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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Aleluia, aleluia... O tempo está firme, a chuva se dissipou e hoje temos um belo céu azul. Com isso podemos aproveitar o melhor que a Praia de Itamambuca tem a oferecer, águas cores de esmeralda, areia limpa e uma praia livre de esgotos e poluição.
A associação de moradores luta pela conservação e proteção das áreas verde do condomínio, temos árvores de mangue, árvores no limite entre a areia e o a terra firme e dentro do condomínio grandes árvores nativas da Mata Atlântica.
Neste cantinho especial de Ubatuba temos a foz do Rio Itamambuca com seu lago e as margens do lago um aprazível camping e seu simpático barqueiro que com sua canoa leva e trás os campistas. Sempre sorridente e cordial, pronto para contar causos engraçados que acontecem por ali.
Quem passa apressadamente pela Rodovia Rio Santos nem imagina as coisas fantásticas que se escondem, após as arvores. O belo oceano Atlântico, com um pouco de sorte podemos ver doninhas e golfinhos e em dias de muita mas muita sorte até baleias passando ali perto.
Venha caminhar nesta areia fofinha, brisa cheirosa e lugar para os mais diversos esportes náuticos.
Com um pouquinho de sol, saímos para caminhar na areia rumo a foz do Rio Itamambuca, como o tempo não ajudou nesses dias, a água do mar esta fria e com muitas ondas para os pequenos, ficamos apenas nas caminhadas e apreciando para explorar.
Na foz do Rio Itamambuca tem um lago separando-o da praia, este belo camping situado na outra margem do lago, que para atravessarmos o lago, necessitamos chamar um barqueiro que faz o trajeto por uma canoa a remo.
Caminhando no rio encontramos um simpático amigo de 4 patas, que nos acompanhou durante um certo tempo, aos pulos na leve correnteza. Fora isso ficamos subindo e descende de pedras e bisbilhotando os arredores em busca de coisas interessante.
Apreciem a colina com bela e verdejante flora, sobreviventes da outrora gigantesca mata atlântica que cobria todo o litoral paulista, aventure-se por ela e encontre palmeiras, samambaias e bromélias, com um pouco de sorte até pequenos mamíferos poderão ser vistos.
Após a loucura que foi as enchentes do Rio Atibaia na rodovia Dom Pedro I, estamos aqui as suas margens apreciando o rio descendo calmamente.
Estamos num restaurante a beira da estrada, que foi muito bem pensando, que alem de uma boa refeição tem todo um espaço lúdico.
Jardins, parquinho, deque, aves exóticas e é claro musica ao vivo, ao fundo ouvimos a apresentação do cantor, eu é o formiga aproveitamos para explorar todo o espaço.
Inclusive ficamos aqui vendo o rio e conversando aproveitando ao máximo a bela paisagem, mantendo algumas árvores nativas e bastante verde, nem parece que estamos as margens de uma das mais movimentadas estradas do estado.
O Rio Jaguary fica a 300 metros depois da EMBRATEL sendo possível avistar a ponte, estrada de terra, cheia de cerca margeiam o rio, porem em alguns pontos possuem aberturas onde se pode apreciar o rio.
Depois de vermos as antenas Jedi (segundo o formiguinha), avançamos em direçao ao rio Jaguary que devido as constantes chuvas esta bem cheio escondendo as pedras. A rapaziada aproveitou o dia quente e mergulhou de cabeça nas aguas.
O formiguinha se divertiu vendo as pessoas nadando nas aguas barrentas do rio, sempre questionando se a agua estava suja.
Continuamos em nossa navegação pelo rio Nilo... a Feluca ancorou em uma ilha, onde montamos nosso acampamento para passarmos a noite.
Nesta ilha existia uma fazenda não habitada com alguns animais soltos, um pequeno armazém de ferramentas, um celeiro cheio de alimentos e um estábulo todo escancarado. Meio sinistro e assustador a principio, mas depois que se acostuma relaxa-se e dorme-se bem.
Foi uma noite tranquila em tendas, ao redor de fogueiras apreciando o céu estrelado, o barulho dos búfalos e outros animais, é foi uma momento único acordar é ver o nascer do sol, sentado as margens do Nilo.
Imagine um meio de transporte mais antigo do mundo! Depois pense que era tão perfeito seu design que sofreu poucas modificações ao longo do século. E pronto chegamos a Feluca uma típica embarcação usada desde tempos imemoriais no Egipto.
