, acredita-se que o gato vê o mundo dos espíritos.

😺 Exemplo: o Maneki Neko (gato com a patinha levantada) aparece em lojas e também em animes como Sailor Moon (Luna!) e Natsume Yuujinchou.
Eles trazem boa sorte e servem como guias entre realidades.

💡 Curiosidade: um gato com a patinha direita levantada atrai dinheiro; com a esquerda, atrai amigos.


🐍 6. Cobra (Hebi) – proteção, renascimento e medo

A cobra no Japão é vista como guardiã espiritual — mensageira de deuses, símbolo de sabedoria e renovação.
Mas também representa o medo do desconhecido e o poder oculto.

🐍 Exemplo: em Bleach, o personagem Orochimaru (nome direto da lenda da serpente branca) incorpora tudo isso: inteligência, obsessão e imortalidade.


🐦‍⬛ 7. Grilo e Cigarra – o som da vida que passa

Esses insetos têm papel poético nos animes.
O som das cigarras no verão japonês é quase um relógio emocional — marcando o tempo, o calor e o fim de ciclos.

🎐 Exemplo: em The Garden of Words e Your Name, o canto das cigarras anuncia o fim de uma era, o adeus, a mudança de estação.
O grilo, por outro lado, simboliza persistência e esperança.

💬 Dica Bellacosa: quando as cigarras cantam e o protagonista olha pro céu... não é só natureza, é o tempo dizendo “nada dura pra sempre”.


🕊️ 8. Pássaros em geral – liberdade, fuga e destino

Quando vemos pássaros voando em direção ao horizonte em um anime, é o símbolo da liberdade e da transição.
Eles aparecem para marcar o crescimento de um personagem ou o fim de um arco emocional.

🪶 Exemplo: em Anohana e Naruto Shippuden, bandos de pássaros sempre acompanham despedidas e recomeços — o ciclo da vida em forma de voo.


🐉 9. Dragão (Ryū) – poder divino e equilíbrio

Diferente do dragão ocidental, o japonês é símbolo de sabedoria, proteção e harmonia entre os elementos.
É uma figura sagrada, associada à água e ao equilíbrio do mundo.

🌊 Exemplo: em Spirited Away, Haku é literalmente um espírito-dragão do rio esquecido — força da natureza e lembrança espiritual.


🦋 Lista Bellacosa de Animais e Insetos Comuns nos Animes

AnimalSignificadoExemplo de Anime
Raposa (Kitsune)Espiritualidade, travessuraNaruto, Spirited Away
BorboletaMorte, transformaçãoDemon Slayer, Bleach
SapoRetorno, sorteNaruto, Spirited Away
CorvoPresságio, sabedoriaNaruto, Haikyuu!!
GatoSorte, mistérioSailor Moon, Natsume Yuujinchou
CobraRenovação, poder ocultoBleach, Naruto
CigarraTempo, fim de cicloYour Name, Clannad
GriloEsperança, persistênciaSummer Wars
DragãoForça espiritual, equilíbrioSpirited Away, Dragon Ball
PássaroLiberdade, despedidaAnohana, Naruto Shippuden

💡 Dica do Sensei Bellacosa

Em animes, os animais não aparecem só pra “fazer fofura”.
Eles são espelhos da alma dos personagens, metáforas vivas da jornada interior.
Se você prestar atenção, vai perceber que todo animal surge na hora certa — como um mestre silencioso. 🐾


Conclusão:
A fauna dos animes é um mapa espiritual disfarçado de estética.
Cada borboleta, gato ou corvo conta uma história sobre o humano que ainda existe em nós.
Da próxima vez que vir uma raposa sorrindo no escuro... talvez ela esteja tentando te contar algo que só o Japão entende. 🦊

#BellacosaMainframe #AnimeParaPadawans #SimbolismoJapones #AnimaisNosAnimes #OtakuCultural

domingo, 25 de novembro de 2018

Uma aventura na historia os Gatos e seu papel no sobrenatural

Bellacosa Mainframe e o gato através dos tempos

Uma aventura na historia os Gatos e seu papel no sobrenatural

🇪🇬 Egito: o gato virou quase um deus

No Egito Antigo, os gatos eram extremamente úteis.

