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sábado, 5 de outubro de 2002

Toledo a cidade dos Ferreiros - Parte II

Vestígios romanos: O Hipódromo


Que cidade fantástica, suas ruelas e becos, pontes e construções a beira do rio Tejo, sentei sobre uma pedra e imaginei quantas batalhas aquelas muralhas testemunharam, quantos povos passaram por estas terras e aqui deixaram seu testemunho. Gostaria tanto de falar a língua das pedras e pena que as pedras não falam, pois contariam historias sem parar.




Iria me embebedar no túnel do tempo e viajar com cada detalhe, minha imaginação fértil, viajou vendo em desfile homens de todos os tempos, desde a época das cavernas ate os dias de hoje. Teve um dia que conheci Mabel, uma garota toledana que após boas conversas sob cinema ainda tive a oportunidade de conhecer mais sobre o cinema espanhol e pensar que tudo começou através de uma revista em quadradinho do Mortadelo e Salamino.

Voltando aos vestígios romanos, visitei um hipódromo romano, vestígios de pontes e partes defensivas, vi maquetas da cidade como fora outrora, vi todos as reconstruções que os povos bárbaros fizeram durante a baixa idade media, depois os acréscimos dos mouros e por fim os trabalhos dos cristão que conquistaram a cidade por ultimo, segundo a lenda sem derramamento de sangue, devido exitir um acordo que dizia que a cidade poderia manter todos os seus símbolos, inclusive o Morcego que representava a cidade.

sexta-feira, 4 de outubro de 2002

Moinhos de Vento do Don Quixote nos arredores de Toledo (Espanha)

Andando pelas terras de Castela  Mancha

Depois de palmilhar Toledo resolvi expandir meus limites e fui andar pelas terriolas próximas. Saindo bem cedo, mochila as costa, fui me aventurando em busca de tesouros, imaginando que a qualquer momento encontraria o Don Quixote pelo caminho.



Para tornar a viagem bem divertida, em um café instalado dentro de um moinho, conheci um casal de americanos em ferias, conversa vai conversa, acabamos explorando diversas outras pequenas vila durante sempre conversando e trocando impressões sobre as duas Américas, recheada de historia Europeia (a esposa era professora de historia ibérica).

A província de Toledo é muito rica em construções históricas, sendo que recomendo uma boa exploração com tempo, sem contar que a culinária, os vinhos são bons demais.

Para aqueles que gostam de caminhar a região é servida por trem e para chegar as pequenas vila experimente ónibus ou como eu, vá de carona tem que ter um pouco de cara-dura :)

quarta-feira, 2 de outubro de 2002

Toledo a cidade dos ferreiros

Durante toda a idade media o aço toledano foi melhor


Conhecia Toledo de leituras de cavaleiros medievais, grande guerreiros cuja a bravura no campo de batalha era lendário e suas armas forjadas pelos hábeis artesãos toledanos, tornavam-os mais temidos. Assim que cheguei em Espanha tratei de descobrir qual era o melhor caminho para aqui chegar, qual a rota, como fazer etc.



Vindo de trem de Madrid foi super fácil chegar, na estação de trem nas informações procurei um albergue bom e barato, para minha surpresa a chegar em Toledo me indicaram um albergue da juventude, próximo ao rio Tejo e perto das muralhas, surpreendentemente fiquei hospedado em um castelo medieval. Foi o máximo, sozinho num quarto com banheiro, me recordo que pego o telefone e ligo para minha mãe dizendo onde estava e o que estava fazendo, grandes risadas foram dadas.

Amei Toledo e continuo amando ate hoje, foi uma cidade que marcou meu coração e ainda nos dias de hoje me pego pensando sobre ela, me deliciando com as muralhas, as lendas, os segredos, os museus e o melhor de tudo as comidas. Também visitei ruínas romanas, museu do El Greco e tantas coisas que faltaria espaço para escrever.

Digno de nota, em uma tarde muito quente vi um curioso bar, em que entrei e qual não foi minha surpresa fui atendido por uma japonesa, conversamos durante muito tempo contando historias do mundo e ela me preparou minha primeira sangria verdadeiramente espanhola feitas por mãos nipónicas.