Desde modelo de barco evoluíram diversos outros inclusive existindo actualmente espalhados pelo globo diversos tipos similares.
Nossa viagem correu de maneira bem, embarcamos num cais ainda em Assuan, nossas bagagens foram acondicionadas em um pequeno porão, fomos divididos em 2 grupos... tivemos instruções de segurança sobre o funcionamento da embarcação.
Para minha surpresa alguém disse para o capitão do barco, que tinha um brasileiro no grupo e o cara providenciou uma bandeirinha brasileira para colocar no mastro. Foi servido um delicioso chá de menta, comemos uns bolinhos e iniciamos nossa navegação rio abaixo.
Sempre ao sabor do vento fomos descendo o Nilo... a meio da viagem em uma parte totalmente remota e sem sinais de civilização ancoramos o barco e fomos aproveitar uma praia fluvial no Nilo... pouco mais tarde chega um grande barco a motor, era o nosso restaurante flutuante... servindo uma deliciosa refeição, afinal estávamos famintos depois de alguns tempo brincando a beira d'agua.
Estamos quase chegando em Setubal, depois de uma grande volta pelo Alentejo, estamos perto de casa, mas sempre sobra espaço para uma nova sessão fotográfica.
O Sado é um rio bem conservado, com grandes áreas verdes, boa reserva de peixe devido ao parque ecológico da Arriba que permite ate mesmo que grupos de golfinhos vivam neste estuário.
A ligação entre Setúbal e Tróia é assegurada por barcos. Em Setúbal existem diversos monumentos que em outra oportunidade iremos explorar.
Na viagem de hoje, fica apenas um cheirinho para conhecerem a igreja onde foi ratificado o Tratado de Tordesilhas, alguns monumentos e praças.
De comidinha a cidade Setúbal é famosa pelo seu choco frito acompanhado por molho da casa, simplesmente delicioso.
Estamos no Rio Douro, um lugar histórico onde gerações de ingleses vieram buscar vinho, para levaram a Inglaterra fazendo a alegria das famílias portuguesas, afinal os ingleses foram sempre os mais fieis apreciadores do bom Porto.
Os rebelos carregados de barris de vinho seguiam ate Vila Nova de Gaia, onde ficavam armazenados, a espera de maturação e posterior envio aos consumidores finais. Claro que o rio não era só vinho, todo o transporte passava por ele, rebelos dos mais diversos tamanhos navegavam rio abaixo, rio acima. Processo quebrado apenas com o advento dos caminhos de ferro que roubaram grande parte do tráfego de mercadoria e pessoas.
Graças a este fenomenal tráfego varias cidades surgiram as suas margens, uma delas Peso da Régua, ganhou muito importância edificando imponentes estruturas graças a essa riqueza.
Passando pelo rio, vemos pontes das mais diversas épocas, em arco, em pedra, em aço, rodoviárias e ferroviárias para o deleite dos apreciadores destas estruturas.
Para fechar o dia com chave de ouro, nada como uma visita em uma cave de vinho do porto para apreciar a degustação deste tão delicioso néctar dos deuses.
Engraçado como certas coisas são marcantes na vida de uma pessoas, vim parar em Salamanca devido ter visto um livro, no Brasil muitos anos atrás quando estudava espanhol, Este livro era editado na cidade de Salamanca e somente por isso tive curiosidade de visitar esta cidade.
Surpreendentemente ao chegar na cidade aqui estava uma festa total, afinal Salamanca em 2002 era a Capital Europeia da Cultura e convenientemente estava eu aqui bem na semana principal do evento, claro que acabei ficando aqui mais do que o previsto afinal a festa estava botando para quebrar, fiz muitos amigos nesta cidade, marcante foi conhecer Verónica uma amizade que durou alguns anos, após esta visita.
Participei pela primeira vez de uma Cow Parade e toda noite havia shows e durante o dia varios eventos em paralelo com todos os museus abertos ao publico gratuitamente, passeios guiados pela cidade contando a historia de Salamanca, passeio pelo rio Tormes.
Durante toda a idade media o aço toledano foi melhor
Conhecia Toledo de leituras de cavaleiros medievais, grande guerreiros cuja a bravura no campo de batalha era lendário e suas armas forjadas pelos hábeis artesãos toledanos, tornavam-os mais temidos. Assim que cheguei em Espanha tratei de descobrir qual era o melhor caminho para aqui chegar, qual a rota, como fazer etc.