O Nilo permitia enormes colheitas de trigo, mas isso atraía:

  • Ratos

  • Cobras

  • Escorpiões

Os gatos protegiam os estoques de alimento.

Para uma civilização agrícola, isso significava literalmente sobrevivência.

Com o tempo, passaram de animais úteis para animais sagrados.

Bastet

A deusa Bastet era representada como:

  • Mulher com cabeça de gato

  • Ou gato doméstico

Ela simbolizava:

  • Fertilidade

  • Proteção

  • Maternidade

  • Lar

  • Prosperidade

Matar um gato podia ser punido com a morte.

Quando um gato doméstico morria:

  • Algumas famílias raspavam as sobrancelhas em luto.

  • O animal podia ser mumificado.

Milhões de múmias de gatos já foram encontradas por arqueólogos.

Por que isso aconteceu?

Porque os egípcios enxergavam uma conexão direta:

Gato = proteção da comida = sobrevivência da sociedade.


🇯🇵 Japão: respeito, admiração e medo

O caso japonês é diferente.

Os gatos chegaram ao Japão por volta do século VI vindos da China.

Inicialmente protegiam:

  • Manuscritos budistas

  • Pergaminhos

  • Armazéns de arroz

Mas os japoneses desenvolveram uma visão animista do mundo.


O xintoísmo mudou tudo

No xintoísmo existe a ideia de que:

  • Montanhas têm espírito.

  • Árvores têm espírito.

  • Rios têm espírito.

  • Animais têm espírito.

Não existe uma separação rígida entre o natural e o sobrenatural.

Assim, um gato não era apenas um gato.

Ele podia acumular energia espiritual.


O comportamento dos gatos intrigava

Os japoneses observavam que gatos:

  • Enxergam no escuro.

  • Ficam acordados à noite.

  • Parecem olhar para o vazio.

  • Reagem a coisas invisíveis.

Isso gerou perguntas.

"Será que eles veem espíritos?"

Daí surgiram:

  • Bakeneko

  • Nekomata

  • Maneki-neko

O gato tornou-se simultaneamente:

  • Protetor

  • Mensageiro espiritual

  • Criatura sobrenatural

Por isso o Japão mistura admiração e temor.


🇪🇺 Europa: o gato virou suspeito

Aqui a história muda completamente.

Durante a Antiguidade, os romanos gostavam dos gatos.

O problema veio depois.


Cristianização da Europa

Entre os séculos V e XV, muitos símbolos pagãos passaram a ser vistos com desconfiança.

Animais ligados à magia começaram a ser associados ao Diabo.

Entre eles:

  • Corvos

  • Corujas

  • Cabras

  • Gatos pretos


O gato é independente

A Igreja Medieval valorizava:

  • Obediência

  • Hierarquia

  • Submissão

Os gatos não demonstravam essas características.

Comparados aos cães, eles pareciam:

  • Misteriosos

  • Solitários

  • Difíceis de controlar

Isso gerava desconfiança.


Mulheres e gatos

Outro fator importante.

Muitas curandeiras e parteiras mantinham gatos.

Os gatos:

  • Controlavam ratos.

  • Viviam dentro das casas.

  • Acompanhavam mulheres que conheciam ervas medicinais.

Quando começou a caça às bruxas:

A ligação tornou-se:

Mulher + gato = suspeita de bruxaria.


O Papa ajudou a piorar a situação

Em 1233 surgiu a bula papal Vox in Rama.

Ela descrevia rituais demoníacos envolvendo gatos pretos.

Embora não tenha condenado todos os gatos, o documento fortaleceu a associação.

Durante séculos, o gato preto passou a simbolizar:

  • Bruxaria

  • Feitiçaria

  • Pactos demoníacos


A ironia da Peste Negra

Existe uma teoria popular muito famosa.

