domingo, 2 de outubro de 2022

🎭 lista de expressões faciais humorísticas teatrais

 


🎭 Expressões Faciais Humorísticas Clássicas

  1. Susto exageradoolhos arregalados, boca aberta, sobrancelhas levantadas.

  2. Confusão total — olhar perdido, sobrancelhas franzidas, boca torta.

  3. Orgulho tolo — queixo erguido, peito estufado, olhar superior.

  4. Vergonha súbita — sorriso travado, bochechas infladas, olhos desviando.

  5. Alegria ingênua — sorriso largo, olhos brilhando, sobrancelhas arqueadas.

  6. Raiva cômica — dentes à mostra, rosto vermelho, sobrancelhas caídas para dentro.

  7. Tristeza teatral — lábios para baixo, olhos marejados, expressão “drama queen”.

  8. Desdém exagerado — boca torcida, olhar de cima a baixo, sobrancelha arqueada.

  9. Fingindo entender — sorriso amarelo, olhos semicerrados, cabeça balançando.

  10. Espanto burlesco — maxilar caído, sobrancelhas altíssimas, piscar rápido.




🤡 Expressões Inspiradas no Clown

  1. Descoberta boba — olhar curioso, sorriso que cresce devagar.

  2. Erro revelado — olhos arregalados, boca em “O”, respiração presa.

  3. Tentando parecer esperto — sobrancelha levantada, boca torcida.

  4. Fracasso glorioso — sorriso orgulhoso que se desmonta lentamente.

  5. Vergonha encantadora — tentar esconder o rosto, mas mostrar o olho curioso.

  6. Felicidade infantil — sorriso de orelha a orelha, olhos piscando rápido.

  7. Medo engraçado — corpo tenso, rosto travado, olhos olhando de lado.




🎭 Expressões Comediantes da Commedia dell’Arte

  1. Arlecchino surpreso — olhos vivos, boca aberta em riso nervoso.

  2. Pantalone desconfiado — olhos semicerrados, lábios apertados.

  3. Colombina debochada — sobrancelhas arqueadas, sorriso de canto.

  4. Dottore presunçoso — bochechas infladas, olhar superior, sobrancelhas franzidas.

  5. Capitano covarde — postura heroica, rosto em pânico.


😜 Expressões Corporais + Faciais Combinadas

  1. “Eita!” teatral — corpo recua, olhos arregalados, boca aberta.

  2. “Ops!” — sobrancelhas levantadas, sorriso culpado, ombros encolhidos.

  3. “Acertei sem querer” — expressão de espanto seguida de orgulho falso.

  4. “Peguei no flagra” — olhos arregalados, sorriso congelado.

  5. “Plano genial” — sobrancelhas arqueadas, sorriso malandro, olhar lateral.

sábado, 1 de outubro de 2022

🎭 TIPOS DE EXPRESSÕES TEATRAIS (FACIAIS E CORPORAIS)

 


🎭 TIPOS DE EXPRESSÕES TEATRAIS (FACIAIS E CORPORAIS)




1. 😄 Cômicas (Humorísticas)

  • Função: provocar riso, leveza, exagero.

  • Características: ritmo rápido, exagero gestual, contrastes, expressões caricatas.

  • Subtipos:

    • Clownesco (ingenuidade e inocência)

    • Burlesco (ridículo e grotesco)

    • Satírico (crítico e irônico)

    • Farsesco (exagero absurdo)




2. 😢 Dramáticas (Emocionais / Trágicas)

  • Função: comover, gerar empatia e tensão emocional.

  • Características: intensidade, sutileza, verdade interior.

  • Subtipos:

    • Trágico (destino inevitável, sofrimento)

    • Melodramático (emoções amplificadas)

    • Realista (expressão contida e naturalista)

    • Poético (gestos lentos, expressões simbólicas)




3. 😲 Expressões Épicas (Narrativas / Reflexivas)

  • Função: provocar reflexão e distanciamento crítico (inspiradas em Brecht).

  • Características: ator mostra e comenta a ação, sem “virar” totalmente o personagem.

