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segunda-feira, 11 de maio de 2020

🎭 Crônicas da Noite Paulistana – Capítulo 2: A Vivi, o Boris e a Amanda

 


🎭 Crônicas da Noite Paulistana – Capítulo 2: A Vivi, o Boris e a Amanda


Existem histórias que não se contam — apenas se revivem com o gosto de guaraná quente e som de fita K7 rodando torta no walkman e aquela ressaca de vodka barata.
Essa começa num tempo em que o coração era um modem discando sem senha: barulhento, lento, mas sempre tentando conectar.
Ano de 1990, bairro extremo leste de São Paulo, noites cheirando a laquê e adolescência.


💋 A lógica vivianeriana

Minha irmã, Vivi, sempre teve um talento especial pra transformar o caos em estratégia.
E naquela época ela gostava de um rapaz — o tal Boris — figura clássica dos bailinhos suburbanos: cabelo platinado, topete, um skatista bonachão e cheio de amigos e coração de gelatina.
O problema, segundo a Vivi é que o Boris arrastava asa para Amanda, a musa de olhar misterioso e camiseta do The Smiths.

A Vivi, então, armou seu plano tático:

“Se o Boris gosta da Amanda, e a Amanda se interessar por você… o Boris olha pra mim!”

E assim, com toda a lógica vivianeriana que só uma mente de 15 anos é capaz de criar, fui arrastado pra dentro do enredo, juro que o intuito era ajudar minha maninha.


🧃 O estranho no ninho

De repente, lá estava eu — um invasor elegante um semi-góticos, entre skatistas.
Me sentia mais um bug num programa que não reconhecia meu formato.
Mas entre risadas, refrigerantes suspeitos e a trilha sonora de “Enjoy the Silence”, comecei a me enturmar.

Até que numa festinha de garagem, a dita festa da Soninha do poste anterior — luz piscando, pôster do Legião na parede e o som de vinil chiando — ela apareceu: Amanda.
Cabelo bagunçado, sorriso de quem sabia que podia causar pequenos desastres sentimentais e conseguiu.


🔮 O tarô, o beijo e o caos

Alguém cochichou pra ela:

“O Vagner lê tarô!”

E pronto.
Amanda veio até mim com aquele ar curioso, meio debochado:

“Lê meu destino, vai… quero saber se a noite promete.”

Dei risada, espalhei mentalmente as cartas — numa mesa de faz de conta improvisada, um baralho, um copo de bombeirinho e um universo de intenções não ditas.
Ela olhou as cartas, depois olhou pra mim.
Disse baixinho:

“Não precisa ler… já entendi.”

E antes que eu soubesse o que estava acontecendo, ela me beijou, sim, ela tomou a iniciativa.
Ali, entre o chiado da fita e o cheiro de perfume barato, o tempo travou.


💞 Romance de folhetim, versão 90’s

Começamos um namoro que parecia novela mexicana passada em FM estéreo.
Tinha ciúmes, bilhetinhos, sumiços, reconciliações e beijos roubados em pontos de ônibus.
Cada reencontro era uma trilha sonora — às vezes RPM, às vezes The Cure, às vezes Nenhum de Nós.

Eu, o intruso que virou protagonista.
A Amanda, o caos em forma de encanto.
E a Vivi, assistindo tudo, dividida entre o ciúme e a vitória parcial de seu plano torto.


🖤 Epílogo de El Jefe

O tempo passou, as tribos mudaram, o Boris sumiu no mapa, a Amanda virou lembrança com trilha sonora, e a Vivi — bom, a Vivi continua sendo aquela mente que transformava qualquer dor em teoria da conspiração emocional.

Mas toda vez que escuto o barulho de um walkman fechando, lembro daquela garagem abafada, do beijo inesperado, e do tarô que nunca previu que o destino também gosta de brincar com a gente.


☠️ Filosofia Bellacosa Mainframe:
Nos anos 90, a juventude era feita de planos malucos, beijos rápidos e emoções que não cabiam em stories.
E o tarô?
O tarô não mentia.
Só não avisava que a carta do Amor vinha sempre com juros de saudade.

sábado, 16 de julho de 2016

Chegada e desembarque em Luiz Carlos

Uma pequena viagem de trem.


Após percorrermos quase 8 quilometro chegamos no aprazível e encantador distrito de Luiz Carlos, uma antiga vila Ferroviária, perdida na zona rural de Guararema.







A locomotiva para todos descem e correm para conhecer a pequena vila. Eu curioso fico aguardando e fotografando todo o processo de engate e desengate da locomotiva.

Infelizmente neste trecho nao existe uma rotunda, entao a locomotiva tem que voltar em marcha atrás, é uma pena poderiam pensar nisso nas próximas estações.

Mesmo assim é um espetáculo a parte assistir todo o processo de troca de trilhos, mudança de comutadores, retorno da locomotiva.

O trem partiu vamos vendo a paisagem

Bellacosa Mainframe partimos de Guararema

🚂 Todos a Bordo! O Trem Apitou e Partimos para Luís Carlos

Pela janela, o interior paulista desfila ao ritmo das rodas sobre os trilhos

Estamos na Estação de Guararema, prestes a iniciar mais uma pequena aventura. Nosso destino é a charmosa Vila de Luís Carlos, seguindo pelos antigos caminhos de ferro que atravessam essa região do interior paulista.

Todos a bordo!

Os passageiros encontram seus lugares, as conversas se misturam pela composição e, por alguns instantes, existe aquela expectativa gostosa de quem sabe que a viagem está prestes a começar.

Então a locomotiva apita.

Fiiiiiiiiiuuuuu!