Quando populações de gatos diminuíram por perseguição:

  • Houve mais ratos.

  • Houve mais pulgas.

  • A peste espalhou-se mais facilmente.

Embora historiadores discutam o tamanho real desse efeito, é verdade que os gatos eram importantes controladores de roedores.

A perseguição aos gatos certamente não ajudou.


A psicologia do gato

Pesquisadores modernos sugerem outra explicação.

Os gatos ocupam uma posição única na mente humana.

Eles são:

  • Domésticos

  • Mas independentes

São:

  • Carinhosos

  • Mas imprevisíveis

São:

  • Familiares

  • Mas misteriosos

Isso faz com que culturas diferentes projetem neles significados diferentes.


O que Carl Jung provavelmente diria?

Jung nunca escreveu especificamente sobre Bakeneko ou Nekomata, mas seus estudos sobre arquétipos ajudam a entender.

O gato frequentemente representa:

  • O mistério

  • A intuição

  • O oculto

  • O feminino

  • O desconhecido

Cada cultura reinterpretou esses símbolos.


Comparação rápida

CivilizaçãoVisão do gato
EgitoAnimal sagrado, ligado à deusa Bastet
JapãoEspírito misterioso, protetor e sobrenatural
ChinaSímbolo de sorte e proteção
Europa MedievalAssociado à bruxaria
Mundo IslâmicoAnimal respeitado e limpo
Ocidente ModernoAnimal de estimação amado

A conclusão mais aceita pelos historiadores

O gato não mudou.

O que mudou foi a forma como cada cultura interpretou seu comportamento.

O mesmo animal que:

  • Protegia grãos no Egito virou sagrado.

  • Parecia enxergar espíritos no Japão e virou yōkai.

  • Convivia com curandeiras na Europa e virou "familiar" de bruxas.

Talvez nenhum outro animal tenha recebido interpretações tão diferentes em civilizações distintas.

E isso acontece porque os gatos têm uma característica rara: eles vivem ao nosso lado há milhares de anos, mas continuam parecendo guardar um segredo que nunca revelaram completamente. 🐈‍⬛🌙

Por isso, em praticamente todas as culturas antigas, quando algo sobrenatural precisava assumir forma animal, o gato quase sempre era um dos primeiros candidatos.


domingo, 12 de junho de 2016

Vivi e o santuario dos gatos

Bellacosa Mainframe e a Gatolândia da Vicky

Um Café no Bellacosa Mainframe

🐈 Vicky e o Santuário dos Gatos — Onde Sempre Existe Mais um Bichano Escondido

Uma pata aparecendo debaixo de um móvel. Uma cauda desaparecendo atrás da porta. Dois olhos observando você de algum lugar que jurava estar vazio. Na casa da Vicky, no bairro Cidade de São Pedro, existe uma regra simples: quando você acha que já viu todos os gatos, provavelmente ainda não viu nem metade.

Esta postagem é mais um pequeno fragmento daquela tarde que passamos visitando minha irmã Vicky e seu curioso santuário dos gatos.

Já tivemos outras histórias sobre ela e seus bichanos. Na verdade, quando se visita aquela casa, é praticamente impossível produzir um vídeo em que algum gato não resolva assumir o papel de protagonista.

Eles estão em toda parte.

E quando digo toda parte, não estou exagerando muito.

Você olha para um canto:

— Tem um gato.

Olha debaixo de uma cadeira:

— Outro.

Atrás do sofá aparece uma cauda.

Debaixo de algum móvel, uma pata.

Em cima de uma prateleira, dois olhos acompanham silenciosamente seus movimentos.

Você começa a suspeitar que aquela almofada estranhamente peluda talvez também seja um gato.

E algumas vezes é.

🐾🐾🐾


🐈 A senhora dos gatos da Cidade de São Pedro

Com o passar dos anos, minha irmã acabou ficando conhecida no bairro Cidade de São Pedro como uma espécie de “senhora dos gatos”.

