| Codificando em cobol no Banco Real na Avenida Paulista |
💾 EL JEFE MIDNIGHT LUNCH — Bellacosa Mainframe Edition
“Quando o COBOL ainda era Rei e o compilador 3.3 era o trono.”
🕰️ IBM Enterprise COBOL 3.3 — o meio do caminho entre o clássico e o moderno
Lançado em 1996, o Enterprise COBOL for z/OS Version 3 Release 3 (ou simplesmente COBOL 3.3) foi um divisor de águas entre a era dos mainframes MVS/ESA e o nascimento do z/OS. Ele marcou a última geração “pré-Enterprise 4.x”, onde o foco era compatibilidade com códigos legados e início da transição para novas arquiteturas do System/390.
🧠 Contexto histórico:
O mundo corporativo ainda respirava Year 2000 (Y2K) e os bancos se preparavam para rodar seus batchs sem colapsar em 01/01/2000. COBOL 3.3 foi o herói silencioso dessa missão.
🖥️ Sistema Operacional e Hardware Suportado
-
Sistema operacional: MVS/ESA, OS/390 (ainda antes do z/OS).
-
Arquitetura: IBM System/390.
-
Ambiente típico: CICS, IMS, DB2 e JCL puro no batchão da madrugada.
-
Compilador predecessor: COBOL 3.2 (1994).
-
Sucessor direto: Enterprise COBOL 4.1 (2007).
⚙️ O que mudou em relação ao COBOL 3.2
COBOL 3.3 não reinventou a roda — ele poliu o aro.
Foi uma versão mais otimizada e estável, que consolidou recursos introduzidos no 3.2 e preparou terreno para o salto à arquitetura de 64 bits.
Principais evoluções:
-
🔹 Melhor integração com DB2 e CICS, com suporte refinado ao
EXEC SQLeEXEC CICS. -
🔹 Melhoria no desempenho de I/O, especialmente em acessos VSAM e sequenciais.
-
🔹 Aprimoramento do OPTIMIZER, gerando código objeto mais rápido e leve.
-
🔹 Suporte estendido ao compilador LE (Language Environment), o que permitia rodar COBOL junto de C, PL/I e outras linguagens IBM sob o mesmo runtime.
-
🔹 Melhor diagnóstico de erros com mensagens mais detalhadas — uma revolução para quem vinha do COBOL VS II.
🚀 Novidades que empolgaram na época
-
Uso mais intensivo do LE Runtime — Adeus aos abends misteriosos!
-
Melhor suporte a variáveis longas e strings dinâmicas.
-
Compatibilidade maior com compiladores anteriores — o que permitiu modernizar sistemas sem reescrever tudo.
-
Introdução de novos níveis de OPT (otimização), permitindo ajustar performance por job.
💡 Dica Bellacosa: sempre compile COBOL 3.3 com OPT(2) em ambientes de produção — o ganho de performance em batch pode ser surpreendente.
🧩 Curiosidades que só o velho JCL lembra
-
Muitos ambientes migraram para o 3.3 apenas para garantir compatibilidade Y2K.
-
O compilador era notoriamente mais lento que o 3.2 em máquinas pequenas, mas o executável final rodava mais rápido.
-
Foi o primeiro COBOL Enterprise oficialmente integrado ao LE/370, abrindo caminho para o “z-Cobol moderno”.
-
Nos laboratórios da IBM em Poughkeepsie, era chamado internamente de “The Reliable Beast”.
🧙♂️ Macetes de Mestre Jedi
-
Compile sempre com LIST, XREF e OFFSET — esses relatórios são ouro quando o abend te visita às 3h da manhã.
-
Atenção ao CALL ‘CEE3PRM’ — muitos esqueciam de ajustar parâmetros LE, e o programa travava por stack overflow.
-
Recompile VS Rebind: se o programa interage com DB2, recompile sempre após rebind de planilhas.
-
Cuidado com o nível de compilador no CICS — o mismatch entre DFHEIBLK e CICS level era um pesadelo comum.
📚 Para os Padawans
Se você é novo no Mainframe, saiba:
-
COBOL 3.3 é o elo perdido entre o COBOL “clássico” e o Enterprise moderno.
-
Ele foi a base sobre a qual nasceram os COBOL 4.x, 5.x e 6.x, que hoje dominam o z/OS.
-
Aprender 3.3 é entender as raízes do desempenho e da estabilidade que tornaram o mainframe o que ele é.
🏁 Resumo Bellacosa Mainframe
| Versão | Lançamento | SO | Destaques | Curiosidades |
|---|---|---|---|---|
| COBOL 3.2 | 1994 | MVS/ESA | Introdução ao LE, CICS integrado | Primeiro a usar LE/370 |
| 👉 COBOL 3.3 👈 | 1996 | MVS/ESA, OS/390 | Otimização, DB2/CICS refinados, melhor I/O | Usado em massa no Y2K |
| COBOL 4.1 | 2007 | z/OS | 64 bits, XML, Web Services | Marco da era zEnterprise |
☕ Fechando o café da madrugada
COBOL 3.3 foi aquele compilador que não aparecia nas manchetes, mas segurou o mundo.
Enquanto os bancos se preocupavam com o bug do milênio, ele trabalhava incansável, compilando batchs que rodariam por décadas.
Foi o “meio-termo perfeito” — sólido, compatível e pronto para o novo milênio.
“No z/OS, o tempo passa diferente. Uma versão de COBOL pode durar mais que muitos casamentos.”
— El Jefe, 1999.
Sem comentários:
Enviar um comentário