💥 Chaos Engineering explicado para quem já derrubou produção sem querer
03:18 — Introdução: quando o caos não era planejado
Se você é mainframer e já derrubou produção “sem querer”, parabéns:
você praticou Chaos Engineering na forma primitiva, dolorosa e não documentada.
A diferença entre o passado e hoje é simples:
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Antes: o caos acontecia quando dava ruim
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Agora: o caos é induzido de propósito, com método, horário marcado e rollback
Chaos Engineering não é vandalismo técnico.
É engenharia preventiva para sistemas distribuídos.
1️⃣ O que é Chaos Engineering (sem bravata)
Chaos Engineering é a prática de:
Introduzir falhas controladas em produção
para verificar se o sistema realmente aguenta o que diz aguentar.
Objetivo:
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Descobrir fragilidades antes do cliente
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Validar resiliência
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Reduzir surpresas às 03h da manhã
📌 Tradução mainframe:
“Vamos simular a queda da LPAR… mas com aviso e plano.”
2️⃣ Um pouco de história (sim, isso tem pedigree)
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Conceito popularizado pela Netflix com o Chaos Monkey
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Nasceu porque microsserviços + cloud = falha inevitável
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Inspirado em práticas antigas de engenharia de confiabilidade
😈 Easter egg histórico:
Mainframe já fazia “chaos” quando:
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Testava DR
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Simulava queda de região
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Desligava link para validar contingência
Só não chamava assim.
3️⃣ Por que caos é obrigatório em aplicações distribuídas 🧠
Aplicações distribuídas:
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Dependem de rede
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Dependem de serviços externos
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Escalam horizontalmente
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Têm falhas parciais
👉 Nada falha inteiro. Falha em pedaços.
📎 Mainframer sabe:
Falha parcial é pior que parada total — porque engana.
4️⃣ Tipos de caos (todos você já viveu)
🔥 Infraestrutura
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Nó cai
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Disco some
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CPU satura
🔥 Rede
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Latência aumenta
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Pacote some
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Timeout aleatório
🔥 Aplicação
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Serviço responde lento
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Erro intermitente
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Consumo de memória crescente
😈 Easter egg:
Quando alguém rodou batch pesado fora da janela… foi caos não planejado.
5️⃣ O erro clássico: “isso nunca vai acontecer” 😬
Toda tragédia começa com:
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“Esse serviço é estável”
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“A rede nunca cai”
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“Esse nó é redundante”
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“Nunca deu problema”
Chaos Engineering responde:
“Então vamos provar.”
6️⃣ Passo a passo para fazer Chaos Engineering sem ser demitido
1️⃣ Defina o comportamento normal
2️⃣ Escolha uma hipótese
“Se o nó cair, o sistema continua”
3️⃣ Prepare observabilidade
4️⃣ Limite o escopo
5️⃣ Introduza a falha
6️⃣ Observe
7️⃣ Documente
8️⃣ Corrija
9️⃣ Repita
💣 Dica Bellacosa:
Sem rollback, não é engenharia — é suicídio profissional.
7️⃣ Guardrails: o que mainframer já sabe fazer
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Janela controlada
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Comunicação clara
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Monitoramento ativo
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Plano de reversão
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Registro pós-teste
📌 Curiosidade:
Change Management não atrapalha caos.
Ele evita caos desnecessário.
8️⃣ Guia de estudo para mainframers curiosos 📚
Conceitos-chave
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Chaos Engineering
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Falha parcial
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Resiliência
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Error Budget
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Blast Radius
Ferramentas modernas
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Chaos Monkey
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Gremlin
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LitmusChaos
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Testes de DR
9️⃣ Aplicações práticas no mundo real
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Validar arquitetura distribuída
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Testar autoscaling
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Avaliar alertas
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Treinar times
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Evitar incidentes reais
🎯 Mainframer que domina caos vira arquiteto respeitado.
🔟 Curiosidades que só veterano entende 👀
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Sistema que nunca falhou é suspeito
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Falha pequena salva de falha grande
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Testar em produção dói menos que incidente real
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Confiança sem teste é fé, não engenharia
😈 Easter egg final:
O melhor teste de caos é aquele que ninguém percebeu, mas tudo continuou funcionando.
11️⃣ Comentário final (05:59, sol nascendo)
Chaos Engineering não é destruir.
É ensinar o sistema a sobreviver.
Se você já:
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Derrubou produção sem querer
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Aprendeu mais com falha do que com sucesso
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Criou workaround às pressas
Então você já entendeu o espírito.
🖤 El Jefe Midnight Lunch conclui:
Quem não testa o caos, vira vítima dele.
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