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sábado, 25 de outubro de 2025

☕🌳 BANCO HIERÁRQUICO: O DINOSSAURO DO MAINFRAME QUE AINDA MOVE BILHÕES

 

Bellacosa Mainframe introduz o Banco de Dados Hierarquico

☕🌳 BANCO HIERÁRQUICO: O DINOSSAURO DO MAINFRAME QUE AINDA MOVE BILHÕES

Entenda de forma simples como o IMS organiza dados como uma árvore gigante ultra rápida 🚀

Quando um programador COBOL júnior escuta:

🌳 “Banco Hierárquico”

normalmente imagina algo complicado, antigo e misterioso.

E sinceramente?

😄 O IMS realmente parece saído de um laboratório secreto da IBM dos anos 70.

Mas depois que você entende a lógica…

tudo começa a fazer MUITO sentido.


🧠 O Que é um Banco Hierárquico?

A ideia principal é simples:

📌 Os dados são organizados como uma árvore.

Exemplo:

CLIENTE
 └── CONTA
      └── CARTAO
           └── MOVIMENTO

Existe:

✅ pai
✅ filho
✅ relacionamento fixo

Igual uma árvore genealógica.


🌳 Pense Numa Árvore Real

Imagine:

TRONCO
 └── GALHO
      └── FOLHA

No IMS é parecido:

CLIENTE
 └── CONTA
      └── MOVIMENTO

Cada nível depende do anterior.


🚀 Diferença Para Banco Relacional

No DB2 ou Oracle:

SELECT * FROM CLIENTE

Tudo funciona via:

  • tabelas

  • joins

  • SQL


🌳 No Banco Hierárquico

Não existem joins clássicos.

Você:

⚡ navega pela árvore.


📦 Exemplo Real Bancário

Imagine um banco:

CLIENTE
 └── CONTA
      └── FATURA
           └── MOVIMENTO

O IMS entende naturalmente que:

✅ cliente possui conta
✅ conta possui fatura
✅ fatura possui movimentos


🧠 O Grande Segredo

No banco hierárquico:

📌 O caminho importa.

Você normalmente começa do topo:

CLIENTE

e vai descendo.


⚡ Por Que Isso é Tão Rápido?

Porque o IMS não precisa:

❌ montar JOIN complexo
❌ calcular relacionamento
❌ pensar demais

Ele já conhece o caminho.

É quase como:

seguir túneis secretos

entre os dados.


🌳 O IMS Usa Ponteiros

O IMS liga os segmentos com:

🔑 ponteiros físicos

Exemplo:

CLIENTE
   ↓
CONTA
   ↓
MOVIMENTO

Então o acesso é extremamente rápido.


💾 Segmentos

No IMS os registros são chamados de:

🟦 Segmentos

Exemplo:

SegmentoSignificado
CLIENTEregistro cliente
CONTAconta bancária
MOVIMENTOtransação

🚀 O Programa COBOL Navega

No IMS o COBOL não faz SQL.

Ele usa:

CALL 'CBLTDLI'

com comandos como:

ComandoFunção
GUbusca única
GNpróximo
GNPpróximo filho
ISRTinsert
REPLupdate
DLETdelete

🌳 Exemplo Mental

Imagine:

CLIENTE JOAO
 └── CONTA 123
      └── MOVIMENTO PIX

O programa faz:

1️⃣ encontra cliente
2️⃣ entra conta
3️⃣ lê movimentos

Tudo navegando pela árvore.


⚔️ Hierárquico vs Relacional

Banco HierárquicoBanco Relacional
árvoretabelas
navegaçãoSQL
pai/filhojoins
muito rápidoflexível
rígidodinâmico

💣 A Desvantagem

O banco hierárquico é MUITO rápido…

mas menos flexível.

Exemplo:

Se o banco foi desenhado assim:

CLIENTE
 └── CONTA

e amanhã você quiser acessar:

CONTA → CLIENTE

pode virar dor de cabeça.


🚀 Então Por Que Bancos Ainda Usam IMS?

Porque para sistemas críticos:

⚡ velocidade importa muito.