O som atravessa a estação como se anunciasse que aquelas velhas máquinas ainda têm muitas histórias para contar.

O revisor faz o chamado:

— Todos a bordo!

Mais um apito.

Um pequeno solavanco percorre os vagões e, lentamente, o trem começa a andar.

🚂 Partimos!

Guararema vai ficando para trás enquanto seguimos em direção à Vila de Luís Carlos. Agora não existe pressa. A graça está justamente em viajar devagar.

Pela janela acompanhamos a transformação da paisagem. Casas desaparecem, surge o verde, aparecem propriedades rurais, árvores, campos e pequenos detalhes que provavelmente passariam despercebidos se estivéssemos correndo por uma rodovia.

E existe também a música particular de uma viagem ferroviária.

Tac-tac... tac-tac... tac-tac...

As rodas de aço tinem sobre os trilhos, encontrando emendas, curvas e desvios. O vagão balança suavemente enquanto aquele som repetitivo acompanha toda a viagem.

É quase hipnótico.



Não precisamos fazer absolutamente nada.

Apenas olhar pela janela.

Naquele momento, o destino é quase secundário. Luís Carlos nos espera alguns quilômetros adiante, mas a verdadeira atração está acontecendo agora.

Estamos novamente viajando como fizeram tantas gerações antes de nós: sentados em um vagão, seguindo uma estrada de ferro e observando tranquilamente o interior passar pela janela.

O trem apitou, o revisor anunciou, as rodas começaram a cantar sobre os trilhos...

E lá fomos nós.

🚂 Próxima parada: Vila de Luís Carlos.


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Após longo tempo esperando o trem partiu...


Eu e o formiguinha na janela vendo a paisagem, lentamente o trem vai ganhando terreno, devido as imposições contratuais a locomotiva imponente que nos tempos áureos chegava a 110 km/h hoje trafega a apenas a 20 km/h.



Apesar da velocidade o passeio é muito agradável e a paisagem bela, com sítios, gado e bosques margeando os binários da ferrovia.

Passagem de Indians em Guararema

Distraído pela rua, ouço o ronco dos motores.



Estamos andando pela cidade, bem distraídos quando ouvimos um ronco de motor, o formiguinha fica louco e começa a gritar... Harley, harley...



Surpreendidos pela carreata, noto que sao motos diferentes das Harleys, mas ate ai fico na duvida... vejo o rabo de peixe, as malas laterais, a frente com paralama aerodinâmico.

Algo nao enquadra... o que sera? Que motos serao estas? Em breve o mistério foi solucionado.

Estas motos sao Indians Motorbike recém chegadas ao Brasil é ja ocupando um nicho exclusivo dentro os aficionados por duas ruas.

A velha Senhora de Guararema

A velha e imponente senhora 353


Estamos em Guararema pequena cidade próxima a Mogi das Cruzes na entrada do vale do Paraiba. Esta pequenina cidade surpreendeu a todos com seu ambicioso trabalho que levou 16 anos para ser concluído.


Restaurar 2 estações ferroviárias, obter o direito de exploração de uma gigantesca locomotiva a vapor e aos finais de semana fazer passeios turísticos que recriam o passado das grandes maquinas a vapor.

O resultado ficou fantástico: turistas afluem para a cidade, restaurantes foram criados, lojinhas de recordaçoes e artesanato foram criadas, emprego para a população e garantia da cidade aparecer no mapa, logo logo não duvido que ganhe estatuto de estância turística.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Vagas de Trabalho em Itatiba

Vagas abertas há mais de uma semana (4)

Estagiário de Compras (v1364441)  Itatiba / SP / BR

Valeo - Sistemas Térmicos  -  Estágio
Missão: Auxiliar no atendimento às necessidades da planta quando a aquisição de meios improdutivos, investimentos e despesas gerais, atendendo aos critérios de qualidade, custo , entrega, definidos na solicitação do requisitante. Pré Requisitos: - Cursando Engenharia Mecânica. - Inglês Avançado Benefícios: - Bolsa auxilio compatível com o mercado - Convênio médico - Convênio ...

Estagiário de Qualidade - Garantia (v1365807)  Itatiba / SP / BR

Valeo - Sistemas Térmicos  -  Estágio
Principais atividades: - Auxiliar na comunicação escrita dos problemas informados pelos clientes; - Auxiliar a Qualidade no desencadeamento das ações corretivas, preventivas e de contenção dos problemas encontrados pelos clientes; - Contribuir com o cronograma de visitas a clientes e mantê-lo atualizado; - Acompanhar visitas técnicas aos clientes para análises de peças em Garantia. P...

Estagiário de Projetos (v1365910)  Itatiba / SP / BR

Valeo - Sistemas Térmicos  -  Estágio
Missão: Acompanhar e ser treinado na área de Compras, realizando tarefas relativas a rotina de Projetos. Pré Requisitos: - Inglês Avançado - Disponibilidade para 2 anos de estágio - Estar cursando Engenharia - Conhecimentos avançados em Excel Diferenciais: - Conhecimentos em SAP - Cursos técnicos nas áreas Mecânica e Elétrica - Experiências prévias de trabalho Benefícios: - ...

Chefe de Crediário - Itatiba (v1356458)  Itatiba / SP / BR

Supervisão/Coordenação
Requisitos: - Superior completo ou cursando; - Experiência em gestão de equipes e gestão de vendas; - Desejável experiência em coordenação de equipes de vendas de serviços financeiros; - Será um diferencial possuir certificação para atuar com produtos financeiros. Horário flexível de segunda a sábado e, eventualmente, aos domingos. Salário Faixa R$ 2000,00 + Comissão + pacote de b...

domingo, 10 de julho de 2016

Uma festa para relembrar por muitos anos

Estamos reunidos para comemorar os 84 anos da Vovo Anna


Na hora de cortar o bolo todos estão lutando para ganhar a famosa primeira fatia. Estamos na Avenida Imperador reunidos numa casa que já foi palco de inúmeras festas e sempre presente na memoria dos presentes.