Vindo de trem de Madrid foi super fácil chegar, na estação de trem nas informações procurei um albergue bom e barato, para minha surpresa a chegar em Toledo me indicaram um albergue da juventude, próximo ao rio Tejo e perto das muralhas, surpreendentemente fiquei hospedado em um castelo medieval. Foi o máximo, sozinho num quarto com banheiro, me recordo que pego o telefone e ligo para minha mãe dizendo onde estava e o que estava fazendo, grandes risadas foram dadas.
Amei Toledo e continuo amando ate hoje, foi uma cidade que marcou meu coração e ainda nos dias de hoje me pego pensando sobre ela, me deliciando com as muralhas, as lendas, os segredos, os museus e o melhor de tudo as comidas. Também visitei ruínas romanas, museu do El Greco e tantas coisas que faltaria espaço para escrever.
Digno de nota, em uma tarde muito quente vi um curioso bar, em que entrei e qual não foi minha surpresa fui atendido por uma japonesa, conversamos durante muito tempo contando historias do mundo e ela me preparou minha primeira sangria verdadeiramente espanhola feitas por mãos nipónicas.
Ajeitada as coisas em Lisboa, parti rumo ao norte em busca de mais aventuras, dentro em breve iria começa o caminho de Santiago, aproveitarei a ida para visitar o Sr. Cardoso e conhecer a cidade do Porto.
O Porto é uma cidade cheia de surpresas, maior do que eu imaginava a principio, com muitos tesouros arquitectónicos, belas obras de arte da engenharia, uma cidade viva e cheia de encantos. A culinária é uma das melhores tanto que recomendo vivamente a provarem o bacalhau fresco grelhado em carvão, facinho de encontrar devido ao delicioso aroma que se espalha pelo ar.
A beira do rio Douro tem diversos barzinhos e passeios de barco, através de uma ponte chega-se a vila Nova de Gaia paraíso dos amantes do vinho do Porto, mais adiante retorno ao assunto.
Visitei diversas igrejas, torres e praças garanto a todos é obrigatório uma visita ao porto de no mínimo 3 dias, devido a quantidade de coisas que aqui existe para se ver. Me encantei no museu militar em que apreciei uma coleção com milhares de soldados de chumbo, haviam soldados de todos os exércitos da historia.
Incrível foi conhecer a historia do soldado Milhão que foi um grande herói da Primeira Guerra Mundial, um português que sozinho lutou contra uma horda de alemães, munido de um metralhadora, enquanto seus companheiros batiam em retirada, segundo a historia ele manteve o inimigo sob fogo cerrada ate acabar sua munição, depois correu atrás de outra metralhadora sempre ajudando seus companheiros em fuga, fez isso mais uma vez (3 no total) ate ficar sem munição e sem metralhadora, de posse de uma baioneta fugiu, pelo caminho tropeçou em um homem muito ferido que carregou em seu ombro ate o acampamento aliado, onde descobriu que tal homem era um príncipe belga. Claro que o soldado Milhão foi condecorado por bravura e ganhou muitas medalhas e sendo aclamado herói em 2 pátrias.
Falando de comida novamente não se esqueçam de provar a francesinha.
Esta semana que passou circulei por quase Lisboa inteira, então resolvi ir alem, tinha ouvido falar da linha de Cascais e seu trem que acompanhava o rio Tejo.
(versão ampliada)
Fui ate o cais do Sodre e peguei o trem em direcção a Oeiras, ouvi dizer que tinha uma praia a beira do rio em que era costume fazer topless. Muito interessado pela informação privilegiada, resolvi ir ate o terreno para verificar o mito das sereias do Tejo.
Chegando a Oeiras dei uma volta pela cidade, mas o interesse era a praia, kkkk, realmente a praia era legal, tinha um forte, tinha o topless, o único senão que esqueceram de me informar que as gatinhas que frequentavam aquela praia eram da safra de 1940 e 1950.
Me senti um pouco um personagem do David Cardoso em um filme dos anos 80, gravado por ele aqui mesmo em Portugal.
O ano 2001 foi um ano totalmente marcante, tanto que esta viagem a capital do Uruguay foi eclipsado pelos atentados de 11/9. Minha viagem era para o dia 12, porem devido ao caos que foi o day after do ataque as Torres Gémeas de Nova York, fomos remarcados para o dia 13.