Especialmente em:

  • ATM

  • cartão

  • PIX

  • autorização financeira

  • telecom

  • aviação


☕ Curiosidade Bellacosa Mainframe

O IMS nasceu em:

🚀 1968

durante o projeto Apollo da NASA.

Sim.

O mesmo sistema que ajudou a organizar informações da corrida espacial…

continua hoje processando bilhões de transações financeiras.

Enquanto muita tecnologia moderna já morreu…

o “dinossauro” hierárquico continua vivo.

E extremamente rápido.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

IMS DB e COBOL: Entendendo os Bastidores das Chamadas DL/I, PCB Masks e o Modelo de Acesso que Sobreviveu a Todas as Revoluções da TI

 

Bellacosa Mainframe introdução ao ims db e cobol mainframe

☕💣🚀 PADAWAN, VOCÊ NÃO PROGRAMA IMS COM COBOL. VOCÊ NEGOCIA COM UMA CIVILIZAÇÃO DE 50 ANOS DE EXPERIÊNCIA!

IMS DB e COBOL: Entendendo os Bastidores das Chamadas DL/I, PCB Masks e o Modelo de Acesso que Sobreviveu a Todas as Revoluções da TI

Quando um desenvolvedor moderno abre um programa COBOL com acesso ao IMS pela primeira vez, normalmente a reação é sempre a mesma:

"Cadê o SELECT?"

"Cadê o OPEN?"

"Cadê o CURSOR?"

"Cadê o SQL?"

E então ele encontra algo aparentemente estranho:

ENTRY 'DLITCBL' USING STUDENT-PCB-MASK.

Logo depois:

CALL 'CBLTDLI' USING DLI-GN
                     STUDENT-PCB-MASK
                     SEGMENT-I-O-AREA.

E finalmente:

GOBACK.

Pronto.

Acabou.

Nenhum SELECT.

Nenhum OPEN.

Nenhum FETCH.

Nenhuma conexão.

Nenhum driver JDBC.

Nenhuma string de conexão.

Nenhuma senha.

Nenhum framework.

E mesmo assim...

o programa está acessando um banco de dados capaz de processar milhões de transações por segundo.

É nesse momento que o jovem padawan percebe que IMS não é apenas um banco de dados.

IMS é uma filosofia completamente diferente de acesso a dados.

E entender as instruções apresentadas no material IMS DB COBOL Basics é o primeiro passo para compreender por que milhares de sistemas críticos continuam rodando sobre IMS até hoje.


O Erro Mais Comum: Tentar Enxergar IMS Como Um Banco Relacional

Grande parte dos profissionais atuais nasceu tecnicamente dentro do paradigma SQL.

Eles pensam assim:

SELECT *
FROM CLIENTE
WHERE CPF='12345678900'

No mundo relacional você pergunta:

"Banco, me devolva os dados."

No IMS a lógica é diferente.

Você navega.

Você percorre.

Você se posiciona.

Você caminha pela hierarquia.

O IMS funciona muito mais próximo de um sistema de arquivos inteligente do que de um banco relacional tradicional.

Imagine uma estrutura:

CLIENTE
 |
 +-- CONTA
      |
      +-- MOVIMENTO

Não existe JOIN.

Não existe otimizador SQL.

Não existe plano de acesso dinâmico.

Você navega diretamente pela estrutura.

E é justamente isso que torna o IMS absurdamente rápido.


O Que Acontece Quando o Programa Começa?

O documento mostra a instrução:

ENTRY 'DLITCBL'

que representa a porta de entrada do programa IMS.

Mas vamos muito além da definição formal.

Na prática ocorre o seguinte:

JCL
 |
 +-- IMS Control Region
        |
        +-- DL/I
              |
              +-- Programa COBOL

O COBOL não inicia sozinho.

Quem inicia tudo é o IMS.

O programa COBOL é praticamente um "convidado" dentro do ambiente IMS.