  • Exemplo facial: olhar direto para o público, expressão neutra ou reflexiva.

  • Uso: teatro político, didático, experimental.




4. 😐 Neutras (Máscara Neutra / Estado de Presença)

  • Função: base do trabalho físico e emocional do ator.

  • Características: rosto calmo, expressões suspensas, respiração ampla.

  • Treinamento: usada para limpar vícios expressivos e aumentar a consciência corporal.

  • Exemplo: olhar sereno, ausência de tensão facial, respiração equilibrada.




5. 😈 Grotescas (Bufão / Crítica Social)

  • Função: ridicularizar o poder, mostrar o feio e o exagerado.

  • Características: deformação facial e corporal, risadas grotescas, caretas expressivas.

  • Exemplo: sobrancelhas torcidas, boca distorcida, dentes à mostra.

  • Uso: bufões, sátiras, teatro físico contemporâneo.




6. 😶‍🌫️ Simbólicas (Poéticas / Abstratas)

  • Função: expressar ideias e sentimentos por meio de formas visuais.

  • Características: economia facial, gestos precisos e plásticos.

  • Exemplo: olhar elevado, rosto imóvel, foco na energia interna.

  • Uso: teatro visual, mímica, teatro-dança, butô, teatro oriental.




7. 😇 Rituais (Arquetípicas / Cerimoniais)

  • Função: representar estados espirituais ou coletivos.

  • Características: expressões lentas, concentradas, simbólicas.

  • Exemplo: olhar para o alto, serenidade ou transe.

  • Uso: teatro grego, teatro oriental, teatro antropológico (Grotowski, Barba).




8. 🤔 Cotidianas (Naturalistas / Realistas)

  • Função: reproduzir a vida real com sutileza e credibilidade.

  • Características: expressões pequenas, realistas, coerentes com a situação.

  • Exemplo: franzir leve de sobrancelha, sorriso discreto, olhar cansado.

  • Uso: teatro naturalista, cinema, TV.


9. 🤪 Improvisadas (Espontâneas / Orgânicas)

  • Função: surgem em cena através do jogo e da escuta entre atores.

  • Características: mutáveis, momentâneas, honestas.

  • Exemplo: expressão que nasce da reação verdadeira a um parceiro.

  • Uso: improviso teatral, jogos de clown, teatro espontâneo.


10. 🦹 Expressões Estilizadas (Convencionais)

  • Função: seguir códigos específicos de um estilo teatral.

  • Características: gestos e expressões codificados, não realistas.

  • Exemplo:

    • Teatro Nô → serenidade e contenção.

    • Kabuki → expressões marcadas (miegakure).

    • Commedia dell’Arte → máscaras fixas e posturas específicas.


🔶 Resumo dos Grandes Grupos:

CategoriaFunção PrincipalEstilo de Atuação
HumorísticasFazer rirComédia, clown, farsa
DramáticasComoverTragédia, melodrama, drama psicológico
ÉpicasFazer pensarTeatro político, brechtiano
NeutrasEquilibrar e prepararTreinamento físico e vocal
GrotescasCriticar e chocarBufonaria, sátira
SimbólicasRepresentar ideiasTeatro-dança, butô, poético
RituaisExpressar arquétiposTeatro antigo, espiritual
CotidianasReproduzir o realNaturalismo, realismo
ImprovisadasCriar organicidadeImpro, clown, laboratório
EstilizadasSeguir convenções formaisKabuki, Nô, Commedia dell’Arte

terça-feira, 13 de setembro de 2022

🧩 POST MODELO – BLOGSPOT (SEO + TÉCNICO)

 

Como escrever um bom post para o Blogspot e blog

🧩 POST MODELO – BLOGSPOT (SEO + TÉCNICO)


H1 – TÍTULO DO POST

O que é [TEMA PRINCIPAL]: exemplo prático no [CONTEXTO]

📌 Exemplo:

O que é REXX no Mainframe: exemplo prático no TSO/ISPF


✍️ Introdução (obrigatória – 5 a 8 linhas)

Explique o problema ou a dúvida real que alguém pesquisaria no Google.