Quantas memorias boas, quantas coisas legais e hoje estamos aqui para prestigiar a Vo Anna, que muito carinhosa fez a alegria dos netos.

Boleira por profissão desta vez recebeu de presente o bolo da nova integrante da família: Juju... os primos fizeram a maior bagunça roubando os docinhos, fazendo bagunça e animando a vovó.

Marginal Tiete passando em frente a Rodoviária do Tiete

Viagens pelas estradas de São Paulo.


Saímos de Itatiba e agora estamos chegamos em São Paulo, carinhosamente conhecida como Sampa. Uma gigantesca floresta de pedra, concreto e vidro. Altos arranhaceus, cimento e cimento. Quilómetros de construções até se perder a vista.



Andamos pela marginal Tiete, acompanhando um rio que foi a gloria e o motivo de toda a riqueza desta cidade, mas infelizmente hoje é apenas um grande e malcheiroso esgoto.

Triste ver como uma cidade maltrata um rio fantástico com toneladas de detritos e milhares de litros de esgoto.

Percorrendo a marginal passamos pelo antigo Playcenter, Anhembi, Universidade Santana, Rodoviária Tiete e Canindé.

Marginal Tiete de Domingo

Domingo marginal Tiete livre


A marginal esta toda livre, mas com os malditos limites de velocidade estamos quase parando com a pista livre.



Estamos indo para a Ponte Rasa, que viagem longa atravessamos meia cidade seguindo do extremo oeste para o extremo leste.

Vendo as margens do Rio Tiete , que triste cena, outrora um lugar tão belo e formoso, hoje um esgoto a céu aberto fedido e poluído. Estamos ha mais de 20 anos tentando limpar o rio e infelizmente o mesmo não mudou nada. Que pena nosso pais não é serio, tanto dinheiro desviado e tão pouco realizado.


sábado, 9 de julho de 2016

Carrinhos do Formiguinha

Tarde de sábado e sem Internet estamos livres para brincar de carrinhos.


Abrimos a caixa de brinquedo e pegamos alguns dos carrinhos do formiguinha, agora estamos brincando pela sala, deixando a mãe dele maluca com tanta bagunça.



E aquela zoeira, barulhos de acereleraçao, carrinhos caindo do sofá, rampas improvisadas são construídas com almoçadas, braços de poltronas são rampas para o infinito e alem, quem nunca brincou de corrida no tapete da sala que saia do video.

Usar a imaginação é tão bom, olhar o mundo com olhos de criança e brincar despreocupado com os carrinhos no tapete da sala.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

A alegria da torcia durante o jogo

Bellacosa Mainframe assistindo o jogo do Palmeiras versus o Figueirense

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🟢 A Primeira Vez no Allianz Parque — Uma História Verde que Vem de Longe

Do velho Palestra Italia ao estádio moderno: quando entrei no Allianz Parque pela primeira vez e encontrei mais de um século de histórias da família e do Palmeiras

Essa não foi simplesmente mais uma partida de futebol.

Foi minha primeira visita ao novo Parque Antarctica depois da grande reforma, agora transformado no imponente Allianz Parque.

E para um palmeirense isso já seria especial.

Para um Bellacosa, havia algo a mais.

O Palmeiras está presente na história da família há muitas gerações. Antes mesmo de existir o nome Sociedade Esportiva Palmeiras, havia o Palestra Italia, e entre os jogadores que vestiram aquela camisa esteve Arthur Bellacosa, o Dudu.

Sim: muito antes do Dudu que se tornaria ídolo das gerações modernas do Palmeiras, já havia um Bellacosa conhecido pelo mesmo apelido defendendo o Palestra Italia.

Arthur jogou pelo clube entre 1937 e 1939 e antes dele Alfonso, vulgo Afonsinho jogou durante a década de 1920. A família de imigrantes napolitanos teve grande presença no Futebol Paulista no século XX.

Décadas depois, outro Dudu transformaria aquele apelido em um dos nomes imediatamente associados ao Palmeiras.

Coincidências que o futebol adora criar.



🏟️ O velho Parque Antarctica havia mudado

Eu conhecia toda a história daquele lugar, mas entrar no Allianz Parque pela primeira vez provocava uma sensação completamente diferente.

O velho estádio havia dado lugar a uma arena moderna.

Lojas, corredores amplos, escadas rolantes, estrutura organizada, arquibancadas enormes...

Aquilo realmente parecia um estádio de primeiro mundo.

Era o mesmo endereço carregado de história, mas reconstruído para outra época.

E então veio aquilo que nenhuma fotografia consegue registrar direito:

o som.

O adversário daquele dia não atraía uma torcida visitante numerosa. Na prática, olhando ao redor, parecia existir apenas uma gigantesca massa verde.

Quando a torcida começava a cantar, a própria arquitetura participava da festa.

O grito subia das arquibancadas, encontrava a cobertura, voltava para o campo e parecia multiplicar milhares de vozes.

PALMEIRAS!

O estádio respondia.

Era possível sentir o brado no corpo.

Talvez seja justamente isso que aquele pequeno vídeo de 2016 tenha conseguido preservar melhor do que minhas palavras daquela época.

Não era apenas uma partida.

Era a acústica de milhares de pessoas transformando concreto e aço em uma enorme caixa de ressonância verde.