Pode parecer um título engraçado.

O problema é aquilo que vem junto com ele.

As pessoas sabem que Vicky dificilmente consegue ignorar um animal sofrendo.

E algumas descobriram uma solução extremamente conveniente para um problema que deveria ser delas:

o portão da Vicky.

No silêncio da noite aparecem caixas.

Dentro delas, filhotes.

Às vezes surge apenas um gatinho.

Outras vezes, uma ninhada inteira.

Também aparecem gatos adultos.

E, de maneira ainda mais triste, animais idosos ou doentes.

Alguém chega, deixa o animal no portão e vai embora.

Problema resolvido.

Para quem abandonou.

Para minha irmã, acaba de começar outro.



📦 "Alguém deixou mais um gato..."

Imagino quantas vezes uma variação dessa frase já foi pronunciada naquela casa.

E existe uma crueldade particularmente estranha nisso.

Justamente porque uma pessoa é conhecida por cuidar dos animais, outras acabam transferindo para ela a responsabilidade que decidiram abandonar.

Vicky olha para o bichinho.

Está assustado.

Está com fome.

Talvez esteja doente.

Talvez seja pequeno demais para sobreviver sozinho.

E então entra em ação aquela fraqueza maravilhosa e terrível chamada .

Ela acolhe.

Cuida.

Alimenta.

Leva ao veterinário quando necessário.

Tenta encontrar alguém disposto a adotar.

Quando consegue, ótimo.

Quando não consegue...

Bem-vindo ao santuário.

+1 gato.



🐱 Nem sempre são os gatos que os humanos esperavam

Alguns desses animais foram abandonados simplesmente porque não correspondiam àquilo que alguém imaginava quando decidiu ter um gato.

Talvez tenham adoecido.

Talvez tenham envelhecido.

Talvez tenham alguma deficiência.

Talvez tenham nascido com uma aparência diferente da esperada.

Ou simplesmente fizeram parte de uma ninhada numerosa demais.

Enquanto são pequeninos, fofinhos e parecem pequenas bolas de pelo, todo mundo acha maravilhoso.

Depois crescem.

Comem.

Precisam de cuidados.

Adoecem.

Arranham alguma coisa.

Precisam ser castrados.

Precisam ir ao veterinário.

Envelhecem.

De repente, para algumas pessoas, aquele ser vivo transforma-se em um problema.

E é nessa equação profundamente humana que aparecem lugares como o santuário improvisado da Vicky.


🏠 Bem-vindo à Gatolândia

Para quem gosta muito de gatos, entrar naquela casa pode parecer o paraíso.

Para um visitante ocasional...

o impacto é considerável.

😂

Há gatos andando.

Gatos dormindo.

Gatos escondidos.

Gatos olhando.

Gatos que querem carinho.

Gatos que definitivamente não querem carinho.

Gatos que parecem não se importar com sua existência.

E provavelmente algum gato analisando silenciosamente se você representa uma ameaça à segurança nacional felina.

Há pelos.

Muitos pelos.

Pelos nas almofadas.

Pelos nos cantos.

Pelos que parecem desafiar as leis conhecidas da física e aparecem em lugares onde teoricamente nenhum gato esteve.

E existe também aquele inconfundível odor de uma casa onde vivem muitos gatos.

Não adianta romantizar.

Existe.

Para quem ama gatos, tudo isso faz parte do pacote.

Para quem chega ocasionalmente, a primeira impressão pode ser quase chocante.

Você entra esperando visitar uma casa.

Descobre que acabou de atravessar a fronteira de uma pequena nação independente governada por felinos.


👀 Você está sendo observado

Talvez essa seja uma das coisas mais divertidas.

Depois de alguns minutos lá dentro, você percebe que nunca está sozinho.

Pode não enxergar gato algum.

Mas existe um.

Em algum lugar.

Observando.

Uma orelha aparece atrás de alguma coisa.

Depois desaparece.

Dois olhos brilham num canto.

