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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

🍔💾 Essential z/OS Performance Tuning Workshop

 

Bellacosa Mainframe e o grande desafio de tunar um mainframe Zos com software legado

🍔💾 Essential z/OS Performance Tuning Workshop

Quando performance deixa de ser fé e vira engenharia

No mundo distribuído, performance costuma ser tratada como magia:
“sobe mais recurso”, “escala automático”, “reinicia o serviço”.

No mainframe, isso nunca existiu.

Aqui, performance sempre foi disciplina, observação e responsabilidade.
E é exatamente isso que o Essential z/OS Performance Tuning Workshop carrega no DNA.

Não é um curso para “deixar tudo rápido”.
É um treinamento para não fazer besteira em produção.


🧠 Um workshop que nasceu da dor (e do custo de CPU)

Quando o z/OS ainda se chamava MVS, cada ciclo de CPU custava dinheiro real.
Não existia elasticidade, nem desculpa técnica.

Se o sistema ficava lento, alguém tinha que explicar:

  • por quê

  • onde

  • quem causou

  • como evitar de novo

O Essential z/OS Performance Tuning Workshop surge dessa escola:
a escola em que medir vem antes de mexer, e mexer sem entender é pecado mortal.


🎯 O que o workshop realmente ensina (sem PowerPoint bonito)

👉 Performance não é velocidade

Performance é cumprir SLA de forma previsível.

O workshop deixa isso claro logo cedo:

  • CPU a 90% não é problema, se o response time está estável

  • Sistema “folgado” pode estar mal configurado

  • Pico não é tendência

Aqui, aprende-se a ler o sistema como um organismo, não como um gráfico isolado.


⚙️ Os pilares do workshop (onde a verdade mora)

🧩 WLM – Workload Manager

O verdadeiro cérebro do z/OS.

No workshop, cai a ficha:

WLM não é tuning técnico. É política de negócio codificada.

  • Service Class errada = prioridade errada

  • Prioridade errada = usuário certo reclamando

  • Ajuste sem alinhamento = guerra interna

📌 Easter egg clássico:
O WLM sempre faz exatamente o que você mandou.
O problema é quando você mandou errado.


📊 RMF – onde a mentira não sobrevive

RMF é tratado como deve ser:

  • Monitor III → o agora

  • Monitor II → o culpado

  • Postprocessor → a história que não pode ser reescrita

O workshop ensina algo raro hoje em dia:

Contexto importa mais que screenshot.

Um gráfico sem horário, workload e mudança recente é só arte abstrata.


🗃️ SMF – a caixa-preta do sistema

Aqui o tuning vira investigação.

SMF:

  • Não opina

  • Não sugere

  • Não perdoa

Quem aprende a ler SMF sai do workshop com um superpoder:
parar discussões baseadas em achismo.


⚠️ Desafios reais abordados (aqueles que ninguém gosta de admitir)

🔥 “Todo mundo é crítico”

Ambiente compartilhado, dezenas de sistemas, todos “prioridade máxima”.

O workshop ensina a separar:

  • workload crítico

  • workload importante

  • workload barulhento

💡 Easter egg corporativo:
O sistema mais crítico quase nunca é o que mais grita.


🔥 Falta de baseline

Sem baseline:

  • não existe “piorou”

  • só existe “sensação”

Frase implícita do workshop:

Tuning sem baseline é tuning religioso.


🔥 A pressão do “só ajusta rapidinho”

Nada gera mais legado tóxico do que tuning feito:

  • em incidente

  • sem análise

  • para agradar gestor

O workshop ensina algo valioso:

Saber dizer NÃO, com métrica na mão.


🚀 O que muda depois do workshop

Quem passa por esse treinamento:

  • Para de tunar por instinto

  • Começa a observar antes de agir

  • Aprende a prever gargalos

  • Ganha respeito em incidente sério

No mercado, isso tem um efeito curioso:

Profissional que entende performance em z/OS não fica sem emprego.
Fica sem tempo.


🕹️ Easter eggs nível CPD

  • CPU alta pode ser sinal de sistema saudável

  • O melhor tuning, às vezes, é não mexer

  • Se o sistema só é lento em horário comercial, o problema raramente é técnico

  • Performance tuning é 70% política e 30% tecnologia


🧠 Conclusão – a frase que devia estar na parede do CPD

“z/OS não é lento.
Lento é quem não entende o que está medindo.”

O Essential z/OS Performance Tuning Workshop não ensina truques.
Ensina responsabilidade técnica.

E isso, em qualquer geração de tecnologia, continua raro.


