sábado, 10 de maio de 2014

Globo da Morte em Itatiba

Aventuras no globo da morte..


Um circo mambembe numa pequena cidade do interior paulista, audazes motociclistas aprontam vários truques em suas motocicletas.



O ronco do motor ensurdecedor, bagunça sobre duas rodas, o formiguinha pirou com o barulho, ficou louco com as peripécias dos pilotos.



O roncar dos motores, o silencio e atenção do publico tornam ainda mais magico a sensação. Rodando e subindo correndo e subindo pelas grades.

Globo da Morte em Itatiba

Aventuras no globo da morte..


Um circo mambembe numa pequena cidade do interior paulista, audazes motociclistas aprontam vários truques em suas motocicletas.



O ronco do motor ensurdecedor, bagunça sobre duas rodas, o formiguinha pirou com o barulho, ficou louco com as peripécias dos pilotos.



O roncar dos motores, o silencio e atenção do publico tornam ainda mais magico a sensação. Rodando e subindo correndo e subindo pelas grades.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O Dai Maou como Metáfora do Programador que Resolve Tudo às 3h da Manhã

 


🜂 El Jefe Midnight Lunch apresenta

O Dai Maou como Metáfora do Programador que Resolve Tudo às 3h da Manhã

Um tratado místico–mainframeiro para entendermos a verdadeira natureza dos heróis noturnos

Por Bellacosa Mainframe


Existem duas forças supremas no universo:

  1. O Grande Rei Demônio (Dai Maou), soberano das trevas nas histórias japonesas.

  2. O Programador Mainframe que acorda a empresa inteira quando decide “só ajustar rapidinho esse JCL” às 3h da manhã.

Ambos operam no silêncio absoluto, ambos manipulam poderes que mortais não compreendem, e ambos têm aquela aura de respeito misturado com medo reverente.

E, como todo bom filósofo da madrugada com café frio na mão e ISPF aceso, afirmo:
o programador noturno É o Dai Maou corporativo.


🜁 1. A Origem — quando cai o chamado

O Dai Maou não nasce vilão.
Ele é escolhido, invocado, empurrado por circunstâncias, destino ou… ticket crítico aberto no ServiceNow.

Assim também é o programador mainframe:

  • ninguém dorme tranquilo;

  • o telefone vibra com aquele “P1 - Sistema de Pagamentos Parado”;

  • a iluminação do quarto vira o prelúdio do modo batalha;

  • a alma desperta direto no nível épico.

É nesse instante que o programador assume seu destino:
“Se eu não for agora, ninguém vai.”

Isso, meu amigo, é a verdadeira coroação do Dai Maou da Madrugada.


🜃 2. Os Poderes Mágicos — a caixa preta arcana

Todo Dai Maou domina magia proibida.
Todo programador das 3h domina:

  • reprocessamento de job com override obscuro,

  • permutação de DDs sem documentação,

  • JES2 como quem recita mantras,

  • debugging mental na penumbra,

  • e aquele talento secreto de descobrir onde está o maldito space abend sem print.

É magia?
É experiência?
É trauma?
É tudo junto.

O poder supremo do Dai Maou é manipular energia demoníaca.
O do programador:
manipular datasets compartilhados sem derrubar o sistema.

Ambos exigem pacto.


🜁 3. O Castelo — o Datacenter Mental

O castelo do Dai Maou é sombrio, cheio de livros proibidos e ecos de almas perdidas.

O castelo do programador noturno é:

  • um terminal 3270 piscando;

  • um caderno cheio de senhas riscadas;

  • um monitor com tabs de JCLs ancestrais;

  • e uma luminária queimada desde 2017.

Ali, no silêncio absoluto da madrugada, nasce o feitiço supremo:

/REPRO JOB ......................... /* NÃO MEXER - SÓ RODA EM PRODUÇÃO /

Pergunte para qualquer veterano:
esse é o verdadeiro grimório proibido.


🜄 4. A Solidão Épica — o fardo do soberano

Assim como o Dai Maou governa sozinho,
o programador das 3h enfrenta batalhas com a mesma solidão trágica:

  • ninguém responde no Teams,

  • o on-call sumiu,

  • o líder mandou “boa sorte 👍” e voltou a dormir,

  • a documentação está quase correta (e essa é a pior parte),

  • e a única testemunha da batalha é um café de micro-ondas.

Essa solidão é o preço do poder.
E ambos aceitam.


🜂 5. A Aura — o respeito quando o sol nasce

Quando o Dai Maou aparece, o mundo treme.

Quando o programador aparece às 9h com olheira preta e cara de “revivi três vezes esta noite”, as pessoas desviam o olhar.
Há uma reverência natural.

E o diálogo é sempre o mesmo:

— Nossa, você veio hoje?
— Sistema voltou às 4h.
— Nossa, obrigado!

Ninguém comenta muito.
Ninguém pergunta detalhes.
É tabu.
É sagrado.


🜃 6. Fofoquices Demoníacas do Mundo Corporativo

(Se tem Bellacosa, tem fofura sombria.)

  • Há empresas onde o programador noturno é chamado informalmente de “O senhor das trevas”.

  • Em equipes mais jovens, virou moda dizer “fulano é o Maou do CICS”.

  • Em grupos de zap, rola o sticker: “Chamem o Dai Maou — o batch caiu!”

  • Alguns dizem que quando um job dá RC=0012 sem motivo, é porque o Dai Maou interior do programador está testando sua fé.


🜁 7. Conclusão — O Verdadeiro Significado

O Dai Maou, no fundo, é um arquétipo do poder solitário, da responsabilidade inevitável, do peso de manter o mundo girando.