Quando o IMS entrega o controle ao programa:

  • carrega PSB

  • carrega PCB

  • monta buffers

  • monta áreas de comunicação

  • posiciona recursos

e somente então chama:

ENTRY 'DLITCBL'

Nesse instante o COBOL recebe acesso ao universo IMS.


DLITCBL: A Ponte Entre Dois Mundos

O material explica que DLITCBL significa:

DL/I TO COBOL

Mas historicamente isso é muito mais interessante.

Na década de 1970:

  • COBOL não conhecia IMS

  • IMS não conhecia COBOL

Era necessário um mecanismo de integração.

DLITCBL tornou-se esse mecanismo.

É equivalente ao que hoje chamaríamos de:

  • Driver JDBC

  • ORM

  • API Gateway

  • Framework de Persistência

Só que criado décadas antes dessas tecnologias existirem.


PCB: O Conceito Que Confunde Todo Mundo

O documento fala repetidamente sobre PCB Masks.

Esse é um dos conceitos mais importantes do IMS.

PCB significa:

Program Communication Block

Pense nele como um contrato.

O programa não acessa diretamente o banco.

O programa acessa o banco através do PCB.

O PCB informa:

  • qual banco pode acessar

  • quais segmentos pode ler

  • quais permissões possui

  • qual status retornou

É parecido com:

Token de acesso
+
Metadata
+
Controle de navegação

Tudo junto.


PCB Mask: O Espelho Local do PCB

O material mostra:

LINKAGE SECTION.
01 STUDENT-PCB-MASK.

Por que isso existe?

Porque o PCB real não está dentro do programa.

Ele pertence ao IMS.

Logo:

IMS
 |
 +-- PCB Real

Enquanto:

Programa COBOL
 |
 +-- PCB Mask

O PCB Mask é simplesmente uma representação local.

Uma espécie de ponte entre o programa e o PCB verdadeiro.


O Campo Mais Importante do PCB

Observe no exemplo:

05 STD-STATUS-CODE PIC XX.

Este campo vale ouro.

Porque toda chamada DL/I retorna um status.

Sem exceção.

É equivalente a:

SQLException

ou

RETURN CODE

ou

Exception

Mas muito mais eficiente.

Após cada chamada:

CALL 'CBLTDLI'

o IMS atualiza:

STD-STATUS-CODE

indicando sucesso ou erro.


O Que Realmente É o CBLTDLI?

O documento explica:

CBLTDLI = COBOL TO DL/I

Esta é a interface oficial entre COBOL e IMS.

Toda operação passa por ela.

Imagine:

COBOL
  |
CBLTDLI
  |
DL/I
  |
IMS DB

Ela funciona como uma API.

Décadas antes da palavra API virar moda.


A Grande Sacada: O CALL Sempre Tem a Mesma Estrutura

O material apresenta:

CALL 'CBLTDLI' USING

seguido de parâmetros.

O mais interessante é que a estrutura básica quase nunca muda.

Você altera apenas o Function Code.

Por exemplo:

GU

Get Unique

GN

Get Next

GHU

Get Hold Unique

REPL

Replace

ISRT

Insert

DLET

Delete

Todos utilizam o mesmo mecanismo.


GU: A Consulta Direta

Imagine:

CLIENTE
CPF=123

Você quer exatamente esse cliente.

Então:

CALL 'CBLTDLI'
USING DLI-GU

O IMS procura diretamente pela chave.

Resultado:

Leitura extremamente rápida

Sem scan.

Sem cursor.

Sem otimização dinâmica.


GN: O Cursor Original dos Anos 70

O exemplo do documento utiliza:

DLI-GN

GN significa:

Get Next

Ele busca o próximo segmento.

Na prática:

Registro 1
Registro 2
Registro 3
Registro 4

Cada chamada:

GN

avança um registro.

Muito parecido com:

FETCH NEXT

Só que décadas mais antigo.


GHU: O Início de Uma Atualização

Ler é simples.

Atualizar é diferente.

O IMS precisa garantir integridade.

Por isso existe:

GHU

Get Hold Unique.

Você não apenas lê.

Você bloqueia.