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

📼 Guia prático de fita/cartridge no z/OS

 

Bellacosa Mainframe apresenta o tape libraries automatizado

Um Café no Bellacosa Mainframe – Guia Prático de Fita no z/OS


📼 Guia prático de fita/cartridge no z/OS

(para quem já apanhou de VOLSER, SMS e HSM… ou vai apanhar)

Se tem uma coisa que todo mainframeiro aprende cedo ou tarde é que fita no z/OS não é só “backup”.
É política, automação, performance, custo, compliance… e um pouco de fé 😄

Vamos ao guia prático, direto ao ponto, no melhor estilo Bellacosa Mainframe.


1️⃣ Conceito básico – fita no z/OS não é só hardware

No z/OS, fita envolve três mundos trabalhando juntos:

  • 🧠 Sistema Operacional (z/OS)

  • 🧩 SMS (DFSMS)

  • 🤖 Gerenciador de backup (DFSMShsm / Spectrum Protect)

📌 Regra de ouro:

Se a política estiver errada, não existe cartucho LTO-10 que salve.


2️⃣ Tipos de fita no z/OS

🔹 Fita real (tape físico)

  • LTO, TS11xx, etc

  • Biblioteca robótica

  • Drive dedicado ou compartilhado

🔹 Fita virtual (VTS / VTL)

  • Emula fita

  • Backend em disco ou objeto

  • Performance absurda, mas não é air-gap

🧠 Dica Bellacosa:

Ambiente grande sempre usa virtual + físico. Um sem o outro é pecado técnico.


3️⃣ Componentes principais (anota aí, padawan)

📦 Cartucho

  • Ex: LTO-10 Ultrium 40TB

  • Identificado por VOLSER

  • Pode ser rotulado (SL) ou não rotulado (NL)

🏷️ Label

  • SL (Standard Label) – o mais comum

  • NL (No Label) – só para quem sabe muito bem o que está fazendo

🔢 VOLSER

  • Nome do cartucho (6 caracteres)

  • Ex: LTO001, BK2026

🥚 Easter egg:
VOLSER mal planejado vira caos operacional em 6 meses.


4️⃣ SMS e fita – onde tudo pode dar errado

🧩 Storage Class

Define:

  • Se pode ir para fita

  • Performance

  • QoS

🗂️ Data Class

Define:

  • LRECL, RECFM

  • Se pode ser estendido

  • Tipo de dataset

📜 Management Class (o coração da fita)

Define:

  • Migração

  • Backup

  • Retenção

  • Expiração

📌 Exemplo clássico

Primary Days Non-Usage: 5 Secondary Days Non-Usage: 30 Expire After Days: 365

☕ Tradução Bellacosa:

“Depois de 5 dias sem usar, manda pra fita.
Depois de 1 ano, pode morrer em paz.”


5️⃣ DFSMShsm – o dono da fita no z/OS

Se você usa z/OS, você usa HSM, mesmo que não saiba.

🛠️ O que ele faz

  • Backup

  • Migração

  • Recall

  • Expiração

  • Controle de catálogo

🔑 Comandos essenciais

HSM LIST TAPE HSM LIST BACKUP HSM QUERY MIGRATION HSM RELEASE

🥚 Easter egg:
Quando o recall demora, não xingue o HSM primeiro. Veja drive, robô e concorrência.


6️⃣ JCL básico gravando em fita

✍️ Exemplo simples

//STEP1 EXEC PGM=IEBGENER //SYSUT1 DD DSN=MEU.ARQUIVO.INPUT,DISP=SHR //SYSUT2 DD DSN=MEU.ARQUIVO.TAPE, // DISP=(NEW,KEEP), // UNIT=TAPE, // LABEL=(1,SL), // VOL=SER=LT0010 //SYSPRINT DD SYSOUT=* //SYSIN DD DUMMY

🧠 Dica:

Hoje quase ninguém codifica VOL=SER fixo.
Deixe o SMS escolher — ele sabe mais que você (e não esquece).


7️⃣ Bibliotecas robóticas – o “braço invisível”

No z/OS moderno:

  • Robô monta

  • Robô desmonta

  • Operador só observa

⚠️ Erro comum de iniciante:
Pensar que fita é lenta.
👉 Lento é drive disputado.


8️⃣ Performance – sim, fita pode ser rápida

  • Streaming contínuo = performance boa

  • Muitos arquivos pequenos = sofrimento

🧠 Dica avançada:

Agrupe dados antes de gravar em fita.
Fita odeia stop/start.


9️⃣ Segurança e ransomware

Fita no z/OS é:

  • Offline

  • Isolada

  • Confiável

🔐 Estratégia moderna:

  • Backup diário em VTL

  • Cópia semanal para fita física

  • Cartucho fora do datacenter

☕ Isso se chama sobreviver a segunda-feira.