Com a segurança alta nos aeroportos, a vigilância constante esta viagem na ida não foi tão interessante quanto eu desejava.
Chegando em Montevideu transcorreu tudo tranquilo, os colegas uruguaios eram muito simpáticos sendo grandes anfitriões, após o expediente fazíamos diversas actividades e aproveitávamos para conhecer a capital platina.
Provamos o churrasco uruguaio, cerveja e conhecemos a vida nocturna neste pequeno pais.
Agora a melhor surpresa estava no retorno na semana seguinte, meu voo era American Airline, justamente uma companhia que perdera avião no atentando, éramos 6 passageiro num voo de quase 300 passageiros. Que mordomia, que simpatia ate o piloto véu agradecer o voto de confiança em voar com AA.
Cachoeiras, ribeiros e rio de Carranca a riqueza hidrica
Nossa exploração em Carrancas nos levou a encontrar grandes quantidades de tesouros hídricos: rios, ribeiras, minas, bicas, corredeiras, cachoeiras... foi super refrescante após caminhar em trilhas sob o sol escaldante encontrar piscinas naturais para se refrescar.
Andando pelas trilhas do sertão sob o sol escaldante, não existe prazer maior que encontrar uma lagoa ou uma pequena piscina natural para relaxar. Imagine o prazer de ficar sentado em uma pequena cascata sentindo a agua caindo fazendo massagem sob o corpo.
Esta caminhada foi organizada pelo grupo Enigma e permitiu explorar diversos pontos turisticos da cidade.
Em nossa aventura de hoje estamos visitando a cidade de Barra Bonita, onde as margens do rio Tiete, ocorre um passeio único em nossa região. A navegação fluvial no Rio Tiete com a subida rio acima, através de um complexo elevador hidráulico.
Esse elevador conhecido pelo nome de enclusa permite uma embarcação subir/descer elevaçoes no rio, no nosso caso devido ha construção de uma barragem. Lateralmente a barragem foi construído todo um complexo que através da gravidade se enche de agua permitindo uma embarcação vencer o desnível no rio.
A minha trupe de costume esta presente nesta aventura: Mamy, Tio B, Tia Z e Nana embarcarmos em um barco, com direito a visita guiada para conhecer o funcionamento do barco, visita a cabine do comandante, explicação didáctica sobre o funcionamento da enclusa e um almoço super delicioso a bordo enquanto o barco, faz a navegação no rio.
Na minha infância meu pai organizava excursões para Bom Jesus do Pirapora, para irem ate o santuário, naquela época o rio Tiete era menos poluído, lembro-me dos restaurantes a beira rio, o pedalinho em uma das margens.
Anos mais tarde, resolvi fazer uma caminhada leve, fui ate a Lapa, dela peguei o trem da linha de Barueri e com um pouco de esforço cheguei a Pirapora.
Este video contem as fotos que fiz nesse dia, andando por locais que conheci outrora e agora estava revendo, é emocionante rever lugares da infância, ver coisas que sua imaginação coloriu com o tempo.
⛪ Santuário do Bom Jesus de Pirapora
ao estilo Bellacosa Mainframe – fé, batch e processamento contínuo
No interior de São Paulo, às margens do rio Tietê — esse mesmo que na capital sofre com buffer overflow ambiental — existe um lugar onde o tempo roda em modo batch há séculos: o Santuário do Bom Jesus de Pirapora.
A história começa no século XVIII, quando a imagem do Bom Jesus teria sido encontrada boiando no rio. Tentaram removê-la. Não funcionou. Tentaram de novo. Falhou. Só quando aceitaram que aquele era o data center divino correto, a imagem “permitiu” ser levada. Se isso não é sistema legando escolhendo onde quer rodar, eu não sei o que é.
O santuário nasce assim: não por planejamento urbano, mas por evento inesperado, daqueles que mudam o fluxo do processamento humano. Fé, aqui, não é on-line. É processamento assíncrono, acumulado ao longo dos anos, com romarias, promessas, agradecimentos e silêncio.
Todo ano, milhares de romeiros caminham até Pirapora. Cada passo é um commit. Cada vela acesa é um log. Cada promessa paga é um JOB concluído com RC=0. Não há pressa. O Bom Jesus não trabalha com SLA agressivo. Ele opera em alta disponibilidade espiritual.