Uma cauda atravessa rapidamente o corredor.

Você vira a câmera.

Nada.

Volta a câmera.

GATO.

😂

É quase um jogo.

Encontre o bichano.

E talvez esteja justamente aí parte da graça desses pequenos vídeos daquela tarde.

Não existe roteiro.

Não existe cenário preparado.

Não existe ator.

A câmera simplesmente registra alguns minutos dentro daquele pequeno universo.

E os gatos fazem o resto.


🧠 Mas existe uma história menos engraçada atrás da cena

Quando assistimos ao vídeo, podemos rir da quantidade absurda de bichanos espalhados pela casa.

Mas cada um deles possui uma história.

E provavelmente nem todas são bonitas.

Aquele gato dormindo tranquilamente talvez tenha sido encontrado doente.

O outro pode ter sido abandonado ainda filhote.

Aquele mais velho talvez tenha conhecido outra família antes de aparecer no portão.

O mais desconfiado talvez tenha aprendido que seres humanos não são necessariamente criaturas confiáveis.

É impossível olhar para todos eles e conhecer imediatamente aquilo que aconteceu antes.

Os animais não chegam acompanhados de documentação.

Não existe um LOG explicando:

ORIGEM = DESCONHECIDA

IDADE = APROXIMADA

MOTIVO_ABANDONO = ???

HISTORICO = INDISPONIVEL

Como velho homem de mainframe, gostaria que o mundo tivesse logs melhores.

Mas algumas histórias chegam sem registro algum.

Temos apenas o estado atual do sistema.

E tentamos reconstruir o que aconteceu.


💾 ABEND HUMANO

Talvez exista aqui uma analogia inevitável com nosso mundo dos computadores.

Um sistema apresenta problema.

O profissional responsável investiga.

Procura a causa.

Corrige.

Documenta.

Evita recorrência.

Quando um ser humano simplesmente coloca uma caixa com filhotes diante do portão de outra pessoa durante a madrugada, ele não corrigiu problema algum.

Ele apenas executou:

TRANSFER PROBLEM TO VICKY

RETURN CODE = 00

Para ele.

Para o restante do sistema, absolutamente não.

Alguém continuará pagando a conta.

Ração.

Areia.

Medicamentos.

Veterinário.

Castração.

Tempo.

Limpeza.

Espaço.

Trabalho.

E principalmente responsabilidade.


❤️ A fraqueza da Vicky

Minha irmã poderia simplesmente dizer:

— Não.

Provavelmente deveria dizer isso algumas vezes.

Mas então ela olha para aquela criatura abandonada no portão.

E perde.

😂

Porque existe uma diferença enorme entre discutir racionalmente sobre capacidade, quantidade de animais e despesas...

...e encontrar um filhotinho assustado dentro de uma caixa.

A teoria acaba ali.

Entra o bichano.

A população da Gatolândia aumenta novamente.


🐾 Easter egg — conte os gatos

Existe então uma brincadeira involuntária nesses vídeos.

Tente contar quantos gatos aparecem.

Depois assista novamente.

Provavelmente descobrirá outro.

Uma pata.

Uma orelha.

Uma cauda.

Dois olhos.

Um pedaço de pelo aparentemente sem dono.

Talvez o verdadeiro número de gatos da casa seja impossível de determinar por observação direta.

É quase o Princípio da Incerteza de Heisenberg aplicado aos felinos:

quanto mais precisamente você tenta determinar onde estão todos os gatos, maior a probabilidade de algum deles já ter mudado de lugar.

😹

E se algum dia alguém assistir a todos esses pequenos vídeos daquela tarde em sequência, talvez descubra que criamos acidentalmente um enorme jogo de Onde Está Wally?

Só que com gatos.


☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Hoje, olhando novamente para esse pequeno registro de 2016, percebo que ele preservou muito mais do que imaginávamos naquele momento.

Registrou minha irmã.

Registrou sua casa.

Registrou aquela tarde.

Registrou os bichanos.