🔟 Erros clássicos (todos já cometemos)

❌ VOLSER sem padrão
❌ Retenção mal definida
❌ Fita virando “lixeira eterna”
❌ Esquecer limpeza de drive
❌ Achar que cloud substitui tudo


🗣️ Comentário final Bellacosa Mainframe™

“Quem domina fita, domina o tempo.
Porque dado velho também vale dinheiro.”

Fita no z/OS não é legado.
É engenharia, processo e maturidade operacional.


quarta-feira, 30 de abril de 2025

🖥️ A História do z/OS e dos Sistemas Operacionais do Mainframe IBM Z

 




🖥️ A História do z/OS e dos Sistemas Operacionais do Mainframe IBM Z



“Antes da IA, da nuvem e até do PC existir, já havia o OS/360 rodando o mundo.”
Bellacosa Mainframe Blog


🕰️ Linha do Tempo dos Sistemas Operacionais Mainframe IBM

EraSistemaAno de LançamentoAmbienteDestaques e Mudanças
🧮 1964OS/3601964IBM System/360O marco zero. Primeiro SO da IBM com compatibilidade entre modelos. Introduziu JCL, batch, e multitarefa.
🧰 1972MVT / SVS1972System/370Introduziu memória virtual (SVS: Single Virtual Storage). Evolução da arquitetura 360.
🧱 1974MVS (Multiple Virtual Storage)1974System/370Suporte a múltiplas áreas de memória virtual; nascia o conceito moderno de “job address space”.
🔐 1988MVS/XA (Extended Architecture)1983–1988370-XASuporte a endereçamento de 31 bits, canais de I/O mais rápidos, e novos dispositivos.
⚙️ 1990MVS/ESA (Enterprise Systems Architecture)1990System/390Suporte a multiprocessamento, novos modos de dispatching e SRM aprimorado.
💾 1995OS/3901995System/390Consolidação do MVS, JES2/JES3, TSO/E, ISPF, RACF e DFSMS em um único produto.
🧠 2001z/OS 1.02001IBM zSeries (z900)Rebranding do OS/390. Suporte nativo a 64 bits, Sysplex aprimorado, e TCP/IP integrado.
2007z/OS 1.8 – 1.132007–2011z9 / z10Inovações em UNIX System Services, RRS, segurança, e WLM dinâmico. z/OS 1.10 marcou 64 bits real.
☁️ 2012z/OS 2.12012zEC12 (z12)Base para modernização: zFS nativo, integração com z/VM e Linux, RACF estendido, 64-bit datasets.
🌐 2015z/OS 2.2 – 2.32015–2017z13 / z14Introdução do z/OSMF (z/OS Management Facility), APIs REST, automação e melhor UX.
🤖 2021z/OS 2.52021z15 / z16Suporte a AI Ops, integração com Ansible, containers, OpenShift no Z, e criptografia pervasiva.
🧬 2023–2025z/OS 3.1 e 3.2 (em evolução)2023–2025z16 / z17Primeira versão da nova geração “AI Native z/OS”. Observabilidade, IA em operações, OpenTelemetry e automação cognitiva.

🧭 Resumo Técnico das Grandes Mudanças

VersãoMudança Técnica ChaveImpacto
MVS → OS/390Consolidação de subsistemas (RACF, TSO, JES, DFSMS) em um único pacote.Simplificação da gestão e licenciamento.
OS/390 → z/OS 1.0Suporte nativo a 64 bits e TCP/IP.Entrada definitiva do mainframe na era da Internet.
z/OS 1.9 – 1.13Modernização do UNIX System Services e DFSMSdfp.Reforço da interoperabilidade e performance.
z/OS 2.xIntrodução de APIs REST, z/OSMF e segurança criptográfica pervasiva.Começo da integração com DevOps e automação.
z/OS 3.xIA nativa, automação cognitiva e observabilidade integrada.O mainframe como AI + Operations Platform.

🔍 Curiosidades Bellacosa

  • O OS/360 é citado até hoje em livros de engenharia de software — foi o projeto que inspirou o clássico “The Mythical Man-Month” de Fred Brooks, que liderou a equipe da IBM.

  • O JCL (Job Control Language) nasceu no OS/360 e sobrevive até hoje, com as mesmas palavras-chave básicas!

  • O z/OSMF (Management Facility) trouxe interface gráfica ao mainframe — uma revolução silenciosa em 2015.

  • O z/OS 3.1 inclui suporte nativo a observabilidade (via OpenTelemetry), o que permite monitorar o mainframe como se fosse uma app cloud-native.

