💾 EL JEFE MIDNIGHT LUNCH — Bellacosa Mainframe Chronicles
“☕ Jean Sammet: a mulher que colocou ordem no caos das linguagens”
Há gente que programa.
Há gente que projeta linguagens.
E há gente raríssima que para, olha tudo isso de cima e diz: “isso precisa fazer sentido”.
Jean E. Sammet não ficou famosa por uma linguagem só.
Ela ficou eterna porque organizou o pensamento sobre linguagens de programação — e ajudou a transformar o COBOL de uma ideia ousada em algo formal, sustentável e historicamente consciente.
Se o mainframe é estável, se o COBOL é legível, se linguagens têm história, muito disso passa por Jean Sammet.
Café servido. ☕
Vamos à história.
👩💻 Quem foi Jean Sammet (biografia essencial)
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Nome completo: Jean E. Sammet
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Nascimento: 23 de março de 1928
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Falecimento: 20 de maio de 2017
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Formação: Matemática
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Empresas-chave: Sylvania Electric, IBM
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Áreas de atuação: Linguagens de programação, compiladores, padronização, história da computação
Jean Sammet era matemática de formação, mas historiadora por vocação e engenheira por necessidade.
Ela entrou na computação quando tudo ainda estava sendo inventado — inclusive as regras.
🕰️ O mundo que ela encontrou
Anos 50 e 60.
Cada máquina tinha:
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Uma linguagem
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Um dialeto
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Um conjunto de regras implícitas
Documentação? Pouca.
Padrões? Quase nenhum.
História? Ninguém achava importante registrar.
🧠 Comentário Bellacosa:
Jean Sammet olhou esse caos e pensou:
“Se não organizarmos isso agora, ninguém vai entender nada depois.”
Ela estava certa.
💻 Jean Sammet e o COBOL
Jean Sammet participou ativamente do Short-Range Committee (1959), o comitê que definiu o COBOL.
🔹 Seu papel no COBOL
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Defendeu clareza sintática
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Ajudou a estruturar regras formais da linguagem
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Garantiu que o COBOL fosse mais do que inglês solto disfarçado
🧠 Fofoquice técnica:
Enquanto alguns queriam algo “mais acadêmico”, Jean brigava para manter consistência e previsibilidade.
Sem isso, COBOL viraria um Frankenstein.
🖥️ Contribuição direta ao Mainframe
Jean Sammet entendia que o mainframe não era brinquedo de laboratório.
Era máquina de negócio.
Ela ajudou a moldar princípios que até hoje sustentam o ecossistema mainframe:
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Linguagens precisam ser estáveis
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Mudanças devem ser evolutivas, não destrutivas
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Código precisa durar mais que hardware
🧠 Comentário Bellacosa Mainframe:
A filosofia do z/OS — compatibilidade para trás quase obsessiva — conversa diretamente com a mentalidade de Jean Sammet.
📚 O livro que mudou tudo
📖 Programming Languages: History and Fundamentals (1969)
Esse livro não é apenas referência.
É a certidão de nascimento da história das linguagens de programação.
🔹 O que ela fez:
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Catalogou linguagens
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Explicou conceitos
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Criou taxonomias
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Registrou decisões técnicas
🥚 Easter egg:
Até hoje, pesquisadores citam esse livro como fonte primária para linguagens que nem existem mais.
🧬 Principais trabalhos e feitos
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Participante do comitê original do COBOL
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Autora do primeiro grande livro de história das linguagens
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Pesquisadora e líder técnica na IBM
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Presidente da ACM (1974–1976)
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Defensora da preservação histórica da computação
🧠 Curiosidade:
Ela foi uma das poucas pessoas da época que documentava enquanto o trem ainda estava andando.
🧩 Fofoquices e bastidores (porque ninguém é de ferro 😄)
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Jean Sammet tinha fama de exigente e direta
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Não tolerava “achismo técnico”
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Corrigia colegas em público se achasse necessário
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Era respeitada — e temida — em reuniões
🧠 Tradução Bellacosa:
Ela não queria ganhar debates.
Queria que o futuro entendesse o passado.
👶 Para Padawans do Mainframe
Se você está começando agora, Jean Sammet deixa lições valiosas:
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Documente decisões
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Pense em longo prazo
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Linguagens são ferramentas sociais, não só técnicas
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Compatibilidade não é fraqueza — é maturidade
COBOL não sobreviveu por acaso.
Sobreviveu porque pessoas como Jean pensaram além da próxima versão.
🏛️ O legado de Jean Sammet
Jean Sammet deixou algo raro:
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Uma linguagem melhor estruturada
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Uma indústria mais consciente
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Uma memória histórica preservada
Sem ela:
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COBOL seria menos consistente
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O mainframe seria menos previsível
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A história da computação seria cheia de buracos
☕ Reflexão final do El Jefe
“Código pode ser reescrito.
História perdida, não.”
— espírito de Jean Sammet
Se hoje sabemos de onde viemos,
se conseguimos entender por que certas decisões foram tomadas,
é porque alguém teve o cuidado de escrever isso enquanto todo mundo só queria entregar software.
Jean Sammet não apenas participou da história.
Ela garantiu que a história sobrevivesse.