Mas também registrou uma pequena realidade que existe em milhares de bairros.

Pessoas comuns acabam transformando suas casas em abrigos improvisados porque outras pessoas decidiram que abandonar um animal era mais fácil do que assumir responsabilidade por ele.

Por isso o santuário da Vicky é simultaneamente uma cena divertida e uma história triste.

É engraçado entrar numa casa e descobrir gatos aparentemente brotando das paredes.

É engraçado perceber uma cauda passando enquanto você grava outro bichano.

É engraçado encontrar dois olhos espionando você.

Mas cada animal acolhido significa que, em algum momento anterior, alguma coisa deu errado.

Felizmente, para alguns deles, a história não terminou naquele erro.

Terminou — ou talvez tenha realmente começado — numa casa da Cidade de São Pedro onde uma mulher conhecida como a senhora dos gatos tinha enorme dificuldade em dizer não.

E assim, entre miados, pelos, potinhos de comida, caixas, caminhas, remédios e olhos curiosos escondidos pelos cantos...

a Gatolândia continuava crescendo.

🐈🐈‍⬛🐈🐈‍⬛🐈

E atenção:

antes de fechar esta postagem, dê mais uma olhada na fotografia ou no vídeo.

Provavelmente existe outro gato escondido em algum lugar.

☕🐾

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A minha irmã é seu bom coração com os animais.


A Vivi tem esse amor pelos bichanos de longa data, em sua casa que se transformou num santuário para os amigos de quatro patas.



Bichanos doentes, abandonados, maltratados, maltrapilhos, judiados, queimados e sem esperança. Ali encontram um abrigo especial.

Onde recebem carinho, amor, cuidados de saúde é um lugar para se proteger dos mal tratos. Alguns sortudos ainda conseguem uma casa de adoça.

Outros curtem seu dia junto com a gatolandia...  :) :) :)

Gato ensonado

Bellacosa Mainframe e os gatos da Vicky, dorminhocos e arteiros

🐱 Gato Ensonado

Quando o sono vence qualquer curiosidade

Era um daqueles momentos tranquilos em Cidade de São Pedro distrito de Santana de Parnaíba, São Paulo, quando encontramos uma criatura completamente entregue a uma das atividades mais importantes da existência felina: dormir.

Depois de comer, nosso pequeno protagonista resolveu que já havia trabalhado demais naquele dia.

Missão cumprida.

Barriga cheia.

Agora era hora de dormir. 😸

E quando um gato decide dormir, aparentemente não existe argumento humano capaz de convencê-lo do contrário.

Tentamos chamar sua atenção.

Ele percebeu alguma movimentação ao redor, abriu lentamente um dos olhos e deu aquela espiadinha típica de gato:

"É realmente importante?"

Por alguns segundos parecia que ele iria levantar.

Mas não.

O sono venceu.

O olho fechou novamente e nosso amigo voltou imediatamente para seu mundo dos sonhos.

Talvez estivesse sonhando com um prato ainda maior de comida. Talvez estivesse perseguindo algum passarinho imaginário. Ou talvez estivesse simplesmente fazendo aquilo que os gatos parecem dominar melhor do que qualquer outra criatura: não fazer absolutamente nada e ainda parecer extremamente confortáveis fazendo isso.

Existe alguma coisa fascinante nessa tranquilidade dos gatos.

Nós, humanos, vivemos correndo de um lado para outro, olhando relógios, cumprindo horários e inventando preocupações.



O gato?

Ele come.

Observa o mundo.

Escolhe um lugar confortável.

E dorme.

Se alguém incomodar, abre um olho apenas para confirmar que o mundo continua funcionando sem sua supervisão.

Confirmado.

Pode voltar a dormir.

Este pequeno vídeo, registrado em 2016, acabou preservando uma dessas cenas simples que normalmente desapareceriam no tempo.

Nenhum grande acontecimento.

Nenhuma aventura extraordinária.

Apenas um gato, uma barriga cheia e um sono aparentemente impossível de derrotar.