⚽ Quatro gols e uma tarde tranquila

E ainda tivemos quatro gols para comemorar.

Foi daqueles jogos gostosos para quem estava na arquibancada: poucas confusões, muita festa e uma torcida com bastante motivo para cantar.

Até o intervalo tinha atração.

Lá estava o famoso porcogível passeando pelo estádio.

Tentei filmá-lo, mas estava longe demais. Hoje isso também virou parte da graça do registro. Em uma época na qual praticamente qualquer celular consegue aproximar uma imagem com qualidade razoável, aquela tentativa de capturar um dirigível distante também denuncia quando o vídeo foi feito.

São pequenos fósseis tecnológicos escondidos dentro das nossas memórias.



🌭 O jogo terminava, o ritual continuava

Mas quem conhece futebol sabe:

a experiência não acaba quando o juiz apita.

Saímos junto daquela multidão verde para as ruas próximas ao estádio.

E começou o segundo tempo gastronômico.

O famoso lanche de pernil fazia parte do programa.

Ao mesmo tempo havia um espetáculo paralelo que sempre achei divertidíssimo: vendedores improvisando verdadeiras operações de alimentação no meio daquela multidão.

Tinha até pizza sendo vendida na rua para os torcedores famintos que deixavam o estádio.

Imagine milhares de pessoas saindo simultaneamente, comentando os gols, discutindo jogadas, procurando amigos, tentando chegar ao carro ou ao transporte público — enquanto vendedores atravessavam aquela maré humana oferecendo comida.

Aquilo também era Palmeiras.

O estádio moderno podia ter lojas, escadas rolantes e toda a infraestrutura de uma arena do século XXI.

Mas do lado de fora continuava existindo aquele futebol brasileiro maravilhoso e caótico:

gente, barulho, pernil, pizza, vendedores e histórias sendo contadas sobre a partida que acabara de terminar.

💚 Muito antes de mim

Hoje, olhando novamente para aquele registro, percebo uma dimensão que provavelmente não estava pensando enquanto segurava a câmera.

Um Bellacosa já havia vestido aquela camisa quando o clube ainda se chamava Palestra Italia.

Arthur Bellacosa, o Dudu, jogou entre 1937 e 1939.

Eu estava ali quase oitenta anos depois.

Não dentro do campo.

Na arquibancada.

Mas vestindo as mesmas cores.

O velho Parque Antarctica havia se transformado no Allianz Parque. O Palestra Italia havia se tornado Palmeiras. Os jogadores eram outros. As arquibancadas eram outras. Até a maneira de registrar aquele momento havia mudado.

Mas alguma coisa permanecia.

Quando milhares de palmeirenses começaram a gritar juntos e aquele som bateu na cobertura do novo estádio e voltou sobre nós, talvez houvesse ali ecos muito mais antigos do que imaginávamos.

E foi assim que minha primeira visita ao Allianz Parque terminou.

Quatro gols.

Uma multidão verde.

Um porcogível.

Um lanche de pernil.

Pizza sendo vendida no meio da rua.

E quase um século de histórias separando um Bellacosa dentro do campo de outro Bellacosa sentado na arquibancada.

Às vezes pensamos que estamos simplesmente indo assistir a um jogo.

Décadas depois descobrimos que estávamos fazendo mais uma pequena anotação na história da família.

Easter egg: procure por Dudu na história do Palmeiras. Talvez você encontre um muito antes daquele que estava esperando. 🐷💚

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Palmeiras X Figueirense


A torcida canta e vibra, o jogo estava muito fácil, mais para uma exibição amistosa do que um jogo de campeonato.



Casa cheia e uma bela exibição com quatro gols e poucas faltas graves, apenas uns aconchegos entre os jogadores, inclusive no intervalo vimos o porcogivel voando pelo gramado. Pena que a distancia a filmagem nao ficou  legal.

Agora sintam o clima, ouvindo a torcida vibrar e o estadio tremer.

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🟢 Palmeiras, Palestra Italia e Memórias Bellacosa

Uma pequena viagem por histórias de família, futebol, arquibancadas, Palestra Italia, Allianz Parque e pelo mar verde da torcida palmeirense.

01

A alegria da torcida durante o jogo

Palmeiras x Figueirense no Allianz Parque: torcida cantando, estádio vibrando, quatro gols e a experiência de acompanhar o Verdão no meio de milhares de palmeirenses.

02

Palmeiras e o Brado de Guerra

Milhares de torcedores cantando juntos no Allianz Parque: por alguns minutos o indivíduo desaparece e surge uma única voz, um único corpo e um verdadeiro mar verde.

03

Tio Queijo e o Reino da Fartura

Uma crônica familiar que resgata memórias, infância, parentes e fragmentos da história dos Bellacosa em São Paulo.

04

Os Bellacosa do Palestra Italia e Futebol Paulista

Uma viagem pelas conexões entre a família Bellacosa, o antigo Palestra Italia, o Palmeiras e a história do futebol paulista.

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☕ Bellacosa Mainframe — histórias reais preservadas em tempos digitais.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Transformers no game

Bellacosa Mainframe e o Transofrmers no Game

🤖 Transformers no Game

Formiga e Ju entram em combate para salvar a humanidade

Era um fim de tarde de 2016, em Jundiaí, daqueles passeios tranquilos que aparentemente não prometem grandes acontecimentos. Tudo seguia normalmente até que surgiu uma emergência de proporções interplanetárias: a humanidade estava em perigo!

E quando o planeta precisa de heróis, alguém precisa assumir a missão.

Foi assim que Formiga e Ju entraram em ação.