Curiosidade pouco comentada: o santuário influenciou profundamente a cultura afro-brasileira e popular paulista. Sambistas, congadas e manifestações tradicionais sempre orbitam Pirapora. É fé que dança. É religião com interface humana, não só ritualística.
Arquitetonicamente simples, o santuário segue o princípio máximo do mainframe e da fé antiga: robustez acima de estética. Não precisa brilhar. Precisa permanecer. E permanece.
O maior easter egg? O rio Tietê. Ele passa ali quase puro, quase silencioso, lembrando que até sistemas degradados podem ter pontos de redenção upstream.
Comentário Bellacosa final:
O Santuário do Bom Jesus de Pirapora é como aquele sistema crítico que ninguém ousa desligar. Pode não ser moderno, pode não ser bonito, mas sustenta vidas inteiras há gerações. E isso, meu amigo, é missão crítica.
Morei durante muitos anos em Taubate, cidade vizinha e um dos bairros que morei ficava bem próximo da divisa entre os municípios, quantas vezes peguei minha bicicletas e fui com os amigos andar na estrada de Tremembe.
Reuni algumas imagens que guardo desta cidade, a estação do Trem, a igreja matriz e a ponte sobre o Rio Paraiba do Sul, que na época tinha tantos peixes que a garotada, ia pescar para depois fazer peixe no carvão a beira rio.
Bons amigos desta época: o Alexandre, o Natalino, a Marcia e tantos outros que ficam na lembrança.
Revisando
Há cidades que não se visitam — se recordam. Tremembé é uma dessas. Não aparece primeiro nos mapas turísticos nem nos folhetos coloridos, mas surge silenciosa na memória, como uma fotografia antiga encontrada dentro de um livro esquecido. No post “Tremembé, cidade às margens do Rio Paraíba”, relembro dos momentos únicos da adolescência, dos amigos e não descrevo apenas um lugar: reabro uma gaveta do tempo e deixo escapar o cheiro da terra, o som distante do trem e o brilho lento do rio.
Tremembé existe ali como um intervalo entre Taubaté e a infância. Um caminho percorrido de bicicleta, sem pressa, quando o mundo ainda cabia em uma tarde inteira. Pedalar até a cidade era mais do que deslocamento — era um rito. A estrada não separava, conectava. Cada curva guardava expectativa, cada chegada trazia a sensação de ter atravessado algo maior do que quilômetros: uma fronteira invisível entre o cotidiano e a descoberta.
O Rio Paraíba do Sul corre como personagem central dessa lembrança. Não apenas um curso d’água, mas um espelho de um tempo em que o rio era generoso, vivo, abundante. Havia peixes, havia riso, havia carvão improvisado na margem e mãos pequenas aprendendo a esperar. O rio ensinava silêncio, paciência e partilha. Ele não passava apressado — ele permanecia. Assim como permanecem as imagens guardadas na memória.
A estação de trem surge quase como um monumento à espera. Trilhos que levavam para longe, mas também traziam de volta, já não mais existia. O trem não era apenas transporte: era promessa, era despedida, era o som metálico cortando a tarde e marcando as horas de uma cidade que respirava em outro ritmo. A igreja matriz, por sua vez, permanece como âncora — firme, imóvel, observando gerações passarem, crescerem e partirem.
O meu texto do post é curto, quase econômico, mas carrega um peso emocional profundo. Ele não se alonga porque a memória não precisa explicar — ela apenas existe. As imagens falam mais do que descrições longas. São fragmentos de um Brasil interiorano onde as coisas eram menores, mas o tempo parecia maior. Onde a infância não era programada, mas vivida.
Há, nesse relato, uma melancolia suave — não triste, mas consciente. A consciência de que aquele Tremembé ainda existe, mas não é mais o mesmo. E nem nós somos. O rio mudou, as cidades cresceram, as bicicletas deram lugar a motores. Mas algo permanece intacto: a sensação de pertencimento a um lugar que moldou quem somos.
Esse post não tenta convencer o leitor de nada. Ele apenas abre uma janela. Quem lê, reconhece. Quem não viveu algo parecido, imagina. E quem viveu, sorri em silêncio. Tremembé, ali, não é apenas uma cidade às margens do Rio Paraíba — é um estado de espírito, um backup emocional preservado contra o esquecimento.
No fim, o texto nos lembra de algo simples e raro: algumas paisagens continuam existindo apenas porque alguém decidiu se lembrar delas. E lembrar, às vezes, é a forma mais bonita de viajar.