O [TEMA PRINCIPAL] é amplamente utilizado no ambiente [CONTEXTO], mas ainda gera muitas dúvidas entre profissionais que trabalham com [TECNOLOGIA].
Neste artigo, você vai entender o que é [TEMA], para que ele serve e verá um exemplo prático aplicável ao dia a dia, além de erros comuns e boas práticas.

📌 Inclua a palavra-chave principal aqui.


## O que é [TEMA PRINCIPAL]

Explique de forma clara e direta, sem história longa.

O [TEMA] é um recurso utilizado no [AMBIENTE] para [FUNÇÃO PRINCIPAL].
Ele permite [BENEFÍCIO 1], [BENEFÍCIO 2] e é muito comum em cenários como [EXEMPLOS REAIS].


## Para que serve [TEMA PRINCIPAL]

Liste usos reais (o Google ama listas).

  • Automatizar [AÇÃO]

  • Facilitar [PROCESSO]

  • Integrar com [TECNOLOGIA]

  • Reduzir erros em [CONTEXTO]

📌 Dica: pense em uso de produção, não em laboratório.


## Exemplo prático de [TEMA PRINCIPAL]

Explique o cenário antes do código.

No exemplo abaixo, vamos demonstrar como utilizar [TEMA] para [OBJETIVO PRÁTICO].

Exemplo:

[COLE AQUI SEU CÓDIGO]

Explique linha por linha ou por blocos:

  • Linha 1 → Faz isso

  • Linha 2 → Configura aquilo

  • Linha 3 → Executa o processo

📌 Código bem explicado = autoridade + indexação.


## Erros comuns ao usar [TEMA PRINCIPAL]

Essa seção traz muito tráfego orgânico.

  • ❌ Erro [CÓDIGO/MENSAGEM] – ocorre quando [CAUSA]

  • ❌ Problema comum em produção ao esquecer [DETALHE]

  • ❌ Configuração incorreta de [RECURSO]

👉 Sempre explique como evitar ou corrigir.


## Boas práticas recomendadas

Mostre maturidade técnica:

  • ✔ Sempre validar [CONDIÇÃO]

  • ✔ Documentar [PARTE DO CÓDIGO]

  • ✔ Testar em ambiente [HML/QA]

  • ✔ Evitar hardcode de [PARÂMETROS]

📌 Isso diferencia iniciante de especialista.


## Quando NÃO usar [TEMA PRINCIPAL]

O Google gosta de conteúdo equilibrado.

Apesar de poderoso, o [TEMA] não é recomendado quando:

  • [CENÁRIO 1]

  • [CENÁRIO 2]

Nesses casos, alternativas como [OUTRA TECNOLOGIA] podem ser mais adequadas.


## Conclusão

Resumo curto e objetivo.

O [TEMA PRINCIPAL] é uma ferramenta essencial no ambiente [CONTEXTO], especialmente quando utilizado com boas práticas e entendimento do cenário real de produção.
Com os exemplos apresentados, já é possível aplicar esse conceito de forma segura e eficiente.


🔗 Leitura recomendada

(links internos – muito importante)

  • 👉 [Link para outro post relacionado]

  • 👉 [Outro artigo complementar]

  • 👉 [Post mais avançado sobre o tema]


☕ Comentário final

No mundo mainframe, não vence quem escreve mais código,
vence quem escreve código que alguém entende daqui a 10 anos.


✅ CHECKLIST ANTES DE PUBLICAR

✔ Título claro e técnico
✔ Palavra-chave na introdução
✔ H2 organizados
✔ Código formatado
✔ Links internos
✔ Sem noindex


sábado, 10 de setembro de 2022

🚀 Como melhorar seu Blogspot para “ser pego” pelos motores de busca (Google, Bing, etc.)

 

SEO ajudando seu blogspot subir com Bellacosa Mainframe


🚀 Como melhorar seu Blogspot para “ser pego” pelos motores de busca (Google, Bing, etc.)