Diante de um game dos Transformers, não havia mais shopping, passeio ou tranquilidade. Naquele momento existia apenas uma batalha gigantesca entre máquinas, explosões, inimigos e dois jogadores tentando descobrir como sobreviver no meio daquela confusão.

🎮 Armas preparadas.

🤖 Transformers posicionados.

💥 Inimigos chegando.

A missão começou!



O game rapidamente virou uma pequena guerra eletrônica. Tiros apareciam de todos os lados, robôs gigantes dominavam a tela e os reflexos precisavam funcionar rapidamente.

A grande questão, porém, não era exatamente salvar o planeta.

Era descobrir se Formiga e Ju conseguiriam permanecer vivos por mais de dois minutos!

E talvez esteja justamente aí a graça desses jogos de shopping e fliperama. Durante alguns minutos deixamos de ser simples espectadores. Seguramos os controles e entramos naquele universo.

De repente somos pilotos, soldados, aventureiros ou parceiros de Optimus Prime.

Dez anos depois, esse pequeno vídeo de 2016 acabou se transformando também em uma cápsula do tempo.

O jogo envelheceu. Os gráficos que pareciam incríveis ganharam sucessores muito mais sofisticados. Os Transformers continuaram recebendo filmes, desenhos, brinquedos e novos games.

Mas aquele momento permaneceu registrado.

Formiga e Ju estavam ali, diante da tela, tentando salvar a humanidade entre tiros, explosões e muitas risadas.

Talvez não tenham conseguido salvar o planeta inteiro.

Mas conseguiram algo igualmente importante:

salvar alguns minutos daquele fim de tarde para o futuro. 🤖🎮💥



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Final de tarde e a humanidade esta em perigo.


Somente o formiga e a Ju podem salvar a terra dos autobots, cada um pega sua arma e com a ajuda dos Transformers iniciam uma luta sem precedentes.



Tiros e explosoes para todos os lados, a duvida q persiste sera que estes dois iram sobreviver por mais que dois 2 minutos?

Trenzinho no shopping Iguatemi de Jundiai

Bellacosa Mainframe e o formiga fazendo seu primeiro filme 

Trenzinho no shopping Iguatemi de Jundiai

O Formiga era quase um mini eu.

E talvez uma das coisas mais divertidas daquela época fosse justamente observá-lo me imitando. Ele prestava atenção nas coisas que eu fazia, repetia meus gestos, minhas brincadeiras e até aquela mania de querer registrar nossas aventuras. Naquele dia, durante mais um passeio pelo então Shopping Iguatemi de Jundiaí, chegou a vez dele assumir a câmera.

O Formiga estava fazendo seu primeiro filme!

Embarcou no pequeno trenzinho que circulava por uma divertida fazendinha cenográfica, passando por animais, uma ponte de ferro e até um daqueles clássicos moinhos de vento americanos. E lá foi ele, câmera na mão, registrando o mundo a partir de sua própria perspectiva.

Era impossível não me divertir vendo aquele pequeno cinegrafista trabalhando.

Passear pelo shopping de Jundiaí naquela época sempre reservava alguma aventura. Às vezes encontrávamos exposições e atrações temporárias; em outras ocasiões, aparecia um trenzinho como aquele. Mas havia também um destino praticamente obrigatório: a lendária casa de jogos.




Arcades piscando, pinballs, máquinas eletrônicas e aquelas maravilhosas engenhocas que entregavam tickets conforme conseguíamos fazer pontos. Jogávamos, acumulávamos uma montanha de papelzinhos e depois vinha a importantíssima missão de escolher no balcão algum prêmio absolutamente fantástico — que normalmente era uma bela quinquilharia. 😄

Mas quem se importava?

O verdadeiro prêmio estava em jogar juntos.


Depois de tanta atividade, ainda havia espaço para passar no McDonald's, fazer um lanche e recuperar as energias antes de continuar o passeio.

E o Formiga?

O garoto se acabava!

Corria, jogava, filmava, brincava e aproveitava cada minuto.

Hoje, olhando novamente para aquele pequeno vídeo de 2016, percebo que a câmera registrou muito mais do que uma simples volta de trenzinho.

Registrou uma época.

E, principalmente, aquele delicioso período em que eu olhava para o Formiga e encontrava, diante de mim, um pequeno reflexo das minhas próprias aventuras.


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O formiga faz seu primeiro filme.


Neste passeio ate o shopping Iguatemi, o formiga fez sua primeira filmagem, a bordo do trenzinho divertido da fazenda.



Ele filmou o cenário, enquanto o trenzinho dava suas voltas. prestou bem atenção nos detalhes todos.

Realmente este centro comercial tem investido bem em atraçoes,  cada visita uma surpresa. Vejam esta pequena fazenda, tem animais espalhados pelo cenário, ponte de ferro, moinho de vento americano.

sábado, 18 de junho de 2016

Uma volta pelo centro de Campos de Jordao

Bellacosa Mainframe passeando por Campos do Jordão

Um belo dia de inverno

Uma volta pelo centro de Campos de Jordao

Acompanhando os caminhos de ferro, eu observava a paisagem passar lentamente pela janela.

As casinhas típicas apareciam uma depois da outra, quase acompanhando os trilhos. Pelas ruas, havia um movimento anormal de turistas. Muitas motos cortavam o trânsito, surgindo entre carros, esquinas e pequenas multidões.

Era inverno.

Do lado de fora, a cidade parecia especialmente viva.

O roncar dos motores misturava-se a uma música disco que tocava no rádio. Uma combinação estranha, mas perfeita para aquele momento. Eu não tinha pressa. Apenas apreciava a paisagem urbana enquanto o carro avançava lentamente.

Ou tentava avançar.

O trânsito estava um verdadeiro fuá.