É semelhante a:

SELECT FOR UPDATE

REPL: A Atualização de Verdade

Após o GHU:

REPL

substitui o segmento.

Fluxo clássico:

GHU
 |
ALTERA DADOS
 |
REPL

Essa sequência existe em praticamente todos os sistemas IMS do planeta.


ISRT: Inserindo Dados

O documento mostra:

DLI-ISRT

Essa instrução cria novos segmentos.

Exemplo:

CLIENTE
 |
 +-- NOVA CONTA

O IMS posiciona automaticamente o segmento dentro da hierarquia.


DLET: O Botão Vermelho

DLET

Remove um segmento.

Mas atenção.

Em IMS isso pode significar remover uma árvore inteira.

Exemplo:

CLIENTE
 |
 +-- CONTA
 |
 +-- MOVIMENTO

Dependendo da estrutura:

DLET CLIENTE

pode eliminar tudo abaixo.

Por isso é uma operação tratada com extremo cuidado.


Segment I/O Area: A Caixa de Transporte

O documento mostra:

01 SEGMENT-I-O-AREA PIC X(150).

Ela funciona como uma área de troca.

Na leitura:

IMS -> I/O AREA

Na gravação:

I/O AREA -> IMS

É o equivalente aos buffers modernos.


SSA: O GPS do IMS

O documento menciona Segment Search Arguments (SSA).

SSA é o mecanismo de pesquisa.

Exemplo:

CLIENTE(CPF=123)

Traduzido para SSA.

Ele informa ao IMS exatamente onde procurar.

É o ancestral dos predicados SQL.


Por Que Não Existe OPEN e CLOSE?

Essa pergunta aparece em todos os treinamentos.

O material menciona que:

No SELECT
No ASSIGN
No OPEN
No CLOSE

para IMS.

O motivo é simples.

Quem administra o banco é o próprio IMS.

Não o programa.

O programa apenas solicita serviços.

Essa arquitetura reduz erros e aumenta estabilidade.


A Importância do GOBACK

O documento alerta para algo crítico:

GOBACK

deve ser utilizado.

Não:

STOP RUN

Isso parece detalhe.

Mas não é.

Quando você executa:

GOBACK

o controle retorna ao IMS.

Então o IMS pode:

  • liberar locks

  • atualizar logs

  • sincronizar buffers

  • finalizar recursos

Com:

STOP RUN

você devolve controle ao sistema operacional.

O IMS perde a chance de executar essas tarefas.

Resultado?

Abends.

Locks presos.

Recursos inconsistentes.

Dor de cabeça para a produção.


O Que os Desenvolvedores Modernos Não Percebem

Muitos olham para IMS e enxergam uma tecnologia antiga.

Mas observem:

Década de 1970:

API de acesso
Controle transacional
Checkpoint
Recovery
Locking
Alta disponibilidade
Navegação otimizada

Tudo isso já existia.

Décadas antes de:

  • Hibernate

  • Spring

  • REST

  • Kubernetes

  • Microservices


A Verdadeira Lição do IMS

O material apresenta apenas os fundamentos:

  • ENTRY DLITCBL

  • PCB Mask

  • CALL CBLTDLI

  • Segment I/O Area

  • SSA

  • GOBACK

Mas por trás dessas poucas instruções existe uma das arquiteturas mais bem-sucedidas da história da computação.

Enquanto dezenas de tecnologias nasceram, cresceram e desapareceram, o IMS continuou processando:

  • bancos

  • seguradoras

  • governos

  • companhias aéreas

  • cartões de crédito

  • sistemas financeiros globais

O motivo não é nostalgia.

Não é resistência à mudança.

Não é conservadorismo.

É porque a arquitetura foi construída para resolver problemas reais de desempenho, disponibilidade e integridade de dados.

E aqui está a maior lição para o jovem padawan:

Um programa COBOL com IMS não faz consultas.

Ele conversa com uma infraestrutura que foi refinada ao longo de mais de meio século.

Cada CALL 'CBLTDLI' representa décadas de engenharia, otimização e experiência operacional acumuladas desde os primórdios do processamento transacional corporativo.