Vou dividir em camadas, como num sistema mainframe bem projetado:
infra → configuração → conteúdo → autoridade → manutenção


🧱 CAMADA 1 — Infra básica (SEM isso, nada funciona)

✅ 1. Blog visível para buscadores

Já falamos, mas reforço:

Configurações → Privacidade ✔ Visível para mecanismos de busca = SIM

✅ 2. Robots e indexação corretos

Configurações → Preferências de pesquisa

✔ Tags personalizadas de robôs:

  • Página inicial → index, follow

  • Posts e páginas → index, follow

❌ Nunca use noindex em posts.


✅ 3. Sitemap ativo (obrigatório)

No Google Search Console:

📌 Sitemap padrão do Blogger:

/sitemap.xml

Envie e confirme.


⚙️ CAMADA 2 — SEO técnico (onde o Blogger costuma falhar)

🔧 4. URLs limpas (isso impacta MUITO)

Configurações → Preferências de pesquisa → Erros e redirecionamentos

✔ URLs personalizadas:

https://seudominio.blogspot.com/2025/01/titulo-do-post.html

❌ Evite títulos longos e com:

  • “de”, “para”, “com”, “um”, “uma”

  • Datas no título


🔧 5. HTTPS e redirecionamento

Configurações → HTTPS

✔ HTTPS disponível → SIM
✔ Redirecionar HTTPS → SIM

SEO hoje exige HTTPS.


🔧 6. Corrigir título da página (erro clássico do Blogspot)

O Blogger costuma gerar títulos ruins.

O ideal é:

Título do Post | Nome do Blog

No HTML do tema, confirme algo assim:

<title> <b:if cond='data:blog.pageType == "item"'> <data:blog.pageName/> | <data:blog.title/> <b:else/> <data:blog.title/> </b:if> </title>

📌 Isso aumenta CTR no Google.


✍️ CAMADA 3 — Conteúdo que o Google respeita

🧠 7. Escreva para “intenção de busca”

Cada post deve responder UMA pergunta clara.

Exemplos bons:

  • o que é REXX no mainframe

  • exemplo prático JCL SORT

  • como criar web service no CICS

Exemplos ruins:

  • minhas reflexões sobre tecnologia

  • algumas ideias sobre COBOL

📌 Google não indexa “reflexão vaga”.


✍️ 8. Estrutura correta do post

Todo post deve ter:

H1 → Título (1 só) H2 → Seções principais H3 → Detalhes técnicos

Exemplo:

H1: O que é REXX no Mainframe H2: Para que serve o REXX H2: Exemplo prático no TSO H2: Erros comuns H3: S0C7 H3: IKJ56500I

🧪 9. Conteúdo técnico indexa MELHOR

Você tem uma vantagem enorme, Vagner:

✔ Código COBOL
✔ JCL
✔ REXX
✔ Mensagens do sistema

📌 O Google AMA código técnico porque:

  • É único

  • É pesquisável

  • Gera backlinks naturais

👉 Sempre use <pre> ou bloco de código.


🔗 CAMADA 4 — Autoridade (o que faz subir no ranking)

🔗 10. Links internos (isso é ouro)

Em todo post:

  • Link para 2–3 posts antigos

  • Use texto descritivo:

    • ❌ “clique aqui”

    • ✔ “exemplo de JCL SORT”


🌐 11. Backlinks inteligentes (sem spam)

Onde postar links do blog:

✔ LinkedIn (posts técnicos)
✔ GitHub (README com link)
✔ Medium (resumo + link)
✔ Stack Overflow (quando fizer sentido)
✔ Grupos técnicos (sem spam)

📌 1 link bom vale mais que 100 ruins.


🖼️ CAMADA 5 — SEO escondido (quase ninguém faz)

🖼️ 12. Imagens com ALT técnico

Sempre use ALT:

ALT="Exemplo de JCL SORT com DFSORT no z/OS"

Google indexa imagens e usa isso no ranking.


📄 13. Página “Sobre” forte

Crie uma página Sobre explicando:

  • Quem você é

  • Experiência real

  • Tecnologias

  • Objetivo do blog

📌 Isso ajuda E-E-A-T (Experiência, Autoridade, Confiança).