Carros por todos os lados, motos passando pelos espaços impossíveis, turistas atravessando, gente procurando onde estacionar, gente olhando mapas, gente simplesmente parada admirando aquilo que para os moradores provavelmente já fazia parte da rotina.

E nós seguíamos devagar.

Metro após metro.

O rádio tocando.

Os motores roncando.

Os trilhos aparecendo de vez em quando ao nosso lado.

E aquela paisagem de inverno passando lentamente pela janela.

Naquele momento, o congestionamento não parecia exatamente um problema.

Era parte da viagem.



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Um belo dia de inverno.


Acompanhando os caminhos de ferro e vendo a paisagem com as casinhas típicas, o movimento anormal de turistas, muitas motos pelas ruas.



Ouvindo o roncar dos motores e uma musica disco na radio e apreciando a paisagem urbana.

O carro lentamente avançando naquele fua de transito, confusao de turistas.

SP 123 Subindo a Serra

Estamos subindo a serra da Mantiqueira


Esta um dia muito frio, porem com sol e céu limpo, la fora o termómetro marca 11 graus... mas esta uma delicia, vcs nem imaginam como a estrada estava boa.



Com a aproximação da temporada de inverno, o asfalto estava todo bonitinho com remendos bens feitos e sem buracos... as áreas de potes e muretas estavam pintadas em branco.

E o tráfego esta constante com muitas mas muitas motos mesmo... o pessoal aproveitou para bater perna.

Este video mostra um pequeno percurso para matarem a curiosidade desta estrada tao bela.

domingo, 12 de junho de 2016

Po meu da um sossego

Bellacosa Mainframe tirem a camera do vagner

Poh meu da um sossego 

...e não acontece nada de interessante.


Nosso amigo Vaguinho em busca de um video interessante bem que tenta, tenta, mas o gato ta de boa... não quer nada com nada.



Olha curioso para a camera, relaxa, espia, mas não faz nada. Fica ali paradinho descansando. O cara bem que tenta... mia... faz graça... provoca... ate que desiste.

E enfim o gato se livrou do chato e pode retornar para seu descanso sossegadinho.



📝 Nota especial — Dez anos depois, o gato finalmente resolveu se pronunciar

Dez anos depois, revejo este pequeno vídeo e percebo uma coisa maravilhosa:

absolutamente nada aconteceu.

E talvez seja exatamente por isso que hoje gosto tanto dele.

Não havia aniversário.

Não havia viagem.

Não havia festa.

Não havia apresentação.

Não havia acontecimento extraordinário algum.

Havia apenas um gato descansando e um cidadão chamado Vaguinho absolutamente convencido de que precisava acontecer alguma coisa diante daquela câmera.

Eu tentava.

Miava.

Fazia graça.

Chamava.

Provocava.

Aproximava a câmera.

E o gato?

O gato já havia compreendido uma filosofia que eu levaria muitos anos para aprender:

nem todo momento precisa produzir alguma coisa.

Às vezes podemos simplesmente ficar ali.


🐈 O protagonista se manifesta dez anos depois

Para fins de justiça histórica, entretanto, acho que está na hora de permitir que o verdadeiro protagonista apresente sua versão dos acontecimentos.

Imaginemos nosso gato agora velhinho.

Mais lento.

Talvez com alguns pelos brancos.

Especialista em cochilos.

Veterano de inúmeras tardes improdutivas.

Ele assiste ao vídeo de 2016, ajeita-se confortavelmente sobre uma almofada e começa sua reclamação:

— Ah, então finalmente resolveram ouvir a minha versão?

Pois muito bem.

Primeiro ponto: eu estava dormindo.

Não estava “sem fazer nada”.

Estava realizando uma atividade felina perfeitamente legítima chamada descanso.

Existe diferença.


🐾 Ponto 2 — Eu nunca pedi para participar desse vídeo

Aquele sujeito apareceu com uma câmera.

Ninguém apresentou contrato.

Ninguém perguntou sobre disponibilidade.

Não houve negociação de cachê.

Nem sequer ofereceram sachê.

Simplesmente apareceu Vaguinho:

— Miau!

E eu pensando:

“Meu amigo... você não é um gato.”


😾 Ponto 3 — O cidadão começou a miar

Precisamos falar seriamente sobre isso.

Eu sou gato.

Eu conheço miado.

Aquilo definitivamente não era miado.

Era um humano adulto produzindo ruídos estranhos enquanto segurava uma câmera.

Olhei por curiosidade profissional.

Nada mais.

Meu olhar não significava:

“Continue.”

Significava:

“O que há de errado com você?”


📹 Ponto 4 — A câmera continuava chegando perto

Eu olhava para a lente.

Ele interpretava como interesse.

Eu desviava.

Ele tentava novamente.

Eu relaxava.

Ele fazia graça.

Eu fechava os olhos.

Ele miava.

Foi quando compreendi que estava participando de um experimento científico:

quanto tempo um humano demora para perceber que um gato quer ficar sozinho?

Resultado registrado naquele dia:

muito.


🐈‍⬛ Ponto 5 — “Não acontece nada de interessante”

Esta acusação permaneceu registrada durante dez anos e desejo finalmente contestá-la.

Aconteceram diversas coisas interessantes.

Eu respirei.

Mudei ligeiramente a posição da pata.

Olhei para a câmera.

Piscaram meus olhos.

Mexi uma orelha.

Voltei a descansar.

Para um gato, foi praticamente uma tarde movimentadíssima.

O problema era a expectativa editorial do cinegrafista.


😼 Ponto 6 — Quem desistiu primeiro?

Vaguinho.