E talvez seja exatamente por isso que, tantos anos depois, ainda seja tão divertido assistir.

🐾 Boa noite, senhor gato. Pode continuar dormindo. O mundo espera.



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O gato dorminhoco


Depois de bater uma chepa este gato só quer saber de dormir... não adianta nada o chato ficar ali perturbando.



Ele ate abre o olho, da uma espiadinha, mas o sono é tanto que ele não resiste e continua dormindo.

Ali de boa, cheio de preguiça e tranquilinho, cheio de preguiça enquanto é filmado.

Os gatos malucos da Vivi em desfile

Bellacosa Mainframe e o santuario de gatos da Vicky

🐱 Os Gatos Malucos da Vivi em Desfile

Quando uma casa cheia de gatos resgatados vira palco para um desfile muito particular

Existem casas tranquilas, existem casas movimentadas e existem aquelas onde os verdadeiros donos possuem quatro patas, bigodes e uma habilidade extraordinária para aparecer justamente onde não deveriam.

Na casa da Vicky, os gatos estavam por toda parte, estamos na Cidade de São Pedro , um distrito de Santana do Parnaiba.

Era praticamente impossível olhar para algum canto sem encontrar um deles observando silenciosamente, dormindo confortavelmente ou planejando alguma travessura felina.

Mas por trás daquela divertida confusão existia uma história muito mais importante.

Muitos daqueles gatos haviam sido abandonados, maltratados ou simplesmente esquecidos. Alguns chegaram magros, assustados e desconfiados. Ali encontraram comida, abrigo, cuidados e principalmente algo que talvez já não conhecessem havia algum tempo: carinho.

Pouco a pouco recuperaram o peso, a confiança e aquela curiosidade típica dos gatos.

E então começou o verdadeiro espetáculo.


🐈 Um atravessa a sala.

🐈 Outro aparece sobre algum móvel.

🐈 Um terceiro observa tudo à distância, provavelmente julgando silenciosamente os humanos.

De repente, a câmera começa a registrar aquela pequena sociedade felina.

Era o desfile dos gatos malucos da Vivi.

Não havia passarela, iluminação profissional ou modelos famosos. O cenário era uma casa comum e os protagonistas simplesmente continuavam suas vidas enquanto um humano insistia em acompanhá-los com uma câmera.

Olhando novamente para esse registro de 2016, entretanto, existe algo bonito escondido atrás da brincadeira.

Um gato fazendo bagunça, dormindo despreocupadamente ou explorando uma casa significa que ele se sente seguro naquele lugar.

Talvez esse seja o verdadeiro significado dessas imagens.

Aqueles animais não estavam simplesmente desfilando diante da câmera.

Estavam mostrando que haviam encontrado novamente um lar.

E como qualquer gato que finalmente percebe que aquela casa também lhe pertence...

começaram imediatamente a mandar em tudo. 😹

El Jefe

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Esses gatos são do barulho...


Imagine um santuário de gatos abandonados, maltratados, maltrapilho, que perderam o amor ao serem abandonados pelos seus donos originais. Um lugar onde se recuperam das judieiras e malvadezas. Ganham novamente amor e vivem numa comunidade de Felinos.

Tratados com amor, recuperam seu peso, ganham carinho e convivem em harmonia... ate aparecer um louco com uma camera para filmar suas bagunças.


Um gato bem curioso

Bellacosa Mainframe e as aventuras de um gato bem curioso

Um gato bem curioso

Um gato preto cheio de curiosidade


A brincadeira continua dessa vez temos um quarto cheio de gatos... com um gato pretinho bem mansinho e muito curioso que a todo momento queria pegar a camera...

Os bichanos ficaram maluquinhos com a filmagem, muita curiosidade e tentando descobrir o por que do palhaço ficar miando.

📝 Nota especial — O gato que queria operar a câmera

Revendo este vídeo tantos anos depois, percebo que naquele quarto havia dois experimentos acontecendo simultaneamente.