Entender essas chamadas não é apenas aprender IMS.

É compreender uma das fundações sobre as quais a computação empresarial moderna foi construída. ☕💣🚀

Fonte analisada: IMS DB - COBOL Basics (TutorialsPoint), abordando ENTRY DLITCBL, PCB Masks, CALL CBLTDLI, códigos de função DL/I e uso de GOBACK em programas COBOL que acessam IMS DB.

domingo, 25 de março de 2007

O que é DL/I em IMS?

 

Bellacosa Mainframe analisando o DL/I em IMS

O que é DL/I em IMS?

O DL/I (Data Language/I) é a linguagem de acesso a dados e transações utilizada pelo IMS (Information Management System) da IBM.

Ele funciona como uma interface entre os programas (COBOL, PL/I, Assembler) e os bancos de dados hierárquicos do IMS.

De forma simples:

Programa COBOL
       ↓
      DL/I
       ↓
Banco IMS

O que Significa DL/I?

DL/I
Data Language / Interface

É a API original criada pela IBM para acessar bancos IMS.


Por que o DL/I Foi Criado?

Na década de 1960, não existia SQL.

O IMS armazenava dados em estruturas hierárquicas.

Para acessar esses dados era necessário um mecanismo específico.

A IBM criou então:

DL/I

DL/I é o SQL do IMS?

De certa forma, sim.

Compare:

DB2

SELECT *
FROM CLIENTE
WHERE CPF = '12345678900'

IMS DL/I

GU CLIENTE

seguido da navegação hierárquica.


Estrutura Hierárquica do IMS

Exemplo:

CLIENTE
   │
   ├── CONTA
   │      │
   │      └── MOVIMENTO
   │
   └── CARTAO

Como o DL/I Navega?

O DL/I percorre a hierarquia.

CLIENTE
   ↓
CONTA
   ↓
MOVIMENTO

Tipos de Chamadas DL/I

O DL/I trabalha através de comandos conhecidos como:

CALL DL/I

Exemplo COBOL:

CALL 'CBLTDLI'
     USING GU
           PCB-MASK
           AREA-CLIENTE
           SSA-CLIENTE.

Principais Comandos DL/I

GU

Get Unique

Busca um registro específico.


Exemplo:

GU CLIENTE

Resultado:

CLIENTE 12345

GN

Get Next

Busca o próximo segmento.


Exemplo:

CLIENTE 1
CLIENTE 2
CLIENTE 3

Fluxo:

GN
↓
Próximo registro

GNP

Get Next Within Parent

Busca o próximo filho.


Exemplo:

CLIENTE
   │
   ├── CONTA1
   ├── CONTA2
   └── CONTA3

Com:

GNP

navega entre as contas.


GHU

Get Hold Unique

Lê e bloqueia registro.


Utilizado antes de atualização.


GHN

Get Hold Next

Lê próximo registro com bloqueio.


ISRT

Insert

Insere novo segmento.


Exemplo:

Novo Cliente

COBOL:

CALL 'CBLTDLI'
     USING ISRT
           PCB-MASK
           AREA-CLIENTE.

REPL

Replace

Atualiza registro existente.


Fluxo:

GHU
 ↓
REPL

DLET

Delete

Remove segmento.


Fluxo:

GHU
 ↓
DLET

Exemplo Completo

Banco IMS:

CLIENTE
    ↓
CONTA

Passo 1

Buscar cliente.

GU

Passo 2

Alterar dados.

GHU

Passo 3

Atualizar.

REPL

SSA (Segment Search Argument)

Equivalente ao WHERE do SQL.


SQL:

WHERE CPF='123'

DL/I:

CLIENTE(CPF=123)

Exemplo

01 SSA-CLIENTE.
   05 FILLER PIC X(8)
      VALUE 'CLIENTE('.

PCB

Program Communication Block

Define o acesso ao banco.


Exemplo:

PCB CLIENTE

Contém:

  • Status

  • Banco

  • Permissões


Status Codes

Após cada chamada DL/I.


Espaços

'  '

Sucesso.