🧹 CAMADA 6 — Manutenção (SEO é batch recorrente)

🕒 14. Frequência > volume

✔ 1 post por semana
❌ 10 posts em um dia e sumir


🔄 15. Atualize posts antigos

Posts técnicos antigos sobem MUITO quando atualizados.

Exemplo:

  • “Atualizado para z/OS 2.5”

  • “Inclui exemplo CICS TS”


☕ Dica final estilo Bellacosa Mainframe

SEO é como JCL bem escrito:
não aparece… mas se errar um parâmetro, nada roda.

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

🩸 Sangue, Alma e Personalidade — Por que o Tipo Sanguíneo é Tão Importante no Japão?

 


🩸 Sangue, Alma e Personalidade — Por que o Tipo Sanguíneo é Tão Importante no Japão?

(por Bellacosa Mainframe — Cultura, Filosofia e Curiosidades do Japão)

Há países que acreditam nos signos, outros no destino.
Mas o Japão?
O Japão acredita no sangue — não apenas como fluido vital, mas como um mapa de comportamento, uma assinatura de caráter, quase um firmware biológico da alma humana.

Parece ficção científica, mas é cultura — e das mais fascinantes.
Senta que lá vem história.




🩸 O início: quando o sangue virou estatística

A ideia nasceu no início do século XX, num Japão em plena transformação.
Em 1916, o professor Hiraga Takeji, fascinado por biologia e psicologia, publicou um estudo tentando associar tipos sanguíneos a traços de personalidade.

O país vivia uma febre de modernização e buscava entender o próprio povo sob lentes científicas — ou pseudocientíficas.
Décadas depois, em 1927, a teoria foi refinada e popularizada pelo professor Furukawa Takeji, que acreditava que o tipo sanguíneo podia explicar diferenças sociais e de temperamento entre japoneses, ocidentais e até grupos étnicos.

Sim, o conceito flertou perigosamente com ideias eugênicas — reflexo da época —, mas sobreviveu à guerra e renasceu nos anos 1970 sob um novo formato: autoajuda emocional, compatibilidade amorosa e cultura pop.


🧬 O renascimento nos anos 70 — quando o sangue virou signo

Em 1971, o jornalista Masahiko Nomi lançou o livro Ketsueki-gata de Wakaru Aisho (“Compreendendo a Compatibilidade pelos Tipos Sanguíneos”), que virou um fenômeno.
O Japão pós-guerra estava em reconstrução emocional, e a sociedade buscava novas formas de se entender.

Enquanto o Ocidente olhava para os astros, o Japão olhava para as veias.

De repente, todos queriam saber seu tipo sanguíneo — estava no currículo, no perfil de artistas, em programas de TV, revistas, relacionamentos e até seleções de emprego.
Era o horóscopo biológico, o zodiac system nipônico.


🩸 Os tipos e seus “firmwares emocionais”

💢 Tipo A — O meticuloso
Metódico, reservado, respeitador das regras.
Costuma ser o mainframe da sociedade — estável, confiável, mantém tudo rodando em silêncio.
Mas também é ansioso, perfeccionista e às vezes engasga no próprio script.

🔥 Tipo B — O criativo
Livre, espontâneo, apaixonado.
É o developer que ignora o manual e cria uma solução brilhante — ou um bug monumental.
Por isso é amado e temido na mesma medida.

🌪️ Tipo AB — O híbrido
Complexo, racional e emocional ao mesmo tempo.
É como um sistema dual boot: roda lógica fria e poesia quente sem travar.
Pode ser genial, mas às vezes indecifrável.

🌊 Tipo O — O líder
Confiante, comunicativo, otimista.
É o job scheduler do grupo — organiza, executa e arrasta todos com ele.
Mas também pode ser controlador e dominador demais.


💡 Curiosidades e Easter Eggs

🧃 Namoro e compatibilidade: revistas japonesas ainda publicam “tabelas de amor sanguíneo” dizendo, por exemplo, que O combina com A, mas entra em conflito com B.

📺 Cultura pop: em animes e jogos, o tipo sanguíneo dos personagens aparece como dado básico — como se fosse uma variável de personalidade.