Nós estávamos observando os gatos.

E os gatos estavam estudando a gente.

O ambiente já era suficientemente interessante: um quarto cheio de bichanos, cada um reagindo àquela movimentação do seu próprio jeito.

Mas havia um pequeno gato preto particularmente curioso.

Mansinho.

Atento.

E aparentemente convencido de que aquela câmera precisava urgentemente passar por uma auditoria felina.

Eu apontava a câmera para ele.

Ele vinha investigar a câmera.

Eu afastava.

Ele aproximava.

Provavelmente, se tivesse polegar opositor, em algum momento teria assumido a filmagem.


🐈‍⬛ O verdadeiro diretor

Para nós, aquilo era uma câmera.

Para ele?

Um objeto estranho.

Com lente.

Movimentando-se.

Apontando para todo mundo.

Segurado por um humano suspeito.

Naturalmente precisava ser inspecionado.

GATO_PRETO.CURIOSIDADE = 100%

CAMERA = OBJETO_SUSPEITO

DISTANCIA_DA_LENTE = DIMINUINDO

OPERADOR_HUMANO = SOB_INVESTIGAÇÃO

E quanto mais eu filmava, mais curioso ele ficava.


🤡 Então havia o palhaço que miava

Porque aparentemente colocar vários gatos dentro de um quarto não era suficientemente estranho.

Precisávamos também de um palhaço miando.

E aí imagino a reunião extraordinária do conselho felino:

— Miau?

— Miau.

— MIAU?!

Alguns olhavam.

Outros procuravam.

Alguns tentavam descobrir de onde vinha aquele som.

Porque existe algo profundamente errado, do ponto de vista de um gato, quando você escuta outro gato...

mas encontra um palhaço.

Isso claramente exigia investigação.


📹 E novamente a câmera guardou aquilo que ninguém planejou guardar

Naquele momento era apenas brincadeira.

Gatos curiosos.

Um pretinho querendo pegar a câmera.

Um palhaço miando.

Risadas.

Bagunça.

Nada particularmente importante.

Até o tempo passar.

Então o vídeo muda.

Você deixa de assistir apenas ao que aconteceu e começa a observar detalhes.

O quarto.

Os objetos.

As vozes.

Os bichanos.

A maneira como brincávamos.

E aquele pequeno gato preto, eternamente curioso, aproximando-se outra vez da lente.

🐈‍⬛ BICHANO = CURIOSO

🤡 PALHAÇO = MIANDO

📹 CAMERA = SOB_ATAQUE

🐱 GATOS = MALUQUINHOS

❤️ MEMORIA = RECUPERADA

Talvez ele nunca tenha descoberto por que o palhaço estava miando.

Também não conseguiu descobrir exatamente o que havia dentro daquela câmera.

Mas uma coisa ele conseguiu.

Sem saber.

Entrou para o backup.

E tantos anos depois ainda podemos apertar PLAY e encontrar aquele pequeno gato preto chegando novamente bem pertinho da lente...

curioso para descobrir que diabos Vaguinho estava fazendo com aquele negócio. 🐈‍⬛📹

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2016/06/um-gato-bem-curioso.html

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2016/06/po-meu-da-um-sossego.html

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2010/11/maneki-neko-o-gato-que-da-ipl-na-sorte.html


domingo, 13 de março de 2016

Um gato escondido.

Bellacosa Mainframe e o gato escondido

Um gato escondido.


Coitado do gato que tava na dele bem escondidinho debaixo do banco, esperando o agito passar quando de repente sua paz acabou, enquanto 2 maluquinhos ficavam espionando-o.



Este dia estava uma delicia, muitos e muitos bichinhos soltos, gatos, passaros, cisneis, gansos, patos, marrecos e capivaras. O formiguinha ficou louquinho para chegar mais perto das capivaras, mas a prudência fez-lo ficar numa distancia segura, mesmo tendo um rio entre eles.

Foi uma delicia levar o formiguinha para passear e fazer uma boa bagunça no parque :)

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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