Portanto:

GATO 1 × 0 CINEGRAFISTA

Não precisei correr.

Não precisei atacar.

Não precisei esconder-me.

Não precisei derrubar a câmera.

Utilizei uma técnica felina ancestral:

resistência passiva através da absoluta falta de interesse.

Funcionou perfeitamente.

O humano cansou.

Foi embora.

E finalmente pude retornar ao meu cochilo.


⏳ Mas então passaram dez anos...

Aqui nosso velho gato provavelmente ficaria alguns segundos em silêncio.

Olharia novamente para aquela versão jovem dele mesmo na tela.

Talvez reconhecesse o quarto.

Talvez reconhecesse aquela voz irritante miando atrás da câmera.

E provavelmente reclamaria mais uma vez:

— Você miava muito mal, Vaguinho.

Mas talvez acrescentasse:

— Ainda bem que filmou.

Porque hoje aquele vídeo guarda algo que nenhum dos dois sabia que precisava ser guardado.

Uma tarde absolutamente comum.

Um gato descansando.

Uma câmera ligada.

Uma pessoa fazendo graça.

Alguns minutos em que ninguém estava preocupado em construir uma memória.

Estávamos simplesmente vivendo.


📼 O valor extraordinário do absolutamente banal

Com o passar dos anos, comecei a perceber que os vídeos mais preciosos nem sempre são aqueles dos grandes acontecimentos.

Temos fotografias dos aniversários.

Vídeos das festas.

Registros das viagens.

Cerimônias.

Apresentações.

Esses momentos naturalmente pedem uma câmera.

Mas quem pensa em filmar uma tarde em que um gato não fez absolutamente nada?

Pouca gente.

E justamente por isso esse vídeo hoje me parece tão bonito.

Ele preservou o cotidiano.

Aquele pedaço da vida que normalmente desaparece sem deixar arquivo.


🐈 Parecer final do gato

Depois de assistir novamente às provas, nosso velho felino apresenta suas conclusões:

PROCESSO: GATO x VAGUINHO

ANO_DO_FATO: 2016

ACUSAÇÃO: NÃO FAZER NADA INTERESSANTE

DEFESA: ESTAVA DESCANSANDO

AGRAVANTE: HUMANO MIANDO SEM AUTORIZAÇÃO

CACHÊ RECEBIDO: ZERO SACHÊS

PACIÊNCIA FELINA: ADMIRÁVEL

CINEGRAFISTA: INSISTENTE

RESULTADO: GATO ABSOLVIDO

E acrescenta uma última observação aos autos:

— Dez anos depois você ainda está falando daquele dia?

Estou.

— E ainda está mostrando o vídeo?

Estou.

— Então alguma coisa interessante aconteceu, não aconteceu?

...

Touché, gato.

Touché.


Talvez seja essa a pequena ironia escondida naquela filmagem.

Vaguinho passou vários minutos tentando fazer o gato produzir alguma coisa interessante.

O gato recusou.

Dez anos depois, justamente porque ele recusou, o vídeo tornou-se interessante.

Hoje podemos apertar PLAY e encontrar novamente aquele quarto.

Aquela tarde.

Aquele bichano.

E aquele cidadão inconveniente tentando conversar em felinês.

📹 CAMERA = REC

😾 GATO = SEM_PACIÊNCIA

🗣️ VAGUINHO = MIAU_MIAU_MIAU

🐈 RESPOSTA = ...

⏳ TEMPO = +10 ANOS

❤️ MEMÓRIA = AINDA_AQUI

E consigo imaginar o velho gato levantando-se lentamente, espreguiçando-se, olhando uma última vez para mim e encerrando definitivamente o processo:

— Muito bonito, Vaguinho.

— Obrigado.

— Agora...

pô, meu... dá um sossego.

🐈❤️📼




Os gatos malucos da Vivi em desfile

Bellacosa Mainframe e o santuario de gatos da Vicky

🐱 Os Gatos Malucos da Vivi em Desfile

Quando uma casa cheia de gatos resgatados vira palco para um desfile muito particular

Existem casas tranquilas, existem casas movimentadas e existem aquelas onde os verdadeiros donos possuem quatro patas, bigodes e uma habilidade extraordinária para aparecer justamente onde não deveriam.

Na casa da Vicky, os gatos estavam por toda parte, estamos na Cidade de São Pedro , um distrito de Santana do Parnaiba.

Era praticamente impossível olhar para algum canto sem encontrar um deles observando silenciosamente, dormindo confortavelmente ou planejando alguma travessura felina.

Mas por trás daquela divertida confusão existia uma história muito mais importante.

Muitos daqueles gatos haviam sido abandonados, maltratados ou simplesmente esquecidos. Alguns chegaram magros, assustados e desconfiados. Ali encontraram comida, abrigo, cuidados e principalmente algo que talvez já não conhecessem havia algum tempo: carinho.

Pouco a pouco recuperaram o peso, a confiança e aquela curiosidade típica dos gatos.

E então começou o verdadeiro espetáculo.


🐈 Um atravessa a sala.

🐈 Outro aparece sobre algum móvel.

🐈 Um terceiro observa tudo à distância, provavelmente julgando silenciosamente os humanos.

De repente, a câmera começa a registrar aquela pequena sociedade felina.

Era o desfile dos gatos malucos da Vivi.

Não havia passarela, iluminação profissional ou modelos famosos. O cenário era uma casa comum e os protagonistas simplesmente continuavam suas vidas enquanto um humano insistia em acompanhá-los com uma câmera.

Olhando novamente para esse registro de 2016, entretanto, existe algo bonito escondido atrás da brincadeira.

Um gato fazendo bagunça, dormindo despreocupadamente ou explorando uma casa significa que ele se sente seguro naquele lugar.