  • Apesar de décadas, o z/OS mantém retrocompatibilidade funcional — programas compilados há 40 anos ainda rodam.


🧠 Dica Técnica

Cada nova versão do z/OS não é apenas mais performance — é um passo de integração com o ecossistema híbrido.

  • ✅ Use z/OSMF para gerenciar sem precisar de ISPF.

  • 🔒 Explore o z/OS Encryption Readiness Technology (zERT) para visibilidade de tráfego criptografado.

  • 🧩 Se estiver com z/OS 3.1+, integre com AI Operations e observabilidade via OMEGAMON + OpenTelemetry.

  • 🚀 E claro: mantenha seu Sysplex ajustado — ele é o coração do paralelismo z/OS.


📜 História em Números

GeraçãoBitsArquiteturaMarca de Hardware
OS/36024System/3601964
MVS/ESA31System/3901990
z/OS64zSeries (IBM Z)2001 – atual

🏁 Conclusão

O z/OS é a espinha dorsal da computação corporativa há mais de meio século.
De cartões perfurados a IA em tempo real, ele não apenas evoluiu — sobreviveu e liderou cada revolução tecnológica.

“Se a nuvem é o futuro, o mainframe é o alicerce onde a nuvem confia.”
Vagner Bellacosa – Um Café no Bellacosa Mainframe

 

terça-feira, 29 de abril de 2025

🧭 Tabela de Compatibilidade z/OS x Hardware IBM Z

 



🧭 Tabela de Compatibilidade z/OS x Hardware IBM Z

🧱 Mainframe (Hardware)📅 Ano de Lançamento⚙️ Arquitetura / Processador💿 Versão z/OS Compatível (mínima / recomendada)🧠 Observações / Curiosidades Bellacosa
z900 (zSeries 900)2000z/Architecture (64 bits) – Geração 1z/OS 1.1 a 1.8Primeiro mainframe 64 bits real; marco inicial do z/OS moderno.
z990 (zSeries 990 – “T-Rex”)2003Geração 2z/OS 1.4 a 1.10Introduziu suporte massivo a Sysplex e WLM avançado.
z9 EC / BC2005Geração 3z/OS 1.7 a 1.11Suporte aprimorado a criptografia, novas instruções de CPU e zAAP/zIIP.
z10 EC / BC2008Geração 4z/OS 1.9 a 1.13Introduziu processadores quad-core e otimizações de energia.
zEnterprise 196 / 114 (z196/z114)2010Geração 5z/OS 1.11 a 2.1Introduziu zEnterprise BladeCenter Extension (zBX). Início da integração heterogênea.
zEnterprise EC12 / BC12 (zEC12/zBC12)2012 / 2013Geração 6z/OS 1.13 a 2.2Introduziu criptografia AES e melhorias em zAAP/zIIP.
IBM z13 / z13s2015Geração 7 – 22nmz/OS 2.1 a 2.3Primeiro suporte oficial a Java 8, Cloud APIs e grandes melhorias em JES2.
IBM z14 / z14 ZR12017 / 2018Geração 8 – 14nmz/OS 2.2 a 2.5Introduziu Pervasive Encryption e o conceito de “Data Privacy by Default”.
IBM z15 (T01 / T02)2019 / 2020Geração 9 – 14nmz/OS 2.3 a 2.5Suporte a Data Privacy Passports e compressão de memória (zEDC).
IBM z162022Geração 10 – Telum 7nmz/OS 2.5 e z/OS 3.1Primeiro com AI On-Chip e inferência em tempo real via Telum.
IBM z172024Geração 11 – Telum 5nmz/OS 3.1 (nativo)Introduz Quantum Safe Encryption, IA expandida e otimizações de workload híbrido.

🔍 Padrões gerais de compatibilidade

  • O z/OS é sempre compatível com duas gerações anteriores de hardware (backward compatibility).

  • Já o hardware IBM Z suporta versões do z/OS até duas gerações anteriores (forward compatibility).

    Exemplo: o z16 suporta oficialmente z/OS 2.5 e 3.1, mas não roda 2.3 ou anteriores.

  • Cada geração de hardware introduz novas instruções de máquina, firmware PR/SM, e créditos de CPU específicos — por isso versões antigas de z/OS não reconhecem o processador.


Curiosidades Bellacosa

  • O z/OS 1.1 nasceu junto com o z900 — ambos foram marcos da transição para 64 bits.

  • O z/OS 2.1 (2013) foi o primeiro a exigir hardware com suporte nativo a HiperDispatch.

  • O z/OS 2.5 (2021) marcou o início da integração com IA e observabilidade moderna.

  • O z/OS 3.1 (2023) é o primeiro a suportar IA Ops e automação via Watsonx, exigindo no mínimo z16.