Exemplo: Goku (tipo A), Naruto (tipo B), Misato Katsuragi de Evangelion (tipo O), Rei Ayanami (tipo AB).

💼 RH alternativo: algumas empresas japonesas, até hoje, consideram o tipo sanguíneo em dinâmicas de grupo ou testes de liderança (embora cada vez mais criticado).

🎮 Easter egg digital: em certos jogos japoneses de RPG, o tipo sanguíneo do personagem afeta o comportamento dos NPCs ou o desfecho das escolhas — sim, literalmente o sangue muda o mundo virtual.


🧘 Filosofia e sabedoria

No fundo, o ketsueki-gata (血液型 — “classificação sanguínea”) é uma metáfora da alma coletiva japonesa.
Num país que valoriza harmonia e previsibilidade, conhecer o tipo sanguíneo é tentar entender a si mesmo e ao outro sem invadir o espaço emocional.

É o jeito japonês de dizer:

“O que corre em suas veias também corre na história da sua gente.”

Enquanto o Ocidente tenta decifrar o futuro nas estrelas, o Japão olha para dentro — literalmente — e vê no sangue o reflexo da mente.


☕ Epílogo Bellacosa

No mainframe da vida, o sangue é o sistema operacional mais antigo do mundo — roda silencioso, atualiza-se a cada batida, e mantém o hardware da alma em funcionamento.

Os japoneses entenderam isso cedo: que talvez nossa essência não venha dos céus, mas do pulso.
Que cada gota guarda instruções do que fomos, somos e ainda poderemos ser.

E enquanto o Ocidente consulta horóscopos, o Japão pergunta:

“Qual é o seu tipo sanguíneo?”

Porque no fim, o que importa não é o sangue que corre —
mas a história que ele carrega.

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

🏙️ "O Elevador da Quarta Parada" - São Paulo visto dos céus 🏙️

 


📜 Crônica Bellacosa Mainframe – "O Elevador da Quarta Parada"

(um dump de memória em EBCDIC afetivo, com cheiro de papel de gibi, soma do passado +1 futuro — compile and run in coração.exe)


A Mooca dos anos 1970 tinha aquele céu meio alaranjado de fábrica, trilho de trem riscando o bairro como linha de JCL, e um menino — euzinho mesmo — pronto para executar SUB-ROUTINES de travessura com high performance. Era a Quarta Parada, quase um checkpoint do destino, onde minha Tia Miriam (irmã caçula do meu pai, sorriso fácil e paciência infinita) e Tio Osmar seu marido, abriram o apartamento que seria para mim uma espécie de portal mágico de nível +99.  

Não lembro se eram férias ou feriado prolongado, mas passei alguns dias nesse apartamento, onde esse pequeno oni, aprontou e deixou suas pegadas na memória dos moradores deste prédio...



Porque o brilho desse lugar não estava nas paredes, nem nos móveis, nem no cheiro do café que vinha da cozinha. Estava em algo monumental, mitológico, quase cyberpunk para a época:

🛗 O elevador.
A máquina do futuro.
A Enterprise vertical do menino Bellacosa.

Aquele cubo metálico, cheio de botões com números que pareciam comandos de painel do CICS:

CALL ELEVADOR USING PISO 3. PERFORM SUBIR UNTIL OLHAR LA EMBAIXO = MAR DE CARRINHOS.

Ridiculamente sofisticado para quem cresceu no subúrbio de casas térreas, onde o "andar de cima" era só o telhado. Onde havia uma ou outra casa de sobrados e os edifícios mais próximos somente na região da Penha. Naquele prédio da Avenida Radial Leste (Alcântara Machado), descobri que existia altura — um novo eixo cartesiano, vertical, na vida de um garoto. E lá embaixo os carros eram Hot Wheels em escala real, e tudo pulsava como uma cidade de brinquedo. 




🛎 Travessuras com nível de XP máximo

Eu era código inquieto, processo batch em loop infinito. Maquinando qual seria a próxima arte. 