GE

GE

Registro não encontrado.


GB

GB

Fim de banco.


II

II

Inserção inválida.


Exemplo de Leitura Sequencial

GU
 ↓
GN
 ↓
GN
 ↓
GN

Resultado:

CLIENTE1
CLIENTE2
CLIENTE3
CLIENTE4

Exemplo COBOL

CALL 'CBLTDLI'
     USING GU
           PCB-CLIENTE
           REG-CLIENTE
           SSA-CLIENTE.

Verificando retorno:

IF PCB-STATUS = '  '
   DISPLAY 'ENCONTRADO'
END-IF.

DL/I em Ambiente Online

Muito comum em:

CICS
IMS TM

Fluxo:

Terminal
    ↓
IMS TM
    ↓
COBOL
    ↓
DL/I
    ↓
IMS DB

DL/I em Batch

Também muito utilizado.

JOB
 ↓
COBOL
 ↓
DL/I
 ↓
IMS DB

Comparação SQL x DL/I

SQL (DB2)DL/I (IMS)
SELECTGU/GN
INSERTISRT
UPDATEREPL
DELETEDLET
WHERESSA
CursorGN
LockGHU

Vantagens do DL/I

✅ Extremamente rápido

✅ Baixo consumo de CPU

✅ Excelente para grandes volumes

✅ Muito usado em bancos

✅ Altamente confiável


Curiosidades

1. O DL/I surgiu antes do SQL

2. Foi criado para o Projeto Apollo da NASA

3. Ainda processa bilhões de transações diariamente

4. Continua amplamente utilizado em bancos e seguradoras

5. É uma das APIs de banco de dados mais antigas ainda em produção


Resumo Rápido

ComandoFunção
GUGet Unique
GNGet Next
GNPGet Next Within Parent
GHUGet Hold Unique
GHNGet Hold Next
ISRTInsert
REPLReplace
DLETDelete
SSACritério de busca
PCBControle de acesso

Conclusão

O DL/I (Data Language/I) é a interface de acesso ao banco de dados IMS. Ele permite que programas COBOL, PL/I e Assembler leiam, insiram, atualizem e removam segmentos em bancos hierárquicos IMS por meio de comandos como GU, GN, ISRT, REPL e DLET. Embora seja anterior ao SQL, continua sendo uma das tecnologias mais importantes do universo Mainframe, sustentando aplicações críticas em bancos, governos, seguradoras e grandes corporações ao redor do mundo.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

O que é Database IMS em Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe o que é database IMS

O que é IMS em Mainframe?

IMS significa:

Information Management System

É um dos softwares mais importantes da história da IBM e um dos pilares do ambiente Mainframe.

Criado em 1968 para apoiar o programa Apollo da NASA, o IMS continua em produção em milhares de empresas ao redor do mundo.


Definição Simples

O IMS é uma plataforma que fornece:

✅ Banco de Dados (IMS DB)

✅ Processamento de Transações (IMS TM)

Em outras palavras:

IMS = Banco de Dados + Monitor Transacional

História Curiosa

A IBM desenvolveu o IMS para ajudar a NASA a controlar milhões de componentes do foguete Saturno V usado nas missões Apollo.

Por isso, o IMS é frequentemente chamado de:

O banco de dados que ajudou a levar o homem à Lua


Componentes Principais

IMS DB

Banco de dados hierárquico.


IMS TM

Transaction Manager.

Responsável pelo processamento online.


Arquitetura Simplificada

Usuário
    ↓
IMS TM
    ↓
Programa COBOL
    ↓
IMS DB
    ↓
Resposta

O que é IMS DB?

É um banco de dados hierárquico.

Diferente do DB2, que é relacional.


Exemplo DB2

Tabela CLIENTES

IDNOME
1JOÃO
2MARIA

Exemplo IMS

EMPRESA
   │
   ├── CLIENTE
   │      │
   │      ├── CONTA
   │      │      │
   │      │      ├── MOVIMENTO
   │      │      ├── MOVIMENTO
   │
   └── CLIENTE

Conceito de Segmento

No IMS os registros são chamados de:

Segmentos


Exemplo

CLIENTE

Segmento Pai


CONTA

Segmento Filho


MOVIMENTO

Segmento Neto


Estrutura Hierárquica

CLIENTE
   ↓
CONTA
   ↓
MOVIMENTO

O que é DL/I?