  • O z17 (2024) é o primeiro com suporte total a criptografia quântica e IA expandida em hardware — o casamento perfeito com o z/OS 3.1.


💡 Dica Bellacosa para seus alunos

Sempre verifique a “base mínima de suporte” (Hardware Base Level) antes de instalar um z/OS.
É comum em ambientes de teste ou em Hercules/Emulação que o z/OS falhe por instruções não suportadas no nível da CPU simulada.

 

terça-feira, 8 de abril de 2025

IBM z17 – O Mainframe para a Era da IA + Confiabilidade Extrema

 





⚙️ Postagem de Blog — Bellacosa Mainframe Style

IBM z17 – O Mainframe para a Era da IA + Confiabilidade Extrema




🧭 Introdução Técnica

A IBM z17 marca um salto importante na linha de sistemas IBM Z: lançado em 2025, ele é o primeiro projetado desde o início para a era da Inteligência Artificial (IA) integrada ao mainframe, além de trazer melhorias em segurança, inferência de dados em tempo real e suporte híbrido nublado 


🕰 Informações principais

  • Ano de lançamento: 2025 (anunciado abril, disponível a partir de junho)  

  • Modelo: z17 (também referido como máquina tipo 9175)  

  • CPU / arquitetura: Processador Telum II com acelerador de IA embutido; frequência elevada; aumento de cache (~ 40 %) para suportar até 450 bilhões de inferências por dia com latência de cerca de 1 ms.  

  • Versão do z/OS suportada: A IBM já anuncia que o z17 virá suportando ou sendo compatível com z/OS 3.2 (prevista para T3 2025) como a nova versão específica para esse hardware.  


📚 Curiosidade

  • O z17 não se limita apenas a “mais MIPS” — ele foi projetado para rodar inferência de IA nativa no mainframe, ou seja, usar modelos de machine learning diretamente onde os dados corporativos críticos residem, evitando latência de movimentação de dados. A IBM destaca que esta plataforma integra hardware, software e segurança com IA e aceleração — “bringing AI to the core of the enterprise”.  


📝 Nota Técnica

  • A arquitetura de interconexão, cache e aceleradores foi redesenhada para suportar workloads mistos tradicionais de mainframe (transações, CICS/DB2, Linux on Z) e cargas emergentes de IA/generative AI.  

  • O acelerador embutido permite que, segundo a IBM, se façam centenas de bilhões de inferências diárias com latência de ~1 ms, o que posiciona o z17 como plataforma “IA em tempo real” para transações. 

  • Além disso, novas capacidades de segurança e operação — por exemplo, gerenciamento de “segredos” (secrets management), detecção de anomalias com IA, integração de logs e métricas via OpenTelemetry — são parte do stack. 


🔁 O que muda em relação à versão anterior (z16)

  • O z17 complementa o z16 ao adicionar o “Telum II” com mais cache, maior frequência, e foco mais agressivo em IA (o z16 já trouxe IA on-chip, mas o z17 acelera mais cargas).

  • Aumento na escala de inferência de IA — mais operações por dia, menor latência.

  • Total integração de software operacional, IA de suporte às operações (ex: assistentes, agentes) e hardware de acelerador — o z17 traz além do chip principal, planos para cartões “Spyre Accelerator” (PCIe) para IA generativa. 

  • Maior foco em “hybrid cloud” + operações modernas de TI, integração com ambientes dev-ops, containers, geração de métricas operacionais e automação. 


💡 Dicas para Profissionais e Entusiastas

  • Se você trabalha com mainframe, valide como suas aplicações (COBOL, CICS, DB2) podem se beneficiar não só de mais MIPS, mas de inferência embutida — por exemplo, detecção de fraude, scoring de crédito ou análise de risco em tempo real.

  • Avalie a estratégia de modernização híbrida: z17 facilita a integração da plataforma Z com contêineres, nuvem híbrida e IA, então revise arquitetura e skills da equipe.

  • Fique atento à evolução do sistema operacional z/OS (como o 3.2 associado ao z17) e das ferramentas de suporte — por exemplo, automação de operação, observabilidade, integração de IA nas operações de mainframe.

  • Para seu curso ou aula, destaque: a transição do mainframe “só transações” para “transações + IA + segurança + nuvem” — o z17 encapsula essa mudança.


🏁 Conclusão Bellacosa

O IBM z17 é mais do que uma nova máquina — ele é o mainframe preparado para o futuro da computação empresarial: IA em tempo real, cloud híbrida, segurança de próxima geração, e desempenho corporativo robusto.
Para quem vive a Stack Mainframe, é um marco que reafirma: o mainframe não está ficando obsoleto — está se reinventando profundamente.