📍 Apertar campainhas e fugir pelas escadas → adrenalina nível DFHSM0100I
📍 Apertar todos os botões do elevador antes de sair → feature não documentada
📍 Descer correndo e subir inocente, como se nada tivesse acontecido → rollback com commit sujo

Hoje olho e solto uma risadinha sinistra. Na época este que voz escreve era caos doce — o tipo de erro que os adultos reclamam, mas lembram com carinho 40 anos depois. Uns querendo esganar, outros passando a mão na cabeça. Por que travessura é bug no sistema da infância — e sem ela, não há deploy de memória.

E a Santa Tia Miriam, com sua paciência Mainframe-class, reiniciava eu em modo seguro, com afeto e pão com manteiga a famosa manteiga aviação e o delicioso suco de tangerina em lata, que misturado com água gelada era o refresco da tarde.




📚 E aí veio o segundo portal: a Gibiteca

Se o elevador era a nave espacial, a sala da Tia Miriam era o hiper-espelho do multiverso.
HQs por toda parte. Turma da Mônica. Tio Patinhas. Mickey. Snoopy. Luluzinha.

Era como acessar uma biblioteca de universos paralelos sem login, sem batch, sem spool cheio. Só sentar, abrir e voar.

Os quadrinhos me deram:

tempo suspensão
teleporte narrativo
imaginário com overclock

Enquanto do lado de fora a Mooca respirava trem, sirene e lanchonete, dentro do apartamento existiam mundos, selvas, castelos, luas, cachorros filósofos e patos bilionários.

Foi ali, naquele kernel afetivo, que meu cérebro aprendeu que papel + tinta = viagem sem ticket.

E em nota de rodapé a fabulosamente incrível TV a cores, isso era o futuro, um vislumbre do século XXI, o moderno a um passo de distância.




📦 Conclusão (com um sorriso no dial)

Aquele garoto arteiro, descendo escada como byte fugitivo e subindo elevador como programa limpo, descobriu na Quarta Parada duas tecnologias revolucionárias:

  1. A verticalidade do mundo, vista do alto feito um deus mirim

  2. A expansão infinita da imaginação, nas páginas dos gibis

E nada mais é tão grande quanto aquilo que é enorme para uma criança.



Às vezes o mainframe que nos forma não está no CPLEX, mas no elevador de um prédio comum na Mooca, em 1978, onde um menino compilou alegria, teto alto e travessuras.

PS: Ja havia andado em outros elevadores antes, mas sempre supervisionado por um adulto, sem liberdade de soltar o diabinho interior, fosse no Hospital da Penha, fosse no mítico elevador do Mappin na Praça Ramos... sem contar as fabulosas escadas rolantes, mas isso, ja sabem é outro poste...

domingo, 4 de setembro de 2022

🔥「Os 10 Maous Mais Icônicos dos Animes」

 


🔥「Os 10 Maous Mais Icônicos dos Animes」

(Um ranking infernal by El Jefe Midnight Lunch — escrito à luz azul do monitor, café frio e alma quente)

Todo mundo quer ser herói… mas os verdadeiros fãs sabem: os melhores personagens são os Maous — os reis do inferno, os governantes do caos, os anti-heróis que fazem a moralidade parecer bugada.
Do folclore ao streaming, do pergaminho ao pixel, o Maou japonês ganhou versões que vão do temível ao carismático.
Então, acende o incenso digital e vamos invocar os 10 mais lendários Reis Demônios dos animes, com pitadas de história, curiosidade, e aquele toque Bellacosa de filosofia noturna.


🩸 1. Anos Voldigoad (The Misfit of Demon King Academy)

O Maou que reencarnou só pra provar que o sistema escolar tá errado.
Anos é o Rei Demônio da Autoconfiança, o cara que derrota o inimigo com um piscar de olhos — literalmente.
Dizem que se Freud fosse vivo, escreveria “O Ego e o Maou” inspirado nele.
💡 Curiosidade: o nome “Voldigoad” soa como um glitch entre Voldemort e um código COBOL travado.