Assim como o programador da madrugada.

Ambos são:

  • temidos,

  • respeitados,

  • incompreendidos,

  • e absolutamente essenciais.

Quando tudo falha,
quando ninguém sabe o que fazer,
quando o caos ameaça o reino…

é ele que surge,
cansado, mal-humorado, com café na mão,
mas capaz de restaurar a ordem no mundo.

Por isso, querido leitor,
deixo aqui meu mantra:

Dai Maou não é inimigo.
É guardião.
É mantenedor.
É o programador que salva o sistema quando todos estão dormindo.

E é por isso que, no universo do mainframe —
assim como nas lendas —
a noite pertence aos poderosos.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

COBOL Estruturado: disciplina, elegância e sobrevivência no mundo mainframe

 



COBOL Estruturado: disciplina, elegância e sobrevivência no mundo mainframe

Ao melhor estilo Bellacosa Mainframe, direto dos porões do CPD para o El Jefe Midnight Lunch


☕ Introdução: quando o COBOL aprendeu a pensar

Durante décadas, o COBOL foi injustamente carimbado como uma linguagem verborrágica, rígida e cheia de GOTOs selvagens pulando de parágrafo em parágrafo como gremlins em madrugada de fechamento mensal. O COBOL estruturado surge justamente como a vacina contra esse caos.

Mais do que uma evolução sintática, COBOL estruturado é postura, disciplina mental e, acima de tudo, respeito ao próximo programador — normalmente você mesmo daqui a 6 meses.




🧠 O que é COBOL Estruturado, afinal?

COBOL estruturado é a aplicação dos princípios da programação estruturada ao COBOL clássico:

  • Nada de saltos caóticos com GO TO

  • Fluxo lógico previsível

  • Blocos com início, meio e fim bem definidos

Ele se apoia em três pilares universais:

  1. Sequência – código executado em ordem natural

  2. Seleção – decisões claras (IF, EVALUATE)

  3. Iteração – repetição controlada (PERFORM UNTIL, PERFORM VARYING)

Se você domina isso, domina qualquer código mainframe.


📜 Por que o COBOL estruturado é mais legível?

Porque ele conta uma história.

Compare:

  • Parágrafos pequenos e objetivos

  • END-IF, END-PERFORM explícitos

  • Nomes semânticos (CALCULA-TOTAL, VALIDA-CPF)

O código deixa de ser um labirinto e vira um manual técnico executável.

💡 Dica Bellacosa: se o código parece um romance russo, algo está errado.


🛠️ Passo a passo para escrever COBOL estruturado

1️⃣ Planeje antes de codar

Desenhe o fluxo:

  • O que entra?

  • Quais decisões existem?

  • Onde o processamento termina?

2️⃣ Quebre tudo em parágrafos pequenos

Um parágrafo = uma responsabilidade.

Errado:

  • PROCESSA-TUDO

Certo:

  • LE-ARQUIVO

  • VALIDA-DADOS

  • CALCULA-VALORES

  • GRAVA-SAIDA

3️⃣ Use PERFORM como se fosse uma chamada de função

PERFORM VALIDA-DADOS
PERFORM CALCULA-TOTAL

Isso é COBOL estruturado em sua forma mais pura.

4️⃣ Elimine GO TO (sem dó)

Se você precisa de GO TO, provavelmente:

  • O parágrafo está grande demais

  • O fluxo está mal pensado


🧪 Segredos que veteranos não contam

🔹 Menos é mais: COBOL estruturado prefere muitos parágrafos pequenos a poucos gigantes.

🔹 IF aninhado demais é cheiro de problema: use EVALUATE.

🔹 Comentários explicam o porquê, não o como:

* Validação exigida pelo Bacen após incidente de 2009

🔹 Código bem estruturado envelhece melhor que documentação externa.


🧾 Curiosidades de bastidor (fofoca técnica)

  • O impulso pela programação estruturada veio forte nos anos 70, após sistemas críticos se tornarem impossíveis de manter.

  • Grandes bancos só aceitaram novas rotinas COBOL sem GO TO.

  • Há sistemas em produção hoje que seguem padrões estruturados criados nos anos 80 — e funcionam melhor que muito microserviço moderno.


🥚 Easter Eggs do mundo mainframe

🕵️‍♂️ Já reparou que muitos sistemas usam parágrafos chamados MAIN-PARA ou 0000-INICIO? Isso é herança direta da transição do COBOL não estruturado.

🐘 Alguns compiladores modernos avisam quando você usa GO TO. É o mainframe te julgando silenciosamente.

☕ Programadores COBOL estruturado costumam dormir melhor em fechamento contábil.


✅ Boas práticas Bellacosa Mainframe (anote!)

✔ Um parágrafo não deve passar de uma tela
✔ Nomeie tudo com significado de negócio
✔ Prefira EVALUATE a IF encadeado
✔ Evite variáveis globais desnecessárias
✔ Código deve ser lido como um roteiro lógico


🌙 Conclusão: COBOL estruturado não é velho — é sábio

COBOL estruturado é como um bom uísque: não precisa de modinha, precisa de respeito. Ele entrega previsibilidade, estabilidade e clareza — exatamente o que sistemas críticos exigem.

No fim das contas, não é sobre COBOL.
É sobre engenharia, disciplina e responsabilidade.

E como todo bom código mainframe…

Ele não faz barulho. Ele simplesmente funciona.

Bellacosa Mainframe, servido à meia-noite no El Jefe Midnight Lunch 🌙