“Com o z17, o mainframe não só processa o que precisa ser feito — ele decide o que precisa ser feito.”
Bellacosa Mainframe

 

segunda-feira, 10 de junho de 2024

⚙️ Comparativo Técnico: z/OS x Hardware IBM Z

 


⚙️ Comparativo Técnico: z/OS x Hardware IBM Z

Aspectoz/OS (Sistema Operacional)IBM Z (Hardware Mainframe)
🧭 Função PrincipalSistema operacional corporativo de missão crítica, responsável por gerenciar recursos, segurança e execução de aplicações.Plataforma de hardware projetada para alta disponibilidade, segurança, processamento transacional e virtualização extrema.
🕰️ Primeiro Lançamento2001 (evolução do OS/390)2000 (início da linha zSeries com o z900)
🧬 Origem / LinhagemDescendente direto do MVS e OS/360.Evolução do System/360 (1964) e System/390.
🧠 ArquiteturaSoftware de 64 bits, multiprocessado, com suporte a Sysplex, WLM, RACF, UNIX System Services, e automação inteligente.Hardware CISC (Complex Instruction Set Computing) com processadores Telum de 7 nm ou 5 nm, suporte a criptografia e IA on-chip.
🧩 Componentes-ChaveJES2/JES3, TSO/E, ISPF, RACF, DFSMS, SDSF, WLM, z/OSMF.Processadores Telum, canais OSA-Express, CPs, zIIPs, zAAPs, IFLs, HMC, PR/SM, Crypto Express.
💾 Gerenciamento de DadosDFSMS, VSAM, DB2, HSM, zFS.Discos ECKD, adaptadores FICON, subsistemas DS8000, memória ECC.
☁️ VirtualizaçãoGerenciada via LPARs e z/VM (camada de hardware).Suporte nativo a PR/SM (Processor Resource/System Manager) para isolamento e virtualização física.
🔐 SegurançaControlada via RACF e SAF (System Authorization Facility). Suporte a criptografia, multifator e logs integrados.Criptografia pervasiva via Crypto Express e Telum AI Security Engine; isolamento físico entre partições.
🔄 DisponibilidadeSuporte a Parallel Sysplex, automação de failover e alta resiliência (99,9999% uptime).Hardware redundante (cooling, energia, canais, processadores, I/O) e hot-swap em quase todos os componentes.
🔢 EscalabilidadeMilhares de jobs simultâneos, centenas de LPARs, clusters Sysplex integrados.Até centenas de núcleos físicos, petabytes de RAM, e milhares de canais de I/O.
🧮 Desempenho TípicoOtimizado para transações e batch; workload inteligente via WLM.Capaz de processar bilhões de transações por dia (banco, varejo, governo).
💬 InterfacesISPF, TSO, SDSF, z/OSMF (GUI e REST APIs).HMC (Hardware Management Console), Support Element, interfaces web e CLI.
🧰 Linguagens e AmbientesCOBOL, PL/I, Assembler, Java, C, Python, REXX, UNIX shell.Compatível com z/OS, z/VM, z/VSE, Linux on Z, KVM, e firmware proprietário.
🧩 IA e Observabilidadez/OS 3.x traz suporte a OpenTelemetry e integração com IBM AI Ops.z16/z17 possuem Telum AI Accelerator para inferência de IA em tempo real.
🧙 Compatibilidade RetroativaProgramas MVS e OS/390 ainda rodam!Suporte total a hardware e software legado com microcódigos de compatibilidade.
🔁 Ritmo de AtualizaçãoVersões a cada 3–4 anos, com service packs contínuos.Novo hardware a cada 2–3 anos (z13 → z14 → z15 → z16 → z17).
🏁 Filosofia“Confiabilidade e estabilidade antes da inovação apressada.”“Performance e segurança com continuidade total.”
Curiosidade BellacosaUm job JCL escrito nos anos 80 ainda roda hoje sem recompilar.O IBM Z é projetado para funcionar por mais de 30 anos com peças trocadas em operação.

🔍 Como se complementam

O z/OS é o maestro, e o IBM Z é a orquestra.
Sem o hardware, o z/OS não toca.
Sem o z/OS, o hardware não entende a música.
Juntos, formam o ambiente mais resiliente, previsível e seguro já criado.


Curiosidades Bellacosa

  • O z/OS foi o primeiro sistema operacional 64-bit corporativo do mundo (antes do Windows e Linux!).

  • O IBM Z é o único hardware que consegue rodar workloads de IA, batch, OLTP e nuvem simultaneamente no mesmo chip.