💀 2. Ainz Ooal Gown (Overlord)

O gamer que virou Deus.
Um programador japonês cai num servidor morto e renasce como o Rei dos Mortos-Vivos.
Um “sysadmin infernal” que aplica política, diplomacia e necromancia em doses iguais.
💡 Curiosidade: Ainz é o sonho molhado de qualquer DBA — ninguém acessa o banco de dados dele sem permissão.


🔥 3. Maou Sadao (Hataraku Maou-sama!)

O Rei Demônio que virou atendente de fast food.
Um Maou que troca o trono do inferno por um emprego no “MgRonald” e aprende o valor do salário mínimo.
💡 Fofoquice: dizem que a autora se inspirou em um ex-chefe do McDonald’s de Shibuya que chamavam de “Maou” pelos funcionários.



🌌 4. Satan (Rin Okumura) (Blue Exorcist)

Filho do demônio, aluno de exorcismo — ou seja, um paradoxo ambulante.
Rin é o Maou adolescente que quer salvar o mundo enquanto carrega o fogo azul da perdição.
💡 Curiosidade: o fogo azul é inspirado na lenda budista do “fogo da purificação das ilusões”.


⚔️ 5. Diablo (How Not to Summon a Demon Lord)

O Maou gamer introvertido que acorda num RPG como o personagem overpower que criou.
Diablo é o avatar dos tímidos que sonham em dominar o mundo, mas travam no “bom dia”.
💡 Fofoquice: o autor, Yukiya Murasaki, admitiu que se inspirou em fóruns otaku dos anos 2000 onde usuários assinavam como “DemonLordXXX”.


🕯️ 6. Maou Luciferd (The Legend of Legendary Heroes)

Clássico, sombrio e com nome digno de um Power Metal.
Um Maou que mistura filosofia, solidão e violência com poesia trágica.
💡 Curiosidade: o nome “Luciferd” foi escolhido para soar “sofisticado” e “pecador” ao mesmo tempo.


🧩 7. Demon King Piccolo (Daimaō Piccolo) (Dragon Ball)

O primeiro Maou que muitos de nós conheceram.
Um vilão tão icônico que o próprio autor o dividiu em duas encarnações: o mal puro e o bem disciplinado.
💡 Easter-egg: Piccolo significa “pequeno” em italiano — ironia deliciosa para quem tenta dominar o mundo.


🪞 8. O Maou dos Espelhos (Re:Creators)

Um vilão meta que entende que é personagem e manipula o criador.
É o Maou da pós-modernidade: sabe que é ficção e mesmo assim quer existir.
💡 Curiosidade: o criador do anime, Rei Hiroe, descreveu ele como “a ira do público insatisfeito”.


👁️ 9. Satania McDowell Kurumizawa (Gabriel DropOut)

A autoproclamada Maou mais incompetente da história.
Fofa, barulhenta e incapaz de fazer mal a uma mosca — mas cativante o suficiente pra ter legiões de fãs.
💡 Fofoquice: na comunidade japonesa do Reddit, ela foi eleita “Best Girl Demon Lord” por 3 anos seguidos.


🌑 10. Mao (Code Geass: Akito the Exiled)

Telepata, manipulador e desequilibrado.
Um Maou humano demais — com traumas, loucura e amor obsessivo.
💡 Curiosidade: o nome “Mao” vem de “魔王”, o mesmo kanji de “Rei Demônio”, e ele representa o colapso do poder absoluto.


🕳️ Epílogo do Capitão Bellacosa

No Japão, o Maou é mais que vilão — é o símbolo da rebeldia contra o destino.
É o herdeiro espiritual do samurai caído, do programador que virou insônia, do otaku que trocou o sol pelo brilho da tela.
O Maou é o “avatar da noite”: governa o caos, entende a solidão e faz do inferno o seu home office.

Então da próxima vez que alguém te chamar de “vilão”, apenas sorria com elegância noturna e diga:

“Não sou vilão. Sou versão 7.7 do caos — um Maou com update de empatia.”


☕ El Jefe Midnight Lunch
"Porque até o Rei Demônio precisa de uma pausa pro café e uma boa ironia filosófica."