Data Language I.

É a linguagem utilizada para acessar bancos IMS.

Equivale ao SQL do DB2.


Comandos DL/I

GU

Get Unique

Busca um segmento específico.


GN

Get Next

Busca próximo segmento.


GNP

Get Next Within Parent

Busca próximo filho.


ISRT

Insert

Inclui segmento.


REPL

Replace

Atualiza segmento.


DLET

Delete

Remove segmento.


Exemplo DL/I

CALL 'CBLTDLI'

USING
      GU
      PCB
      AREA
      SSA.

O que é PCB?

Program Communication Block.

Define como o programa acessa o banco.


O que é PSB?

Program Specification Block.

Define:

  • bancos acessados;

  • permissões;

  • PCBs.


O que é DBD?

Database Description.

Descreve:

  • segmentos;

  • relacionamentos;

  • estrutura física.


Estrutura IMS DB

DBD
 ↓
PSB
 ↓
PCB
 ↓
Programa COBOL

O que é IMS TM?

Transaction Manager.

Funciona de forma semelhante ao CICS.


Responsabilidades

  • receber transações;

  • controlar usuários;

  • chamar programas;

  • gerenciar filas;

  • garantir integridade.


Fluxo Online

Terminal
   ↓
IMS TM
   ↓
Programa COBOL
   ↓
IMS DB
   ↓
Resposta

Exemplo de Transação

Usuário digita:

CONS

IMS executa:

CONS
  ↓
Programa COBOL
  ↓
Consulta IMS
  ↓
Resposta

IMS x CICS

IMS TMCICS
IBMIBM
TransacionalTransacional
Muito usado em bancosMuito usado em bancos
Integração IMS DBIntegração DB2
Altíssimo desempenhoAltíssimo desempenho

IMS x DB2

IMS

Hierárquico

CLIENTE
 ↓
CONTA
 ↓
MOVIMENTO

DB2

Relacional

CLIENTES
CONTAS
MOVIMENTOS

Relacionadas por chaves.


Linguagens Utilizadas

  • COBOL

  • PL/I

  • Assembler

  • Java


IMS e COBOL

Combinação clássica.


Exemplo

CALL 'CBLTDLI'

Praticamente todo programa IMS utiliza esse comando.


Vantagens do IMS

✅ Altíssima performance

✅ Excelente escalabilidade

✅ Segurança

✅ Baixo consumo de recursos

✅ Confiabilidade extrema


Onde é Utilizado?

  • Bancos

  • Cartões

  • Seguradoras

  • Governo

  • Telecomunicações

  • Companhias aéreas


Curiosidades

1. O IMS foi criado para o Projeto Apollo

2. Continua sendo utilizado mais de 50 anos depois

3. Alguns dos maiores bancos do mundo usam IMS

4. Processa bilhões de transações diariamente

5. É considerado um dos sistemas mais confiáveis já criados


Principais Objetos IMS

ObjetoFunção
DBDDescrição do Banco
PSBEspecificação Programa
PCBComunicação Programa
SegmentoRegistro IMS
SSACritério Pesquisa
DL/ILinguagem de acesso
IMS DBBanco Hierárquico
IMS TMGerenciador Transacional

Resumo Rápido

IMS
 │
 ├── IMS DB
 │      ↓
 │ Banco Hierárquico
 │
 └── IMS TM
        ↓
     Transações Online

Conclusão

O IMS (Information Management System) é uma plataforma da IBM composta por um poderoso banco de dados hierárquico (IMS DB) e um monitor transacional (IMS TM). Presente em grandes bancos, seguradoras e órgãos governamentais, ele continua sendo uma das tecnologias mais robustas e confiáveis do ecossistema Mainframe IBM Z, processando milhões de transações críticas todos os dias.