  • Todo processador Telum é testado por 24 horas em cargas reais de CICS e DB2 antes de sair da fábrica.

  • O sistema z/OS ainda contém rotinas de código assembler escritas há mais de 40 anos — e elas funcionam perfeitamente.


💡 Dica Bellacosa para Padawans

Se quiser entender o poder do mainframe, olhe para o casamento entre o z/OS e o IBM Z:
o primeiro pensa, o segundo executa — e ambos nunca dormem.

Para o profissional moderno, dominar z/OS + arquitetura Z é como ter duas chaves do mesmo cofre:
uma abre os dados, a outra os protege.


domingo, 25 de fevereiro de 2024

MVS o parrudo sistema operacional dos IBM Mainframes

Divaguei muito fugindo ao tópico central, hoje vamos falar sobre Mainframe ,esta overview tem como objetivo apresentar aos padawan, detalhes sobre o mais antigo sistema operacional em funcionamento, por incrível que parece, surgiu nos anos 70, passou por transformações e inovações mas em sua essência, digamos o Kernel, é uma atualização hiper turbina do OS/360 o sistema operacional dos potentes computadores IBM. Leia na integra

terça-feira, 19 de setembro de 2023

🧠 Bellacosa Mainframe — “z/OS 3.1: o cérebro cognitivo do século XXI” ⚙️

 





🧠 Bellacosa Mainframe — “z/OS 3.1: o cérebro cognitivo do século XXI” ⚙️
📅 Lançado em setembro de 2023 — o z/OS 3.1 marca o início da era da IA no mainframe.


🚀 O salto quântico do z/OS

O z/OS 3.1 não é apenas mais uma atualização do sistema operacional — é a fusão entre o mainframe e a inteligência artificial.
Pela primeira vez, o próprio sistema aprendeu a se “autoajustar”, prever falhas e otimizar recursos com base em padrões de uso.
É o z/OS que pensa sobre o próprio z/OS — um conceito que, há poucos anos, parecia ficção científica digna de Asimov, mas hoje roda em hardware IBM z16.


📆 Lançamento e base de hardware

  • Data de lançamento: setembro de 2023

  • Suporte inicial: IBM z15 e z16

  • Firmware mínimo: PR/SM nível 7.0 (com suporte a IA e Crypto Express8S)

  • Fim do 31-bit puro: o z/OS 3.1 é 100% 64-bit, encerrando oficialmente a era do código 31-bit legacy.

  • LPARs: até 2.000 virtuais em sistemas de grande porte

  • Memória real: suporte a 32 TB por imagem z/OS

💬 Bellacosa Curiosity: A IBM internamente chamou o projeto do z/OS 3.1 de “Hermes”, o mensageiro dos deuses — porque o foco era justamente fazer o sistema conversar com tudo e todos, de CICS a cloud, de VSAM a containers.


🧩 O PR/SM 7.0 — cérebro dos cérebros

O Processor Resource/System Manager (PR/SM) ganhou uma das maiores evoluções desde o System/390.
Ele agora integra AI-Assisted Resource Balancing — um mecanismo cognitivo embutido no microcódigo que observa e aprende o comportamento das LPARs, redistribuindo ciclos de CPU conforme padrões históricos.

🔹 Novidades do PR/SM 7.0:

  • Redistribuição automática de créditos de CPU com base em Machine Learning.

  • Ajuste dinâmico de partições soft-capped sem necessidade de intervenção humana.

  • Métricas novas no RMF 79.3 e SMF 120.16, expondo o “score cognitivo” de eficiência por workload.

  • Suporte a fabricação dinâmica de processadores para testes (modo z16 T02+).

🧠 Easter Egg Bellacosa: o código interno de balanceamento do PR/SM 7.0 usa o nome “Athena” — em homenagem à deusa grega da sabedoria. Sim, o mainframe agora tem seu próprio oráculo interno.


💾 Memória e arquitetura — 64 bits, expandida e inteligente

O z/OS 3.1 expande e reorganiza profundamente as áreas de memória clássicas:
CSA, SQA, LPA e Pageable Link Pack foram redesenhadas para address spaces dinâmicos e compressão adaptativa.

ÁreaNovidade técnicaBenefício
CSA/SQACompressão adaptativa + expansão em tempo realReduz page faults em até 30%
LPALPA dinâmica + refresh sem IPLAtualizações “hot swap” de módulos
Private AreaSuporte a até 16 TBMenos swapping e I/O
Above BarGerenciamento automático via IAAlocação preditiva por workload

E, claro, o 64-bit only libera o z/OS de limitações antigas: todos os subsistemas agora são nativamente 64-bit, incluindo CICS, DB2, MQ e JES2.
Adeus “AMODE 31”. O futuro é amplo, literalmente.