Talvez esse seja o verdadeiro significado dessas imagens.

Aqueles animais não estavam simplesmente desfilando diante da câmera.

Estavam mostrando que haviam encontrado novamente um lar.

E como qualquer gato que finalmente percebe que aquela casa também lhe pertence...

começaram imediatamente a mandar em tudo. 😹

El Jefe

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Esses gatos são do barulho...


Imagine um santuário de gatos abandonados, maltratados, maltrapilho, que perderam o amor ao serem abandonados pelos seus donos originais. Um lugar onde se recuperam das judieiras e malvadezas. Ganham novamente amor e vivem numa comunidade de Felinos.

Tratados com amor, recuperam seu peso, ganham carinho e convivem em harmonia... ate aparecer um louco com uma camera para filmar suas bagunças.


Um gato bem curioso

Bellacosa Mainframe e as aventuras de um gato bem curioso

Um gato bem curioso

Um gato preto cheio de curiosidade


A brincadeira continua dessa vez temos um quarto cheio de gatos... com um gato pretinho bem mansinho e muito curioso que a todo momento queria pegar a camera...

Os bichanos ficaram maluquinhos com a filmagem, muita curiosidade e tentando descobrir o por que do palhaço ficar miando.

📝 Nota especial — O gato que queria operar a câmera

Revendo este vídeo tantos anos depois, percebo que naquele quarto havia dois experimentos acontecendo simultaneamente.

Nós estávamos observando os gatos.

E os gatos estavam estudando a gente.

O ambiente já era suficientemente interessante: um quarto cheio de bichanos, cada um reagindo àquela movimentação do seu próprio jeito.

Mas havia um pequeno gato preto particularmente curioso.

Mansinho.

Atento.

E aparentemente convencido de que aquela câmera precisava urgentemente passar por uma auditoria felina.

Eu apontava a câmera para ele.

Ele vinha investigar a câmera.

Eu afastava.

Ele aproximava.

Provavelmente, se tivesse polegar opositor, em algum momento teria assumido a filmagem.


🐈‍⬛ O verdadeiro diretor

Para nós, aquilo era uma câmera.

Para ele?

Um objeto estranho.

Com lente.

Movimentando-se.

Apontando para todo mundo.

Segurado por um humano suspeito.

Naturalmente precisava ser inspecionado.

GATO_PRETO.CURIOSIDADE = 100%

CAMERA = OBJETO_SUSPEITO

DISTANCIA_DA_LENTE = DIMINUINDO

OPERADOR_HUMANO = SOB_INVESTIGAÇÃO

E quanto mais eu filmava, mais curioso ele ficava.


🤡 Então havia o palhaço que miava

Porque aparentemente colocar vários gatos dentro de um quarto não era suficientemente estranho.

Precisávamos também de um palhaço miando.

E aí imagino a reunião extraordinária do conselho felino:

— Miau?

— Miau.

— MIAU?!

Alguns olhavam.

Outros procuravam.

Alguns tentavam descobrir de onde vinha aquele som.

Porque existe algo profundamente errado, do ponto de vista de um gato, quando você escuta outro gato...

mas encontra um palhaço.

Isso claramente exigia investigação.


📹 E novamente a câmera guardou aquilo que ninguém planejou guardar

Naquele momento era apenas brincadeira.

Gatos curiosos.

Um pretinho querendo pegar a câmera.

Um palhaço miando.

Risadas.

Bagunça.

Nada particularmente importante.

Até o tempo passar.

Então o vídeo muda.

Você deixa de assistir apenas ao que aconteceu e começa a observar detalhes.

O quarto.

Os objetos.

As vozes.

Os bichanos.

A maneira como brincávamos.

E aquele pequeno gato preto, eternamente curioso, aproximando-se outra vez da lente.

🐈‍⬛ BICHANO = CURIOSO

🤡 PALHAÇO = MIANDO

📹 CAMERA = SOB_ATAQUE

🐱 GATOS = MALUQUINHOS

❤️ MEMORIA = RECUPERADA

Talvez ele nunca tenha descoberto por que o palhaço estava miando.

Também não conseguiu descobrir exatamente o que havia dentro daquela câmera.

Mas uma coisa ele conseguiu.

Sem saber.

Entrou para o backup.

E tantos anos depois ainda podemos apertar PLAY e encontrar aquele pequeno gato preto chegando novamente bem pertinho da lente...

curioso para descobrir que diabos Vaguinho estava fazendo com aquele negócio. 🐈‍⬛📹

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2016/06/um-gato-bem-curioso.html

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2016/06/po-meu-da-um-sossego.html

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2010/11/maneki-neko-o-gato-que-da-ipl-na-sorte.html


sábado, 11 de junho de 2016

Exposição de origamis no Clube Nipo

Bellacosa Mainframe e o festival brasil japao na nipo campinas

Festival Brasil Japão e uma visão pela parte cultural.


Uma das expressões artísticas mais bonitas do oriente: o Origami... desde garoto sou apaixonado por esta arte que da vida ao papel.

Iniciei com folhas arrancadas do caderno e acertadas com régua até o ponto de comprar papel para dobradura. Quando tenho a oportunidade de apreciar estes lindos trabalhos, não me contenho e volto a infância.



No clube Nipo no festival Brasil Japão teve esta pequena exposição com diversos trabalhos e aproveitei que estava no mezanino e filmei a feira oriental.

Acho pena que poucas pessoas sabem destes eventos. A exposição deste ano foi um ótimo pretexto para sair de casa e aproveitar o belo sábado.


https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2016/06/12-festival-japao-danca-folclorica.html

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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