| COBOL e os desafios do GITHUB e ECLIPSE |
🔥 Challenges of Running COBOL with Git – Uma Observação Prática (com cheiro de sala-cofre) 🔥
Durante décadas, COBOL e z/OS viveram felizes no seu ecossistema fechado, previsível e extremamente confiável. ISPF, PDS/PDSE, JCL, compile noturno, café forte e aquele silêncio respeitoso do data center. Então alguém chegou dizendo:
“Agora tudo é Git. Branch, pull request, rebase e pipeline.”
🤔 Pause dramático de mainframer veterano.
Este artigo nasce de pesquisa, observação prática e muita conversa de corredor — aquele tipo de conhecimento que não aparece em Redbook, mas surge no café das 3h da manhã durante um IPL mal-humorado.
🧬 1. EBCDIC vs UTF-8 – A Guerra Invisível dos Bytes
Aqui começa o primeiro boss final.
Git assume UTF-8. COBOL em z/OS respira EBCDIC. Misture isso sem regras claras e você ganha:
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Literais corrompidos
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DISPLAYmostrando hieróglifos -
Compilação falhando sem erro “óbvio”
💡 Dica Bellacosa:
Defina conversão explícita e obrigatória no pipeline. Nada de “ah, o plugin cuida disso”. Ele não cuida.
🥚 Easter egg:
Muitos bugs “fantasma” em COBOL moderno não são lógicos — são encoding bugs disfarçados.
📚 2. Copybooks – O Efeito Dominó Silencioso
COBOL sem copybook é como mainframe sem SMF: tecnicamente existe, mas ninguém confia.
O problema?
Git não entende dependência semântica.
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Um copybook alterado
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137 programas impactados
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12 recompilados
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125 esquecidos
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Produção quebra… só amanhã
💡 Dica de guerra:
Pipeline dependency-aware é obrigatório. Ferramentas como DBB, scripts de impacto ou metadados não são luxo — são sobrevivência.
🗣 Fofoquinha real:
Já vi incidente crítico porque “era só um copybook de comentário”. Spoiler: não era.
📐 3. Diffs, Colunas e a Maldade do Espaço em Branco
Git ama linhas.
COBOL ama colunas.
Um espaço fora do lugar vira:
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Diff gigante
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Merge impossível
-
Revisão inútil
Comentários deslocados geram mais conflito que erro lógico.
💡 Dica Bellacosa raiz:
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Padronize formatação
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Use ferramentas de pretty-print COBOL
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Trate espaço em branco como código, não estética
🥚 Easter egg clássico:
Um MOVE perfeito na lógica pode falhar só porque começou na coluna errada. Git não entende isso. O compilador sim — e ele não perdoa.
⚙️ 4. Build, Compile e o “CI/CD de Verdade”
Aqui mora a grande ilusão moderna:
“Ah, só dar git push que compila.”
Não, não compila.
COBOL exige:
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Compile no z/OS
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Link-edit
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Bind DB2
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Execução JCL
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Controle de RC
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Logs rastreáveis
Sem automação real, Git vira apenas um repositório bonito.
💡 Dica prática:
Se o commit não dispara compile, bind e validação automática, você não tem CI/CD — só tem GitHub caro.
🧠 5. Cultura, Pessoas e o Choque de Gerações
Aqui não é tecnologia — é gente.
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Desenvolvedores COBOL dominam ISPF como ninguém
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Git traz conceitos novos: rebase, squash, branch strategy
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Sem cuidado, isso vira atrito desnecessário
💡 Dica de liderança técnica:
Não force Git “goela abaixo”. Traduza conceitos:
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Branch ≈ versão lógica
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Pull request ≈ revisão formal
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Pipeline ≈ JCL automático
🗣 Comentário de bastidor:
Os melhores times são híbridos: mainframers aprendendo Git e devops aprendendo z/OS. Quem só ensina e não aprende falha.
🔐 6. Segurança – RACF não é GitHub (e nunca será)
Git trabalha com:
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Usuário
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Token
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Repo
Mainframe trabalha com:
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Identidade
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Perfil
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Dataset
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Auditoria pesada
Alinhar RACF/ACF2/TSS com Git não é trivial, principalmente em ambientes regulados.
💡 Dica Bellacosa:
Auditoria e rastreabilidade devem nascer no pipeline, não serem “adaptadas depois”.
🥚 Easter egg corporativo:
Compliance sempre descobre o problema depois que o sistema já está em produção.
🧠 Pensamento Final – Git Funciona com COBOL?
Sim.
Mas não por mágica.
Git funciona com COBOL quando existe:
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Disciplina
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Ferramentas corretas
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Pipeline consciente
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Respeito à cultura mainframe
Sem isso, você só moderniza o problema — não a solução.
🔥 Provocação final do El Jefe:
Quantos ambientes “modernizados” hoje só trocaram o PDS por Git, mas mantiveram os mesmos riscos de 1989?
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