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segunda-feira, 18 de junho de 2012

💥 Chaos Engineering explicado para quem já derrubou produção sem querer

 


💥 Chaos Engineering explicado para quem já derrubou produção sem querer



03:18 — Introdução: quando o caos não era planejado

Se você é mainframer e já derrubou produção “sem querer”, parabéns:
você praticou Chaos Engineering na forma primitiva, dolorosa e não documentada.

A diferença entre o passado e hoje é simples:

  • Antes: o caos acontecia quando dava ruim

  • Agora: o caos é induzido de propósito, com método, horário marcado e rollback

Chaos Engineering não é vandalismo técnico.
É engenharia preventiva para sistemas distribuídos.


 

1️⃣ O que é Chaos Engineering (sem bravata)

Chaos Engineering é a prática de:

Introduzir falhas controladas em produção
para verificar se o sistema realmente aguenta o que diz aguentar.

Objetivo:

  • Descobrir fragilidades antes do cliente

  • Validar resiliência

  • Reduzir surpresas às 03h da manhã

📌 Tradução mainframe:

“Vamos simular a queda da LPAR… mas com aviso e plano.”


2️⃣ Um pouco de história (sim, isso tem pedigree)

  • Conceito popularizado pela Netflix com o Chaos Monkey

  • Nasceu porque microsserviços + cloud = falha inevitável

  • Inspirado em práticas antigas de engenharia de confiabilidade

😈 Easter egg histórico:
Mainframe já fazia “chaos” quando:

  • Testava DR

  • Simulava queda de região

  • Desligava link para validar contingência

Só não chamava assim.


3️⃣ Por que caos é obrigatório em aplicações distribuídas 🧠

Aplicações distribuídas:

  • Dependem de rede

  • Dependem de serviços externos

  • Escalam horizontalmente

  • Têm falhas parciais

👉 Nada falha inteiro. Falha em pedaços.

📎 Mainframer sabe:
Falha parcial é pior que parada total — porque engana.


4️⃣ Tipos de caos (todos você já viveu)

🔥 Infraestrutura

  • Nó cai

  • Disco some

  • CPU satura

🔥 Rede

  • Latência aumenta

  • Pacote some

  • Timeout aleatório

🔥 Aplicação

  • Serviço responde lento

  • Erro intermitente

  • Consumo de memória crescente

😈 Easter egg:
Quando alguém rodou batch pesado fora da janela… foi caos não planejado.


5️⃣ O erro clássico: “isso nunca vai acontecer” 😬

Toda tragédia começa com:

  • “Esse serviço é estável”

  • “A rede nunca cai”

  • “Esse nó é redundante”

  • “Nunca deu problema”

Chaos Engineering responde:

“Então vamos provar.”


6️⃣ Passo a passo para fazer Chaos Engineering sem ser demitido

1️⃣ Defina o comportamento normal
2️⃣ Escolha uma hipótese
“Se o nó cair, o sistema continua”
3️⃣ Prepare observabilidade
4️⃣ Limite o escopo
5️⃣ Introduza a falha
6️⃣ Observe
7️⃣ Documente
8️⃣ Corrija
9️⃣ Repita

💣 Dica Bellacosa:
Sem rollback, não é engenharia — é suicídio profissional.


7️⃣ Guardrails: o que mainframer já sabe fazer

  • Janela controlada

  • Comunicação clara

  • Monitoramento ativo

  • Plano de reversão

  • Registro pós-teste

📌 Curiosidade:
Change Management não atrapalha caos.
Ele evita caos desnecessário.


8️⃣ Guia de estudo para mainframers curiosos 📚

Conceitos-chave

  • Chaos Engineering

  • Falha parcial

  • Resiliência

  • Error Budget

  • Blast Radius

Ferramentas modernas

  • Chaos Monkey

  • Gremlin

  • LitmusChaos

  • Testes de DR


9️⃣ Aplicações práticas no mundo real

  • Validar arquitetura distribuída

  • Testar autoscaling

  • Avaliar alertas

  • Treinar times

  • Evitar incidentes reais

🎯 Mainframer que domina caos vira arquiteto respeitado.


🔟 Curiosidades que só veterano entende 👀

  • Sistema que nunca falhou é suspeito

  • Falha pequena salva de falha grande

  • Testar em produção dói menos que incidente real

  • Confiança sem teste é fé, não engenharia

😈 Easter egg final:
O melhor teste de caos é aquele que ninguém percebeu, mas tudo continuou funcionando.


11️⃣ Comentário final (05:59, sol nascendo)

Chaos Engineering não é destruir.
É ensinar o sistema a sobreviver.

Se você já:

  • Derrubou produção sem querer

  • Aprendeu mais com falha do que com sucesso

  • Criou workaround às pressas

Então você já entendeu o espírito.

🖤 El Jefe Midnight Lunch conclui:
Quem não testa o caos, vira vítima dele.