⚙️ Softwares internos e stack IBM

O z/OS 3.1 é otimizado para o ecossistema z16 + IA, e veio afinado com as versões mais recentes:

ComponenteVersão recomendadaDestaques
CICS TS 6.1APIs RESTful nativas e Java 17 no z/OSSuporte a OpenAPI 3.1
DB2 13 for z/OSAprendizado de consultas via IA embutidaIndexação inteligente e SQL AI Insights
IMS 15.3APIs REST + integração com z/OS ConnectSimplificação de transações híbridas
MQ 9.3Suporte nativo a Kafka bridgeEnfileiramento híbrido
z/OSMF 3.1Totalmente redesenhado em React + REST APIPainéis cognitivos e monitoramento AI
RACFIntegração com MFA e OpenID ConnectLogon unificado e tokens JWT
zCX (z/OS Container Extensions)Nova engine OCIContainers Linux otimizados com zEDC e HiperSockets

Além disso, o z/OS Connect EE 3.1 transformou o mainframe em um hub de APIs REST JSON, expondo programas COBOL como microservices sem esforço.


🧬 Instruções de máquina — o poder do z16

O z/OS 3.1 tira proveito das instruções introduzidas com o processador do z16 (Telum), o primeiro chip mainframe com IA integrada on-chip.

Nova instruçãoFunçãoAplicação prática
AIMUL / AIDIVAI-assisted multiply/divideProcessamento vetorial para IA
PAI (Predictive AI Interface)Interface direta com o Telum AI CoreDiagnóstico de anomalias no tempo de execução
CIPHERXCriptografia quântica-ready (Q-safe)Preparação para pós-quantum cryptography
ZDEFLATE2Compressão inline 2.0Otimiza datasets VSAM e MQ sem zEDC overhead
BROADLOADCarga paralela em múltiplos registradoresMelhoria em Java JIT e C/C++

🧩 Fun fact: o Telum AI Core analisa em tempo real padrões de execução do sistema operacional, podendo prever deadlocks ou falhas de E/S antes que ocorram. O z/OS 3.1 é literalmente auto-protetor.


🤖 IA e automação embarcada

O coração do z/OS 3.1 é o IBM z/OS AI Framework — um conjunto de microagentes que monitoram o comportamento do sistema e sugerem (ou aplicam) ajustes automáticos:

  • WLM Advisor: ajusta metas de serviço com base no comportamento do sistema.

  • Health Checker AI Mode: detecta anomalias de forma preditiva.

  • JES2 Analytics: sugere tuning de classes e message routing.

  • Dataset Access Predictor: usa IA para identificar datasets “quentes” e sugerir caching.

E tudo isso é visível via o z/OSMF Cognitive Dashboard, com gráficos em tempo real e pontuação de “Saúde do Sistema”.


⚡ Créditos de CPU e WLM inteligente

O Workload Manager (WLM) recebeu um “upgrade cerebral”: agora, ele utiliza modelos de machine learning para entender a carga de trabalho em tempo real.

  • Ajuste dinâmico de pesos e metas sem intervenção humana.

  • Integração direta com SMF 98 para feedback contínuo.

  • Intelligent Resource Director (IRD 3.0): redistribuição cognitiva de créditos entre LPARs com base em padrões históricos.

O resultado?
Até 20% de eficiência extra em ambientes com workloads mistos (CICS + DB2 + zCX + batch).


🧠 Easter-eggs e curiosidades Bellacosa

💡 O z/OS 3.1 inclui um comando interno, usado em debug, chamado D AITHINK, que retorna métricas de “convergência cognitiva” — uma piada interna dos engenheiros do laboratório Poughkeepsie sobre “sistemas que pensam demais”.

💾 O arquivo de ajuda do z/OSMF 3.1 contém uma menção a “Blue Phoenix”, nome de código do protótipo do z/OS AI Framework.

🎹 E, claro, o JES2 foi apelidado internamente de “O maestro invisível” — em homenagem ao seu papel histórico de orquestrar o caos dos jobs desde o OS/360.


🔚 Conclusão — o mainframe entra na era cognitiva

O z/OS 3.1 é o mainframe autoconsciente.
Ele monitora, aprende, otimiza, protege e responde — tudo sem precisar acordar o sysprog às 3h da manhã (ok, quase sempre).
É o renascimento do z/OS como sistema operacional cognitivo, preparado para IA generativa, automação total e integração com qualquer nuvem.

O Sistema Operacional nunca foi tão inteligente.
E o Bellacosa Mainframe — claro — segue com o café na mão, observando o titã despertar. ☕💙