🧠 “SMF como fonte de verdade para observabilidade corporativa”
Porque antes de existir observability platform, já existia evidência
☕ 01:38 — Quando o gráfico mente, mas o SMF não
Todo mainframer aprende cedo uma verdade incômoda:
logs contam histórias, métricas sugerem hipóteses, mas o SMF registra fatos.
Enquanto o mundo distribuído ainda debate o que é single source of truth,
o z/OS já resolveu isso há décadas — e deu o nome de System Management Facility.
🧬 Um pouco de história (quando observabilidade não tinha marketing)
O SMF nasceu para:
-
auditoria
-
cobrança
-
capacidade
-
performance
-
rastreabilidade
Não para “monitorar bonito”,
mas para provar o que aconteceu.
📌 Comentário Bellacosa:
SMF nunca foi sexy. Foi confiável. E isso envelhece melhor.
🔍 O que o SMF realmente é (traduzindo para cloudês)
No mundo moderno:
-
Logs
-
Metrics
-
Traces
No z/OS:
-
Tudo isso… em um formato só
-
Com timestamp confiável
-
Com contexto de sistema
-
Com impacto mensurável
🔥 Tradução direta:
SMF é observabilidade com evidência jurídica.
🧠 SMF como “fonte de verdade”
Por que o SMF é a source of truth?
✔️ É gerado pelo sistema operacional
✔️ Não depende da aplicação “colaborar”
✔️ Não perde evento por backpressure
✔️ Não é amostrado
✔️ Não é opinativo
😈 Easter egg:
Se o SMF não viu, provavelmente não aconteceu.
📊 Comparação honesta: SMF x Observabilidade moderna
| Observabilidade moderna | SMF |
|---|---|
| Métricas amostradas | Dados completos |
| Traces instrumentados | Evidência sistêmica |
| Logs verbosos | Registros estruturados |
| Dashboards | Capacidade histórica |
| Alertas | Diagnóstico pós-morte |
📌 Comentário ácido:
Dashboard serve para avisar.
SMF serve para explicar.
🧭 Passo a passo mental: usando SMF como observabilidade
1️⃣ Coleta contínua (SMF ativo é pré-requisito)
2️⃣ Classificação por tipo (CPU, I/O, CICS, DB2, MQ…)
3️⃣ Correlação temporal
4️⃣ Análise de impacto real
5️⃣ Conclusão baseada em dado, não sensação
🔥 Regra de ouro:
Sem correlação, métrica vira superstição.
🧩 SMF e aplicações distribuídas (onde os mundos se encontram)
Hoje, arquiteturas são:
-
híbridas
-
distribuídas
-
event-driven
O SMF entra como:
-
referência de carga real
-
baseline de comportamento
-
âncora de verdade
📌 Exemplo prático:
Quando a API “fica lenta”, o SMF diz:
-
se foi CPU
-
se foi I/O
-
se foi concorrência
-
ou se foi culpa de quem chamou demais
📚 Guia de estudo para o mainframer moderno
Conceitos essenciais
-
Observabilidade ≠ Monitoramento
-
Correlação ≠ Alerta
-
Evidência ≠ Opinião
-
Capacidade ≠ Pico momentâneo
Exercício recomendado
👉 Pegue um incidente passado
👉 Releia só o SMF
👉 Ignore dashboards
👉 Reescreva a RCA
O resultado costuma ser… desconfortável — e correto.
🎯 Aplicações reais no mundo corporativo
-
Auditoria e compliance
-
Capacity planning sério
-
SRE corporativo
-
Integração com AIOps
-
Base para observabilidade híbrida
🔥 Comentário Bellacosa:
Todo AIOps sério começa com dado confiável.
E dado confiável tem sobrenome: SMF.
🖤 Epílogo — 03:27, incidente encerrado
Quando o ruído some,
quando o gráfico contradiz o discurso,
quando a RCA precisa sobreviver a auditoria…
é o SMF que fica.
El Jefe Midnight Lunch assina:
“Observabilidade é saber. SMF é provar.”
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